#Pelotasocculta #thelema #magia #fernandoliguori

•20/02/2018 • Deixe um comentário

as mais atuais referencias ocultistas em desenhos(para 2018)

•20/02/2018 • Deixe um comentário

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Entrevista sobre magia do chaos

•18/02/2018 • Deixe um comentário

Conheçam mais sobre Magia do Caos com nosso amigo Felipe Cazelli, estudioso e praticante do tema. facebook.com/hermeticaos medium.com/hermeticaos

Ritual de Companheiro Maçom do rito Schroder, o rito alemão.

•12/02/2018 • Deixe um comentário

PREFÁCIO
Com o presente, a Loja “Absalom zu den drei Nesseln” (n.o 1)
apresenta o segundo volume de sua nova edição revista dos Rituais de
Schröder da Loja de Companheiro.
Na nova edição deste ritual, seguimos os mesmos princípios que
citamos no prefácio do primeiro volume: o máximo respeito pela
originalidade do ritual, o qual, por sua vez, de todos os rituais em uso
na Alemanha, é o que mais se aproxima do ritual da Grande Loja-Mãe
Inglesa. Também, na parte no grau de Companheiro, mantivemos
intactas a pujança e a beleza da linguagem que, em sua plasticidade e
forma.
Os revisores não pouparam esforços. Muitas reuniões foram
necessárias para redigir a nova versão. Muitas objeções tiveram de ser
analisadas. Freqüentemente discutia-se uma hora inteira sobre o
sentido de uma única palavra. De máxima importância nos foi a
constante presença do ritual original de Friedrich Ludwig Schröder,
datado de 1816.
O texto original evidencia que no correr do século 19, foram
introduzidas alterações e até incoerências no ritual, ao lado de
ocasionais melhoras. Ficou patente que o texto original está bem mais
próximo do espírito maçônico atual, do que as alterações introduzidas
posteriormente.
Também na nova edição do Ritual de Companheiro tivemos o
cuidado de manter a clareza para os desenvolvimentos dramático e
cênico dos trabalhos. Também eliminamos as alternativas, visando
racionalização do ritual e para que ele possa ser decorado com maior
facilidade. Recusamos um perfeccionismo no Ritual a fim de que o
Venerável Mestre tenha a oportunidade de intercalar alguma variante
ou conservar usos e costumes tradicionais em sua Loja.
6Nós gostaríamos de ver, acima de tudo, na repercussão de nosso
trabalho: a confirmação do efeito da sabedoria, força e beleza do mais
antigo ritual alemão, que pouco mudou em 160 anos de uso. Em sua
obra “A crença nas Oficinas”, Paul Bröcker diz: “O Ritual Schröder e
a sua vitoriosa trajetória pelo mundo maçônico finalizam a triste
viagem em ziguezague, que as Lojas maçônicas tiveram que atravessar
através do labirinto dos altos e dos altíssimos graus, do charlatanismo
e do embuste, da alquimia e da magia mística e as conduziu de volta à
trilha livre da cultura”.
A Comissão
7A SALA DE PREPARAÇÃO
Na Sala de Preparação, para a qual os Garantes
(Padrinhos) conduzem os Aprendizes, há uma mesa e cadeiras.
Um quadro mostra os seguintes adágios:
“Desenvolvei o vosso espírito e o vosso coração. Fazei com
que recebam a semente da Sabedoria e da Amizade
verdadeira para que possam produzir lindas flores”.
“O autoconhecimento é o melhor meio para o
conhecimento do ser humano e para o enobrecimento do
coração”.
“Não só a força do autoconhecimento, mas também os
sentimentos devem ser formados e enobrecidos, pois
espargem as alegrias mais afáveis e nobres sobre o
caminho da nossa vida”.
9ABERTURA DA LOJA DE COMPANHEIROS
O mais tardar, quinze minutos após o horário fixado, o
Venerável Mestre convida os Oficiais a ocuparem os seus
lugares. Estando todos de pé em seus respectivos lugares, o
Venerável Mestre diz:
VM
– Irmão 1o Diácono, verificai se na ante-sala encontram-
se Companheiros e Mestres, e conduzi-os ao Templo
em cortejo, tendo à frente os Grandes Oficiais e Mestres
Instalados.
O 1o Diácono dirige-se à ante-sala e dá três batidas fortes e
espaçadas no chão, com o bastão.
Após certificar-se que somente Companheiros e Mestres
estão presentes, diz:
1.D
– Meus irmãos, trago-vos a saudação do Venerável
Mestre da Augusta e Respeitável Loja ……………
……………………………….. no …….. Preparai-vos para uma
Loja de Companheiros e revesti-vos como Maçom.
Uma vez atendido, o 1o Diácono repete as três batidas com
o bastão e anuncia:
1.D
– Meus Irmãos, de Ordem do Venerável Mestre,
convido-vos a seguir-me em cortejo, aos pares, e, em
silêncio. Inicialmente os Grandes Oficiais e Mestres
Instalados e, a seguir, os Mestres, e Companheiros.
O Guarda do Templo permanece fora fechando a porta e
somente entrará após a verificação de cobertura
O 1o Diácono conduz o cortejo ao Templo, circunda o
Tapete, seguindo do Oeste pelo Norte ao Leste. Chegados
ao Leste, o 1o Diácono indica os lugares aos Grandes
Oficiais e Mestres Instalados, enquanto o 2o Diácono faz
permanecer no Oeste o cortejo dos Mestres e
10Companheiros, até que os Irmãos no Leste estejam em seus
lugares.
O 1° Diácono permanece no Leste, observando a entrada
dos Irmãos, cuidando para que os Mestres ocupem lugares
no Sul e no Norte, e os Companheiros no Norte.
Não há indicação para ser cantada alguma música
Estando todos os Irmãos de pé em seus respectivos lugares,
o 1o Diácono caminha pelo Sul para o Oeste e, de lá, após
dar três batidas com o bastão no chão, diz:
1.D
– Venerável Mestre, por vossa ordem, todos os Irmãos
estão reunidos no Templo.
Caso o Venerável Mestre tenha alguma comunicação a
fazer em Loja Aberta aos Irmãos de sua Oficina, durante a
qual ele não deseja a presença de visitantes, é facultado
introduzi-los depois de feitas as comunicações.
Quando todos os Irmãos estiverem de pé em seus lugares.
VM
2.V
1.V
VM
2.D
VM



– Irmão 2o Diácono! Qual o primeiro cuidado de um
Maçom?
– Verificar se a Loja está coberta.
– Cumpri este dever.
O 2a Diácono faz um giro certificando-se de que todos os
Irmãos paramentados como Companheiros ou Mestres.
Então, ele vai à porta da Loja e dá, com o punho, a batida
do grau de Companheiro.
O Guarda responde, externamente, com a mesma batida,
em seguida, ingressa no Templo.
O 2o Diácono retorna ao seu lugar e, sem se por à ordem,
diz:
112.D
VM
– Venerável Mestre, a Loja de Companheiro está
coberta.
– Irmãos Diáconos, estendei o Tapete!
Então, os Diáconos desdobram o tapete, do Leste para o
Oeste. (O Tapete pode ser estendido na preparação da
Loja).
Em seguida, o Venerável Mestre entrega a vela pequena do
Altar ao 1o Diácono.
Então, as velas são acesas como na Loja de Aprendiz.
VM
1.V
2.V
– Sabedoria, dirige a nossa Obra!
– Força, executa-a!
– Beleza, adorna-a!
Logo que o Venerável Mestre estiver novamente em seu
lugar, atrás do Altar.
VM
2.V
1.V



– À ordem, meus Irmãos!
Todos os Irmãos colocam-se no Sinal de Companheiro.
VM
2.D
VM
1.D
VM
2.V
– Onde é o lugar do 2o Diácono?
– Perto do 1o Vigilante para executar suas ordens!
– Onde é o lugar do 1o Diácono?
– À direita do Venerável Mestre para executar suas
ordens.
– Onde é o lugar do 2o Vigilante?
– No Sul, pois assim como o Sol está no Sul, quando é
meio-dia, assim também o 2o Vigilante está aí para
chamar os Irmãos do trabalho ao descanso e zelar para
12VM
1.V
VM
2.V
VM
VM
2.V
1.V
VM
que todos voltem ao trabalho no horário certo, a fim de
que a obra progrida.
– Onde é o lugar do 1o Vigilante?
– No Oeste, pois assim como o Sol se põe no Oeste
para terminar o dia, assim também o 1oVigilante está aí
para fechar a Loja, entregar aos Obreiros o seu salário
e dispensá-los do trabalho.
– Onde é o lugar do Venerável Mestre?
– No Leste, pois assim como o Sol nasce no Leste para
iniciar o dia, assim também o Venerável Mestre está
no Leste, para abrir a Loja e ordenar os seus trabalhos.
– Achando-me no Leste, por livre escolha dos meus
Irmãos, abro esta Loja de Companheiro em honra ao
Grande Arquiteto do Universo e segundo os antigos
costumes do Companheiro Maçom.
¶ ¶¶
¶ ¶¶
¶ ¶¶
– Oração:
Muito além dos sóis, majestosamente brilha o único Criador
dos sóis e fonte da eterna e mais pura Luz.
Dele é a obra sagrada. Pois, Ele designou os Maçons para
serem brilhantes como Ele no universo.
Bênçãos cubram o trabalho fiel dos Irmãos.
Bênçãos sobre eles, que estão hoje mais unidos pelo Amor!
Nobres, solidários e bons, cheios de fervor pela Verdade e
Justiça, para Convosco corajosamente subirem às alturas.
13No alto está o objetivo, pois grandes são os desígnios da
Fraternidade: Somente aquele que caminha na Luz subirá os
degraus.
Eterno Criador do Universo que nunca falte Sabedoria, Força
e Beleza nesta obra, à qual nos dedicamos fraternalmente.
O Venerável Mestre conclui o Sinal, com todos os Irmãos.
VM
– A Loja de Companheiro está aberta. Cada um seja
consciente de seu dever e abençoada seja esta hora.
– Pela Saudação!
Todos os Irmãos batem com a mão direita na esquerda ao
ritmo do Companheiro, em seguida, sentam-se.
14PREPARAÇÃO PARA A PROMOÇÃO
Os Aprendizes a serem promovidos são conduzidos por
seus Garantes (Padrinhos) ou por um Irmão Mestre à Sala
de Preparação.
Eles revestem-se maçonicamente.
Mostram-lhes os adágios e são deixados a sós para
meditação.
O Preparador e seu acompanhante, de preferência um
Companheiro, ambos revestidos maçonicamente, entram
na Sala.
PP
– Meus Irmãos! Recebei nosso fiel e fraterno aperto de
mão. Nós vos cumprimentamos com o toque de afeto.
Eles dão a cada Aprendiz o toque do primeiro grau.
PP
– Contais hoje com a vossa Promoção a Companheiro.
Antes, porém, teremos que nos convencer de que
aproveitastes o vosso período de aprendizado. Sabeis
que a Maçonaria visa a um aprofundamento espiritual
e um enobrecimento moral. Pressupomos que sois
guiados pelo desejo de um aperfeiçoamento mais
elevado. Diga-nos honestamente, se este for o caso,
podemos partir deste pressuposto?
Resposta.
PP
– Conheceis a trilha que percorrestes como Maçom e
os deveres que jurastes obedecer.
Para o Aprendiz mais antigo ou mais experiente:
PP
– Irmão ………………., qual a finalidade da Maçonaria
de acordo com os vossos atuais conhecimentos?
Resposta.
15PP
PP
AM
PP
AM
PP
AM
PP
AM
PP
AM
PP
AM
PP
– A forma mais simples que usamos para denominar o
objetivo da Maçonaria é o humanitarismo, ou seja, o
humanismo no seu sentido mais elevado e mais
perfeito. A Maçonaria quer promover a felicidade
através da difusão dos valores morais. O primeiro grau
é uma representação de nosso nascimento moral. Por
isto, vos foi imposto a obrigação de aspirar a verdade,
a sabedoria, o sigilo e a perseverança contra as
tentações externas e internas. O segundo grau procura
aprofundar a amizade entre os Irmãos para tornar mais
viva a necessidade do cumprimento dos deveres do
Maçom. Agora, conforme costumes tradicionais, vos
farei algumas perguntas sobre o Catecismo Maçônico.
– Sois Maçom?
– Meus Irmãos Mestres e Companheiros como tal me
reconhecem.
– Como posso reconhecer-vos como Maçom?
– Pelo Sinal, pela Palavra, pelo Toque e pela repetição
das circunstâncias particulares de minha Iniciação.
– Qual é o Sinal do Aprendiz?
(executa o Sinal)
– Qual é a Palavra?
– J.
– Como é o Toque?
(dá o toque ao Preparador).
– Mostrai-me os Passos do Maçom.
(executa os passos).
– Quais as três Grandes Luzes da Maçonaria?
16AM
PP
AM
PP
AM
PP
AM
PP
AM
PP
– A Bíblia, o Esquadro e o Compasso.
– Quais as três Pequenas Luzes?
– As três velas em torno do retângulo, no Leste, Oeste
e Sul.
– Sobre que se apoia a Loja?
– Sobre três grandes Colunas.
– Quais os nomes destas Colunas?
– Sabedoria, Força e Beleza.
– Durante vossa Iniciação, prometestes o fiel
cumprimento de obrigações importantes.
– Estais decidido a aceitar mais obrigações e a não
esmorecer em vosso zelo pelo Bem?
– Sim.
– Confiantes e esperançosos, acreditamos em vossas
palavras. Confiantes e esperançosos, os Irmãos vos
aguardam reunidos para vossa Promoção.
– O homem só, investido de força e de coragem para o
bem, muito pode, porém, unido a outros Irmãos, tudo
pode.
– Entregai vossas cartolas ao meu acompanhante.
Este leva, mais tarde, as cartolas para o interior do templo.
– Formai uma cadeia e acompanhai-me.
A cadeia é formada com cada Aprendiz segurando com a
mão direita a mão esquerda do Aprendiz que está a sua
direita. Havendo um só Aprendiz, são designados dois
Companheiros para acompanhá-lo.
O Preparador toma a mão do primeiro Aprendiz e os
conduz em cadeia, até a porta do Templo, onde o primeiro
Aprendiz pede ingresso mediante três batidas fortes e
espaçadas.
17A PROMOÇÃO
Após as três batidas fortes e espaçadas na porta:
1.V
2.V
VM



Todos os Irmãos se levantam.
VM
– Irmão 2o Diácono! Quem bate de forma tão estranha?
O 2° Diácono vai à porta, que é aberta pelo Guarda a cada
uma das seguintes perguntas feitas em voz alta e após,
fechada novamente.
2.D
PP
– Quem bateu?
– Irmãos que trabalharam como Aprendizes, durante o
tempo que a lei exige, pedem para serem promovidos a
Companheiros para se aperfeiçoarem na Maçonaria.
O 2oDiácono repete sem se afastar da porta:
2.D
VM
2.D
PP
2.D
VM
2.D
– Venerável Mestre, são Irmãos que trabalharam como
Aprendizes, durante o tempo que a lei exige, pedem
para serem promovidos a Companheiros, para se
aperfeiçoarem na Maçonaria.
– Estão seus Mestres e Companheiros satisfeitos com
eles?
– Estão seus Mestres e Companheiros satisfeitos com
eles?
– Sim.
– Sim.
– Quem se responsabiliza por eles?
– Quem se responsabiliza por eles?
18PP
2.D
– Os Irmãos …………..
– Os Irmãos …………..
O Venerável Mestre pergunta aos Garantes.
VM
– Irmãos …………..Confirmais vossa Garantia?
Os Garantes fazem o Sinal e respondem:
PD
VM
2.D
– Sim.
– Franqueai-lhes a entrada.
– Podeis entrar.
O Preparador conduz os Aprendizes ao interior da Loja,
sem desfazer a Cadeia, de modo que o primeiro Aprendiz
fique ao lado do 1° Vigilante e diz:
PP
– Irmão 1° Vigilante! Entrego-vos estes Aprendizes,
que trabalharam o tempo em que a lei exige, e pedem
para serem promovidos a Companheiros.
Desfaz-se a Cadeia. O Preparador volta ao seu lugar.
1.V
– Venerável Mestre! Aprendizes, que trabalharam o
tempo em que a lei exige, pedem para serem
promovidos.
Pausa com silêncio absoluto.
VM
– Meus Irmãos, se na hora séria em que aqui estivestes
pela primeira vez, existiam em vós sinceridade e boa
vontade, então ela foi fecunda para toda vossa vida.
– A vossa consciência vos dirá, se a vossa Promoção a
Companheiro é devido apenas aos costumes de nossa
Fraternidade ou ao vosso mérito.
– Disto dependerá se para sempre sereis apenas
Maçom de nome ou se realmente sereis cumpridor
constante das obrigações inerentes a imposição deste
nome.
19– Pressupondo que tendes começado a compreender o
espírito de nossa Fraternidade, temos a intenção de vos
promover a um grau mais elevado. Confiamos que este
símbolo do crescimento rumo à perfeição vos
estimulará ao maior zelo pela nossa Fraternidade.
Pausa.
VM
– Irmãos Aprendizes! Se aproveitásseis a luz benfazeja
que vos foi dada em vossa iniciação, se vos livrastes de
preconceitos, se reconhecestes a verdade, se vos
esforçastes em enobrecer vossas tendências e
ambições, então iniciastes a peregrinação pelo caminho
da Maçonaria na luz da Sabedoria.
– Porém, o ser humano jamais pode presumir alcançar
a meta final da perfeição neste mundo imperfeito;
procurar, procurar consciente e continuadamente para
alcançá-la, esta é a sua determinação terrena.
– Irmão 1° Vigilante! Para que o ensinamento, que foi
transmitido no primeiro grau, fique profundamente
gravado nos Irmãos e os estimulem com mais
freqüência a uma rígida introspecção, faça com que os
Aprendizes se voltem para o Oeste e mostrai-lhes o
começo de toda a sabedoria humana.
O 1o Vigilante faz com que os Aprendizes se voltem para
o Oeste.
O 2° Diácono apresenta-lhes um espelho, de modo que os
Aprendizes possam ver-se através dele.
1.V
– O autoconhecimento é o começo de toda a
Sabedoria.
O 1o Vigilante faz com que os Aprendizes se voltem para
o Leste
20VM
– O autoconhecimento é o começo de toda a
Sabedoria. Do mesmo modo que vemos num espelho
límpido as imperfeições e belezas de nosso corpo na
sua forma verdadeira, somente através de rigoroso
auto-exame poderemos conhecer os nossos defeitos e
as nossas virtudes.
– Este exame deve nos tornar justos para conosco e
condescendentes para com os outros.
– O autoconhecimento é o objetivo da Sabedoria!
– Um ser humano nunca é o mesmo no fluxo
turbulento da vida. Ter o conhecimento de si próprio
até a última hora na vida terrena, sob os mais variados
destinos e ver, dentro de si próprio, o espelho do
grande mundo que nos cerca, é onde o mais sábio entre
os sábios poderá chegar. Assim, quem quiser alcançar
a Perfeição, precisa aprender a conhecer a si próprio.
Pausa.
VM
– A nossa vida, meus Irmãos, tem tanta semelhança
com uma viagem que é simbolizada desta forma desde
os tempos mais antigos.
– Vossa viagem como Aprendiz simbolizou as
dificuldades da vida que, de bom ou mal grado, temos
que nos subjugar, bem como as oposições que temos
de enfrentar para darmos cumprimento às nossas
obrigações. Porém, a vida também nos oferece muitas
alegrias.
– Vossos olhos estiveram vendados por ocasião da
vossa primeira viagem maçônica para que dirigísseis o
olhar exclusivamente para vosso interior. Mas o
Maçom também deve olhar francamente para o mundo
21livre e descoberto e possuir um coração aberto para
tudo que de grande e nobre nele se encontra.
– Com os olhos abertos e firmemente unidos a fiéis
amigos é mais fácil e mais alegre seguir pela vida.
– Irmão 2° Diácono! Fazei com que os Aprendizes
iniciem a viagem dos Companheiros.
O 2° Diácono coloca-se entre o 1° Vigilante e o primeiro
Aprendiz, fazendo com que os Aprendizes formem a
Cadeia novamente. Toma a mão do primeiro Aprendiz e
permanece com eles no Ocidente.
VM
2.V
1.V
VM



– À ordem, meus Irmãos!
Todos se colocam no Sinal de Companheiro.
Antes de iniciar a viagem, o Venerável Mestre, com
acompanhamento musical, diz:
VM
– Foi árdua a primeira viagem para o sagrado
território da Verdade, onde seu Templo se encontrava
envolto por coroas de espinhos. Mas as dificuldades
foram vencidas. Estejais pronto para caminhar mais
adiante, para encontrar novo conhecimento.
Começa a primeira viagem do Oeste, pelo Sul para o Leste.
Durante a primeira viagem, o Venerável Mestre, com
acompanhamento musical, diz:
VM
– O sofrimento e as preocupações tornam nublada a
nossa visão. Só com o espírito alegre veremos as
flores ao nosso redor. Que a alegria paire sobre nossos
dias! A alegria clareia a visão, oferece-nos flores e
frutos e destroça toda lamentação.
22No Leste, eles param de frente para o Venerável Mestre,
que lhes mostra o Esquadro:
VM
– Meus Irmãos! O Esquadro é para nós o símbolo da
severa justiça que deve reinar em toda a nossa
conduta. Devemos ser justos para conosco e para com
os outros.
Feliz daquele que zela pela sua dignidade moral e
respeita a alheia, conservando sagrados os limites
estabelecidos pela justiça e pelo direito. Esta é a
verdadeira sabedoria do Maçom.
O 2o Diácono inicia a segunda viagem do Leste pelo Norte,
Oeste e Sul.
Durante a viagem, o 2o Vigilante, com acompanhamento
musical, diz:
2.V
– O sopro divino se manifesta em todos, e em nós
habita seu elevado espírito. A mensagem é erguer-se
orgulhosamente, jamais cair. Honrai-vos no outro,
honrai a humanidade. Os Irmãos devem caminhar em
paz, protegendo os direitos próprios e alheios.
No Sul, eles param de frente para o 2o Vigilante, que lhes
mostra o Prumo e diz:
2.V
– Meus Irmãos! O Prumo é para nós o símbolo da
incessante procura pela Verdade. Devemos ser
verdadeiros em nossas palavras e em nossas ações,
procurando a Verdade em tudo que nos cerca.
– Feliz daquele que procura e encontra o que é
realmente belo na natureza, nas artes e na vida. É esta
a verdadeira beleza do Maçom.
O 2o Diácono inicia a terceira viagem, do Sul pelo Leste,
Norte e Oeste.
23Durante a viagem, o 1o Vigilante, com acompanhamento
musical, diz:
1.V
– Entrai no reino da Verdade, com mais alegria a
cada passo. Pesquisai, e procurai mais luz e trazei-
nos o brilho da Verdade. Vós que procurais a
Verdade, vinde até nós e recebei o agradecimento
dos Irmãos pelo vosso mérito.
No Oeste, eles param de frente para o 1o Vigilante, que lhes
mostra o Nível e diz:
1.V
– Meus Irmãos! O Nível é para nós o símbolo da
Igualdade original de todos os seres humanos. Nele
encontramos o chamamento para amarmos a todas as
pessoas como Irmãos, pois são criaturas de Deus.
– Feliz daquele que, no caminho da vida, encontrou
amigos fiéis, aos quais pode unir-se em amor fraterno,
e que é apoio seguro em sua jornada. Esta é a
verdadeira Força do Maçom.
Os Aprendizes continuam parados no Leste, e o Venerável
Mestre, com acompanhamento musical, diz:
VM
– Reparti com o amigo o ornamento da alegria. A
palavra amiga e o aperto de mão curam até os
ferimentos da aflição. De mãos dadas, reconhecei
hoje, na viagem dos Companheiros, as ricas fontes do
amor fraternal.
Os Aprendizes desfazem a Cadeia.
Todos os Irmãos desfazem o sinal de Companheiro e
sentam-se.
1.V
VM
– Venerável Mestre! Os Irmãos concluíram a viagem.
– O que aprenderam durante a viagem?
241.V
VM
AM
VM
AM
VM
– Entusiasmo pela Amizade, sensibilidade pela Beleza
e respeito pela Verdade.
– É bom para eles se foi assim.
– Meus Irmãos! Estais prestes a galgar o segundo
degrau de nossa Fraternidade. Para nós, parece sem
importância a Promoção de quem apenas deseja
conhecer alguns costumes adicionais e estar acima dos
Aprendizes.
– A cada degrau, cresce a obrigação do Maçom no
trabalho para o seu próprio aperfeiçoamento e para a
felicidade humana.
– Estais conscientes da seriedade desta missão?
– Sim.
– Continuais no firme propósito de tornar-vos
Companheiro?
– Sim.
– Irmão 1° Vigilante! fazei com que os Aprendizes, um
após o outro, se aproximem do Leste com os três
passos maçônicos.
O 1o Vigilante solicita que o primeiro Aprendiz dê os
passos maçônicos sobre o Tapete, iniciando com o pé
direito, lembrando-lhe que deve fazer o Sinal de Aprendiz
ao chegar ao Altar.
(A marcha é feita sem Sinal.)
Havendo mais Aprendizes, cada um faz os passos, indo
também para frente do Altar.
Os Vigilantes permanecem em seus lugares.
O 2o Diácono se uni aos Aprendizes na frente do Altar.
25VM
VM
2.V
1.V
VM
– Descalçai as luvas. Com a mão esquerda colocai a
ponta deste compasso aberto sobre o lado esquerdo de
vosso peito. Colocai vossa mão direita sobre a Bíblia e
o Esquadro.



– À ordem, meus Irmãos!
Todos os Irmãos se levantam e se colocam no Sinal de
Companheiro.
AM
VM
AM
VM
– Estais lembrados do compromisso que assumistes
como Aprendiz?
– Sim.
– Estais disposto a renovar este compromisso e, ainda,
prometer conservar em segredo perante os Aprendizes
e Profanos, tudo o que vos for confiado no Grau de
Companheiro?
– Sim.
– Declino a uma declaração assinada e tomo vosso
aperto de mão como a palavra de um homem honesto.
Após o aperto de mão, o Venerável Mestre recoloca a mão
do Aprendiz sobre Bíblia.

VM
– À Glória do Grande Arquiteto do Universo.

VM
O Venerável Mestre com uma batida com o Malhete sobre
o compasso, diz:
com uma segunda batida com o Malhete sobre o
compasso, diz:
– Em nome da ……………………………
26¶
VM
com uma terceira batida com o Malhete sobre o
compasso, diz:
– E por força do cargo que ocupo como Venerável
Mestre da Aug. e Resp. Loja ………………………………, no
……, eu vos promovo a Companheiro Maçom!
Colocando ambas as mãos sobre os ombros de cada um
dos promovidos, diz:
VM
– Seja este passo abençoado para vós e para nós!
Todos os Irmãos completam o Sinal de Companheiro.
VM
– Sentemos!
Então o Venerável Mestre dá a instrução.
VM
– Meus Irmãos! Não só os Aprendizes, mas também os
Companheiros possuem o seu Sinal, Palavra e Toque.
Assim como o Sinal de Aprendiz faz alusão à sentença
do seu grau, o Sinal de Companheiro relaciona-se à
sentença do antigo juramento dos Companheiros
“Antes deixar que lhes arranquem o coração do que se
tornarem traidores”.
Ensina-lhes o Sinal.
– A palavra chama-se zaob, de acordo com a 2 a
Coluna, no Átrio do Templo de Salomão, onde os
Companheiros recebiam seus salários. É pedida e dada
como a palavra nikaj.
– A Palavra de Passe é htelobihcs.
– O Toque é o seguinte:
Ensina-lhes o Toque.
VM
– A Batida é:
¶ ¶¶
Dá a Batida com punho da mão, não com malhete.
27– Ela serve para distinguir os Companheiros dos
Aprendizes e para pedir ingresso na Loja de
Companheiros.
– As demais explicações serão dadas através do
Catecismo dos Companheiros.
– Calçai as vossas Luvas!
Eles executam.
– Despi vosso Avental e recebei este de Companheiro.
A fita azul simboliza a fidelidade que, unida à
inocência, confirma a nossa união de paz.
Ele entrega de volta as cartolas.
VM
– Tomai de volta vossas cartolas e cobri-vos com este
símbolo de Liberdade e Igualdade.
Os Promovidos cobrem-se.
O Venerável Mestre para os Promovidos:
VM
– Identificai-vos como Companheiros perante os
Irmãos Vigilantes no Sul e no Oeste e, após o
encerramento da Loja, agradecei aos vossos Garantes
com um cordial aperto de mão.
O 2o Diácono conduz os Promovidos pelo Sul ao lado
direito do 2o Vigilante, depois ao lado direito do 1°
Vigilante.
Os Vigilantes ensinam a resposta.
VV
CC
VV
CC
– Sois Companheiro-Maçom?
– Sou, examinai-me.
– Como devo reconhecer que sois?
– Pelo Sinal, pelas Palavras, pelo Toque e pela
repetição das circunstâncias particulares de minha
Promoção.
28Os Vigilantes mandam repetir o Sinal, as Palavras e
Toque.
Completada a identificação, o 2o Diácono conduz os
Promovidos ao Altar.
VM
– Uni-vos a mim para felicitarmos cordialmente os
novos Companheiros por suas promoções.
– De pé, meus Irmãos!
– Pela saudação!
É executada a saudação no ritmo de Companheiro e
sentam-se todos.
VM
– Dirigi-vos para o Norte e ficai atento ao que vos será
exposto.
O 2o Diácono os conduz à mesa do Secretário para assinar
o Livro de presença e depois, aos lugares reservados no
Norte.
29EXPLICAÇÃO SOBRE A PROMOÇÃO
Ela é feita pelo 2° Vigilante. Se outro Irmão for designado
para esta tarefa, postar-se-á no Sul ao lado do 2o
Vigilante.
– Meus Irmãos! Se tiveres compreendido corretamente o
sentido do progresso maçônico e se estais cientes do
significado dos nossos símbolos e cerimoniais, que constituem
o elo exterior e visível que une toda a Fraternidade espalhada
pelo globo terrestre, e que são a imagem visível e concreta dos
objetivos da Maçonaria, então, gostaríamos que, novamente,
dirigísseis vossa atenção e vossa reflexão para tudo que
ocorreu na Promoção hoje realizada.
O grau de Aprendiz começa com o nosso nascimento
para a vida moral, que é uma obrigação sagrada para nós
Maçons.
O grau de Companheiro representa o progresso em nossa
formação maçônica. Assim o exame a que fostes submetidos
durante a vossa preparação para a Promoção, serviu também
para nos convencer de que havíeis progredido através dos
vossos trabalhos calcados no conhecimento e na execução de
nossos costumes e de nossas leis. A pergunta para saber se os
vossos Mestres e Companheiros estavam satisfeitos com os
vossos desempenhos, serviu para alertar-vos de que somente
aquele que se mantém fiel às suas leis, e conquista o amor e a
confiança dos seus Irmãos, poderá alcançar um degrau
superior na Maçonaria.
Hoje, fostes introduzidos na Loja de olhos abertos,
executando vossa viagem simbólica com a vista desvendada.
Pressupomos que, não mais ofuscados por preconceitos e
30paixões, já poderíeis suportar os resplandecentes raios da
Verdade desvelada, da qual nos aproximamos com olhar
cuidadoso. O olhar dirigido para o espelho visava incentivar-
vos à reflexão sobre a influência em vossa consciência que
tiveram os ensinamentos ministrados no primeiro grau.
Lembrai-vos de que o “conhece-te a ti mesmo” visa
mostrar que, segundo nossa convicção maçônica, o
autoconhecimento é o início da Sabedoria, porque a formação
do ser humano consiste no desenvolvimento consciente das
suas capacidades. Mas, como isto poderia ser possível sem um
conhecimento preciso e completo daquilo que somos, que
temos e do que nos falta? Por isto, o autoconhecimento é
considerado como a verdadeira essência da Sabedoria humana,
pois o ser humano não pára e não deve parar nunca de
aprender e de instruir-se.
Assim, em todos os caminhos da vida, olhai para o vosso
interior com o olhar claro, avaliando-vos sobre os vossos
valores humanos, não pela exteriorização de vossos atos, mas
pela integridade e sinceridade de vosso caráter. Concentrai
vosso olhar diretamente sobre o objetivo de nossa
determinação Terrena para que possais alcançar o grande
presente da Divindade que é a existência terrena em toda sua
plenitude e esplendor, tornando-a realidade.
Vossa viagem foi acompanhada de música alegre e bem
diferente da viagem como Aprendiz. O ser humano, nascido
pela mão da natureza, encontra-se, no primeiro instante,
desvalido. A cada passo, está ameaçado de se tornar vítima do
preconceito, da fraude e da paixão. Um decidido propósito
para o Bem, para a firmeza de Caráter e para a união com
homens de bem o fortalece na luta pela Virtude.
31Com alegria, continua a vossa viagem através da vida
terrena, guiada pelas mãos de amigos fiéis. Quem, como ser
humano, permanece de caráter nobre, terá que achar que a
peregrinação em tão belo caminho aumentará a sua alegria de
procurar e de encontrar o bom entre os bons, em fraternal
união, sob atenção dobrada para o Belo e o Elevado em sua
volta, e andar pelo caminho puro em direção ao objetivo nobre.
Nesta viagem fostes alertados para o valor da amizade,
para o respeito pelo Belo, à aspiração à Verdade na palavra e
na ação. Pois o objetivo da Maçonaria não é outro a não ser o
de reconhecer a verdadeira dignidade espiritual do homem, de
desenvolvê-la e de fortificá-la. O bom Maçom cuida para não
perder a sua honra interna através de ações próprias ou perante
outros. Ele também honra a dignidade humana em seus
companheiros de vida. Pois conservar e defender a própria
honra com força masculina e prudência também significa
reconhecer a honra dos próximos e tê-la como sagrada. A falta
de integridade e a mentira não poderão subsistir perante a
dignidade íntima do homem
O bom Maçom zela para não macular sua honra com
atos impróprios; defende a honra com serenidade e firmeza
perante os outros, assim como respeita e mantém como
sagrada a honra alheia; respeita a dignidade humana. A
falsidade e a mentira não subsistirão diante da nobreza interna
do ser humano.
Por isto, o Maçom deve possuir além do amor puro à
Verdade, sensibilidade para tudo que representa o belo, como
se revela na natureza, na arte e na vida humana. Toda a
natureza em si, o maravilhoso firmamento estrelado, as
plantas, os animais e, sobretudo, as almas humanas que
desconhecem as limitações terrenas, são testemunhas da
32imensurável riqueza da criação, pela sua beleza, sua nobreza e
sua funcionalidade.
Acima de tudo, porém, está o ser humano que estando
consciente de sua nobreza e torna-se, também, merecedor de
fazer jus a tudo isto. O sábio vê nisto uma dádiva bondosa, que
auxilia a amenizar os sofrimentos da vida terrena. Auto-
enobrecimento, a partir do sentimento pelo Belo e Elevado, é o
dever de cada ser humano. Conquanto ele possua o talento e a
oportunidade para tanto, ele deverá desenvolver as forças
existentes latentes dentro de si.
O Maçom deve possuir um coração participativo e
sensível para tudo o que é grande, assim como por tudo o que é
nobre e belo e, para onde as circunstâncias da vida o levarem,
ele deverá se esforçar como um membro vivo da Humanidade
moralmente elevada. Unido estreitamente à amigos leais, ele
não fica só. Lado a lado, recebe coragem e perseverança,
auxílio e apoio na atividade em comum, voltado a um único
objetivo de toda a amizade e amor fraternal que lhe são
simultaneamente meio e objetivo, que nivelam e embelezam o
caminho, ajudam a superar dificuldades e são, também, as
recompensas pelo esforço honesto.
Meus Irmãos! Acompanhai-nos como Companheiros
fiéis. Caminhai conosco pela senda da vida, respeitando o que
respeitamos, amando o que amamos, aspirando com alegria o
que aspiramos.
Assim, o ideal da Maçonaria é a estreita união de todos
os homens bons e nobres em torno do verdadeiro, do belo e do
bom. Mesmo um Irmão possuindo menores dons poderá ser
um Maçom digno, bastando que seja uma pessoa íntegra e de
boa índole. Por esta razão, a amizade e o amor fraternal são
33representados por um símbolo maçônico em especial, a
Cadeia, na qual, vossas mãos, meus Irmãos Companheiros, já
estavam entrelaçadas antes de terdes, hoje, adentrado neste
Templo para vossa Promoção, para continuardes unidos a
vossa viagem. O homem, destinado a viver em sociedade,
sente dentro de si, um desejo premente, de comunicar aos
outros seus pensamentos e seus desejos, unir-se a eles e
também participar de seus sofrimentos e de suas alegrias.
Porém, uma verdadeira amizade só se pode basear na analogia
da boa vontade, com princípios morais, mentalidade e
empenhos íntegros.
Esta amizade é a corrente invisível que une os
verdadeiros maçons e que somente a morte poderá separar. Ela
não exige sábios, mas homens que amem a sabedoria; não
exige santos, mas homens sinceros, imbuídos da procura da
pureza moral e da bondade; com profundo respeito pela
dignidade humana, capazes de anular seus pensamentos
egoístas, capazes de demonstrar amor ao próximo a cada
instante.
Possuir amigos no mundo inteiro, estando unidos a eles
na procura das mais nobres metas da Humanidade, enobrece o
pensamento. Fora do ser humano não pode existir o bem. É no
seu intimo que ele pode germinar para desenvolver-se
amplamente.
Concluída a explanação, é feita a leitura dos deveres e
direitos dos Companheiros e, a seguir, a recitação do
catecismo de Companheiro.
34DEVERES E DIREITOS DOS COMPANHEIROS
A leitura é feita pelo 1o Vigilante.
1. O interstício do Companheiro geralmente é de um ano.
2. Depois das experiências e ensinamentos adquiridos no grau
de Aprendiz, o Companheiro deve familiarizar-se com os
símbolos e costumes do segundo grau. Ele deve refletir
sobre os seus significados e esforçar-se, seriamente, pela
continuidade da formação de seu intelecto e o
enobrecimento do seu coração.
3. O Companheiro assume o compromisso de manter em
segredo, perante os Aprendizes e estranhos sobre tudo que
lhe for confiado.
4. O Companheiro deve ser grato ao seu Garante e pedir-lhe
que continue a assisti-lo, pois tendo completado o tempo
como Companheiro, é ele quem pedirá a Elevação à Mestre.
5. Se um Companheiro mudar de residência, poderá ser
elevado em outra Loja de sua nova residência, mediante
pedido de seu Garante e com a concordância do Venerável
de sua Loja.
6. O Companheiro não deve faltar a nenhuma Loja do seu grau
e também do grau de Aprendiz. Deverá justificar, em
tempo, a sua ausência através de comunicação ao Venerável
Mestre.
7. Antes de sua Elevação, o Companheiro deve ser submetido
a um questionário que responderá por escrito. O Venerável
Mestre pode dispensar esta obrigação.
358. Um Companheiro, normalmente, não pode ocupar cargos
em Loja; contudo, durante o tempo de Companheiro, já
deve inteirar-se dos deveres dos Oficiais de sua Loja,
preparando-se para assumi-los no futuro.
9. Um Companheiro não pode propor ninguém para
Maçonaria. Se tiver um amigo que desejar ingressar na
Fraternidade, ele deve apresentá-lo a um Mestre, que irá
propô-lo e será o seu Garante.
36O CATECISMO DO COMPANHEIRO
Perguntas ao 2o Vigilante
VM
2.V
VM
2.V
VM
2.V
VM
2.V
VM
2.V
VM
2.V
– Irmão 2° Vigilante, sois Companheiro Maçom?
– Sou, examinai-me.
– Como devo reconhecer que sois?
– Pelo Sinal, pela Palavra, pelo Toque e pela repetição
das circunstâncias particulares de minha Promoção.
– Que significa a palavra B.?
– É o nome da outra Coluna no átrio do Templo de
Salomão, junto a qual os Companheiros recebiam o seu
salário e significa: “O Senhor te fortalecerá”.
– Como foste conduzido em torno da Loja?
– De olhos abertos, unido aos Irmãos em Cadeia e ao
som de música alegre.
– Que significa este costume?
– Amizade, Beleza e Verdade.
– A Amizade é venerada pelo coração sensível; a
Beleza é homenageada pelos nobres sentidos e a
Verdade é cultivada pelo espírito sereno, inquiridor e
alegre.
– Em que trabalham os Companheiros?
– Na Pedra Cúbica, símbolo da Perfeição, da Razão e
do Coração.
Perguntas ao 1° Vigilante.
37VM
1.V
VM
1.V
VM
1.V
VM
1.V
VM
1.V
VM
1.V
VM
1.V
– Irmão 1° Vigilante! Como batem os Companheiros?
– Com uma batida lenta e duas rápidas.
– Que significam estas batidas?
– A primeira simboliza a meditação calma no
aprendizado e as duas rápidas simbolizam a diligência
no trabalho.
– Que significa a Régua Graduada?
– A Régua Graduada nos indica a verdadeira grandeza
das coisas e nos ensina que a Verdade só poderá ser
alcançada pela pesquisa, ensaios e convicção próprios.
– Que significa o Esquadro?
– O Esquadro, pelo qual se constrói a Obra, significa a
Justiça severa em nosso comportamento e da qual não
podemos desviar-nos sem nos tornarmos passíveis de
punição.
– O Compasso?
– Determina os limites dos deveres que o Maçom
meticuloso deve observar em relação a todo o ser
humano e, em especial, a um Irmão.
– O Nível?
– É o símbolo da origem da Igualdade entre os homens
e indica que, em nossa Fraternidade, não podem existir
pretensões de superioridade porque só é válido o
mérito próprio.
– O Prumo?
– Indica o sentido reto de nosso julgamento que não
deve guiar-se por considerações alheias ao Direito e à
Verdade.
38VM
1.V
VM
1.V
– Para que serve a Trolha (Colher de Pedreiro)?
– Para proteger a obra contra influências externas
destruidoras e o coração contra o ímpeto da
sensualidade e das paixões.
– Em que o Companheiro deve destacar-se do
Aprendiz?
– Na maior habilidade quando no exercício das
virtudes maçônicas e por uma incessante procura da
Perfeição.
39ENCERRAMENTO DA LOJA
O Venerável Mestre desejando fechar a Loja, após a
conclusão do Trabalho:
VM
2.V
1.V ¶


VM – Ir. 2° Vigilante, mais alguém tem algo a dizer pelo
bem desta Loja de Companheiro ou da Maçonaria em
geral?
– Meus Irmãos, segundo desejo do Venerável Mestre,
pergunto-vos, se ainda alguém tem algo a dizer pelo
bem desta Loja de Companheiro ou da Maçonaria em
geral?
2.V
Quem quiser falar, fica de pé e faz-se notar, levantando a
mão direita. Em seguida, o 2o Vigilante dá conhecimento
do pedido ao Venerável Mestre.
O Venerável Mestre concedendo a palavra a um Irmão,
este se coloca no Sinal e completa antes de falar.
Se ninguém (mais) pedir a palavra, o 2o Vigilante diz:
2.V
VM
– Ninguém (mais) se manifestou, Venerável Mestre.
– Irmão 2o Diácono, lembremo-nos dos pobres.
O 2o Diácono pega a esmoleira na mesa do Tesoureiro e
recolhe de Irmão a Irmão. Ao final recoloca a esmoleira
sobre a mesa do Tesoureiro e vai para seu lugar.
Após a coleta, o Venerável Mestre poderá mandar ler a
Ata do Trabalho. Não havendo restrições a Ata, esta será
assinada pelo Venerável Mestre.
VM
– Irmão 1o Vigilante, porque o lugar do 1o Vigilante
fica no Oeste?
401.V
VM
1.V
2.V
VM
1.V
– Assim como o Sol se põe no Oeste para terminar o
dia, o 1o Vigilante fica no Oeste para fechar a Loja,
entregar o salário aos Obreiros e dispensá-los do
trabalho.
– Os trabalhos estão encerrados. Cumpri o vosso
dever!



– À ordem, meus Irmãos!
Todos os Irmãos se levantam e se colocam no Sinal de
Companheiro.
1.V – Meus Irmãos, segundo desejo do Venerável Mestre,
fecho esta Loja de Companheiro em veneração ao
Grande Arquiteto do Universo e segundo os antigos
costumes do Companheiro Maçom.
1.V
2.V
VM ¶ ¶¶
¶ ¶¶
¶ ¶¶
Todos os Irmãos completam o Sinal de Companheiro.
O Venerável Mestre e os Vigilantes vão para junto de suas
Colunas.
As velas são apagadas uma após a outra com o abafador, usando
os seguintes dizeres:
1.V
2.V
– A luz se apaga, mas em nós continua a atuar o fogo
da Força.
– A luz se apaga, mas em torno de nós permaneça o
brilho da Beleza.
41VM
1.V
– A luz se apaga, mas sobre nós continua a brilhar a
luz da Sabedoria.
– Irmãos Diáconos! Dobrai o Tapete.
Então, os Diáconos dobram o tapete, do Leste para o
Oeste.
Em seguida, todos formam a Cadeia.
VM
– Oração.
A Verdade é o laço firme,
Que une os espíritos;
Quem a procura na mão da Sabedoria,
com honestidade a encontra.
Em serena confiança,
Enche-se de Força,
Que pronta para o direito e obrigação,
protege sempre as boas obras.
A Beleza completa a nobre união,
A qual aqui nós consagramos.
Na Morte, nossos lábios ainda,
A esta tríade sagrada, agradecem.
Procurai Irmãos, Vivei para elas,
com fervor, através da perseverança.
[Apertai a mão do Irmão,
e jamais se rompa esta corrente.]
As palavras finais, entre colchetes, são repetidas duas
vezes pelos Irmãos.
Após a oração, a Cadeia é desfeita.
VM
– Meus Irmãos! Eu vos saúdo por três vezes três.
O Venerável Mestre e os Irmãos do Leste fazem a Bateria
Maçônica do Companheiro.
Os Irmãos retribuem a saudação.
42VM
– Paz, Alegria e Harmonia vos acompanhem, meus
Irmãos, em vossos caminhos.
O 1o Diácono conduz o cortejo para fora do Templo, na
mesma ordem de entrada.
43APÊNDICE
TRANSFORMAÇÃO DA LOJA
LOJA DE APRENDIZ EM LOJA DE COMPANHEIRO
Estando em Loja de Aprendiz e desejando o V.M.
transformá-la em Loja de Companheiro, adotará os
seguintes procedimentos:
VM
– Irmão 1° Diácono, providenciai para que os
Aprendizes saiam temporariamente da Loja.
Os Aprendizes devem ficar de pé, sem o Sinal. O Guarda
abre a porta para a saída do 1° Diácono e demais Irmãos,
permanecendo do lado externo da porta do Templo para
certificar-se que os Aprendizes se afastem de forma que
nada seja ouvido por eles. O 1° Diácono cumpre a ordem
e volta ao seu lugar.
1.D
VM
– Venerável Mestre, vossas ordens foram cumpridas.
– De pé, meus Irmãos.
Todos ficam de pé.
VM
– Está Suspenso o Trabalho em Loja de Aprendiz.
O V.M. arma o Esquadro e o Compasso na posição do
Grau de Companheiro sobre a Bíblia fechada.
2.D.
– Irmão 2° Diácono, qual é a primeira preocupação de
um Maçom em Loja de Companheiro?
– Verificar se a Loja está coberta.
– Cumpri esta obrigação.
O 2o Diácono vai até a porta do Templo e dá, com o
punho da mão, a batida do Grau de Companheiro na
porta. O Guarda responde, externamente, com a mesma
44batida. O 2oDiácono retorna ao seu lugar e, sem se por à
ordem, diz:
2.D
– Venerável Mestre, a Loja de Companheiro está
coberta.
O Guarda retorna ao seu lugar dentro da Loja.
VM
2.V
1.V
VM



– À Ordem como Companheiro, meus Irmãos.
Todos se levantam e se colocam no Sinal de Companheiro.
VM
VM
2.V
1.V
VM
– Está aberta a Loja de Companheiro, em honra ao
Grande Arquiteto do Universo e segundo os antigos
costumes dos Companheiros Maçons.
¶ ¶¶
¶ ¶¶
¶ ¶¶
– Sentemos.
LOJA DE COMPANHEIRO EM LOJA DE APRENDIZ
Estando encerrado o trabalho em Loja de Companheiro e
desejando o V.M. transformá-la em Loja de Aprendiz,
adotará os seguintes procedimentos:
VM
VM
1.V
2.V
VM
– Está encerrada a Loja de Companheiro que será
transformada em Loja de Aprendiz.
– Irmão 1o Vigilante! O trabalho está encerrado.
– ¶
– ¶
– ¶
451.V
– À ordem, meus Irmãos!
Todos se levantam e se colocam no Sinal de Companheiro.
1.V
VM
2.V
1.V
– Meus Irmãos, segundo desejo do Venerável Mestre,
fecho esta Loja de Companheiro em honra ao Grande
Arquiteto do Universo e segundo os antigos costumes
dos Companheiros Maçons.
– ¶ ¶¶
– ¶ ¶¶
– ¶ ¶¶
O V.M. arma o Esquadro e o Compasso na posição do Grau de
Aprendiz sobre a Bíblia fechada.
VM
VM
2.V
1.V
VM
– Está reaberta a Loja de Aprendiz, em honra ao
Grande Arquiteto do Universo e segundo os antigos
costumes dos Maçons.
– ¶¶ ¶
– ¶¶ ¶
– ¶¶ ¶
– Sentemos.
– Irmão 1o Diácono, ide à ante-sala e convidai os
Aprendizes para retornarem aos seus lugares.
O Guarda abre a porta para a saída do 1o Diácono,
permanecendo do lado externo da porta do Templo até o
retorno dos Irmãos. O 1o Diácono cumpre a ordem e volta
ao seu lugar.
1.D
– Venerável Mestre, vossas ordens foram cumpridas.
Após o cumprimento deste convite, o V.M. segue com o
Trabalho no Grau de Aprendiz.
46ENTRADA DE UM COMPANHEIRO
EM LOJA ABERTA
Um Irmão, que deseje ingressar no Templo em Loja Aberta
para Companheiros, solicita-o dando a batida do Grau de
Companheiros no lado externo da porta do Templo.
Mas, se ele não sabe em que Grau está funcionando a Loja,
bate como mo grau de Aprendiz.
O Guarda deixa o Templo e examina o Irmão que deseja
ingresso, comunica qual o grau está funcionando a Loja e
volta para o Templo.
O Ir bate como Companheiro, então o 1o Diácono comunica
em voz baixa ao 1o Vigilante que um Irmão deseja ingresso.
No momento propício, 1o Vigilante dá um golpe com o seu
malhete.
VM
1.V
VM
– Irmão 1o Vigilante, qual é o vosso desejo?
– Venerável Mestre, um Irmão pede ingresso.
– Deixai-o entrar.
O Guarda do Templo abre a porta.
O 1o Diácono vai até a porta do Templo e conduz o Irmão
diretamente a um lugar que esteja vago.
Nada é dito nesta ocasião.
47A PEDRA CÚBICA POLIDA
Assim como Pedra bruta é o símbolo do trabalho do Aprendiz, a
Pedra Polida é a do Companheiro
A Pedra Cúbica é elaborada da Pedra Bruta por um processo de
tirar e não adicionar algo a ela. Como sabemos o Aprendiz traz a Pedra
Bruta para o Companheiro poli-la.
Não está no poder do Companheiro adicionar qualquer coisa à
Pedra que recebe. Tudo o que ele tem a fazer é, com repetidos golpes,
retirar as asperezas e defeitos visíveis. Ela se de fato existe, está
presente todo o tempo invisível; para se chegar a ela ou descobri-la,
requer trabalho paciente.
Assim dentro de uma Pedra está o belo, o bom e o verdadeiro.
Tudo que tem a fazer é desbastá-la para dar realce ao que ali está
latente! E quão poucos são os que podem efetuá-lo! Não são muitos os
que podem desbastar uma Pedra Bruta e transformá-la em Pedra
Cúbica, que simboliza o homem perfeito.
A Pedra Cúbica está lá sem dúvida, mas precisa muita perícia e
tempo para desbastar o excesso que a torna bruta. Poucos duvidam que
dentro de cada homem exista um homem perfeito, que será
aperfeiçoado pelo trabalho incessante na maçonaria.
A Pedra Cúbica Polida sai do interior da pedra bruta, este
ensinamento traz no espelho da vida que o Homem Perfeito é produto
do trabalho na remoção das asperezas e arestas da vida e dos
ensinamentos do passado.
A Pedra Cúbica não é somente um símbolo, mas uma idéia; um
exemplo do que se pode fazer, e, principalmente, a inspiração de
tentar. Talvez o Maçom nunca chegue a ser como uma pedra perfeita,
mas enquanto ele tenta, aprende seu ofício.
Assim como a Pedra Cúbica está pronta para ser colocada na
obra, o Maçom Perfeito também está para se colocado no Templo ideal
que é a humanidade.
48A humanidade como um Templo, abrigando todas as
comunidades é a sua meta.
AS TRÊS GRANDES LUZES NA LOJA DE COMPANHEIRO

O Grau de Mestre Maçom, o grau de mestre da maçonaria.

•12/02/2018 • Deixe um comentário

O Grau de Mestre
Dedica-se o Aprendiz ao trabalho material do desbaste da Pedra
Bruta. Entrega-se o Companheiro ao trabalho intelectual, para a
realização da Pedra Cúbica. Ao Mestre cabe o trabalho espiritual,
expresso claramente na missão que lhe compete de difundir a luz
e reunir o que está disperso.
Consagrado à firmeza de caráter e à moral intransigente, o Grau de
Mestre faz do iniciado um ser que se sobrepõe a si mesmo, que se
liberta das fraquezas humanas, para que possa, conscientemente,
espalhar a luz e fazer da fraternidade humana a mais forte, a mais
pura e tangível realidade.
Morrendo para os vícios, erros e paixões, liberto da influência das
ilusões, o Mestre renasce no estado de inocência, no amor que
fortalece, na verdade que dignifica, na virtude que sublima para,
no cumprimento do dever, sacrificar-se pela humanidade. Este é o
programa real da Maçonaria, que deve o Mestre realizar para com
seus Irmãos, encontrar a Palavra Perdida, que opera o milagre da
ressurreição.
No Grau de Mestre, mostra-se o quadro das misérias humanas,
estuda-se a causa que as produz e os meios de remediá-las. O
Maçom compreende, então, que tem necessidade absoluta de ser
bom, valoroso e magnânimo. Vê que, além da ciência, precisa da
virtude para conseguir a fraternidade entre os homens. Observa
que, sem o sacrifício das paixões, não poderá reinar a liberdade.
Sente, por fim, que é indispensável combater o vício, com todas
as energias, destruir a ignorância por meio da educação e arrancar
a máscara que cobre a hipocrisia, para se aproximar do ideal de
justiça e igualdade.
A lenda em que se baseia o Grau de Mestre tem semelhanças
com os mistérios da antiguidade e nos oferece interessantes
interpretações.
Nos antigos mistérios, encontramos a mesma ideia de um deus ou
12de um herói morto e ressuscitado, da luta entre a luz e as trevas.
Os deuses dos antigos mistérios foram, na iniciação moderna,
substituídos pelo herói da lenda maçônica, Hiran, representação
alegórica da ciência, da arte, da virtude e do amor fraternal. Repre-
sentam os três assassinos os três vícios principais que corrompem
o homem: a ambição, a ignorância e a hipocrisia. Hiran personifica
o bem. Os assassinos, o mal. Hiran é, em suma, o mestre modelo.
Quando foi criado o Grau de Mestre? Não se sabe a data precisa.
Pelo menos até 1723, já fundada a Grande Loja de Londres em
1717, só se praticavam os Graus de Aprendiz e Companheiro. O
Mestre era escolhido entre os Companheiros mais experientes,
como ocorria na Maçonaria de Ofício. Em 1738, já se escolhiam
o Venerável e os Vigilantes entre os Mestres-Maçons, o que
prova, então, a existência do Grau de Mestre naquela época. Sua
formação deve, pois, ter-se dado entre 1725 e 1735, uma vez
que, perto dessa última data, já se falava em “Lojas de Mestres
Maçons”.
Tal é, em linhas gerais, o Grau de Mestre, o último da Maçonaria
Simbólica e o mais essencial de quantos admite e professa a Arte
Real, pelos ensinamentos que encerra e pelos fins a que se destina.
O Templo
Disposição e Decoração
Altares e Candelabros
O Templo de Mestre, também chamado “Câmara do Meio”, tem
as paredes completamente pretas, semeadas de espaço a espaço,
de lágrimas prateadas, dispostas em grupos de 3, 5 e 7, e de
fêmures cruzados, encimados por uma caveira.
O Templo, não recebendo luz do exterior, é ilu­minado por
nove luzes: três no altar do Ven.·.M.·. e três em cada um
13dos altares dos VVig.·., formando cada grupo um triângulo
equilátero. Uma lâmpada de luz tênue penderá do centro do
teto da Loja, por sobre o esquife.
No Altar dos Juramentos, no mesmo plano do altar do
Ven.·.M.·., o Livro da Lei, sobre o qual descansarão o
Compasso e o Esquadro, este com os ramos cobertos pelas
hastes daquele.
No centro do Templo, um esquife coberto com pano preto e,
por sobre este, um ramo de acácia.
Os panos e as cortinas dos altares são, tam­bém, pretos, com
lágrimas e orlas prateadas.
Os malhetes trarão um la­ço de crepe no cabo e as batidas serão
dadas so­bre feltro, pois no Grau de Mestre a bateria é surda.
No mais, mantém a mesma disposição da Loja de Aprendiz.
Assentos
Próximo ao eixo do Templo há um espaço formado por fileiras
de cadeiras dispostas umas de frente para as outras, nos dois
hemisférios, Sul e Norte, ocupadas pelos Mestres, chamado de
Câmara do Meio.
Painel do Grau de Mestre
À frente do Pavimento Mosaico, voltado para a porta do Templo,
encontra-se o Painel do Grau, uma alegoria que compreende
vários símbolos e determina o grau em que os trabalhos estão
sendo executados.
Títulos dos Irmãos
O Ven.·. M.·. tem o título de Respeitabilíssimo Mestre. Os
Vigilantes o de Venerabilíssimos Irmãos e os demais Mestres
o de Veneráveis Irmãos.

14
Estes títulos são usados apenas nos diálogos. Nas
citações usam-se os tratamentos convencionais.Painel do Grau
15As Vestes
PARAMENTOS DO MESTRE MAÇOM
Avental
O avental de Mes­tre é de pele branca ou, na sua falta, de napa
branca. Tem a forma retangular, com 35 cm de al­tura por 40
cm de largura. A abeta é triangular. O avental é forrado e orlado
de vermelho. A orla mede 4,5 cm de largura, em fita de seda
chamalotada, ou gorgorão, na cor vermelha, contornando a
par­te inferior e as laterais esquerda e direita. Na parte superior
e na abeta, uma orla de 3 cm de largura, também em vermelho.
Na parte inferior do avental, abaixo da abeta, à esquerda e à
direita, nessa ordem, as letras M.·. B.·. pintadas ou bordadas em
vermelho. É preso à cintura por uma fita de gorgorão ou elás­tico
vermelho, de 1,5 cm de largura.
Esse é o avental do Rito Escocês Antigo e Aceito, segundo
estabeleceu o 1o Congresso Mun­dial dos Supremos Conselhos do
Rito Escocês An­tigo e Aceito, realizado em Lausanne (Suíça), em
1875, quando ficou expressamente assentado que a cor do Rito
Escocês é a vermelha (escarlate).
É proibido o uso de insígnias e paramentos outros que não os
dos Graus Simbólicos.
Faixa de Mestre
A faixa de Mestre é de seda chamalotada azul-celeste, tendo
dez centímetros de largura e possuindo em toda a sua extensão,
dos dois lados, um filete vermelho. Em sua extremidade um nó
vermelho por onde se prende a joia do grau, que é um Esquadro
sobposto a um Compasso, aberto em 45o. É usada a tiracolo, da
direita para a esquerda.
Colar dos Oficiais
O colar é azul, de dez centímetros de largura, contornado por
16um filete vermelho, com ramos de acácia, bordados na cor
prata, de ambos os lados. No vértice peitoral, formado pelo
colar, pode haver a figura de um Delta Radiante, com o nome
hebraico de Deus (o Tetragrama).
Traje Maçônico Oficial
O traje maçônico oficial é sempre o terno preto, com gravata,
meias, sapatos pretos e camisa social branca, também chamado
traje “a rigor maçônico”.
Balandrau
O balandrau é uma veste maçônica com origem nas Instituições de
Ofício. Deve ser de cor preta, de corpo inteiro, até os tornozelos,
abotoado no colarinho, sobre calça, meias, sapatos pretos.
Em Sessões Magnas recomenda-se o uso do traje a rigor.
Paramentos do VenERÁVEL MESTRE
Avental
O avental do Ven.·. M.·. é fabricado com o mesmo material do
avental de Mestre. Tam­bém é forrado e orlado de vermelho em
todo o seu contorno e na abeta, como o do Mestre. Traz três
taus invertidos, um no centro da abeta, dois na parte inferior,
sendo um de cada lado, de metal branco ou prateado, abaixo e
ao lado das letras M.·. B.·.. De cada lado, vindo de sob a abeta,
duas fitas com franjas prateadas na extremidade. A dimensão é
a mesma do avental de Mestre.
Punhos
Os punhos são vermelhos com filete dourado, tendo na parte
dianteira a figura de um esquadro, com um ramo de acácia
de cada lado, bordados em dourado. É usado pelo Ven.·.M.·.,
pelo 1o e 2o Vigilantes.
17Joia
A joia do Ven.·. M.·. é um Esquadro prateado pendente do
colar, com a abertura voltada para baixo.
Luvas Brancas
Usam-se luvas apenas em Loja de Mestre. Na Maçonaria moderna
as luvas têm um simbolismo duplo. Conservam o seu significado
antiquíssimo de acessório de trabalho para as mãos, mas a
ele acrescenta-se, em razão da bran­cura, o da pureza que deve
caracterizar as mãos de um Maçom.
Instrumentos de Trabalho
São instrumentos de trabalho do Mestre, o Cordel, o Lápis
e o Compasso. O Cordel funciona sobre um eixo central e
serve para marcar os ân­gulos do edifício, fazendo-os iguais
e retos, para que os alicerces possam suportar a estrutura. O
Lápis serve para o artista hábil delinear o edifício e traçar
os diversos planos para a construção e para a orientação dos
obreiros. O Compasso habi­lita o artista a verificar e determinar,
com rigorosa precisão, os limites e as proporções das diversas
partes da construção.
INTERROGATÓRIO PARA O GRAU DE MESTRE
Pergunta: – Sois Maçom?
Resposta: A.·. A.·. M.·. E.·. C.·.
18Telhamento ou Cob.·. do Gr.·. de M.·. M.·.
Sin.·. de Ord.·. ou Sin.·. Gut.·. : – Levar a m.·. dir.·.
horizontalmente aberta, com os dedos estendidos e juntos, o
pol.·. separado, em esq.·., e apoiado no lado esq.·. do vent.·..
Sin.·. de Saud.·. (Sinal Penal ou Ventral): – Estando à
ordem, correr a m.·. dir.·. sobre o vent.·. , da esq.·. para a dir.·.
deixando, depois, o br.·. cair ao longo do corpo. É também
chamado Sinal Penal ou Ventral, pois relembra a penalidade
previs­ta no juramento do grau.
Sin.·. de Hor.·. ou de Adm.·.: – Levantar as duas mm.·. para
o céu, com os dd.·. estendidos e separados, dizendo: “Ah!
Se­nhor meu Deus”! Depois dessa exclamação, deixar cair as
mãos sobre os jj.·. em sinal de admiração.
Sin.·. de Soc.·.: – Levantar as duas mm.·. juntas, acima da cab.·.
com os dded.·. entrelaçados e as ppal.·. para fo­ra, dizendo:
A M.·., FF.·. da V.·..
Pal.·. Sag.·.: – M.·. (A carne se desprende dos ossos)
Pal.·. de Pas.·.: – T.·. (Primeiro artífice em metais do Templo
de Salomão)
Toq.·.: – É dado por cinco movimentos, chamados de C.·. P.·.
de P.·. do Mestre, são eles:
1o – Tomar, mutuamente, a m.·. dir.·., formando a gar.·., para
unir as ppal.·. das mm.·.;
2o – Juntar, reciprocamente, os pp.·. ddir.·., pela parte interior;
193o – Juntar os jj .·. ddir.·. ;
4o – Aproximar-se pela parte superior do cor­po, (p.·. contra
p.·.), lado dir.·.;
5o – Colocar, reciprocamente, a m.·. esq.·. sobre o ombr.·. dir.·..
Nessa posição pronunciam-se as três sílabas que compõem a
Pal.·. Sag.·., somente pelo ouvido esquerdo.
Marc.·. Simp.·.: – Tr.·. ppas.·., levantando os pp.·. como para
passar por cima de um objeto colocado em terra (esquife) da
seguinte maneira. O primeiro pass.·., oblíquo, é dado para a
dir.·. com o pé dir.·. juntando-se o esq.·. normalmente sem
formar esq.·.; o segundo, tam­bém oblíquo, é dado para a esq.·.
com o pé esq.·. jun­tando o dir.·. normalmente, sem formar
esquad.·.; o terceiro, que atingirá a parte oriental do esquife
é dado com o pé dir.·., jun­tando-se o esq.·., desta vez em
esquadria, com a ponta do p.·. esq.·. voltada para a frente, pois,
nessa posição, será feito o Sin.·. de Hor.·. seguido do Sin.·. de
Saud.·. (Sinal Penal ou Ventral).
Marc.·. Compl.·.: – Ver ilustração na página seguinte.
Bat.·.: n.·. panc.·. surdas, espaçadas de t.·. em t.·.
Id.·.: S.·. aa.·. e mais.
Acl.·.: – H.·. – H.·. – H.·.
20Marcha do Grau de Mestre

Marcha Simples
Marcha Completa
21Melodias SUGERIDAS
1) Entrada e saída dos Obreiros e Autoridades:
“Marcha Maçônica”, de Mozart
“Hino Maçônico”, de D. Pedro I
2) Abertura da Loja:
“Ode de Abertura”, K.483, de Mozart
3) Tronco de Beneficência e Bolsa de Propostas e Informações:
“Meditação”, de Massenet
“Sonho de Amor”, de Liszt
4) Nas demais partes da Sessão Econômica:
Peças de Mozart, Bach, Beethoven
e outros compositores clássicos
5) Encerramento da Loja:
“Ode de Encerramento”, K.484, de Mozart
6) Na Sessão Magna de Exaltação:
a) No início dos trabalhos:
“A Valsa da Dor”, de Heitor Villa-Lobos
b) Durante as viagens do Mestre:
“A Valsa Triste”, Opus 44, de Sibelius
“Morte do Cisne”, de Saint-Saens
Trechos de “O Crepúsculo dos Deuses”, de Wagner
O 3o movimento da “Sonata no 2”, de Chopin
c) Durante o juramento:
“Prelúdio e Fuga no 1”, do “Cravo Bem Temperado”,
de Bach
d) Sagração do candidato:
“Marcha Fúnebre”, de Mendelssohn
e) Entrada como Mestre Maçom:
1o ou 3o movimento da “Sinfonia no 6” (Pastoral),
de Beethoven
22SessÕes Maconicas
23Sessão Econômica
Ordem dos Trabalhos
– Preparo Inicial
– Harmonização
– Cortejo de Entrada no Templo
– Abertura Ritualística
– Leitura do Balaústre
– Leitura do Expediente
– Entrada de Irmãos Visitantes
– Bolsa de Propostas e Informações
– Ordem do Dia
– Período de Instrução
– Tronco de Beneficência
– Palavra a bem da Ordem e do Quadro
– Encerramento
– Cortejo de Saída do Templo
Nos trabalhos litúrgicos, em qualquer sessão, é proibida a
inclusão de cerimônias, palavras, expressões ou atos que não
constem do presente ritual.
25Preparo Inicial
Além do Cob.·. e do M.·. de Harm.·., ninguém tem ingresso no
Templo antes da hora fixada para os trabalhos, exceto os Irmãos
incumbidos de sua preparação, que devem deixá-lo assim que o
mesmo estiver pronto.
Para o início dos trabalhos as luzes do altar do Ven.·. M.·., do 1o
Vigilante e do 2o Vigilante devem estar acesas.
Nas Sessões Magnas ou Econômicas, o Pavilhão Nacional deve
estar dentro do Templo antes do início dos trabalhos. Introduz-
se, ritualisticamente, a Bandeira Nacional no Templo apenas em
Sessões Magnas Públicas.
Os Obreiros devem chegar à Loja pelo menos meia hora antes do
início dos trabalhos. Devem assinar o Livro de Presença, exposto
em seu local pelo Irmão Chanc.·., e a seguir devem se paramentar
no local adequado.
O local apropriado para deixar o Livro de Presença, quer de
Irmãos do Quadro, quer de Irmãos Visitantes, é a Sala dos Passos
Perdidos, onde também deve estar o Vestíbulo.
Assim paramentados, os Mestres com seu avental apropriado e
sua faixa, devem se dirigir ao Átrio, preparando-se para a entrada
no Templo.
Harmonização
À hora marcada para o início dos trabalhos, o M.·. de CCer.·.
reúne todos os Irmãos no Átrio, solicita silêncio e anuncia o nome
de quem fará a Harmonização, ou seja, a leitura de um pequeno
texto apropriado para a harmonia dos sentimentos de todos os
presentes.
26Cortejo de Entrada no Templo
No interior do Templo, permanecem somente o Cob.·. e o Mestre
de Harmonia, o qual já tem suas melodias escolhidas para toda
a sessão. O M.·. de CCer.·. bate com seu bastão no chão para
chamar a atenção dos Irmãos e para que todos se organizem em
fila dupla, da seguinte maneira:
• Na fileira do Norte (Coluna B, à esquerda de quem
entra pela porta do Templo), os Mestres, seguidos dos
Oficiais que ocupam cargos na Coluna do Norte e,
finalmente, do 1o Vig.·. .
• Na fileira do Sul (Coluna J, à direita de quem entra pela
porta do Templo), colocam-se os Mestres, os Oficiais que
ocupam cargos na Coluna do Sul e, por fim, o 2o Vig.·. .
• Entre as duas fileiras, um pouco atrás dos Vigilantes,
coloca-se o Ven.·. M.·. .
Obs.: Havendo Irmãos visitantes, caso não sejam
conhecidos, devem ser examinados pela Comissão de
Segurança da Loja. O momento de ingresso deles dar-
se-á após a leitura do balaústre da sessão anterior. No
entanto, este costume está em desuso. Assim, os Irmãos
visitantes, depois de terem seus documentos examinados
e a critério do Ven.·. M.·., podem ter acesso ao Templo,
juntamente com os Irmãos do quadro da Loja visitada.
Assim formadas as filas, o M.·. de CCer.·. posiciona-se entre elas
e dá a bat.·. de Mestre na porta do Templo, solicitando o ingresso.
O Cob.·. abre totalmente a porta do Templo e coloca-se a seu lado,
ao Sul.
27Durante a entrada, o Mestre de Harmonia faz soar a melodia
apropriada.
As duas fileiras ingressam no Templo, uma pelo Norte, outra pelo
Sul, indo todos ocupar os respectivos lugares, permanecendo
em pé, em absoluto silêncio, enquanto apenas o Ven.·.M.·.,
anunciado e depois conduzido pelo M.·. de CCer.·. até a entrada
do Oriente, sobe os degraus de acesso ao altar pela sua esquerda,
permanecendo em pé diante de sua cadeira.
O Cob.·. fecha a porta do Templo e volta a seu lugar.
Abertura Ritualística
Instruções sobre o uso do Malhete: O uso do malhete não deve
ser banalizado, devendo ser utilizado apenas quando houver a
inscrição (o).

Após a entrada no Templo, estando os Irmãos em número
regular e nos devidos lugares, o Ven.·. M.·. diz:
Ven.·. M.·.: – Em Loja, VVen.·. Irmãos, cubramo-nos e sentemo-
nos, ajudai-me a abrir a Loja de Mestre. Venerab.·. Irmão 1o Vig.·.,
qual é o primeiro dever de um Vigilante em Loja?
1o Vig.·.: – Verificar se o Templo está coberto.
Ven.·. M.·.: – Certificai-vos disso, Ven.·. Irmão.
1o Vig.·.: – Ven.·.Irmão Cob.·., cumpri o vosso dever.
Cob.·. : – Venerab.·. Irmão 1o Vig.·., o Templo está coberto.
1o Vig.·.: – Respb.·. M.·., o Templo está coberto.
28Ven.·. M.·.: – Qual é o vosso segundo dever, Venerab.·. Irmão 1o Vig.·.?
1o Vig.·.: – Verificar se todos os presentes nas colunas são Mestres
Maçons.
Ven.·. M.·.: – Verificai se o são.
1o Vig.·.: – À ordem, VVen.·.Irmãos.
• O 1o e 2o VVig.·. deixam seus altares e percorrem,
longitudinalmente, suas colunas, verificando se todos
fazem o Sin.·. de Ord.·. .
• Os VVig.·., ao portarem seus malhetes, o fazem pela m.·.
dir.·., trazendo-o à sua frente e fazendo uma esquad.·.
de seu br.·. com seu antebr.·. .
• Voltando os VVig.·. a seus altares e estando tudo de
acordo, o 2o Vig.·. diz:
2o Vig.·.: – Venerab.·. Irmão 1o Vig.·., os Irmãos de minha coluna
são Mestres Maçons.
1o Vig.·.: – Respb.·. M.·., os Irmãos das Colunas do Sul e do
Norte, pelo Sin.·. que fazem, são Mestres Maçons.
Ven.·. M.·.: – Eu respondo pelos do Oriente. Sentai-vos. – Ven.·.
Irmão 2o Diac.·. qual é o vosso lugar em Loja?
2o Diac.·.: (Responde em pé) – À direita do Irmão 1o Vig.·..
Ven.·. M.·.: – Para que, meu Ven.·.Irmão?
2o Diac.·.: – Para transmitir as vossas ordens ao Irmão 2o Vig.·. e
zelar para que os Irmãos se conservem nas colunas com o devido
respeito, disciplina e ordem.
29Ven.·.M.: Onde é o lugar do Irmão 1o Diac.·.?
2o Diac.·.: – À vossa direita e abaixo do sólio, Respb.·. M.·..

Senta-se.
Ven.·. M.·.: – Para que ocupais este lugar, Ven.·. Irmão 1o Diac.·.?
1o Diac.·.: (Responde em pé) – Para transmitir as vossas ordens ao
Irmão 1o Vig.·. e a todas as Dignidades e Oficiais, de modo que os
trabalhos sejam executados com ordem e perfeição.
Ven.·. M.·.: – Onde tem assento o Irmão 2o Vig.·.?
1o Diac.·.: – No meio-dia, Respb.·. M.·..

Senta-se.
Ven.·. M.·.: – Para que ocupais esse lugar, Venerab.·. Irmão 2o
Vig.·.?
2o Vig.·.: – Para melhor observar o sol em seu meridiano, chamar
os obreiros para o trabalho e mandá-los para a recreação.
Ven.·. M.·.: – Onde tem assento o 1o Vig.·.?
2o Vig.·.: – No Ocidente, Respb.·. M.·. .
Ven.·. M.·.: – Para que ocupais este lugar, Venerab.·. Irmão 1o
Vig.·.?
1o Vig.·.: – Assim como o sol se oculta no Ocidente para terminar
o dia, ali tem assento o 1o Vig.·. para fechar a Loja, pagar os
obreiros e dispensá-los contentes e satisfeitos.
30Ven.·. M.·.: – Onde é o lugar do Ven.·. M.·.?
1o Vig.·.: – No Oriente.
Ven.·. M.·.: – Para que, Venerab.·. Irmão?
1o Vig.·.: – Assim como o sol nasce no Oriente para iniciar sua
carreira e romper o dia, também ali tem assento o Ven.·. M.·. para
abrir a Loja, dirigi-la nos seus trabalhos e iluminá-la com suas
luzes.
Ven.·. M.·.: – Venerab.·. Irmão 1o Vig.·., para que nos reunimos
aqui?
1o Vig.·.: – Para promover o bem-estar da humanidade, levantando
Templos à virtude e cavando masmorras ao vício.
Ven.·. M.·.: – Venerab.·. Irmão 1o Vig.·., sois Maçom?
1o Vig.·.: – A.·. A.·. M.·. E.·. C.·. .
Ven.·. M.·.: – Que tempo é necessário para que um Mestre Maçom
seja perfeito?
1o Vig.·.: – S.·. aa.·. e mais, Respb.·. M.·..
Ven.·. M.·.: – Que idade tendes, como Mestre Maçom?
1o Vig.·.: – S.·. aa.·. e mais, Respb.·. M.·..
Ven.·. M.·.: – A que horas começam os Mestres Maçons a trabalhar?
1o Vig.·.: – Ao meio-dia, Respb.·. M.·..
31Ven.·. M.·.: – Que horas são, Venerab.·. Irmão 2o Vig.·.?
2o Vig.·.: – Meio-dia, Respb.·. M.·..
Ven.·. M.·.: (ooo ooo ooo) (Compassadamente por n.·. vezes, em
intervalos regulares de t.·. batidas)
1o V.·.: (ooo ooo ooo) (Compassadamente por n.·. vezes, em
intervalos regulares de t.·. batidas)
2o V.·.: (ooo ooo ooo) (Compassadamente por n.·. vezes, em
intervalos regulares de t.·. batidas)

O Cob.·. dá com o cabo de sua espada por n.·. vezes em
intervalos regulares de t.·. batidas na porta do Templo, que
são respondidas pelo Cob.·. Externo.
Ven.·. M.·.: – Em pé, VVen.·. Irmãos.
32
• • O 1o Diac.·. sobe os degraus do altar pelo Norte e coloca-
se à direita do Ven.·. M.·..
• • Obs.: Os DDiac.·. não utilizam bastões.
• • O Ven.·. M.·. transmite a Pal.·. Sag.·. ao 1o Diac.·., síl.·.
por síl.·., somente pelo ouv.·. esq.·..
• • A seguir, o 1o Diac.·. dirige-se ao altar do 1o Vig.·. e do
mesmo modo, transmite-lhe a Pal.·. Sag.·., retornando
ao seu lugar.
• • Com as mesmas formalidades, o 1o Vig.·. envia a Pal.·.
Sag.·. ao 2o Vig.·., por intermédio do 2o Diac.·., que procede
da mesma maneira, retornando a seguir ao seu lugar.
• • Depois de recebida a pal.·. pelo Irmão 2o Vig.·., este diz:2o Vig.·.: – Está tudo justo e perfeito na Coluna do Sul, Venerab.·.
Irmão 1o Vig.·..
1o Vig.·.: – Está tudo justo e perfeito em ambas as colunas,
Respb.·. M.·..
Ven.·. M.·. : – Achando-se a Loja regularmente constituída,
procedamos à abertura dos trabalhos, invocando o auxílio do
Grande Arquiteto do Universo. – Ven.·. Irmão M.·. de CCer.·.,
conduzi o Irmão ____________ ao Altar dos Juramentos para a
abertura do Livro da Lei.

O Mestre Instalado mais recente, ou qualquer Mestre
Instalado do Quadro de Obreiros da Loja, citado
nominalmente pelo Ven.·. M.·., ou ainda na ausência
deles, o Orad.·., levanta de seu lugar e segue o M.·. de
CCer.·. até o Altar dos Juramentos, a fim de proceder a
abertura e leitura do Livro da Lei.
Ven.·. M.·.: – À ordem, VVen.·. IIrm.·., descubramo-nos.
• O M.·. de CCer.·. se mantém em posição de rigor, com o
bastão na m.·. dir.·., sem encostá-lo ao chão e o br.·. dir.·.
colado ao tronco, formando uma esquad.·. com o antebr.·.,
ficando postado atrás do Irmão encarregado de abrir o
Livro da Lei.
• O Irmão designado, em pé, faz a leitura do Livro da Lei,
em Eclesiastes, capítulo 12, versículos 1, 2, 7 e 8.
Todos: – Que assim seja!

Depois coloca o livro aberto sobre o Altar dos
Juramentos e sobre ele adiciona o Esquadro e o
Compasso, na posição correta para o Grau de Mestre,
33de maneira que as hastes do Compasso estejam voltadas
para o Ocidente e cobrindo os braços do Esquadro,
voltados para o Oriente.
• O Mestre Instalado (ou na ausência deste, o Orad.·.)
retorna a seu lugar, tendo sempre à sua frente o M.·.
de CCer.·., que em sua volta expõe o Painel do Grau
de Mestre.
• Todos os demais Irmãos continuam em pé e à ordem.
Ven.·. M.·.: – À glória do Grande Arquiteto do Universo e em
honra a São João, nosso Patrono, sob os auspícios do Grande
Oriente de Minas Gerais e em virtude dos poderes que me foram
conferidos, declaro aberta, no grau de Mestre Maçom, a Augusta
e Respeitável Loja Maçônica_______________ em Sessão
Econômica (ou Magna).
– Desde agora, a nenhum Irmão é permitido falar ou passar de uma
para outra coluna sem obter permissão, nem ocupar-se de assuntos
proibidos pelas nossas Leis. – A mim, meus VVen.·. Irmãos, pela
Saud.·., pela Bat.·. e pela Acl.·.: – H.·. – H.·. – H.·.. – Sentemo-nos
e cubramo-nos, meus VVen.·. Irmãos. – Ven.·.Irmão Cob.·., dai
entrada ao Irmão Cob.·. Externo.
Recepção do Grão-Mestre
(Instruções na pág. 82)
Balaústre
Neste fundamento o Sec.·. lê sentado. Os balaústres das
Sessões Magnas devem ser lidos, discutidos e aprovados,
preferencialmente, na Sessão Econômica imediata do grau. Em
Sessões Magnas não se leem balaústres.
Ven.·. M.·.: (o) – Ven.·.Irmão Sec.·., dai-nos conta do balaústre
dos nossos últimos trabalhos. – Atenção, VVen.·. Irmãos!
34•
Após a leitura, o Ven.·. M.·. diz:
Ven.·. M.·.: – VVen.·. Irmãos se tendes alguma observação a fazer
sobre a redação do balaústre que acaba de ser lido, a palavra vos
será concedida, a partir da Coluna do Sul.
2o Vig.·.: A palavra está na Coluna do Sul.

Não havendo discussão ou finda esta:
2o Vig.·.: – Reina silêncio na Coluna do Sul, Venerab.·. Irmão 1o
Vig.·..
1o Vig.·.: A palavra está na Coluna do Norte

Não havendo discussão ou finda esta:
1o Vig.·.: – Reina silêncio em ambas as colunas, Respb.·. M.·..
Ven.·. M.·.: – A palavra está no Oriente.

Não havendo discussão ou finda esta:
Ven.·. M.·.: – O silêncio é profundo no Oriente. – Ven.·.Irmão
Orad.·., dai-nos vossas conclusões.
Orad.·.: – Sou pela aprovação, Respb.·. M.·.. (ou pela
desaprovação, caso em que explicará o motivo)
Ven.·. M.·.: – Os VVen.·. Irmãos que aprovam a redação do
balaústre, queiram fazer o sinal de costume.

O M.·. de CCer.·., sentado, depois de votar pela
aprovação ou não, como os demais, levanta-se, e,
à ordem, anuncia o resultado da votação. Se todos
aprovarem:
Ven.·. M.·.: – Está aprovado o balaústre.

Se houver discussão, e dela resultarem emendas ou
35explicações, estas serão consignadas na ata da sessão
que se está realizando. Neste caso:
Ven.·. M.·.: – Os VVen.·. Irmãos que aprovam o balaústre, com
a(s) emenda(s) proposta(s), façam o sinal de costume.

O M.·. de CCer.·., sentado, depois de votar pela
aprovação ou não, como os demais, levanta-se, e, à
ordem, anuncia o resultado da votação.
Ven.·. M.·.: – Está aprovado o balaústre com a(s) emenda(s)
relatada(s). – Ven.·.Irmão M.·. de CCer.·., cumpri o vosso dever.
• O M.·. de CCer.·. antes de subir para o Oriente, sempre
pelo lado Norte, para e faz a saudação ao Delta (ou ao
Ven.·.M.·.) com o Sin.·. de Ord.·. . Ao deixar o Oriente,
sempre pelo lado Sul, antes de alcançar os degraus, para,
vira-se para o Delta (ou ao Ven.·.M.·.) e, com o Sin.·. de
Ord.·., repete a saudação
• O M.·. de CCer.·. depois que lhe é entregue o balaústre
pelas mãos do Sec.·., que já o assinou, submete o mesmo
à assinatura do Orad.·. e por último a do Ven.·.M.·.,
findo o que, devolve o livro ao Sec.·. .
Expediente
Neste fundamento são lidas as correspondências
recebidas pela Loja.
Ven.·. M.·.: (o) – Ven.·. Irmão Sec.·., informai-nos se há
expediente.

36
O Sec.·. responde e, se afirmativamente, procede à
leitura do expediente ao qual o Ven.·.M.·. vai dando o
devido destino. Os atos, decretos e leis são lidos pelo
Orad.·., na Ordem do Dia.Entrada de Irmãos Visitantes e/ou
Retardatários do Quadro de Obreiros da
Loja
(Instruções na pág. 75)
Bolsa de Propostas e Informações
Não são lidas as propostas que dependam de exame e parecer de
alguma comissão, ou daquelas que o Ven.·. M.·. julgar conveniente
não revelar no momento. Estas pranchas podem ficar sem serem
lidas até por duas sessões econômicas, com exceção das pranchas,
comunicados, atos, decretos e leis emanados do Grande Oriente
de Minas Gerais. Nas Propostas de Admissão de Candidatos, é
sempre omitido o nome do Mestre Maçom Proponente.
Ven.·. M.·.: (o) – VVenerab.·. Irmãos 1o e 2o VVig.·., anunciai em
vossas colunas, assim como eu anuncio no Oriente, que o Irmão
M.·. de CCer.·. vai circular, ritualisticamente, com a Bolsa de
Propostas e Informações.
1o Vig.·.: (o) – VVen.·.Irmãos que abrilhantais a Coluna do Norte,
eu vos anuncio da parte do Ven.·. M.·. que o Irmão M.·. de
CCer.·. vai circular, ritualisticamente, com a Bolsa de Propostas
e Informações.
2o Vig.·.: (o) – VVen.·.Irmãos que decorais a Coluna do Sul, eu
vos anuncio da parte do Ven.·. M.·. que o Irmão M.·. de CCer.·.
vai circular, ritualisticamente, com a Bolsa de Propostas e
Informações.

O M.·. de CCer.·. toma a bolsa e vai colocar-se entre
colunas.
2o Vig.·.: – Venerab.·. Irmão 1o Vig.·. o Irmão M.·. de CCer.·.
encontra-se entre colunas.
371o Vig.·.: – Respb.·. Mestre, o Irmão M.·. de CCer.·. encontra-se
entre colunas.
Ven.·. M.·.: – Ven.·. Irmão M.·. de CCer.·., cumpri o vosso dever.

O M.·. de CCer.·. faz circular a bolsa, ritualisticamente,
findo o que, volta a ficar entre colunas.
2o Vig.·.: – Venerab.·. Irmão 1o Vig.·., a Bolsa de Propostas e
Informações fez o seu trajeto e acha-se suspensa.
1o Vig.·.: – Respb.·. M.·., a Bolsa de Propostas e Informações fez
o seu trajeto e acha-se suspensa.
Ven.·. M.·.: – Ven.·. Irmão M.·. de CCer.·. trazei a bolsa ao altar
para ser conferida e anunciado o seu produto.

O M.·. de CCer.·. sobe ao Oriente, ficando ao Norte do
sólio e ao lado do Altar dos Juramentos. Apresenta a
Bolsa de Propostas e Informações ao Ven.·.M.·., que
deita sobre o altar as peças recolhidas.
Ven.·. M.·.: – VVen.·. Irmãos Orad.·. e Sec.·., eu vos convido a
assistirdes à verificação do seu conteúdo.
• O Orad.·. e o Sec.·. aproximam-se do altar para assistirem
à contagem das colunas gravadas, permanecendo em
pé e à ordem.
• O Ven.·. M.·. decifra as colunas gravadas recolhidas e
dá-lhes o devido destino.
Ven.·. M.·.: – Meus VVen.·. Irmãos, a Bolsa de Propostas
e Informações produziu ____ colunas gravadas, que passo a
decifrar. – VVen.·. Irmãos Orad.·. e Sec.·., eu vos agradeço.
38• O Ven.·. M.·. devolve a bolsa vazia ao M.·. de CCer.·.,
este volta ao seu lugar.
• Não tendo sido recolhida nenhuma coluna gravada,
o Ven.·. M.·. diz:
Ven.·. M.·.: – Meus VVen.·. Irmãos, a Bolsa de Propostas e
Informações não produziu nenhuma coluna gravada.
Ordem do Dia
A Ordem do Dia se destina a assuntos passíveis de votação.
Ven.·. M.·.: (o) – VVenerab.·. Irmãos 1o e 2o Vig.·., anunciai em
vossas colunas, assim como eu anuncio no Oriente, que vamos
passar à Ordem do Dia.
1o Vig.·.: (o) – VVen.·. Irmãos que abrilhantais a Coluna do Norte,
eu vos anuncio da parte do Ven.·. M.·. que vamos passar à Ordem
do Dia.
2o Vig.·.: (o) – VVen.·. Irmãos que decorais a Coluna do Sul, eu
vos anuncio da parte do Ven.·. M.·. que vamos passar à Ordem do
Dia. – Venerab.·. Irmão 1o Vig.·., está anunciado em minha Coluna.
1o Vig.·.: – Está anunciado em ambas as colunas, Respb.·. M.·..
Ven.·. M.·.: – Ven.·. Irmão Sec.·., informai-nos o que foi agendado
para a Ordem do Dia.
Sec.·.: – Sim, Respb.·. M.·.;

O Sec.·. anuncia o que foi previamente agendado.
39Período de Instrução
Recomendamos que este período jamais seja excluído
Ven.·. M.·.: (o) – VVenerab.·. Irmãos 1o e 2o VVig.·., anunciai em
vossas colunas, assim como eu anuncio no Oriente, que vamos
passar ao Período de Instrução.
1o Vig.·.: (o) – VVen.·.Irmãos que abrilhantais a Coluna do Norte,
eu vos anuncio da parte do Ven.·. M.·. que vamos passar ao
Período de Instrução.
2o Vig.·.: (o) – VVen.·.Irmãos que decorais a Coluna do Sul, eu
vos anuncio da parte do Ven.·. M.·. que vamos passar ao Período
de Instrução. – Está anunciado em minha coluna, Venerab.·. Irmão
1o Vig.·..
1o Vig.·.: – Está anunciado em ambas as colunas, Respb.·. M.·..
Ven.·. M.·.: – Atenção, meus VVen.·.Irmãos, com a palavra o
Irmão responsável pelo Período de Instrução desta sessão.
Tronco de Beneficência
Ven.·. M.·.: (o) – VVenerab.·. Irmãos 1o e 2o VVig.·., anunciai
em vossas colunas, assim como eu anuncio no Oriente, que vai
circular, ritualisticamente, o Tronco de Beneficência
1o Vig.·.: (o) – VVen.·. Irmãos que abrilhantais a Coluna do
Norte, eu vos anuncio da parte do Ven.·. M.·. que vai circular,
ritualisticamente, o Tronco de Beneficência.
2o Vig.·.: (o) – VVen.·. Irmãos que decorais a Coluna do Sul, eu vos
anuncio da parte do Ven.·. M.·. que vai circular, ritualisticamente,
o Tronco de Beneficência.
40•
O Hosp.·. toma sua bolsa e coloca-se entre colunas.
2o Vig.·.: – Venerab.·. Irmão 1o Vig.·., o Irmão Hosp.·. encontra-se
entre colunas aguardando vossas ordens.
1o Vig.·.: – Respb.·. Mestre, o Irmão Hosp.·. encontra-se entre
colunas aguardando vossas ordens.
Ven.·. M.·.: – Ven.·.Irmão Hosp.·., cumpri o vosso dever.

Giro idêntico ao da Bolsa de Propostas e Informações.
2o Vig.·.: – Venerab.·. Irmão 1o Vig.·., o Tronco de Beneficência
fez o seu trajeto e acha-se suspenso.
1o Vig.·.: – Respb.·. Mestre, o Tronco de Beneficência fez o seu
trajeto e acha-se suspenso.
Ven.·. M.·.: – Ven.·. Irmão Hosp.·. dirigi-vos à mesa do Irmão
Orad.·. e ajudai-o a conferir a coleta, cujo valor deverá ser
anunciado em suas conclusões, para que conste do balaústre desta
sessão, sendo o mesmo entregue ao Irmão Tes.·., creditado à
hospitalaria e debitado à tesouraria.

O Hosp.·. dirige-se à mesa do Orad.·. e o ajuda a
conferir o produto do tronco em absoluto silêncio.
Depois, portando a bolsa vazia, retorna a seu lugar.
Palavra a bem da Ordem em Geral e do
Quadro em Particular
Ven.·. M.·.: (o) – VVenerab.·. Irmãos 1o e 2o VVig.·., anunciai em
vossas colunas, assim como eu anuncio no Oriente que concederei
a palavra a bem da Ordem em geral e do Quadro, em particular, a
qualquer dos Irmãos que dela queira fazer uso.
411o Vig.·.: (o) – VVen.·.Irmãos que abrilhantais a Coluna do Norte,
eu vos anuncio da parte do Ven.·. M.·. que ele concederá a palavra,
a bem da Ordem em geral e do Quadro, em particular, àquele de
vós que dela queira usar.
2o Vig.·.: (o) – VVen.·.Irmãos que decorais a Coluna do Sul, eu
vos anuncio da parte do Ven.·. M.·. que ele concederá a palavra, a
bem da Ordem em geral e do Quadro, em particular, àquele de vós
que dela queira usar. – A palavra está na Coluna do Sul.
• Os Irmãos pedem a palavra batendo uma vez com as
palmas das mãos e levantando o braço direito. Estando
nas Colunas aguardam, sentados, que seu Vigilante faça
o pedido ao Ven.·. M.·. e que este conceda a palavra. A
concessão da palavra compete apenas e exclusivamente
ao Ven.·. M.·., não cabendo aos Vigilantes este direito.
Estando no Oriente o pedido é feito da mesma forma,
diretamente ao Ven.·. M.·.. Só depois disso é que o
Irmão solicitante ficará em pé e à ordem.
• Os Vigilantes falam depois que mais nenhum Irmão
de sua coluna queira usar a palavra, solicitando-a do
Ven.·. M.·.. Além do Ven.·. M.·., também os Vigilantes
podem falar sentados. O Orad.·. e o Sec.·. só falarão
sentados, quando em funções administrativas.
• Se houver pedido da palavra em sua coluna, o 2o Vig.·. diz:
2o Vig.·.: – Respb.·. M.·., um Irmão de minha coluna vos pede a
palavra.
Ven.·. M.·.: – Tendes a palavra, meu Ven.·.Irmão.

42
Ao final das manifestações:2o Vig.·.: – Reina silêncio na Coluna do Sul, Venerab.·. Irmão 1o
Vig.·..
1o Vig.·.: – A palavra será concedida na Coluna do Norte.

Havendo pedido da palavra, procede-se como na
Coluna do Sul. Ao final das manifestações:
1o Vig.·.: – Reina silêncio em ambas as colunas, Respb.·. M.·..
Ven.·. M.·.: – A palavra está no Oriente.
• Havendo solicitação da palavra, após esta circular nas
colunas e no Oriente, por absoluta necessidade, com fins
puramente elucidativos de algum assunto e a critério
do Ven.·. M.·., jamais devendo se tornar um hábito,
esta pode voltar a ser concedida a partir da Coluna do
Sul, retornando também à do Norte e ao Oriente, ou
exclusivamente ao Irmão que a solicitou.
• Estando presente o Grão-Mestre ou o Grão-Mestre
Adjunto, estes falarão depois do Ven.·. M.·..
• Ao final das manifestações:
Ven.·. M.·.: – Concedo a palavra ao Irmão Orad.·. para as suas
conclusões.

O Orad.·., em pé e à ordem, usa da palavra, saúda os
visitantes e as autoridades, se houver, faz rápida análise
dos trabalhos e emite suas conclusões, encerrando:
Orad.·.: – O Tronco de Beneficência produziu a medalha cunhada
de________reais. Nossos trabalhos transcorreram dentro de
nossos princípios e leis. Está tudo justo e perfeito, Respb M.·..
43Saída do Grão-Mestre
(Instruções na pág. 86)
Encerramento
Ven.·.M.·. : – Ven.·. Irmão Cob.·. Externo, cumpri vosso dever.

O Cob.·. Externo deixa o Templo e vai ocupar seu lugar
para o encerramento dos trabalhos.
Cob.·. Ext.·.: – Sim, Respb.·. Mestre.
Ven.·. M.·.: (o) – Meus VVen.·.Irmãos, ajudai-me a fechar a
Loja. – Venerab.·. Irmão 2o Vig.·., que idade tendes como Mestre
Maçom?
2o Vig.·.: – S.·. aa.·. e mais, Respb.·. M.·..
Ven.·. M.·.: – Venerab.·. Irmão 1o Vig.·., até que horas trabalham
os Mestres Maçons?
1o Vig.·.: – Até a meia-noite, Respb.·. M.·..
Ven.·. M.·.: – Que horas são, Venerab.·. Irmão 2o Vig.·.?
2o Vig.·.: – Meia-noite, Respb.·. M.·..
Ven.·. M.·.: (ooo ooo ooo) (Bate n.·. vezes, em intervalos iguais
de t.·. batidas, compassadamente)
1o V.·.: (ooo ooo ooo) (Bate n.·. vezes, em intervalos iguais de t.·.
batidas, compassadamente)
2o V.·.: (ooo ooo ooo) (Bate n.·. vezes, em intervalos iguais de t.·.
batidas, compassadamente)
44•
O Cob.·. dá com o cabo de sua espada por n.·. vezes em
intervalos regulares de t.·. batidas na porta do Templo, que
são respondidas pelo Cob.·. Externo.
Ven.·. M.·.: – Em pé e à ordem, meus VVen.·.Irmãos.

Renovam-se as práticas dos DDiác.·. para retransmissão
da Pal.·. Sag.·. .
2o Vig.·.: – Está tudo justo e perfeito na coluna do meio-dia,
Venerab.·. Irmão 1o Vig.·..
1o Vig.·.: – Está tudo justo e perfeito em ambas as colunas, Respb.·. M.·..
Ven.·. M.·.: – A mim, meus VVen.·.Irmãos, pela Saud.·., pela
Bat.·., e pela Acl.·.: – H.·. – H.·. – H.·.. – Ven.·.Irmão M.·. de
CCer.·., conduzi o Irmão ________ para o fechamento do Livro
da Lei. – Descubramo-nos VVen.·. Irmãos.

O M.·. de CCer.·. conduz o mesmo Irmão que abriu o
Livro da Lei, com as mesmas formalidades da abertura,
postando-se com ele em frente ao Altar dos Juramentos.
Ven.·. M.·.: – Venerab.·. Irmão 1o Vig.·., estando tudo justo e
perfeito, tendes minha permissão para fechar a Loja.
1o Vig.·.: – À Glória do Grande Arquiteto do Universo e de São
João, nosso Patrono, está fechada esta Loja de Mestres Maçons
(o).

Após a batida do 1o Vig.·., todos os Irmãos desfazem o
Sin.·. de Ord.·., permanecendo, em seus lugares e em
silêncio. Neste momento o Irmão que o abriu, fecha o
45Livro da Lei e retorna ao seu lugar. O M.·. de CCer.·.
oculta o Painel do Grau.
Ven.·. M.·.: – Os trabalhos estão encerrados e a Loja fechada.
Recomendo o mais profundo silêncio sobre tudo que aqui se
passou. – Retiremo-nos em paz e que o Grande Arquiteto do
Universo nos acompanhe.
Cortejo de Saída do Templo
46
• O cortejo de saída é feito na ordem inversa da entrada,
isto é, o M.·. de CCer.·. convida o Ven.·. M.·. seguido
de suas Luzes, Oficiais e Mestres a deixarem o Templo.
• O Arq.·. apaga as luzes do altar do Ven.·. M.·., do 1o
Vigilante e do 2o Vigilante.
• O Cob.·., último a sair, deixa o Templo e fecha-o.
• Os paramentos só devem ser retirados fora do Templo,
na Sala dos Passos Perdidos, onde foram vestidos.Sessão Magna de Exaltação
Preparo do Candidato
Deve ter início antes da Abertura dos Trabalhos, para que, no
momento próprio, o Candidato possa ser conduzido à porta do
Templo, de imediato. O Candidato é preparado pelo 1o Exp.·., em
local reservado.
Deve ficar com o braço, o peito e o pé esquerdos nus, trazendo
na mão direita um esquadro e, em torno da cintura, uma corda
branca, dando três voltas em seu corpo.
Deve estar usando o Avental de Companheiro.
Preleção ao Candidato
Assim preparado, o 1o Exp.·. lhe faz a seguinte preleção:
– Meu Irmão (ou Meus Irmãos) – Ao serdes recebido Maçom,
fostes encerrado numa Câmara, onde estava inscrito o símbolo da
morte, em formas variadas, para vos fazer sentir que era morrendo
para os vícios, os preconceitos e o obscurantismo, que poderíeis
alcançar a iniciação maçônica.
Hoje, vosso trabalho, zelo e devotamento à Ordem vos habilitam
a participar dos mistérios mais profundos do Grau de Mestre, de
todos talvez o que representa mais de perto os Antigos Mistérios.
Antigamente o Iniciado aprendia que, além das forças misteriosas
que vos foram reveladas no Grau de Companheiro, podia o homem
ter uma vida diferente da vida física.
Ensinava-se que a entrada e a saída da existência são guardadas pelo
terrível mistério da morte. Para representá-lo, simbolicamente, o
iniciado era envolto em faixas e deitado num ataúde, onde ouvia
cânticos fúnebres em sua honra. Depois dessa cerimônia triste e
47impressionante, o iniciado renascia. Nova luz lhe era revelada. Sua
mente, fortalecida pela vitória sobre os terrores da morte, tornava-
se mais receptiva às ideias elevadas e sentimentos fraternais.
Hoje, graças à dedicação dos Irmãos que vos precederam, as
ciências profanas transformaram a vida social. O domínio das
forças morais sobre as físicas ampliou seu campo de ação, e como
o pelicano dá sempre seu sangue para alimentar seus filhotes, o
verdadeiro sábio, vidente da humanidade ainda cega, dispensa aos
profanos sua ciência e devoção.
A tradição dos símbolos é também uma ciência viva. Permite a
quem a possui levar seus conhecimentos aos Irmãos, reerguer
uma sociedade que naufraga, amparar e reanimar um coração
desfalecido e projetar luz nas trevas.
Cada centro de ensino tinha sua história simbólica, lenda simples
na aparência, mas profunda em analogias, base da concepção dos
Mistérios.
A Maçonaria, herdeira das tradições das sociedades iniciáticas,
tem também sua história simbólica: a Lenda de Hiran. Sem as
considerações precedentes, essa lenda pareceria um relato vulgar,
desinteressante, que não despertaria vossa atenção, nem vos
incitaria a descobrir-lhe o significado oculto.
A Lenda de Hiran contém a chave dos maiores ensinamentos e
mistérios da Ordem Maçônica. Sob o aspecto social, é a adaptação
da inteligência aos diversos gêneros de trabalho. Sob o aspecto
moral, ensina a lei terrível, que faz com que o discípulo se
volte contra o mestre e procure matá-lo, segundo a fórmula: “O
discípulo matará o mestre”.
Representa ainda a certeza de que todo sacrifício é a chave de
48uma satisfação futura. O ramo de acácia, que assinalou o local em
que foi lançado o corpo do nosso Mestre Hiran, encerra uma lição
para quem sabe compreendê-la e é um ensinamento para toda a
humanidade.
Não importa a interpretação que se dê à Lenda. O seu simbolismo
é a chave universal de todas as manifestações físicas, morais e
espirituais.
Agora, meu(s) Irmão(s), podeis compreender a razão de ser
dos Mistérios de que ides participar e porque a Maçonaria deve
respeitar a tradição e os símbolos que foram confiados aos Mestres
Iniciadores.
Preparo Inicial, Harmonização, Cortejo de
Entrada no Templo, Abertura Ritualística,
Entrada de Visitantes,Recepção do Grão-
Mestre
(Idêntica a Sessão Econômica)
Balaústre, Expediente, Bolsa de Propostas e
Informações e Período de Instrução
Não existem estes procedimentos em Sessão Magna. O Balaustre da
Sessão Magna de Exaltação é lido na Sessão Econômica seguinte.
Ordem do Dia
Ven.·. M.·.: (o) – VVenerab.·. Irmãos 1o e 2o VVig.·., anunciai em
vossas colunas, assim como eu anuncio no Oriente, que vamos
passar à Ordem do Dia.
1o Vig.·.: (o) – VVen.·. Irmãos que abrilhantais a Coluna do Norte, eu
vos anuncio da parte do Ven.·. M.·. que vamos passar à Ordem do Dia.
2o Vig.·.: (o) – VVen.·.Irmãos que decorais a Coluna do Sul, eu
49vos anuncio da parte do Ven.·. M.·. que vamos passar à Ordem
do Dia. – Venerab.·. Irmão 1o Vig.·., está anunciado em minha
Coluna.
1o Vig.·.: – Está anunciado em ambas as colunas, Respb.·. M.·..
Ven.·. M.·.: – Ven.·. Irmão Sec.·., informai-nos o que foi agendado
para a Ordem do Dia.
Sec.·.: – Encontra-se agendada a Cerimônia de Exaltação do(s)
Irmão(s) ________
Cerimônia de Exaltação
Recomendamos que, se houver mais de um Candidato a ser
Exaltado, que se dê entrada ao Templo a todos eles, porém depois
do ingresso, apenas um executa a liturgia, dando-se assento aos
demais na Câmara do Meio, próximo ao esquife.

O Ven.·. M.·. solicita deitar no esquife um dos Mestres
mais novos, com os pp.·. voltados para o Or.·., os
calcanhares em esquad.·., a m.·. dir.·. sobre o cor.·., a
esq.·. estendida ao longo do corpo, e coberto com um
pano mortuário desde os pp.·. até a cintura, junto do
avental. O rosto deve estar coberto com um pano de
linho da cor de sangue. Sobre o pano que cobre o corpo,
é colocado um ramo de Acácia. Na falta do esquife
(caixão), pode ser usado um lençol preto estendido no
formato de um caixão.
Ven.·. M.·.: – Meus VVen.·.Irmãos, por sufrágio unânime
concordastes em exaltar ao Grau de Mestre o(s) Irmão(s)
………………. . – Ven.·. Irmão 1o Exp.·., trazei(s) o(s) Candidato(s),
50até a porta do Templo, onde o(s) deixarei(s) aos cuidados do Irmão
M.·. de CCer.·..
• Cumprida a ordem, o 1o Exp.·. conduz o(s) Candidato(s)
à porta do Templo, onde o Cob.·. o(s) examina pelo
Telhamento do Grau de Companheiro.
• O 1o Exp.·. volta ao Templo e o M.·. de CCer.·., indo
substituí-lo, bate como Companheiro.
Cob.·.: – Venerab.·. Irmão 1o Vig.·., o Irmão M.·. de CCer.·.,
conduzindo o(os) Companheiro(s), bate(m) à porta do Templo.
1o Vig.·.: – Respb.·. Mestre, o Irmão M.·. de CCer.·. bate à porta do
Templo conduzindo o(s) Companheiro(s) que, havendo cumprido
seu(s) interstício(s), pede(m) para ser(em) exaltado(s) ao Grau de
Mestre.

Essas palavras são proferidas, estando entreaberta a
porta do Templo.
Ven.·. M.·.: (com voz enérgica e forte) – Por que o Irmão M.·.
de CCer.·. vem perturbar a nossa dor? Ela deveria tê-lo induzido
a afastar de nós toda e qualquer pessoa que fosse suspeita e
principalmente Companheiro(s). – VVen.·.Irmãos, talvez seja
esse Companheiro um daqueles que motivaram a nossa dor.
– Armemo-nos! – Quem sabe se não é a justiça divina que entrega
à nossa justa vingança esse criminoso? – Ven.·.Irmão 1o Exp.·.,
ide com o Irmão Ter.·. e mais três Irmãos, armados de espadas, e
apoderai-vos desse(s) Companheiro(s). Examinai-o(s) da cabeça
aos pés, apalpai-o(s) e sobretudo vede as suas mãos. Tirai-lhe(s)
o(s) avental(ais) e trazei-mo(s) como testemunho de suas ações.
51Verificai, finalmente, se sobre ele(s) existe algum vestígio do
crime horroroso que foi cometido.

O 1o Exp.·. apodera-se arrebatadamente do(s)
Candidato(s), revista-o(s) e arranca-lhe(s) o(s)
avental(ais). Após isso, entra no Templo, trazendo o(s)
avental(ais) do(s) Candidato(s) que permanece(m) na
parte de fora entre os três Irmãos armados e o Irmão
Ter.·., mantendo sempre entreaberta a porta do Templo
até que nela tenha(m) ingresso o(s) Candidato(s). O 1o
Exp.·., logo que entra no Templo, diz:
1o Exp.·.: – Respb.·. Mestre, vossas ordens foram executadas.
Nada encontrei no(s) Candidato(s) que indique ser(em) ele(s)
assassino(s). Suas vestes estão limpas, suas mãos puras e o(s)
avental(ais) que vos trago está(ão) sem mancha alguma.
Ven.·. M.·.: – VVen.·.Irmãos, permita o Grande Arquiteto do
Universo que eu esteja enganado e que esse(s) Companheiro(s)
não seja(m) um daqueles que devemos punir! É preciso, porém,
que o(s) recebamos com toda a precaução e procedamos às
mais minuciosas buscas, porque, ainda que inocente(s), ele(s)
não ignora(m) a causa da nossa dor. Nós o(s) interrogaremos ao
penetrar neste recinto e pelas suas respostas veremos o juízo que
dele(s) devemos formar.
– Ven.·. Irmão 1o Exp.·. ide até este(s) Companheiro(s) e perguntai-
lhe(s) o(s) nome(s), a idade maçônica e em que tem(têm)
trabalhado.

O 1o Exp.·. vai até ao(s) Companheiro(s) e, depois de
informado, transmite as respostas ao Ven.·. M.·.:
1o Exp.·.: – Diz(em) o(s) Companheiro(s) que se chama(m)
52nome(s)………………………………………….., tem(têm) c.·. anos,
trabalha(m) na Pedra Cúbica e no preparo das ferramentas.
Ven.·. M.·.: – Perguntai-lhe(s), ainda, como pôde(puderam)
conceber a esperança de ser(em) recebido(s) entre nós.
1o
Exp.·.:

O(s)
Companheiro(s)
diz(em)
concebeu(conceberam) tal esperança pela Pal.·. de Pas.·..
que
Ven.·. M.·.: – Pela Pal.·. de Pas.·.? – Esta temerária resposta
confirma as minhas suspeitas. Como sabe(m) ele(s) a Pal.·. de
Pas.·.? De certo que por meio do crime que cometeu(teram). – Eis
aí, VVen.·. Irmãos, a prova da sua audácia e do seu atentado! –
Venerab.·. Irmão 1o Vig.·., ide escrupulosamente examinar o(s)
Candidato(s).

O 1o Vig.·., depois de cumprida a ordem, diz, através da
porta entreaberta:
1o Vig.·.: – Respb.·. Mestre, é extrema a audácia do(s)
Companheiro(s). Seu(s) procedimento(s) anuncia(m) uma
excessiva malvadez. Estou convencido de que ele(s) vem(vêm)
espreitar o que aqui se passa e iludir a nossa boa-fé.
• Caso haja mais de um, o procedimento a seguir é feito
apenas com um dos Candidatos.
• Continuando a examinar um dos Candidatos mais de
perto, pega-lhe na mão direita, examina-a e, largando-a
imediatamente, exclama aos gritos:
– Céus! É ele!

Agarra-o, então, pela corda e, com voz ameaçadora, lhe
diz, aos gritos:
53- Falai, desgraçado! Como conheceis a Pal.·. de Pas.·.? Quem a
comunicou a vós?
Candidato: – Não a conheço. Quem me acompanha a dará por
mim.
1o Vig.·.: – Respb.·. Mestre, o Candidato confessa não saber a
Pal.·. de Pas.·.. Diz, porém, que seu condutor a dará por ele.
Ven.·. M.·.: – Pedi-a, então, ao seu condutor.

O 1o Exp.·., dá a Pal.·. de Pas.·. ao 1o Vig.·..
1o Exp.·.: – Sch.·.
1o Vig.·.: – A Pal.·. de Pas.·. está correta, Respb.·. Mestre.
• O 1o Vig.·. volta a seu lugar.
• Tudo isso se passa fora do Templo, cuja porta está
entreaberta.
Ven.·. M.·.: – Dai ingresso ao(s) Candidato(s). – Que os Irmãos
que o escolta não o deixe um só instante e se coloque com ele no
Ocidente.
54
• Neste momento, o Arq.·. apaga as luzes do Templo,
ficando somente acesas as dos altares do Ven.·. M.·. e
dos Vig.·. .
• Após a entrada, o Cob.·. fecha a porta e senta-se.
• Apenas um Candidato executa a liturgia. Se houver
mais de um, os demais entram e tomam o lugar logonas primeiras cadeiras da Câmara do Meio, em ambas
as Colunas e antes do esquife. O Companheiro que
representa os demais é introduzido no Templo, de costas,
até que chegue à altura de poder vislumbrar o esquife
e o Irmão em seu interior. O Irmão Ter.·. o conduz pela
extremidade da corda que trás envolvida pela cintura.
Nesta altura o cortejo é parado.

Há que se notar que os diálogos daqui para frente,
passam-se entre o Venerável Mestre e um Companheiro,
individualmente.
Ven.·. M.·.: – Companheiro, é necessário que sejais bastante
temerário e indiscreto para aqui vos apresentardes numa ocasião
em que justamente desconfiamos de vós. A dor e a consternação
que divisais nos nossos semblantes, os restos mortais encerrados
neste ataúde, tudo vos deve representar a imagem da morte. Se ela,
porém, tivesse sido o tributo pago à natureza, senti-la-íamos, sim,
mas não nos afligiríamos tanto e não nos veríamos compelidos a
punir um crime e a vingar o assassinato de um extremoso amigo!
– Dizei-me, Companheiro, tomastes parte nesse horrível crime?
– Sereis do número dos infames Companheiros que o cometeram?
– Vede agora a sua obra.

Aponta, então, ao Companheiro o corpo que está
no esquife, conduzindo-o do lado do Oriente. O
Companheiro ao ver o corpo, exclama:
Companheiro: – Não!
• Depois desta resposta, o Irmão Exp.·. faz o Companheiro
virar-se para o Oriente e o conduz até o eixo do Templo,
no Ocidente, próximo à balaustrada.
• O Irmão que está no esquife levanta-se sem ser
percebido pelo Companheiro e retorna a seu lugar.
55Ven.·. M.·.: – Meu Irmão Companheiro, para que melhor possais
compreender os motivos da nossa dor, ides passar pela Cerimônia
de Exaltação a Mestre Maçom. – Ven.·.Irmão M.·. de CCer.·.,
fazei o Companheiro praticar sua viagem.

O M.·. de CCer.·. toma o Companheiro pela m.·. dir.·.,
parte em viagem pelo Norte, grade do Oriente e Sul e,
passando pelo Ocidente, continua a marcha pelo Norte,
penetra no Oriente, acercando-se, pelo lado Sul, do
altar. Nessa viagem, o Companheiro vai ladeado pelos
Irmãos que o escoltam e seguidos pelo Irmão Ter.·., que
segura a corda por detrás. Executa-se melodia (Marcha
Fúnebre) lenta. Chegados ao altar, o M.·. de CCer.·. pede
ao Companheiro que dê leve pancada no omb.·. dir.·.
do Ven.·. M.·.. Este, encostando o malhete no peito do
Companheiro, pergunta:
Ven.·. M.·.: – Quem vem lá?
M.·. de CCer.·.: – É um Companheiro que completou seu
interstício e deseja ser exaltado a Mestre Maçom.
Ven.·. M.·.: – Que esperanças nutre ele para conseguir tal fim?
M.·. de CCer.·.: – Por que confia na Pal.·. de Pas.·..
Ven.·. M.·.: – Como a dará, se não a sabe?
M.·. de CCer.·.: – Eu a darei por ele.

Dá a Pal.·. de Pas.·. no ouv.·. esq.·. do Ven.·. M.·..
Ven.·. M.·.: – Passai!
56
• O M.·. de CCer.·. conduz o Companheiro ao Altar dos
Juramentos e o faz ajoelhar-se, sobre os dois jj.·., pondo a m.·.
dir.·. sobre o Livro da Lei e sobre o Esquadro e o Compasso.
• Se houver mais de um, os demais ajoelham-se, em fila,atrás do Companheiro que os representa, com suas
mm.·. ddir.·. sobre o omb.·. esq.·. de quem está a sua
frente.
Ven.·. M.·.: – Meu Irmão, assim como no Grau de Companheiro,
devereis fazer o vosso juramento de nunca revelar o segredo do
Grau de Mestre. É de vossa livre e espontânea vontade e de acordo
com o que manda a vossa consciência que o fazeis?
Companheiro: – Sim.

Se houver mais de um, o Ven.·. M.·. deve extender a
pergunta a todos. Neste caso:
Ven.·. M.·.: – E vós, meus Irmãos Companheiros?
Todos os demais: – Sim.
Ven.·. M.·.: – Em pé e à ordem no grau de Companheiro.
– Descubramo-nos, meus VVen.·.Irmãos.
– Repeti comigo vosso juramento.
Juramento
“Eu, ________________, / juro de minha livre vontade,/
pela minha honra e pela minha fé, / perante esta
Assembléia de Maçons, / solene e sinceramente, /
nunca revelar os segredos do Grau de Mestre. / Se eu
for perjuro, / seja meu c.·. div.·. ao m.·. , / sendo uma
parte lançada ao Meio-Dia, / e a outra ao setentrião, / as
minhas entranhas arrancadas, / reduzidas a cinzas, / e
lançadas ao vento. / Assim, Deus me ajude. / Que assim
seja.”
Todos: – Que assim seja.
Ven.·. M.·.: – Sentemo-nos e cubramo-nos, meus VVen.·.Irmãos.
57•
O(s) Companheiro(s) continua(m) de jj.·.. O Ven.·.
M.·. vai ao Altar do Juramentos, pega em sua(s) m(s).·.
dir(s).·. e o(s) examina pelo T.·. e Pal.·. Sag.·. de
Aprendiz e Companheiro, a seguir diz:
Ven.·. M.·.: – Levantai-vos. Ides, agora, representar o maior
homem do mundo maçônico, o nosso Ven.·. M.·. Hiran,
assassinado quando a construção do Templo atingia seu maior
grau de perfeição.

Os Mestres, em número suficiente, se reúnem ao
redor do esquife, ficando o 1o Vig.·. ao lado Sul no
Ocidente armado com um Esquadro, e o 2o Vig.·. ao
Meio-Dia armado com uma Régua de 24 polegadas. Na
posição oriental, fica o Ven.·. M.·. com seu Malhete. O
Companheiro é colocado junto ao esquife. Os outros, se
houver, ficam à esquerda do 2o Vig.·..
Exposição Histórica
Lenda do Terceiro Grau ou de Hiran Abiff
Ven.·. M.·.: – Davi, Rei de Israel, tentando erigir um Templo ao
Eterno, acumulou para tal fim imensos tesouros. Tendo-se, porém,
desviado da senda da virtude, tornou-se indigno da proteção do
Grande Arquiteto do Universo e a glória da edificação do Templo
coube a seu filho Salomão que, antes de dar começo a tão grande
edifício, comunicou o seu projeto ao rei de Tiro, seu vizinho, amigo
e aliado, que lhe enviou Hiran Abiff, o mais célebre arquiteto
daqueles tempos. Salomão, ciente das virtudes e talentos de Hiran
Abiff, concedeu-lhe todas as honras e confiou-lhe a direção dos
operários e o levantamento da planta do Templo.
Como os trabalhos eram imensos, distribuíram-se os operários em
três classes: Aprendizes, Companheiros e Mestres.
Cada uma dessas classes, a fim de ser reconhecida e receber o seu
58salário, tinha sinais e palavras.
Reuniam-se as classes: a de Aprendizes na Coluna do Norte, a de
Companheiros na Coluna do Sul e a dos Mestres na Câmara do
Meio.
Estando a construção quase completa, quinze Companheiros,
que não tinham ainda passado a Mestres por falta de interstício,
combinaram entre si obter de Hiran Abiff a palavra de Mestre, a
fim de, como tal, serem reconhecidos.
Doze desses Companheiros retrataram-se. Três, porém, – Jubelas,
Jubelos e Jubelum – conservaram-se firmes em seu malévolo
intento.
Sabendo que Hiran Abiff ia sempre orar no Templo, ao meio-dia,
hora em que os operários descansavam, postaram-se em cada uma
das portas.
– Jubelas na meridional
– Jubelos na ocidental
– Jubelum na oriental
Saindo Hiran do Templo para a porta meridional, Jubelas
perguntou-lhe a P.·. de M.·. , obtendo a seguinte resposta:
Orad.·.: – Não é assim que sabereis, tende paciência, completai o
tempo que vos falta. Além disto, eu não vô-la posso dar. É mister
que estejas acompanhado dos reis de Tiro e de Israel, a quem jurei
nunca revelá-la, senão juntos.
Ven.·. M.·.: – Jubelas, descontente com tal resposta, deu-lhe uma
pancada na garg.·. com a régua.

O M.·. de CCer.·. conduz o Companheiro ao 2o Vig.·.,
que o segura pelo colarinho, dizendo-lhe por três vezes,
com força e aos gritos:
592o Vig.·. : – Dai-me a Palavra de Mestre!
Companheiro: – Não!

Este diálogo é feito por três vezes. Findo o diálogo,
o 2o Vig.·. dá com a Régua uma panc.·. na garg.·. do
Companheiro. Em seguida, o M.·. de CCer.·. conduz o
Companheiro até o 1o Vig.·., onde permanecem.
Ven.·. M.·.: – Hiran Abiff correu para a porta ocidental e aí
encontrou Jubelos que, fazendo-lhe a mesma pergunta e obtendo
idêntica resposta, deu-lhe uma forte pancada no peit.·. com o
Esquadro.

O 1o Vig.·., tendo à sua frente o Companheiro, segura-o
pelo colarinho, dizendo-lhe por três vezes, com voz forte:
1o Vig.·. : – Dai-me a Palavra de Mestre!
Companheiro: – Não!
• Este diálogo é feito por três vezes. Findo o qual, o 1o
Vig.·. dá com o Esquadro uma panc.·. no peit.·. do
Companheiro.
• Neste momento, os VVig.·. dirigem-se um para cada
lado do esquife, um pouco atrás do Companheiro.
• O M.·. de CCer.·. coloca o Companheiro de costas para o
esquife e de frente para o Ven.·.M.·., onde permanecem.
Ven.·. M.·.: – Aturdido, Hiran Abiff, logo que recuperou força
suficiente, tentou sair pela porta oriental. Aí encontrou Jubelum
que, como os outros, nada obtendo, deu-lhe com o Malho tão forte
pancada na testa que o estendeu morto.
60•
O Ven.·. M.·. dirige-se ao Companheiro, segura-o pelo
colarinho, dizendo-lhe por três vezes, com voz forte e
aos gritos:
Ven.·. M.·.: – Dai-me a Palavra de Mestre.
Companheiro: – Não!

Este diálogo e feito por três vezes. Findo o diálogo, o
Ven.·. M.·. dá, com o Malhete, uma panc.·. na testa do
Companheiro e o empurra para trás. Os VVig.·., dos
respectivos lados, ampara-o, fazendo-o deitar-se no
esquife, com os braços estendidos ao longo do corpo e
os pés, em esquadria, voltados para o oriente. Os VVig.·.
retornam a seus lugares. Em seguida, o M.·. de CCer.·.
cobre o Companheiro com um pano mortuário.
Ven.·. M.·.: – Reunindo-se os três assassinos, reciprocamente,
perguntaram pela palavra de Mestre. Vendo, porém, que nada
tinham alcançado, mas, sim, cometido um crime infame, trataram
de fugir e ocultar o atentado. Para isso carregaram o corpo de
Hiran Abiff, esconderam-no e de noite levaram-no para fora de
Jerusalém e o enterraram numa montanha. Não comparecendo
Hiran aos trabalhos, como era costume, Salomão mandou
procurá-lo.
Os doze Companheiros que tinham se retratado, suspeitando a
verdade, reuniram-se e resolveram dirigir-se a Salomão e tudo
contar-lhe, levando luvas brancas, como prova de sua inocência.
Salomão mandou-os à procura de Hiran, dizendo-lhes que, se o
encontrassem, por certo achariam com ele a palavra de Mestre e,
se assim não fosse, estava ela perdida. Por isso lhes disse que, caso
tivesse sido ele morto, o primeiro sinal que fizessem e a primeira
palavra que pronunciassem, ao desenterrar o seu corpo, seriam,
61doravante, o sinal e a palavra de Mestre.
Os Companheiros, animados com a promessa de passarem a
Mestres, caso alcançassem o fim desejado, partiram, três para o
norte, três para o sul, três para o Ocidente e três para o Oriente.
Um desses grupos desceu pelo rio Joppa e um dos Companheiros,
que o compunha, tendo-se, casualmente, recostado a um rochedo,
ouviu, por uma das fendas, as seguintes lamentações:
– “Ai de mim! Antes eu tivesse a garganta cortada, a língua
arrancada e fosse enterrado nas areias do mar, em lugar onde a
maré faz fluxo e refluxo, do que ser cúmplice no assassinato do
Respeitabilíssimo Mestre Hiran”.
Continuando a prestar atenção, ouviu outra voz que dizia:
“Quisera antes que me tivessem arrancado o coração, servindo ele
de pasto aos abutres, do que ter sido cúmplice no assassinato de
tão excelente Mestre.”
Admirado do que ouvia, prestou a maior atenção e escutou o
seguinte:
-“Fui eu quem o matou. Meus golpes foram mais fortes do que os
vossos. Quisera antes que me dividissem o corpo ao meio, uma
parte lançada ao sul e a outra ao norte, que me arrancassem as
entranhas e as reduzissem a cinzas, lançadas estas ao vento, do
que ter sido o infame assassino do nosso Respeitabilíssimo Mestre
Hiran”.
O Companheiro, ouvindo isso, chamou os dois que o
acompanhavam e, depois de tudo lhes contar, resolveram entre
si entrar por uma das fendas do rochedo e apoderar-se dos
criminosos, a fim de levá-los à presença de Salomão e assim o
fizeram.
Presos os assassinos e levados à presença de Salomão, confessaram
o crime, testemunhando o desejo de não sobreviverem a tão
horroroso atentado. À vista disso, Salomão ordenou que fosse
cumprida a própria sentença, que cada um para si tinha proferido,
62tendo Jubelas, a garganta cortada; Jubelos, o coração arrancado;
Jubelum, o corpo dividido ao meio, lançando-se uma das partes ao
Norte e outra ao Sul.
Punidos, dessa maneira, os assassinos de Hiran, Salomão
reenviou os Companheiros em busca do seu corpo.
Viajaram os doze Companheiros por espaço de cinco dias e nada
encontraram.

Dizendo o Ven.·. M.·. estas palavras, o 1o Vig.·. passa
para a sua direita com metade dos Mestres e o 2o Vig.·.
para a esquerda com a outra metade, e praticam três
viagens, em círculos opostos, após o quê, o 1o Vig.·. diz:
1o Vig.·.: – As nossas buscas foram inúteis.
Ven.·. M.·.: – Vendo Salomão que os Companheiros inutilmente
tinham procurado o corpo de Hiran, ordenou que nove Mestres
fizessem novas buscas. Subiram ao Monte Líbano e, no segundo
dia da viagem, um deles, excessivamente fatigado, quis descansar.
Nessa ocasião, descobriu um ramo de árvore cortado recentemente
e espetado na terra; puxou-o e, então, percebeu que a terra tinha
sido revolvida havia pouco tempo. Sondando em seu comprimento,
largura e profundidade, chamou os companheiros e comunicou-
lhes a descoberta. Removida a terra, encontraram o corpo do
nosso Respeitabilíssimo Mestre Hiran. O respeito, porém, fez
com que não prosseguissem. Cobriram de novo o corpo e, para
reconhecerem o lugar, plantaram na terra um ramo de acácia, indo
tudo comunicar a Salomão. – Meus VVen.·.Irmãos, imitemos os
Mestres, nossos antepassados. – Vós, Venerab.·. lrmão 1o Vig.·.,
parti com os Mestres da vossa coluna e envidai todos os vossos
esforços.
63•
O 1o Vig.·. faz quatro viagens e, chegando ao lado dir.·.
do esquife, levanta o pano que cobre o Candidato, tira o
ramo de acácia e o replanta; põe-lhe a m.·. dir.·. sobre
o peito e, dirigindo-se para onde se encontra o Ven.·.
M.·., diz:
1o Vig.·.: – Respb.·. M.·., encontrei uma cova recém-aberta, onde
vi um cadáver, que presumo seja do nosso Mestre Hiran. Plantei
nela um ramo de acácia, a fim de que, facilmente, possamos
reconhecê-la.
Ven.·. M.·.: – Salomão, vivamente contristado e não duvidando
de que o cadáver fosse o de Hiran, seu eminente arquiteto, mandou
desenterrá-lo e conduzi-lo a Jerusalém. Os nove Mestres, cingindo
os seus aventais e calçando luvas brancas, dirigiram-se de novo ao
Monte Líbano e desenterraram o corpo.
– Imitemos os nossos antigos Mestres e, reunidos, vamos buscar
os restos mortais do nosso infeliz Mestre Hiran.
• O Ven.·. M.·., então, faz duas vezes o giro ao ataúde à
frente de todos os Irmãos.
• Chegando ao Sul, isto é, à direita do Candidato, pára e,
tirando-lhe o ramo de acácia, diz:
Ven.·. M.·.: – Eis o lugar que encerra o corpo do nosso Mestre.
Este ramo de acácia é o sinal. A terra está remexida. Vejamos se
nossas suspeitas estão corretas.

64
O Ven.·. M.·., vagarosamente, tira o pano que cobre o
Candidato e, reconhecendo o corpo de Hiran, levanta
ambas as mãos acima da cabeça, denotando excessiva dor,
e as deixa logo cair sobre as coxas, batendo com os pés,
exclamando três vezes e sendo imitado por todos os Irmãos:Ven.·. M.·.: – Ah! Senhor meu Deus!
– Ah! Senhor meu Deus!
– Ah! Senhor meu Deus!
Ven.·. M.·.: – Meus VVen.·. Irmãos é, na realidade, o corpo do
nosso Respeitabilíssimo Mestre. Cumpramos o doloroso dever
que Salomão nos impôs em darmos a seu corpo uma sepultura.
– Venerab.·. Irmão 1o Vig.·., tentai erguer o corpo do representante
de nosso Mestre com o toq.·. de Aprendiz.

O 1o Vig.·., do lado dir.·. do Candidato, passa a perna
dir.·. sobre ele, segura-lhe a m.·. dir.·., dá o toq.·. de
Aprendiz e não conseguindo levantá-lo, solta-o, põe-se
à ordem e diz:
1o Vig.·.: – Não consigo, Respb.·. Mestre! Minha mão resvala!
Ven.·. M.·.: – Venerab.·. Irmão 2o Vig.·., tentai levantar o corpo
do nosso Mestre com o toq.·. de Companheiro.

O 1o Vig.·., do lado esq.·. do Candidato, passa a perna
esq.·. sobre ele, segura-lhe a m.·. dir.·. e dá o toq.·. de
Companheiro, também não conseguindo levantá-lo,
solta-a, põe-se à ordem e diz:
1o Vig.·.: – J.·. . – Não posso, Respb.·. Mestre: minha mão também
resvala! A carne se desprende dos ossos.
Ven.·. M.·.: – VVenerab.·. Irmãos VVig.·., tendo falhado vossas
tentativas, resta ainda um meio especial, que vou executar, com
vosso auxílio. – Vou segurar a m.·. dir.·. do Candidato com a Gar.·.
de M.·. e levantar seu corpo pelos C.·. PP.·. de P.·.:
651. – Gar.·. de M.·.:
(Saúdo-vos como Irmão);
2. – P.·. c.·. P:
(Vos apoiarei em tudo de louvável que fizerdes);
3. – J.·. c.·. J.·.:
(Vos dou todo o amparo que todo Irmão deve ter de outro);
4. – P.·. un.·. a P.·.:
(Guardai nossos segredos lícitos como se meus fossem);
5. – MM.·. sob.·. as CCost.·.:
(Defenderei vosso caráter em todas as situações).
É nesta posição que é dada a Pal.·. Sag.·.: – M.·.
• À medida que for dizendo os C.·. PP.·. de P.·. do
M.·., o Ven.·.M.·. vai executando os movimentos
correspondentes, de modo que, ao terminar, e com o
auxílio dos VVig.·., esteja o Companheiro em pé.
• Depois de explicado todos os pontos, diz, no ouv.·. esq.·.
do Companheiro, a Pal.·. Sag.·. de Mestre.
• Todos voltam a seus lugares e o M.·. de CCer.·. retira a
corda da cintura do Companheiro.
• O Ven.·. M.·. volta a seu altar
• A partir do próximo procedimento, se houver mais de um
Companheiro executa-se a ritualística com todos eles.
Ven.·. M.·.: – Ven.·. Irmão M.·. de CCer.·. , conduzi o(s) Neófito(s)
ao Altar dos Juramentos.

66
O(s)
Neófito(s)
aproxima(m)-se
do
Altar
dosJuramentos, onde se ajoelha(m) sobre ambos os jj.·.,
com a m.·. dir.·. sobre o Livro da Lei e do Esquadro e
o Compasso.

O Ven.·. M.·. dirige-se ao Altar dos Juramentos,
saindo pelo lado esquerdo, trazendo o malhete e sendo
acompanhado pelo Porta-Espadas, que conduz, em
estojo aberto, a Espada Flamejante.
Ven.·. M.·.: – Meus Irmãos, o(s) Candidato(s) vai(vão) ratificar
seu juramento. – Em pé e à ordem. – Descubramo-nos.
Ratificação do Juramento
Eu, _______________ , / pela minha honra e pela min-
ha fé, / perante esta Câmara do Meio, / ratifico o jura-
mento que prestei, / e prometo para sempre, / cumprir
os deveres e obrigações / de um Mestre Maçom. / Assim
/ o Grande Arquiteto do Universo me ajude. / – Que as-
sim seja.
Todos: – Que assim seja!
Ven.·. M.·.: – À glória do Grande Arquiteto do Universo e de São João,
nosso patrono! Em nome da Maçonaria Universal, sob os auspícios
do Grande Oriente de Minas Gerais e em virtude dos poderes que me
foram concedidos, eu vos consagro e constituo Mestre(s) Maçom(ns),
membro(s) ativo(s) desta Augusta e Respeitável Loja Maçônica.


O Ven.·. M.·. retira a Espada Flamejante de seu estojo
e empunhando-a com a m.·. esq.·., estende a sua folha
sobre a cabeça do Candidato.
Bate sobre a folha da espada por n.·. vezes, sem deixá-
la tocar sua cabeça.
67• Se houver mais de um, o Ven.·. M.·. bate sobre a cabeça
de cada um deles.
• O Neófito tem autorização para se levantar, sendo
ajudado pelo Ven.·. M.·. com a gar.·. de M.·. .
Ven.·. M.·.: – Sentemo-nos e cubramo-nos, meus VVen.·. Irmãos.
– Ven Irmão M.·. de CCer.·., revesti o(s) Neófito(s) com seu
avental e sua faixa.

Entrega-lhe o(s) avental(is) e o M.·. de CCer.·. o(s) reveste.
Ven.·. M.·.: – Declaro-vos que a insígnia de que fostes revestido(s),
não somente indica(m) vossa(s) posição(ões) de Mestre(s)
Maçom(ns), mas também vos faz(em) lembrar os grandes deveres
que, neste momento, vos comprometestes a observar.

O Ven.·. M.·. entrega um par de luvas brancas ao(s)
Neófito(s), dizendo:
Ven.·. M.·.: – Recebei estas luvas, símbolo da pureza e acessório
de trabalho.

O Ven.·. M.·. entrega uma espada ao(s) Neófito(s),
dizendo:
Ven.·. M.·.: – Recebei a espada. Símbolo, outrora, de força, dos
cavaleiros e dos nobres, que para nós significa honra e lealdade.
• Entregando-lhe um chapéu.
Ven.·. M.·.: – Como Neófito(s), tendes de conservar vosso(s)
chapéu(s) à cabeça. (cobre(m)-se). – O chapéu (ou solidéu)
simboliza a perfeita igualdade entre os Mestres.
– Meus VVen.·. Irmãos, os Mestres para se reconhecerem, utilizam
ssin.·., ttoq.·. e ppal.·. .
68- Este é o Sin.·. de Ord.·. (ensina o sin.·.).
– Este é o Sin.·. de Saud.·. (ensina o sin.·.).
– Este é o Sin.·. de Hor.·. ou de Adm.·. (ensina o sin.·.).
– Este é o Sin.·. de Soc.·. (ensina o sin.·.).
– Esta é a Pal.·. Sag.·. (dá a pal.·. sil.·. pelo ouv.·. esq.·. ). É uma
palavra hebraica que significa “a carne se desprende dos ossos”.
– Esta é a Pal.·. de Pas.·. (dá a pal.·. completa).
– Este é o toq.·. e esta é a gar.·. de Mestre (ensina).
Ven.·. M.·.: – Depois de vos fazerdes conhecer como Aprendiz
e Companheiro, perguntai: – Quereis ir mais longe? Se a
resposta for afirmativa, colocai a vossa mão direita sobre o peito
esquerdo, levantai o dedo polegar, e com a mão esquerda sobre a
cabeça formai uma esquadria. Faz-se depois a Gar.·. de Mestre,
perguntando o seguinte:
Pergunta: – O que é isto?
Resposta: – O toq.·. de M.·..
Pergunta: – Tem nome?
Resposta: – Sim, e mais alguma coisa que dele depende.
Pergunta: – O que é?
Resposta: – Os C.·. PP.·. de P.·. (executa-se).
• Dão-se os C.·. PP.·. de P.·., correndo-se a m.·.
dir.·. aberta através do ventre como para rasgá-lo,
levantando-se as mãos acima da cab.·., e exclamando:
“Ah! Senhor meu Deus!” Depois se tocam as m.·. em
forma de gar.·., o p.·. dir.·. contra o p.·. dir.·., j.·. dir.·.
contra j.·. dir.·., peit.·. dir.·. contra peit.·. dir.·., a m.·.
esq.·. sobre o omb.·. dir.·., dizendo-se então a Pal.·.
Sag.·. .
• Depois de dados o sin.·., as ppal.·. e o toq.·., o Ven.·.M.·. dá o
Triplice e Fraternal Abraço no(s) Neófito(s) e diz:
69Ven.·. M.·.: – Ven.·. Irmão M.·. de CCer.·. e Ven.·.Irmão 1o Exp.·.,
conduzi o(s) Neófito(s) para fora desta Câmara do Meio, para ajudá-
lo(s) a recompor(em)-se, devolver-lhe(s) os seus pertences e depois
trazei-o(s) de volta, fazendo-o(s) marchar como Mestre(s).
• Após a saída dos(s) Neófito(s), o esquife é retirado pelos
Irmãos DDiác.·..
• O M.·. de CCer.·. e o Exp..·. deixam o Templo e logo
retornam com o(s) Neófito(s) já vestido(s), batendo à
porta do Templo como Mestre(s).
Cob.·.: – Venerab.·. Irmão 2o Vig.·., batem à porta do Templo
como Mestre.
2o Vig.·.: – Venerab.·. Irmão 1o Vig.·. batem à porta do Templo
como Mestre.
1o Vig.·.: – Respb.·. M.·., batem à porta do Templo como Mestre.
Ven.·. M.·.: – Verificai quem assim bate. Se for(em) o(s) Neófito(s),
acompanhado(s) do Irmão M.·. de CCer.·. e do Irmão Experto,
que entre(em) com formalidade.
• O Cob.·. abre a porta e o(s) Neófito(s) entra(m) com as
formalidades completas, de Aprendiz a Mestre.
• O M.·. de CCer.·., coloca-se à dir.·. do(s) Neófito(s).
• O Exp.·. retorna ao seu lugar.
Ven.·. M.·.: – Ven.·.Irmão M.·. de CCer.·., conduzi este(s)
Neófito(s) aos Irmãos Vig.·., a fim de que reconheçam o seu novo
grau e o(s) apresente(m) aos Irmãos de suas Colunas.

70
O M.·. de CCer.·. cumpre a ordem. Cada Vig.·.,
descendo de seu altar, faz o reconhecimento, volta ao
altar e proclama:2o Vig.·.: (o) – Em pé e à ordem, VVen.·. Irmãos da Coluna do Sul.
De ordem do Ven.·. Mestre, eu vos apresento este(s) Neófito(s)
que, por todos deverá(ão) ser reconhecido(s) como Mestre(s). –
Proclamado ao Sul, Venerab.·. Irmão 1o Vig.·..
– Sentemo-nos, VVen.·.Irmãos.
1o Vig.·.: (o) – Em pé e à ordem, VVen.·. Irmãos da Coluna do
Norte. De ordem do Ven.·. Mestre, eu vos apresento este(s)
Neófito(s) que por todos deverá(ão) ser reconhecido(s) como
Mestre(s). – Proclamado ao Sul e ao Norte, Respb.·. Mestre.
– Sentemo-nos, VVen.·. Irmãos.
Ven.·. M.·.: – Ven.·.Irmão M.·. de CCer.·., conduzi o(s) Neófito(s)
até a entrada do Oriente. – Rejubilemo-nos, VVen.·. Irmãos, pela
exaltação de nosso(s) Irmão(s) ao grau de Mestre.
– Em pé e à ordem. – A mim, pela Bat.·..

Todos executam a Bat.·. do grau de Mestre.
M.·. de CCer.·.: – Respb.·. Mestre, peço licença para agradecer e
responder à saudação em nome do(s) Neófito(s).

O M.·. de CCer.·. e o(s) Neófito(s) respondem a
saudação, dando a Bat.·. do grau.
Ven.·. M.·.: – Cubramos esta saudação.

Todos os Irmãos repetem a saudação, de igual forma.
Ven.·. M.·.: – Sentemo-nos, meus VVen.·. Irmãos.
– Ven.·.Irmão M.·. de CCer.·., convidai o(s) Neófito(s) a assinar(em)
o Livro de Presença e depois o(s) levai(s) a sentar(em)-se no lugar
que lhe(s) compete.
71•
Após o(s) novo(s) Mestre(s) ter(em) assinado o Livro de
Presença:
Ven.·. M.·.: – Ven.·. Irmão Orad.·., tendes a palavra. -Atenção
meus VVen.·. Irmãos.
O Orad.·. deve pronunciar breves palavras alusivas ao Grau de
Mestre, sem se estender em demasia.
Fim da Cerimônia de Exaltação
————————————————————
A partir daí os fundamentos se sucedem com o Tronco de
Beneficência, a Palavra exclusivamente sobre o ato realizado,
Saudação à Bandeira (a critério da Loja) e o Encerramento
Ritualístico.
72Procedimentos Especiais
73Entrada de Irmãos Visitantes e/ou
Retardatários do Quadro de Obreiros
da Loja
Os Irmãos Visitantes e os Retardatários do Quadro de Obreiros
da Loja são recebidos após a leitura do expediente e jamais
poderão ser admitidos depois da circulação do Tronco de
Beneficência, com exceção do Grão-Mestre ou seu Adjunto.
Quando houver uma delegação de visitantes, todos poderão
entrar em cortejo, sem as formalidades, sendo recebidos em pé,
e à ordem e guiados pelo M.·. de CCer.·..
Aos Retardatários dar-se-á ingresso com formalidades, cumprido
o fundamento que se está realizando, nunca no meio dele.
Dá-se entrada ao Irmão Visitante, cuja condição de Maçom e
regularidade já foi verificada previamente pelo 1o Exp.·. e pelo
Guarda da Lei. A critério do Ven.·. M.·., os visitantes poderão
entrar em família, sem, no entanto, dispensar as medidas de
segurança.
Cob.·.: – Respb.·. M.·., regular e maçonicamente batem à porta
do Templo.
Ven.·. M.·.: – Ven.·. Irmão Cob.·., verificai quem assim bate.
Se for Irmão do Quadro, franqueai-lhe o ingresso. Caso seja
Irmão visitante, perguntai-lhe o nome, o grau e a Loja de origem.

O Irmão Cob.·. cumpre seu dever e após:
Cob.·.: – Respb.·. M.·., trata-se do Irmão _________, grau ___,
membro da Augusta e Respeitável Loja Simbólica_________, do
Oriente de ___________, que pede um lugar entre nós.
75Ven.·. M.·.: – Ven.·. Irmão 1o Exp.·., dirigi-vos à Sala dos
Passos Perdidos e verificai a condição maçônica do(s) Irmão(s)
visitante(s), convidando-o(s) a apresentar(em) os seus títulos
legais, que trareis ao Irmão Orad.·. para o necessário exame.
• O 1o Exp.·. executa a ordem e volta ao Templo com
a(s) identidade(s) maçônica(s), mais o(s) recibo(s) do
pagamento do mês em curso feito à Loja de origem,
mais a(s) identidade(s) civil(is) do(s) visitante(s) e
entrega ao Orad.·. para verificação.
• Após a aprovação do Orad.·.:
Ven.·. M.·.: – Ven.·. Irmão M.·. de CCer.·., trazei à porta do
Templo o(s) Irmão(s) visitante(s).

O M.·. de CCer.·. conduzindo o(s) Visitante(s) pede
ingresso, batendo à porta do Templo regularmente.
Cob.·.: – Respb.·. M.·., regular e maçonicamente batem à porta
de nosso Templo.
Ven.·. M.·.: – Ven.·. Irmão Cob.·. caso seja o M.·. de CCer.·.,
conduzindo o(s) Irmão(s) visitante(s), franqueai-lhe(s) o ingresso.
76
• O Cob.·. abre a porta. O M.·. de CCer.·. conduz o Irmão
visitante, que entra ritualisticamente e permanece entre
colunas, em pé e à ordem.
• Sendo Mestre Maçom, do quadro ou Visitante, o Ven.·.
M.·. deve colocar os Irmãos em pé e à ordem.
• Em se tratando de Autoridade Maçônica, ela será
recebida de acordo com sua Faixa Protocolar.• O Irmão Visitante entra com a devida formalidade e
guiado pelo M.·. de CCer.·. é convidado pelo Ven.·. M.·.
a assinar o Livro de Presença.
• A seguir, o Ven.·. M.·. faz a seguinte saudação:
Ven.·. M.·.: – Sede bem-vindo(s), meu(s) Ven.·.(VVen.·.) Irmão(s),
a esta habitação de paz e trabalho. Nós, obreiros desta Loja, nos
sentimos extremamente gratos pela honrosa visita. Vinde ajudar-
nos em nossos trabalhos. Queira o Grande Arquiteto do Universo
conservar sempre em vosso(s) coração(ões) o amor à virtude,
característica do verdadeiro Maçom.
77Saudação à Bandeira Nacional
Proferida apenas em Sessões Magnas, a critério da Loja
78
• O Irmão Porta-Bandeira dirige-se à Bandeira Nacional
e a toma em suas mãos, retirando-a do pedestal. Depois
a desfralda, voltada para o Ocidente, permanecendo
nesta posição até o final da saudação.
• O Ven.·. M.·. solicita que um Irmão, previamente
escolhido e para tanto preparado, faça a saudação.
• Determina que todos os presentes fiquem em pé,
perfilados, no mesmo nível da bandeira.
• O Irmão faz a saudação e ao seu final o M.·. de Harm.·.
faz executar apenas os primeiros acordes do Hino à
Bandeira, em gravação instrumental.
• O Porta-Bandeira volta com a mesma para seu pedestal,
tendo à sua frente o Irmão M.·. de CCer.·..
• Não se aplaude a Bandeira Nacional por exigência
legal.
• Em Lojas, onde o pedestal da bandeira esteja no mesmo
patamar do altar do Ven.·. M.·., a saudação é feita sem
retirar-se dele a bandeira.
• Sugerimos alguns modelos de saudação:Saudação à Bandeira ( I )
Bandeira do Brasil, símbolo de um povo,
Símbolo de uma raça, de uma tradição,
Onde a Maçonaria fez brotar um sangue novo,
Abreviando a independência da nação.
Quando a vemos tremular lá nas alturas,
Embalada pela brisa tropical,
Nestas tuas geométricas figuras
Que interpretam a pujança nacional.
Nós que hoje e todo dia te saudamos,
Com respeito e alegria a colocamos
A testemunhar o que aqui dentro se faz.
Lá está e deverá sempre ficar,
Ao Norte do altar a nos lembrar
A lição de progresso, de ordem e de paz.
79Saudação à Bandeira ( II )
– Bandeira do Brasil, que hoje e sempre recebemos em nosso
augusto Templo.
– És a imagem de um país forte e vibrante, que encontra na
Maçonaria, o mais legítimo empenho de trabalho e honradez.
– Bandeira do Brasil, símbolo de nossa nação, a que todos nós,
maçons, saudamos com respeito e alegria, e quando o fazemos,
nos recordamos de um passado de lutas, um presente de trabalho,
e com ele, a certeza de um futuro de glórias.
– Bandeira do Brasil, que ao entrares pelos umbrais deste Templo,
possas recordar a todos nós, a luta silenciosa de nossos Irmãos do
passado por uma nação livre e soberana. E que nos lembre mais.
Nos recorde dos empenhos pela igualdade entre negros e brancos e
a liberdade de seus direitos, pelo sonho de nação republicana, pelos
inquestionáveis direitos do homem, pela liberdade responsável de
todo cidadão, e a inquebrantável fé em seus valores.
– Assim a enxergamos, Bandeira do Brasil.
– Que a altivez com que tremulas nas alturas, sirva a todos nós, de
bálsamo para tentar entender os conturbados momentos em que
vivemos.
– Assim, encarecemos, que mirados em tuas cores, as quais
representam toda a nossa nação, a Maçonaria nunca se esqueça de
seu papel nos dias de hoje, qual seja, o de tornar o homem sempre
melhor, para que, com a consciência do dever cumprido, possa ter
a certeza de um dia melhor.
80Saudação à Bandeira ( III )
– BANDEIRA DO BRASIL! Auriflama de um País, GRANDE pelo
trabalho e amor de seus filhos; ADMIRÁVEL pelas maravilhas de
sua natureza; OPULENTO pela exuberância de sua flora e riqueza
de seu solo; Hosp.·. pela simplicidade e bondade de seu povo;
PROMISSOR pelo brilhante futuro que assegura a todos os que
produzem.
És emblema de uma Nação, mas também maçônico poderias
ser, pois tens a forma retangular do avental que usamos como
símbolo do trabalho, porque o teu losango amarelo lembra o olho
da Sabedoria dominando o poder do ouro; tua esfera central nos
indica a universalidade da Caridade maçônica; o teu cruzeiro
representa a doutrina maçônica do benfazer. Estas estrelas em
campo azul rememoram a grandeza do GRANDE ARQUITETO
DO UNIVERSO.
BANDEIRA DO BRASIL, que acabastes de assistir aos nossos
augustos trabalhos, como prova do respeito à tradicional regra que
nos impõe o dever de amar e defender o teu solo, inspira-nos com
a tua divisa ORDEM E PROGRESSO a disciplina que assegura
a Fraternidade e a Evolução, como Lei básica da perfectibilidade;
lábaro deste Brasil fecundo e prodigioso; símbolo deste Brasil que
sentimos como parte do nosso ser e de nossa vida; AURIVERDE
PENDÃO desta grande Pátria – nós te saudamos, nós te veneramos
e nós te defenderemos.
A Ordem Maçônica te glorifica! Os maçons aqui presentes te
saúdam.
81Recepção do Grão-Mestre
a PRESENÇA DO GRÃO-MESTRE
O Grão-Mestre ou seu Adjunto, quando presentes em Loja,
sempre presidem seus trabalhos. Porém, podem declinar de
também dirigi-los e neste caso devolvem o malhete ao Ven.·. M.·..
Temos então duas situações:
1 – Quando o Grão-Mestre apenas preside os trabalhos.
Na visita do Grão-Mestre ou de seu Adjunto, o Ex-Ven.·. M.·.
imediato toma assento na cadeira à esquerda do Ven.·. M.·. e o
Grão-Mestre ou seu Adjunto na cadeira da direita.
Se estiverem presentes o Grão-Mestre e o Grão-Mestre Adjunto,
este toma assento na cadeira da esquerda e aquele na cadeira da
direita, ficando o Ven.·. M.·. na cadeira do centro e o Ex-Ven.·.
M.·. na cadeira imediatamente à esquerda, onde devem sentar-se
os Mestres Instalados.
2 – Quando o Grão-Mestre preside e também dirige os
trabalhos.
O Grão-Mestre, ou o seu Adjunto, sempre preside as reuniões das
quais participa. Assim, quando desejar, além de presidir, também
dirigir a sessão, não devolverá o malhete ao Ven.·.M.·., quando
lhe é oferecido na entrada do Templo. Neste caso, o Grão-Mestre
ou seu Adjunto, tomará assento no sólio, ficando o Ven.·. M.·. na
cadeira da direita e o Ex-Ven.·. M.·. na cadeira da esquerda.
Se estiverem presentes os dois, o Grão-Mestre Adjunto tomará
assento na cadeira da direita, o Ven.·. M.·. na cadeira da esquerda
e o Ex-Ven.·. M.·. junto aos Mestres Instalados, nas cadeiras à
esquerda do altar.
As indicações de direita e esquerda, neste caso, são feitas no
sentido de quem toma assento no altar e não na visão de quem
vem do Ocidente.
82Ritualística de Recepção
Estando o Grão-Mestre ou o Grão-Mestre Adjunto em visita
a uma Loja Maçônica de sua jurisdição, não terá ingresso
normalmente com o Cortejo de Entrada no Templo. Aguardará,
devidamente paramentado, na Sala dos Passos Perdidos, até que
a Loja seja aberta.

Depois da Abertura Ritualística dos trabalhos, o Ven.·.
M.·. diz:
Ven.·. M.·.: – Ven.·. Irmão M.·. de CCer.·., formai a Comissão de
Recepção de nosso Soberano Grão-Mestre (ou Sereníssimo Grão-
Mestre Adjunto). – Em pé e à ordem, meus VVen.·. Irmãos.
• O M.·. de CCer.·., com a ajuda de seu Adjunto, convoca
uma Comissão composta por 12 Mestres, ficando 6 na
Coluna do Norte e 6 na Coluna do Sul ( para o Grão-
Mestre Adjunto, 5 na Coluna do Norte e 5 na Coluna
do Sul) postando-se o primeiro membro da Comissão a
partir das Colunas J e B ou a partir da porta do Templo,
em Lojas onde as Colunas encontram-se do lado de
fora.
• O M.·. de CCer.·. providencia espadas que serão
utilizadas pelos membros da Comissão para a execução
da Abóbada de Aço. As estrelas utilizadas antigamente
não são mais usadas.
• Os Membros da Comissão, com espadas na mão direita
e em posição de sentido, postam-se da seguinte forma:
83Abóbada de Aço
Irmãos em posição de sentido:
– Braço direito rente ao corpo.
– Antebraço direito formando uma esquadria com o braço.
– Mão direita segurando a espada, com a
extremidade voltada para cima
– Braço esquerdo caído junto ao corpo.
Irmãos em execução da Abóbada:
– Braço direito erguido.
– Mão direita segurando a espada, com a extremidade
voltada para cima cruzando em 45o com a espada
do Irmão em frente
– Braço esquerdo caído junto ao corpo.
84
• O Cob.·. abre totalmente a porta do Templo.
• As autoridades se enfileiram em ordem decrescente de
sua Faixa Protocolar, ficando em penúltimo lugar o
Grão-Mestre Adjunto e em último o Grão-Mestre, que
encerra o cortejo.
• As autoridades que integram a Comitiva do Grão-Mestre
terão ingresso antes dele, em ordem decrescente de sua
Faixa Protocolar, sendo citados nominalmente pelo
M.·. de CCer.·., que vai à frente de cada um, indicando
seus lugares no Oriente.
• Se estiverem presentes o Grão-Mestre e o Grão-Mestre
Adjunto, depois da entrada de todas as autoridades, a
comissão faz Abóbada de Aço composta por 10 Mestres
Maçons, sendo 5 colocados ao Norte e 5 ao Sul, dando
entrada ao Grão-Mestre Adjunto.• Durante a entrada das autoridades os Irmãos da
Comissão de Recepção fazem Abóbada de Aço de acordo
com sua Faixa Protocolar, com espadas cruzadas ao
alto, até que todos os membros da comitiva passem por
ela.
• Depois do ingresso de todas as autoridades, com
exceção do Grão-Mestre, o Ven.·. M.·. com seu malhete
seguro pela mão direita, convida o Orad.·. e o Sec.·.
para acompanhá-lo até a entrada do Templo.
• O Grão-Mestre aguarda à porta do Templo, tendo à sua
frente o M.·. de CCer.·..
• O Ven.·. M.·., de frente para o Grão-Mestre, lhe entrega
o malhete da Loja, dizendo:
Ven.·. M.·.: – Soberano Grão-Mestre (ou Sereníssimo Grão-
Mestre Adjunto), com muita honra entrego-lhe o malhete da
Augusta e Respeitável Loja Maçônica___________, para que
presida e dirija seus trabalhos.
• O Grão-Mestre agradece a oferenda, recebe o malhete
com sua mão direita, empunhando-o à frente de seu
corpo, sempre fazendo uma esquadria com o braço e o
antebraço e dirige-se ao altar.
• Os VVig.·. fazem Bateria Incessante seguidos de todos
os presentes.
• O M.·. de CCer.·. vai à frente de todo o cortejo.
• O Ven.·. M.·., o Orad.·. e o Sec.·., vêm a seguir.
• Todos se dirigem para o Oriente, onde permanecem em pé.
• Após a entrada do Grão-Mestre ou do Grão-Mestre
Adjunto, aquele que dirige os trabalhos diz:
85- Sentemo-nos, meus VVen.·. Irmãos. – Ven.·. Irmão M.·. de
CCer.·., tendes a minha permissão para desfazer a Comissão de
Recepção, agradecendo a todos que a compuseram.
Ritualística de Saída
Se o Grão-Mestre ou o Grão-Mestre Adjunto, além de
presidir, estiver também dirigindo os trabalhos, diz:
Grão-Mestre (ou Grão-Mestre Adjunto) : – Respb.·. M.·.,
tenho a honra de repassar às vossas mãos o malhete desta
Augusta e Respeitável Loja.
O Ven.·.M.·. apanha o malhete das mãos do Grão-Mestre
(ou do Grão-Mestre Adjunto) e diz:
Ven.·. M.·.: – Eu vos agradeço.
Se o Grão-Mestre ou o Grão-Mestre Adjunto não estiver
dirigindo os trabalhos, não existe devolução do malhete.
Em qualquer dos casos, segue-se a ritualística abaixo.
Ven.·. M.·.: – Ven.·. Irmão M.·. de CCer.·., eu vos peço que
reconstitua a Comissão para a saída de nosso Soberano Grão-Mestre
(ou Sereníssimo Grão-Mestre Adjunto). – Em pé e à ordem, meus
VVen.·. Irmãos.
• Procedimento idêntico para o ingresso.
• Após a saída do Grão-Mestre e/ou do Grão-Mestre
Adjunto e demais autoridades, o Ven.·. M.·. diz:
Ven.·. M.·.: – Sentemo-nos, meus VVen.·. Irmãos. – Ven.·.
Irmão M.·. de CCer.·., tendes a minha permissão para desfazer a
Comissão de Recepção, agradecendo a todos que a compuseram.
86INSTRUÇÕES PARA O GRAU DE MESTRE
87Instruções para o Grau de Mestre
As instruções seguintes devem ser apresentadas na “Câmara do
Meio”, na forma de diálogo.
A primeira entre o Ven.·. M.·. e o Orad.·.. As subsequentes,
entre o Ven.·. M.·. e os Vigilantes. Se conveniente, podem ser
desdobradas em mais de uma sessão. Pelo Ven.·. M.·., Vigilantes
e Orad.·. podem ser dadas explicações complementares sobre as
instruções.
Primeira Instrução
Explicação do Painel da Loja de Mestre
Ven.·. M.·.: – VVen.·. Irmãos, o Irmão Orad.·. vai dar-vos a
primeira instrução do terceiro Grau, que consiste na explicação
do Painel da Loja de Mestre. Atentai bem para essa explicação,
porque dela podereis inferir verdades, que vos servirão de guia no
caminho difícil que ides percorrer como M.·. M.·..
Como sabeis, nosso querido Mestre Hiran foi exumado pelos
IIr.·. encarregados de descobrir o seu corpo. Depois de cumpridas
as sentenças que, para si próprios, pediram Jubelos, Jubelas
e Jubelum, Salomão ordenou que fosse reenterrado o corpo do
saudoso Mestre. Efetuou-se a inumação tão próxima do Santo dos
Santos quanto o permitiam as leis israelitas. Não foi sepultado no
Santo dos Santos, porque ali só tinha entrada o Sumo Sacerdote
apenas uma vez por ano quando, após as abluções e purificações,
ia, no Dia da Expiação, festa religiosa dos hebreus, expiar
os pecados do povo visto que, pelas leis israelitas, a carne era
considerada impura.
89Nesse dia, o Sumo Sacerdote queimava incenso em honra e
à glória do G.·. A.·. D.·. U.·. e rogava-lhe que, em Sua Infinita
Sabedoria e Bondade, derramasse a paz e a tranquilidade sobre a
nação israelita, durante o ano que começava.
– Ven.·. Irmão Orad.·., tendes a bondade de explicar o Painel da
Loja de MM.·. MM.·..
Orad.·.: – Os instrumentos, com os quais foi assassinado
nosso Mestre Hiran, foram o Prumo, o Nível e o Malhete, cuja
significação simbólica já conhecestes ao receberdes as instruções
do Grau de Companheiro.
Os ornamentos da Loja de Mestre são o Pórtico, a Lâmpada
Mística e o Pavimento Mosaico.
O PÓRTICO é a entrada para o Santo dos Santos; a LÂMPADA
MÍSTICA é a fonte luminosa que o ilumina, e o PAVIMENTO
MOSAICO é o local por onde caminha o Sumo Sacerdote.
O PÓRTICO é também uma recordação de nossos deveres morais,
pois, antes de transpô-lo, para chegarmos ao Grau de Mestre,
devemos adornar e fortalecer o nosso caráter, a fim de podermos
compreender os mistérios e receber a recompensa da Câmara do
Meio.
A LÂMPADA MÍSTICA simboliza a irradiação divina, cuja luz
penetra os nossos mais íntimos pensamentos e sem a qual tudo
voltaria às mais densas trevas.
O PAVIMENTO MOSAICO representa o Mundo, com suas
dificuldades e contrastes, cujo caminho percorremos com
intermitências de sombra e de luz, de alegria e tristeza, de
90felicidade e desdita.
A Caveira e as Tíbias cruzadas são emblemas da mortalidade e
aludem à morte do Mestre, ocorrida três mil anos depois da criação
do mundo. São, também, uma lição sobre a fragilidade das coisas
terrenas e sobre a vida efêmera do mundo físico.
Os utensílios do M.·. M.·. são: o CORDEL, o LÁPIS e o
COMPASSO.
O CORDEL serve para marcar todos os ângulos do edifício,
fazendo-os iguais e retos, para que os alicerces possam suportar
a estrutura.
Com o LÁPIS, o arquiteto hábil desenha a elevação e traça os
diversos planos para a construção e orientação dos Obreiros.
O COMPASSO serve para determinar com certeza e precisão os
limites e as proporções das diversas partes da construção.
Como, porém, não somos Maçons operativos, mas especulativos,
aplicamos, por analogia, todos esses instrumentos à nossa Moral.
Assim, o Cordel nos indica a linha de conduta, sem falhas, baseada
nas verdades contidas no L.·. da L.·.. O Lápis nos adverte que
nossos atos, palavras e pensamentos são observados pelo Todo-
Poderoso, a Quem devemos contas de nosso proceder nesta vida.
Finalmente, o Compasso nos recorda Sua Justiça imparcial e
infalível, mostrando-nos que é necessário distinguirmos o bem do
mal, a justiça da iniquidade, a fim de ficarmos em condições de,
com um compasso simbólico, apreciar e medir, com justo valor,
todos os atos que tivermos de praticar.
91Ven.·. M.·.:- Eis aí, VVen.·. Imãos, quanto nos ensina o Painel
da Loja de Mestres, cujo estudo deveis fazer com cuidado, pois
resume o caminho do Mestre para a perfeição.
Assim, concito-vos a seguir esses conselhos, a fim de que não
fiqueis Mestres apenas nas insígnias e no diploma, mas também
nos sentimentos e nas ações.
Está terminada a primeira instrução.
Segunda Instrução
Compêndio do Mestre
Ven.·. M.·.: VVen.·. Imãos, vamos hoje dar a segunda instrução
do Grau de M.·., para nos recordarmos do dia memorável de
nossa exaltação a este sublime Grau e, principalmente, para
rememorarmos os ensinamentos contidos em suas diversas fases,
a fim de que transformemos os símbolos em realidade. (Pausa).
Ven.·. M.·.: – Venerab.·. Irmão 1.o Vig.·., sois M.·. M.·.?
1o Vig.·.: – A.·. A.·. M.·. E.·. C.·..
Ven.·. M.·.: Por que me respondeis deste modo, meu Venerab.·. Irmão?
1o Vig.·.: – Porque a acácia é o símbolo de uma vida indestrutível,
cujos mistérios me foram desvendados.
Ven.·. M.·.: Venerab.·. Irmão 2.o Vig.·., onde fostes recebido Mestre?
2o Vig.·.: – Na Câmara do Meio, Respb.·. Mestre.
Ven.·. M.·.: Que lugar é esse, Venerab.·. Irmão?
922o Vig.·.: – É o centro para onde convergem e onde se encontram
aqueles que, depois de estudarem e meditarem profundamente,
compreendem os Mistérios da Natureza.
Ven.·. M.·.: – Que vistes, meu Venerab.·. Irmão, quando ali entrastes?
2o Vig.·.: – Vi luto e consternação em todos os semblantes.
Ven.·. M.·. – Qual a causa dessa dor?
2o Vig.·.: – A morte de nosso Mestre Hiran
Ven.·. M.·.: – Venerab.·. Irmão 1.o Vig.·., por quem foi assassinado
nosso querido Mestre?
1o Vig.·.: – Por três Companheiros traidores e perjuros, que
quiseram obter uma recompensa sem havê-la merecido,
Ven.·. M.·.: – Esse homicídio foi efetivamente praticado?
1o Vig.·.: – Não, Respb.·. Mestre. O assassínio de Hiran é
uma ficção simbólica, mas profundamente verdadeira pelos
ensinamentos que encerra e pelas deduções que dela se inferem.
Ven.·. M.·.: – Dizei-me, Venerab.·. Irmão, o que representa a
morte de nosso Mestre.
1o Vig.·.: – A morte de Hiran simboliza a pura tradição maçônica,
isto é, a Virtude e a Sabedoria, postas, constantemente, em perigo
pela ignorância, pelo fanatismo e pela ambição dos Maçons que
não sabem compreender a finalidade da Maçonaria nem se devotar
à sua Sublime Obra.
93Ven.·. M.·.: Venerab.·. Irmão 2.o Vig.·., que vistes no local onde
fostes admitido?
2o Vig.·.: – O túmulo de Hiran, iluminado por tênue claridade.
Ven.·. M.·.: – Venerab.·. Irmão 1.o Vig.·., quais são as dimensões
do túmulo de nosso Mestre?
1o Vig.·.: – Três pés de largura, cinco de profundidade e sete de
comprimento.
(Pé: medida de comprimento equivalente a 30,48cm)
Ven.·. M.·.: A que aludem esses algarismos, Venerab.·. Irmão 2.o Vig?
2o Vig.·.: – Aos números sagrados propostos à meditação dos
Aprendizes, Companheiros e Mestres.
Ven.·. M.·.: Que relação têm esses números com o túmulo de
Hiran?
2o Vig.·.: – O túmulo de Hiran encerra o segredo da Grande
Iniciação, que só é desvendado pelos pensadores capazes
de conciliar os antagonismos pelo ternário; de conceber a
quintessência dizimada pelas exterioridades sensíveis e de aplicar
a lei do setenário ao domínio da realização.
Ven.·. M.·.: – Venerab.·. Irmão 1.o Vig.·., qual foi o indício que fez
reconhecer o túmulo de Hiran?
1o Vig.·.: – Um ramo de acácia, plantado na terra recém-revolvida.
Ven.·. M.·.: – Qual a significação simbólica desse ramo verdejante?
1o Vig.·.: – Representa a sobrevivência de energias, que a morte
não pode destruir.
94Ven.·. M.·.: – Quando conduzido para junto do túmulo do Mestre,
que fizestes do ramo de acácia?
1o Vig.·.: – Apoderei-me dele, por ordem dos que me conduziam.
Ven.·. M.·.: – Que significa isso, Venerab.·. Irmão?
1o Vig.·.: – Segurando a acácia, demonstrei que me ligava a
tudo que sobrevive da tradição maçônica. Prometi, desse modo,
estudar, com fervor, tudo o que herdamos do passado, de seus
ritos, usos e costumes, sem deixar-me influenciar pelas opiniões
que os classificam de arcaicos ou nocivos.
Ven.·. M.·.: – Venerab.·. Irmão 2.o Vig.·., a que prova fostes
submetido diante do túmulo de Hiran?
2o Vig.·.: – Tive de me reabilitar da suspeita de haver participado
da trama urdida pelos assassinos do Mestre.
Ven.·. M.·.: – De que modo provastes vossa inocência?
2o Vig.·.: – Aproximando-me do cadáver a passos largos, sem
receio, com a consciência tranquila.
Ven.·. M.·.: – A que se relaciona a marcha que executastes?
2o Vig.·.: – À revolução anual do Sol, através dos Signos do
Zodíaco.
Ven.·. M.·.: – Por que não parastes em vossa marcha, Venerab.·. Irmão?
2o Vig.·.: – Porque ela é também a imagem da vida terrena, que se
precipita, de uma vez, do nascimento à morte.
95Ven.·. M.·.: – Venerab.·. Irmão 1.o Vig.·., como fostes recebido Mestre?
1o Vig.·.: – Passando do Esquadro ao Compasso.
Ven.·. M.·.: – Por que o Compasso é utensílio particular dos
Mestres?
1o Vig.·.: – Porque só eles sabem manejá-lo com precisão.
Ven.·. M.·.: – Em que se baseiam os Mestres para usarem o
Compasso com precisão?
1o Vig.·.: – Medindo todas as coisas, levando, porém, em conta
a sua relatividade. A razão do Mestre, fixa como a cabeça do
Compasso, julga os acontecimentos de acordo com as causas
ocasionais. O julgamento do Iniciado inspira-se, não nas rígidas
graduações da Régua, mas num discernimento que se baseia na
adaptação rigorosa da lógica à realidade.
Ven.·. M.·.: – Venerab.·. Irmão 2.o Vig.·., qual é a insígnia dos Mestres?
2o Vig.·.: – Esquadro unido ao Compasso.
Ven.·. M.·.: – Que significa a união desses dois instrumentos?
2o Vig.·.: – O Esquadro regula o trabalho do Maçom, que deve agir
com a máxima retidão, inspirado na mais escrupulosa equidade.
O Compasso dirige esta atividade, esclarecendo-a, a fim de que
produza a mais judiciosa e fecunda aplicação.
Ven.·. M.·.: – Se um Mestre se perdesse, onde o encontraríeis,
Venerab.·. Irmão?
962o Vig.·.: – Entre o Esquadro e o Compasso, Respb.·. Mestre.
Ven.·. M.·.: – Por que, Venerab.·. Irmão?
2o Vig.·.: – Porque o Mestre procurado se distinguiria pela
moralidade de seus atos e pela justeza de seu raciocínio. É sob
esse aspecto que ele se conserva entre o Esquadro e o Compasso.
Ven.·. M.·.: – Que procuram os Mestres, Venerab.·. Irmão 1.o Vig.·.?
1o Vig.·.: – A PALAVRA PERDIDA.
Ven.·. M.·.: – Que palavra é essa?
1o Vig.·.: – É a chave do segredo maçônico, ou melhor, é a
compreensão daquilo que permanece ininteligível aos profanos e
aos iniciados imperfeitos.
Ven.·. M.·.: – Como se perdeu a Palavra?
1o Vig.·.: – Pelos três grandes golpes dos Companheiros indignos
e perversos, que sofreu a tradição viva da Maçonaria.
Ven.·. M.·.: – Podeis dizer-me, Venerab.·. Irmão, como tornaram a
encontrá-la?
1o Vig.·.: – Tendo sido assassinado Hiran, seus discípulos mais
fervorosos resolveram descobrir a sua sepultura, que lhes foi
revelada por um ramo de acácia. Decidiram, então, desenterrá-lo
e observar a primeira palavra que se lhes escapasse dos lábios, à
vista do cadáver, e o gesto que indistintamente fizessem uns aos
outros, como mistérios convencionais do Grau.
97Ven.·. M.·.: – Qual é, Venerab.·. Irmão 2.o Vig.·., a nova Palavra
Sagrada, que substituiu a antiga?
2o Vig.·.: – Moab.·..
Ven.·. M.·.: – Que significa esta Palavra?
2o Vig.·.: – A carne se desprende dos ossos.
Ven.·. M.·.: – Nunca se suspeitou da primitiva Pal.·. Sag.·., que os
conjurados tentaram arrancar a Hiran?
2o Vig.·.: – Sim, Respb.·. Mestre, acredita-se que ela corresponda
ao Tetragrama Sagrado, cuja pronúncia só era conhecida do Sumo
Sacerdote de Jerusalém.
Ven.·. M.·.: – Como se comunica a Palavra Sagrada, Venerab.·.
Irmão 1.o Vig.·.?
1o Vig.·.: – Pelos cinco Pontos de Perfeição do Mestre.
Ven.·. M.·.: – Quais são eles?
1o Vig.·.: – Mãos direitas unidas em garra, pé contra pé, joelho
contra joelho, peito contra peito, mão esquerda sobre ombro
direito do Ir.·..
Ven.·. M.·.: – A que fazem alusão esses Pontos de Perfeição?
1o Vig.·.: – À ressurreição de Hiran. A aproximação dos pés indica
que os Maçons não hesitam em correr em socorro de seus IIr.·., os
joelhos, que se tocam, são promessas de intercessão em caso de
necessidade; os peitos se unem em sinal de que abrigam as mesmas
98verdades e que seus corações batem em uníssono, animados dos
mesmos sentimentos; as mãos dadas em garra indicam a união
indissolúvel que os liga, mesmo em meio das maiores vicissitudes;
finalmente as mãos esquerdas sobre os ombros direitos simbolizam
que se ampararão mutuamente numa possível queda.
Ven.·. M.·.: – Qual é o sinal adotado pelos Mestres para se
reconhecerem, Venerab.·. Irmão 2.o Vigilante?
2o Vig.·.: – É o gesto de horror, que não puderam reprimir, quando
descobriram o cadáver de Hiran.
Ven.·. M.·.: – Têm os Mestres outro sinal, Venerab.·. Irmão?
2o Vig.·.: – Sim, Respb.·. Mestre, é o Sin.·. de Soc.·., reservado
para os casos de extremo perigo. Executa-se com os dedos
entrelaçados e as mãos sobre a cabeça, com as palmas para cima,
exclamando-se: “A mim, filhos da viúva!”
Ven.·. M.·.: – Este Sin.·. de Soc.·. não tem uma variante?
2o Vig.·.: – Sim, Respb.·. Mestre, e é preferível por ser mais
discreto. Faz-se com a mão direita fechada sobre a testa,
abrindo-se, em seguida, os dedos indicador, e médio e anelar e
pronunciando-se sucessivamente: S.·., C.·., J.·.. (Sem, Cam e Jafé
são os filhos de Noé)
Ven.·. M.·.: – Qual é a viúva de que os Mestres se dizem filhos?
2o Vig.·.: – A mãe de Hiran, viúva da tribo de Neftali. Na suposição
de que todos os Mestres são irmãos de Hiran, são eles por isso
chamados “filhos da viúva”. Também Isis, personificação da
Natureza, a mãe universal, viúva de Osiris.
99Ven.·. M.·.: – Qual é a Palavra de Passe do 3.o Grau, Venerab.·.
Irmão 1.o Vig.·.?
1o Vig.·.: – Tub.·.. A Bíblia assim denomina os trabalhadores em
metal, que colaboraram com os Maçons de Salomão e com os
de Hiran, Rei de Tiro, na construção do Templo de Jerusalém.
(Tubalcaim, artífice em metais, filho de Lamec, descendente de
Caim)
Ven.·. M.·.: – Como batiam os Mestres, Venerab.·. Irmão?
1o Vig.·.: – Com três pancadas, igualmente espaçadas, para recordar
a morte de Hiran. Quando, porém, esta bateria foi atribuída aos
AApr.·., os MM.·. MM.·., para se distinguirem, a repetiam por
t.·. vv.·..
Ven.·. M.·.: – Que idade tendes, Venerab.·. Irmão 2.o Vig.·.?
2o Vig.·.: – Sete anos e mais.
Ven.·. M.·.: – Por que esse número?
2o Vig.·.: – O Apr.·. inicia suas meditações pela Unidade e pelo
Binário para demorar no Ternário, antes de conhecer o Quaternário,
cujo estudo é reservado ao Comp.·.. Este parte do número quatro
para deter-se no cinco, antes de abordar o seis e preparar-se para
o estudo do sete.
Pertence ao Mestre o estudo detalhado do setenário, aplicando o
método pitagórico aos números mais elevados. Daí ser sua idade
iniciática a de s.·.aa.·.e mais.
Ven.·. M.·.: – Como viajam os Mestres?
1002o Vig.·.: – Do Or.·. para o Oc.·. e do S.·. para o N.·., Ven.·.Mestre.
Ven.·. M.·.: – Para quê?
2o Vig.·.: – Para espalharem a Luz e reunirem o que está disperso.
Em outras palavras, para ensinarem o que sabem e aprenderem
o que ignoram, concorrendo, por toda a parte, para que reinem a
harmonia e a fraternidade entre os homens.
Ven.·. M.·.: – Como trabalham os Mestres, Venerab.·. Irmão 1.o Vig.·.?
1o Vig.·.: – Traçando os planos que os AApr.·. e os CComp.·.
executam. Esse traçado simbólico representa o preparo do
FUTURO, baseando-se nas lições e nas experiências do
PASSADO.
Ven.·. M.·.: – Qual o uso que os Mestres fazem da Trolha?
1o Vig.·.: – Serve-lhes para encobrirem as imperfeições do
trabalho dos AApr.·. e dos CComp.·.. Realmente, isso significa os
sentimentos de indulgência que animam todo homem esclarecido
para com as fraquezas humanas, de que conhece as causas. Os
Mestres adotam como lema: A SABEDORIA NÃO ESTÁ EM
CASTIGAR OS ERROS, MAS EM PROCURAR-LHES AS
CAUSAS E AFASTÁ-LAS.
Ven.·. M.·.: – Onde os Mestres recebem o salário?
1o Vig.·.: – Na Câmara do Meio, isto é, no centro onde a inteligência
é iluminada pela Luz da Verdade.
Ven.·. M.·.: – Qual é o nome do Mestre Perfeito?
1o Vig.·.: – Só vós sabeis, Respb.·. Mestre, vós e todos aqueles
que tiveram a elevada honra de dirigir os trabalhos de uma Loja.
101Ven.·. M.·.: – E vós, Venerab.·. Irmão 2.o Vig.·., podeis responder
a pergunta que fiz ao Irmão 1.o Vig.·.?
2o Vig.·.: – Não, Respb.·. Mestre e pelas mesmas razões. A
compreensão mais elevada que tem um Mestre Maçom de seu
verdadeiro papel é procurar, no seu íntimo, o Mestre que está
morto, a fim de fazê-lo reviver, para que ele ressuscite em cada
um de nós.
Ven.·. M.·.: – Meus VVen.·. Irmãos, eis o nosso objetivo. Esforçai-
vos, como Mestres simbólicos, em transformar o símbolo em
realidade. Nunca desejeis ser apenas titulares de diplomas, nem
portadores de insígnias. Transformai-vos em VERDADEIROS
Mestres, isto é, naqueles que, pelo pensamento e pela ação, se
encontram no caminho da Verdade.
Que a Infinita Sabedoria e a Infinita Bondade do G.·. A.·. D.·.
U.·. se derramem sobre nós, a fim de que possamos realizar a
transformação do SIMBÓLICO no REAL.
Assim seja!
TODOS – Assim seja!
Ven.·. M.·.: – Está dada a segunda Instrução. Repousemos,
VVen.·. Irmãos.
Terceira Instrução
Os Mistérios do Número Sete
Para justificar sua idade iniciática, o Mestre não pode ignorar
coisa alguma das explicações que os antigos davam sobre as
propriedades intrínsecas dos números.
O 2.o Grau conduziu-o ao limiar do setenário, fazendo-o subir os
102sete degraus do Templo. Compete-lhe, agora, partindo do sete,
percorrer toda a série dos números superiores.
Comecemos por mostrar o prestígio excepcional de que goza o
número sete. Já os caldeus, construindo sete silharias cúbicas
na Torre de Babel, consideravam essa obra mais sagrada que as
outras, pois o setenário desse edifício tinha por fim ligar a Terra
ao Céu, porque a divindade se manifestava, aos olhos dos Magos,
por intermédio de uma administração universal, composta de sete
ministérios. (Silharias: chapas de pedra lavrada para revestir
paredes).
Esses departamentos correspondiam aos astros que percorrem a
abóbada celeste e que eram, naquele tempo, considerados mais
ativos que as estrelas fixas. Sol, Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter,
Vênus e Saturno partilhavam do governo do mundo.
Personificado pelos poetas, por necessidade de dramatização
mitológica, esse setenário, em seguida, sutilizou-se no espírito
dos metafísicos. Em seu conjunto, o Templo de Baal apareceu,
então, como símbolo de Causa Primária imanente, sendo cada um
de seus sete planos consagrado a uma das Causas Secundárias,
organizadoras do Universo.
É a essas causas setenárias que se atribui a Obra da Criação, tal
como nos aparece nas diversas cosmogonias, das quais a Gnose
Hebraica é uma espécie particular. Essas causas coordenadoras
têm sua consagração nos sete dias da semana, símbolo submúltiplo
das sete épocas da Criação, cujo culto remonta, no mínimo, à
civilização babilônica.
É a essa civilização que devemos, por transmissões sucessivas,
as noções misteriosas conservadas, sob a forma de ensinamentos
secretos, no seio das Escolas iniciáticas do Ocidente.
103Os filósofos herméticos distinguiam sete influências distintas,
que se manifestam em todo ser organizado, quer se trate do
Macrocosmo (mundo celeste ou mundos grandes), quer do
Microcosmo (mundo terrestre ou mundos pequenos), representado
pelo Indivíduo humano, vegetal ou mineral.
Impunha-se-lhes uma distinção entre a natureza elementar ou
rudimentar, sujeita à lei do quaternário dos elementos (já estudada
no 1.o Grau) e uma natureza mais elevada, em consequência de
um acordo vibratório com as sete notas que formam a gama da
harmonia universal.
Conhecer essas notas é de importância capital para aquele que
aspira a iniciar-se na música das esferas, que Pitágoras pretendeu
ter ouvido. Elas correspondem aos dias da semana que, a despeito
das revoluções religiosas, continuam consagradas ao setenário
divino, concebido, há mais de cinco mil anos, pelos sábios da era
remota da Verdadeira Luz.
Se esse setenário procedesse, apenas, dos sete planetas e dos sete
metais, conhecidos dos antigos, não teria grande importância
para nós, por já haver passada a sua época. É, porém, oriundo de
uma concepção muito mais elevada que a emanada de simples
observações astronômicas primitivas ou mesmo de uma metalurgia
ainda na infância.
Vemos, com efeito, que entre os homens de uma mesma raça há,
de fato, sete tipos nitidamente caracterizados, quer no físico, quer
na moral.
Os astrólogos e os quiromantes legaram-nos a esse respeito
tradições preciosas, que representam a aplicação geral da Lei do
Setenário, da qual os verdadeiros iniciados devem compreender
todo o alcance. Um Mestre não atingirá jamais o Mestrado, se
não compreender que tudo quanto existe é, ao mesmo tempo, uno,
tríplice e sétuplo.
104Eis alguns exemplos para clareza do que acabamos de expor.
A Trindade Setenária
Colocadas em triângulo, três rosetas de seda decoram o Avental
dos Mestres. Essas rosetas representam, simbolicamente, três
anéis entrelaçados para formar a trindade, onde se encontra o
setenário.
Nada mais simples do que esta representação muda, evocadora de
conceitos filosóficos, cuja exposição fornecerá matéria para uma
série de numerosos volumes.
Contentar-nos-emos, porém, em dar nesta instrução apenas as
indicações precisas e concisas, destinadas a guiar os aspirantes ao
verdadeiro Mestrado intelectual.
1.o Círculo de ouro – Sol, centro imutável de onde irradia toda
a atividade. Espírito que anima a matéria – o Enxofre dos
alquimistas, – Fogo interior, individual, – Elemento gerador da cor
rubra: sangue, ação, calor e luz .
2.o Círculo de prata – Lua, astro variável, espelho receptivo de
105influências; molde prático que determina toda a formação;
– Substância passiva, esposa do espírito, – o Mercúrio dos
herméticos, veículo de atividade espiritual, que penetra em todas
as coisas; – Espaço, cor azul: ar, sentimento, sensibilidade.
3.o Círculo de Bronze ou de Chumbo – Saturno, deus precipitado
do céu, que reina sobre o que é pesado, material – materialidade,
positivismo, energia material; – Cor amarela, tendente a
obscurecer-se, passando ao cinzento e ao negro; – arcabouço ou
carcaça óssea, base sólida de toda a construção, rocha que fornece
pedra bruta, ponto de partida da Grande Obra.
4.o Interferência de 1 e 2. O Filho, nascido da união do Pai e da
Mãe. Júpiter, oposto a Saturno, por Ele destronado, corresponde
à espiritualidade. É ele que ordena e decide, projetando o raio, a
centelha da Vontade. Cor de púrpura ou violeta (complementar da
amarela); idealismo, consciência, responsabilidade, autodireção.
5.o Espaço central, no qual as três cores primitivas se sintetizam
na luz branca. Estrela Flamejante, Mercúrio dos Sábios,
quintessência, Éter vivente, sobre o qual tudo age e reflete. Fluido
de atração, grande agente do magnetismo.
6.o Domínio da interferência de 2 e 3 – Vênus, a vitalidade, o orvalho
gerador dos seres. Cor verde; doçura, ternura, sensibilidade física.
7.o Interferência de 1 e 3 – Atividade material – Marte, necessidade
de ação, motricidade que despende e consome a energia vital. Fogo
devorador, cor de chama amarelo-vermelho-escarlate; instinto
de conservação, egoísmo, ferocidade, mas também potência
inquebrantável de realização.
Esse setenário, assim esboçado, encontra-se até nos sete pecados
capitais, cuja distinção se funda em dados iniciáticos:
106107A Octonada Solar
O número 8, que é dos Kabirim semíticos, encontra-se no emblema
babilônico do Sol, cujos raios se repartem numa dupla cruz.
Verticais e horizontais: estão colocados seus raios rígidos, que
se referem ao quaternário dos elementos, bem como aos efeitos
físicos da luz e do calor. Os raios oblíquos indicam, ao contrário,
pela ondulação, que estão vivos e como, além disso, são triplos,
fazem alusão ao duodenário (4×3) das divisões da eclíptica, como
veremos mais tarde.
O Sol era considerado pelos antigos como um dos agentes
coordenadores do mundo, mas se lhe atribuía, por outro lado,
uma influência permanente, essencialmente reguladora. É ele que
assegura a ordem das estações, a sucessão regular do dia e da noite,
de modo que, por extensão, todo o funcionamento normal fosse
considerado como obra sua. O deus-luz tem horror à desordem, que
reprime por toda a parte. É por isso que ele favorece o raciocínio
lúcido, que coordena as ideias segundo as leis de uma lógica
sã. Modera as paixões, a fim de que elas não possam perturbar
a serenidade de que lhe é o prodigalizador. Intervém até no
organismo, quando tudo não funciona normalmente. A medicina
foi, por isso, colocada sob a égide do deus-regulador, cujo filho,
Asclépios ou Esculápio, tem o poder de curar, restabelecendo a
harmonia do ritmo vital, tornado discordante pela enfermidade.
A virtude solar tende a dissipar todos os males. Ela faz penetrar
a clareza no entendimento, a paz no espírito e restitui a saúde
ao corpo. Sua ação é reparadora, de tal forma que o Sol foi
considerado como o grande amigo dos viventes, seu Salvador
ou Redentor. Nessa qualidade, convém grupar sua irradiação em
cruz ou, melhor, em dupla cruz. O Cristianismo imbuiu-se dessas
ideias antiquíssimas.
108Um Sol, cujos raios formam oito feixes de luz, decorava o Orad.·.
das Lojas do século XVIII. Esse emblema exprimia, com muita
propriedade, aquele que vela pela aplicação da lei e deve fazer a
luz, no espírito dos Neófitos, sobre os mistérios da iniciação.
Observemos, ainda, que o nosso algarismo 8 deriva de dois
quadrados superpostos ou tocando-se por um dos ângulos.
Essa última forma é oriunda da letra Het fenícia, oitava letra do
alfabeto primitivo que, simplificada, se tornou o nosso H (também
oitava letra) e o nosso 8. Ela nos lembra um quadro duplo e longo,
isto é, quadrilongo, que representa a Loja ou, mais exatamente, o
santuário inviolável do supremo ideal maçônico.
Além disso, 8 é o cubo de 2, representado, graficamente, pela
figura acima, que mostra a realização da OCTONADA, unidade
superior e perfeita, no domínio das três dimensões. Oito torna-se,
109assim, o número da coesão construtiva, fonte da solidez da Grande
Obra Maçônica.
A Enéada ou Tríplice Ternário
Se, numa Loja, oito é o número do Orad.·. e sete o do Mestre
que dirige os trabalhos, nove é o número adequado ao Sec.·.,
encarregado do traçado que assegura a continuidade da Obra.
Simbolicamente, o traçado executa-se sobre uma prancha dividida
em nove quadros, cuja ordem numérica determina a significação.
As três filas de números correspondentes aos Grupos de Aprendiz,
Companheiro e Mestre referem-se, também, à ideia, à vontade e
ao ato.
1.o) O SUJEITO, agente, princípio de ação, causa ativa, centro de
emanação;
2.o) O VERBO, atividade, trabalho, emanação radiante;
3.o) O OBJETO, resultado, obra terminada, ato efetuado.
Aplicando-se essas noções gerais a cada um dos termos do tríplice
ternário, chega-se às seguintes interpretações:
1101) O princípio pensante, centro de emissão do pensamento;
2) O pensamento, ato, ação de pensar;
3) A ideia, pensamento formulado ou emitido;
4) O princípio votivo, centro de emissão da vontade;
5) A energia volitiva, a ação de querer;
6) O voto, o desejo, a volição desejada;
7) O princípio ativo, dispondo do poder executivo, dirigente e
realizador;
8) A atividade operante;
9) O ato realizado e sua repercussão permanente; a experiência do
passado, semente do futuro.
Não há palavras capazes de traduzir o que esse agrupamento
de números sugere aos iniciados. Isso faz parte dos segredos
incomunicáveis. Para não haver confusão entre domínios e
categorias, necessária se torna uma concepção clara e bem nítida.
É o que se chama, simbolicamente, trabalhar na prancha de
desenho ou tábua de traçar.
A Década
Em hebraico, TRADIÇÃO chama-se “Kabbalah” e, por isso,
denomina-se CABALA a filosofia que se transmite, inicialmente,
de geração em geração. Baseia-se ela nas especulações numéricas
resumidas na teoria do SEPHIROTH (números), cujo fim é ligar o
Relativo ao Absoluto, o Particular ao Universal, o Finito ao Infinito,
111a Terra ao Céu. Essa união obtém-se por meio da DÉCADA, da
qual cada termo recebeu sua denominação característica.
1) Coroa ou Diadema – Unidade, Centro, Princípio de onde tudo
emanaria e encerra tudo em potência, em germe ou semente. O
Pai, Fonte, ponto de partida de toda atividade. Agente pensante e
consciente que diz: Ehlveh – eu sou!
2) Sabedoria – Pensamento criador, emanação imediata do Pai, seu
primogênito, o Filho, Palavra, Verbo, Logos ou Razão Suprema.
3) Inteligência, Compreensão – Concepção e geração da ideia. Ísis,
Virgem-Mãe, que dá à luz a imagem original de todas as coisas.
4) Graça, Misericórdia, Mercê, Grandeza, Magnificência –
Bondade criadora, que incita os seres à existência. Poder que dá e
espalha a vida.
5) Rigor, Severidade, Punição, Temor, Julgamento – Governo,
administração da vida adquirida. Dever, autodomínio moral que
reprime, que modera. Discrição, reserva que obriga à restrição.
6) Beleza – Ideal, segundo o qual as coisas tendem a constituir-se.
Sentimento, Desejo, Aspiração. Volição no estado estático.
7) Vitória, Triunfo, Firmeza – Discernimento que dissipa o CAOS,
coordena as forças construtoras do mundo, dirige sua aplicação e
assegura seu Progresso. O G.·. A.·. D.·. U.·..
8) Esplendor, Glória – Coordenação, Lei, Justiça imanente: Lógica
das coisas; encadeamento necessário das causas e dos efeitos.
9) Base, Fundamento, Plano imaterial, segundo o qual tudo se
constrói. Potencialidade latente. Prancha de traçar. Fantasma
112preexistente do que deve ser.
10) Reino, Criação – A Pedra da perpétua transformação.
Aparência, Fenomenalidade. Matéria, fonte de todas as ilusões e
de todas as imposturas.
O décimo Sephiro (número) torna a reduzir à unidade os nove
precedentes; figura o plano sobre o qual se ergue o portador da
Coroa, isto é, o Homem universal, o Grande Adão espiritual, cujo
corpo é, assim, distribuído entre os Sephiros (números):
SABEDORIA, cérebro; inteligência, garganta, órgãos da palavra;
Graça, braço direito; Rigor, braço esquerdo; Beleza, peito,
coração; Vitória, perna direita; Esplendor, perna esquerda; Base,
órgãos da geração.
A DÉCADA SEFIRÓTICA (numérica) é comparável à árvore
da Vida das antigas cosmogonias, conforme mostra a figura à
margem, baseada nesta concepção.
Os três primeiros números constituem uma tríade intelectual, que
se reflete numa segunda tríade moral ou psíquica, que, por sua
vez, é apoiada por uma última tríade dinâmica ou física. A Coluna
central, 1, 6, 9 e 10, é neutra ou andrógina, conciliadora das
113oposições da direita e da esquerda, isto é, entre 2, 4, 7, figurando
a Col.·. B.·., masculina-ativa, e 3, 5, 8, a Col.·. J.·., feminina-
passiva.
O Simbolismo Maçônico concorda com o que a Cabala tem de
essencial. Sob esse ponto de vista, vamos mostrar a coincidência
da árvore da vida dos oficiais de uma Loja Maçônica, da árvore de
Sephiroth com a organização e a hierarquia.
1) A Coroa ocupa o lugar do Ven.·.Mestre, dirigindo os Trabalhos,
que os ramos do Esquadro ligam a 2), isto é, à Sabedoria, à razão, –
o Orad.·., e a 3) inteligência, compreensão, que registra, – o Sec.·..
4) – Rigor e 5) Graça correspondem ao Tesoureiro e ao Hosp.·..
6) – Beleza, cabe ao M.·. de CCer.·., coordenador de todas as
formalidades do ritual.
7) – Vitória, Firmeza e 8) Esplendor, Ordem, são próprios do 1.o
e 2.o Vigilantes, enquanto 9) a Base ou Fundamento se refere ao
Experto, guarda das tradições.
10) – Reino, ou mundo profano, é o domínio do Cob.·., que vela,
exteriormente, pela segurança dos trabalhos.
O Número Onze
O número onze foi sempre considerado particularmente misterioso,
talvez porque exprime a reunião de 5 e 6, que são os algarismos do
Microcosmo e do Macrocosmo.
O verdadeiro iniciado deve concentrar sobre si as energias
espalhadas e difusas do ambiente; disporá, assim, de uma
Obediência ilimitada, proveniente das forças invisíveis ou astrais,
no sentido iniciático da palavra. O Maçom, que se dedica, de todo
o coração e com toda a sua inteligência, à execução do plano do
Grande Arquiteto, pode executar um trabalho muito superior aos
114seus recursos pessoais, porque com ele se mantêm solidárias todas
as energias que são postas em atividade pela mesma boa vontade.
A Cadeia de União é efetiva para todo o adepto sincero que, tendo
realizado o equilíbrio (8), recebe, na medida da corrente que soube
estabelecer, transmitindo-a.
Para completar o estudo do número onze, deve-se, além de
considerá-lo a soma de 5 e 6, decompô-lo em 4 e 7, 3 e 8, 2 e 9,
e 1 e 10, atribuindo-se a esses números o valor que eles têm no
tríplice ternário e na árvore dos números.
4 e 7 fazem ressaltar a potência de 11, de um poder de vontade
inquebrantável, fixo e positivo (4), associado ao discernimento
que, colocando cada qual em seu lugar, sabe dirigir com tino e
mandar, estabelecendo a harmonia (7).
3 e 8 significam a Inteligência (3), unida à boa administração (8).
2 e 9 representam a irradiação da Sabedoria (2), acumulada sobre
a prancha de traçar (9). O iniciado prevê, atua e influi sobre tudo
o que deve acontecer; daí, seu poder irresistível.
1 e 10 nos mostram, enfim, a síntese da década. Restabelecida a
Unidade, o Todo presta-se à execução das maravilhas da “causa
única”, de que trata a Tábua de Esmeralda de Hermes Trimegisto.
(Três vezes máximo).
Por outras palavras: “Penetremos até o centro e tudo nos
obedecerá”.
115O Duodenário
Essa divisão é aplicada ao Céu, onde determina doze espaços
iguais que o Sol percorre, regularmente, em sua trajetória anual,
aparentemente, em torno da Terra.
As constelações, que coincidiram, outrora, com esses espaços,
lhes deram seus nomes, tirados de animais ou de seres animados.
Assim se tornou o duodenário zodiacal, cujo simbolismo é de
máxima importância, porque o ano se torna o protótipo de todos
os ciclos, emblematizando tanto as fases da vida como as da
Iniciação.
Nos Mistérios de Ceres, o Iniciado partilhava, de fato, dos destinos
da semente confiada ao solo. Como esta, ele deveria sofrer a
influência solar para desenvolver-se e frutificar, depois do que
tornava a passar por esse encadeamento de transformações de que
116resulta o ciclo da vida. Cada Signo do zodíaco tem, sob esse ponto
de vista, significação particular que será compreendida depois de
Esta figura resume as tradições do Zodíaco, cujos signos têm
estreita ligação com o setenário dos planetas, considerando o
Sol como tendo morada no Leão e a Lua no Câncer. Os outros
domínios ou esferas de influência dividem-se do modo seguinte:
Mercúrio
Vênus
Marte
Júpiter
Saturno
Gêmeos
Touro
Áries
Peixes
Aquário
Virgem
Balança
Escorpião
Sagitário
Capricórnio
Por outro lado, cada signo participa da natureza de um dos quatro
elementos, donde a seguinte classificação:
117Fogo
Terra
Ar
Água
Áries
Touro
Gêmeos
Câncer
Leão
Virgem
Balança
Escorpião
Sagitário
Capricórnio
Aquário
Peixes
Cada Signo é, desse modo, caracterizado por um Planeta e por um
elemento. Vejamos, agora, o que se infere desses dados em relação
à iniciação.
As doze figuras seguintes, unindo o Elemento e o Planeta ao
Signo, elucidarão a questão.
I – ÁRIES-FOGO-MARTE. Trata-se
do fogo construtivo interior, estimulando
o crescimento e o desenvolvimento.
Entorpecido no inverno, desperta na
primavera, fazendo germinar a semente
e provocando a eclosão dos rebentos.
Representa a iniciativa individual, que se
desenvolve sob o impulso de uma influência
exterior, como a energia encerrada no germe
entra em função sob a ação do Sol.
Símbolo – O ardor iniciático conduzindo à
procura da Iniciação.
II – TOURO-TERRA-VÊNUS. A Matéria
receptiva na qual se efetua a fecundação
interior.
Símbolo – O Recipiendário, judiciosamente
preparado, foi admitido às provas.
118III – GÊMEOS – AR – MERCÚRIO. Os
filhos da Terra fecundada pelo fogo. O Duplo
Mercúrio dos Alquimistas, simbolizado
por duas cabeças. Vitalidade construtiva.
Sublimação da matéria na flor que murcha.
Símbolo – O Neófito recebe a Luz.
IV – CÂNCER – ÁGUA – LUA. A selva
intumesce as formas que atingem a plenitude.
A vegetação é luxuriante. É a estação das
folhas, das ervas e dos legumes, mas os
cereais e os frutos estão, ainda, verdes. Dias
longos, esplendentes de luz.
Símbolo – O Iniciado instrui-se, assimilando
os ensinamentos iniciáticos.
V – LEÃO-FOGO-SOL. Terminada a ação
construtora do ardor interior de Áries, o Fogo
exterior intervém para ressecar e matar toda a
constituição aquosa, cozendo e amadurecendo
o invólucro dos germes. A razão implacável
exerce sua crítica severa sobre todas as
noções recebidas.
Símbolo – O Iniciado julga, por si próprio
e com severidade, as ideias que puderem
seduzi-lo.
VI – VIRGEM-TERRA-MERCÚRIO. A
substância fecundada, esposa virginal do
Fogo fecundador, dá à luz e recupera a sua
virgindade. A colheita está madura; o calor é
menos tórrido.
Símbolo – Tendo feito sua escolha, o
Iniciado reúne os materiais de construção
para desbastá-los segundo o seu destino.
119VII – BALANÇA-AR-VÊNUS. Equilíbrio
das forças construtivas e destrutivas.
Maturidade: o fruto no máximo de seu sabor.
Símbolo – O Companheiro em estado de
desenvolver o máximo de sua atividade
utilmente empregada.
VIII – ESCORPIÃO-ÁGUA-MARTE. A
massa aquosa fermenta. Os elementos de
construção vital dissociam-se, atraídos por
novas
combinações,
Desorganização
revolucionária. O sol precipita sua queda para
o outro hemisfério.
Símbolo – Conluio dos maus companheiros.
Hiran é ferido de morte.
IX – SAGITÁRIO-FOGO-JÚPITER. O
espírito animador destaca-se do cadáver e
paira nas alturas. A natureza toma um aspecto
desolador.
Símbolo – Os obreiros abandonados, sem
direção, lamentam-se e dispersam-se à
procura do corpo do Mestre assassinado.
X – CAPRICÓRNIO-TERRA-SATURNO.
Nada mais vive; a substância terrestre está
inerte, passiva, mas é, ainda, fecundável.
Símbolo – Descobre-se o túmulo de Hiran.
120XI – AQUÁRIO-AR-SATURNO. Os elementos
construtivos
reconstituem-se
na
terra
adormecida, mas em preparo de novos esforços
geradores; ela satura-se de dinamismo
vitalizante.
Símbolo – O cadáver de Hiran é desenterrado
e forma-se a cadeia para ressuscitá-lo.
XII – PEIXES–ÁGUA-JÚPITER. O gelo
quebra-se; a neve funde-se, impregnando o solo
de fluidos próprios a serem vitalizados. Os dias
dilatam-se rapidamente; o reino da Luz impera.
Símbolo – Hiran é levantado, torna a si; a
Palavra Perdida é encontrada.
121HINOS RECOMENDADOS
123Hino Nacional Brasileiro
Letra de Joaquim Osório Duque Estrada
Música de Francisco Manuel da Silva
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria neste instante,
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada!
Idolatrada,
Salve!
Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce.
Se em teu formoso céu, risonho e
límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada.
Entre outras mil.
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil.
Pátria amada,
Brasil!
124
Deitado eternamente em berço
esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos lindos campos têm mais
flores;
“Nossos bosques têm mais vida”.
“Nossa vida” no teu seio “mais amores”.
Ó Pátria amada,
idolatrada,
Salve!
Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado.
E diga o verde-louro dessa flâmula
— Paz no futuro e glória no passado.
Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria
morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ò Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil.
Pátria amada, Brasil!Hino à Bandeira
Letra de Olavo Bilac
Música de Francisco Braga
Salve, lindo pendão da esperança!
Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Em teu seio formoso retratas
Este céu do puríssimo azul,
A verdura sem par dessas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul…
Recebe o afeto que se encerra…
Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever:
E o Brasil, por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser!
Recebe o afeto que se encerra…
Sobre a imensa nação brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira,
Pavilhão de justiça e de amor!
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil.
125Hino à Maçonaria
Letra e Música de D. Pedro I
Da luz que se difunde
Sagrada filosofia,
Surgiu no mundo assombrado
A pura Maçonaria…
Maçons, alerta,
Tende firmeza;
Vingai direitos
Da natureza.
Da razão parte sublime
Sacros cultos merecia,
Altos Heróis adoraram
A pura Maçonaria…
Maçons, alerta, etc….
Da razão suntuoso Templo
Um grande Rei erigia,
Foi então instituída
A pura Maçonaria…
Humanos sacros direitos
Que calcara a tirania,
Vai ufana restaurando
A pura Maçonaria…
Maçons, alerta, etc….
Da luz depósito augusto
Recatando a hipocrisia,
Guarda em si com zelo santo
A pura Maçonaria.
Maçons, alerta, etc….
Cautelosa esconde e nega
À profana gente ímpia
Seus mistérios majestosos
A pura Maçonaria…
Maçons, alerta, etc….
Maçons, alerta, etc…. Do Mundo o Grande Arquiteto,
Que o mesmo Mundo alumia,
Propício protege, ampara
A pura Maçonaria…
Nobres inventos não morrem,
Vencem do tempo a porfia,
Há de os séculos afrontar
A pura Maçonaria… Maçons, alerta,
Tende firmeza;
Vingai direitos
Da natureza.
Maçons, alerta, etc….

LEI DHARMAN OXINTO – 17-05-84

•12/02/2018 • Deixe um comentário

Salve Deus! Meus Filhos JAGUARES,

Na continuação do que venho advertindo, quero explicar a vocês…

Vamos falar da INICIAÇÃO DHARMAN OXINTO.

A Iniciação Dharman Oxinto está dentro da lei de uma conduta doutrinária. É difícil falar sobre a Iniciação Dharman Oxinto, difícil por ser tão sublime. Uma iniciação mal conduzida, não sabemos a quem fará tão mal: a quem a recebeu, a mim Koatay 108, ou ao indivíduo que o conduziu até o Salão Iniciático.

A Iniciação Dharman Oxinto é realizada com muita precisão. O Mestre que fez a Iniciação há dez anos, já não a precisa fazer mais, isto é, o caso dos meus filhos que fizeram as Iniciações: de Rainha de Sabá, Dalay, a do Sol, bem como a DharmaN Oxinto.

Meu filho, Mestre Jaguar, nosso povo está aumentando e sabemos, pois, que tudo que temos é adquirido com trabalho e amor.

Toda a nossa dedicação, dia a dia, se aprimorando já diz com certeza: vem também aumentando a nossa Luz. Meus filhos, sinto dizer que estamos correndo riscos em nossa vida iniciática se não formamos aquele velho critério que eu sempre digo.

A Iniciação é a hora de efetivamente iniciar o homem, dando direito de seu trabalho na linha espiritual. Para melhor critério, ficam agora os Mestres Adjuntos com a responsabilidade de darem uma AUTORIZAÇÃO por escrito de cada médium que fará a sua Iniciação Dharman Oxinto.

Todos os templos externos podem ter suas Iniciações onde estiverem, se o seu Adjunto recomendar ao Trino Ajarã Herdeiro Triada Arcano, Mestre Gilberto Zelaya.

A ELEVAÇÃO DE ESPADAS é o cruzamento de forças Iniciática-Evangélica e é, também, para abertura dos Sandays, o poder iniciático.

Meus filhos Jaguares, Salve Deus!

Filhos, é preciso saber que aqui temos um roteiro de nossas vidas.

Filhos, ensinei a vocês o conhecimento que temos de uma bagagem quando em nossas passagens aqui na Terra, cuja bagagem não lhes dá o direito de errarem em seus caminhos espirituais.

Sinto dizer a vocês que não é tão fácil uma conduta doutrinária sem erros. Sempre lhes falei que a Conduta Doutrinária é o caminho para a sua Hierarquia Transcendental.

O teu sacerdócio é o teu Oráculo. Quando você entra para um Adjunto, você deposita sua herança transcendental nas mãos de um Ministro que passa a te reger. Não deve ser tão fácil você tomar daquele Ministro o que você depositou e dar a outro Ministro. Alguma coisa não fica boa naquela contagem. O Ministro gastou muito com você ou você gastou muito confiado no seu Ministro. Você se esquece, porém, o Ministro não. Por isso, eu digo sempre a vocês, venho de um mundo onde as razões se encontram, não temos erros.

Existem muitas causas que tornam preciso mudar de Adjunto. Os que não forem preciso podem sofrer algumas influências. É preciso falar com o Coordenador que é o GILBERTO ZELAYA, meu filho, TRINO HERDEIRO AJARÃ e receba com ele as explicações, e escute onde estão as causas.

Graças a Deus, ele foi uma das coisas boas que Deus colocou em meu caminho, porque ele tem a capacidade de ver os motivos de vocês chegarem até a mim.

Com carinho, GILBERTO ZELAYA, TRINO HERDEIRO AJARÃ, tenho certeza que fará ao meu lado, numa harmonia mandada pelo Pai Seta Branca, o que eu sempre preciso.

Com carinho, a Mãe em Cristo Jesus,

 

AS OBRIGAÇÕES DE UM ADJUNTO

•12/02/2018 • Deixe um comentário

AS OBRIGAÇÕES DE UM ADJUNTO – 17-05-78

Salve Deus, meu filho Jaguar!

Deus, criando os espíritos, não poderia lhes dar uma personalidade conscienciosa de si mesmo se não subdividisse sua força, seu plexo. A alma, no seu invólucro, buscando, separadamente dos instintos do corpo, que se alimenta do clima atmosférico sólido de outra natureza.

Meu filho: a alma dificilmente se realiza com os prazeres da Terra, ou melhor, com os prazeres do corpo físico. Tudo está perfeitamente claro, como é claro que o que chamamos de morte é um nascimento em uma nova vida. É porque a alma permanece buscando sua verdadeira moradia, ou a sua verdadeira origem, enquanto o corpo físico tem como tendência libertar seu comportamento religioso.

Filhos! Jovens Adjuntos Koatay 108! Adjunto é um governo. Ele governa pelo amor e pela justiça, dando-se a cada um segundo as suas obras. Se o Adjunto irradia amor, ele entra no primeiro ciclo; se ele emite seu desequilíbrio, se afasta do ciclo.

Meus filho, assim, há três graus de hierarquia, como há três portas no Templo! Sim, meu filho, Adjunto Koatay 108: há três graus de hierarquia, como há três portas no Templo! Há três Raios de Luz, há três Forças da Natureza. Estas forças são governadas pela Justiça e pela Ordem, dando a cada um segundo as suas obras.

O Templo é a realização da Verdade e da Razão sobre a Terra. Por ele o Homem domina a Ciência e, pela Sabedoria, emana seus conhecimentos.

O teu padrão, meu querido Adjunto, é o princípio e o fim de tua obra, de tua missão!

Entenda, filho, que havendo à tua frente três hierarquias, três raios de forças desiguais, tu só as manipulas pelo teu sábio comportamento, isto é, as forças vêm ou chegam cruas para serem preparadas e distintamente manipuladas.

Vou explicar mais uma vez: o Templo é a realização, é a figura da verdade e da razão sobre a Terra. Nele, constantemente reina um desagregar de forças cristãs, de Justiça e de Nelzun (vingança), fazendo seu Alaruê, o que quer dizer espírito vingativo, fazendo algazarra.

Eis porque, filho, digo que teu padrão vibratório é a tua sentença!

É difícil, filho, mesmo dentro do nosso sacerdócio, cumprindo nossa Lei, ficarmos em paz ou arriar os punhos que invergam nossas armas, porque cada paciente tem sua força e chega com ela em desordem para ser coordenada por ti.

Todos vêm com seus Alaruês, testando tua força e teu equilíbrio…

Alaruê, conhecido pelos meus olhos de clarividente, é uma enorme falange de espíritos pequeninos e orelhudos, que nos testam a todas as horas de nossas vidas, nos nossos caminhos. São espíritos desclassificados, porém sem maldade, provocando, na maioria das vezes, discórdias, ciúmes, invejas, mas podendo, também, trazer alegrias. Nossa missão com eles, na Corrente Indiana do Espaço, é a de despertá-los para Deus. Uma Mesa Evangélica ou um trabalho em que se faça uma prece em voz alta, afasta milhões deles, encaminhando-os, é claro, para os planos espirituais. Não gostam de loucos nem de pessoas desequilibradas. Tanto que, após desequilibrá-las, eles se afastam. Não há, nessa linha, rancores. Há, sim, tristeza, irrealização, frustração…

Filho, na Lei do Auxílio, quando não conhecemos as Ciências Ocultas, por estar na Linha da Caridade, achamos que nada nos acontece.

Nem tanto, filho. Juramos uma Ciência, e nada acontece sem razão.

A Ciência Oculta é indispensável no teu caso, meu filho Adjunto, para melhor esclarecer a Ciência da vida fora da matéria.

Filhos, é bem mais fácil nos sentarmos, relaxarmos, regozijarmo-nos por nossas boas ações, sem sentirmos um mundo a nos aplaudir. Porém, quando ficamos a remoer nossas faltas, nossas injustiças…

Veja! Caímos em total desajuste, em tudo provamos que às nossas virtudes prevalecem nossos desajustes. Não é muito difícil nos mantermos em linha, desde que saibamos que podemos MORRER EM DOIS PLANOS!…

Meu filho Ajunto Koatay 108! No Templo, curando todas as moléstias, evitamos, muitas vezes, a morte, e chegamos à velhice. Porém, na eternidade pessoal, sem poder matar as transformações de uma existência, somos acrisolados na ciência do movimento perpétuo, que é a ciência da vida.

Filho, tudo se renova e opera pelo equilíbrio da mente. O acrisolamento de um espírito, além da vida física, é tão terrível como as enfermidades do corpo!

Meu filho Ajunto Koatay 108: sem a pretensão de te fazer um monge ou um robô místico, vou te descrever as pequenas obrigações de um ATIVO ADJUNTO:

  • Tornar-se um perfeito cavalheiro e aprender a dar o devido respeito aos outros.

  • Não passar simplesmente de um religioso acomodado nas maravilhas do misticismo.

  • Aprender a ser tolerante, mesmo diante da provocação dos seus colaboradores.

  • Seguir os princípios do Santo Evangelho e de suas revelações, fixando-se nas comunicações reveladas.

  • Não causar ansiedade para os outros pelas ações de teu corpo, pelos pensamentos de tua mente ou por tuas palavras.

  • Não se identificar falsamente com grosserias, fazendo-se de melhor, abusando de tua autoridade.

  • Não se apegar a nada que te faça sofrer.

  • Procurar assumir teu compromisso de família com amor, mesmo à distância dos mesmos, ou quando, por incompatibilidade, te afastares da esposa e dos filhos.

  • Discernir entre o que é importante e o que não é; ser firme como uma rocha quando à tua frente tiver que decidir entre o Bem e o Mal. Esforçar-se para averiguar o que vale a pena ser feito, não usando, em vão, as tuas armas.

  • Não entregar tua alma à fatalidade, que é a verdade infernal, possessões da fatalidade das almas enfraquecidas, sem fé em Deus. Estamos com duas espadas com que podemos nos defender. Filho, o segredo das Ciências Ocultas é o da Natureza mesmo. É o segredo da geração dos Grandes Iniciados e dos mundos de Deus. Os grandes talismãs da Vida, a substância criada, é chamada ATIVIDADE GERADORA. A manipulação do fogo na mirra, sal e perfume.

  • Evitar a disciplina relacionada com os outros. Lembra-te, sempre, que enquanto tiveres um corpo material terás que enfrentar as forças do teu plexo físico: nascimento, velhice, doença e morte. Não devemos pagar nada além das necessidades da vida física.

  • E, para melhor servir em tua hierarquia, criar uma personalidade em frente das três portas da Vida Iniciática, sem ironia, com distinção do que respeita, amando!

Junto a esta Lei te darei a história de minha vida, do meu sacerdócio, onde poderás entender e seguir.

É só o que te posso dar, filho, por enquanto, eu, tua Mãe Clarividente, na voz de Koatay 108.

Em Cristo Jesus,

 
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