Pelotas, Sexta-Feira 07 de Agosto de 2015

•07/08/2017 • Deixe um comentário

” a algum tempo atrás estive presente nas pompas fúnebres de um irmão que infelizmente havia cometido suicidio, bem diferente de mim, era um irmão querido por todos e amado, uma pessoa de bom coração e boa índole, que vivia na simplicidade de sua existência.

Na loja, todo mundo tenta falar algo bonito, para receber aquela salva de aplausos mono-tone (a bateria)

E este senhor, que apesar de todo o seu quadro de defeitos, se colocava agora como espiritualista, colocou uma cadeira no meio do templo representando o irmão que havia falecido, e fez seu discurso.

-talvez o per espirito do irmão ainda estivesse entre nós, não sei, resguardo minhas duvidas ao pós morte, todo o resto é crença cega.

A pior parte de ser um suicida  provavelmente é não estar mais lá para se defender, meu pobre irmão, se tornou palanque para mais um pavão apavoar suas ideias, e se demonstrar iluminado, quando obviamente só Deus pode ve-lo e acusar seus defeitos, ressalva-se apenas aquilo que se quer ressalvar, assim funciona a propaganda.

Mas meus pais, e meus pretos velhos me ensinaram uma coisa, os mortos não podem se defender, evita-se falar mal deles.

Mas a força de Deus supera e com o tempo se torna o melhor juiz.

O nazi-fascismo nas páginas do Diário Popular: Pelotas, 1923-1939.

•12/07/2017 • Deixe um comentário

Sem a ajuda e colaboração de muitas pessoas e instituições, essa dissertação não teria sido possível. Neste momento, torno público meu sinceros agradecimentos ao prof. Aristeu Lopes, que me acolheu como seu orientando no programa e soube, pacientemente, conviver com minhas ausências e particularidades; aos colegas de mestrado, pela camaradagem e amizade que tornaram as disciplinas e os encontros ambientes de intenso aprendizado; aos colegas Marília Silveira, Felipe Krüger, Geza Guedes e Rodrigo Pinnow, especialmente, que por afinidades e distanciamento ajudaram a construir e a renovar motivações; às professoras Márcia Espig e Lorena Gill, por qualificarem o texto na primeira avaliação e por se colocarem a disposição para a avaliação final – suas críticas e sugestões contribuíram significativamente para a definição de um campo teórico mais adequado e para a consistência do recorte cronológico; às professoras Denise Bussoletti, Clarice Speranza e Rejane Jardim, pelas sugestões em diferentes momentos, que facilitaram algumas dúvidas pontuais, e em especial à professora Imgard Grützmann, que como orientadora inicial sugeriu parte da bibliografia que utilizei e a quem devo a motivação de escrever uma pequena parte da história do Partido Nazista em Pelotas; à Biblioteca Pública Pelotense e seus funcionários, cordiais e prestativos; ao Programa de Pós-Graduação em História e a seu corpo técnico e docente, especialmente a Ândria Pereira; à professora Renata Dietrich, pela eficácia do treinamento em alemão; aos amigos Vívian Zamboni, Daniel Sias, Ná- dia Coelho, Larissa Dogenski, Alexandro Martins, Márcio Gill, João Pinto, Endaira Santos, Daiane Castro, Wagner Rodrigues, Patrícia Mendonça, Simone Rodrigues, Gustavo Andrade, Luciana Vasconcelos e André Barbachan, pelas contribuições “aleatórias”, pela convivência nos ambientes de trabalho e o suporte sempre necessário; aos meus pais e irmãos, que sempre “seguraram as pontas” nos momentos de fadiga e me auxiliaram a superar as pequenas frustrações do caminho, e à Rosimeri Zamboni, sem a qual nada disto teria sido possível, pelo seu amor, compreensão e amizade, que iluminaram os dias de escrita deste tema pesado e sombrio, que é o nazismo. Dedico à ela o meu maior agradecimento.

RESUMO:

A presente dissertação se propõe analisar como o Diário Popular, de Pelotas, entre 1923 e 1939, comportou-se em relação às ideologias fascistas, especialmente em relação ao nazismo alemão. Apoiada em pesquisa documental e na historiografia sobre o tema, buscou-se traçar a trajetória do periódico durante o recorte cronológico estabelecido em relação a seus posicionamentos ideológicos. O Diário Popular foi fundado no último quartel do século XIX, ligado ao Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), e constituiu-se representante das classes conservadoras da cidade, sendo órgão oficial da municipalidade até os anos 1930. Após a Revolução de 1930, passou por um longo período de reformulação, desvinculando-se do PRR e opondo-se ao governo varguista. Por fim, após a implantação do Estado Novo, buscou conciliar-se com o regime e aliou-se a concepção estado-novista. O jornal tomou contato com o ideário fascista nos anos 1920, noticiando-o através de sua seção internacional. Posteriormente, a medida que o noticiário deu ênfase a vitória eleitoral de Adolf Hitler e a Coordenação da Alemanha, o nazismo tornou-se tema de capa. Inicialmente o jornal manteve relações cordiais com os representantes fascistas na cidade, especialmente com o Partido Nacional Fascista italiano e, posteriormente, também com a Seção do Partido Nazista. Contudo, após a implantação do Estado Novo, firmou o distanciamento iniciado já em meados de 1936.

(…)

Com relação a bibliografias brasileiras sobre o nazismo e o Partido Nazista no Brasil, existem algumas produções, tanto das décadas de 1980 como 1990, que seriam dignas de uso, como as obras de René Gertz (1987), Sérgio Sant’anna (1991), Luiz Edmundo Moraes (1996) e Marionilde Brepohl (1998). Contudo, já nesta primeira década do século vinte, Ana Maria Dietrich, resolvida a dar as linhas gerais de uma história do nazismo no Brasil, trouxe-nos dois novos trabalhos que dariam novos rumos para a pesquisa sobre o tema. Através da dissertação de mestrado, publicada como livro em 200745 e de sua tese de doutoramento, apresentadas a Universidade de São Paulo, constituiu-se a vanguarda da pesquisa sobre a atuação do Partido Nazista no Brasil. A importância de suas descobertas para o campo é expressiva porque permitiu dirimir dúvidas que atravessaram vários anos sem uma resposta que se mostrasse suficiente para tanto. A principal delas era a da existência ou não de uma seção genuína do Partido Nazista no Brasil. Mesmo que um esboço desta resposta já estivesse desde a década de 1980 desenhada, o acesso privilegiado que Dietrich teve a arquivos do Departamento de Ordem Pública e Social do Estado de São Paulo (DOPS-SP), assim como a consulta a diferentes arquivos na Alemanha, acrescentou que o Partido Nazista brasileiro foi a maior seção estrangeira do Partido Nazista alemão, com aproximadamente 2900 membros46. O número não parece ser expressivo, à primeira vista, se considerarmos as proporções do Brasil, mas justamente por isso, revela a complexidade das relações estabelecidas na conjuntura polí- tica e social dos anos 1930 e especialmente após o Estado Novo, de 1937, marcados pela repressão aos movimentos políticos “estrangeiros”. Em um cenário em que as populações imigrantes e seus descendentes, após mais de 80 anos de colonização alemã especialmente no sul do país, foram tidas como “um perigo”, “o perigo alemão”, o pequeno número de adeptos formais do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães parece ser capaz de dizer que a ação deste em território brasileiro não teve apenas a antipatia do governo, mas também dos “alemães” aqui residentes. Dietrich, por sua vez, consegue mapear as atividades do Partido na maioria dos estados em que esteve efetivamente organizado, fornecendo dados preciosos para o futuro das pesquisas que tomem a ação partidária nazista no Brasil e na América Latina como tema. A autora afirma que o nazismo no Brasil não era o mesmo nazismo na Alemanha, que seus elementos fundamentais ligados a ideologia de lá sofreram adequações (necessárias) para que tivesse êxito em existir e atrair adeptos aqui. Por mais que o mesmo tema tenha sido trabalhado nas décadas anteriores, destacadamente por René Gertz em seus dois livros dedicados ao fascismo no sul do país, Dietrich teve o mérito de estabelecer uma base explicativa teórica passível de adesão, qual seja o “nazismo tropical”. Não busco limitar as referências na área a sua produção, contudo nos propósitos que assumo, Ana Maria Dietrich teve fundamental importância. Já René Gertz tornou-se leitura necessária quando pensamos o desenvolvimento do nazismo no sul do país, em suas relações com as “colônias”, com os “alemães” e com a sociedade “não alemã”

Em “O fascismo no sul do Brasil”47, de 1987, o historiador aborda o tema em diversas perspectivas, desde a imigração alemã para o sul à partir da metade do século XIX, as relações comerciais dos colonos com os centros urbanos, a cultura alemã nas regiões coloniais, o desenvolvimento do Deutschtum (germanismo), as complexas relações de trocas culturais, o desenvolvimento do fascismo nas áreas urbanas e do interior, à atuação dos membros do partido (Parteigenossen) e suas relações conflitantes com os Deutschbrasilianer (alemães nascidos no Brasil). Apoiado em documentação diversa, desde fontes jornalísticas a documentais brasileiras e alemãs, seu esforço permanece até nossos dias como o mais significativo na área. Em “O perigo alemão”48, Gertz deixa claro as linhas interpretativas deste “problema” semelhante ao “problema alemão” da década de 1920 para a Europa: nos estudos sociais, havia nos anos 1920 o mito construído em torno dos alemães imigrados, herdado da Primeira Guerra, intensificado com o regime de Vargas e conduzido à ruptura com o Estado Novo. Os paralelos entre ambos estão no desconforto constante que as populações passam a apresentar em relação à Alemanha e, no caso do Rio Grande do Sul, com as colônias alemãs. O “perigo alemão”, como conclui, foi construído de maneira fantasiosa em torno de grupos que jamais demonstraram homogeneidade, que possuíam divergências ideológicas, de classe e de credo e que nunca constituíram um perigo verdadeiro. Analisando sob enfoques étnico, político, cultural e econômico, interpreta o “perigo alemão” também sob as perspectivas da ideologia estado novista, em suas prerrogativas de criação do inimigo comum (o inimigo único) para o estabelecimento e consolidação do regime. Apoiado em Lorena Gill49 e José Fachel50, busquei compreender, além da historiografia regional sobre o tema, as bases em que a pesquisa estava estabelecida em relação a Pelotas e até onde os avanços haviam sido feitos, no que, ambos, são capazes de orientar os pesquisadores atuais. Lorena Gill dedica sua atenção aos “judeus da prestação” em Pelotas, desde suas concepções identitárias até o estabelecimento da “questão judaica” no cenário político das décadas de 1920, 1930 e 1940. Sua contribuição fundamental à minha proposta foi elucidar como os judeus em Pelotas sentiram-se durante o cenário mais notá- vel de atividade do nazismo na cidade e durante as perseguições contra alemães e seus descendentes após a declaração de guerra brasileira aos países do Eixo. Por outro lado, Fachel, ao dedicar-se a este cenário verificado em 1942, consegue tecer as premissas políticas da conjuntura local e regional que levaram à queima de igrejas e destruição de casas comerciais alemãs em agosto daquele ano. O livro está repleto de dados orientadores sobre os comportamentos condicionados tanto pela ação coercitiva do Estado Novo quanto pela comoção criada com o estado de guerra, culminando com a ruptura….

Para ler o texto completo baixe o PDF:

2014-rosendo-caetano

Meus parabéns a Rosendo da Rosa Caetano pelo excelente estudo histórico.

um pedido de desculpas oficial.

•02/07/2017 • Deixe um comentário

Tenho sido muito tolerante no Blog, tolerante no mau sentido, tenho passado a mão na cabeça de muito marmoteiro, gente que passa conceitos errados e conhecimento errado a diante para encaixar todo um valor dentro daquilo que sua moral estipula como certo, isso não é bacana, isso vai criar iniciados tortos, mesmo eu tendo deixado claro para duvidar de tudo que se é escrito aqui, parece que as pessoas não aprendem, elas não são ceticas o suficiente para viver com saude em meio tão doente e imbecilizado quanto o meio iniciatico, o youtube está cheio de elementos assim, vendedores de ilusão, lamento o tempo perdido, todos nos perdemos muito tempo nessa busca insana pela verdade.

Eliphas Levy-Falhou

Allan Kardec-Falhou

Akhenaton- Falhou

Blavatsky- Falhou

Albert Pike- Falhou

Papus- Falhou

Crowley- Falhou

Franz Bardon- Falhou

Você que usa envenamento mental- você falhou

Você que não joga limpo- Você Falhou.

A corrupção tornou tudo mundano, eu sinto muito, mas leia tudo com a consciencia de que é algo desatualizado e decaido.

Ao invés de criar escolas de iluminação os homens criam mafias,criam verdadeiras gangues espirituais, o planeta terra é uma cadeia, um presidio, no fim tudo se resume a controle ou não ser controlado.

links quebrados no blog.

•02/07/2017 • Deixe um comentário

você provavelmente deve ter reparado que muitos links para potencias maçônicas ditas irregulares estão fora do ar, isso é muito comum, o ciclo de vida dessas potencias é muito curto, como eu tinha mencionado no texto “porque a maçonaria mista não vai pra frente no Brasil”, só que agora tem me ocorrido o seguinte…potências mistas mais velhas estão auxiliando a maçonaria masculina a sabotar as potencias mistas mais jovens, por isso elas duram tão pouco, e duram pouco mesmo, tanto as irregulares masculinas quanto as irregulares femininas, a maçonaria que se auto-intitula regular usa até mesmo de seu nefasto poder mediante o judiciario/policia/executivo para detonar as lojas recem criadas, estão todos a mercê.

Não vou repor os links vou deixar assim como uma prova do jogo sujo de poder dentro das “sagradas” ordens iniciaticas.

Pagina do facebook trata de cabala judaica autentica.

•10/06/2017 • Deixe um comentário

Uma pagina do facebook tem explorado a cabala pura, postando videos do grande rabino cabalista Dudu Levinzon.

a pagina expressa o seguinte sobre sí

“Como no Brasil a cabalá é difundida com elevada carga de elementos não-judaicos e elementos equivocados, criou-se este blog para tratar de Cabalá Autêntica”

https://cabalapelotas.wordpress.com/

https://www.facebook.com/cabalistasdebombacha/

qual a opinião de vocês sobre esse texto?

•10/06/2017 • 2 Comentários

Não há aquele registro certo pelo qual começar, muito menos pelo qual terminar, pois a totalidade de situações que levaram a Maçonaria brasileira ao cenário de hoje, e que embasam o raciocínio aqui apresentado, não somente estouraria a quantidade máxima de caracteres recomendada a um pequeno artigo, como explodiria até mesmo a mais extensa das enciclopédias.

Assim, na certeza de que fatos importantes ficarão de fora, dar-me-ei a liberdade de citar apenas alguns, mais recentes e, por isso, frescos na memória, como meio de ilustrar o raciocínio a ser apresentado.

O conceito mais comum de maçonaria é a de que é um “belo sistema de moralidade”. Em outras palavras, uma escola de moral e ética social. Essa escola possui princípios muito bem determinados e regras internacionais que separam o joio do trigo e garantem certa universalidade entre os homens teístas de bem. Ou seja, homens que creem em Deus e são dignos e idôneos, independente de raça, credo, ideologia política e classe social. É por essa razão que praticamente todos os rituais, na parte dedicada ao escrutínio, alerta aos irmãos para não votarem baseados em diferenças pessoais e preconceitos, mas única e exclusivamente na moral apresentada pelo candidato. É difícil? Sim. Mas é o certo, principalmente em se tratando de uma escola de moral na qual os membros buscam vencer suas paixões, vícios e preconceitos.

Nos últimos anos, temos observado os muros levantados por uma obediência maçônica no Brasil perante outras, mesmo após décadas de convívio relativamente fraterno. As atitudes de seus dirigentes levaram, depois de alguns lamentáveis episódios no exterior abafados no Brasil, no recente escândalo de seus ostracismos da única confederação maçônica relevante em todo o continente americano. A justificativa do Grão-Mestre a seu povo maçônico é de que está apenas seguindo as leis maçônicas de sua obediência. No entanto, em nenhum trecho de todo o arcabouço legal daquela obediência há uma determinação para que seus dirigentes promovam ofensivas contra obediências não-reconhecidas em suas viagens ao exterior. Se não quer, não as reconheça… mas não precisa persegui-las. Não há justificativa legal para isso, muito menos moral.

Essa mesma obediência é a que contava em seus quadros com José Roberto Arruda, que, enquanto Senador da República, renunciou por ter adulterado o painel de votação do Senado. Arruda posteriormente entrou para a história como o primeiro Governador a ser encarcerado durante o mandato, e foi cassado por conta do chamado “mensalão do DEM”. Foi expulso? Não. Recebeu o Quite Placet para retornar num futuro próximo.

Também é dessa obediência o “irmão” Gim Argello, ex-Senador da República condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, e que responde a outros processos por apropriação indébita, peculato e organização criminosa. Expulso? Também não.

E o triângulo fraterno-político dessa obediência pode ser completado por Roberto Jefferson, deputado-federal que teve seu mandato cassado e direitos políticos suspensos por 8 anos, considerado o pai do mensalão, por ter sido o primeiro a delatá-lo. Foi condenado na justiça por corrupção e lavagem de dinheiro. Expulso? Não. E, ao que parece, em breve regularizado.

E não se pode deixar de mencionar o “irmão” Michel Temer, da mesma obediência, atualmente “adormecido”, atual Presidente da República que foi recentemente flagrado em atitudes um tanto quanto questionáveis. Ele somente não formou um “quadrado” com os demais neste artigo porque (pelo menos, ainda) não é um criminoso condenado que experimentou noites aprisionado, como os anteriores mencionados.

Em vez de gastar o dinheiro pago pelos irmãos em viagens para o exterior com fins de promover campanhas contra o reconhecimento de outras obediências brasileiras… em vez de apontar o dedo para os outros… não seria melhor olhar para si mesmo e retificar-se? “Limpar a casa”? VITRIOL.

Porém, esse namoro maçônico com a política profana não é exclusividade dessa obediência no Brasil. Desde o período de campanha eleitoral de 2014 venho alertando para uma infração generalizada na Maçonaria brasileira, cometida por diversas obediências, independente de vertente.

É importante esclarecer que, em 1938, a Grande Loja Unida da Inglaterra publicou, em conjunto com as Grandes Lojas da Escócia e da Irlanda, “The Aims and Relations of the Craft”, uma declaração dos princípios fundamentais que serve de base para o reconhecimento da regularidade de prática de outras obediências. O item 6 dessa declaração registra claramente que:

Enquanto a Maçonaria inculca em cada um dos seus membros os deveres de lealdade e de cidadania, reserva-se ao indivíduo o direito de ter sua própria opinião em relação a assuntos políticos. Entretanto, nem em uma Loja, nem a qualquer momento em sua qualidade de maçom, lhe é permitido discutir ou fazer promover seus pontos de vista sobre questões teológicas ou políticas”.

Assim como essas, outras importantes Grandes Lojas pelo mundo têm regras explícitas e severas contra o envolvimento político da maçonaria. A Grande Loja Nacional Francesa – GLNF, por exemplo, já fora duramente punida, tendo perdido reconhecimentos e caído em um “ostracismo” maçônico a nível internacional por ter se aventurado em emitir opiniões políticas (uma carta aberta em apoio a um candidato a presidência, publicada em 2010). Foram anos para reverter o estrago e retomar os reconhecimentos que havia perdido.

No entanto, a maçonaria brasileira não foi capaz de aprender com os erros das outras. No período de campanha eleitoral de 2014, várias foram as obediências que se manifestaram publicamente, em alguns casos em cartas abertas como a da GLNF, em apoio ao Aécio Neves, então candidato a Presidência da República, e recentemente afastado do Senado e investigado por diversos crimes, graças às gravações e delações dos gestores da JBS.

Esse comportamento pode ser explicado, mas não justificado, pelo fato de que muitas lideranças maçônicas possuem filiações, interesses e até mesmo pretensões políticas. E muitos são os irmãos que apoiam tais manifestações, colocando suas opiniões políticas individuais acima dos princípios maçônicos institucionais, porque alimentam a vaidade de ostentar a crença imaginária de que a maçonaria tem peso e influência política nacional. No fundo, sabemos que não tem.

Estas últimas afirmações são claramente sustentadas pela quantidade de lideranças que, ao final de seus mandatos maçônicos, candidatam-se a cargos públicos; pelas inúmeras palestras e escritos de intelectuais da maçonaria em defesa de que a mesma assuma posição de elite estratégica brasileira; e pela formação de grupos maçônicos de ação política, que não conseguem reunir algumas centenas de irmãos, mas se vangloriam da eleição de meia dúzia de vereadores e um ou outro prefeito maçom, que obviamente não foram eleitos por tais iniciativas ou por suas condições de maçons.

Então, pelo menos no que tange ao ativismo político, não há como distinguir o que é pior. Pois, sendo a maçonaria essa “escola de moral e ética social”, enquanto a iniciação e não-expulsão de políticos corruptos fere a moral; a manifestação a favor deste ou daquele candidato (nesse caso, também corrupto) é maçonicamente ilegal, ferindo assim a ética social.

Enfim, já que não fomos capazes de aprender com os erros das outras, que possamos dessa vez aprender com nossos próprios erros. No próximo ano haverá novo período eleitoral. Mesmo que a maioria dos irmãos de uma obediência seja a favor de determinado candidato, vençamos nossas paixões em respeito àqueles que foram, são ou um dia serão irmãos e têm o direito de pensarem diferente e de terem suas opiniões respeitadas. O princípio da universalidade ideológica na Maçonaria não pode ser ferido de morte. E assim também prevenimos que nossas obediências não sejam apontadas como apoiadoras ou até mesmo abrigo de corruptos, e expostas ao ridículo.

Os Sikhs

•03/06/2017 • Deixe um comentário

 
Cabalistas de bombacha

Shalom Aleichem! Seja bem vindo, aqui estudaremos textos e vídeos de diversos Rabinos,focando na Cabalá Judaica tradicional, também abordaremos os costumes e a religião Judaíca.

O CAMINHO DO XAMÃ

Arte, Magia e Desenvolvimento Pessoal

Portalfisica.com

Portal acadêmico de apoio às aulas Presenciais - Prof. Hans Dpto Física -UFSM

conspiro-net

Beyond Conspiracy,Beyond Reality

Meio Mago

Transmute-se...

polluti labia

ANATOMIE DE L'ENFER

Quantum Web

Tecnologia da Informação

%d blogueiros gostam disto: