Conflito Ismael X Israel.

argumentos….

(Atualização: basta uma analíse concisa do video acima para perceber que se trata de uma propaganda anti-Israelense, O video é extremamente sutíl e bem feito, na parte que uma das figuras venera o sol todas as religiões pagãs como egiptismo e zoroastrismo aparecem junto com a estrela de david, dando a entender que o judaísmo é tão pagão quanto essas religiões citada, na imagem não foram colocadas nem a cruz nem a palavra Allah, uma forma sutil de colocar um ponto de vista, a coloração dos personagens também é uma forma de desmoralizar criada por muçulmanos, quando alegam constantemente que os judeus de hoje em dia não são os mesmos judeus que viviam na Judeia (“Filistina”) mas sim descendentes dos Khazares, O uso de uma musica sionista tema do filme Exodus também é uma forma de protesto contra os judeus, é necessário um conhecimento integrado dos costumes judaicos e islamicos, bem como seus pontos de vista para não ser enganado e doutrinado pelo vídeo acima)

Primeiro, é importante entender que nem todos os árabes são muçulmanos, e nem todos os muçulmanos são árabes. Enquanto a maioria dos árabes é muçulmana, há muitos árabes não-muçulmanos. Além disso, há significantemente mais muçulmanos não-árabes (em áreas como a Indonésia e a Malásia) do que muçulmanos árabes. Segundo, é importante lembrar que nem todos os árabes odeiam os judeus, que nem todos os muçulmanos odeiam os judeus, e que nem todos os judeus odeiam os árabes e os muçulmanos. Nós devemos ter o cuidado de não estereotipar as pessoas. No entanto, dito isso, falando em sentido geral, árabes e muçulmanos têm desgosto e desconfiança dos judeus, e vice-versa.

Se há uma explicação bíblica explícita para esta animosidade, ela remonta aos tempos de Abraão. Os judeus são descendentes de Isaque, filho de Abraão. Os árabes são descendentes de Ismael, também filho de Abraão. Sendo Ismael filho de uma mulher escrava (Gênesis 16:1-6) e Isaque sendo o filho prometido que herdaria as promessas feitas a Abraão (Gênesis 21:1-3), obviamente haveria alguma animosidade entre os dois filhos. Como resultado das provocações de Ismael contra Isaque (Gênesis 21:9), Sara disse para Abraão mandar embora Agar e Ismael (Gênesis 21:11-21). Isto causou no coração de Ismael ainda mais contenda contra Isaque. Um anjo até profetizou a Agar que Ismael viveria em hostilidade contra todos os seus irmãos (Gênesis 16:11-12).

A religião do Islã, à qual a maioria dos árabes é aderente, tornou essa hostilidade mais profunda. O Alcorão contém instruções de certa forma contraditórias para os muçulmanos em relação aos judeus. Em certo ponto, ele instrui os muçulmanos a tratar os judeus como irmãos, mas em outro ponto, ordena que os muçulmanos ataquem os judeus que se recusam a se converter ao Islã. O Alcorão também introduz um conflito sobre o qual filho de Abraão era realmente o filho da promessa. As Escrituras hebraicas dizem que era Isaque. O Alcorão diz que era Ismael. O Alcorão ensina que foi Ismael a quem Abraão quase sacrificou ao Senhor, não Isaque (em contradição a Gênesis capítulo 22). Este debate sobre quem era o filho da promessa contribui para a hostilidade de hoje em dia.

Leia mais:http://www.gotquestions.org/Portugues/Judeus-Arabes-Muculmanos.html#ixzz37GbGLrY6

Um Breve Histórico Das Duas Religiões
O Islamismo
Religião monoteísta baseada nos ensinamentos do profeta Maomé, tendo por base o Judaísmo e o Cristianismo e como livro sagrado, o Alcorão. A palavra islamismo vem de ISLÃ (submissão à vontade de Deus) e seus seguidores são chamados de muçulmanos (muslim, em Árabe, aquele que se submete a Deus).
A península arábica, berço do islamismo, era habitada por tribos isoladas e nômades beduínos, que viviam da atividade criatória e do comércio. É nesse contexto, que nasce Maomé (570/632). Este, após ter uma visão com o anjo Gabriel aos 40 anos, inicia a sua pregação.
Perseguido pelos Coraixitas (tribo dominante), Maomé fugiu de Meca para Yatrib (Medina) em 622. Esse movimento é conhecido como a hégira (retirada). Apoiado pelos comerciantes Maomé impôs suas idéias pela guerra. Após sua morte, os califas (substitutos do enviado de Alá) utilizaram-se das guerras, admitidas no Alcorão na propagação do Islamismo (Guerras Santas), para unificar a península arábica e iniciar uma expansão que, no final da Idade Média envolvia a península Ibérica, o norte da África e o Oriente Médio.
Com o advento das cruzadas e da formação dos Estados Nacionais europeus, o Islamismo foi sendo expulso de parte dos seus domínios. No entanto, ainda hoje, se constitui em uma das maiores religiões do mundo, com cerca de um bilhão de adeptos.
Hoje os muçulmanos se dividem em xiitas e sunitas. Os sunitas constituem maioria entre os islâmicos (80%). Essas divisões por vezes dificultam o entendimento dos conflitos envolvendo os seus membros.

A Caaba ou Kaaba (também conhecido como Ka'bah ou Kabah; em árabe: الكعبة al-Kaʿbah IPA: [ʔælˈkæʕbɐ], "O Cubo"), também conhecido como al-Kaʿbatu l-Mušarrafah (الكعبة المشرفة; "O Nobre Cubo"), al-Baytu l-ʿAtīq (البيت العتيق; "A Casa Primigênia"), ou al-Baytu l-Ḥarām (البيت الحرام; "A Casa Sagrada/Proibida") é uma construção cuboide reverenciada pelos muçulmanos na mesquita sagrada de al Masjid al-Haram em Meca, e é considerado pelos devotos do Islã como o lugar mais sagrado do mundo. 1 A Caaba é uma construção cúbica de 15,24 metros de altura, e é cercada por muros de 10,67 metros e 12,19 metros de altura. Ela está permanentemente coberta por uma manta escura com bordados dourados que é regularmente substituída. Em seu exterior, encravada em uma moldura de prata, encontra-se a Hajar el Aswad ("Pedra Negra"), uma pedra escura, de cerca de 50 centímetros de diâmetro, que é uma das relíquias mais sagradas do islã. A Caaba é o centro das peregrinações (hajj) e é para onde o devoto muçulmano volta-se para as suas preces diárias (salat). É o lugar mais sagrado do Islã. Quando o profeta Maomé repudiou todos os deuses pagãos e proclamou um deus único, Alá poupou a Caaba e tornou-a de um centro de peregrinação pagã em um centro da nova fé. No período pagão, a Caaba provavelmente simbolizava o sistema solar, abrigando 360 ídolos, sendo assim uma representação zodiacal. O edifício foi restaurado diversas vezes; a construção atual é datada do século VII, substituindo a mais antiga que foi destruída no cerco de Meca em 683 Segundo relatos islâmicos, quando Abraão propagou pelo Iraque a crença monoteísta, foi perseguido. Então foi necessário um local simples para ser o ponto de adoração monoteísta. Abraão escolheu Meca por ser geograficamente o centro do mundo. Muçulmanos relatam que a construção da Caaba está descrita no Alcorão e na Bíblia, como segue2 : "7 E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera. 8 E moveu-se dali para a montanha à banda do oriente de Betel e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR." Gênesis 12, 7,8. Bem como descrito no Alcorão: "E quando Abraão e Ismail elevam as fundações da casa, dizendo, Nosso Senhor! aceita de nós (este trabalho). Certamente Tu escutas, és conhecedor." Capítulo 2, vers. 127

A Caaba ou Kaaba (também conhecido como Ka’bah ou Kabah; em árabe: الكعبة al-Kaʿbah IPA: [ʔælˈkæʕbɐ], “O Cubo”), também conhecido como al-Kaʿbatu l-Mušarrafah (الكعبة المشرفة; “O Nobre Cubo”), al-Baytu l-ʿAtīq (البيت العتيق; “A Casa Primigênia”), ou al-Baytu l-Ḥarām (البيت الحرام; “A Casa Sagrada/Proibida”) é uma construção cuboide reverenciada pelos muçulmanos na mesquita sagrada de al Masjid al-Haram em Meca, e é considerado pelos devotos do Islã como o lugar mais sagrado do mundo. 1
A Caaba é uma construção cúbica de 15,24 metros de altura, e é cercada por muros de 10,67 metros e 12,19 metros de altura. Ela está permanentemente coberta por uma manta escura com bordados dourados que é regularmente substituída. Em seu exterior, encravada em uma moldura de prata, encontra-se a Hajar el Aswad (“Pedra Negra”), uma pedra escura, de cerca de 50 centímetros de diâmetro, que é uma das relíquias mais sagradas do islã.
A Caaba é o centro das peregrinações (hajj) e é para onde o devoto muçulmano volta-se para as suas preces diárias (salat). É o lugar mais sagrado do Islã.
Quando o profeta Maomé repudiou todos os deuses pagãos e proclamou um deus único, Alá poupou a Caaba e tornou-a de um centro de peregrinação pagã em um centro da nova fé. No período pagão, a Caaba provavelmente simbolizava o sistema solar, abrigando 360 ídolos, sendo assim uma representação zodiacal. O edifício foi restaurado diversas vezes; a construção atual é datada do século VII, substituindo a mais antiga que foi destruída no cerco de Meca em 683
Segundo relatos islâmicos, quando Abraão propagou pelo Iraque a crença monoteísta, foi perseguido. Então foi necessário um local simples para ser o ponto de adoração monoteísta. Abraão escolheu Meca por ser geograficamente o centro do mundo. Muçulmanos relatam que a construção da Caaba está descrita no Alcorão e na Bíblia, como segue2 :
“7 E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.
8 E moveu-se dali para a montanha à banda do oriente de Betel e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR.” Gênesis 12, 7,8.
Bem como descrito no Alcorão:
“E quando Abraão e Ismail elevam as fundações da casa, dizendo, Nosso Senhor! aceita de nós (este trabalho). Certamente Tu escutas, és conhecedor.” Capítulo 2, vers. 127


O Fundamentalismo Islâmico – Os fundamentalismos são movimentos empenhados na criação de sociedades teocráticas, regidas pelo Alcorão, e contrários aos modelos políticos e filosóficos ocidentais. A propagação desse movimento se deu, principalmente, após a Revolução Islâmica no Irã, liderada pelo xiita Ruhollah Khomeini. O movimento também existe no Egito (grupo extremista Gammaat-i-islami), na Argélia (Frente Islâmica de Salvação – FIS), na Líbia (milícia xiita libanesa Hezbollah), nos territórios ocupados por Israel (Hamas) e no Afeganistão (milícia Taliban).
O Judaísmo
Primeira religião monoteísta da humanidade, o Judaísmo foi desenvolvido por uma ramificação do povo semita: os hebreus. Segundo a tradição, os hebreus eram nômades que habitaram a Palestina, por volta do final do terceiro milênio a.C. e, em 1700 a.C., migram para o Egito, onde foram escravizados por cerca de 400 anos.
Com a fuga do Egito, narrada no Livro êxodos, os hebreus retornam à Palestina onde se dividem em dois reinos: Judá e Israel. Ainda segundo a tradição, o Reino de Israel foi destruído pelos Assírios (721 a.C.) e o de Judá pelos babilônicos (586 a.C.).
Voltando à Palestina no século VI a.C., os Judeus vivem momentos de independências intercalados com períodos de guerras. No ano 70 d.C., os romanos invadem a Palestina, expulsando os Judeus e dando início à segunda diáspora judaica (dispersão), que só terminaria em 1948, com a criação do Estado de Israel.
O Fundamentalismo Judaico – Movimentos que condenam o acordo de paz entre palestinos e israelenses, que prevê a devolução das terras conquistadas por Israel na Guerra dos Seis Dias. Segundo eles a devolução é uma afronta a Deus. Seus principais grupos são: Eyal Força Judaica Combatente (responsável pelo assassinato de Itzhak Rabin, acusado de traidor) e Kahane Vive.

O Templo de Salomão (no hebraico בית המקדש, Beit HaMiqdash), foi, segunda a Bíblia Hebraica, o primeiro Templo em Jerusalém, construído no século XI a.C., e teria funcionado como um local de culto religioso judaico central para a adoração a Javé (Jeová), Deus de Israel, e onde se ofereciam os sacrifícios conhecidos como korbanot. O Rei Davi, da tribo de Judá, desejava construir uma casa para Javé (YHWH), onde a Arca da Aliança ficasse definitivamente guardada, ao invés de permanecer na tenda provisória ou tabernáculo, existente desde os dias de Moisés. Segundo a Bíblia, este desejo foi-lhe negado por Deus em virtude de ter derramado muito sangue em guerras. No entanto, isso seria permitido ao seu filho Salomão, cujo nome significa "paz". Isto enfatizava a vontade divina de que a Casa de Deus fosse edificada em paz, por um homem pacífico. (2 Samuel 7:1-16; 1 Reis 5:3-5; 8:17; 1 Crónicas 17:1-14; 22:6-10). Davi comprou a eira de Ornã ou Araúna, um jebuseu, que se localizava monte Moriah ou Moriá, para que ali viesse a ser construído o templo. (2 Samuel 24:24, 25; 1 Crónicas 21:24, 25) Ele juntou 100.000 talentos de ouro, 1.000.000 de talentos de prata, e cobre e ferro em grande quantidade, além de contribuir com 3.000 talentos de ouro e 7.000 talentos de prata, da sua fortuna pessoal. Recebeu também como contribuições dos príncipes, ouro no valor de 5.000 talentos, 10.000 daricos e prata no valor de 10.000 talentos, bem como muito ferro e cobre. (1 Crónicas 22:14; 29:3-7) Salomão não chegou a gastar a totalidade desta quantia na construção do templo, depositando o excedente no tesouro do templo (1 Reis 7:51; 2 Crónicas 5:1). O Rei Salomão começou a construir o templo no quarto ano de seu reinado seguindo o plano arquitectónico transmitido por Davi, seu pai (1 Reis 6:1; 1 Crónicas 28:11-19). O trabalho prosseguiu por sete anos. (1 Reis 6:37, 38) Em troca de trigo, cevada, azeite e vinho, Hiram ou Hirão, o rei de Tiro, forneceu madeira do Líbano e operários especializados em madeira e em pedra. Ao organizar o trabalho, Salomão convocou 30.000 homens de Israel, enviando-os ao Líbano em equipes de 10.000 a cada mês. Convocou 70.000 dentre os habitantes do país que não eram israelitas, para trabalharem como carregadores, e 80.000 como cortadores (1 Reis 5:15; 9:20, 21; 2 Crónicas 2:2). Como responsáveis pelo serviço, Salomão nomeou 3.300 como encarregados da obra. (1 Reis 5:16) Salomão mandou entalhar grandes pedras (1Reis 5:15) que eram encaixadas umas nas outras, de forma que não se usavam ferramentas para entalhar na obra (não se ouviam martelos ou instrumentos de ferro na obra). No templo se utilizava escada tipo caracol para subir aos dois pavimentos superiores (1 Reis 6:8). Foi um período extremamente prospero para a nação, neste período Salomão passa a criar cavalos, institui trabalhos forçados para os nativos da terra (cananeus) contrariando a palavra profética escrita no livro de Deuteronomio 17:14 a 17: chegando na terra prometida, buscariam ter reis e nunca poderiam tornar-se semelhantes ao Egito. Este período de prosperidade só foi possivel após as guerras vencidas por Davi, seu pai, conforme relata o prórpio Salomão em 1 Reis 5:3, esta foi a forma de Javé não dar condições para Davi realizar a obra. O templo tinha uma planta muito similar à tenda ou tabernáculo que anteriormente servia de centro da adoração ao Deus de Israel. A diferença residia nas dimensões internas do Santo e do Santo dos Santos ou Santíssimo, sendo maiores do que as do tabernáculo. O Santo tinha 40 côvados (17,8 m) de comprimento, 20 côvados (8,9 m) de largura e, evidentemente, 30 côvados (13,4 m) de altura. (1 Reis 6:2) O Santo dos Santos, ou Santíssimo, era um cubo de 20 côvados (8,9 m)de lado. (1 Reis 6:20; 2 Crónicas 3:8) Os materiais aplicados foram essencialmente a pedra e a madeira. Os pisos foram revestidos a madeira de junípero (ou de cipreste segundo algumas traduções da Bíblia) e as paredes interiores eram de cedro entalhado com gravuras de querubins, palmeiras e flores. As paredes e o teto eram inteiramente revestidos de ouro. (1 Reis 6:15, 18, 21, 22, 29) Após a construção do magnífico templo, a Arca da Aliança foi depositada no Santo dos Santos, a sala mais reservada do edifício. Teria sido pilhado várias vezes e teria sido totalmente destruído por Nabucodonosor II da Babilónia, em 586 a.C., após dois anos de cerco a Jerusalém. Os seus tesouros teriam sidos levados para a Babilónia e tinha assim início o período que se convencionou chamar de Exílio Babilônico ou Cativeiro em Babilónia na história judaica. Décadas mais tarde, em 516 a.C., após o regresso de mais de 40.000 judeus do Cativeiro Babilónico foi iniciada a construção no mesmo local do Segundo Templo. À época de Jesus, o rei Herodes, o Grande, querendo agradar os judeus reconstruiu o templo, que foi destruído pelo general Tito em 70 d.C, pelos romanos, no seguimento da Grande Revolta Judaica. Hoje o que resta, erguido, do Templo de Herodes é o Muro das Lamentações, usado por judeus ortodoxos e cristãos como lugar de oração

O Templo de Salomão (no hebraico בית המקדש, Beit HaMiqdash), foi, segunda a Bíblia Hebraica, o primeiro Templo em Jerusalém, construído no século XI a.C., e teria funcionado como um local de culto religioso judaico central para a adoração a Javé (Jeová), Deus de Israel, e onde se ofereciam os sacrifícios conhecidos como korbanot.
O Rei Davi, da tribo de Judá, desejava construir uma casa para Javé (YHWH), onde a Arca da Aliança ficasse definitivamente guardada, ao invés de permanecer na tenda provisória ou tabernáculo, existente desde os dias de Moisés. Segundo a Bíblia, este desejo foi-lhe negado por Deus em virtude de ter derramado muito sangue em guerras. No entanto, isso seria permitido ao seu filho Salomão, cujo nome significa “paz”. Isto enfatizava a vontade divina de que a Casa de Deus fosse edificada em paz, por um homem pacífico. (2 Samuel 7:1-16; 1 Reis 5:3-5; 8:17; 1 Crónicas 17:1-14; 22:6-10).
Davi comprou a eira de Ornã ou Araúna, um jebuseu, que se localizava monte Moriah ou Moriá, para que ali viesse a ser construído o templo. (2 Samuel 24:24, 25; 1 Crónicas 21:24, 25) Ele juntou 100.000 talentos de ouro, 1.000.000 de talentos de prata, e cobre e ferro em grande quantidade, além de contribuir com 3.000 talentos de ouro e 7.000 talentos de prata, da sua fortuna pessoal. Recebeu também como contribuições dos príncipes, ouro no valor de 5.000 talentos, 10.000 daricos e prata no valor de 10.000 talentos, bem como muito ferro e cobre. (1 Crónicas 22:14; 29:3-7) Salomão não chegou a gastar a totalidade desta quantia na construção do templo, depositando o excedente no tesouro do templo (1 Reis 7:51; 2 Crónicas 5:1).
O Rei Salomão começou a construir o templo no quarto ano de seu reinado seguindo o plano arquitectónico transmitido por Davi, seu pai (1 Reis 6:1; 1 Crónicas 28:11-19). O trabalho prosseguiu por sete anos. (1 Reis 6:37, 38) Em troca de trigo, cevada, azeite e vinho, Hiram ou Hirão, o rei de Tiro, forneceu madeira do Líbano e operários especializados em madeira e em pedra. Ao organizar o trabalho, Salomão convocou 30.000 homens de Israel, enviando-os ao Líbano em equipes de 10.000 a cada mês. Convocou 70.000 dentre os habitantes do país que não eram israelitas, para trabalharem como carregadores, e 80.000 como cortadores (1 Reis 5:15; 9:20, 21; 2 Crónicas 2:2). Como responsáveis pelo serviço, Salomão nomeou 3.300 como encarregados da obra. (1 Reis 5:16)
Salomão mandou entalhar grandes pedras (1Reis 5:15) que eram encaixadas umas nas outras, de forma que não se usavam ferramentas para entalhar na obra (não se ouviam martelos ou instrumentos de ferro na obra).
No templo se utilizava escada tipo caracol para subir aos dois pavimentos superiores (1 Reis 6:8).
Foi um período extremamente prospero para a nação, neste período Salomão passa a criar cavalos, institui trabalhos forçados para os nativos da terra (cananeus) contrariando a palavra profética escrita no livro de Deuteronomio 17:14 a 17: chegando na terra prometida, buscariam ter reis e nunca poderiam tornar-se semelhantes ao Egito.
Este período de prosperidade só foi possivel após as guerras vencidas por Davi, seu pai, conforme relata o prórpio Salomão em 1 Reis 5:3, esta foi a forma de Javé não dar condições para Davi realizar a obra.
O templo tinha uma planta muito similar à tenda ou tabernáculo que anteriormente servia de centro da adoração ao Deus de Israel. A diferença residia nas dimensões internas do Santo e do Santo dos Santos ou Santíssimo, sendo maiores do que as do tabernáculo. O Santo tinha 40 côvados (17,8 m) de comprimento, 20 côvados (8,9 m) de largura e, evidentemente, 30 côvados (13,4 m) de altura. (1 Reis 6:2) O Santo dos Santos, ou Santíssimo, era um cubo de 20 côvados (8,9 m)de lado. (1 Reis 6:20; 2 Crónicas 3:8)
Os materiais aplicados foram essencialmente a pedra e a madeira. Os pisos foram revestidos a madeira de junípero (ou de cipreste segundo algumas traduções da Bíblia) e as paredes interiores eram de cedro entalhado com gravuras de querubins, palmeiras e flores. As paredes e o teto eram inteiramente revestidos de ouro. (1 Reis 6:15, 18, 21, 22, 29)
Após a construção do magnífico templo, a Arca da Aliança foi depositada no Santo dos Santos, a sala mais reservada do edifício.
Teria sido pilhado várias vezes e teria sido totalmente destruído por Nabucodonosor II da Babilónia, em 586 a.C., após dois anos de cerco a Jerusalém. Os seus tesouros teriam sidos levados para a Babilónia e tinha assim início o período que se convencionou chamar de Exílio Babilônico ou Cativeiro em Babilónia na história judaica.
Décadas mais tarde, em 516 a.C., após o regresso de mais de 40.000 judeus do Cativeiro Babilónico foi iniciada a construção no mesmo local do Segundo Templo. À época de Jesus, o rei Herodes, o Grande, querendo agradar os judeus reconstruiu o templo, que foi destruído pelo general Tito em 70 d.C, pelos romanos, no seguimento da Grande Revolta Judaica.
Hoje o que resta, erguido, do Templo de Herodes é o Muro das Lamentações, usado por judeus ortodoxos e cristãos como lugar de oração

 

Politicamente Israel é apoiada pelos Estados Unidos da America, e a palestina e seus defensores arabe-islamicos apoiados por todos que se opõe aos EUA(partidos de esquerda,grupos minoritários etc), que de certa forma fomentam e apoiam o conflito.

O dinheiro do lado árabe vem das petrolíferas,porém os árabes tem muito dinheiro investido nos EUA e como a Palestina é um território muito pequeno, acabam não se envolvendo na disputa, ficando assim o apoio restrito a pequenos grupos armados.

O país com maior numero de judeus fora de Israel é os Estados Unidos da América, lá os judeus ganharam poder em diversos ramos do business, com uma visão que busca o liberalismo, se colocam de forma muito confortável no país visto as liberdades de crença e a segurança em relação a perseguição religiosa.

De principio o território da Palestina era controlado pelos ingleses, a família real inglesa tem alguns laços com o judaísmo, a Inglaterra sofreu também na mão dos nazistas, logo o país se compadeceu dos problemas judaicos e da questão de terras.

tudo isso somado a escassez de recursos no clima árido do antigo centro do mundo, fez com que em pouco tempo as coisas esquentassem entre os judeus e muçulmanos.

Um dos reforços para o incentivo da guerra é que durante a luta de maomé para ganhar mecca, os judeus daquela região o trairam, e ele matou a comunidade inteira.

Já os judeus dizem que maomé tentou se tornar um judeu e foi recusado pela comunidade, mas logo fazendo amizade com monges cristãos, misturando as doutrinas deu origem ao islamismo.

O Alcorão afirma que os rabinos judeus apagaram o nome de maomé das sagradas escrituras. Ainda define:

(…)Guia-nos à senda reta,
. À senda dos que agraciaste, não à dos abominados, nem à dos extraviados.(…)
Sendo os extraviados os cristãos, porque extraviados? Porque se perderam da senda, do monoteísmo, mas tem salvação
Abominados seriam os judeus, porque sempre atacam o islam e se afastaram de Deus para eles não tem salvação.
Significado de Abominadoadj. Que se conseguiu abominar; que tende a ser odiado ou detestado; odiado.
(Etm. do latim: abominatus.a.um/ Part. de abominar)Sinônimos de AbominadoSinônimo de abominado: detestado, execrado, odiado e rejeitado

Significado de Extraviadoadj. Que se perdeu do caminho; que se extraviou; que está perdido; desencaminhado: carta extraviada.
Que se opõe aos padrões comportamentais pré-estabelecidos e/ou vigentes.
Que se desviou do bom caminho; pervertido.
Que foi alvo de roubo; roubado.
(Etm. Part. de extraviar)Sinônimos de ExtraviadoSinônimo de extraviado: desencaminhado, desgarrado, desguaritado, perdido, pervertido, roubado, seduzido e transviado.

determinações básica do que é Islamismo e do que é Judaísmo:
490545283366

Judaísmo (em hebraico: יהדות, Yehodút) é uma das três principais religiões abraâmicas, definida como a “religião, filosofia e modo de vida” do povo judeu.1 Originário da Bíblia Hebraica (também conhecida como Tanakh) e explorado em textos posteriores, como o Talmud, é considerado pelos judeus religiosos como a expressão do relacionamento e da aliança desenvolvida entre Deus com os Filhos de Israel. De acordo com o judaísmo rabínico tradicional, Deus revelou as suas leis e mandamentos a Moisés no Monte Sinai, na forma de uma Torá escrita e oral. Esta foi historicamente desafiada pelo caraítas, um movimento que floresceu no período medieval, que mantém milhares de seguidores atualmente e que afirma que apenas a Torá escrita foi revelada. Nos tempos modernos, alguns movimentos liberais, tais como o judaísmo humanista, podem ser considerados não-teístas.O judaísmo afirma uma continuidade histórica que abrange mais de 3.000 anos. É uma das mais antigas religiões monoteístas e a mais antiga das três grandes religiões abraâmicas que sobrevive até os dias atuais. Os hebreus/israelitas já foram referidos como judeus nos livros posteriores ao Tanakh, como o Livro de Ester, com o termo judeus substituindo a expressão “Filhos de Israel.”8 Os textos, tradições e valores do judaísmo foram fortemente influenciados mais tarde por outras religiões abraâmicas, incluindo o cristianismo, o islamismo e a Fé Bahá’í. Muitos aspectos do judaísmo também foram influenciados, direta ou indiretamente, pela ética secular ocidental e pelo direito civil.

Os judeus são um grupo etno-religioso e incluem aqueles que nasceram judeus e foram convertidos ao judaísmo. Em 2010, a população judaica mundial foi estimada em 13,4 milhões, ou aproximadamente 0,2% da população mundial total. Cerca de 42% de todos os judeus residem em Israel e cerca de 42% residem nos Estados Unidos e Canadá, com a maioria dos vivos restantes na Europa. O maior movimento religioso judaico é o judaísmo ortodoxo (judaísmo haredi e o judaísmo ortodoxo moderno), o judaísmo conservador e o judaísmo reformista. A principal fonte de diferença entre esses grupos é a sua abordagem em relação à lei judaica. O judaísmo ortodoxo sustenta que a Torá e a lei judaica são de origem divina, eterna e imutável, e que devem ser rigorosamente seguidas. Judeus conservadores e reformistas são mais liberais, com o judaísmo conservador, geralmente promovendo uma interpretação mais “tradicional” de requisitos do judaísmo do que o judaísmo reformista. A posição reformista típica é de que a lei judaica deve ser vista como um conjunto de diretrizes gerais e não como um conjunto de restrições e obrigações cujo respeito é exigido de todos os judeus. Historicamente, tribunais especiais aplicaram a lei judaica; hoje, estes tribunais ainda existem, mas a prática do judaísmo é na sua maioria voluntária. A autoridade sobre assuntos teológicos e jurídicos não é investida em qualquer pessoa ou organização, mas nos textos sagrados e nos muitos rabinos e estudiosos que interpretam esses textos.

O termo "judaísmo" veio ao português pelo termo grego Ιουδαϊσμός (transl. Iudaïsmós), que, por sua vez, designava algo ou alguém relacionado ao topônimo Judá - em grego Ιούδα (transl. Iúda), e em hebraico יהודה (transl. Yehudá).

O termo “judaísmo” veio ao português pelo termo grego Ιουδαϊσμός (transl. Iudaïsmós), que, por sua vez, designava algo ou alguém relacionado ao topônimo Judá – em grego Ιούδα (transl. Iúda), e em hebraico יהודה (transl. Yehudá).

 

A história do judaísmo é a história de como se desenvolveu a religião principal da comunidade judaica que, ainda que não seja unificada, contém princípios básicos que a distingue de outras religiões. De acordo com a visão religiosa o judaísmo é uma religião ordenada pelo Criador através de um pacto eterno com o patriarca Abraão e sua descendência. Já os estudiosos creem que o judaísmo seja fruto da fusão e evolução de mitologias e costumes tribais da região do Levante unificadas posteriormente mediante a consciência de um nacionalismo judaico.

Ainda que seja intimamente relacionada à história do povo judeu, a história do judaísmo se distingue por enfatizar somente a evolução da religião e como esta influenciou o povo judeu e o mundo.

Monoteísmo

O princípio básico do judaísmo é a unicidade absoluta de YHWH como Deus e criador, onipotente, onisciente, onipresente, que influencia todo o universo, mas que não pode ser limitado de forma alguma. A afirmação da crença no monoteísmo manifesta-se na profissão de fé judaica conhecida como Shemá. Assim qualquer tentativa de politeísmo é fortemente rechaçada pelo judaísmo, assim como é proibido seguir ou oferecer prece a outro que não seja YHWH.

Conforme o relacionamento de YHWH com Israel, o judaísmo enfatiza certos aspectos da divindade chamando-o por títulos diferenciados (ver Nomes de Deus no Judaísmo).

O judaísmo posterior ao exílio no entanto assumiu a existência de uma corte espiritual na qual Deus seria uma espécie de rei, o qual controlaria seres para execução de sua vontade (anjos). Esta visão era aceita pelos fariseus e passada para o posterior judaísmo rabínico, mas no entanto desprezada pelos saduceus.

Revelação

O judaísmo defende uma relação especial entre Deus e o povo judeu, manifesta através de uma revelação contínua de geração a geração. O judaísmo crê que a Torá é a revelação eterna dada por Deus aos judeus. Os judeus rabinitas e caraítas também aceitam que homens através da história judaica foram inspirados pela profecia, sendo que muitas das quais estão explícitas nos Neviim e nos Kethuvim. O conjunto destas três partes formam as Escrituras Hebraicas conhecidas como Tanakh.

A profecia dentro do judaísmo não tem o caráter exclusivamente adivinhatório como assume em outras religiões, mas manifestava-se na mensagem da Divindade para com seu povo e o mundo, que poderia assumir o sentido de advertência, julgamento ou revelação quanto à Vontade da Divindade. Esta profecia tem um lugar especial desde o princípio do mosaísmo, seguindo pelas diversas escolas de profetas posteriores (que serviam como conselheiros dos reis) e tendo seu auge com a época dos dois reinos. Oficialmente se reconhece que a época dos profetas encerra-se na época do exílio babilônico e do retorno a Judá. No entanto o judaísmo reconheceu diversos profetas durante a época do Segundo Templo, e durante o posterior período rabínico.

 

Conceitos de vida e morte
O entendimento dos conceitos de corpo, alma e espírito no judaísmo varia conforme as épocas e as diversas seitas judaicas. O Tanach não faz uma distinção teológica destes, usando o termo que geralmente é traduzido como alma (néfesh) para se referir à vida e o termo geralmente traduzido como espírito (ruakh) para se referir a fôlego. Deste modo, as interpretações dos diversos grupos são muitas vezes conflitantes, e muitos estudiosos preferem não discorrer sobre o tema.

Ressurreição e a vida além-morte

Ver artigo principal: Morte no judaísmo
O Tanach, excetuando alguns pontos poéticos e controversos, jamais faz referência a uma vida além da morte, nem a um céu ou inferno, pelo que os saduceus posteriormente rejeitavam estas doutrinas. Porém após o exílio em Babilônia, os judeus assimilaram as doutrinas da imortalidade da alma, da ressurreição e do juízo final, e constituíam em importante ensino por parte dos fariseus.

Nas atuais correntes do judaísmo, as afirmações sobre o que acontece após a morte são postulados e não afirmações, e varia-se a interpretação dada ao que ocorre na morte e se existe ou não ressurreição. A maioria das correntes crê em uma ressurreição no mundo vindouro (Olam Habá), incluindo os caraítas, enquanto outra parcela do judaísmo crê na reencarnação, e o sentido do que seja ressurreição ou reencarnação varia de acordo com a ramificação.

Cabalá
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Cabalá é o nome dado ao conhecimento místico esotérico de algumas correntes do judaísmo, que defende interpretação do universo, de Deus e das escrituras através de suas naturezas divinas.

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Os 72 nomes de Deus encontrados na bíblia judaica

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Quem é judeu?

A lei judaica ortodoxa considera judeu todo aquele que nasceu de mãe judia ou se converteu de acordo com essa mesma lei, segundo o judaísmo rabínico. Algumas ramificações como o Reformismo e o Re-construcionismo aceitam também a linhagem patrilinear, desde que o filho tenha sido criado e educado em meio judaico.

Um judeu que deixe de praticar o judaísmo e se transforme num judeu não-praticante continua a ser considerado judeu. Um judeu que não aceite os princípios de fé judaicos e se torne agnóstico ou ateu também continua a ser considerado judeu.

No entanto, se um judeu se converte a uma outra religião, ou ainda, que se afirme “judeu messiânico” (ramificação que defende Jesus como o messias para os judeus) geralmente é visto como que perdido o lugar como membro da comunidade judaica tradicional e transforma-se num apóstata. Esta pessoa, caso pretenda retornar ao judaísmo, não precisa se converter, de acordo com a maior parte das autoridades em lei judaica, mas abjurar das antigas práticas relativas às outras fés.

As pessoas que desejam se converter ao judaísmo devem aderir aos princípios e tradições judaicas. Os homens têm de passar pelo ritual do brit milá (circuncisão). Qualquer converso tem de passar ainda pelo ritual da mikvá ou banho ritual. Os judeus ortodoxos reconhecem apenas conversões feitas por seus tribunais rabínicos, seja em Israel ou em outros locais. As comunidades reformistas e liberais também exigem a adesão aos princípios e tradições judaicos, o brit milá e a mikvá, de acordo com os critérios estipulados em cada movimento.

Enquanto as conversões autorizadas por tribunais rabínicos ortodoxos são aceitas como válidas por quase todas as correntes do judaísmo, aquelas feitas de acordo com as correntes Reformista ou Conservadora são aceitas pelo Estado de Israel e nas comunidades judaicas não-ortodoxas no mundo inteiro – mais de 80% da população dos judeus do planeta, mas rejeitadas pelo movimento ortodoxo.

Ciclo de vida judaico

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Brit milá – As boas-vindas dos bebés do sexo masculino à aliança através do ritual da circuncisão.
Zeved habat – As boas-vindas dos bebés do sexo feminino na tradição sefardita.
B’nai Mitzvá – A celebração da chegada de uma criança à maioridade, e por se tornar responsável, daí em diante, por seguir uma vida judaica e por seguir a halakhá.
Casamento judaico
Shiv’á – O judaísmo tem práticas de luto em várias etapas. À primeira etapa (observada durante uma semana) chama-se shiv’á, à segunda (observada durante um mês) chama-se sheloshim e, para aqueles que perderam um dos progenitores, existe uma terceira etapa, a avelut yod bet chódesh, que é observada durante um ano.

Patriarca Judeu.

Patriarca Judeu.

Vida comunitária
Vida comunitária judaica é o nome dado à organização das diferentes comunidades judaicas no mundo. Há variações de locais e costumes mas geralmente as comunidades contam com um sistema de regras comunais e religiosas, um conselho para julgamento e um centro comunal com local para estudo. No entanto, a família é considerada o principal elemento da vida comunitária judaica, o que ao lado do mandamento de Crescei e multiplicai leva ao desestímulo de práticas ascéticas como o celibato apesar da existência através da história de algumas seitas judaicas que promovessem esta renúncia.

Sinagoga

A sinagoga é o local das reuniões religiosas da comunidade judaica, hábito adquirido após a conquista de Judá pela Babilônia e a destruição do Templo de Jerusalém. Com a inexistência de um local de culto, cada comunidade desenvolveu seu local de reuniões, que após a construção do Segundo Templo tornou-se os centros de vida comunitária das comunidades da Diáspora. Na estrutura da sinagoga destaca-se o rabino, líder espiritual dentro da comunidade judaica e o chazan (cantor litúrgico).

Cherem

O Chérem é a mais alta censura eclesiástica na comunidade judaica. É a exclusão total da pessoa da comunidade judaica. Excepto em casos raros que tiveram lugar entre os judeus ultra-ortodoxos, o cherem deixou de se praticar depois do Iluminismo, quando as comunidades judaicas locais perderam a autonomia de que dispunham anteriormente e os judeus foram integrados nas nações gentias em que viviam.

Cultura

Cultura judaica lida com os diversos aspectos culturais das comunidades judaicas, oriundos da prática do judaísmo, de sua integração aos diversos povos e culturas no mundo, assim como assimilação dos costumes destes. Entre os principais aspectos da cultura judaica podemos enfatizar os idiomas, as vestimentas e a alimentação (Cashrut).

Vestimentas

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Kipá, símbolo distintivo usado principalmente pelos judeus rabínicos como temor a Deus
O judaísmo possui algumas tradições religiosas e culturais em relação à vestimentas, dentre as quais podemos destacar:

Kipá são os chapéus utilizado pelos judeus tanto como símbolo da religião como símbolo de “temor a Deus” são semelhantes ao solidéu usado por

Bispos Católicos e pelo Papa .

 

Tefilin
Tzitzit é o nome dado à franjas do talit, que servem como meio de lembrança dos mandamentos de Deus.

Calendário

Baseados na Torá a maior parte das ramificações judaicas segue o calendário lunar. O calendário judaico rabínico é contado desde 3761 a.C. O Ano Novo judaico, chamado Rosh Hashaná (em hebraico ראש השנה, literalmente “cabeça do ano”) é o nome dado ao ano-novo no judaísmo)., acontece no primeiro ou no segundo dia do mês hebreu de Tishrei, que pode cair em setembro ou outubro. Os anos comuns, com doze meses, podem ter 353, 354 e 355 dias, enquanto os bissextos, de treze meses, 383, 384 ou 385 dias. o calendario judaico começa a ser contado em 7 de outubro de 3760 a.C.que para os judeus foi a data da criação do mundo.

Diversas festividades são baseados neste calendário: pode-se dar ênfase às festividades de Rosh Hashaná, Pessach, Shavuót, Yom Kipur e Sucót. As diversas comunidades também seguem datas festivas ou de jejum e oração conforme suas tradições. Com a criação do Estado de Israel diversas datas comemorativas de cunho nacional foram incorporadas às festividades da maioria das comunidades judaicas.

Língua hebraica

Aleph-Beth ou alfabeto hebraico, cada letra tem um valor numérico e encerra um conhecimento occulto sobre o mundo.

Aleph-Beth ou alfabeto hebraico, cada letra tem um valor numérico e encerra um conhecimento occulto sobre o mundo.

Ver artigo principal: Língua hebraica
O hebraico (também chamado לשון הקודש Lashon haKodesh (“A Língua Sagrada”) ) é o principal idioma utilizado no judaísmo utilizado como língua litúrgica durante séculos. Foi revivido como um idioma de uso corrente no século XIX e utilizado atualmente como idioma oficial no Estado de Israel. No entanto diversas comunidades judaicas utilizam outros idiomas cuja origem em sua maioria surgem da mistura do hebraico com idiomas locais (ver Línguas judaicas).

Crença messiânica e escatologia

Escatologia judaica refere-se às diferentes interpretações judaicas dadas aos temas relacionados ao futuro: ainda que se acreditarmos na Torá este tema não seja tão desenvolvido no judaísmo primitivo após o retorno do Exílio em Babilônia desenvolveu-se baseado no profetismo e no nacionalismo judaico conceitos que iriam formar a base da escatologia judaica. Entre estes temas principais podemos nomear os conceitos sobre o Messias e o Olam Habá (mundo vindouro) no qual todas as nações submeter-se-iam a YHWH e a Torá e na qual Israel ocuparia um lugar de proeminência.

Messias

Dentro do judaísmo, a doutrina do Messias é um assunto que pode variar de ramificação para ramificação. Historicamente diversos personagens foram chamados de Messias, do hebraico ungido, que não assume o mesmo sentido habitual do cristianismo como um “ser salvador e digno de adoração” . Até mesmo o conceito do Messias não aparece na Torá, e por isto mesmo recebe interpretações diferentes de acordo com cada ramificação.

A maior parte dos judeus crê no Messias como um homem judeu, filho de um homem e de uma mulher, (em algumas ramificações é considerado que viria da tribo de Judá e da descendência do rei David, uma herança do sentimento nacionalista que regulou a vida judaica pós-exílio) que reinará sobre Israel, reconstruirá a nação fazendo com que todos os judeus retornem à Terra Santa e unirá os povos em uma era de paz e prosperidade sob o domínio de YHWH.

Algumas ramificações judaicas (reformistas) creem no entanto que a era messiânica não envolva necessariamente uma pessoa, mas sim que se trate de um período de paz, prosperidade e justiça na humanidade. Dão por isso particular importância ao conceito de “Tikun Olam”, “reparar o mundo”, ou seja, a prática de uma série de actos que conduzem a um mundo socialmente mais justo.

Literatura

Sefer Torá.
Os diversos eventos da história judaica levaram a uma valorização do estudo e da alfabetização dos membros da comunidade judaica. Na Diáspora a busca de conexão com o judaísmo e a busca de não-assimilação com os costumes gentílicos levaram a uma ênfase na necessidade da educação e alfabetização desde a infância, pelo que na maior parte das comunidades judaicas o analfabetismo é praticamente inexistente. Este pensamento levou à criação de uma vasta literatura principalmente de uso religioso.

kipá ou solidéu, cobertura de cabeça judaica, indica que sempre há algo acima do homem, uso obrigatório dentro de sinagogas, e permanente pelos ortodoxos.

kipá ou solidéu, cobertura de cabeça judaica, indica que sempre há algo acima do homem, uso obrigatório dentro de sinagogas, e permanente pelos ortodoxos.

Dentro do judaísmo, a escritura mais importante é a Torá, que seria o livro contendo o conjunto de histórias da origem do mundo, do homem e do povo de Israel, assim como os mandamentos de obediência a Deus. Para a maior parte das ramificações judaicas, acrescenta-se a história de Israel e as palavras dos profetas israelitas até a construção do Segundo Templo, com sua literatura relacionada, que compiladas na época do retorno de Babilônia, constituíram o que conhecemos como Tanakh, conhecido pelos não-judeus como Antigo Testamento.

Os judeus rabinitas creem que Moisés recebeu além da Torá escrita, uma tradição oral que serviria como um complemento da primeira, e que seria passada de geração à geração desde Moisés, e que viria a ser compilada no século IV d.C. como o Talmude. Os judeus caraítas recusam estes textos .

Cada ramificação tem seus próprios textos e livros.

Literatura rabínica(ou livros canônicos do judaísmo)
Ver artigo principal: Literatura rabínica
O Mishná com comentários.
Os Talmudes de Jerusalém e Babilónico e respectivos comentários.
O Toseftá.
O Midrash de Halakhá e de Aggadá.
Códigos de Lei e Costume Judaicos.
A Mishné Torá com comentários.
O Tur com comentários.
O Shulkhan Arukh com comentários.
Responsa.
Pensamento e ética judaicas.
Filosofia judaica.
Ética judaica e Movimento mussar.
Cabalá.
Judaísmo Chasídico / Hassidismo.
Poesia judaica clássica (Piyyut).
Liturgia judaica, incluindo o Siddur.

Ramificações

Chamsa, pequeno amuleto de proteção judaico.

Chamsa, pequeno amuleto de proteção judaico.

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Nos dois últimos séculos, a comunidade judaica dividiu-se numa série de denominações; cada uma delas tem uma diferente visão sobre que princípios deve um judeu seguir e como deve um judeu viver a sua vida. Apesar das diferenças, existe uma certa unidade nas várias denominações.

O judaísmo rabínico, surgido do movimento dos fariseus após a destruição do Segundo Templo, e que aceita a tradição oral além da Torá escrita, é o único que hoje em dia é reconhecido como judaísmo, e é comumente dividido nos seguintes movimentos:

Judaísmo ortodoxo – considera que a Torá foi escrita por Deus que a ditou a Moisés, sendo as suas leis imutáveis. Os judeus ortodoxos consideram o Shulkhan Arukh (compilação das leis do Talmude do século XVI, pelo rabino Yosef Karo) como a codificação definitiva da lei judaica. O judaísmo ortodoxo exprime-se informalmente através de dois grupos, o judaísmo moderno ortodoxo e o judaísmo haredi. Esta última forma é mais conhecida como “judaísmo ultraortodoxo”, mas o termo é considerado ofensivo pelos seus adeptos. O judaísmo chassídico é um subgrupo do judaísmo haredi.
Judaísmo conservador – fora dos Estados Unidos é conhecido por judaísmo Masorti. Desenvolveu-se na Europa e nos Estados Unidos no século XIX, em resultado das mudanças introduzidas pelo Iluminismo e a Emancipação dos Judeus. Caracteriza-se por um compromisso em seguir as leis e práticas do judaísmo tradicional, como o Shabat e o cashrut, uma atitude positiva em relação à cultura moderna e uma aceitação dos métodos rabínicos tradicionais de estudo das escrituras, bem como o recurso a modernas práticas de crítica textual. Considera que o judaísmo não é uma fé estática, mas uma religião que se adapta a novas condições. Para o judaísmo conservador, a Torá foi escrita por profetas inspirados por Deus, mas considera não se tratar de um documento da sua autoria.
Judaísmo reformista – formou-se na Alemanha em resposta ao Iluminismo. Rejeita a visão de que a lei judaica deva ser seguida pelo indivíduo de forma obrigatória, afirmando a soberania individual sobre o que observar. De início este movimento rejeitou práticas como a circuncisão, dando ênfase aos ensinamentos éticos dos profetas; as orações eram realizadas na língua vernácula. Hoje em dia, algumas congregações reformistas voltaram a usar o hebraico como língua das orações; a brit milá é obrigatória e a cashrut, estimulada.
Judaísmo reconstrucionista: formou-se entre as décadas de 20 e 40 do século XX por Mordecai Kaplan, um rabino inicialmente conservador que mais tarde deu ênfase à reinterpretação do judaísmo em termos contemporâneos. À semelhança do judaísmo reformista não considera que a lei judaica deva ser suprema, mas ao mesmo tempo considera que as práticas individuais devem ser tomadas no contexto do consenso comunal.
Judaísmo humanístico:O judaísmo humanístico é um movimento no judaísmo que busca manter a identidade cultural e tradição judaicas ao mesmo tempo que deixa de enfatizar crenças teísticas, é um movimento no judaísmo , que oferece uma alternativa não-teísta na vida judaica contemporânea, Ele define o judaísmo como a experiência cultural e histórica do povo judeu e incentiva humanistas e seculares judeus para celebrar a sua identidade judaica através da participação em festas judaicas e eventos do ciclo de vida (como casamentos, bar e bat mitzvah) com cerimônias inspiradoras que se apóiam, mas ir além da literatura tradicional.
Para além destes grupos existem os judeus não praticantes, ou laicos, judeus que não acreditam em Deus mas ainda assim mantêm culturalmente costumes judaicos.

Judeus e não-judeus: as leis de Noé(os Bnei Noah)
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O judaísmo não é atualmente uma religião proselitista, ainda que no passado já tenha efetuado missões deste tipo, especialmente durante o período do Segundo Templo19 20 . Atualmente o judaísmo aceita a pluralidade religiosa, e prega a obrigação dos cumprimentos da Torá apenas ao povo judeu. No entanto defende que certos mandamentos (chamados de Leis de Noé, devido à terem sido entregues por Deus a Noé depois do Dilúvio), devem ser seguidas por toda a vida.

B’nei Noach (do hebraico בני נח, “Filhos de Noé”) ou noaicos é o nome da tradição monoteísta de não-judeus que seguem os príncipios estabelecidos nas Sete Leis de Noé. Tecnicamente o termo noaico designa todos os descendentes de Noé, portanto toda a população mundial pós-dilúvio, mas utiliza-se hoje especificamente em relação aos não-judeus que obedecem à estes príncipios. De acordo com a tradição judaica, os não-judeus não são obrigados a se converter ao judaísmo, mas requer-se que sigam as Leis de Noé.

De acordo com a tradição judaica, todos os seres humanos são descendentes diretos de Noé e dos filhos deste, os sobreviventes do Dilúvio Universal (conforme visto em Gênesis). Estes sobreviveram através da instrução do Criador, tendo construído uma arca para refúgio, enquanto o restante da humanidade foi exterminada. Ao sairem da arca, o Criador estabeleceu com Noé e seus filhos uma aliança que envolvia, de acordo com o Talmud, a observância de sete leis básicas conhecidas como Leis de Noé, obrigatórias à toda humanidade. Posteriormente, Deus separou os judeus como povo sacerdotal e guardião da Torá, e por isso mesmo sujeitos a outros mandamentos além das Sete Leis de Noé

As 7 leis são:

1-Reconheça que existe apenas um D’us que é Infinito e Supremo acima de todas as coisas. Não substitua este Ser Supremo por ídolos finitos, seja você mesmo ou outros seres. Esta ordem inclui atos como prece, estudo e meditação.

O homem, a mais fraca das criaturas, está rodeado por forças de vida e morte muito mais poderosas que ele próprio. Confrontado com a vastidão destas forças universais, o homem poderia tentar “serví-las” para proteger a si mesmo, e melhorar sua propriedade. A essência da vida, entretanto,
é reconhecer o Ser Supremo que criou o

Universo – acreditar n’Ele e aceitar Suas leis com reverência e amor.

Devemos lembrar que Ele está consciente de nossos atos, premiando a bondade e castigando a maldade. Dependemos d’Ele, e apenas a Ele devemos lealdade. Imaginar que poderia haver outro poder capaz de nos proteger e suprir todas nossas necessidades, é não apenas tolice, mas contradiz o propósito da vida, e, como a história tem mostrado, potencialmente desencadeia forças indizíveis do mal em nós mesmos, e no mundo.

2-Respeite a D-us e louve-O – não blasfeme usando Seu nome

Quando nos sentimos desapontados com a vida, quando as coisas não acontecem da maneira que deveriam, é muito fácil apontar um dedo acusador e culpar tudo e todos, até mesmo D’us. Lealdade e confiança são

fundamentais na vida.
Culpar D’us, praguejar, ou amaldiçoar outros em Seu nome, é um ato de deslealdade – derruba a base de toda ordem e estabilidade na qual uma sociedade justa deve se apoiar.
3-Respeite a vida humana – não mate
Todo ser humano é um mundo inteiro. Salvar uma vida é salvar o mundo inteiro; destruir uma vida é destruir um mundo inteiro. Ajudar outros a viver é uma ramificação deste princípio.

O registro da desumanidade do homem com seu semelhante começa com a história de Caim e Abel. O homem é de fato o guardião de seu irmão.

A proibição contra o assassinato protege o homem de agir contra seu semelhante.O homem deve lutar dentro de si mesmo a fim de dominar seus instintos e transformar o mau em bem.

O homem, o atacante, renega a santidade da vida humana, e por fim ataca D’us, que nos criou à Sua imagem e semelhança.

4-Respeite a instituição do casamento – não cometa atos sexuais imorais
O matrimônio é um ato Divino.A Bíblia declara: “Não é bom para o homem estar sozinho,” então D’us criou uma companheira para Adam, e em matrimônio, “Ele os abençoou.” Numa família completa, a criatividade do homem encontra significativa expressão. Famílias são a pedra fundamental de comunidades, nações e sociedades sadias.

Nações que toleraram a imoralidade –
adultério, homossexualidade, sodomia, incesto – jamais tiveram uma longa duração. Imoralidade sexual é o sinal de decadência interior que gera uma sociedade desumana, trazendo o caos ao plano de vida traçado pelo Criador.

O casamento de um homem e uma mulher é um reflexo da unicidade de D’us e Sua criação. A deslealdade no casamento é um ataque àquela unicidade.

5-Respeite os direitos e a propriedade dos outros – não furte
Seja honesto em todos os seus negócios. Ao confiar em D’us em vez de em nosso próprio julgamento, expressamos nossa confiança Nele como Provedor da Vida.

Devemos procurar ganhar nosso sustento
com dignidade, e não através de meios

falsos e ilícitos. Violar a propriedade alheia constitui um ataque fundamental à dignidade de nossos semelhantes.

Gera a anarquia, lançando o homem às profundezas do egoísmo e da crueldade.

6-Sexta lei – Respeite as criaturas de D’us
D’us concedeu ao homem “domínio sobre os peixes do mar, as aves dos céus, sobre o gado, e sobre tudo o que há na terra”. Somos os guardiões de sua criação. Nossa responsabilidade, portanto, excede a de cuidarmos de nossa família, da sociedade, para englobar também toda a natureza.
Devemos cuidar e preservar o legado Divino e sobretudo não causar dor nos seres vivos.

A princípio, o homem foi proibido de consumir carne. Depois do Grande Dilúvio, ele foi autorizado – mas com uma advertência e sob uma condição: não causar sofrimento desnecessário a qualquer animal etornar-se sensível a sua dor.

7-Sétima Lei – Promova a justiça
Estabeleça tribunais para a manutenção da justiça.

A justiça é um assunto de D’us, mas recebemos o encargo de compilar as leis necessárias que sustentam uma sociedade e fazê-las valer sempre que pudermos. Quando corrigimos os erros da sociedade, estamos agindo como parceiros no ato de tornar a Criação sustentável.

Um sistema legal robusto e saudável, que administre igualmente a justiça, cria uma sociedade merecedora das bênçãos de D’us. Estabelecer um sistema de juizes, cortes e oficiais para manter e cumprir a lei é uma grande responsabilidade.

Este preceito traduz os ideais de nossa vida pessoal e para a sociedade como um todo. É a extensão e garantia de todas as leis precedentes.
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Judaísmo e cristianismo

Apesar do Cristianismo defender uma origem judaica, o judaísmo considera o cristianismo uma religião pagã. Apesar da existência de judeus convertidos ao Cristianismo e outras religiões, não existe nenhuma forma de judaísmo rabínico que aceite as doutrinas do Cristianismo como a divindade de Jesus ou a crença em seu caráter messiânico. Há movimentos, como Judaísmo messiânico que tentam conciliar a crença em Jesus como messias e a identidade judia. Algumas ramificações tentaram ver Jesus como um profeta ou um rabino famoso, mas hoje esta visão também é descartada pela maioria dos judeus.

Dos cristãos surgiu o anti-judaísmo e do anti-judaísmo surge o antissemistismo

 

Tentativas por parte de grupos religiosos cristãos (principalmente de origem evangélica) de conversão ao judaísmo são desprezadas e condenadas pelos grupos religiosos judaicos.

Judaísmo e islamismo

O islamismo toma diversas de suas doutrinas do judaísmo, sendo que as duas religiões mantêm seu intercâmbio religioso desde a época de Maomé, com períodos de tolerância e intolerância de ambas as partes. É especialmente significativo o período conhecido como Idade de Ouro da cultura judaica, entre 900 a 1200 na Espanha muçulmana. Na China imperial os judeus eram contados juntos com os muçulmanos sob a designação de Hui-hui e tanto as sinagogas e mesquitas chamadas pelo mesmo nome, Tsing-chin sze. Em algumas instâncias, grupos judeus adotaram o islão, como ocorreu entre os jehudi al-islami na pérsia.

O recente conflito palestino-israelense, o que envolve entre parte da população muçulmana e dos judeus devido à questão do controle de Jerusalém e outros pontos políticos, históricos e culturais fomentou ainda mais a divergência entre judaísmo e islão.

O islão reconhece os judeus como um dos povos do Livro, apesar de acreditarem que os judeus sigam uma Torá corrompida. Já o judaísmo rabínico não crê em Maomé como profeta e não aceitam diversos mandamentos do islão.

 

 

ISLAMISMO

A palavra Allah, que significa Deus(ou divindade) não é um nome em sí, mas uma definição para a divindade.

A palavra Allah, que significa Deus(ou divindade) não é um nome em sí, mas uma definição para a divindade.

Islão (português europeu) ou islã (português brasileiro) (em árabe: إسلام; transl.: Islām), é uma religião abraâmica monoteísta articulada pelo Alcorão, um texto considerado pelos seus seguidores como a palavra literal de Deus (Alá, em árabe: الل; transl.: Allāh), e pelos ensinamentos e exemplos normativos (a chamada suna, parte do hadith) de Maomé, considerado pelos fiéis como o último profeta de Deus. Um adepto do islamismo é chamado de muçulmano.

Os muçulmanos acreditam que Deus é único e incomparável e o propósito da existência é adorá-Lo. Eles também acreditam que o islã é a versão completa e universal de uma fé primordial que foi revelada em muitas épocas e lugares anteriores, incluindo por meio de Abraão, Moisés e Jesus, que eles consideram profetas. Os seguidores do islão afirmam que as mensagens e revelações anteriores foram parcialmente alteradas ou corrompidas ao longo do tempo, mas consideram o Alcorão como uma versão inalterada da revelação final de Deus. Os conceitos e as práticas religiosas incluem os cinco pilares do islão, que são conceitos e atos básicos e obrigatórios de culto, e a prática da lei islâmica, que atinge praticamente todos os aspectos da vida e da sociedade, fornecendo orientação sobre temas variados, como sistema bancário e bem-estar, à guerra e ao meio ambiente.

A maioria dos muçulmanos pertence à uma das duas principais denominações; com 80% a 90% sendo sunitas e 10% a 20% sendo xiitas. Cerca de 13% de muçulmanos vivem na Indonésia, o maior país muçulmano do mundo. 25% vivem no Sul da Ásia,10 20% no Oriente Médio, 2% na Ásia Central, 4% nos restantes países do Sudeste Asiático e 15% na África Subsaariana. Comunidades islâmicas significativas também são encontradas na China, na Rússia e em partes da Europa. Comunidades convertidas e de imigrantes são encontradas em quase todas as partes do mundo (veja: muçulmanos por país). Com cerca de 1,41-1,57 bilhão de muçulmanos, compreendendo cerca de 21-23% da população mundial, o islão é a segunda maior religião e uma das que mais crescem no mundo.

Etimologia

Alfabeto Arabe

Alfabeto Arabe

Islão provem do árabe Islām, que por sua vez deriva da quarta forma verbal da raiz slm, aslama, e significa “submissão (a Deus)”.Segundo o arabista e filólogo José Pedro Machado, a palavra “Islão” não teria surgido na língua portuguesa antes de 1843, ano em que aparece no capítulo IX da obra Eurico, o Presbítero, de Alexandre Herculano.

O Islão é descrito em árabe como um “diin”, o que significa “modo de vida” e/ou “religião” e possui uma relação etimológica com outras palavras árabes como Salaam ou Shalam (Shalaam / Shalom ), que significam “paz”.

Muçulmano, por sua vez, deriva da palavra árabe muslim (plural, muslimún), particípio activo do verbo aslama, designando “aquele que se submete”. O vocábulo pode ter penetrado no português a partir do castelhano, sendo provável que essa língua o tenha tomado do italiano ou do francês, línguas nas quais o vocábulo surge em 1619 e 1657, respectivamente (no primeiro caso como mossulmani, na obra Viaggi, de Pietro della Valle, e no segundo como mousulmans, na obra Voyages, de Le Gouz de la Boullaye).

Em textos mais antigos, os muçulmanos eram conhecidos como “maometanos”, este termo tem vindo a cair em desuso porque implica, incorrectamente, que os muçulmanos adoram Maomé (como, durante alguns séculos, por completo desconhecimento, o Ocidente pensou), o que torna o termo ofensivo para muitos muçulmanos. Durante a Idade Média e, por extensão, nas lendas e narrativas populares cristãs, os muçulmanos eram também designados como sarracenos e também por mouros (embora este último termo designasse mais concretamente os muçulmanos naturais do Magrebe, que se encontravam na Península Ibérica).

Islão pode se referir também ao conjunto de países que seguem esta religião (a jurisprudência islâmica utiliza nesse caso a expressão Dar-al-Islam, “casa do Islão”).

Origem e expansão do islamismo

iconografia proibida, mostrando maomé ensinando a seus irmãos de fé.

iconografia proibida, mostrando maomé ensinando a seus irmãos de fé.

A expansão do islamismo configura o maior movimento de conquista religiosa da História da humanidade. O islão surgiu entre pequenas hordas pastoris da Arábia no século VII, com base nos ensinamentos de Maomé. Além do velho espírito de saques de terras e bens típicas de todas as hordas pastoris humanas, somou-se a esses povos um sentimento de destinação sagrada.

A doutrina maometana é uma sintetização das tradições judaicas, gregas e iranianas, definindo-se como uma religião universalista, marcada, mais que qualquer outra, pelo salvacionismo de conquista e pelo expansionismo.

Assim, o islamismo se configura como um credo messiânico que se orienta pela expansão do domínio de Alá sobre todos os povos possíveis. Em consequência, os guerreiros muçulmanos rapidamente se organizaram e se lançaram sobre diversas sociedades feudalizadas.

Em poucas décadas, o islamismo se alastrou por todo o Oriente Médio e, a partir dali, para o oeste, atingindo o Norte da África, as ilhas mediterrânicas e a península Ibérica e para o leste, se expandindo pela Ásia, Índia, chegando à Indonésia e à Indochina. Mais tarde, penetrou a África Subsaariana, a Eurásia e os confins do Oriente.

Crenças

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O islão ensina seis crenças principais:

a crença em um único Deus;
a crença nos anjos, seres criados por Deus;
a crença nos livros sagrados, entre os quais se encontram a Torá, os Salmos e o Evangelho. O Alcorão é o principal e mais completo livro sagrado, constituindo a colectânea dos ensinamentos revelados por Deus ao profeta Maomé;
a crença em vários profetas enviados à humanidade, dos quais Maomé é o último;
a crença no dia do Julgamento Final, no qual as acções de cada pessoa serão avaliadas;
a crença na predestinação: Deus tudo sabe e possui o poder de decidir sobre o que acontece a cada pessoa.
Deus

A pedra basilar da fé islâmica é a crença estrita no monoteísmo. Deus é considerado único e sem igual. Cada capítulo do Alcorão (com a exceção de um) começa com a frase “Em nome de Deus, o clemente, o misericordioso”. Uma das passagens do Alcorão frequentemente usadas para ilustrar os atributos de Deus é a que se encontra no capítulo (sura) 59:

“Ele é Deus e não há outro deus senão Ele, que conhece o invisível e o visível. Ele é o Clemente, o Misericordioso!

Ele é Deus e não há outro deus senão Ele. Ele é o Soberano, o Santo, a Paz, o Fiel, o Vigilante, o Poderoso, o Forte, o Grande! Que Deus seja louvado acima dos que os homens lhe associam!

Ele é Deus, o Criador, o Inovador, o Formador! Para ele os epítetos mais belos” (59, 22-24).

Ver noventa e nove nomes de Alá para uma visão muçulmana sobre os atributos de Deus.

Os anjos

Anjos levando Jesus aos céus.

Anjos levando Jesus aos céus.

Os anjos são, segundo o islão, seres criados por Deus a partir da luz. Não possuem livre arbítrio, dedicando-se apenas a obedecer a Deus e a louvar o seu nome. Maomé nada disse sobre o sexo dos anjos, mas rejeitou a crença dos habitantes de Meca, de acordo com a qual eles seriam os filhos de Deus.21 Desempenham vários papéis, entre os quais o anúncio da revelação divina aos profetas; protegem os seres humanos e registram todas as suas acções. O anjo mais famoso é Gabriel, que foi o intermediário entre Deus e o profeta.

Para além dos anjos, o islamismo reconhece a existência dos jinnis, espíritos que habitam o mundo natural e que podem influenciar os acontecimentos. Ao contrário dos anjos, os jinnis possuem vontade própria; alguns são bons, mas de uma forma geral são maus. Um desses espíritos maus é Iblis (Azazel), também ele um jinn, segundo a crença islâmica, que desobedeceu a Deus e dedica-se a praticar o mal.

Os livros sagrados
Os muçulmanos acreditam que Deus usou profetas para revelar escrituras aos homens. A revelação dada a Moisés foi a Taura (Torá), a Davi foram dados os Salmos e a Jesus o Evangelho. Deus foi revelando a sua mensagem em escrituras cada vez mais abrangentes que culminaram com o Alcorão, o derradeiro livro revelado a Muhammad.

Os profetas

Ali profeta dos xiitas.

Ali profeta dos xiitas, segundo eles herdeiro de maomé

O islamismo ensina que Deus revelou a sua vontade à humanidade através de profetas. Existem dois tipos de profeta: os que receberam de Deus a missão de dar a conhecer aos homens a vontade divina (anbiya; singular nabi) e os que para além dessa função lhes foi entregue uma escritura revelada (rusul; singular rasul, “mensageiro”)

Cada profeta foi encarregado de relembrar a uma comunidade a existência ou a unicidade de Deus, esquecida pelos homens. Para os muçulmanos, a lista dos profetas inclui Adão, Abraão (Ibrahim), Moisés (Musa), Jesus (Isa) e Maomé (Muhammad), todos eles pertencentes a uma sucessão de homens guiados por Deus. Maomé é visto como o Último Mensageiro, trazendo a mensagem final de Deus a toda a humanidade sob a forma do Alcorão, sendo por isso designado como o “Selo dos Profetas”. Quando Maomé começou a revelar o Alcorão, ele não acreditou que isso teria proporções mundiais, mas sim que somente reforçaria a fé no Deus.

Esses profetas eram humanos mortais comuns, o islão exige que o crente aceite todos os profetas, não fazendo distinção entre eles. No Alcorão, é feita menção a vinte e cinco profetas específicos.

Os muçulmanos acreditam que Maomé foi um homem leal, como todos os profetas, e que os profetas são incapazes de acções erradas (ou mesmo testemunhar acções erradas sem falar contra elas), por vontade de Deus.

Julgamento Final

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Segundo as crenças islâmicas, o dia do Julgamento Final (Yaum al-Qiyamah) é o momento em que cada ser humano será ressuscitado e julgado na presença de Deus pelas acções que praticou. Os seres humanos livres de pecado serão enviados directamente para o Paraíso, enquanto que os pecadores devem permanecer algum tempo no Inferno, antes de poderem também entrar no Paraíso. As únicas pessoas que permanecerão para sempre no Inferno são os hipócritas religiosos, isto é, aqueles que se diziam muçulmanos, mas de facto nunca o foram.

Segundo a mesma crença, a chegada do Julgamento Final será antecedida por vários sinais, como o nascimento do Sol no poente, o som de uma trombeta e o aparecimento de uma besta. De acordo com o Alcorão, o mundo não acabará verdadeiramente, mas sofrerá antes uma alteração profunda.

O grande dia.

O grande dia.

A predestinação
Os muçulmanos acreditam no quadar, uma palavra geralmente traduzida como “predestinação”, mas cujo sentido mais preciso é “medir” ou “decidir quantidade ou qualidade”. Uma vez que, para o islamismo, Deus foi o criador de tudo, incluindo dos seres humanos, e sendo uma das suas características a omnisciência, ele já sabia, quando procedeu à criação, as características que cada elemento da sua obra teria. Assim sendo, cada coisa que acontece a uma pessoa foi determinada por Deus. Essa crença não implica a rejeição do livre arbítrio, pois o ser humano foi criado por Deus com a faculdade da razão, pelo que pode escolher entre praticar acções positivas ou negativas.

Os cinco pilares do islão
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A peregrinação (Hajj) a Meca é um dos “cinco pilares do islão”.
Os cinco pilares do islão são cinco deveres básicos de cada muçulmano:22

a recitação e aceitação da crença (Chahada ou Shahada);
orar cinco vezes ao longo do dia (Salá,Salat ou Salah);
pagar esmola (Zakat ou Zakah);
observar o jejum no Ramadão (Saum ou Siyam);
fazer a peregrinação a Meca (Hajj) se tiver condições físicas e financeiras.
Os muçulmanos xiitas consideram ainda três práticas como essenciais à religião islâmica: além da jihad, que também é importante para os sunitas, há o Amr-Bil-Ma’rūf, “exortar o bem”, que convoca todos os muçulmanos a viver uma vida virtuosa e encorajar os outros a fazer o mesmo; e o Nahi-Anil-Munkar, “proibir o mal”, que orienta os muçulmanos a se abster do vício e das más ações, e também encorajar os outros a fazer o mesmo.23

Alguns grupos carijitas existentes na Idade Média consideravam a jihad como o “sexto pilar do islão”. Actualmente alguns grupos do xiismo ismaelita entendem a “fidelidade ao Imam” como sexto pilar do islão.[carece de fontes]

A profissão de fé (Chahada)

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A profissão de fé consiste numa frase – que deve ser dita com a máxima sinceridade – através da qual cada muçulmano atesta que “não há outro deus senão Deus e Maomé é seu servo e mensageiro”.24 No entanto, os muçulmanos xiitas têm por costume acrescentar “e Ali ibn Abi Talib é amigo de Deus”[carece de fontes]. Essa frase também é dita quando se chama à oração (adhan).

De acordo com a maioria das escolas islâmicas[carece de fontes], para se converter ao islão é necessário proclamar três vezes a chahada (“testemunho”) perante duas testemunhas: “Achadu ala ilaha ila Allah. Achadu ana Mohammad Rassululah” (“Testemunho que não há outra divindade senão Deus. Testemunho que Maomé é seu profeta mensageiro”).

O Salat (a oração)

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A oração no islão (conhecida como Salá) é composta por cinco partes, todas espalhadas durante o dia e a noite, iniciando pela alvorada até à noite. Considerada o ponto mais próximo que se pode chegar de Deus. No islão não há obrigatoriamente hierarquia entre os adeptos, porém a comunidade, conhecida como ummah, escolhe uma pessoa com conhecimento suficiente para dirigir a adoração.25

Durante essas orações, são recitadas suratas do Alcorão, geralmente ditas em árabe, conduzidas pelo escolhido entre a comunidade. Não existe restrição para que o crente reze fora da mesquita, tampouco isso é uma desbonificação de sua oração, que pode ser feita em qualquer lugar, desde que tenha feito antes sua purificação.22

A purificação é realizada através da higiene especifica e detalhada, que consiste basicamente em lavar as mãos, os antebraços, a boca, as narinas, a face; em passar água pelas orelhas, pela nuca, pelo cabelo e pelos pés.25

Se um muçulmano se encontrar numa área sem água ou numa área onde o uso da água não é aconselhável (porque poderia causar uma doença), pode substituir as abluções pelo uso simbólico de areia ou terra (tayammum). A oração abre-se com a orientação do crente na direcção de Meca (qibla).25

A contribuição de purificação (Zakat)

Viagem aos céus empregada por maomé e o momento em que ele fica frente a Deus, exibido aqui como um ser de 99 cabeças, dado os noventa e nove atributos de Deus, reconhecidos pelo Islam, essas imagens são blasfemas e proibidas já que imagem são proibidas na religião.

Viagem aos céus empregada por maomé e o momento em que ele fica frente a Deus, exibido aqui como um ser de 99 cabeças, dado os noventa e nove atributos de Deus, reconhecidos pelo Islam, essas imagens são blasfemas e proibidas já que imagem são proibidas na religião.

O islão estabelece que cada muçulmano deve pagar anualmente uma certa quantia, calculada a partir dos seus rendimentos, que será distribuída pelos pobres ou por outros beneficiários definidos pelo Alcorão (prisioneiros, viajantes, endividados…). Essa contribuição é encarada como uma forma de purificação e de culto. A quantia corresponde a 2,5% do valor dos bens em dinheiro, ouro e prata, mas o valor pode variar se se tratar, por exemplo, de produtos agrícolas (nesse caso a contribuição pode chegar a 10% da colheita agrícola).

Quem tiver possibilidades pode ainda contribuir, de forma voluntária, com outras doações (sadaqa), mas é importante que o faça em segredo e sem ser movido pela vaidade. O anúncio dessas doações somente poderá ser feito se isso contribuir para que outras pessoas sejam motivadas a fazer o mesmo (caso de personalidades e pessoas proeminentes da sociedade), e esse ato deve ser sincero, mesmo que em público.

O jejum no mês do Ramadão (Saum)

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Durante o Ramadão (o nono mês do calendário islâmico), cada muçulmano adulto deve abster-se de alimento, de bebida, de fumar e de ter relações sexuais, desde o nascer até ao pôr-do-sol. Os doentes, os idosos, os viajantes, as grávidas ou as mulheres lactantes estão dispensados do jejum. Em compensação, essas pessoas devem alimentar um pobre por cada dia que faltaram ao jejum ou então realizá-lo noutra altura do ano. O jejum é interpretado como uma forma de purificação, de aprendizagem do auto-controlo e de desenvolvimento da empatia por aqueles que passam fome ou outras necessidades.

O mês de Ramadão termina com o dia de celebração conhecido como Eid ul-Fitr, durante o qual os muçulmanos agradecem a Deus a força que lhes foi concedida para levar a cabo o jejum. As casas são decoradas e é hábito visitar os familiares. Essa comemoração serve também para o perdão e a reconciliação entre pessoas desavindas.

A peregrinação (Hajj)
Esse pilar consiste na peregrinação a Meca, obrigatória pelo menos uma vez na vida para todos os que gozem de saúde e disponham de meios financeiros. Ocorre durante o décimo segundo mês do calendário islâmico.

Os muçulmanos vestem-se com um traje especial todo branco, antes de chegar a Meca, para que todos estejam igualmente vestidos e não haja distinção de classes. Durante toda a peregrinação, não se preocupam com o seu aspecto físico. Depois de praticarem sete voltas em torno da Kaaba, os peregrinos correm entre as duas colinas de Safa e Marwa. Na última parte do Hajj, os muçulmanos devem passar uma tarde na planície de Arafat, onde Maomé disse o seu “Último Sermão”. Os rituais chegam ao fim com o sacrifício de carneiros e bodes.

Autoridade religiosa

Não há uma autoridade oficial que decide se uma pessoa é aceita ou excluída da comunidade de crentes. O islão é aberto a todos, independentemente de raça, idade, género ou crenças prévias. É suficiente acreditar na doutrina central do islamismo, acto formalizado pela recitação da chahada, o enunciado de crença do islão, sem o qual uma pessoa não pode ser considerada um muçulmano.

Embora não exista no islamismo uma estrutura clerical semelhante à existente nas denominações cristãs, existe contudo um grupo de pessoas reconhecidas pelo seu conhecimento da religião e da lei islâmica, denominadas ulemás. Os homens que se destacam pelo seu grande conhecimento da lei islâmica podem receber o título de mufti, sendo responsáveis pela emissão de pareceres sobre determinada questão da lei islâmica; em teoria esses pareceres (fatwas) só devem ser seguidos pela pessoa que o solicitou.

Lei islâmica 

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os 99 atributos de Deus, algumas vezes chamados de nomes erroneamente, visto que Deus é inenomeavel, já que não tem pai ou mãe

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A lei islâmica chama-se Xariá. O Alcorão é a mais importante fonte da jurisprudência islâmica, sendo a segunda a Suna ou exemplos do profeta. A Suna é conhecida graças aos ahadith, que são narrações acerca da vida do profeta ou o que ele aprovava, que chegaram até nossos dias através de uma cadeia de transmissão oral a partir dos Companheiros de Maomé. A terceira fonte de jurisprudência é o ijtihad (“raciocínio individual”), à qual se recorre quando não há resposta clara no Alcorão ou na Suna sobre um dado tema. Neste caso, o jurista pode raciocinar por analogia (qiyas) para encontrar a solução.

A quarta e última fonte de jurisprudência é o consenso da comunidade (ijma). Algumas práticas também chamadas de “charia” têm também algumas raízes nos costumes locais (Al-urf).

A jurisprudência islâmica chama-se fiqh e está dividida em duas partes: o estudo das fontes e metodologia (usul al-fiqh, raízes da lei) e as regras práticas (furu’ al-fiqh, ramos da lei).

O Alcorão

Os ensinamentos de Alá (Allah, a palavra árabe para Deus) estão contidos no Alcorão (Qur’an, “recitação”). Os muçulmanos acreditam que Maomé recebeu esses ensinamentos de Deus por intermédio do anjo Gabriel (Jibrīl), através de revelações que ocorreram entre 610 e 632 d.C. Maomé recitou essas revelações aos seus companheiros, muitos dos quais se diz terem memorizado e escrito no material que tinham à disposição (omoplatas de camelo, folhas de palmeira, pedras…).

As revelações a Maomé foram mais tarde reunidas em forma de livro. Considera-se que a estruturação do Alcorão como livro ocorreu entre 650 e 656, durante o califado de Otman.

 

O livro sagrado do islão, o Alcorão.
O Alcorão está estruturado em 114 capítulos chamados suras. Cada sura está por sua vez subdividida em versículos chamados ayat. Os capítulos possuem tamanho desigual (o menor possui apenas três versículos e os mais longos 286 versículos) e a sua disposição não reflete a ordem da revelação. Considera-se que 92 capítulos foram revelados em Meca e 22 em Medina. As suras são identificadas por um nome, que é em geral uma palavra distintiva surgida no começo do capítulo (“A Vaca”, “A Abelha”, “O Figo”).

Uma vez que os muçulmanos acreditam que Maomé foi o último de uma longa linha de profetas, eles tomam a sua mensagem como um depósito sagrado e tomam muito cuidado com ela, assegurando que a mensagem tenha sido recolhida e transmitida de uma maneira a não trair esse legado. Essa é a principal razão pela qual as traduções do Alcorão para as línguas vernáculas são desencorajadas, preferindo-se ler e recitar o Alcorão em árabe. Muitos muçulmanos memorizam uma porção do Alcorão na sua língua original e aqueles que memorizaram o Alcorão por inteiro são conhecidos como hafiz (literalmente “guardião”).

A mensagem principal do Alcorão é a da existência de um único Deus, que deve ser adorado. Contém também exortações éticas e morais, histórias relacionadas com os profetas anteriores a Muhammad (que foram rejeitados pelos povos aos quais foram enviados), avisos sobre a chegada do dia do Juízo Final, bem como regras relacionadas com aspectos da vida diária, como o casamento e o divórcio.

Além do Alcorão, as crenças e práticas do islão baseiam-se na literatura hadith, que para os muçulmanos clarifica e explica os ensinamentos do profeta.

Escolas e vertentes

O profeta Maomé faleceu em 632 sem deixar claro quem deveria ser o seu sucessor na liderança da comunidade muçulmana (a Umma). Abu Bakr, um dos primeiros convertidos ao islamismo e companheiro do profeta, foi eleito como califa (“representante”), função que desempenhou durante dois anos. Depois da sua morte, a liderança coube durante dez anos a Omar e logo em seguida a Otman, durante doze anos.

Quando Otman faleceu, ocorreu uma disputa em torno de quem deveria ser o novo califa. Para alguns essa honra deveria recair sobre Ali, primo de Maomé, que era também casado com a sua filha Fátima. Para outros, o califa deveria ser o primo de Otman, Muawiyah. Quando Ali é eleito califa em 656, Muawiyah contesta a sua eleição, o que origina uma guerra civil entre os partidários das duas facções. Ali acabaria por ser assassinado em 661 e Muawiyah conquista o poder para si e para a sua família, fundando o Califado Omíada. Contudo, o conflito entre os dois campos continua e, em 680, Hussein, filho de Ali, é massacrado pelas tropas de Yazid, filho de Muawiyah.

Essas lutas estão na origem dos dois principais ramos em que actualmente se divide o islão. Os partidários de Ali (shiat ali, ou seja, xiitas) acreditam que os três primeiros califas foram usurpadores que retiraram a Ali o seu direito legítimo à liderança. Essa crença é justificada em hadiths interpretados como reveladores de que, quando Maomé se encontrava ausente, ele nomeava Ali como líder momentâneo da comunidade.

Sunismo
Ver artigo principal: Sunismo
O islamismo sunita compreende actualmente cerca de 83% de todos os muçulmanos. Divide-se em quatro escolas de jurisprudência (madhabs), que interpretam a lei islâmica de forma diferente. Essas escolas tomam o nome dos seus fundadores: maliquita (forte presença no Norte de África), shafiita (presente no Médio Oriente, Indonésia, Malásia, Filipinas), hanefita (presente na Ásia Central e do Sul, Turquia) e hanbalita (dominante na Arábia Saudita e Qatar).

Xiismo

O muçulmanos xiitas acreditam que o líder da comunidade muçulmana – o imã – deve ser um descendente de Ali e de sua esposa Fátima.

O islão xiita pode, por sua vez, ser subdividido em três ramos principais, de acordo com o número de imãs que reconhecem: xiitas duodecimanos, ismailitas e zaiditas. Todos esses grupos estão de acordo em relação à legitimidade dos quatro primeiros imãs. Porém, discordam em relação ao quinto: a maioria do xiitas acredita que o neto de Hussein, Muhammad al-Baquir, era o imã legítimo, enquanto que outros seguem o irmão de al-Baquir, Zayd bin Ali (zaiditas).

Os xiitas que não reconheceram Zayd como imã permaneceram unidos durante algum tempo. O sexto imã, Jafar al-Sadiq (702-765), foi um grande erudito que é tido em consideração pelos teólogos sunitas. A principal escola xiita de lei religiosa recebe o nome de jafarita por sua causa.

Após a morte de Jafar al-Sadiq, ocorreu uma cisão no grupo: uns reconheciam como imã o filho mais velho de al-Sadiq, Ismail bin Jafar (m. 765), enquanto que para outros o imã era o filho mais novo, Musa al-Kazim (m. 799). Este último grupo continuou a seguir uma cadeia de imãs até ao décimo segundo, Muhammad al-Mahdi (falecido, ou de acordo com a visão religiosa, desaparecido em 874 para retornar no fim do mundo). Os primeiros ficaram conhecidos como ismailitas, enquanto que os que seguiram uma cadeia de doze imãs ficaram conhecidos como os xiitas duodecimanos; o termo “xiita” é geralmente usado hoje em dia como um sinónimo dos xiitas duodecimanos, que são maioritários no Irão.

Para os ismailitas, Ismail nomeou o seu filho Muhammad ibn Ismael como seu sucessor, tendo a linha sucessória dos imãs continuado com ele e os seus descendentes. O ismailismo dividiu-se por sua vez em vários grupos.

Carijitas

Outra denominação que tem origem nos tempos históricos do islão é a dos carijitas. Historicamente, consideravam que qualquer homem, independentemente da sua origem familiar, poderia ser líder da comunidade islâmica, opondo-se às polémicas de sucessão entre sunitas e xiitas. Os membros desse grupo hoje são mais comumente conhecidos como muçulmanos ibaditas. Um grande número de muçulmanos ibaditas vive hoje no Omã.

Movimentos recentes
Um movimento recente no islão sunita é o dos wahhabitas, assim denominados por ocidentais e por pessoas de fora dessa corrente ideológica. O wahhabismo é um movimento fundado por Muhammad ibn Abd al Wahhab no século XVIII, naquilo que hoje é a Arábia Saudita. Os wahhabitas consideram-se sunitas e alguns afirmam seguir a escola hanbalita. O wahhabismo tem uma grande influência no mundo islâmico pelo facto de o governo saudita financiar muitas mesquitas e escolas muçulmanas existentes em outros países.

Misticismo

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Às vezes visto pelos fiéis muçulmanos comuns como um ramo separado do islamismo, o sufismo é antes uma forma de mística que pretende alcançar um contacto directo com Deus através de uma série de práticas que geralmente incluem o ascetismo, a meditação, os jejuns, cantos e danças.

Desconhece-se de onde deriva a palavra sufismo (em árabe: tasawwuf). O termo poderá provir de sūf, “lã”, o que se encontra relacionado com o facto de os primeiros sufis vestirem roupas feitas com o material, imitando os ascetas cristãos da Síria e da Palestina. Outra teoria procura relacionar sufismo com a palavra árabe safa, que significa “pureza”.

O sufismo já existia como movimento no primeiro século do islão. Para os sufis, o próprio profeta Maomé seria um deles, já que levaria uma vida extremamente simples, tendo por hábito retirar-se de Meca para meditar numa caverna, tendo estabelecido uma relação próxima com Deus. Um dos primeiros representantes do sufismo foi al-Hasan al-Basri (642-728), que rejeitou o materialismo do mundo e criticou os soberanos omíadas. Saliente-se ainda deste período inicial uma mulher, Rabi’ah al-Adawiyah (? – 801), cujo amor por Deus leva-a a excluir o apego ao mundo.

Desde os séculos XII e XIII, os sufis organizam-se em ordens ou irmandades (tariqas), que seguem os métodos de realização espiritual ensinados por determinados mestres (os xeques ou pirs).”As ordens sufis podem ser encontradas quer no sunismo, quer no xiismo. O sufismo foi por vezes entendido pelas autoridades ortodoxas muçulmanas como uma ameaça, tendo os seus líderes e adeptos sido alvo de perseguições. O sufismo tem sido igualmente criticado devido ao facto de alguns dos seus mestres terem alcançado um estatuto de santo, tendo sido erguidos santuários nos locais onde nasceram ou faleceram, que se tornaram locais de peregrinações.

Fundamentalismo e radicalismo

Correntes radicais do islamismo frequentemente são acusadas de atos terroristas, como os atentados às Torres Gêmeas, protagnonizados nos ataques de 11 de setembro de 2001 pela Al Qaeda. E a defesa intolerante da extinção do Estado de Israel defendida pelo grupo terrorista Hamas. Em sua carta de fundação, por exemplo, o Hamas é claro na defesa da destruição do Estado Sionista  , sendo apoiado pela maioria do povo palestino.

Fundamentalistas também defendem a submissão da mulher, a perseguição a cristãos e o assassinato de dissidentes em países islâmicos 30 . Estima-se que aproximadamente quatro milhões de cristãos libaneses emigraram de seu país em conseqüência das pressões impostas pelos muçulmanos  .

A condição de vida das mulheres também é precária em países fundamentalistas islâmicos, como a Arábia Saudita: “Para o pensamento ortodoxo muçulmano, a mulher vale menos do que o homem, explica Leila Ahmed, especialista em estudos da mulher e do Oriente Próximo da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos […]” . Assim sendo, violências físicas e tratamentos desumanos, como o apedrejamento, são constantes entre os países fundamentalistas: “Segundo a lei islâmica denominada Sharia (Shari’ah ou Charia), uma mulher considerada adúltera deve ser enterrada até o pescoço (ou as axilas) e apedrejada até a morte […]”.

A intolerância a críticas também é alvo constante de respostas por parte da imprensa às vertentes radicais do islão. Recentemente, cartunistas dinamarqueses foram ameaçados de morte por publicarem charges consideradas insultosas para alguns muçulmanos  , algo comum no Ocidente e sua contraparte cristã. O Papa também foi ameaçado de morte por considerar o islão uma religião violenta  .

O crítico Daniel Pipes cita uma cadeia histórica de reações radicais a críticas e atos humorísticos por parte de extremistas islâmicos, que vão de ameaças a mortes de dezenas de pessoas. Porém, o islamismo moderado mostra-se como vertente desejosa da paz, tanto quanto o budismo, o cristianismo, o judaísmo ou qualquer outra grande religião.

O Islão é a segunda religião com maior número de fiéis, atrás apenas do cristianismo, segundo o CIA World Factbook de 2005. De acordo com o World Network of Religious Futurists e o U.S. Center for World Mission , o islamismo estaria crescendo mais rapidamente em número de crentes que qualquer outra religião.

O Islão reúne hoje entre 1,5 a 1,8 bilhão de crentes.39 Apenas 18% dos muçulmanos vivem no mundo árabe, um quinto encontra-se espalhado pela África subsariana, cerca de 30% vivem no Paquistão, Índia e Bangladesh, e a maior comunidade nacional encontra-se na Indonésia. Há significantes populações islâmicas na China, Ásia Central e Rússia.

A Áustria foi o primeiro país europeu a reconhecer o islão como uma religião oficial (191240 ), enquanto que a França tem actualmente a população mais elevada de muçulmanos da Europa Ocidental (entre 5 a 10%).

Em Portugal, existe igualmente uma comunidade muçulmana, que nada tem a ver com os muçulmanos que viveram no país durante a Idade Média; são na sua maioria naturais das antigas colónias portuguesas de Moçambique e Guiné-Bissau, que se fixaram em Portugal após a independência desses territórios. O Islão xiita ismailita também está presente em Portugal, tendo a sua sede no Centro Ismaili de Lisboa, construído pela Fundação Aga Khan. Estima-se que o número de muçulmanos em Portugal ronde os 30 mil.44 Segundo o censo de 2000, o Brasil registra 27.239 muçulmanos. Porém, para a Federação Islâmica Brasileira, o número de muçulmanos no Brasil ronda o 1,5 milhão.

A maioria dos muçulmanos brasileiros vive nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul, mas também existem comunidades significativas no Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Grande parte desses muçulmanos são descendentes de imigrantes sírios e libaneses que se fixaram no Brasil durante a Primeira Guerra Mundial.

Na Guiné-Bissau, o islão penetrou na Idade Média, tendo as ordens sufistas desempenhado um importante papel na sua difusão. Reúne hoje cerca de 45% da população. Outro país africano de língua oficial portuguesa com um número significativo de muçulmanos é Moçambique (17,8%).

O islamismo contemporâneo é dominado pelo tradicionalismo, preocupado com a manutenção de rituais e práticas antigas, como o uso do véu pelas mulheres. Existem ainda correntes que pretendem conciliar o islão com aspectos da modernidade, que são principalmente activas nos Estados Unidos. À semelhança do que acontece no judaísmo e no cristianismo, o islamismo é também marcado pela existência de movimentos ditos integristas ou fundamentalistas.

As tradições islâmicas baseiam-se no Alcorão, nos ditos do profeta (hadith) e nas interpretações dessas fontes pelos teólogos. Ao longo dos últimos séculos, tem-se verificado uma tendência para o conservadorismo, com interpretações novas vistas como indesejáveis.

A Xariá antiga tinha um carácter muito mais flexível do que aquele hoje associado com a jurisprudência islâmica (fiqh), muitos académicos muçulmanos islâmicos acreditam que ela deva ser renovada e que os juristas clássicos deveriam perder o seu estatuto especial. Isso implica a necessidade de formular uma nova fiqh, que seja praticável no mundo moderno, como proposto pelos defensores da islamização do conhecimento, e que iria lidar com o contexto moderno. Esse movimento não pretende alterar os pontos fundamentais do islamismo, mas sim evitar más interpretações e libertar o caminho para a renovação do prévio estatuto do mundo islâmico como um centro de pensamento moderno e de liberdade.

Cultura

O calendário islâmico (também denominado calendário hegírico em função da sua origem remontar à Hégira ou migração dos primeiros muçulmanos de Meca para Medina em 622 d.C.) segue o ano lunar, que é cerca de onze dias mais curto que o solar. Consequentemente, as comemorações muçulmanas acabam por circular por todas as estações de ano.

As duas comemorações do islão são o Eid ul-Fitr, que celebra o fim do jejum do Ramadão, e o Eid ul-Adha, que marca o fim da peregrinação a Meca (Hajj).

O dia 10 do mês de Muharram (o primeiro mês do calendário islâmico) é um dia de particular importância para os muçulmanos xiitas. Neste dia, comemora-se o martírio do terceiro imã xiita, Hussein, morto em Karbala, em 680, por aqueles que os xiitas consideram usurpadores da liderança da comunidade muçulmana. No início deste mês, as pessoas envolvem-se em actividades como ouvir contadores de histórias relatar o martírio de Hussein ou assistir a peças de teatro que pretendem reconstituir os acontecimentos. O dia é marcado com procissões, que incluem actos de autoflagelação como bater no peito ou cortar-se com uma lâmina (os membros do clero xiita desencorajam essas práticas).

Outras comemorações populares incluem o Mawlid, que celebra o aniversário de Maomé (12 do mês de Rabi al-Awwal), A Noite da Ascensão (Laylat al-Micraj, no dia 27 de Rajab), quando se recorda o dia em que Maomé subiu ao céu para dialogar com Deus, e A Noite do Poder (Laylat al-Qadr, na noite do 26 para 27 do mês do Ramadão), que marca o aniversário da primeira revelação do Alcorão e durante a qual muitos muçulmanos acreditam que Deus decide o que acontecerá durante o ano.

Lugares sagrados

Lugares sagrados do islamismo : mesquita Al Masjid Al-Haram, em Meca, Arábia Saudita, considerada o maior centro de peregrinação do mundo e o local mais sagrado do islamismo; mesquita Al-Masjid an-Nabawi, em Medina, local do túmulo de Maomé; Cúpula da Rocha, em Jerusalém, cidade sagrada para os muçulmanos.
A Caaba (“O Cubo”), um edifício situado dentro da mesquita principal de Meca (Al Masjid Al-Haram), na Arábia Saudita, é o local mais sagrado do islão. De acordo com o Alcorão, ela foi construída por Abraão (Ibrahim) para que todas as pessoas fossem ali celebrar os ritos da Hajj. No tempo do profeta Maomé, o monoteísmo instituído por Abraão tinha sido corrompido pelo politeísmo e pela idolatria. Segundo o islamismo, Maomé não procurou fundar uma nova religião, mas antes restabelecer o culto monoteísta que existia no passado. Uma vez que o islão se identifica com a tradição religiosa do patriarca Abraão, é por isso classificado como uma religião abraâmica. O islamismo não nega diretamente o judaísmo e o cristianismo, pelo contrário, considera uma versão antiga e perdida dessas religiões monoteístas como parte da sua herança; as suas versões atuais teriam sido alteradas, o próprio islão considerando-se uma restauração da verdade divina. O segundo local sagrado do islamismo é a mesquita Al-Masjid an-Nabawi, na cidade de Medina, cidade para a qual Maomé e os primeiros muçulmanos fugiram (num movimento conhecido como Hégira), e onde se encontra o seu túmulo.

A cidade de Jerusalém é o terceiro local sagrado do islão. Este estatuto advém da sua associação aos profetas anteriores a Maomé e sobretudo pelo facto de os muçulmanos acreditarem que o profeta teria viajado para esse local durante a noite, cavalgando um ser denominado Buraq, numa viagem conhecida como Isra. Uma vez em Jerusalém, ele teria ascendido ao céu (Mi’raj), onde dialogou com Deus e outros profetas, entre os quais Moisés e Jesus. No local de Jerusalém onde se acredita que Maomé subiu ao céu, foi construída a Cúpula da Rocha, em cerca de 690, e a mesquita de Al’Aqsa, sobre as ruínas do antigo Templo de Salomão dos judeus.

Os muçulmanos xiitas consideram ainda como sagradas as cidades de Karbala e Najaf, ambas no Iraque. Na primeira, ocorreu o martírio de Hussein (filho de Ali e neto de Maomé) e dos seus companheiros, quando este contestava o Califado Omíada. No Irão, devem também ser salientadas duas cidades sagradas para os xiitas, Mashhad e Qom.

Perspectiva islâmica de outras religiões

O islamismo reconhece elementos de verdade no judaísmo e no cristianismo. Todos os profetas do judaísmo são reconhecidos também como profetas no islão, assim como Jesus, que de acordo com a perspectiva muçulmana teria anunciado a vinda de Maomé. Para os seguidores dessas duas crenças, o Alcorão reservou a noção de “Povos do Livro” (Ahl al-Kitab), estabelecendo que devem ser tolerados devido ao facto de possuirem escrituras sagradas. À medida que os muçulmanos tomaram contacto com outras religiões detentoras de revelações escritas, acabaram em alguns casos por conceder-lhes também esse estatuto (caso do zoroastrismo).

Porém, se o islão reconhece o papel preparatório do judaísmo e do cristianismo, considera igualmente que os seguidores dessas religiões acabaram por seguir caminhos errados. Os judeus tendo tornado-se idólatras e procederam mal ao adorarem o bezerro de ouro, e por rejeitarem Jesus como profeta de Deus. Os muçulmanos acreditam que os cristãos erraram ao considerar Jesus como filho de Deus e ao defender doutrinas como a da Santíssima Trindade, porém acreditam que Jesus é uma criatura de Deus e um profeta de Alá, assim como Adão. Tais erros, segundo os muçulmanos, acarretaram a vinda de outro e último profeta enviado por Deus, Maomé.

 

Minhas considerações:

-Leia o livro da lei de todas as religiões, pelo menos para entender melhor o contexto cultural,social e antropológico que vivemos.

  • A hostilidade com o judaísmo é latente porque tanto no cristianismo quanto no islamismo crê-se que os judeus não aceitam suas crenças por má fé, como se houvesse alguma verdade e os judeus cinicamente a negassem (o que não é verdade) ou como filhos bastardos que odeiam o pai(quando de fato essas religiões nunca foram originadas no judaísmo)

-Ainda haverão muitas guerras por religião.( os muçulmanos ocupam o local mais sagrado do mundo para os judeus, os cristãos veem a reconstrução do templo judaico como o fim do mundo e o império do mal, além disso Jerusalem é a Mecca dos judeus(falando em sentido figurado, mas tem o mesmo status quo de cidade sagrada e em tese só judeus poderiam entrar nela, na verdade a ideia de mecca ser uma cidade proibida foi tirada dos judeus, uma doutrina judaica “tomada emprestada”)

-mas conforme a ciência der saltos quânticos maiores essas guerras cessarão e será tudo pelo ego.( conforme a ciencia avança ela cria novos desafios para a religião que não previu tais mudanças)

-ou a divindade vai acordar no momento de maior tensão e vai colocar as coisas em ordem(se ela existe)

-o que eu continuo achando é que essa guerra de religiões é como uma corrida de cavalos, cada um tem o seu, e os donos dos cavalos também são apostadores, esse frenesi todo acontece enquanto a corrida não acaba.

~ por Rosemaat Abiff em 12/07/2014.

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