Carta 8: Sobre Ataques Psíquicos, Liber Resh e o Refúgio Thelêmico

POSTED ON 23:41 BY FERNANDO LIGUORI

Fernando Liguori

An. CXI da Era Thelêmica

13 de Agosto de 2015 e.v.

Care Frater,

Faz o que tu queres há de ser tudo da Lei.

A grande maioria dos ocultistas teme o que é conhecido como «ataque psíquico». Mas a verdade é que «verdadeiros» ataques psíquicos são raros. O motivo é que são raras as pessoas com habilidades e talentos «reais» para empreender uma incursão mágica dessa natureza. Pessoas raras assim possuem um conhecimento místico que lhes impede de atacar qualquer indivíduo, seja lá qual for o motivo, devido aos efeitos tangenciais[1]decorrentes de um ataque mágico. Nos últimos dez anos eu tenho escutado relatos de amigos, conhecidos, alunos e parentes que dizem estar sob os efeitos de um ataque psíquico. Dessas inúmeras alegações, pelo menos cinco foram reais; todas as outras foram frutos do devaneio da mente.

Seja como for, a «sensação» de estar sob um ataque psíquico pode ser real. O substrato inconsciente da mente não sabe diferenciar entre a realidade e a imaginação. Assim, você pode ter a sensação e experimentar todos os sintomas de um ataque verdadeiro. Essa «condição inconsciente» torna difícil a tentativa de interpretar um ataque psíquico de uma fonte real.

Algo importante deve ser levado em consideração: nossa psique está sob ataque constante da sociedade: propagandas de TV nos convencendo a comprar seus produtos, vendedores batendo a nossa porta anunciando produtos que «precisamos», a intoxicação visual e sonora das grandes cidades e amigos, a família e até estranhos, conscientes ou não, tentam nos manipular e influenciar psicologicamente. Seja lá onde estivermos em contato com outras pessoas, direta ou indiretamente, tentativas constantes de nos manipular estão sendo feitas. Portanto, precisamos estar conscientes dia-a-dia dos tipos sutis de lavagem cerebral que nos chegam na forma de impressões e da maneira mais eficaz de nos protegermos diante de um ataque psíquico verdadeiro.

Embora seja uma crença comum de que ataques psíquicos reais envolvam um magista treinado lançando feitiços e encantamentos, esse raramente é o caso. Ao contrário, a maioria dos ataques são feitos por pessoas que, por algum motivo, estão chateadas conosco. Por conta disso, elas nos enviam uma torrente de energia carregada com sua raiva e rancor. Na grande maioria dos casos elas não têm a mínima consciência de que suas emoções e pensamentos têm um efeito nocivo sobre nossa psique – embora se soubessem iriam gostar da ideia. De qualquer maneira, o mais comum é que você «acredite» que está sob algum tipo de influência negativa. Em qualquer um dos casos, você se sentirá sob ataque e existem métodos distintos para lidar com estas situações.

Sinais de ataque psíquico

Antes de tomar qualquer atitude contra um ataque psíquico, seja ele real ou imaginário, você precisa determinar se realmente está sob ataque. Inúmeras autoridades já proveram uma seleção de sintomas que indicam um ataque psíquico. Dion Fortune em seu Autodefesa Psíquica lista sinais comopoltergeist, medo e paranoia. Infelizmente, o poltergeist pode ter inúmeras causas distintas de um ataque mágico; medo e paranoia podem ser causados por crendices equivocadas, supertição ou pela própria inabilidade em lidar com eles. Outros livros com listas de sintomas causados por um ataque são depressivamente similares às alegações de alguns cristãos de que demônios são os responsáveis por todos os nossos problemas, do tabagismo à obesidade etc.

Existe uma regra simples para se entender um ataque: ataques psíquicos sempre exploram seu ponto mais fraco. Se você tem problema de insônia, um ataque psíquico irá afetar os padrões de seu sono; se você tem asma, um ataque psíquico irá debilitar ainda mais seu sistema respiratório; se você tem problemas estomacais, um ataque psíquico irá prejudicar sua digestão; se você sofre com fobias traumáticas, um ataque psíquico irá fortificá-las; se você tem problemas com autoestima; um ataque psíquico irá deixá-lo mais inseguro; você duvida da fidelidade de seu marido ou esposa, então um ataque psíquico aumentará suas dúvidas, prejudicando a relação.

Contudo, qualquer um destes sintomas pode ter uma causa natural. Assim, quando lhe vier à mente que possa estar sob a influência de um ataque psíquico, descarte as causas naturais primeiro. Faça o possível para checar se os sintomas não foram produzidos por outros motivos. Se necessário, procure ajuda profissional: médicos, psicólogos, psiquiatras ou qualquer um que possa ajudá-lo. Lembre-se: as chances de você estar sob um ataque mágico real são mínimas. Apenas quando eliminar todas as causas potenciais possíveis, comece a considerar a hipótese de estar sendo atacado.

Repelindo um ataque psíquico

Existe um método excelente para repelir ataques psíquicos:

Estágio 1: preparação

Coloque-se no centro do círculo mágico ou de pé em seu santuário, na frente do altar.

Feche os olhos e procure sentir de qual direção espacial vem o ataque.

Sinta a energia antagônica que pode ser forte ou fraca, fria ou quente, colorida ou vibrante.

Amplie conscientemente sua estrutura psíquica. Visualize seu campo astral aumentando de tamanho, se estendendo aos limites do círculo mágico ou envolvendo todo seu santuário.

Sinta, perceba ou escute algo que não deveria estar ali (pausa).

Procure sentir de onde vem o ataque.

Quando perceber algo diferente, é dali que vem a corrente negativa contra você.

Estágio 2: visualização do pentagrama

Uma vez que já saiba de onde vem a corrente negativa, coloque-se de frente para ela.

De pé, visualize um pentagrama azul brilhante na região da fronte.

Leve as duas mãos e faça a mudrā do Fogo na região da fronte, visualizando o pentagrama brilhante no centro.

Estágio 3: banindo a corrente negativa

Respire profundamente.

Ao expirar, dê um passo a frente com a perna esquerda, ao mesmo tempo que projeta os braços a frente, esticados, mantendo a mudrā.

Visualize o pentagrama sendo projetado a partir de sua fronte através damudrā na direção da corrente negativa.

Visualize a corrente negativa sendo banida pelo pentagrama, retornando a sua fonte (pausa).

Estágio 4: Ritual Menor do Pentagrama

A fim de evitar qualquer efeito tangencial, sele seu campo psíquico executando o Ritual Menor do Pentagrama.

O bombardeamento da psique

Diariamente lidamos com inúmeras «impressões» ou «ataques» provenientes das mais distintas fontes possíveis. Nossa psique é bombardeada através de sons, odores, propagandas visuais, a influência de amigos e da família, a opressão da sociedade etc. O Ritual Menor do Pentagrama ajuda muito, mas o grande problema é o «nível de consciência». A verdade é que a maioria das pessoas caminha pelo mundo completamente esquecida de si mesma, em um degradante estado de sonambulismo, tateando no escuro. Gurdjieff (1866-1949) costuma dizer: «despertem os dorminhocos». Na Tradição Oculta existe um termo chamado Contra a Luz. Por este termo entendemos uma gradual conscientização do material contido nos extratos inconscientes da mente.[2]Isso não se dá apenas pela execução de rituais e práticas psico-físicas comoāsana, prāṇāyāma, kriyā, meditação etc., mas cultivando um estado de alerta diário. No yoga chamamos isso de Cultivar o Dṛṣṭa. Essa palavra significatestemunha ou aquele-que-vê. No Culto Theriônico é o Sagrado Anjo Guardião. Trata-se de uma tomada de consciência, o cultivo da testemunha interior ou Deus Oculto no dia-a-dia.

Portanto, esteja magicamente consciente do mundo ao seu redor se tornando dia-a-dia mais sintonizado com o universo, com a vida. Uma maneira de exercitar esse estado de alerta é o feitio do diário mágico. Procure anotar absolutamente tudo o que tem relevância. Nesse caminho você notará que às vezes – ou na maioria delas – os acontecimentos mais triviais podem ser peças chave em profundas modificações internas. A anotação dos detalhes de suas práticas espirituais e sua interação diária com o mundo, na mente, na fala ou nas atitudes, irá lhe ajudar a estar sintonizado com o sol e com a lua na medida em que traçam seu percurso através do espaço estelar.

Uma prática thelêmica boa para «queimar» essas impressões que bombardeiam o seu campo psíquico – entre outras finalidades – são as quatro adorações solares conhecidas como Liber Resh vel Helios.

As quatro adorações solares

Liber Resh vel Helios é uma das principais práticas da magia thelêmica. Quando executada com o Ritual Menor do Pentagrama e o Ritual Menor do Hexagrama, ela se torna o núcleo de uma sintonização higiênica e devocional com as energias solares. Isso cria um efeito energético imediato, além de prover um equilíbrio interno através da sintonização da consciência com o ciclo solar, o que afeta de maneira positiva os aspectos psicológicos da personalidade, promovendo um estado de atenção plena na medida em que a identificação é fortificada a cada dia. O campo psíquico é fortificado pela assunção diária da forma divina de Harpocrates através da execução do Sinal de Silêncio. Essa prática também cria uma forte identidade e conexão com aCorrente Shaitan-Aiwass.

A execução diária de Liber Resh vel Helios queima os padrões e impressões recebidas. Nesse processo, sua execução é útil para purificar o campo psíquico das energias intrusas.

Liber Resh vel Helios são quatro adorações diárias: às 6:00 (seis horas da manha), frente ao Leste; 12:00 (meio dia), frente ao Sul; 18:00 (seis horas da tarde), frente ao Oeste; 00:00 (meia noite), frente ao Norte. Você pode fazer essas adorações em qualquer lugar: na cozinha, no banheiro, no seu quarto ou no seu templo. Pode ser executado em voz alta, sussurrante ou em silêncio, a «Grande Voz». A cada adoração você precisará fazer três sinais: o Sinal do Entrante, o Sinal da Forma Divina e o Sinal do Silêncio (ou Sinal de Hórus). Para fazer o Sinal do Silêncio, coloque o pé direito na frente do esquerdo e leve o dedo indicador da mão direita nos lábios. É importante que você tenha conhecimento das Formas Divinas assumidas durante as adorações para que possa fazer uma boa visualização e assunção: Rá, Ahator, Tum e Kephra. Procure em manuais de egiptologia o simbolismo e a imagem desses deuses.

Ao amanhecer ou quando acordar

De frente para o Leste, faça o Sinal do Entrante e assuma o Sinal do deus Ra e diga: Salve tu que és Rá em tua subida, mesmo tu que és Rá em tua força, que viajas sobre os céus em teu barco ao levantar-se do Sol: Tahuti, está em pé e a proa, e Ra-Hoor ao leme. Salve tu das habitações da noite. Finalize com o Sinal do Silêncio.

Ao meio dia

De frente para o Sul, faça o Sinal do Entrante e assuma o Sinal da deusa Ahator e diga: Salve tu que és Ahator em teu triunfo, mesmo tu que és Ahator em tua beleza, que viaja sobre os céus em teu barco ao meio curso do Sol. Tahuti está em pé e a proa e Ra-Hoor ao leme. Salve tu das habitações da manhã. Finalize com o Sinal do Silêncio.

No por do sol

De frente para o Oeste, faça o Sinal do Entrante e assuma o Sinal do deus Tum e diga: Salve tu que és Tum em sua descida, mesmo tu que és Tum em sua alegria, que viaja sobre os céus em seu barco ao por do Sol. Tahuti está em pé e a proa e Ra-Hoor ao leme. Salve tu das habitações do dia. Finalize com o Sinal do Silêncio.

A meia noite ou antes de ir para cama

De frente para o Norte, faça o Sinal do Entrante e assuma o Sinal do deus Kephra e diga: Salve tu que és Kephra em teu silêncio, mesmo tu que és Kephra em teu esconderijo que viajas sobre os céus em seu barco a meia noite do Sol. Tahuti está em pé e a proa e Ra-Hoor ao leme. Salve tu das habitações da tarde. Finalize com o Sinal do Silêncio.

Para finalizar, reitero que ataques psíquicos são raros. Depois do advento da Sociedade Teosófica de Blavatski (1831-1891), nasceu o que conhecemos como «ocultismo fantasia». Essa visão absurda do ocultismo permanece até os dias de hoje. Portanto, é muito comum a imaginação de muitos ocultistas fantasiar ataques mágicos que envolvem demônios goéticos, sapos com a boca costurada, unguentos a base de perna de aranha e asas de morcego e a língua de algum animal cravada de pregos enferrujados. Isso é possível de acontecer? Sim, mas é muito difícil, para não dizer raríssimo. Rituais que utilizam elementos densos assim são muito complicados e demandam uma grande quantidade de energia vital. São poucas as pessoas com a capacidade ou talento para executar um trabalho mágico assim, senão, charlatões da pior espécie ou «caçadores de desgraça», magistas inclinados a fazer qualquer tipo de operação mágica por dinheiro ou favores.

Uma atitude mental clara e objetiva em casos de ataques psíquicos é fundamental. Uma vez eu suspeitei estar sob um ataque mágico. Eu quis fazer uma experiência para ver o que aconteceria: não me protegi de maneira nenhuma. Simplesmente continuei a executar meus afazeres diários. Minha única defesa, se assim posso dizer, foi manter minha mente firme e concentrada em meu trabalho. O resultado é que ganhei, na ocasião, nove livros raros de magia; consegui vender um instrumento musical que estava meses encalhado e o número de matriculas dobrou em minha escola de yoga. Portanto, minha experiência diz que a atitude mental correta é o melhor antídoto para ataques mágicos, pois em sua grande maioria são desprovidos de força para realmente afetarem um campo psíquico fortificado a base de rituais, adorações e meditações constantes, diárias.

Águias & Âncoras

Você já deve ter tido contato com alguém que literalmente «drenou» sua energia. Existem pessoas capazes de drenar com facilidade a energia vital de outras pessoas. Quando estamos perto de alguém com essa «capacidade», geralmente nos sentimos «pesados», «densos»; às vezes uma enxaqueca ou uma terrível sensação depressiva. Sintomas assim são uma clara indicação que o nível de energia vital está se exaurindo. Quando nos exercitamos demais, levando o corpo às vezes ao limite, costumamos ter as mesmas sensações. Além da fadiga muscular e exaustão do corpo, essas sensações ocorrem também porque o nível de energia no campo psíquico baixou.

Esse tipo de fenômeno popularmente – e incorretamente – é chamado de vampirismo. Magistas com a capacidade de se «alimentar» ou «consumir»prāṇa, seja de outras pessoas, de uma egrégora ou ambiente, são realmente conhecidos como vampiros. Isso é chamado de «espiritualidade predatória», quer dizer, a ação ritual – ou consciente – de cercar e consumir a energia vital para o seu próprio crescimento. Magistas assim absorvem e drenam energia de outras fontes para manipular a «sombra» através dos sonhos ou da prática ritual. Em outras palavras, a espiritualidade predatória é o ato de devorar a energia espiritual para tornar-se mais forte.

A palavra «sombra» acima tem relevância. O vampirismo é uma prática de Feitiçaria Tifoniana, pois se trata de uma técnica para evocar e dirigir as energias dos Qliphoth[3] na natureza ou em sua origem. A Qabalah descreve os Qliphoth como um conglomerado desequilibrado de energias negativas além da esfera de Daath,[4] às vezes representada como uma zona de poder que transmite a sabedoria ou «conhecimento oculto». Em outras palavras, o vampirismo é a maestria no controle sobre os elementais ou criaturas do inconsciente profundo.[5]

O fenômeno acima erroneamente descrito como vampirismo é o tipo de ataque psíquico mais comum e costumo chamar as pessoas com essa capacidade aflorada de «chupa-cabra».[6] O magista deve ser treinado a perceber esse tipo de fenômeno. Giuliano Kremmerz apresenta uma história que ele chamou de A Arte de Lidar com Águias e Âncoras. Em seu livro A Ciência dos Magos o autor salienta que um magista deve reconhecer, através de sua aptidão e treinamento, em qualquer pessoa a «águia» ou a «âncora». Existem pessoas que são âncoras. O contato com elas pode nos levar a derrocada. Kremmerz diz que pessoas âncoras geralmente são acometidas pela impossibilidade de doar. O que elas têm a oferecer é nada além do que elas podem «tirar» ou «sugar». Mas existem pessoas que são águias. Eles têm a capacidade de nos elevar em todos os sentidos. Geralmente não «pedem», mas «compartilham» ou «doam», seja no plano dos discos, das águas, das espadas ou dos bastões. O magista deve perceber e tomar as medidas necessárias para afastar de seu caminho as âncoras que impedem seu crescimento e evolução espiritual.

Refúgio Thelêmico

  

O Refúgio Thelêmico é uma prática espiritual simples destinada a produzir o kavacha ouarmadura mágica. É uma das principais práticas da Loja Shaitan-Aiwass destinada à proteção e empoderamento da egregóra thelêmica no campo psíquico do magista. Por ser de simples execução, o refúgio pode ser feito a qualquer hora do dia, em qualquer circunstância.

Nos śāstras do tantrismo, cada deidade tem seu próprio kavacha que o adepto deve assumir durante sua adoração para proteção, empoderamento e sintonia com a energia predominante da deidade. A Loja Shaitan-Aiwass possui apenas um kavacha, que utiliza as energias do panteão thelêmico: Nuit, Hadit e Ra-Hoor-Khuit. A execução do Refúgio Thelêmico atua como um ritual de banimento. Como no Ritual Menor do Pentagrama, o refúgio envolve tanto a invocação do divino e atua como um escudo radiante de luz que envolve o magista completamente.

A execução segue:

Refúgio Thelêmico: a construção da armadura mágica

De pé ou sentado, com a espinha ereta, voltado ao Norte.

Tome três fôlegos profundos e a cada expiração entoe o mantra AUMGN.

Cruze os braços sobre o peito, punhos cerrados, direito sobre esquerdo.

Atento no estado de vigília, diga em voz alta e clara: Nu é vosso refúgio, como Hadit vossa luz; e Eu sou a firmeza, força, vigor, de vossos braços.

Visualize uma luz dourada radiante em torno de toda estrutura psíquica, fluindo e pulsando na forma de um ovo flamejante que lhe protege completamente (pausa).

Visualize uma torrente luminosa inundando o anāhata, viśuddhi e ājña-cakras.

Após essa prática o magista pode executar seus ritos ou meditações.

Amor é a lei, amor sob vontade.

Lage! Judica! Tace!

Fraternalmente,

Fernando Liguori

Frater ON120

Fra. AA

[1] Entenda choque de retorno.

[2] Para que o magista explore os rincões mais profundos de seu ser, as regiões mais abissais do inconsciente ou os Túneis de Seth de maneira plena, precisa despertar a Serpente de Fogo «kuṇḍalinī» – despertar as nāḍīs «fluxo prânico» e os cakras «zonas de poder» – expandindo a mente em uma destilação diária até que, finalmente, ela se torna Consciente do Inconsciente.

[3] Literalmente, «casca», «crosta» ou «couraça». Também se traduz como «meretriz» ou «mulher estranha», quer dizer, de conduta «duvidosa». O termo também denota «alteridade». Os Qliphoth constituem um tipo de sombra da criação. Eles foram expelidos da Árvore da Vida através de um processo de limpeza ou purificação. Estão constantemente atormentando o homem a partir de seu próprio antimundo demoníaco. Às vezes os Qliphoth se manifestam na forma de tentações diabólicas e, ocasionalmente, na forma de demônios. Acredita-se que são até mais antigos que a própria criação. É o mundo-sombra dos reflexos ou zonas de poder «adversárias». A tradição Oculta diz que o magista deve «preencher» e então «devorar» estes aspectos no processo de se tornar o próprio «adversário». Este é um epítome do deus Seth, o Deus Oculto, maculado na tradição judaico-cristã como Satã ou Satanás.

[4] A undécima zona de poder na Árvore da Vida. Às vezes é chamada de «falsa sephira». Daath é o portal para o «outro» mundo ou reino dos Qliphoth.

[5] Esse tema constitui o que chamamos de Espiritualidade das Sombras ou Caminho da Mão Esquerda. No momento seria imprudente adentrar detalhadamente nessa área.

[6] Chupa-cabra é uma suposta «criatura» responsável por ataques sistemáticos a animais rurais que assolou inúmeras regiões da América, como Brasil, Porto Rico, Flórida, Nicarágua, Chile e México. O nome da criatura deve-se à descoberta de várias cabras mortas em Porto Rico com marcas de dentadas no pescoço e o seu sangue drenado.

para mais acesse: http://fernandoliguori.blogspot.com.br/

~ por Rosemaat Abiff em 17/09/2015.

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