Anti-judaismo, a raíz do antissemitismo.

Anti-judaísmo tem sido chamado “uma total ou parcial oposição ao judaísmo” e aos judeus praticantes, por pessoas que pertencem a um sistema de crenças e praticas que consideram genuinas crenças judaicas e praticas judaicas como inferiores.

Algum escolares tem considerado que o antissemitismo moderno tem origem no anti-judaísmo. Eles se referem a ele como antissemitismo religioso. mas Fazem diferença entre essas duas noções no sentido de que, anti-judaísmo reflete a aversão contra a religião, e antissemitismo aversão a um grupo racial.

Anti-judaísmo no império romano pré cristão:

Na Roma antiga, a religião era integrada ao governo civil e ao estado, alguns imperadores romanos se proclamaram deuses, e demandaram culto a suas figuras, isso criava dificuldades para os judeus, visto que a fé judaica é puramente monoteísta, assim como dificultava a vida de mitraístas,sabazianos e Cristãos primitivos. judeus eram proibidos por mandamentos biblicos, de adorarem outras Divindades se não o D”us da Torá(pesquise sobre o shemá, Deus no judaísmo, e idolatria na visão judaica)

A crise sob o dminio de Calígula(37-41) tem sido considerada como o primeiro cisma entre os judeus e o império romano, mesmo que já houvessem problemas evidentes durante o Censo de Quirinius no 6 ano sob o dominio de Sejanus(antes de 31)

Depois das guerra Romano-judaicas(66-13), o imperador Adriano, mudou o nome da provincia da judeia para Siria Palestina e o nome da capital Jerusalém para Aelia Capitolina em uma tentativa de apagar os laços históricos do povo judeu e da região. Somando a isso, depois de 70 anos, judeus e judeus convertidos eram unicamente permitidos de praticar sua religião se pagassem a “taxa-judaica”, e depois do ano 135 foram barrados de entrar em Jerusalem exceto no dia de Tisha B’av

Flavius Clemens, recebeu pena capital por “viver uma vida judaica” ou “deixar se levar pelo caminho dos judeus” no ano de 95, o que pode ter levado a administração da “taxa-judaica”  sobre o dominio de Domitian.

O império Romano adotou o cristianismo como uma religião do estado, com o edito de thessalonica em 27 de fevereiro de 380.

Anti-judaísmo cristão:

O cristianismo começou como uma seita do judaísmo, o então chamado ebionita, cristianismo-primitivo, proto-cristianismo. A Administração das provincias Romanas não via ou entendia a diferença entre essas duas religiões, muitos historiadores debatem se os Romanos viam ou não distinções antes de 96 DC, quando cristãos com sucesso peticionaram “Nerva” para se eximirem da taxa judaica(Fiscus judaicus) coma alegação de que eles não eram judeus, logo judeus pagavam a taxa e os cristãos não. O cristianismo é baseado nas escrituras judaícas(geralmente na tradução grega da biblia hebraica ou traduções de Targum da bíblia hebraica), liturgia e código moral.

A maior distincção do cristianismo primitivo de suas raízes judaícas é a crença de que Jesus é o Messias esperado, como diz na confissão de Pedro, mas isso por sí só não teria cismado os cristãos dos judeus. outro ponto de divergencia foi o questionamento e desmerecimento dos cristãos sobre a continuidade da aplicação das leis da Torá, ou das leis de moises.

o decreto apostólico da era apostólica do cristianismo aparece como paralelo as leis noéticas do judaísmo. os dois podem ser conectados através da discussão teológica com as comunidades cristãs, sob a vinda do messias(primeira ou segunda vinda), superssionismo, doutrina da substituição, abrogação das leis da torá, ou chamar as leis do novo testamento de novas leis judaicas.

 

A controversia da circuncisão(se seria mantida ou não) foi provavelmente o grande segundo problema(depois  dos cristãos aceitarem Jesus como messias) os argumentos a partir dai começaram a conduzir ao anti-judaísmo, aqueles que diziam que as leis do “antigo-testamento” eram ainda validas começaram a ser chamados de Fariseus ou judaizantes (atos 15:5). os ensinamentos de Paulo cujas palavras, comprometem todo o novo-testamento a uma “longa batalha contra os judaizantes”, entretanto Jaime o justo, que depois da morte de Jesus foi amplamente conhecido como o lider dos cristãos de jerusalem, adotou o segundo templo como objeto de adoração até uma morte em 62 depois de cristo, 30 anos depois da morte de jesus.

A destruição do templo em 70 Depois de Cristo leviu os cristãos a duvidarem da eficacia das leis da torá, o ebionismo entrou em decandencia ainda no quinto século, entretanto marcion de sinope, que advogou contra, totalmente, a influencia judaica no cristianismo, foi excomungado da igreja cristã de Roma no periodo de 144 DC

As polêmicas do Anti-Judaísmo:

Escritos anti-judaicos do periodo incluem “De Adversus Iudeaos de Trtuliano, Octavius por Minucius Felix, De Catholicae Ecclesiae Unitate por Cipriano de cartago, e Instructiones Adversus Gentium Deos por Lactantius. A hipotese tradicional afirma que o anti judaismo desses patriarcas da igreja “ou provem de uma exegese biblica ou tem origem no paganismo do periodo”

O historiador Taylor observou que a teologia cristã anti-judaismo “emerge do esforço da igreja de resolver as contradições inerentes da apropriação e simultanea rejeição de diferentes elementos da cultura judaica na tradição cristã”

Escolares Modernos acreditam que talvez o judaísmo possa ter sido uma religiao missionária nos primeiros séculos da fé cristã, convertendo os então chamados prosélitos, e competindo com os cristãos por novos membros o que levou ao anti-judaísmo, o debate e dialogo movido pela polêmica de ataques escritos e verbais de ambas as partes.

Para Farton é atribuido  a ideia de que pergaminhos podem ser queimados no Shabat/Sabá/Sábado, a interpretação indentifica esses chamados pergaminhos como os evangelhos, “os evangelhos precisam ser queimados, paganismo não é tão perigoso para o judaísmo como as doutrinas cristãs”. O trabalho anonimo carta a Diognetus foi uma das primeiras apologéticas direcionadas ao judaísmo. Santo Justino o Martir escreveu o dialogo com trypho, um debate polêmico dando aos cristãos assertivas sobre Jesus como o Messias usando textos da biblia Hebraica, por seculos defensores de cristo e inimigos dos judeus empregaram nenhum outro metodo a não ser essas apologias, eram dificeis de entender pois gentios convertidos ao cristianismo não entendem hebraico, traduções como a septuaginta em grego de aquila, iriam servir como uma base fraca para tal cruzamento-cultural de argumentos, como demonstrados por origen ao debater com o Rabbino Simlai.

Apesar do imperador Adriano ser um “inimigo da Sinagoga”, o Reino de Antonius começou o periodo de benevolencia romana com a fé judaica, enquanto, a hostilidade do império ao cristianismo começava a cristalizar, depois de Decius, o império entrou em guerra com o cristianismo, uma inequal relação de poder entre judeus e cristãos no contexto do mundo greco-romano, “gerando um sentimendo  anti-judaico entre os primeiros cristãos” Sentimentos de odio mutuo começaram a aparecer, dirigidos em parte pela legalidade do judaísmo no império Romano, em antioquia onde a coisa foi bem intensa, os judeus demandaram a execução de policarpo.

De constantino até o século 8.

quando Constantino e licinus estavam aplicando o Edito de milão, a influencia do judaismo caiu rapidamente, na terra de israel(em favor do cristianismo) e viu um renascimento fora do império Romano na Babilõnia. Pelo século 3 as heresias judaizantes estavam a beira da extinção no cristianismo.

Depois de sua derrota em Licínio, em 323 dC, Constantino mostrou aos cristãos marcada preferência política. Ele reprimiu proselitismo judaico e proibiu os judeus de circuncidar seus escravos. judeus foram proibidos de entrar em Jerusalém, exceto no aniversário da destruição do Segundo Templo (Tisha B’Av) e somente depois de pagar um imposto especial (provavelmente o Fiscus Judaicus) em prata.  Ele também promulgou uma lei que condenou à fogueira judeus que perseguiram seus apóstatas por apedrejamento.  o cristianismo se tornou a religião oficial do Império romano. “Tão logo [a Igreja] armada  esqueceu seus princípios mais elementares, e dirigiu o braço secular contra os seus inimigos”.  A animosidade existia em ambos os lados, e em 351 os judeus da Palestina se revoltaram contra o filho de Constantino, na revolta Judaica contra Constantinus gallus.

A partir de meados do século 5, a apologética cessou com Cirilo de Alexandria. Esta forma de anti-judaísmo tinha provado fútil e muitas vezes serviram para fortalecer a fé judaica.  Com o cristianismo ascendente no Império, os “Pais, o bispos, e o sacerdote que teve de lutar contra os judeus os tratavam muito mal Hosius em Espanha;. Papa Silvestre I; Eusébio de Cesaréia chamá-los ‘. uma seita perversa, perigosa e criminosa’ ” Enquanto Gregório de Nissa meramente reprova judeus como infiéis, outros professores são mais veementes Santo Augostinho afirma que talmudistas são falsificadores.; Santo  Ambrosio recicla a topico anti-cristão anterior e acusa os judeus de desprezar a lei romana. Santo. Jeronimo afirma judeus foram possuído por um espírito impuro.  São Cirilo de Jerusalém afirmou que os patriarcas judeus, ou Nasi, eram uma raça baixa.

Todos estes ataques teológicos e polêmicos combinados em seis sermões de São João Crisóstomo entregues em Antioquia.  Crisóstomo, arcebispo de Constantinopla, (falecido em 407 dC) é muito negativo em seu tratamento ao judaísmo, embora muito mais hiperbólico na expressão.  Enquanto Diálogo de são Justino é um tratado filosófico, as homilias de são João Crisóstomo contra os judeus são um conjunto mais informal e retoricamente forçado de sermões pregados na igreja. Entregues enquanto Crisóstomo ainda era sacerdote em Antioquia, suas homilias entregam uma crítica mordaz da vida civil e religiosa judaica, alertando os cristãos a não ter qualquer contato com o judaísmo ou a sinagoga e para manter afastado de festivais da religião rival.

“Há legiões de teólogos, historiadores e escritores que escrevem sobre os judeus o mesmo que Crisóstomo: Epifânio, Diodoro de Tarso, Teodoro de Mopsuéstia, Theodoret de Chipre, Cosmas Indicopleustes, Atanásio o Sinaíta entre os gregos; Hilário de Poitiers, Prudêncio, Paulus Orosius, Sulpício Severo, Gennadius, Venâncio Fortunato, Isidoro de Sevilha, entre os latinos. ”

De 4 a 7 séculos, enquanto os bispos oposição Judaísmo, por escrito, o Império promulgou uma variedade de leis civis contra os judeus, como proibindo-os de ocupar cargos públicos, e um imposto curial opressivo. As leis foram promulgadas para assediar a sua observância livre da religião; Justiniano foi tão longe como a promulgar uma lei contra orações diárias judeus. Ambos os cristãos e judeus envolvidos na violência da multidão registrados nos últimos dias do Império.

Através deste período de revoltas judaicas continuou. Durante a Guerra bizantino-Sasanian de 602-628 muitos judeus partiram contra o Império Bizantino na revolta judaica contra Heráclio, que ajudou com sucesso os sassânidas persas invasores em conquistar todo o Egito Romano e Síria. Em reacção a isso novas medidas anti-judaicas foram promulgadas em todo o reino bizantino e também na França merovíngia .  Logo depois, 634, as conquistas muçulmanas começaram, durante o qual muitos judeus inicialmente levantaram-se novamente contra seus governantes bizantinos.

os judeus eram relativamente livre sob governantes pagãos até que a conversão cristã da liderança desses países, como pode ser visto com Constantino, seria repetida nas terras além do agora colapsado Império Romano. Sigismund de Borgonha promulgou leis contra os judeus depois de chegar ao trono após a sua conversão em 514;  Da mesma forma, após a conversão de Recaredo, rei dos visigodos em 589, o que teria efeito duradouro quando codificada pela Reccesuinth no Código Visigótico da Lei . Este código inspirou judeus a auxiliarem Tariq ibn Ziyad-(um muçulmano) em sua derrubada de Roderick, e sob os mouros (muçulmanos) também, os judeus recuperaram suas liberdades religiosas usurpadas.

Depois do Oitavo século.

No começo do  século 8, a legislação contra as heresias se tornou mais violenta. A Igreja,ao inves de se limitar a apenas os poderes de direito canónico, cada vez recorreu mais aos poderes seculares. Hereges, como os valdenses, albigenses, Beghards, Irmãos Apostólicos, e Luciferianos foram, assim, “tratados com crueldade” , que culminou no estabelecimento do século 13 da Inquisição pelo Papa Inocêncio III.  judeus não foram ignorados por essa legislação , ou, como eles supostamente instigavam os cristãos a judaização, direta ou inconscientemente, pela sua existência. Eles enviaram metafísicos, como Amaury de Bene e David de Dinan; os Pasagians seguiram a Lei mosaica; a heresia Orleans era uma heresia judaica; os Albigens ensinaram doutrina judaica como superior a Cristã; os dominicanos pregou contra ambos os hussitas e seus apoiadores judeus, e, assim, o exército imperial enviou para avançar em Jan Ziska massacraram os judeus ao longo do caminho. na Espanha, onde tinham concedido direitos iguais aos muçulmanos, cristãos, e judeus, Gregorio XI instituiu a Inquisição espanhola para espionar os judeus e mouros onde quer que”por palavras ou escritos que exortavam os católicos a abraçar sua fé”.

Usura tornou-se uma causa imediata de muito sentimento anti-judaica durante a Idade Média Na Itália e depois a Polónia ea Alemanha, João de Capistrano despertou os pobres contra a usura dos judeus.; Bernardinus de Feltre, auxiliado pela noção prática de estabelecer Mont-de-piétés, pediu a expulsão dos judeus em toda a Itália e do Tirol e causou o massacre dos judeus em Trento.  reis, nobres e bispos desanimado esse comportamento , protegendo judeus da monge Radulphe na Alemanha e na luta contra as pregações de Bernardinus na Itália. Estas reacções foram, de conhecer a história de mobs, incitados contra os judeus, os ataques contra seus ricos correligionários continuar.  Anti-Judaísmo era uma dinâmica nos primeiros colônias espanholas nas Américas, onde os europeus usados memes anti-judaicos e formas de pensar contra os povos nativos e africanos, com efeito a transferência de anti-judaísmo para outros povos.

A Igreja manteve o seu antijudaísmo teológico e, favorecendo o poderoso e o rico, o cuidado de não incentivar as paixões do povo.  Mas, embora às vezes interferiu em nome dos judeus quando eles estavam os objetos de fúria de multidões, e, ao mesmo tempo alimentou a fúria através da luta contra o judaísmo.

File:Medieval manuscript-Jews identified by rouelle are being burned at stake.jpg

Judeus sendo queimados na fogueira da inquisição, indentificados pela insignia amarela no peito e pelo chapeu vermelho na cabeça que eram obrigaods a usar.

Anti-judaísmo na reforma e entre os protestantes.

Martinho Lutero foi acusado de anti-semitismo, principalmente em relação às suas declarações sobre os judeus em seu livro “sobre os judeus e suas mentiras”, que descreve os judeus em termos extremamente duros, escorrançando-os, e fornecendo recomendações detalhadas para um pogrom contra eles e sua permanente opressão e / ou expulsão. De acordo com Paul Johnson, O livro de Martin Lutero “pode ser chamado de o primeiro trabalho do anti-semitismo moderno, e um gigantesco passo em frente no caminho para o Holocausto”. Em contraste, Roland Bainton, observou o historiador da igreja e  biógrafo de lutero, escreveu ” se poderia desejar que Lutero tivesse morrido antes mesmo de este tratado foi escrito. Sua posição era inteiramente religiosa e em nenhum aspecto racial “.

Peter Martyr Vermigli, um afinador da Reforma protestante, teve o cuidado de manter a contradição, voltando a Paulo de Tarso, de judeus sendo ambos inimigos e amigos, escrevendo: “Os judeus não são odiosas a Deus pela simples razão de que eles são judeus; de como isso pode ter acontecido desde que foram embelezadas com tantos grandes presentes.

 

O contraste no Antissemitismo:

“Os termos ‘anti-judaísmo” (a aversão ao cristão para com a religião judaica) e’ anti-semitismo ‘(aversão para com os judeus como um grupo racial) são onipresentes nas controvérsias sobre a responsabilidade das igrejas em relação ao extermínio da judeus “e” desde 1945, a maioria dos trabalhos sobre ‘anti-semitismo’ contrastaram este termo com o ‘anti-judaísmo’ “.

De acordo com Jeanne Favret-Saada, a análise cientifica das ligações e da diferença entre os dois termos torna-se difícil por dois motivos. A primeira é a definição: alguns estudiosos argumentam que “anti-judaica” refere-se a teologia cristã e à teologia cristã somente enquanto outros argumentam que o termo se aplica também à política discriminatória das igrejas (…). Alguns autores também avançam que catecismos século XVIII eram “anti-semita” e outros argumentam que o termo não pode ser usado antes da data de sua primeira aparição em 1879. A segunda dificuldade é o fato de estes conceitos se colocam em diferentes contextos: o velho e religiosa para o “anti-judaísmo”; a nova política e de “anti-semitismo”.

Execução de Mariana De Carabajal(judia convertida), acusada de recair em judaismo, Cidade do Mexico, 1601

Como exemplos sobre as nuances apresentadas por estudiosos:

Leon Poliakov, em História do Antisemismo (1991) descreve uma transição de anti-judaísmo para um ateu anti-semitismo vai em paralelo com a transição da religião à ciência, como se o primeiro tivesse desaparecido em diferenciação tardia e, portanto, ambos. No Themito ariano (1995), no entanto, ele escreve que com a chegada do anti-semitismo “, os sentimentos indeléveis e ressentimentos do Ocidente cristão viessem a ser expressos, posteriormente, em um novo vocabulário”. De acordo com Jeanne Fabret “, [se] vê menos cristãos irem à igreja durante a era da ciência, (…) representações religiosas manten-se moldando mentes.
Por Gavin Langmuir, anti-judaísmo está preocupado com as acusações exageradas contra judeus que contêm, no entanto, uma partícula de verdade ou de provas, o anti-semitismo vai além inferências gerais incomuns e está preocupado com falsas suposições. Assim Langmuir considera a rotulagem dos judeus como “assasinos de cristo”‘é anti-judaica; acusações de envenenamento dos poços, por outro lado, ele considera como anti-semita.  Na sua opinião, anti-judaísmo e anti-semitismo existiram lado a lado a partir do século 12 em diante e tem se reforçado um ao  outro desde então.  A libelo de sangue(blood libel ou matsá de sangue) é outro exemplo de anti-semitismo, embora seja baseado em noções distorcidas de judaísmo.
Antijudaísmo também foi distinguido do anti-semitismo com base em critérios raciais ou étnicos (anti-semitismo racial). “A linha divisória [é] a possibilidade de conversão eficaz (…). Um Judeu deixa de ser judeu após o Batismo” No entanto, com o anti-semitismo racial “, o judeu assimilado é ainda um judeu, mesmo após o batismo (…). De qualquer forma, de acordo com William Nichols,” desde o Iluminismo em diante, já não é possível tirar clara linhas de distinção entre as formas religiosas e raciais de hostilidade contra os judeus (…). Uma vez que os judeus foram emancipados e pensamento secular faz a sua aparição sem deixar para trás a antiga hostilidade cristã para com os judeus, o anti-semitismo novo prazo torna-se quase inevitável, mesmo antes explicitamente doutrinas racistas aparecerem. ”

Anti-Judaismo e Islamismo:

File:Banu Qurayza.png

O Massacre dos Banu Qurayza, detalhe de uma miniatura pintada do profeta Ali, e seus companheiros no massacre dos prisioneiros judeus da tribo dos Beni Qurayzah, ilustração do século 19, texto escrito por Muhammad Rafi Bazil. Manuscrito(17folio 108b) agora assegurada esta copia na livraria Britanica, tirado da capa do livro legado da Jihad por Andrew Bostom.

 

Um lugar de destaque na polêmica corânica contra os judeus é dado do ponto de concepção da religião de Abraão. O Alcorão apresenta os muçulmanos como nem judeus nem cristãos, mas os seguidores de Abraão, que está em um sentido físico e literal, como pai dos judeus e dos árabes e viveram antes da revelação da Torá. A fim de mostrar que a religião praticada pelos judeus não é a religião pura de Abraão, o Alcorão menciona o incidente da adoração do bezerro, argumenta que os judeus não acreditam na parte da revelação dada a eles, e que a sua tomando da usura mostra seu mundanismo e desobediência de Deus. Além disso, o Alcorão afirmam que eles atribuem a Deus que ele não revelou. Em sua polêmica contra o Judaísmo, Ibn Hazm forneceu uma lista polêmico do que ele considerava “imprecisões cronológicos e geográficos e contradições; impossibilidades teológicas (expressões antropomórficas, histórias de fornicação e prostituição, ea atribuição de pecados a profetas), bem como a falta de transmissão confiável (tawatur) do texto. ”

Ao longo da Idade de Ouro islâmica, houve relativo tolerar social dos vários califados que ainda estavam, na ocasião, cumprindo as leis discriminatórias contra os membros da fé judaica. Exemplos destes e perseguições mais extremas ocorreram sob a autoridade de vários Movimentos muçulmanos radicais, como a do califa Al-Hakim bi-Amr Allah no século 11, o Califado Almoravida, no século 12, e em 1160 pelo xiita Abd al-Nabi ibn Mahdi que era um Imam do Iêmen.

Anti-Judaísmo e ordens iniciaticas.

Ordens iniciaticas tendem a distorcer a fé judaica, principalmente a parte mistica da fé judaica, ou de alguma forma tentam fazer a sua origem nos judeus misticos(cabalistas) ou Essenios, ordens como a maçonaria por exemplo, possuem todas as suas palavras de passe em hebraico, tanto em ordens misticas como em rituais de magia, costuma-se usar elementos do judaísmo, sejam letras ou a estrela de David, ou algum nome sagrado de Deus, o que seria inconcebivel a um judeu usar o nome de Deus em vão, ou blasfemar usando-0 em magia, outras ordens como a martinista ainda usam vários elementos em hebraico como a estrela de david e fazem alusão a Jesus como Deus ou parte de Deus, o que também é blasfemia no judaísmo, a golden dawn usa letras e palavras em hebraico bem como simbolos hebraicos em sua liturgia, todas elas não são frequentadas por judeus religiosos, uma porque a maioria delas funciona no sabado e um judeu não pode se envolver em nenhum tipo de atividade no sabado, outra porque são rituais estranhos a torá e nenhum judeu praticará um ritual estranho a torá, Fora isso os Judeus religiosos tendem a desmentir essas ordens quando elas se dizem autenticas recebedoras de um conhecimento mistico cabalista perdido, o que gera uma tentativa de anti-judaísmo por parte dos membros dessas ordens, e religioes.

 

~ por Rosemaat Abiff em 01/06/2016.

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