Os filhos da viuva, a viuva e o sumo sacerdote(Cohen Hagadol)

A Torá proíbe um Cohen, sacerdote da religião judaica, de desposar uma mulher divorciada. Proíbe também um Cohen Gadol, o Sumo Sacerdote da religião judaica, de casar-se com uma divorciada ou viúva [1].

Ora, talvez faça sentido a primeira proibição. Como um sacerdote servia como agente espiritual do povo judeu no Serviço Divino, exigia-se dele que vivesse uma vida de completa inocência e espiritualidade. Portanto, a Torá não desejava que ele desposasse um ser humano envolvido em conflito e discórdia.

Mas por que um Sumo Sacerdote não podia desposar uma viúva? O que há na morte do marido que a desqualifique para desfrutar um relacionamento abençoado com um Sumo Sacerdote judeu?

Talvez você se surpreenda com a resposta. Porém sempre considerei esta resposta extremamente reconfortante, pois demonstra como o judaísmo não esconde sua face dos profundos conflitos que confrontam todos os seres humanos na área da intimidade.

Rabi Chaim Yossef David Azulai, um sábio e místico do século dezoito, conhecido como o Chida(lê-se RRida) [2], oferece a seguinte interpretação em nome do notável pensador judeu do século doze, Rabi Yehudá Hachassid [3].

O Sumo Sacerdote de Israel recebia muitos e notáveis poderes espirituais. O mais importante deles era seu dever no dia mais sagrado do ano, Yom Kipur, de entrar no Santo dos Santos do Templo, um local onde nenhum outro judeu vivo jamais tivera permissão de entrar.

Naquele dia específico, o Sumo Sacerdote também pronunciava o Nome secreto de D’us, composto de 72 letras, que continha profundos poderes. (Os sábios judeus intencionalmente deixaram de ensinar aquele Nome durante o período da conquista romana de Jerusalém, e desde então foi esquecido.)

Ora, a Torá se preocupa que o Sumo Sacerdote possa sentir uma inclinação por uma mulher casada em especial. O que poderia ele fazer a respeito do fato de ela ser casada? No Yom Kipur seguinte, ele utilizaria o momento em que pronuncia o inefável Nome de D’us a fim de provocar um decreto de morte para o marido dela. Assim, ele teria condições de desposar a viúva.

É como resultado desta preocupação que a Torá ordena que um Sumo Sacerdote não possa se casar com uma viúva. Mesmo que ele consiga livrar-se do marido, não poderia desposar a viúva.

O judaísmo, em sua atitude para com a psique humana baseada na realidade, sabia muito bem que a sexualidade torna todos os homens – sacedotes e leigos da mesma forma – presas de seu extraordinário apelo. Até um Sumo Sacerdote, no dia mais sagrado do ano, enquanto pronuncia a palavra mais sagrada do mundo, é capaz de pensar em como pode “tirar um homem do caminho” para que possa colocar as mãos em sua mulher. O judaísmo é profundamente sensível à verdade de que todo ser humano tem dentro de si um demônio à espreita. Se você não o desafiar e domá-lo, ele pode transformar você em um monstro.

Portanto, na próxima vez que você for dominado por ânsias especialmente obscuras, não se desespere. Lembre-se, você não é pior que o Sumo Sacerdote de Israel! Você, também, pode lutar contra horríveis demônios. Mas você, também, ainda pode entrar no Santo dos Santos.

[1] Vayicrá 21:7; 14.

[2] 1724-1806. O Chida, autor de mais de 50 volumes sobre o pensamento da Torá, foi um dos maiores luminares de Torá de sua época. Morou em Israel, Egito e Itália. Ele cita esta interpretação em seu livro Penei David.

[3] Rabi Yehudá Hachassid, que residiu em Regensburg, Alemanha, e escreveu o afamado Sêfer Chassidim, foi conhecido como uma das maiores autoridades cabalistas e haláchicas de seu tempo.

os filhos da Viuva…

A esposa de Hiram Abiff ficou Viuva…

Jesus ressuscita o filho de uma viuva…

Sobre a Viuva ainda tem-se

Filho da viúva é um apelido comumente aplicado aos maçons. Viúva, no caso é a própria Maçonaria, enquanto instituição, já que seu fundador, Hiram Abiff foi assassinado. Dessa forma, seus filhos, maçons seriam órfãos de pai. Essa, naturalmente, é uma alegoria, e não é a única inspiração dessa curiosa expressão.
Na verdade, essa expressão é bastante antiga. Ela já era utilizada nas antigas Iniciações, especialmente nos Mistérios Egípcios. Filhos da Viúva eram todos aqueles que se iniciavam nos Mistérios de Ísis e Osíris, pois Ísis era a esposa viúva do deus Osiris,morto pelo seu invejoso irmão Seth.
Na tradição gnóstica, entretanto, há uma lenda oriunda da seita cainita, segundo a qual a famosa Rainha de Sabá, Barcis, quando visitou o reino de Israel, na época de Salomão, não teria se apaixonado pelo famoso e sábio rei, como divulga a tradição, mas sim pelo arquiteto do Templo, Hiram Abiff. Do romance mantido pelos dois teria nascido um filho. Esse menino teria nascido após o assassinato do mestre pelos Jubelos, razão pela qual esse filho do maior maçom da terra era chamado de “o filho da viúva”. Essa lenda foi inclusive tema de uma ópera composta por Gerard de Nerval, que ao que parece, nunca foi encenada.
A expressão permite o desenvolvimento de um simbolismo rico em significação e os maçons espiritualistas souberam utilizá-lo muito bem. Na tradição da Maçonaria, o Filho da Viúva serve tanto para designar os Templários “órfãos” em relação á extinção de sua Ordem e a morte de seu “pai”, o Grão-Mestre Jacques de Molay, quanto aos partidários dos Stuarts em relação á morte de seu rei Carlos I, decapitado por ordem do Parlamento inglês. A viúva daquele rei teria organizado a resistência, sendo a maioria dos seus partidários constituída de maçons. A propósito, foram os stuartistas refugiados na França que desenvolveram a maior parte dos graus do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Filho da Viúva é também Jesus Cristo, cujo pai, José, morreu quando ele era ainda uma criança. Como Jesus consagrou Maria como Mãe de toda a Cristandade, os cristãos são todos filhos da viúva. Filho da Viúva, também, de acordo com outros autores, eram os filhos dos soldados cruzados que embarcavam para a Terra Santa e lá morreram em defesa da fé cristã.
Dessa forma, a expressão carrega um simbolismo bastante apropriado às tradições cultivadas pela Maçonaria.”

“E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.” Lucas 7:12

“E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se, e começou a falar.” Lucas 7:14

Ou seja a viuva(maçonaria) vê a sua ressurreição(no grau de mestre) porque estavas morto no grau de companheiro, vivenciando uma viagem totalmente espiritual(é uma forma de ver isso)

~ por Rosemaat Abiff em 17/01/2017.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
Cabalistas de bombacha

Shalom Aleichem! Seja bem vindo, aqui estudaremos textos e vídeos de diversos Rabinos,focando na Cabalá Judaica tradicional, também abordaremos os costumes e a religião Judaíca.

O CAMINHO DO XAMÃ

Arte, Magia e Desenvolvimento Pessoal

Portalfisica.com

Portal acadêmico de apoio às aulas Presenciais - Prof. Hans Dpto Física -UFSM

conspiro-net

Beyond Conspiracy,Beyond Reality

Meio Mago

Transmute-se...

polluti labia

ANATOMIE DE L'ENFER

Quantum Web

Tecnologia da Informação

%d blogueiros gostam disto: