MANUAL DAS DHARMAN OXINTO

MANUAL DAS DHARMAN OXINTO

 

PRINCESA ALINE HORIBE (REP. HORUS) E NEFERTARI

Este manual se destina às Regentes da Falange Missionária DHARMAN OXINTO e às APONARAS, com a finalidade de que possam, em suas reuniões, levar a todas as componentes noções sobre a participação das missionárias nos diversos trabalhos, mesmo naqueles que ainda não são executados em muitos Templos do Amanhecer, para que possam realizá-los quando estiverem no Templo-Mãe ou em outro Templo em que já estejam implantados. Cumpre chamar a atenção para o fato de que alguns trabalhos são executados, em outros Templos, de acordo com as possibilidades locais, adaptados às suas condições, e as missionárias devem seguir as instruções do Presidente, da Aponara ou de quem por eles for designado para sua realização, jamais contestando qualquer orientação por estar diferente do que aqui está escrito.
Toda a matéria contida neste manual foi copilada de aulas, cartas, leis e trabalhos de nossa Mãe Clarividente e dos Trinos Triada Tumuchy, Arakém e Tumarã. Nada foi inventado por nós e a idéia é a de reunir o que foi ensinado por aqueles a quem coube a orientação de nossa Doutrina.
Para facilitar a consulta, os assuntos foram grupados em três seções:

SEÇÃO I MENSAGENS
SEÇÃO II OS TRABALHOS
SEÇÃO III TEMAS DOUTRINÁRIOS

As instruções e os temas doutrinários podem ser copiados livremente caso haja interesse de mestres e ninfas. NÃO DEVEM SER COMERCIALIZADOS.
Qualquer informação suplementar ou para sugestões e dirimir dúvidas, procure-nos:

CR 06 CASA 6 – VALE DO AMANHECER Fone: (0-61) 308-4212
e-mail: tumaran@correioweb,com.br

Dinah da Silva, 1ª DHARMAN OXINTO

Observas bem o que fazer do tempo, do teu tempo, do teu sacerdócio, de tua missão, e nele procures impregnar todo o teu amor, o que puderes da perfeição de tua conduta, emitindo e comunicando a Doutrina que te foi confiada, para não perderes qualquer afeto na fronteira da morte. O Sol que brilha, a nuvem que passa, o vento da despedida, o luar que alimenta com o perfume da dor… Aproveite, filho, esses momentos de tranqüilidade que a Terra, com toda a sua riqueza, ainda vai cobrar aos que não aproveitaram seus frutos. (…) Tudo o que te parece mistério verás com toda a naturalidade dos justos…
(Tia Neiva)

 

A PRIMEIRA DHARMAN OXINTO DINAH E SUA REGENTE, A NINFA LUA MARIA JOAQUINA
(30/04/2004, CONSAGRAÇÃO DAS FALANGES MISSIONÁRIAS)

SEÇÃO I

M E N S A G E N S

1. FALANGE MISSIONÁRIA DHARMAN OXINTO:
a. A HISTÓRIA
b. A MISSIONÁRIA
c. AS EMISSÕES
d. OS CANTOS
e. AS INDUMENTÁRIAS
2. MENSAGEM ÁS NINFAS
3. TRABALHO COM MINHAS FILHAS MISSIONÁRIAS
4. MENSAGEM DE KOATAY 108
5. NINFAS CONSAGRADAS PELO REINO CENTRAL
6. O DESPERTAR DA MISSÃO
7. A PARTIDA EVANGÉLICA
8. A PARTIDA INICIÁTICA
9. A PARTIDA INICIÁTICA EVANGÉLICA
10. PALAVRAS MARCANTES DE TIA NEIVA
11. 1ª MENSAGEM ÁS DHARMAN OXINTO
12. 1ª MENS. ÀS REGENTES DE TEMPLOS DO AMANHECER
13. 2ª MENSAGEM ÀS DHARMAN OXINTO
14. 3ª MENSAGEM ÀS DHARMAN OXINTO
15. MENSAGEM DE FINAL DE ANO
16. DESPEDIDA DE 1990
17. MENSAGEM ÀS COORDENADORAS
18. NO LIMIAR DE 1992
19. FELIZ 1993
20. 1ª MENSAGEM ÀS REGENTES DO TEMPLO-MÃE
21. 4ª MENSAGEM ÀS DHARMAN OXINTO
22. MENSAGEM ÀS DHARMAN OXINTO DE OLIBAN
23. 2ª MENSAGEM ÀS COORDENADORAS
24. MENS. DHARMAN OXINTO DOS TEMPLOS DO AMANHECER
25. 5ª MENSAGEM ÀS DHARMAN OXINTO
26. DESPEDIDA DE 1998
27. TRANSIÇÃO PARA A NOVA ERA
28. E O MUNDO NÃO ACABOU!…
29. DHARMAN OXINTO NA NOVA ERA
30. AOS TEMPLOS DO AMANHECER
31. A TRÍPLICE CONSAGRAÇÃO
32. NO LIMIAR DO III MILÊNIO
33. 2ª MENSAGEM ÀS REGENTES DO TEMPLO-MÃE
34. FELIZ 2004
35. SEJA BENVINDO, 2005!

1. A FALANGE MISSIONÁRIA DHARMAN OXINTO

A) A HISTÓRIA

A história das missionárias Dharman Oxinto começa no Antigo Egito dos Ramsés, passa pelo verde Peloponeso, pelas planícies macedônicas, pelo Império Romano, pelos desertos da Palestina, pelas nobrezas húngaras, por convento da Aquitânia, pela ensolarada Andaluzia, pelas sinhás e sinhazinhas do Brasil Colônia, quando conviveram com os queridos Pretos Velhos que traziam nossas raízes indianas e africanas, sempre foram marcadas pela coragem e pela energia de suas ações. Nem sempre positivas, mas enérgicas.
No antigo Egito, à época de Ramsés II, o Grande Deus era Amon-Ra, o Deus Sol, mas o povo rendia seu culto a Horus, o Deus-Falcão, símbolo da força da Terra, filho de Isis, a Lua, e Osiris, o Sol. Em Karnak, Horibe, a suma-sacerdotisa de Horus era o espírito reencarnado da Princesa Aline. Naquela época, o povo não podia penetrar nos templos, e somente sacerdotes e sacerdotisas e os faraós e rainhas tinham acesso aos recintos sagrados. O povo aguardava, do lado de fora, a manifestação dos deuses. E havia um grupo de sacerdotisas de Horus, lideradas por Horibe, que, com ajuda de Nefertari, a esposa do faraó Ramsés II, realizava grandes fenômenos entre aquela gente, portando energias maravilhosas, fazendo curas físicas e desobsessivas. Participando de grandes rituais, os poderes de Horibe eram tão grandiosos que ela passou a ser representada pela figura humana com cabeça de falcão – a cabeça de Horus, como se pode ver nas gravuras da época, onde se representa, também, a grande a afinidade entre Horibe e Nefertari. São muitas as representações de Nefertari dando a mão a Horibe, carregando a Cruz Ançanta, chave da Sabedoria, da Vida e da Morte. Essa união se fazia sempre presente. Na maior festa ritualística da época, quando Ramsés II retirava o símbolo de Amon-Ra de seu Oráculo, em Karnak, e o levava, velado, em procissão de barcos pelo Nilo, acompanhada pelo povo nas margens, até Luxor, onde ficava um mês. Ao final desse período, o cortejo se fazia na volta de Amon-Ra para seu Oráculo em Karnak, onde o barco era recepcionado, no palácio, por Nefertari, Horibe e as sacerdotisas de Horus. Pela grande energia de que era portador, esse grupo de sacerdotisas, liderado por Horibe, desempenhou importante papel no decorrer dos tempos, encarregando-se dos primeiros passos iniciáticos, conduzindo os mestres a serem consagrados pela Iniciação de Osiris.
NEFERTARI, esposa de RAMSÉS II Quando a Rainha Exilada saiu da Grécia, tendo sido poupada sua vida por interferência de Pytia (uma das encarnações de Tia Neiva), como se revive hoje no Turigano, ela foi para um palácio na região do Delta do Nilo. Ali, se dedicou à cura de todos os necessitados que a procuravam, dando-lhes abrigo, e marcando, na trilha, a entrada para o palácio, com uma cruz. Era a Cruz do Caminho! E, para ajudá-la, veio do Egito o grupo de sacerdotisas de Horus. Horibe já estava no Plano Espiritual, comandando suas Missionárias do Espaço, e emanando e protegendo o grupo que foi para a Cruz do Caminho.
Em Delfos, Pytia organizou as primeiras falanges missionárias – Yuricys, Muruaicys e Jaçanãs -, e providenciou para que, na Cruz do Caminho, começassem as Iniciações Dharman Oxinto, que significa A CAMINHO DE DEUS, entregues às sacerdotisas de Horus, que receberam o nome de Missionárias Dharman Oxinto. Por isso, na Cruz do Caminho, onde são manipuladas as energias dos Ramsés e do Povo das Águas, as Dharman Oxinto têm lugar de honra e guarda a Mãe Yemanjá.
E, através dos tempos, esse grupo de missionárias Dharman Oxinto permaneceu unido em várias encarnações, vindo sempre com muitas energias, dedicando-se aos trabalhos da Lei do Auxílio. Rainhas e princesas na Europa Central, ciganas maravilhosas da Andaluzia, escreveram histórias de coragem e de amor por onde passaram.
Houve uma encarnação em que viveram como freiras, na Idade Média, numa região próxima a Paris, chamada Aquitânia. Atendiam, em seu convento, às vítimas daqueles senhores feudais que viviam no luxo e na ambição, explorando os humildes. Aqueles reis poderosos, revoltados com o socorro que elas prestavam a suas vítimas, decidiram exterminá-las. Alertadas pelos Mentores, as freiras fugiram, e se refugiaram nas ruínas de um castelo, perdido no meio de grande floresta. Ali continuaram sua obra de assistência física e espiritual, sobrevivendo com mantimentos e roupas que aqueles pobres e humildes aldeões surrupiavam dos nobres em seus castelos, onde serviam. Eram chamadas as FADAS DA FLORESTA!
Na Andaluzia, no sul da Espanha, formaram, em outra encarnação, um grupo de ciganas com muitos poderes, encantando nobres e reis com sua magia e sua beleza. Nessa época, a Princesa Aline liderava as Dharman Oxinto nos planos espirituais, mas tinham no espírito reencarnado de Nefertari sua líder. Por suas origens, têm missão de grande responsabilidade nos diversos trabalhos e rituais na transição para a Nova Era, no Vale do Amanhecer. São de sua responsabilidade os primeiros passos do mestre que começa sua jornada: a Autorização e a Iniciação. Sempre está representada na Elevação de Espadas. Faz honra e guarda a Mãe Yemanjá na Cruz do Caminho. Serve o vinho no Oráculo e na Estrela Sublimação. São comandantes dos Abatás especiais da Bênção de Pai Seta Branca. Em 2002, em mensagem transmitida à 1ª Dharman Oxinto Dinah pelo Ministro Tumarã, em uma Bênção do Pai Seta Branca, nos foi revelado que a Falange havia conquistado, pela sua energia positiva e integração nos trabalhos, as forças vindas do 3ª Raio de Simiromba – o Ministro Adones, que também se fez presente e abençoou todas as missionárias Dharman Oxinto através de Dinah. Em 2004, Amanto nos informou que há muitos anos vem atuando junto às componentes da Falange!
Mas isso não quer dizer que são as melhores, não! Isso significa, apenas, que devem dar o melhor de si, com muito amor, com muita segurança, para cumprir os compromissos que assumiram com a Espiritualidade, especialmente com a Princesa Aline, nos diversos trabalhos de alta precisão, tais como a Autorização, a Iniciação, o Oráculo, a Estrela Sublimação, o Leito Magnético e a Cruz do Caminho. Esse o valor de nossa responsabilidade!
A gola representa o leque de energias emitido pelo plexo, é toda de brilhante luz nas Dharman Oxinto do Espaço. Deve ser tratada com muito carinho, para se manter bonita e apresentável. Aliás, toda a indumentária deve ser bem cuidada. São uma réplica do que é usado nos Planos Espirituais, só que dentro das limitações de nossos materiais. Com o espírito de Horibe – Princesa Aline – no comando das Dharman Oxinto no Plano Espiritual, o comando da Falange, na Terra, ficou sob a responsabilidade do espírito de Nefertari, que, como foi explicado, não pertencia àquele grupo de sacerdotisas, razão pela qual a Primeira da Falange Missionária Dharman Oxinto tem indumentária e canto diferentes dos de suas componentes, e foi incumbida da união das Dharman Oxinto Sol – antes conduzidas pela ninfa Sol Mariana – com as Lua – que eram conduzidas pela ninfa Lua Ivone, esposa do 1º Mestre Jaguar. No Leito Magnético e no Turigano, as Dharman Oxinto Sol e Lua não fazem o canto normal da falange, mas sim um especial. A Primeira Dharman Oxinto é a Ninfa Lua Dinah da Silva, e o Adjunto de Apoio é o Trino Regente Triada Tumarã, Mestre José Carlos. Os prefixos são Clítia, para as Lua, e Clítia-Ra para as Sol.

MARIANA, 1ª D.O. SOL, com Tia Neiva e Edelves (1976) IVONE, 1ª D.O. LUA, com Dinah (1-5-1980)

B) A MISSIONÁRIA

A missionária Dharman Oxinto sabe que todo e qualquer trabalho deve ser feito com duas condições básicas:
1º) ter e emitir o AMOR – transparecendo nas palavras e nos gestos – criando a harmonização com o plano espiritual e permitindo a mais perfeita sintonia entre os participantes; e
2º) deve ter plena CONSCIÊNCIA do que está fazendo.
É necessário, então, que a missionária plenamente consciente de suas responsabilidades tenha sempre em mente que NO MOMENTO EM QUE VESTE A SUA INDUMENTÁRIA JÁ ESTÁ EM TRABALHO NA FORÇA DA SUA FALANGE, isto é, mesmo que não esteja participando efetivamente de algum ritual, está com toda a força irradiada pelas Missionárias do Espaço e, por isso, deve tomar muito cuidado com a sua conduta, onde quer que esteja.
Lembre-se de que nosso Pai acolhe a todos com igual amor e carinho. Não existe esta ou aquela falange que tenha a preferência Dele. Todas são igualmente queridas e a única distinção que Pai Seta Branca faz é entre aquelas que trabalham com amor e as que não têm consciência de seu trabalho.
Por isso, sempre procure se harmonizar com as demais falanges. Não existem aquelas com maior ou menor força, energia ou poder – apenas cada uma tem sua energia própria para sua missão. Todas são dignas de respeito e admiração, porque cada uma delas é parte de um todo. É uma corrente poderosa que se faz representar em cada missionária. Ela é um elo dessa corrente e, a serviço de sua falange, representa a força de sua Princesa. Assim, veja a importância de que se reveste seu papel na Doutrina.
Esteja permanentemente atenta e não se deixe levar pelas provocações. Existem forças negativas, cobradores e espíritos de planos inferiores que irão provocá-la, tentando fazer cair sua vibração, desarmonizá-la, para que, desta forma, você caia com mais facilidade nas armadilhas que lhe prepararam. E não existe melhor ocasião para isso do que quando você veste uma indumentária mas não se conscientiza do seu papel como missionária. É o momento propício para a tentação, pois, com sua indumentária, você está sob leis severas que não permitem abusos ou fraquezas. Se cair, estará caindo de mais alto, o que muito alegrará seus cobradores e a fará sofrer um pouco mais.
Muito tem sido dito que a indumentária impede a ação dos cobradores, protegendo a ninfa de qualquer força negativa. Isso, na realidade, só acontece quando a ninfa tem consciência e está equilibrada. Se estiver fora da sintonia, com baixa vibração, está sujeita a uma força esparsa, a uma corrente negativa ou à ação direta de um irmãozinho, esteja ela com o uniforme de Jaguar ou qualquer outra indumentária.
Veja, pois, como é necessária a plena conscientização e, acima de tudo, o amor, para que você possa se realizar plenamente como missionária. E como é perigoso brincar nos rituais!…
Ser missionária não é fácil. Mas devemos começar pela vontade de querer chegar a um desempenho ideal. Para isso, temos que nos cuidar, nos policiar e, principalmente, treinar. E devemos começar treinando a tolerância, não só com o próximo, mas conosco mesmo.
Na nossa vida de todos os dias, no lar ou no trabalho, na convivência com nossos familiares, com nossos amigos, com nossos colegas de trabalho, vamos iniciar um treinamento, buscando não desperdiçar nossas energias com coisas que não valham a pena. Não vamos dar pérolas aos porcos!…
Vamos, sim, tentar nos dedicar ao que é verdadeiro e útil. As coisas inúteis ou falsas são desnecessárias e só nos causam mal. Um exemplo são os comentários sobre a vida de outras pessoas. Podem até ser verdadeiros, mas serão de alguma utilidade para nós? De que nos adianta tomar conta das vidas das pessoas, com o único interesse de bisbilhotar?
Devemos nos preocupar mais com nossa vida, com nosso comportamento. Todos têm seus reajustes, suas cobranças, e não temos capacidade para julgar ninguém. Por isso, vamos nos preocupar com a nossa parcela, com nossos amores, com nossa jornada. Não vamos acusar a quem não podemos penetrar em seu íntimo para pesar seu coração. Vamos nos harmonizar no amor universal, ajudando a quem precisa, sem querer avaliar se é digno ou não de nossa ajuda. Uma árvore não nega seus saborosos frutos a um passante perverso. Todos podem colher seus frutos, todos podem ter o abrigo de sua sombra, sem distinção.
Nosso Divino e Amado Mestre Jesus nos deixou a lição que deu aos fariseus quando O reprovaram por estar em companhia de pecadores e prostitutas. Ele lhes disse que não viera para salvar os justos e os bons, porque quem é são não necessita de um médico. Viera, sim, para cuidar daqueles que se haviam perdido na aflição e no desespero, para lhes trazer amor e esperança.
Por isso, dentro de nossa missão, está a grande preocupação de não colaborar para a queda de ninguém. Temos de ajudar, com toda nossa força, até mesmo com algum sacrifício, um irmão, para que ele se afaste do abismo.
Sabemos que não é simples esse treinamento – nem fácil – mas, o que se consegue sem esforço? Para ajudar nessa caminhada, gostaríamos de abordar os seguintes pontos que, pela observação do dia-a-dia, devem ser merecedores da atenção das queridas irmãs:

SELEÇÃO DE TRABALHOS – É comum haver necessidade de uma missionária para um trabalho e, ao ser convidada, a ninfa se nega a ir, alegando que está em sintonia de um outro ou, simplesmente, porque “não está com vontade” ou “não se harmoniza com o comandante”. Isso tem acarretado, inúmeras vezes, a paralisação de um Sanday. Imagine a responsabilidade que aquela missionária atraiu para si. Como em um pronto-socorro, temos que estar alertas para qualquer trabalho que seja necessário, aproveitar todas as oportunidades que nos são oferecidas. Negar a força de nosso amor, o poder de nossa falange, é uma afronta que fazemos aos queridos Mentores do plano espiritual responsáveis por aquele trabalho ao qual negamos nossa participação, sem falar no profundo desgosto que causamos aos nossos próprios Mentores.

DESRESPEITO AOS COMANDANTES – É a causa de numerosos problemas e desarmonias nos trabalhos. Se um mestre não tiver condições para dirigir um trabalho, o problema não é nosso. Se foi escalado, é porque estava preparado para tal, tendo sua consciência e firmado o compromisso com o seu Ministro e com seu Cavaleiro que o obriga a verificar a lei e as instruções para bem desenvolver o trabalho para o qual foi designado. Mas, coisas acontecem além da vontade de cada um. Pode até ser um excelente mestre mas que, naquele momento, está sob a atuação de forças que nem podemos imaginar. E isso faz com que seu comando seja difícil, complicando um ritual. Não cabe aos participantes – principalmente às missionárias – entrar em conflito com o comandante, tentando corrigi-lo ou criticá-lo. Nossa missão é, como consta na história de nossa falange, a realização de rituais. Então, não vamos complicar um que já está prejudicado pelo fraco comando. Vamos, sim, colaborar para erguer a vibração do trabalho, pois com nossa harmonia com os planos espirituais poderemos obter a plena realização daquele ritual, superando qualquer falha com nosso amor e mantendo nossa mais perfeita sintonia. Com tolerância e humildade, devemos atender às orientações de qualquer comandante. Se sabemos que, pela lei, devemos agir de um modo e o comandante nos dá instrução diferente, nada de discussão. Vamos obedecê-lo! Ele tem toda a responsabilidade pelo que acontecer. Se até as entidades obedecem aos comandantes, por que não nós?

INTEGRAÇÃO COM OUTRAS FALANGES – É a unificação sonhada por Koatay 108 e que tanto agrada ao nosso Pai, o trabalho conjunto das diversas falanges missionárias em perfeito entrosamento, harmonizadas no amor e na dedicação. Há muitos casos de incompatibilidade por razões individuais, da personalidade, que interferem no comportamento de ninfas, tornando-as agressivas. Quantas oportunidades perdidas, quanta energia desperdiçada… Em alguns casos, quando uma irmã deixa uma falange para entrar em outra, torna-se alvo da antipatia de muitas. Por que isso? Às vezes terminou seu tempo para passar por aquela corrente específica, emanando-se com sua poderosa força, e sua jornada deve continuar em outra falange. Outros casos são de incompatibilidade com as componentes ou com a Regente ou a Primeira. É um problema pessoal e só devemos ajudar, vibrando para que ela ultrapasse esse obstáculo e possa se encontrar consigo mesma para prosseguir sua jornada. Não devemos nos preocupar com as que se vão e sim com as que estão conosco, buscando nossa harmonia. Cada uma sabe de si, de acordo com sua consciência, e somente tem contas a prestar ao nosso Pai.

C) AS EMISSÕES

A emissão é o canto de nossa procedência, nossa apresentação individualizada, código hierárquico contendo tudo o que foi conseguido por nossos trabalhos e por nossas consagrações, para ser ouvido em outros planos, em outra dimensão, formando uma força giradora vertical que faz com que possamos mergu-lhar em nossa individualidade para melhor nos ligarmos à Espiritualidade Maior. É a linguagem das Legiões, do médium já desenvolvido, que está “a caminho de Deus”, na jornada para a vida eterna.
É o canto universal dos mundos onde não há inércia! Em todas as aberturas, o Comandante faz sua emissão. Nos Sandays, em sua maioria, também as ninfas e demais mestres emitem suas origens e seus cantos. Nos Abatás, todos os médiuns fazem suas emissões. Em muitos trabalhos, por questão prática de tempo, as emissões são feitas em conjunto. A emissão abre um canal que atravessa o neutrom, pelo qual flui a força de que um médium dispõe naquele momento.
A Espiritualidade projeta as forças em natureza e quantidade indicadas e suficientes para o trabalho, conforme esteja o médium em condições de manipulá-las. Caso contrário, as forças não poderão ser projetadas eficientemente, pois o médium não tem como suportá-las. Sempre que for abrir um trabalho, é pela emissão que o médium abre o canal de comunicação com os planos superiores, cujo nível de alcance vai depender muito da sintonia e harmonização do médium.

Na Estrela Sublimação as Ismênias fazem as emissões em conjunto, antes de deitar nos esquifes.

Assim, o alcance da emissão é variado e nunca temos como saber ou avaliar até onde chega e, por conseguinte, o que recebemos. Da emissão constam as carac-terísticas da individualidade do médium: Falange, Povo, Adjunto, Classificação, Guia Missionária, Turno, Estrela e Turno Cabalístico, obedecendo ao modelo que é fornecido, a cada médium, pelos Mestres Devas.
A emissão deve ser feita com firmeza, porém suave, sem pressa, sendo as palavras emitidas clara e pausadamente, sem ser gritada, sem atropelos ou vacilações. A ninfa sempre faz a emissão antes do mestre e deve ter consciência de que está emitindo nos dois sentidos: na vertical, buscando atingir os mais elevados planos espirituais, e na horizontal, harmonizando pacientes e médiuns que vão participar do trabalho, atuando como instrumento de paz e harmonia para acalmar as vibrações, proporcionando melhores condições para a emissão do mestre.
Não deve ser precedida a emissão de coisa alguma que não um “Jesus, Divino e Amado Mestre” ou um simples “Salve Deus!”. Muitos usam muitas palavras dispensáveis, que não têm qualquer efeito prático senão o de prolongar suas emissões.
Tal prolongamento é evitado pela Espiritualidade, que nos instruiu sobre o uso de códigos que, ao serem ouvidos nos planos superiores, são perfeitamente entendidos pelas Legiões. Usando barras horizontais, que significam ATENÇÃO quando antes de um zero, e ESTOU CONSCIENTE se após um zero, e duas barras verticais que significam os dois canais de emissão, por uma, de baixo para cima, fluindo a força do médium e pela outra , de cima para baixo, sendo fornecida a força pela Espiritualidade, conforme a situação do mestre e o trabalho que será realizado, o código das emissões têm o seguinte significado:

-0- (Lê-se “barra zero barra”) ATENÇÃO! ESTOU A POSTOS, COM TODAS AS ARMAS E ESTOU CONSCIENTE.

// (barra barra) À DISPOSIÇÃO DA ESPIRITUALIDADE MAIOR.

-0-0-// ESTOU PRONTO, COM TODAS AS MINHAS ARMAS, E PARTO COM MINHA ESCRAVA A SERVIÇO DA ESPIRITUALIDADE MAIOR.

-0-0-X-// ESTOU PRONTO, PARTINDO COM MINHAS ARMAS, MINHA ESCRAVA E COM TODO O MEU POVO A SERVIÇO DA ESPIRITUALIDADE MAIOR.

-0-0-X-X-// ESTOU PRONTO, PARTINDO COM MINHAS ARMAS, MINHA ESCRAVA, MEU POVO E COM O MEU CAVALEIRO DA LEGIÃO A SERVIÇO DA ESPIRITUALIDADE MAIOR.

-0-0-X-X-X-// ESTOU PRONTO, PARTINDO COM MINHAS ARMAS, MINHA ESCRAVA, MEU POVO, COM O MEU CAVALEIRO DA LEGIÃO E TODA A FORÇA DESCRESCENTE DE MINHAS ORIGENS A SERVIÇO DA ESPIRITUALIDADE MAIOR.

Quando errar a emissão, A ninfa não deverá perder o controle e nem se desarmonizar, podendo corrigi-la, sem necessidade de recomeçá-la. Caso dê um branco e não haja como se recuperar, calmamente emite: “Eu, ninfa …., parto com -0-// em Cristo Jesus!”, e pode estar certa de que abriu um canal de emissão com a Espiritualidade.
A emissão deve ser feita sempre de pé, para que as forças projetadas pelos planos espirituais sejam recebidas pelas mãos do médium, penetrem em sua aura e se irradiem para os chakras, energizando-os, enquanto ele fala, plenamente consciente do que está emitindo.
Aquele que não de posiciona corretamente ou não se concentra na sua emissão, nada recebe, porque não abre qualquer canal.
Quando houver uma situação em que um médium do Amanhecer se veja envolvido por vibrações pesadas, desequilíbrios em que perceba a necessidade de buscar suas forças extrasensoriais, em qualquer hora e em qualquer lugar, pode ele fazer sua emissão e seu canto. Caso não haja um lugar discreto onde possa fazê-la como recomendado, pode fazer uma rápida mentalização, vendo-se de pé diante de Pai Seta Branca, fazendo sua emissão e canto, também mentalmente. Dessa forma, estará abrindo seu canal da mesma maneira.
É sempre bom, no primeiro momento de seu dia, que o Jaguar abra sua emissão e faça seu canto, para que tenha à disposição forças para o que irá enfrentar no dia que se inicia, permitindo-lhe manipular a energia que nos é projetada, todas as madrugadas, pela Presença Divina, uma bênção de Deus.
A emissão e o canto devem ser feitos com amor, brotando do fundo do coração, portando um fluido magnético animal que suba aos planos espirituais e se espalhe pelo ambiente, acalmando quaisquer agitações e harmonizando irmãos encarnados e desencarnados que estejam ao redor.
Em sua “Partida Evangélica”, o Mestre Tumuchy nos disse que: “Quando emitimos, estamos falando de uma coisa que está dentro de nós e que está fora de nós. É um perfeito contato com o Universo. É a integração no Universo pelo mergulho na individualidade!”
Com a marcha das civilizações se observa que todas sucumbiram pelo distanciamento de Deus, por efeito do desequilíbrio na recepção e emissão das energias.
Na nossa Corrente, um médium pode ser destruído pela obstrução de seus canais de emissão em conseqüência da falta de controle de seus pensamentos e da conduta doutrinária. A ninfa deve treinar muito sua emissão, para que possa fazê-la corretamente. Pode fazer lendo, até que consiga memorizá-la. É melhor agir assim do que se perder em meio à emissão.
Nunca se deve criticar um médium que não esteja fazendo sua emissão de forma correta, mas, sim, procurar, com amor e sem ofendê-lo, informá-lo de suas deficiências para que possam ser corrigidas.
É também aconselhável que, ao ser feito o canto de um Adjunto Arcano de povo ou de uma Missionária, que seus componentes e irmãs de Falange se coloquem de pé, pois, naquele momento, a energia daquele Ministro ou da Princesa Missionária está chegando àquele ambiente.
Uma observação final:
1) a emissão nunca deverá ser feita na Pira, pois ali estamos diante da Corrente Mestra Evangélica, e somente os Presidentes do Dia fazem suas emissões, na Chave de Abertura dos Retiros ou dos Trabalhos Oficiais;
2) Não se deve colocar acréscimos nas emissões, tais como “Regente…”, etc., que podem ser alterados e Tia Neiva sempre nos alertou para que nada fosse acrescentado em uma emissão que depois fosse tirado.

EMISSÃO DA NINFA DHARMAN OXINTO LUA SEM MESTRE

SALVE DEUS! EU, NINFA LUA, DA FALANGE ________________, POVO DE ________, DHARMAN OXINTO MISSIONÁRIA DO ADJUNTO ________, KOATAY 108, MESTRE ______________, NO ADJUNTO _____________, KOATAY 108, MESTRE ____________, NA ORDEM DA PRIMEIRA DHARMAN OXINTO DINAH, NA REGÊNCIA DO TRINO TRIADA TUMARÃ, KOATAY 108, MESTRE JOSÉ CARLOS. Ó, JESUS, ACABO DE RECEBER DE DEUS PAI TODO PODEROSO A SINTONIA DO GRANDE E DIVINO MESTRE OLORUM, NA LINHA DESTE AMANHECER! DESEJANDO ALCANÇAR OS PODERES DO REINO CENTRAL, COLOCO, JESUS, A TERNURA DE TODOS OS TEMPOS! EMITE, JESUS! DEIXE QUE AS FORÇAS SE DESLOQUEM ATÉ O MEU PLEXO! EU, _____________________, SOU UMA GUIA MISSIONÁRIA VINDA DO MUNDO VERDE, EM MISSÃO ESPECIAL. VENHO NA FORÇA DECRESCENTE DA GUIA MISSIONÁRIA ___________________ CLÍTIA, TURNO ________________, NA ESPERANÇA DE MINHA ESTRELA _________________ DO MEU SEGUNDO VERBO, NA ORDEM DO PRIMEIRO SÉTIMO, LEVANDO OS PODERES DE MINHA MÃE KOATAY 108, QUE ME FEZ ____________________, PARA FORTALECER O MEU SOL INTERIOR, NOS TRÊS REINOS DE MINHA NATUREZA PARTIREI SEMPRE COM -0-// EM CRISTO JESUS! SALVE DEUS!

EMISSÃO DA NINFA DHARMAN OXINTO LUA COM MESTRE

SALVE DEUS! EU, NINFA LUA, DA FALANGE ________________, POVO DE ________, DHARMAN OXINTO MISSIONÁRIA DO ADJUNTO ________, KOATAY 108, MESTRE ______________, NO ADJUNTO _____________, KOATAY 108, MESTRE ____________, ESCRAVA DO _____________________________________________________________, MESTRE ________________________, NA ORDEM DA PRIMEIRA DHARMAN OXINTO DINAH, NA REGÊNCIA DO TRINO TRIADA TUMARÃ, KOATAY 108, MESTRE JOSÉ CARLOS. Ó, JESUS, ACABO DE RECEBER DE DEUS PAI TODO PODEROSO A SINTONIA DO GRANDE E DIVINO MESTRE OLORUM, NA LINHA DESTE AMANHECER! DESEJANDO ALCANÇAR OS PODERES DO REINO CENTRAL, COLOCO, JESUS, A TERNURA DE TODOS OS TEMPOS! EMITE, JESUS! DEIXE QUE AS FORÇAS SE DESLOQUEM ATÉ O MEU PLEXO! EU, _____________________, SOU UMA GUIA MISSIONÁRIA VINDA DO MUNDO VERDE, EM MISSÃO ESPECIAL. VENHO NA FORÇA DECRESCENTE DA GUIA MISSIONÁRIA ___________________ CLÍTIA, TURNO ________________, NA ESPERANÇA DE MINHA ESTRELA _________________ DO MEU SEGUNDO VERBO, NA ORDEM DO PRIMEIRO SÉTIMO, LEVANDO OS PODERES DO MESTRE QUE ME FEZ ____________________, PARA FORTALECER O MEU SOL INTERIOR, NOS TRÊS REINOS DE MINHA NATUREZA PARTIREI SEMPRE COM -0-0-// EM CRISTO JESUS! SALVE DEUS!

EMISSÃO DA NINFA DHARMAN OXINTO SOL SEM MESTRE

SALVE DEUS! EU, NINFA SOL, DA FALANGE ________________, POVO DE ________, DHARMAN OXINTO MISSIONÁRIA DO ADJUNTO ________, KOATAY 108, MESTRE ______________, NO ADJUNTO _____________, KOATAY 108, MESTRE ____________, MADRINHA DO __________________________________________________________­­___, NA ORDEM DA PRIMEIRA DHARMAN OXINTO DINAH, NA REGÊNCIA DO TRINO TRIADA TUMARÃ, KOATAY 108, MESTRE JOSÉ CARLOS. Ó, JESUS, ACABO DE RECEBER DE DEUS PAI TODO PODEROSO A SINTONIA DO GRANDE E DIVINO MESTRE OBATALÁ, NA LINHA DESTE AMANHECER! DESEJANDO ALCANÇAR OS PODERES DO REINO CENTRAL, COLOCO, JESUS, A TERNURA DE TODOS OS TEMPOS! EMITE, JESUS! DEIXE QUE AS FORÇAS SE DESLOQUEM ATÉ O MEU PLEXO! EU, _____________________, SOU UMA GUIA MISSIONÁRIA VINDA DO MUNDO VERDE, EM MISSÃO ESPECIAL. VENHO NA FORÇA DECRESCENTE DA GUIA MISSIONÁRIA ___________________ CLÍTIA-RA, TURNO ________________, NA ESPERANÇA DE MINHA ESTRELA _________________ DO MEU TERCEIRO VERBO, NA ORDEM DO PRIMEIRO SÉTIMO, LEVANDO OS PODERES DE MINHA MÃE KOATAY 108, QUE ME FEZ ____________________, PARA FORTALECER O MEU SOL INTERIOR, NOS TRÊS REINOS DE MINHA NATUREZA PARTIREI SEMPRE COM -0-// EM CRISTO JESUS! SALVE DEUS!

EMISSÃO DA NINFA DHARMAN OXINTO SOL COM MESTRE

SALVE DEUS! EU, NINFA SOL, DA FALANGE ________________, POVO DE ________, DHARMAN OXINTO MISSIONÁRIA DO ADJUNTO ________, KOATAY 108, MESTRE ______________, NO ADJUNTO _____________, KOATAY 108, MESTRE ____________, MADRINHA DO ____________________________________________________________, NA ORDEM DA PRIMEIRA DHARMAN OXINTO DINAH, NA REGÊNCIA DO TRINO TRIADA TUMARÃ, KOATAY 108, MESTRE JOSÉ CARLOS. Ó, JESUS, ACABO DE RECEBER DE DEUS PAI TODO PODEROSO A SINTONIA DO GRANDE E DIVINO MESTRE OBATALÁ, NA LINHA DESTE AMANHECER! DESEJANDO ALCANÇAR OS PODERES DO REINO CENTRAL, COLOCO, JESUS, A TERNURA DE TODOS OS TEMPOS! EMITE, JESUS! DEIXE QUE AS FORÇAS SE DESLOQUEM ATÉ O MEU PLEXO! EU, _____________________, SOU UMA GUIA MISSIONÁRIA VINDA DO MUNDO VERDE, EM MISSÃO ESPECIAL. VENHO NA FORÇA DECRESCENTE DA GUIA MISSIONÁRIA _________________________ CLÍTIA-RA, TURNO ________________, NA ESPERANÇA DE MINHA ESTRELA _________________ DO MEU TERCEIRO VERBO, NA ORDEM DO PRIMEIRO SÉTIMO, LEVANDO OS PODERES DO MESTRE QUE ME FEZ ____________________, PARA FORTALECER O MEU SOL INTERIOR, NOS TRÊS REINOS DE MINHA NATUREZA PARTIREI SEMPRE COM -0-0-// EM CRISTO JESUS! SALVE DEUS!

Atenção: Muitas missionárias emitem, equivocadamente, “…coloco, Jesus, a ternura de todos os TEMPLOS”. Está errado, pois a invocação se relaciona com a jornada do médium, através dos TEMPOS.

ATENÇÃO: AS EMISSÕES DEVERÃO SER SOLICITADAS AOS MESTRES DEVAS, PELA 1ª DA FALANGE, NO TEMPLO-MÃE, OU POR SUAS REGENTES E/OU APONARAS, NOS TEMPLOS DO AMANHECER.

D) OS CANTOS

Com exceção dos trabalhos de Abatá das Ninfas Missionárias – em que a comandante emite o canto determinado na Lei -, e Turigano e Leito Magnético, que têm seu canto específico, as Dharman Oxinto – Sol e Lua – têm um só canto. No Sudálio (Linha de Passe), a ninfa faz o “Primeiro Canto” ou um “Pai Nosso” e não emite o canto da falange. A Primeira Dharman Oxinto tem o canto da sua individualidade, que é, assim, diferente das demais.

CANTO DAS DHARMAN OXINTO SOL E LUA

SALVE DEUS!
Ó, JESUS, VENHO MAIS UMA VEZ, NESTA BENDITA HORA,
OFERTAR O MEU CANTO E ELEVAR MINHAS VIBRAÇÕES
NA MISSÃO EM QUE PERANTE SIMIROMBA, MEU PAI, ME COLOQUEI!
SOU UMA MISSIONÁRIA DHARMAN OXINTO,
E AQUI ESTOU PARA EMITIR, COM TODO O MEU AMOR,
A VIDA INICIÁTICA DESTE AMANHECER…
Ó, JESUS! EM TUA INFINITA MISERICÓRDIA,
PERMITA QUE AS FORÇAS SE ENCONTREM E SE ENTRELACEM
COM A LUZ DA RAZÃO QUE EXISTE EM CADA VIDA,
FAZENDO CRESCER, EM NOSSAS CONSCIÊNCIAS,
A RESPONSABILIDADE DA GRANDIOSA PARTIDA
DESTA PARA UMA NOVA ERA…
QUISERA, Ó, JESUS, QUE ESTAS FORÇAS BENDITAS
PUDESSEM RESPLANDECER EM MIM, PARA QUE EU,
EMITINDO TODO O MEU AMOR,
POSSA, ONDE ESTIVER EM MINHA JORNADA NESTA ERA,
SER O REFLEXO DO BEM E DA LUZ!… SALVE DEUS!

CANTO ESPECIAL DA DHARMAN OXINTO
NO LEITO MAGNÉTICO E NO TURIGANO

SALVE DEUS! Ó, PODEROSO REINO CENTRAL!
MEU MESTRE, PRIMEIRO CAVALEIRO DA LANÇA REINO CENTRAL!
EU, NINFA (Sol ou Lua) DA FALANGE …..,
MISSIONÁRIA DHARMAN OXINTO, POVO DE …
NINFA (ADJURAÇÃO, se for Sol – AJANÃ, se for Lua) …. (nome)…..,
VENHO, EM NOME DE SIMIROMBA NOSSO PAI,
COLOCAR À VOSSA DISPOSIÇÃO
OS PODERES QUE ME FORAM CONFIADOS.
Ó, JESUS! AS LINHAS SE ENTRELAÇAM
PARA A HARMONIZAÇÃO DESTE TRABALHO NA FORÇA ABSOLUTA
QUE VEM DE DEUS PAI TODO MISERICORDIOSO!
SÃO LUZES QUE VÊM AO NOSSO ALCANCE…
SÃO MANTRAS QUE SE ASSEMELHAM,
EM NOSSOS CORAÇÕES, A ESTA DIVINDADE QUE NOS CERCA!
CAVALEIRO DA LANÇA VERMELHA! CAVALEIRO DA LANÇA LILÁS!
CAVALEIRO DA LANÇA RÓSEA! CAVALEIROS DE OXOSSE!
OS MEUS RESPEITOS COM TERNURA…
MEU MESTRE, PRIMEIRO CAVALEIRO DA LANÇA REINO CENTRAL!
VERTICAL (se for Lua) ou PARTO (se for Sol)
COM -0- PORQUE -X- VOS PERTENCE.
SALVE DEUS!

No Leito Magnético, após ter terminado este canto, a missionária Dharman Oxinto se vira para o Comandante e diz:

PEÇO LICENÇA A VOSSA MERCÊ PARA ME RETIRAR. SALVE DEUS!

E retorna a seu lugar, conduzida pelas balizas.

CANTO DA PRIMEIRA DHARMAN OXINTO DINAH

 

SALVE DEUS!
Ó, JESUS, ESTE É O CANTO
DA MINHA INDIVIDUALIDADE!
SOU TUA FILHA QUE TE QUER FALAR!
SOU A PRIMEIRA MISSIONÁRIA DHARMAN OXINTO,
E VENHO DO MUNDO VERDE
NA ESPERANÇA DE TE ENCONTRAR…
MANEJO AS MINHAS FORÇAS MEDIÚNICAS
NO PODER DESTE UNIVERSO,
E DISPONHO
DA FORÇA DECRESCENTE MAGNÉTICA
NA FALANGE MISSIONÁRIA DHARMAN OXINTO,
E, JUNTAS, TUDO IREMOS FAZER EM BENEFÍCIO
DE NOSSAS COMPONENTES
E DE NOSSA DOUTRINA,
NA ESPERANÇA DE UM MUNDO MELHOR, DE PAZ, AMOR E ALEGRIA… MEU PAI SETA BRANCA,
NOSSO SIMIROMBA DE DEUS!
JESUS, DIVINO E AMADO MESTRE!
QUE TODO ESSE PODER ABSOLUTO,
QUE EMANA DOS ABENÇOADOS
ESPÍRITOS DOS HIMALAIAS,
SE DESLOQUE ATÉ NÓS,
ILUMINANDO NOSSA JORNADA,
TRAZENDO A HARMONIA
AOS NOSSOS CORAÇÕES…
NA FORÇA LUMINOSA DOS
GRANDES INICIADOS DOS HIMALAIAS,
PARTIREI SEMPRE COM -0-// EM CRISTO JESUS! SALVE DEUS! (Tia Neiva, 28.7.83)

 

ABERTURA DO SUDÁRIO: O PRIMEIRO CANTO

SALVE DEUS! EU, (emissão)
EMITO O MEU CANTO NA LUZ DO MEU PRIMEIRO CANTO!
Ó, JESUS, ESTA É A HORA PRECISA NA INDIVIDUALIDADE
DE NOSSAS VIDAS, DE MINHA VIDA!…
Ó, JESUS, É A HORA EM QUE, DENTRO DE MIM,
ASSISTO O DESPERTAR DAS FORÇAS
NA FORÇA ABSOLUTA QUE VEM DE DEUS TODO PODEROSO.
QUISERA, Ó, PERFEIÇÃO,
QUE AS PÉROLAS DOS ANJOS E DOS SANTOS ESPÍRITOS
ENCONTRASSEM ACESSO NOS HOSPITAIS, NOS PRESÍDIOS,
ONDE GEMEM E CHORAM OS INCOMPREENDIDOS,
NA DESARMONIA PORQUE ORA NÃO TE CONHECEM…
DÊ A LUZ DA VIDA E DA MORTE!
ILUMINA O VIANDANTE NA SUA OBSCURIDADE,
ILUMINA OS CEGOS, TAMBÉM, NA SUA OBSCURIDÃO!…
ILUMINA, Ó, JESUS, OS CAMPOS ORVALHADOS,
AS CORDILHEIRAS SILENCIOSAS À MARGEM DO RIO CAUDALOSO,
ONDE VIVEM A CHOUPANA E O LAVRADOR…
AS CACHOEIRAS DAS MATAS; O CABOCLO E SEUS AMORES;
O SAVEIRO NO MAR DISTANTE; O MENINO E A MENINA;
A JOVEM MÃE ABANDONADA; O ÓRFÃO DE PAI E MÃE VIVOS…
NOS LIBERTE, SENHOR, DA CALÚNIA, DA FALSIDADE E DO DESPREZO!
MESTRES DESTA CONSAGRAÇÃO: VAMOS EMITIR TODO O NOSSO AMOR,
PARA QUE EFLÚVIOS LUMINOSOS NOS ALCANCEM
E NOS PROTEJAM, NA LUZ DOS NOSSOS CAMINHOS CÁRMICOS.
MEUS IRMÃOS E MEUS FILHOS!
MENTALIZEMOS O QUE FORMAMOS NESTE CANTO,
PARA QUE OS GRANDES INICIADOS DISTRIBUAM DE NOSSAS MENTES
PARA O FENÔMENO DESOBSESSIVO…
MUNDO ENCANTADO DOS HIMALAIAS! POVO DE DEUS! RAIO DE ARAKEM!
PODER DA VIDA E DO AMOR, DO MEU AMOR, DO NOSSO AMOR,
DO AMOR INCONDICIONAL QUE EM NOME DO PAI E DO FILHO,
DO ESPÍRITO DO SOL E DA LUA, SALVE DEUS! (Tia Neiva, 3.7.79)

 

SEGUNDO DO MEU PRIMEIRO CANTO

Ó, JESUS! NESTA HORA BENDITA
EU QUERO ME ENCONTRAR COMIGO MESMO…
EU QUERO SENTIR TODO O MEU AMOR,
QUERO SENTIR RESPLANDECER O MEU SOL INTERIOR…
MESMO NAS NOITES DENSAS, SEM LUAR,
QUERO SENTIR O AROMA DA MATA FRONDOSA,
QUERO SENTIR, QUERO RESPIRAR JUNTINHO AOS CABOCLOS E ÀS CABOCLAS;
QUERO SENTIR TUA BÊNÇÃO, TUA MÃO EM MINHA TESTA,
TIRANDO OS MALES QUE RESTAM NO FUNDO DO MEU CORAÇÃO.
QUERO OUVIR O RIACHO QUE CORRE, SUA ÁGUA CRISTALINA…
QUERO A FORÇA DE JANAÍNA, SUA BÊNÇÃO, SEU OLHAR…
QUERO O CANTO DE JUREMA E JUREMÁ!
QUERO SENTIR A FRANQUEZA DE MEUS PAIZINHOS NAGÔS,
QUE, DE LONGE, VÊM AO MEU ENCONTRO, ALIVIAR A MINHA DOR!
PAIZINHOS, EU QUERO O AROMA DESTA FLOR,
PARA O PROGRESSO DE MINHA VIDA MATERIAL E ESPIRITUAL!
QUERO LEVAR A TUA BÊNÇÃO AOS MEUS MENINOS E ÀS MINHAS MENINAS,
AOS MEUS AMORES, AO MEU AMOR!
QUERO SUBIR NO PICO DESTA MONTANHA,
QUERO ANDAR EM CIMA DAS CORDILHEIRAS,
QUERO DESCER ATÉ O RIO CAUDALOSO!
QUERO A PUREZA DOS MANTRAS DE YEMANJÁ, QUE ME ENVOLVAM!…
QUE RETIREM, Ó, MÃE, MEUS CONFLITOS, AS MINHAS DORES,
AS MINHAS NECESSIDADES, PARA QUE EU POSSA VIBRAR SEM DÚVIDAS,
AMANDO SEM VACILAR!…
Ó, JESUS! Ó, SIMIROMBA. MEU PAI! É A HORA DA INDIVIDUALIDADE,
EM QUE MINHAS DORES TE VENHO ENTREGAR…
DEPOIS, FAZER A MINHA OFERTA A QUEM DE MIM NECESSITAR.
NÃO DEIXAS, MEU PAI, QUE EU SOFRA COM O COBRADOR A COBRAR…
QUE EU SINTA A COMPREENSÃO, E QUE VEJA A LUZ DA TUA RAZÃO…
NÃO DEIXAS QUE MAUS PENSAMENTOS ME VENHAM DESAJUSTAR!
Ó, PODER! Ó, PERFEIÇÃO! QUE NA LUZ INICIÁTICA, NA CORRENTE MEDIÚNICA,
A NINFA E O JAGUAR, AMANDO E PERDOANDO,
SEMPRE ESTEJAM, SEM CONFLITO, A VIBRAR!
Ó, JESUS! Ó, SIMIROMBA, MEU PAI! É UMA ESTRELA QUE APARECE,
UMA VIDA A PAGAR, UM MUNDO EM EVOLUÇÃO,
NOVA LUZ QUE VAI DOMINAR O DIA E A NOITE!
EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO. SALVE DEUS!
(Tia Neiva, s/d)

TIA NEIVA – O MEU CANTO

Ó, JESUS! EU OLHEI PARA O SOL, E SENTI QUE OS MEUS IRMÃOS LÁ DO ALTO
ME OLHAVAM COM TERNURA E REPARAÇÃO… OLHEI PARA O CÉU:
SENTI QUE TODO O UNIVERSO ETÉRICO SE PREOCUPAVA COMIGO…
SENTI TAMBÉM, JESUS, QUE TUDO O QUE EU PEDIA,
NÃO DEPENDIA DE LÁ, E SOMENTE DAQUI TODA A GRANDEZA PARTIRIA…
VI ENTÃO, JESUS, QUE BUSCAMOS O QUE JÁ TEMOS AQUI,
E QUE O MUNDO ILUMINA AOS QUE SABEM CONQUISTAR
E NÃO AOS QUE VIVEM DAS CONQUISTAS DESCOBERTAS!…
E SENTINDO, JESUS, TODO O AMOR DESTA REVELAÇÃO,
PEÇO FORÇAS PARA QUE EU NÃO VENHA A FRAQUEJAR
NA CONQUISTA UNIVERSAL DESTA MISSÃO!
PARA SEMPRE… SEM FIM… SALVE DEUS! (Tia Neiva, 23.4.81)

CANTO DO APARÁ

SENHOR! NESTA BENDITA HORA,
VENHO TE PEDIR A PERMISSÃO PARA MELHOR ME CONDUZIR
À MESA REDONDA DO GRANDE ORIENTE DE TAPIR!
QUE AS FORÇAS DOS VETERANOS ESPÍRITOS ME CONDUZAM
E ME ILUSTREM, PARA MELHOR SERVIR
NESTA ERA PARA O TERCEIRO MILÊNIO!
SENHOR! SINTO A TRANSFORMAÇÃO DO MEU ESPÍRITO E,
PARA QUE EU POSSA TRABALHAR SEM DÚVIDAS,
TIRA-ME A VOZ, QUANDO, POR VAIDADE,
ENGANAR AOS QUE POR MIM ESPERAM…
NÃO PERMITA, SENHOR, QUE FORÇAS NEGATIVAS DOMINEM A MINHA MENTE!
FAZE, SENHOR,COM QUE SOMENTE A VERDADE
ENCONTRE ACESSO EM TODO MEU SER!
FAZE-ME INSTRUMENTO DA TUA PAZ!
ILUMINA A MINHA BOCA,
PARA QUE PURAS SEJAM AS MENSAGENS DO CÉU POR MIM!
ILUMINA, TAMBÉM, AS MINHAS MÃOS
NAS HORAS TRISTES E CURADORAS, E PARA SEMPRE!…
JURO SEGUIR AS INSTRUÇÕES DOS MESTRES DOUTRINADORES,
VETERANOS DESTA DOUTRINA DO AMANHECER!
FAZE-ME INSTRUMENTO DA TUA SANTA PAZ! A PARTIR DE ENTÃO
VIVERÁS EM MEU ÍNTIMO, E SEREI SÁBIO PARA MELHOR TE SERVIR!…
ESTE É O TEU SANGUE
QUE JAMAIS DEIXARÁ DE CORRER EM TODO O MEU SER!
SALVE DEUS! (Tia Neiva, s/d)

E) AS INDUMENTÁRIAS

ANTIGAS INDUMENTÁRIAS DE DHARMAN OXINTO LUA E SOL, com as golas de lamê. Por ir perdendo a qualidade e ficando difícil de encontrar, o lamê foi substituído pelas lantejoulas, bordadas nas golas e cintos.

Indumentária é, por definição, o vestuário usado em função a épocas ou povos e, por isso, todas as roupas que usamos para nossos trabalhos espirituais, no Vale do Amanhecer, podem ser consideradas como indumentárias, pois buscam representar, de maneira rude, porque nossas limitações materiais são enormes, o mostrado nas visões de nossa Mãe Clarividente dos povos dos planos espirituais.
Além disso, dentro deste conceito, nossos uniformes também podem ser considerados como indumentárias, porquanto se relacionam com a transição para a Nova Era, fazendo o melhor possível o equilíbrio das vibrações nos diversos trabalhos onde é usado. Portanto, vamos incluir tudo que usamos, na nossa Corrente, como indumentárias. A indumentária busca elevar o padrão vibratório não apenas do médium que a usa, mas, sim, também, as dos pacientes e demais pessoas que o cercam.
O uniforme nivela todos, evitando que, se usássemos roupas comuns, houvesse aqueles que estivessem melhor vestidos do que outros, provocando, por isso, vibrações favoráveis para uns e desfavoráveis para outros, pois estariam espelhando nossa personalidade. Por isso é necessário ser o mais igual possível, isto é, manter suas indumentárias sem acréscimos nem modificações ou enfeites que possam revelar a sua personalidade e atraem as vibrações dos outros.
Com sua indumentária o médium aflora melhor a sua individualidade, e isso se faz de tal forma que, de modo geral, suas indumentárias ficam impregnadas por sua emanação. Outro ponto importante é o cuidado com as indumentárias. Devem ser elegantes e limpas, nunca sujas, rasgadas ou amarrotadas. Devem ter, também, corte bem adaptado ao físico do médium, sem serem folgadas ou muito justas, largas ou curtas. Nada existe por acaso, e as cores e as formas das indumentárias, como veremos adiante, se relacionam diretamente com as energias a serem manipuladas, o que significa a indicação correta de cada indumentária para cada trabalho que se precise realizar.
Foi dito que a indumentária de falange missionária isola a ninfa de tal forma que ela se torna imune a cargas negativas e energias esparsas. Até certo ponto, está correto, pois a missionária recebe uma forte proteção pela ionização que lhe faz sua indumentária. Todavia, se estiver trabalhando física ou mentalmente fora das Leis, fora da conduta doutrinária, nada impede a ação de espíritos das Trevas que podem perturbá-la, desequilibrando-a e a impedindo de receber seus bônus.
Um outro aspecto se relaciona com o médium, especialmente a ninfa, que coloca sua indumentária e fica como que passeando de um lado para outro, sem realizar qualquer trabalho, apenas de conversinhas e namoricos pelo Templo e lanchonetes. Seria melhor nem ter ido ao Templo, porque, neste caso, nada ganharia, mas, também, nada perderia. Mas ao agir daquela forma, está perdendo algum bônus que tenha obtido, agravando sua faixa cármica.
Projetadas desde o Reino de Zana, trazidas por Mãe Yara através de nossa Mãe Clarividente, as indumentárias devem ser fielmente confeccionadas, dentro dos modelos que Tia Neiva passou à sua filha Carmem Lúcia, para que fossem feitas fielmente de acordo com as especificações exigidas pela Espiritualidade. Embora muitas outras costureiras, especialmente nos Templos do Amanhecer, estejam também confeccionando indumentárias, todas têm que seguir o mesmo modelo, sem alterações nem adaptações, mesmo que ditadas por uma Primeira de Falange, conforme o recebido por Koatay 108. Qualquer alteração em uma indumentária só poderá ser efetuada após aprovação dos Trinos Presidentes Triada, sendo vedada a qualquer Primeira de falange missionária efetuar modificações, por menores que sejam, sem a autorização dos Trinos Triada expressamente feita, por escrito.
Na Cura, as ninfas não poderão participar, exceto no Sanday, com suas indumentárias de Ninfa Sol ou Lua, Missionária ou Prisioneira; também na Indução não pode a ninfa participar com uma dessas indumentárias:

UNIFORME BRANCO – Usado pelas ninfas desde o início de suas aulas de Desenvolvimento e por toda sua jornada na Doutrina, o chamado “branquinho” ou uniforme branco deve ser feito em tergal Verão branco, com pala 5 cm abaixo da cava, saia godê (usualmente a metragem é de 3,50 metros, com 1,40 m de largura), mangas ¾ com 3 cm de folga na boca da manga. As fitas brancas, do mesmo tecido, têm 1,20 m de comprimento e 5 cm de largura, que se cruzam nas costas e dão um nó na frente (nó de gravata), a direita sobre a esquerda. A ninfa deve cuidar para que esteja em perfeitas condições de limpeza, uma vez que o branco suja muito, principalmente a barra da indumentária. Deve ter cuidado para que esteja abotoada nas costas. Deve, também, usar anágua, porque o tecido é pouco denso e pode ter as formas de seu corpo sombreadas, o que indica o uso de roupas de baixo brancas, de tons bem claros ou da cor da pele. Não devem ser usadas calças compridas ou bermudas por baixo do vestido branco. Outro cuidado deve ser com o calçado: uma sandália branca ou clara. Não usar tênis nem chinelos. Não devem usar cinto nem outro qualquer acessório no vestido, bem como colares, pulseiras, brincos e enfeites nos cabelos, demonstrando simplicidade e, o que é mais importante, o despojamento de sua personalidade, dando lugar à individualidade. Desde que use qualquer indumentária, é obrigatório o uso da fita lilás/amarela, com o símbolo de Apará ou Doutrinador. Sendo emplacada, passa a usar o crachá com a placa. Após sua Iniciação, a ninfa apenas acrescenta o colete, que deve receber o crachá com a placa, em seu lado direito. Para realizar a Estrela de Aspirantes, a ninfa já Iniciada coloca sobre seu uniforme branco uma capa simples, sem forro. Mesmo após todas as suas futuras consagrações, a ninfa terá oportunidade de usar seu uniforme branco. Quando usado para o período do Desenvolvimento, o branco tem o significado de que aquela médium está preparada para receber coisas novas, isto é, tudo o que trazia, na sua personalidade, tudo o que era e pensava em relação à vida, tem tudo que ficar em branco, para, então, poder receber novas idéias, novas impressões. O seu uso, já com o colete, nos Retiros, nas Sessões Brancas e outros trabalhos se deve a ser o branco totalmente impermeável a muitas vibrações e formas de energia, assim isolando o plexo da ninfa, com elevado poder de proteção energética.

NINFA JAGUAR – Após fazer a Elevação de Espada, a ninfa pode usar seu uniforme de Jaguar – blusa preta de renda, com as morsas nas mangas, usada com modelador, camiseta ou combinação preta, para que só apareça a pele, por baixo da renda, no decote e nas mangas, com fita e colete; saia marrom, feita com seis nesgas, sendo justa da cintura até o quadril, com o comprimento até o peito do pé (metragem normal de 2,20 metros de comprimento, com l,40 m de largura) e com cinto largo, marrom ou preto. O calçado deve ser, também, marrom ou preto. O preto é a cor que atrai mais vibrações, atuando como verdadeiro imã magnético, nos trabalhos desobsessivos, atraindo forças negativas que são desintegradas pelo campo magnético formado pela fita. O marrom é uma cor neutra, não tendo qualquer finalidade vibracional específica, e seu uso é indicado pela melhor manutenção de sua aparência, não prejudicada tão facilmente pelo desgaste e pela poeira Mas, a qualquer tempo, a ninfa poderá usar seu uniforme branco, assim chamado o do Desenvolvimento, com o colete, nos Retiros e, obrigatoriamente, nas Sessões Brancas.

ESCRAVA – Usada exclusivamente pela ninfa Lua para fazer sua Elevação de Espada, tem condições para a manipulação de forças intermediárias, próprias do médium que já recebeu sua consagração da Elevação de Espada mas ainda não completou o mestrado, devendo ser usado até que a ninfa Lua faça sua consagração de Centúria. Não é aconselhável seu uso pela ninfa plenamente desenvolvida.

NINFA SOL – Podendo ser usado pela ninfa Sol em sua consagração e a partir da sua Elevação de Espada, pode ser confeccionado em malha de qualquer cor, com sol de lamê dourado ou bordado em lantejoulas douradas, capa de organza no mesmo tom do vestido. Consagrada Centuriã, a ninfa pode usar capa forrada com renda, podendo esta ser da cor de sua Guia Missionária. Usando a capa forrada, fica obrigada ao uso de luvas, no mesmo tom da organza da capa (e do vestido), e pente.

ELIPSE – Vedado seu uso por ninfas Lua, é indumentária exclusiva para ninfa Sol madrinha de Sétimo Raio ou superior, com o vestido de malha de qualquer cor, com capa forrada, pente e luvas. A ninfa Sol que não seja madrinha não pode usá-la.

NINFA LUA – Existem três tipos de indumentárias compreendidos como de Ninfa Lua:

1. NINFA LUA SIMPLES – Vestido de malha na cor que quiser, com aplicação de lua pequena e 7, 14 ou 21 estrelas com lantejoulas prateadas. Capa de organza, no mesmo tom do vestido. Se usar a capa forrada com renda (que pode ser com a cor da Guia Missionária), fica obrigada ao uso de luvas e pente. Pode ser usado pela ninfa em sua consagração na Elevação de Espadas. Recomenda-se que a ninfa que puder, faça esta indumentária em lugar da de Escrava, pois poderá utilizá-la por muito mais tempo.
2. NINFA LUA LUÃO – Só pode ser usada pela ninfa consagrada Centuriã, confeccionada em malha de qualquer cor, com lua grande e 21 estrelas bordadas em lantejoulas prateadas, capa de organza no mesmo tom do vestido, forrada com renda (que pode ter a cor da Guia Missionária), obrigatoriamente com pente e luvas.
3. NINFA LUA COM PREGAS E MANTO – Modelo exclusivo para ninfas de Mestres Adjuntos Arcanos e Mestres Presidentes de Templos Externos, sendo vedado seu uso, sob qualquer pretexto, por ninfas que não se enquadrem nessas condições.

MISSIONÁRIA – Completa e bem cuidada, a indumentária da falange missionária protege tanto a ninfa Sol como Lua com fortíssima ionização, permitindo seu trabalho, com toda a proteção, sem qualquer risco, na manipulação de poderosas forças desobsessivas. Como missionária, a ninfa acrescenta à sua bagagem – Mentores, falange, povo, Ministro, Adjunto, Cavaleiro ou Guia Missionária, – a força de sua Falange Missionária, tornando-se poderoso foco de luz onde quer que esteja. A ninfa deverá sempre ter o cuidado de estar elegante, com sua indumentária bem feita e limpa, usando a fita, suas armas bem bordadas e cuidadas, tudo de acordo com o padrão estabelecido pela Primeira de sua Falange, evitando usar adornos e enfeites ou luvas e pentes em desacordo com este padrão. Cada falange missionária tem seus modelos minuciosamente especificados. Na Bênção de Pai Seta Branca no Templo-Mãe, as ninfas que vão incorporar devem estar, necessariamente, com indumentárias de suas respectivas falanges missionárias. Ficou estabelecido que nenhuma alteração poderá ser feita em qualquer das indumentárias de falanges missionárias, por menor detalhe que seja, sem a concordância, por escrito, dos Trinos Presidentes Triada, visando coibir modificações que vinham sendo feitas por algumas Primeiras de Falange e que causavam transtornos e constrangimentos às ninfas dos Templos do Amanhecer. Na Falange Missionária Dharman Oxinto, vestido, luvas e capas podem ser feitos por qualquer costureira. Mas as armas – gola, cinto e pente – devem ser confeccionados por pessoas autorizadas pela Primeira da Falange, porquanto exigem uma técnica especial para serem bordados, responsabilizando-se, quem os fizer, pela troca dos que não estiverem de acordo com o padrão estabelecido.

ANGICAL – As ninfas usam a blusa preta do uniforme de Jaguar, com fita, uma saia comprida, godê ou em nesgas, estampada com rosas sobre um fundo escuro, não sendo permitido o uso de coletes e saias fantasiadas nem excesso de acessórios, de forma espalhafatosa (colares, brincos, etc.).

PRISIONEIROS – As ninfas devem seguir as instruções de Carmem Lúcia, recebidas diretamente de Koatay 108, que estabelece ser a veste da prisioneira feita em malha, com o corpo comprido (8 cm abaixo da cintura) e preto, com uma pala verde (até 5 cm abaixo da cava), com saia de quatro barras coloridas, sendo três obrigatórias: azul pavão (na barra da PRISIONEIRAS DO 1º ATUAL JULGAMENTO saia), amarela ouro e vermelha, ficando a quarta cor a critério da ninfa, mas não podendo ser branca nem preta. A capa de organza será da cor da Guia Missionária da ninfa ou, caso ainda não a tenha, em cor de sua preferência. O echê – arranjo para os cabelos – é feito com flores montadas em dois pedaços de organza (sudaro), sendo um da cor da capa, e é colocado no lado esquerdo da cabeça, tanto para a ninfa Lua como a Sol. A ataca, pequena corrente colocada no braço esquerdo da ninfa, é prateada para a ninfa Lua e dourada para a ninfa Sol. Essas cores são obrigatórias porque trabalham como filtros de algumas energias. Durante seu período de prisão, o médium fica entregue à sua própria vibração e desta vai depender a proteção que terá para poder minorar a ação do seu cobrador, aquele espírito que foi colocado junto a ele. Após a libertação, as ninfas, tiram seu echê e o sudaro, mas não devem se desfazer deles, deixando-os aos pés de Pai Seta Branca, como comumente fazem. Devem, sim, guardá-los para serem usados em outras prisões, assim como sua indumentária. Tia Neiva recomendou que, após sua libertação, a ninfa deixasse sua indumentária ao ar livre, por vinte e quatro horas, para desimpregnação, e só depois a lavasse e guardasse. Esta indumentária é a única que deve ser usada com chinelinhos e sandálias de dedo, para comprovar a humildade da prisioneira.

BATA ou TÚNICA DA INICIAÇÃO – É a bata usada exclusivamente pelos mestres e ninfas que atuam na Iniciação, confeccionada de astracã roxo, cor da cura desobsessiva e de preparação do plexo dos médiuns a fim de que possam emanar todo o seu poder curador, fazendo o trabalho de total limpeza do ambiente para que decorra, com equilíbrio, essa importante consagração dos espíritos a Caminho de Deus – a Iniciação Dharman Oxinto. Só pode ser feita, para mestres ou ninfas de Templos do Amanhecer, com a autorização, por escrito, do Presidente do Templo e com o visto do Trino Ajarã.

GESTANTE – Deve confeccionar um vestido azul marinho, com folga para abrigar o aumento de seu ventre, e, caso seja de falange missionária, orientar-se com sua Primeira sobre o uso das suas armas. Pode usar o “branquinho”, e não deve usar o Jaguar. As Dharman Oxinto usam o vestido azul marinho, com a gola e as correntes, sem o cinto. Luvas, pente e capa não têm alterações.

ACESSÓRIOS DAS INDUMENTÁRIAS – Alguns acessórios ou complementos são usados pelos médiuns sem que estes saibam o que estão portando. Assim, damos algumas explicações:

1. ANEL – De metal ou de cristal, principalmente se for trabalhado na espiritualidade, forma um ponto de atração de cargas negativas e forças esparsas, dando permanente proteção ao médium.

2. ARMAS DAS MISSIONÁRIAS – Bordadas em formas variadas, formam potente proteção dos plexos das ninfas. As golas das Dharman Oxinto funcionam como espelhos refletores das energias chegadas das Dharman Oxinto Missionárias do Espaço, que fluem para os pacientes, encarnados e desencarnados. Nas ninfas, os cintos criam um campo magnético no seu Sol Interior, protegendo e energizando seus três plexos, sendo que duas correntes penduradas ao centro do cinto funcionam como descargas do campo magnético.

3. ATACA – A pequena corrente que a ninfa prisioneira coloca em seu braço esquerdo também se denomina ataca, e deve ser prateada para a ninfa Lua e dourada para a ninfa Sol.

4. CAPA – As ninfas, após a consagração da Centúria, podem usar um forro de renda em sua capa. Embora conste a não obrigatoriedade, de modo geral, para as Dharman Oxinto (veja observações abaixo), por indicação de Koatay 108 a renda deverá ser da cor da sua Guia Missionária ou, caso ainda não a tenha recebido, da cor de sua preferência. A capa forrada obriga o uso de pente e luvas.

5. COLETE – Também é considerado uma arma do Jaguar, pois lhe dá proteção, guarnecendo toda sua caixa torácica, deixando livres, apenas, os fluxos de seus chakras. Os símbolos do Apará ou Doutrinador, em suas costas, apenas identificam a mediunidade de quem o usa. Mas, à frente, deve conter o crachá com a identificação e classificação do médium, o Radar de Centurião e, o que é mais importante, uma Estrela de seis pontas, contendo um símbolo de nosso permanente alerta – os Olhos de Pai Seta Branca, que nos vigiam e observam em todos os lugares e em todos os momentos de nossa jornada -, um Sol e uma indicação, com o sinal de divisão, para os Doutrinadores, ou de multiplicação, para os Aparás, representando seu papel na manipulação das forças universais.

6. ECHÊ e SUDARO – o echê é um arranjo para os cabelos da prisioneira, feito com flores montadas em dois pedaços de organza (sudaro), sendo um da cor da capa, e é colocado no lado esquerdo da cabeça, tanto para a ninfa Lua como a Sol. Após passar pela representante da Condessa, as ninfas tiram seu echê e o sudaro, mas não devem se desfazer deles, deixando-os aos pés de Pai Seta Branca, como comumente fazem. Devem, sim, guardá-los para serem usados em outras prisões, assim como sua indumentária, conforme instrução de Tia Neiva posterior à Lei dos Prisioneiros.

7. FITA – Bicolor, apresenta o amarelo da Sabedoria e o lilás da Cura, bem como o símbolo do Apará ou do Doutrinador, e forma uma elipse, um portal de desintegração no corpo do médium, permitindo que ele possa trabalhar sem receio na manipulação das mais pesadas vibrações. Seu uso é obrigatório, exceto para os médiuns prisioneiros. Tia Neiva sempre recomendou que o médium andasse com sua fita junto a si, na carteira ou na bolsa, e a usasse quando sentisse necessidade de enfrentar algum problema sério ou caso fosse fazer um trabalho em que não pudesse estar com uniforme ou indumentária, em casa de alguém ou em um hospital, por exemplo. A fita é uma garantia e uma segurança para o médium.

8. LANÇA – Potente captora de energia, ao ser usada pela missionária nas cortes, torna-se condutora por onde as forças fluem continuamente, sendo distribuídas para o enriquecimento do trabalho. Por sua grande capacidade de atrair forças poderosas, não deve ser usada pela ninfa prisioneira, que pode não suportar a intensidade dessas forças e se desequilibrar. Veja o item 9 das observações abaixo.

9. LUVAS – Protegem as mãos da ninfa, deixando livres os chakras de suas palmas, concentrando energias de modo que, como acontece com a capa, possam ficar ali armazenadas, sendo usadas, ocasionalmente, quando necessário, pela espiritualidade, como na Indução, em que as ninfas Sol e Lua aplicam passes magnéticos nos pacientes. A ninfa deverá usar obrigatoriamente luvas e pente quando usar capa forrada, o que só é permitido após ser consagrada Centuriã.

10. MORSAS – Existem vários acessórios denominados morsas. Todavia, como estamos tratando de indumentárias, vamos nos referir àquelas cruzes que, no uniforme de Jaguar, estão colocadas lateralmente, nas mangas das camisas e das blusas, formando um ponto de captação de energias. Recebe as forças diretamente de Tapir, e não há como realizar um trabalho equilibrado se o médium estiver sem elas. Pelas morsas chega uma força individualizada, dosada de acordo com as necessidades do trabalho e as condições apresentadas pelo médium, independente de sua vontade e não sofrendo qualquer influência, impregnação ou interferência dos espíritos encarnados ou desencarnados.

11. PENTE – Representando o feixe de energias que jorra do chakra coronário, nas ninfas dos planos espirituais, o pente protege e ioniza a cabeça da ninfa, fazendo com que as energias emitidas por seu chakra se distribuam de forma mais uniforme e direcionada, para benefício dos trabalhos. O uso do pente é obrigatório, junto com luvas, para a ninfa Centuriã que usar capa forrada. As Dharman Oxinto têm o pente padronizado, com tules que obedecem a uma ordem em sua colocação.

12. TALISMÃ – Embora diminuído seu uso e caindo no esquecimento de muitos médiuns, o talismã é importante proteção para o Sol Interior, não deixando que forças negativas ou esparsas penetrem no plexo. Deveria ser usado sempre, tanto nos trabalhos como na vida material do médium.

OBSERVAÇÕES: Visando dirimir dúvidas e adequar a participação das ninfas e dos mestres missionários nas falanges, os Trinos Presidentes Triada, em reunião realizada com os Mestres Devas (Alufã, Adejã e Umaray), no dia 3.10.98, decidiram que a partir desta data deveriam ser observados os seguintes procedimentos:
……
6. A missionária ou missionário não poderá conduzir o Radar da Recepção e nem servir como Recepcionista com a sua indumentária, apenas com o uniforme de Jaguar ou o branco.
……
8. A ninfa somente deverá participar de uma falange missionária quando receber a sua Consagração de Centúria, com exceção do ingresso nas falanges de Nityamas, Gregas, Mayas, Magos e Príncipes. Contudo, se desejar, está liberada a fazer a sua consagração com a indumentária da falange.
9. A missionária fica obrigada a conduzir LANÇA nos seguintes rituais ou trabalhos: imantração no 1º de Maio; corte da Consagração dos Adjuntos; Consagração de Falanges Missionárias; imantração fora do Templo (ruas); trabalho de Leito Magnético; corte da Unificação, Quadrante e Estrela Aspirante. Na imantração no interior do Templo não haverá necessidade da lança.
10. Na Consagração de Falange Missionária, no Dia do Doutrinador (1º de Maio), nas cortes da Consagração dos Adjuntos, somente poderão participar as missionárias(os) com as suas respectivas indumentárias. Não deverão participar de uniforme de Jaguar, branco ou qualquer outra indumentária.
11. A cor das capas das indumentárias é de livre escolha da ninfa missionária, desde que seja uma das cores padrão da Doutrina. Para tanto, a ninfa poderá, em caso de dúvida, se informar no Salão de Costura. Não existe relação entre a cor da capa e a cor da Guia Missionária.
12. O Abatá das Missionárias deverá ser realizado, apenas, com componentes de uma única falange, desde que não esteja com a indumentária de prisioneira. A prisioneira poderá participar do Abatá convencional comandado pelos Jaguares. Considerando a quantidade de escalas que a ninfa missionária está obrigada a cumprir, a partir de 1º de novembro/98, será escalada apenas uma falange missionária por dia, para a realização do Abatá, ficando a critério da Primeira de falange a quantidade de Abatás a realizar. Independentemente da escala, outras falanges missionárias, a critério de suas Primeiras e Adjuntos de Apoio, poderão realizar, também, o Abatá, desde que seja previamente comunicado ao 1º ou 2º Devas, conforme recomenda Tia Neiva.
13. Nos trabalhos onde a ninfa for escalada para emissão e canto, representando a falange missionária, não poderá participar com a indumentária de prisioneira ou de ninfa lua/sol. Nas Consagrações de Falange Missionária e no 1º de Maio (Dia do Doutrinador) não haverá substituição da Primeira de falange para emissão e canto no Radar, com exceção das Yuricys, cuja responsável é um Adjunto Arcano.

“Os médiuns que não se apresentarem devidamente uniformizados não poderão participar dos trabalhos do Templo.” (Tia Neiva, 7.5.74)

“Se eu reclamo das indumentárias é porque a indumentária vem do Reino de Zana. Zana é um dos reinos mais civilizados que baixa na Terra e seu povo vem nas consagrações e ioniza todas as indumentárias, por exemplo: o Echê.” (Tia Neiva, Pequenos Detalhes, 13.10.83)

2. MENSAGEM ÀS NINFAS

MINHAS FILHAS, SALVE DEUS!
Entre as maiores bênçãos que nos foram concedidas pelo Altíssimo, que governa o Universo, estão a liberdade de agir e o poder das idéias superiores.
Porém, o alerta que sempre tive dos nossos Mentores é o de não empregar nossa força, querendo levar a Luz sem que a Luz nos venha primeiro, em nosso interior. Evitar o desejo de iluminar sem, antes, estar iluminado interiormente.
Tudo o que fizemos, até então, foi enviar mensagens de aviso para todas as partes da Terra. Já fomos ouvidos e estamos esperando a resposta, na certeza de que somos a principal fonte da ciência mística.
Somos diferentes, filhas! Ouçam o que disse o meu velho Humarran:
Nunca poderás odiar a vida quando sofreres e, nem tão pouco amá-la quando sorrires, ela não é culpada de tuas dores e nem é benfeitora de tuas alegrias!
Filhas, a vida se coloca além, acima de nossas dores e de nossas alegrias, porque ela é algo que vivemos, é algo onde vivemos, e é nela que as dores e alegrias nos dão experiências.
Sim, filhas, com estes hábitos tentei seguir, lembrando sempre do que me dizia o velho mestre:
A tua consciência pura, tão somente, não te livrará da maldade dos olhos físicos. É caridade, também, dará satisfação do teu comportamento ao teu vizinho, que não conhece a tua consciência.
Sim, filhas, é fácil destruir o que amamos, no entanto nunca temos forças para nos livrar de quem não gostamos. Somos limitados pela matéria. Somente o espírito ou a alma não tem limites.
Porém, é nela, na matéria, que nos desenvolvemos nas coisas deste planeta. Este corpo é composto por partículas, que são o próprio átomo, um grupo de átomos constitui a molécula e as moléculas, reunidas, formam o corpo.
A alma forma a força de atração e, juntos formam o magnético. As forças moleculares só são conduzidas pela força de atração nos impulsos recíprocos das moléculas.
Reflita contigo mesma, filha, e olhe a nossa fragilidade, só Deus em nossa alma poderá sustentar o nosso corpo físico.
A nossa resistência está no amor, no amor incondicional, que nos dá a visão das coisas, dos valores que formam o nosso SOL INTERIOR: Tolerância, Humildade e Amor.
Cuidado, porém, com as mesquinharias da vida. Eu conheci um casal muito lindo. Ele era pedreiro e passava o dia trabalhando numa firma; ela, sua esposa, ficava em casa, era uma mulher de 32 anos, muito bonita. Tinha uma vizinha, mulher feia, que tinha muito ciúme dela, o que a fez ser inimiga de todos ali na vizinhança. Ela, no entanto, não visitava ninguém. Assim sendo, não sabia do que se passava nas redondezas de sua casa.
Realmente, as pessoas realizadas não sentem certas mesquinharias. Porém, o destino deu uma lição na vizinha feia. Esta começou a se enamorar de uma rapaz, colega do pedreiro, eram amigos íntimos, eram quase irmãos, o pedreiro sabia do romance e, embora lhe desse muitos conselhos, facilitava para o amigo aquele romance clandestino, deixando que ele passasse pelos fundos de sua casa.
Porém, a mesquinharia daquela gente foi bem longe. Descobriram o rapaz saindo daqueles corredores e, sem pensar, fizeram um escândalo. Os maridos da vizinhança se alvoroçaram e alguns saíram para condenar, como infiel, a moça, esposa do pedreiro.
Foi então que receberam a maior lição. O pedreiro, com a mão passada no ombro de sua mulher, abraçou o amigo e disse:
– Este é o meu irmão!
Tudo terminou bem, porque somente os que amam com segurança têm moral e força para ajudar os outros.

COM CARINHO, A MÃE EM CRISTO, TIA NEIVA (12.11.81)

3. TRABALHO COM MINHAS FILHAS MISSIONÁRIAS

Toda obra humana, toda sem exceção, cria no espírito a imagem pela ação do pensamento e só depois se materializa.
Sim, filhas isto ocorre com a evolução, no desejo de servir com amor, humildade e tolerância. Quanto mais evoluído o espírito mais poderoso se torna o seu pensamento criador, que vai se materializando na força mântrica que envolve esses seres ANGELICAIS, que são essas vossas GUIAS MISSIONÁRIAS.
A evolução do pensamento faz-se poder captador. Se agirmos com amor, na Lei do Auxílio, teremos a segurança do ESPÍRITO DA VERDADE, na luz dos nossos protetores.
A missionária é a revelação da contida permanência do PODER INICIÁTICO. A missionária em desarmonia, desarmoniza toda a falange, sendo que, muitas vezes, o seu próprio trabalho passa a ser indesejado.
No início da UESB, havia uma linda moça ”X”, que era, na realidade, a nossa flor. Tudo de bom partia dela. Recebia um missionário que se identificava como “Amigo de Sempre”. Onde ela estava, estávamos seguros. Sua aura captava as forças pela ternura de seus bons pensamentos.
Um ano depois, ela começou com vaidade e se tornou rival de outra, que também era uma linda moça e que, por força do seu destino cármico havia vindo morar conosco. Por último, apareceu um aviador que sabia hipnotizar e se engraçou da última.
Então, tudo deu errado e eu passei a não ter mais aquela feliz ajuda. Depois, tudo voltou ao normal. Elas ficaram amigas, e nós decepcionados. Elas se casaram e foram felizes. Sim, não existe nada que impeça. PAI SETA BRANCA só nos dá felicidade.
Será que alguém decepcionou estas jovens como elas nos decepcionaram?
Não sabemos. Porém, sabemos que há uma lei imutável, que nos cobra, ceintil por ceintil, e decepcionar os outros é o mesmo que assassinar, matar as ilusões, os sentimentos dos que acreditam em nós. No mundo físico, muitas vezes, ocultamos certos comportamentos a que o nosso plexo nervoso nos obriga. Sabendo que o nosso mundo social se escandalizaria, escondemos e Deus nos ajuda pela razão do nosso sentimento em não querer desafiar os laços sociais do nosso mundo.
Tudo é razão! Porém, minha filha missionária é diferente da nossa flor da UESB. A missionária não tem o direito de opinar em determinados momentos. Não tem rival, não tem ninguém mais linda do que você, pois cada mulher tem sua graça. Em mil missionárias, cada uma vibra sua harmonia, sua beleza, porque nela está o toque divino dos GRANDES INICIADOS e de suas GUIAS MISSIONÁRIAS, na concentração das filas mântricas.
Minhas filhas, quando eu chego no templo ou nas horas de trabalho, esqueço de NEIVA e passo a viver somente a TIA NEIVA. Penduro o meu coração no prego mais alto que encontro, quantas vezes com os desenganos causados pelos que tanto amo.
Não, minha filha, ninguém gosta de ser servido pelos fracos e infelizes. Só conhecemos que estamos evoluídos quando não estamos nos preocupando com os erros dos nossos vizinhos.
Ciúme ou a inveja é falta de confiança em nós mesmos.
Vamos, filhas, vamos trabalhar, mas fazendo da nossa missão o nosso sacerdócio.

COM CARINHO, A MÃE EM CRISTO, TIA NEIVA (5.6.80)

4. MENSAGEM DE KOATAY 108

Querida filha, Salve Deus!
Minha filha, conheço bem os caminhos que você está percorrendo. Anime-se, confiante, porque você tem forças suficientes para manter-se em equilíbrio. Os nossos dias estão difíceis e conturbados e precisamos muita fé e muito amor para conservar em harmonia nosso Centro Coronário, que é o nosso Sol Interior.
Com o coração cheio de amor, você escolheu empreender esta viagem para enfrentar, com otimismo e coragem, todas estas dificuldades no reajuste de seus débitos transcendentais. São nossos “vizinhos” que nos conduzem às alturas e ao mais alto grau de evolução. Não se deixe levar pelo negativismo nem pelo desânimo, pois você tem um Sol Interior que precisa expandir sua luz. Após esta fase difícil, tudo irá clarear, sua mente estará firme e você se sentirá segura, realizada e feliz!
Minha filha, é preciso que a cada instante você esteja em harmonia consigo mesma, para que possa ser a irradiação da verdade e do amor neste tempo tão carente de luz e calor. A hora exige de nós perfeita sintonia em Deus, para que sejamos Magos do Evangelho na Nova Era.
Estou sempre pedindo por você em meus trabalhos, para que consiga sua total realização e que sua vida espiritual lhe ofereça segurança e muita Luz. Prossiga firme sua jornada e confie em Jesus e no Pai Seta Branca, que tudo será mais fácil e menos cansativo.

COM O AMOR DA MÃE EM CRISTO, TIA NEIVA (1977)

5. NINFAS CONSAGRADAS PELO REINO CENTRAL

SALVE DEUS, MINHAS FILHAS!
Gostaria imensamente que cada uma de vocês fizesse um sincero exame de consciência e despertasse para o importante papel que por Deus lhes foi confiado nesse limiar do 3º Milênio, quando temos tanto trabalho a realizar, desempenhando as suas funções como verdadeiras missionárias que são.
Porque, minhas filhas, é muito triste ver que o desequilíbrio começa a se alastrar, insinuando em seus corações e em suas mentes, tornando difíceis as tarefas mais simples, desarmonizando os trabalhos, gerando rivalidades que criam profundos abismos entre vocês e entre as falanges missionárias, e o que é pior, causando desilusões profundas aos que contavam com o seu apoio e com o seu amor.
A inveja e o ciúme são frutos da insegurança, e esta é provocada por fatores que devemos combater. Quanto maior for o conhecimento dentro da conduta doutrinária, quanto mais participarem dos trabalhos no Templo, mais confiança vão adquirindo e, assim, a insegurança vai acabando. Também deve ser evitado o excesso de confiança, pensando que nada mais têm a aprender e cair no feio abismo da vaidade.
Sempre que envergarem seus uniformes, suas indumentárias, devem deixar que a individualidade passe a conduzi-las. Esqueçam os problemas, as dores que perturbam a personalidade e procurem dedicar-se dando o melhor de si, levando a Lei do Auxílio onde quer que se faça necessário. Porque é terrível o efeito de uma negativa para ajudar em um trabalho, pelo simples motivo de não estar disposta ou por não ter sido escalada, especificamente, para aquilo. Quando há escassez de ninfas, não se justifica que, por simples questão de preferência, haja mais ninfas do que o necessário para a realização de um trabalho, ficando outro paralisado.
Vamos, mesmo que com esforço, nos tornarmos prestativas cuidando de tudo e de todos com atenção e carinho, fazendo com que as pessoas se sintam bem com a nossa presença, que nossa vibração transmita serenidade e equilíbrio. Vamos valorizar o trabalho de cada uma e das falanges missionárias e, em lugar de criar tolas rivalidades, é preciso ter a preocupação de agir em conjunto e harmonia juntando as forças, abrindo os corações, irmanando-se com todos na importante tarefa de auxiliar os que necessitam.
É preciso ter muito cuidado para não decepcionar os que as cercam e, principalmente, as Guias Missionárias e os Grandes Iniciados, que criam em cada uma de vocês essa beleza interior, essa força o amor incondicional, abrindo seus caminhos para a luz e paz, a felicidade do cumprimento de suas missões.
Junto a seus mestres, ou nas falanges missionárias, busquem sempre servir dentro da Lei Crística, com amor, tolerância e humildade.
Salve Deus!

COM CARINHO, A MÃE EM CRISTO,TIA NEIVA (18.2.81)

6. O DESPERTAR DA MISSÃO

SALVE DEUS, MEU FILHO JAGUAR!
Pondera o chão dos teus pés e verás que todos os teus caminhos serão retos porque, filho, a nossa pista é longa e, por cima dela, estamos a apagar os nossos rastros.
Confio em vós outros na evolução desta corrente, porque o PAI SETA BRANCA não segurou minha mão, mesmo nos primeiros passos de minha vida iniciática. Os fenômenos, somente, não nos esclarecem. Pelo contrário, nos trazem conflitos. Só tomamos conta de nós nas coisas que caem em nossa individualidade, que remoemos junto ao coração.
Vou contar a ti, filho, como tudo começou dentro de mim. Sim, filho, a minha personalidade marcante, científica, não me dava trégua. Vivia a comparar se tudo ou todas aquelas visões não passassem de uma estafa absurda. Eu estava com caminhões, conversando com o Dr. Saião. Ele ventilou a hipótese de eu ir a um psiquiatra. Tudo muito bem. Saí dali conformada de que tudo era de minha cabeça. O Dr. Saião me tinha como uma filha e compreendia o meu conflito, também desconhecido para ele.
Passando pela vila do I.A.P.I., entrei. Era um acampamento de hospital de socorro. Depois de muito custo me sentei à frente do cientista e fui me expondo, contando tudo que se passava comigo. Sentia que alguém vinha nos perturbar. Realmente, alguém chegou em minhas costas. Era o pai do psiquiatra, que havia morrido há sessenta e dois dias. Comecei a ficar com a voz ofegante. Aquela situação me oprimia. Como explicar o que eu estava sentindo ao jovem médico? Comecei a fazer mímicas, apontando como polegar o lugar onde o mortinho estava, ao meu lado. Ele apenas dizia: “Não é nada! Não é nada!”. Porém, quando eu fazia menção de me levantar, notava que ele se resguardava com medo. E o mortinho insistia:
– Diga, diga, que eu sou Juca, o seu pai, diga!
– Nada, – disse eu alto – nada! Chega de vocês, figurinhas, me colocarem em ridículo!
O médico disse, alto:
– Quietinha, quietinha!
Fiquei quieta e começamos novamente
– Quantos anos tem? – perguntou.
– Tenho… Vou fazer 34 anos.
De repente, o mortinho voltou e eu disse:
– Olha, doutor, tem um mortinho que se diz chamar Juca, que é o seu pai e que tem 62 dias que morreu…
Foi, então, que tive a maior prova. O médico se levantou quase gritando:
– É realmente meu pai! Meu adorado paizinho!
Quebrei a porta do consultório, não sei como, pois era uma porta maciça, e saí dali pior do que cheguei. O fenômeno tão real e de nada me servira!
Já na minha casa, chorava, sem esperanças. Mais ou menos uns três dias depois, fui trabalhar. Peguei o caminhão e fui descendo a Primeira Avenida, na Cidade Livre. Súbito, senti que havia atropelado alguém. Freei bruscamente, apavorada. Um guarda que estava ali perto chegou e perguntou o que havia. Contei e ele me olhou, olhou em volta do caminhão, e viu a rua sem qualquer sinal do acidente. Contei-lhe o que estava acontecendo comigo e ele me falou:
– Procura um terreiro, morena!…
Saí dali em conflito, um profundo conflito… desci até o bar do japonês e resolvi lavar o carro e não trabalhar mais. Fiquei na porta do bar que era, também, posto. Em frente de um estacionamento de uma empresa de ônibus, algumas pessoas esperavam o carro para partir para diversos lugares. Nisto, eu vi na cabeça de um jovem, de mais ou menos vinte e seis anos, como uma imagem de televisão, uma mulher de vestido branco de bolas vermelhas que se movimentava, fechando uma sombrinha azul escura. Vi os dois se beijando, porém o jovem embaixo deste quadro não se movimentava. Alguns segundos depois, eu vi a mulher virando uma esquina. Sim, ela chegou e fechou a sobrinha e os dois se beijaram. Sim, vi detalhe por detalhe… nisto uma voz soprou em meu ouvido:
– Tens o poder de prever o futuro e o presente!
De repente, enquanto os dois estavam se beijando, tive a visão do ônibus chegando, vi os dois entrando e vi o veículo tombando logo à frente. Vi seis mortos, inclusive a mulher do vestido de bolinhas! Era claro que iriam morrer naquela curva ali perto!
– Não deixarei! E assim, pensando em salvá-los, corri e segurei no braço do jovem e puxei-o para dentro do bar. A mulher veio encima de mim, me descompondo e eu me limitava apenas a dizer:
– Quero salvar vocês!
Porém, era pior. Nisto, o ônibus chegou e partiu. Nem o vi, apenas me defendia dos ataques da mulher. Nisto, o Japonês e sua esposa vieram em meu socorro e eu disse o que tinha acontecido comigo e o que vira. Porém, a curva era ali perto e logo tudo terminou. Enquanto ela me descompunha por ciúmes de mim, eu estava imersa em meus pensamentos: Será verdade? Como terminará tudo isto, meu Deus?
Logo ouvimos o barulho. O ônibus tombara, matando quatro pessoas. Foi o pior espetáculo. Gritos, correria… E o casal se desmanchou em agradecimentos… Porém, eu não sabia o que me ia na alma. Somente uma coisa: Conheço o presente, o passado e posso evitar o futuro, se Deus permitir!
Saí dali sem saber como. Caminhava só, somente só. Pensava: Adeus, minha mocidade! Porém, seja o que Deus quiser!…
Apesar das pessoas me assediarem com pedidos, me aborrecendo, de uma coisa eu estava certa: Pisava ponderadamente no chão e tinha dentro de mim a individualidade. O meu raciocínio descobriu o que significava a minha missão.
Sim, filho, devagar chagamos na nossa realidade.

COM CARINHO, A MÃE EM CRISTO JESUS, TIA NEIVA (23.5.81)

7. A PARTIDA EVANGÉLICA

SALVE DEUS, Meu filho e mestre Jaguar!
A grandeza de Deus não tem limites. Vamos agora, falar um pouco das coisas que Deus nos proverá neste ciclo para uma Nova Era. Devo dizer, querido filho, que eleve seus componentes e saiba regê-los. É árdua a minha missão de Koatay 108, porém, nem por um instante, abandono meu filho a caminho de Deus, como todo Jaguar.
Meus mestres Adjuntos! Nos turnos das falanges missionárias, é com amor que convoco esta falange para apresentação obrigatória dos relatórios que me darão de suas ninfas missionárias, me fazendo a mãe mais feliz deste universo.
Meu filho, sob a grandeza de Deus, você reforçará, mil vezes, a harmonia da cura e teremos êxito ao lado do Cavaleiro da Lança Vermelha. Como sabe, ele é o Cavaleiro da cura desobsessiva, dos cegos, dos mudos e dos incompreendidos. Só Deus, o grande Deus, nos daria afirmações tão claras nessa missão, nesse sacerdócio. A missão de Koatay 108 vai brilhar por todo este Universo.
Quantas vezes, vejo uma filha missionária com sua indumentária trazida do céu, bem vestida fisicamente, porém, em seu íntimo despida de compreensão e de qualquer esclarecimento de seu sacerdócio. Mesmo que ela não tenha aprendido, fica livre a minha consciência, pois não deixei de ensinar.
Saiba, filho, abandonei a Unificação com a minha presença física, porque vocês, Jaguares, têm as suas mentes afinadas comigo e também com o meu estado de saúde.
Meu filho, muitas vezes, as suas tolices de pensamentos me atingem em cheio, mesmo com todo este acervo que você tem. Mas o meu amor é tão grande, que mesmo nos mundos por onde ando, mundos eternos, onde as razões se encontram, onde caem os falsos preconceitos, o simples chorinho de um Jaguar mal amado me desperta, onde quer que eu esteja. Veja, quinta-feira ouvi um filho a se lamentar:
– Mãezona, sei que a senhora está doente, mas não tenho a quem apelar!
Mentalizei. Era um dos meus filhos, além de o abandonarem… seu lamento me atingiu o coração, não a mente. O grande Morgano me perguntou:
– Por que, filha, ele não a procurou, se é consciente e sabe que você está aqui?
– Porque é mal amado, – respondi.
Vivemos do mundo sem evolução, o mundo dos falsos preconceitos, quem estaria certo neste mundo e no outro? Semelhante atrai semelhante, por essa e muitas outras razões eu não reparto vocês. Realmente, não reparto vocês.
O fato é que a dor não tem sobrenome, não se especifica, chama-se apenas… dor! Vejam: chegou um homem forçado a me ver, a falar comigo. Vocês não imaginam o que o levou a me procurar. Este homem está atravessando uma dor milenar. Só Deus sabe como esse homem esperou séculos para reencontrar aquela dor. E, assim, se Deus o permitir…
Nessa doença, pude observar o mestre Tumuchy que, mesmo inconsciente, já resolve esses problemas. Não se preocupem com uma dor a mais ou a menos. Para mim é uma só. Já vi uma mãe chorando a morte de um filho, já vi uma mal amada chorando a falta de um amor que, embriagado, não voltou. A dor era a mesma. A mãe recebeu de Deus as benções pelo filho que partiu e se conformou; a abandonada pelo embriagado continuaria sua dor, até que seu cobrador lhe desse trégua.
Filho, agora eu quero a vida evangélica. Vamos, agora, fazer algumas renovações e enfrentar as coisas que eu nunca tive oportunidade de fazer. Quero uma nova distribuição de Mestres para um curso evangélico. Teremos novas instruções para estes mestres e irei formar novos instrutores, para o desenvolvimento de médiuns a caminho das iniciações. Estes terão que adquirir conhecimentos evangélicos. E se tratará de Jesus ou da sua vida. Serão conhecimentos de precisão, com mestres escolhidos com muito amor. Quero Jesus, o Caminheiro! Quero Jesus, o Nazareno! Quero Jesus redivivo! Quero Jesus de REILI e DUBALE!

Eu não gosto que falem em Jesus crucificado. Quem somos nós para entrarmos neste mérito? Jesus crucificado, ao lado do bom ladrão e do mau ladrão. Na sua maioria, os homens só dão valor a Jesus por ter sido crucificado e, há muito, já querem também se libertar do Jesus crucificado, dizendo que ele tinha um corpo fluídico. Não é verdade! Jesus passou por todas as dores do homem físico da Terra.
Como já disse, não gosto que falem em Jesus crucificado, porque poucos entendem, poucos sabem da sua dor. Sabemos que ele olhava para o céu e estava perto de Deus, naquele grande cenário. Porém, olhando para baixo, sentiu-se entristecido ao ver o regozijo dos planos inferiores, a incompreensão daqueles que o olhavam sofrer na cruz. Jesus chorou, porque subindo tão alto, deixando seus irmãos na individualidade, viu que eles ainda não acreditavam ser ele realmente o Messias, obedecendo às Leis de Deus Pai Todo Poderoso. Exato: os homens há pouco lhe permitiam tudo, pensando ser ele um rei, mas igual a um rei neste mundo físico.
Entramos com a filosofia de Mãe Yara, que nada é obrigatório. O povo daquela época, não raciocinava como se aquela atitude de Jesus fosse de humildade. Raciocinava, sim, como se fosse uma falta de força. Continuando com a filosofia de Mãe Yara, até hoje Deus não nos quer obrigados às doutrinas. O homem só tem confiança no outro quando o vê com uma força maior. Longe estavam de sentir Jesus e, então, nos diz Mãe Yara: “O homem deixa sua grande força e vai buscar outra força em uma pessoa que, às vezes, não promete nada. Assim, ele não permite que seu sexto sentido faça uma análise do seu SOL INTERIOR, nos três Reinos de sua natureza, rejeitando, na sua vida, a busca do que é seu!”
Jesus veio com todo aquele sofrimento e deixou que cada um se analisasse por si mesmo, em sua própria filosofia. O que eu quero é que vocês se conscientizem em Jesus, no seu amor, que era tão grande. Foi tão grande, é tão grande e veio para nos mostrar que a felicidade não é somente neste mundo.
Meu filho Jaguar! Num mundo de provações, mundo onde as razões ainda se encontram, a cada dia nos afloram novos pensamentos, novas lições. Porém, os planos espirituais ainda não conseguiram apagar as imagens de Jesus crucificado. Aqui no plano físico, desde quando foi escrito o Santo Evangelho, seus ensinamentos são iguais e até hoje ninguém se atreveu a mudá-los.
Meu filho, o homem ama pela força perceptível e receptível. Ninguém acredita na ressurreição dos mortos e, sim, na ressurreição do Espírito vivo, mais alto que o céu. O homem só quer crer nas alturas acima do seu olhar.
Filhos, estamos no limiar do 3º milênio e temos que afiar nossas garras. E hora da religião, do desintegrar das forças e não podemos esquecer um só momento da figura de JESUS, o Caminheiro, e seu Santo Evangelho. E, para que sejamos vivos ao lado de Jesus, temos que respeitá-lo em todos os sentidos e no sentido religioso, temos que respeitar as tradições. Porque a religião, filho, exige o bom propósito moral e social. Assim, é a única maneira que podemos dizer: vivemos num mundo onde as razões se encontram.
Meu filho Jaguar, filho querido do meu coração. No descortinar da minha mediunidade, minha instrutora, Mãe Yara, não me deixou cair no plano de muitos e me advertia a toda hora. Podia sofrer, mas Mãe Yara e Pai João não me deixavam sem aquelas reprimendas. Não tinha importância que eu sofresse, desde que a obra seguisse o seu curso normal e eu fosse verdadeira. Em 1958, eu estava no auge de minhas alucinações, como diziam as demais pessoas que me conheciam quando eu trabalhava na NOVACAP. Um dia me sentei num restaurante, porque me distanciara de casa. Estava conversando com três colegas e falávamos sobre a NOVACAP onde trabalhávamos. Entramos no Maracangalha, um restaurante da Cidade Livre. Trouxeram-me uma travessa com bifes, por sinal, muito bonitos, e era Sexta-feira da Paixão. Eu tinha o principio da Igreja Católica. Não levei nada em consideração e coloquei um bife no prato. Naquele instante na vibração e na desarmonia que eu vivia ouvi uns estampidos e era Mãe Yara.
– Filha, – disse ela – continuas como eras. Já estas tão desajustada que te esqueces dos princípios da Igreja Católica Apostólica Romana? Alerta-te! Cuida dos teus sentimentos. O dia de hoje representa em todos os planos os mesmos sentimentos por Jesus crucificado. Em todos os planos deste universo, que nos é conhecido, sentimos respeito. Filha, está na hora! Devolve o teu bife para a travessa do restaurante.
Eu estava na companhia de três pessoas, como já disse e vi que não comiam carne. Eles ainda não acreditavam em mim, entre a mediunidade e a loucura.
– Coma amanhã, – continuou Mãe Yara – não irás mais festejar as incompreensões e fraquezas daquele pobre instrumento, que foi Judas…
Naquele instante, comecei a pensar. Começaram a passar por minha cabeça as imagens de Judas, que vendeu Jesus por trinta dinheiros. No entanto, Mãe Yara, alheia aos meus pensamentos, continuava a sua narração:
– Judas não foi um traidor! Foi, sim, um supersticioso. Na sua incompreensão, acreditou ser Jesus um ser político. Judas tivera grandes oportunidades de o conhecer, pois o acompanhava desde de sua chegada do Tibet.
Nesse período, como já nos esclarecera Mãe Yara, anteriormente, Jesus passou dos 12 anos aos 30 anos nos Himalaias, para onde fora levado, com permissão de Maria e José seus pais. La ele fora iniciar-se junto as legiões de Deus Pai Todo Poderoso e formar o que hoje conhecemos por Sistema Cristico, os mundos etéricos. De lá ele voltaria para o início de sua tarefa doutrinária evangélica. Foi quando Jesus chamou aqueles humildes pescadores para serem pescadores de almas e que viriam a ser em números de doze, estando Judas entre os escolhidos junto a Jesus. Judas sofrera humilhações nas sinagogas, quando os rabinos voltaram as costas para ele… Enfim, quantas lições recebidas. Fenômenos testemunhados… Mas, só os pobres e os miseráveis o conheciam, analisava Judas, em sua incompreensão, já cansado das perseguições daquela época e pensando que, ao forçar um confronto entre Jesus e os homens que o perseguiam, Jesus, com um simples olhar, colocaria por terra toda aquela gente. Pensava assim força-lo a usar os seus poderes e ser realmente o rei do mundo. Lembrou-se, também, quando foram convidados por Jesus para o acompanharem e que o dia estava ruim para pescar e o Amado Mestre, atirando a rede sobre as águas, a trouxe cheia de peixes. Enfim, Judas não acreditava que o Grande Mestre passaria por todas aquelas humilhações. Porém, não foi assim: O que viu foi Jesus ser amarrado e, a pontapés, ser levado a presença de Pôncio Pilatos… Não foi remorso, foi um grande arrependimento, uma grande dor, de não haver compreendido a grande missão de Jesus, que o levou, chorando, pensando, a enforcar-se na figueira. Formou-se um temporal, o céu escureceu, como escureceu a sua própria alma. Porque vamos rir, festejar a sua grande desgraça?
Meu filho, entre os diversos conceitos da Igreja que nós respeitamos e, como se tornou uma tradição em quase todos os sacerdócios, nós não comemos carne nas quintas e sextas-feiras da Semana Santa. Nós respeitamos esses conceitos. Eles não nos atrapalham em nossa vida evangélica. E respeitamos as tradições da Igreja Católica, que foi a base de todas as religiões.
Veja até onde vai a superstição do homem. Veja o que aconteceu quando um grupo de mestres distribuía suas forças e poderes da magia, de sábios conhecimentos permitidos por Deus. Todos já ouviram falar em homens que recitavam a vida dos outros, que levantavam móveis, enfim, realizavam uma série de fenômenos, que não vamos entrar no mérito agora. Um desses homens, muito sábio, sabia que levantava móveis, podia até fazer virar a sua tenda, mas viu que não curava a si mesmo, que as curas eram muito relativas. Ele tinha uma enorme ferida na perna e sabia que existiam muitas espécies de mediunidades, de forças. Sim, existem muitas espécies e, para ser mais prática, como sendo: O Doutrinador, o Ajanã, que tem força universal, tem uma espécie de força de cura para perturbações do espírito ou limpeza das vidas materiais e assim também, com outros tipos de curas.
Sim, falamos em força universal. Esta expressão está sendo mal atribuída no nosso Templo. Os Pretos Velhos falam em força universal e muitos pensam que ter esta força é ter duas mediunidades. Não é verdade. A força universal de um médium (digamos um Doutrinador) é uma espécie de força que cura todas as enfermidades. Veja isso num Apara, distribuindo bem a sua mediunidade. No homem é bem distinta essa força. O velho sábio, supersticioso, tinha força universal, mas não acreditava na força do carma. E aquela ferida nada mais era que a voz do seu carma. Então o velho sábio soube de um homem que curava e se encaminhou para ele. Não sabia ele que ali, em sua tenda, estava sob a regência da Lei do Auxilio e a sua perna, ali mesmo, recebia as gotas do PRANA. O velho sábio, incrédulo a sua própria força, partiu ao encontro do famoso curador. Era longe, e no caminho a sua perna doía. As gotas de PRANA, não o encontrando na tenda, voltavam. Com muitas dificuldades, chegou até lá e qual não foi a sua surpresa dolorosa? A casa do curador estava cheia de outros sofredores como ele, ali também lhe pedindo a misericórdia da cura. Neste instante, o velho curador dele se aproximando, exclamou:
– Meu Deus! Eu estava com uma ferida na perna, morrendo de dor, pensando em ir atrás do velho sábio de Venal e hei-lo que chega! Eu já estou curado, já cicatrizou a ferida, graças a Deus, estou bom! Oh, graças me foram dadas, meu mestre de Venal! Em que lhe posso ser útil?
Nosso velho sábio, olhando de um lado para outro, pensava: Havia se preocupado somente com a sua própria dor…É verdade filho! Cada fracasso de nossa vida nos ensina o que necessitamos aprender. Ajude a todos sem fazer exigências, confiando, primeiramente nessa força que vive dentro de você. Sim, filho, porque a fé em você afirma a sua personalidade. Volte-se para si mesmo. Resolva os seus problemas sozinho. Escolha os seus amigos. Com a sua mente calma melhor poderá sentir os seus instintos, a sua capacidade, onde você poderá chegar e vencer a si mesmo. Conhecemos a vida quando conhecemos a morte. Então, o velho sábio, levantando as mãos, exclamou:
– Ó, meu Deus! Me perdoe por duvidar da minha própria força! – e, envergonhado, sem coragem de olhar para o céu, sentir o olhar de Deus, se abraçou à sua força e pediu ao velho curador que trouxesse toda aquela gente para atende-lo, se aproveitando do PRANA. Enquanto isso, passava por sua mente:
– Ó, Deus Pai Todo Poderoso! Seja feita a tua Santa Vontade! Deixe que doa a minha ferida, que eu me levante do meu orgulho de sábio a caminho de Deus! Dai-me forças para que eu possa curar. Não tire minha ferida!
Quando viu, as pessoas já estavam curadas e ele, também curado, caminhava.
1983! Somos Presidentes Triadas, Trinos Herdeiros, Administração, Trinos Regentes, somos Adjuntos Trinos, Adjuntos Rama 2000, somos comandantes Adjuntos, Adjuntos Koatay 108, Triadas, Adjuntos Regentes, somos 7º Raios, 5º Yurês em Koatay 108, ninfas a caminho de Deus, somos Magos Adjuntos Autorizados. Pertencemos ao quadro dos Ramas 2000, que fecharam o ciclo iniciático do 3º 7º. Nós, meus filhos, estamos em alto conceito nos Oráculos de Obatalá e de Olorum! Meus filhos, é chegada a hora de movimentar nossa força. Temos um SOL SIMÉTRICO, somos remanescentes de AMON-RÁ e, portanto, temos que viver na simetria desse Sol. Não podemos nos afastar do que é nosso, não podemos absolutamente, trabalhar inseguros.
Viemos de um mundo onde as razões se encontram e a grandeza dessa CORRENTE MESTRA, e a segurança de uma verdade sã e pura. Onde estamos, aqui neste mundo, vivemos todo este acervo não para buscar provas ou coisas que o valham. Provamos com perseverança e com fenômenos espontâneos trazidos pelos nossos mentores.
Filhos, passamos o tempo de brincar, vivemos sob a aura da natureza, respiramos o seu aroma, sentimos que somos diferentes da constituição dos demais. Só Deus conhece Deus, nos revelou um grande sábio no nosso 3º 7º.
Filhos, a vida de Deus é a nossa vida e com ele vibramos com amor e integridade. Filho, é chegada a nossa hora, estamos pisando no limiar do 3º milênio. Sei que seremos nós os primeiros a socorrer a pressão provocada pelos grandes fenômenos que virão, que surgirão. Sim, que surgirão de muitos planos da terra, no horizonte das águas e, também, luzes, mil luzes que juntas a nós nos ajudarão. A vida, filho, se tornará além das nossas forças, das nossas dores.
Não se esqueça, filho, da multiplicação do seu coração. Não cresça em si mesmo. Procure sempre ser pequeno para caber no coração dos demais. Cuide de si mesmo. O homem é e sabe que está evoluindo quando deixa de se preocupar com os mal feitos do seu vizinho.

COM CARINHO, A MÃE EM CRISTO, TIA NEIVA (27.4.83)

8. PARTIDA INICIÁTICA

SALVE DEUS, MEU FILHO JAGUAR,
Filho, todos nós temos a CENTELHA DIVINA, que vem do além de Deus. Esta centelha é o CHARME. É também o nosso SOL INTERIOR, herança transcendental vinda dos grandes SIVANS, poder absoluto que traz, à Terra, os poderes da encarnação e reencarnação. Poder também da REINTEGRAÇÃO E DESINTEGRAÇÃO. É um poder perigoso para aqueles que não conhecem os raios da descarga magnética cósmica nuclear.
SIVANS, HARPÁSIOS E TAUMANTES já assumiram muitas dores pelos estudos e incompreensões dos cientistas. Podem, muitas vezes, estar envolvidos num grande e potencioso caso sem conhecer, deslumbrados e sem nenhum conhecimento do que nos faz emitir dentro de nós uma força que não é nossa.
Por exemplo, o poder da aparição de uma grande ESTRELA poderá trazê-la como trouxe naquela era distante.
SÍVANS é uma grande estrela, mas emite mil AMACÊS, que trabalham em diversos lugares e em diversos outros planos. O maior trabalho é no seu próprio plano…
O nosso Mestre ANODÃ quis levar aquele povo, que já estava preparado, e deixou que a AMACÊ entrasse ali e aquele povo tomasse uma lição, porque vieram para uma preparação, para se unir a um povo no futuro. Mas, como sempre, foi pouco o que puderam oferecer.
Hoje se conta uma lição de uma vida que desapareceu.
SÍVANS está a responder com suas AMACÊS às heranças transcendentais, emitindo de uma vida para outra, afirmando que a constituição de um homem não resiste às descargas magnéticas cósmicas nucleares. Agora, sim estamos preparados para uma grande concentração. Teremos que viver com o corpo físico, teremos que enfrentar a futura dimensão que nos espera. Será que seremos nós os mais avançados? De fato, não sabemos, nem a minha clarividência, tem certeza até então. Sei também, de muitas vidas no grande caminho de Deus. Será que alcançaremos os nossos irmãos e saberemos falar com eles? Na verdade, quem sabe o que vamos fazer? É o homem na sua individualidade. As cargas magnéticas já começam a estremecer o grande Solar. Cairão todos, se não tiverem o amor incondicional, o amor em Deus Pai Todo Poderoso.
Homens pequenos, homens maiores, todos irão se levantar buscando encontrar o seu destino e, juntos, teremos que encontrar os nossos destinos. Sabe Deus o que nos espera se sairmos desta concentração que nos divide e nos segura, nos afirmando a nossa constituição. Sabemos que tudo o que pegamos é a forma do menino Jesus. Poderemos ser imortais, vivermos horas após hora, se tivermos todas as consagrações que nos darão forças para chegarmos à partida física e evangélica.
Lembra, filho, que toda a minha ambição é querer ficar bem entendida sobre as heranças transcendentais. Sabemos que a reencarnação só agora está chamando a atenção da mente humana, e não tem nenhum esclarecimento que o homem não possa reencarnar. E os que conhecem a reencarnação não falam no processo da reencarnação como, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, eu conheço.
A este respeito eu tenho um quadro belíssimo na grande Sívans, que traz a mensagem da reencarnação. Porque Sívans, meu filho, é uma das estrelas mais desenvolvidas, mais esotéricas, que não se cansa de emitir a sua grande projeção a nós Jaguares. Nos atende todos os dias e já apareceu fisicamente para nós no dia 16 de junho de 1982, às 22 horas.
Sim, filho, venho ensinando que o homem recebe de Deus para sua encarnação a CENTELHA DIVINA, que sai de uma estrela, onde faz a sua cultura. Ele vem até à Terra, escolhe a sua mãe, volta e recebe a CENTELHA DIVINA, que é uma energia extraetérica, que nos sustenta no nosso plexo até a nossa volta e que vai enterrada junto ao corpo físico, sempre zelado por alguém
Ora sai dali, ora fica ali mesmo, até que o dono possa voltar à Terra para as curas de suas enfermidades, de seus entes queridos, isto quando o homem foi bom. Automaticamente, ele vai recebendo. E havendo o que houve com os Jaguares missionários foi diferente. Graças a Deus! Digo, meu filho, o Jaguar trabalhando bem, eu não entendo porque ainda sofre as intempéries do seu carma, como sofreram.
O homem, com todo a diferença pode ser um homem rico, rico que eu digo é aquele que tem a sua realização na vida material e espiritual.
Como sofreu aquela gente naquela noite nefanda. Todo mundo dançava e cantava a sua divina festa. Sim, meu filho, o místico do magnético explodia no corpo daquela gente, enquanto ANODÃ formava o seu canto, e todos iam se deslocando do corpo cheios de lucidez e se perguntavam entre eles suas razões, tudo o que podiam explicar naquela hora, que estava acontecendo. Era, então, o extraordinário, a desintegração total. Ali, procurando seus corpos, sem paixões, sem desatinos, era o inevitável, uns desesperados, outros se reajustando. Faltou inteligência e a prática daquele precioso mestre. Será que faltou? Não sei por quanto tempo aquele povo ficou ali em corpo fluídico. Foi preciso que se retirassem as grandes aspirais que não tiveram a glória de serem enterradas juntos aos corpos para que elas deixassem de alimentar o corpo fluídico, correndo o perigo de novas alucinações. Parece que quando falamos deste tempo não havia civilização. No entanto, muitas tribos viviam, inclusive, já usavam a energia nuclear e sempre estavam a perecer, sempre… sempre…
Sim, filho, são realmente um perigo estas descargas magnéticas nucleares, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem entreguei meus olhos, nos diz Amanto, aqui, E parece, filho, que estamos nesta época com o mesmo castigo das descargas nucleares.
Porém, não tinha dito o perigo da força nuclear. E porque estou falando tanto? É querendo prepará-los pelas mensagens de Pai Seta Branca de 1980.
Digo, filho, que já demos um passo muito grande nesta última consagração de ENLÊVO. Quando pensamos em trabalhar com esta estrela, os seus poderes já nos traziam a preparação física do nosso SOL INTERIOR. Ciente do que somos, temos sete raios que é a CABALA viva e resplandecente, dentro de nós.
Salve Deus, meu filho! Esta carta traz o primeiro passo do que poderemos compreender da vida fora a matéria.

COM CARINHO, A MÃE EM CRISTO JESUS, TIA NEIVA (28.1.85)

 

9. PARTIDA INICIÁTICA EVANGÉLICA

 

SALVE DEUS, MESTRE HERDEIRO DESTE AMANHECER!
Ainda não tirastes os velhos ressentimentos e, com palavras, estás colocando mais terra em teu coração! O sacerdócio é amor, tolerância e humildade. Ser porta-voz de tua Mãe Clarividente é algo difícil. Porém, lembra-te dela e terás força para prosseguir.
Por que todo este acervo que te cerca? No dia em que alguém for tratado diferente, todos fugirão… Filho: não há qualquer mal em nossa Doutrina. O Homem do sertão pode fazer seu Templo no estilo do Templo-Mãe e viver a Doutrina que sua Mãe trouxe para a Terra. Nome imortal: Tia Neiva, Koatay 108! Todos nós temos na vida uma oportunidade de evolução. Esta oportunidade pode vir em um grande amor ou vem, muitas vezes, em uma grande dor.
Deus, em sua grandeza, fez o Homem com sua mediunidade. Sim, o Homem médium. A mediunidade é um fator biológico. Ela corre no sangue, no coração, em se tratando de um Homem médium transcendental, que é o homem de muitas experiências. Sabemos que temos médiuns com os três reinos de sua natureza simetricamente bem divididos, e esta força lhes dá a faculdade de receber um Espírito de Luz e até mesmo um Anjo do Céu. Esse médium, esse homem, vive em todas as partes – nos bares, nas vias públicas, em um lado ou noutro sempre encontramos esse homem! Mil vezes encontramos esse homem que não quer se preocupar com sua origem transcendental e que, sofrido, não pode reclamar por isso. Porque Deus, em sua figura singular, vive a Sua presença em todos os instantes de nossas vidas, por todos os cantos do mundo. Em tudo há a Presença Divina!
No entanto, estamos às portas de uma grande abertura luminosa, que somente este Homem de bagagem transcendental é capaz de assumir, porque só ele é capaz de conduzir e salvar os que vão restar… Dentre esta grande maioria, vejo que irão sobrar muito poucos!
O Homem que tem os três reinos de sua natureza simetricamente divididos é o MISSIONÁRIO DA ÚLTIMA HORA, vindo de mil experiências no mundo, e por isso capaz de assimilar o desenvolvimento espiritual desta época. Porém, enquanto não chega este dia, que não sabemos quando com exatidão, vamos assumindo o trato que fizemos: AMOR, TOLERÂNCIA e HUMILDADE, principalmente nesta jornada que estamos enfrentando.
Meu filho: este sacerdócio é a continuação de nossas vidas. Só temos uma alternativa! O quê será melhor? Viver morrendo aos poucos e vendo tudo perecer em nossa volta, ou viver na luta, criando amor em nosso redor? Tudo isso é o princípio e é o fim!… É fácil viver sem dificuldades, ensinando aos que não sabem viver. Hoje, meu filho, te parece difícil. No entanto, eu te garanto que é tão fácil amar a todos no amor incondicional, vendo nas coisas feias um bom sentido. Um missionário não luta contra seu irmão. Caminha sem desatinos, mesmo sem saber para onde vai, sem conhecer o seu destino. Onde não for desejado, procura ser afável, procura ser bom. Um Homem sempre precisa do outro. Ensine o amor a quem não sabe amar porque, filho, a MORTE é uma grande surpresa! Muitas vezes estamos de pé para uma grande jornada, pensando ser a luz de um grande sacerdócio, sem sabermos que, do outro lado, já estão sendo levantadas as portas de um poder nos chamando ao compromisso cabalístico eterno.
Sim, filho, pelo nosso poder e pela Consagração Iniciática Cabalística sabemos que as forças da cabala são transmitidas por vibrações. Vejamos agora: é aplicado isto a tudo o que foi criado. Tudo emite vibrações, seja de natureza orgânica ou inorgânica. Essas vibrações são também chamadas ENERGIAS, fenômeno direto inteligente e material, ao mesmo tempo independente de nossa vontade e de nossa imaginação espontânea, de raciocínio, que rompe os músculos e liberta o espírito da cura.
Sim, filho, estamos marchando para uma Nova Era. A luta do poder espiritual é terrível nos mundos espirituais e o Homem passa por grandes acontecimentos. Só mesmo a conscientização do espírito individual poderá te libertar dos fenômenos individuais. As lutas, as constantes guerras dos exus, eguns, são terríveis. Existem espíritos que já subiram para o sono cultural, isto é, tiveram a graça de serem retirados das Trevas por um padrinho.
Sim, quando estamos em dificuldade, chamamos por nosso padrinho e ele, somente ele, pela graça de Deus, pode colocar seu afilhado no grau de sua evolução. Devemos admitir, então, que entre o afilhado e ser padrinho tudo pode acontecer. Tudo, inclusive uma mudança estrutural benéfica.
Não te esqueças, filho, de que livre é o Homem que sabe amar! Somente o trabalho nos ergue e nos faz compreender que, enquanto trabalhamos com nossos irmãos, estamos em contato com Deus.
Mil vezes, nunca reclames da luta e nunca reclames da paz! É preferível a esperança da busca à paz da resignação.
Sim, filho, Jesus ilumine os nossos corações! Estamos na marcha evolutiva da Nova Era… Precisamos nos preparar!

COM CARINHO, A MÃE EM CRISTO, TIA NEIVA (14.8.84)

 

10. PALAVRAS MARCANTES DE
TIA NEIVA

Deixe que a luminosidade divina ilumine o teu ser!… Feche os olhos físicos e abra os olhos do espírito, para que Jesus possa entrar…
Cada criatura recebe de acordo com o que merece!
O equilíbrio moral é o princípio e o poder de todas as coisas.
A Ciência e a Fé, distintas em suas forças e reunidas em uma ação para dar ao espírito do Homem uma regra que é a Razão Universal.
Nada na vida acontece sem o despertar de um poder!
Quando temos a missão de enxugar as lágrimas dos outros, não temos tempo para enxugar as nossas…
No ciclo iniciático da Vida, ninguém é de ninguém… Na missão, no destino, alguém se liga a alguém.
Não peço disciplina, porém harmonia e dedicação do espírito espartano que sabe marchar para a Vida e para a Morte com o mesmo esclarecimento do espírito da Verdade!
O chakra da Vida exige o equilíbrio da matéria. Sendo assim, os nossos Mentores se preocupam com nossas profissões e negócios, na medida do possível.
Somos uma máquina a sermos burilados pelos nossos próprios destinos.
Somente o Amor nos guia e nos testa a todos os instantes de nossas vidas cármicas.
Sofremos o impacto da Vida e da Morte.
Cada espírito se identifica na individualidade que o sustenta com seus fluídos.
O Homem sempre sabe o que tem ao seu redor.
No Homem se acentua uma complexidade de coisas, efeitos incomparáveis, porém o mais terrível de todos é a vibração de pessoas irrealizadas.
Cada indivíduo imprime certa modificação à sua aura, de conformidade, também, com suas necessidades de como ou onde vai reencarnar.
A alma humana é o produto da evolução da força através do reino de sua natureza.
O mundo é um hospital onde a cura é a própria desobsessão.
Cada indivíduo é um cenário diferente, porque age na sua individualidade.
Cada aparelho sensitivo recebe a transmissão e transmite ao cérebro, que é o órgão da inteligência, a impressão de uma certa ordem de fenômenos.
O espírito que soube escolher sua mãe material tem mais condições, mais facilidade de se evoluir, porque toda evolução é amor!
A sede do Amor está na alma.
Só tomamos conta de nós nas coisas que caem em nossa individualidade, que remoemos junto ao coração.
Toda obra humana, toda, sem exceção, cria no espírito a imagem do pensamento e só depois se materializa.
Quanto mais evoluído o espírito, mais poderoso se torna o seu pensamento criador.
A aura capta as forças pela ternura dos seus bons pensamentos.
Há uma lei imutável, que nos cobra ceitil por ceitil!
Decepcionar os outros é o mesmo que assassinar, matar as ilusões, os sentimentos dos que acreditam em nós!
Quando chego no Templo ou nas horas de trabalho, esqueço de Neiva e passo a viver somente Tia Neiva.
Só conhecemos que estamos evoluídos quando não estamos nos preocupando com os erros dos nossos vizinhos!
A mente enferma produz o constante desequilíbrio.
Amor tem três fases: o Amor Espiritual; o Amor Condicional, isto é, o amor equilibrado por um débito transcendental, amor pelas nossas vítimas do passado; vem, então, o amor construtivo, que é o Amor Incondicional.
O recalque é o sentimento dos que não têm capacidade de assimilar os seus conflitos.
Ser honesto em todos os sentidos! Não se esqueça de que, por mais escondido que esteja, a sua sombra poderá ser vista!…
A nossa responsabilidade é grande demais pelo compromisso que assumimos, nos Planos Espirituais, para sermos o socorro final nesta Nova Era.
Irei sempre às matas frondosas do Xingu, em busca das mais puras energias para o conforto e harmonia da cura do corpo e do espírito e para o desenvolvimento material de vossas vidas…
Não somos políticos. Porém, temos como obrigação obedecer às Leis e cumprir com dignidade o que nos regem os governantes de nossa Nação.
Existe um céu espiritual ao nosso alcance!
Sabemos que nossas vidas são governadas pelos nossos antepassados e que tudo vem do princípio doutrinário que nos rege.
A consciência fecha o ciclo evolutivo da força psíquica sensitiva.
Homem vive e se alimenta das coisas que Deus criou.
Tenho que guiar esta nave espacial que é a Doutrina do Amanhecer…
Junto a mim, na longa estrada, em direção à porta estreita, está comigo o Doutrinador!
O enigma do mundo tem, agora, um farol que brilha: o Doutrinador!
Com um pouco de reflexão poderás concluir as mensagens e se souberes colocar esta candeia viva nos mais tristes recantos da dor, mais uma vez poderás aliviar e esclarecer os incompreendidos.
O espírito, na Terra, está sempre indeciso entre as solicitações de duas potências: sentimento e razão.
A alma se revela por teu pensamento e, também, pelos teus atos.
Jesus nos coloca como discípulo ao alcance dos Mestres.
Todos nós temos um amor, um grande amor na nossa vida, que diz ser a nossa alma gêmea!
Quando estamos em paz com a gente mesmo, nada nos atinge.
Vamos equilibrar os três reinos de nossa natureza e pagar com amor o que destruímos por não saber amar…
Deus fez o Homem para viver cem anos neste mundo e ser feliz no livre arbítrio.
Assumimos o compromisso de uma encarnação e, juntos, partimos, não só pelas dívidas e reajustes como, também, pelos prazeres que este plano nos oferece.
Estando no espaço e devendo na Terra, nos sentimos desolados e inseguros, porque estamos ligados pelas vibrações contraídas.
A inveja e o ciúme são frutos da insegurança.
Quanto maior for o conhecimento dentro da conduta doutrinária, quanto mais participarem dos trabalhos no Templo, mais confiança vão adquirindo e, assim, a insegurança vai acabando.
Deve ser evitado o excesso de confiança, pensando que nada mais tem a aprender, e cair no feio abismo da vaidade!
Sempre que envergarem seus uniformes, suas indumentárias, devem deixar que a individualidade passe a conduzi-los.
Vamos, mesmo que com esforço, nos tornarmos prestativos, cuidando de tudo e de todos com atenção e carinho, fazendo com que as pessoas se sintam bem com nossa presença.
É preciso ter muito cuidado para não decepcionarmos os que nos cercam!…
Negar a possibilidade de uma revelação divina, feita em diversos tempos e por diversos modos, é o mesmo que negar a tradição falada e escrita de todos os povos.
A nossa alma sofre a falta do calor místico extrasensorial que repousa no centro coronário de nosso Sol Interior, nosso plexo.
Pondera o chão sob os teus pés e verás que todos os teus caminhos serão retos!
A nossa pista é longa e, por cima dela, estamos a apagar os nossos rastros…
Confio em vós outros na evolução desta Corrente, porque o Pai Seta Branca não segurou minha mão, nem mesmo nos primeiros passos de minha vida iniciática!
Os fenômenos somente não nos esclarecem. Pelo contrário, nos trazem conflitos…
A língua é o chicote do corpo!
Só devemos falar quando há alguém que nos ouça e entenda: “Eu sou aquele que fala e cala quando deve”.
Remontamos séculos, atingindo nossos ensinamentos e nossas heranças transcendentais, porque sabemos que tudo vibra e irradia neste Universo, onde tudo é força, é luz, é vida!…

 

11. 1ª mensagem às DHARMAN OXINTO

Queridas Irmãs Dharman Oxinto, Salve Deus!
Quando estamos atravessando as faixas mais perigosas de nossa jornada, nada mais importante do que salientar a necessidade de mantermos nossa conduta doutrinária, buscando o equilíbrio, a harmonia e a perfeita realização de nossos trabalhos.
Os nossos irmãos perdidos nas Trevas tentam de todas as maneiras perturbar nossas mentes, porque sabem que só sairemos vencedoras de nossas lutas se nos mantivermos unidas. Unidas em um só pensamento e em um só coração. E eles não querem ser derrotados. Por isso, tentam de mil maneiras nos separar, porque se nos perdermos em conflitos entre nós mesmas, se deixarmos que a vaidade tome conta de nós, se não tivermos plena consciência de tudo o que fazemos, toda nossa força e todo o nosso trabalho se perderão.
E esta ação de nos separar já está em pleno andamento!
Temos as maiores dificuldades em cumprir nossas obrigações, não só pela falta de Dharman Oxinto mas, o que é pior, pela total irresponsabilidade de algumas componentes que, não satisfeitas em se desequilibrarem, abrindo suas defesas para a recepção de cargas negativas, passam a agir para o desequilíbrio das demais, fazendo exatamente o que querem os irmãos do Vale das Sombras.
Uma coisa sempre fiz questão de dizer: UMA MISSIONÁRIA, COM SUA INDUMENTÁRIA, NÃO ESTÁ TRABALHANDO PARA A FALANGE OU PARA A SUA PRIMEIRA – ESTÁ, ISSO SIM, TRABALHANDO PARA SI MESMA. SÓ QUE COM ENORME POTENCIAL DE FORÇAS: SUA PRÓPRIA FORÇA DE JAGUAR, MAIS A FORÇA DE SUA GUIA MISSIONÁRIA, MAIS A FORÇA DE SEUS MENTORES, MAIS A FORÇA DO MINISTRO DE SEU ADJUNTO, MAIS A FORÇA DE SUA FALANGE MISSIONÁRIA!
Por isso, torna-se importante a conscientização de cada uma, porque estamos tendo sérios problemas nos diversos locais de trabalho onde se faz necessária a presença de uma Dharman Oxinto. A Autorização, trabalho refinado, onde se está a serviço diretamente de Pai João de Enoque (o Castelo da Autorização é uma Cassandra de Pai João); o Abatá e tantos outros trabalhos de tão grande realização, perdendo-se pelo antagonismo que ameaça nossa Falange.
São tantas as irmãs que residem no próprio Vale – mais de 35! – que não se justificam as ausências de nossa Falange nos trabalhos de manutenção. Ao esforço das Regentes, em lugar de atender com amor, as negativas são baseadas em que se a Primeira não trabalha, porque iriam então elas trabalharem?
Esse é o princípio do fim. Onde o Amor? Onde a compreensão? Onde a tolerância?
Não fui a Primeira Dharman Oxinto a meu gosto. Bem sabia Koatay 108 das minhas dificuldades, mas a decisão partiu de nosso Pai Seta Branca e eu, humildemente, aceitei. Aceitei porque tinha confiança em vocês, achei que poderia contar com a ajuda de todas. Foi um trabalho árduo, mas conseguimos erguer nossa Falange a tal ponto de harmonia e força que todos podiam sentir nosso poder.
O trabalho com consciência e amor sempre foi o nosso lema. Cumprir nossa jornada com a alegria de servir, harmonizando-nos ao trabalho e aos comandantes, foi a marque que temos deixado a cada dia.
Mas o veneno foi lançado entre nós quando a vaidade se insinuou no coração de algumas de nossas componentes, lançando a semente da discórdia. Negar-se a trabalhar porque a Primeira não trabalha – eis o princípio de total desconhecimento da Doutrina, dos trabalhos e do que significa ser uma missionária.
Vocês acham que a Primeira não trabalha – então, Salve Deus, já estão cometendo um grave erro: julgar. Ouvir as histórias, os problemas de cada uma, tentar resolver tantas situações angustiantes e dramas familiares, buscar harmonizar as que, por suas aflições, estão perdidas e precisam reencontrar o caminho, organizar, liderar, manter, progredir e ter toda a responsabilidade pelo trabalho de cada uma – é parte do trabalho de uma Primeira de Falange!
Ter consciência de sua força, de sua responsabilidade e dos efeitos que o trabalho possa trazer para si mesma e para seus familiares, amenizando seu carma, afastando ameaças e modificando a sua vida atual e futura, eis o que deve fazer uma componente de Falange.
Tenho pedido a harmonia e a dedicação. Poucas me escutaram. Nossos trabalhos estão mal, existe muita fofoca e parece que não querem mesmo ter uma conduta doutrinária condigna. Muito bem! E a quem estão querendo atingir? Não acham que é muita pretensão pensar que nossa Princesa Aline ou Pai Seta Branca se preocupa com isso? A única coisa é que todos ficam tristes com quem não cumpre sua obrigação. Mas existe o livre arbítrio. Cada um é responsável por tudo o que faz e há de prestar contas pelo que fez e pelo que deixou de fazer. Só que, então, não terão mais condições para recuperar o que perderam. Para tudo há um momento e, em cada momento, temos nossos testes e nossas oportunidades. Se tivermos amor, saberemos como agir, aproveitando cada momento para exercer esse amor com a consciência de nossa Doutrina, obtendo verdadeiros fenômenos em nosso redor.
Gostaria de despertar em cada uma de vocês essa vontade de ser útil, de trabalhar e participar com amor, com consciência, sabendo que a presença em um trabalho significa mais receber do que dar. Quem deixa de participar de um trabalho por preguiça ou vaidade, dando a si mesma desculpas esfarrapadas, pode estar certa de que não vai enganar ninguém. Seus Mentores, sua Guia Missionária, seu Povo, muitas vezes a deixam sozinha e vão todos participar do ritual, levando forças necessárias ao bom desempenho daquela manipulação.
Na própria lei do Abatá, como nos revelou Koatay 108, a energia ali manipulada pode ajudar fantasticamente um lar, uma família e até mesmo uma comunidade. E, por preguiça, quantas deixam de participar. Acham que poderão ser beneficiadas pelo trabalho das outras? Não existem essas coisas nos planos espirituais. Cada um tem de acordo com seu merecimento. Nem mais nem menos!
Assim, se querem progredir, se querem marchar como verdadeiras filhas de Pai Seta Branca, busquem no fundo de suas consciências tudo o que já fizeram, já falaram e já ouviram até hoje. Tenham, para felicidade de cada uma, os ensinamentos do Divino e Amado Mestre Jesus e de nossa Mãe Koatay 108 guardados em seus corações, porque está chegada a hora em que o joio irá se separar do trigo, já que a ceifa será iniciada. Aquela que tiver amor, que souber manejar suas forças magnéticas, que aprendeu a servir com humildade, que estiver sempre pronta a se dedicar a seu próximo, crescerá iluminada e lançará seus frutos por todo o Universo; aquela que se retrai na vaidade, na inveja e na preguiça, recusando-se a servir com amor aos seu próximo, será cortada e lançada nas sombras da Eternidade. Tudo isso Jesus nos revelou ao dizer que pelos frutos se conhece a árvore. Não pode a árvore má dar bons frutos. E eis o segredo do não julgamento: não podemos julgar ninguém, mas podemos reconhecer uma árvore por seus frutos – o que quer dizer que podemos reconhecer uma pessoa pelos seus atos!…
Está chegada a hora decisiva de nossas vidas. Não quero me deixar envolver pelas intrigas e pelos venenos de ninguém. Quero as minhas componentes comigo, para servir aos nossos irmãos, aos nossos inimigos, aos nossos Mentores, à nossa querida Princesa Aline, ao nosso Pai Seta Branca. De agora em diante, não voltaremos a esse assunto. Será cada uma responsável pela sua própria caminhada. Iremos juntas e as que não estiverem juntas, ficarão para trás, perdidas nas ilusões de suas mentes. Vamos trabalhar, andando para cima, subindo degrau por degrau essa longa escada, iluminadas por Koatay 108.
Aquela que não quiser trabalhar, saiba que está fazendo mal a si mesma e não irá atingir a Falange ou sua Primeira. Aquela dedicada à sua obrigação como missionária saiba que está passando, protegida e iluminada, por uma difícil fase de sua jornada.
Quero, queridas irmãs, que entendam meu desabafo. Nunca pretendi magoar ninguém, nem me impor a quem quer que seja. Mas, agora, tenho que assumir meu papel como comandante desta Falange. O momento é de perigo, de decisão, e de nós depende muita coisa neste Vale do Amanhecer. Não quero que tenham a ilusão de que irei pegar pelo braço algumas componentes que não querem colaborar. Não vou mesmo!
Vou seguir minha missão e sei que posso contar com muitas que estão sempre se sacrificando para que haja a presença de uma Dharman Oxinto nos trabalhos. Com essas partiremos nessa última fase, no encerramento desta era. Não importa as que não querem marchar conosco, porque não são problema nosso. Fiz a minha parte, e disso tenho plena consciência.
Peço que cada uma faça o mesmo que fiz: encontre-se consigo mesma e avalie o que tem feito, o que tem deixado de fazer, o que pretende fazer. Pergunte a si mesma se poderia olhar nos olhos de nossa Princesa Aline se ela estivesse diante de você…
Aquelas que ainda pretendem perturbar-nos eu deixo para que sejam cuidadas pelas Dharman Oxinto do espaço, porque não teremos, daqui para frente, tempo para desperdiçarmos com elas.
Para aquelas que partem comigo, com -0-X-, peço as bênçãos e a força desta gloriosa Falange Dharman Oxinto! Que possamos, onde estivermos, sermos sempre um foco dessa Luz radiosa, levando a Paz, a Harmonia e o Amor!
Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 16.5.87

 

12. 1ª mensagem às
REGENTES DE TEMPLOS

Salve Deus, querida Regente Dharman Oxinto!
Neste dia em que fazemos nossa Reconsagração, renovando nossas forças, quero levar até você e às nossas irmãs missionárias o meu profundo agradecimento pelo que têm feito não apenas por nossa Falange, mas, principalmente, por esse povo.
Nossa luta é a cada dia mais difícil. E não é só nossa essa dificuldade crescente com a aproximação da Nova Era: toda a Humanidade está atravessando esta estreita porta! Quantos desencarnes, quanta violência, quantos desencontros… tudo como, em já antigas mensagens, nos avisou nosso querido Pai Seta Branca. Só o Homem plenamente consciente de sua missão e com seu plexo desenvolvido terá condições de enfrentar essa tempestade!
Por isso, confio em você e nesse povo, pois em seus corações está o Sol que irá iluminar todos aqueles que chegarem desesperados, aflitos, buscando alívio.
Fique alerta, e não duvide, um só momento, da força e do poder de uma verdadeira missionária. O conhecimento da Doutrina nos faz sábios, mas somente pelo amor, pela conduta doutrinária, pela tolerância e pela humildade teremos merecimento perante Jesus. Somente nos dedicando à Lei do Auxílio, não só nos Templos, mas em todos os momentos e lugares em que for preciso, poderemos resgatar nossas faltas do passado e renascer para uma nova vida…
A última etapa de nossa jornada chegou! Já não há mais condição para dúvidas ou fraquezas. Quem parar, em sua caminhada missionária, ficará para trás, porque não há mais tempo de pegar ninguém pelo braço. Temos que andar com nossas próprias pernas, temos que solucionar nossos problemas por nós mesmas, e não podemos esperar, dos que nos cercam, senão carências e cobranças cada vez mais fortes. É tudo como tem que ser, e não podemos modificar o rumo dos acontecimentos. Mas podemos – e devemos – manter o equilíbrio e ajudar, da melhor maneira, àqueles que estão próximos de nós, sejam encarnados ou desencarnados.
Vamos cumprir a missão que, por nosso Pai, nos foi confiada. Nossa presença nos trabalhos, nossa obediência aos comandantes, a perfeita integração com a Corrente e com o Presidente do Templo serão instrumentos da nossa evolução espiritual. Mas tudo isso só terá valor se existir AMOR. Lembro, aqui, o lema das Dharman Oxinto:

A FORÇA DE NOSSA FALANGE ESTÁ NO AMOR DE NOSSOS CORAÇÕES!

Agora, com esta Reconsagração, mais uma força enriquece este poderoso conjunto de que dispõe uma missionária: a força de seus Mentores, a força de seu Povo, a força de sua Guia Missionária, a força de seu Adjunto e a força de sua Princesa Missionária. É, portanto, um verdadeiro foco de luz, uma força viva, capaz de grandes realizações e fenômenos desobsessivos.
Você, como Regente, tem a grande responsabilidade de manter a harmonia de nossas componentes, de ser o canal entre nós, e de conduzir nossas irmãs na manutenção dos diversos rituais. Sei que não é fácil, mas é possível. Nosso Pai, um Pai pleno de amor, não colocaria em nossos ombros um fardo que não poderíamos carregar. Por isso, sei que podemos contar com você! E estou feliz por tê-la como Regente.
Aqui fazemos nossas reuniões mensais sempre no segundo sábado do mês. Quando programar uma visita ao Templo Mãe, veja se coincide com a reunião, pois todas ficaremos satisfeitas com sua presença. De qualquer modo, porém, será muito bom recebê-la ou a qualquer outra nossa irmã, em qualquer época.
Estarei sempre à sua disposição, mas lembro que qualquer correspondência deverá vir através do Presidente de seu Templo e do Coordenador dos Templos Externos (Trino Ajarã, Mestre Beto), com isso obedecendo à hierarquia das forças que nos regem.
Finalizando, querida irmã, lembro a necessidade de manter o nosso arquivo, enviando-me as fichas de nossas componentes nesse Templo, atualizando os endereços, para que possamos ter um fichário completo de todas as Dharman Oxinto.
Agradeço por sua dedicação, pelo seu amor, pelo grandioso e efetivo combate contra a incompreensão, contra a vaidade e contra a inércia de muitas das nossas componentes que ainda não se conscientizaram do real papel a ser desempenhado por uma missionária.
Boa sorte, e Salve Deus!

1ª Dharman Oxinto Dinah – 8.10.89

13. 2ª mensagem às DHARMAN OXINTO

Salve Deus, queridas irmãs!
Estamos chegando ao fim de mais uma etapa desta jornada e quero dizer, a cada uma de vocês, como me sinto feliz com tudo quanto temos conseguido, não só pelo grande amor, mas, também, pela consciência doutrinária, pelo perfeito conhecimento que vamos tendo, a cada dia, do nosso imenso poder.
É claro que algumas não conseguiram nos acompanhar e ficaram para trás, apegadas a problemas e questões materiais.
Estamos vivendo os momentos difíceis da transição para uma Nova Era. Não temos que aguardar o futuro – não existe mais futuro. Só existe o presente, trazendo as dificuldades e lutas que nos foram anunciadas nas mensagens de Pai Seta Branca e de nossa Mãe. É um período perigoso, cheio de armadilhas, onde os conflitos crescem em todo o planeta, gerando dificuldades para os povos, aumentando a angústia e a aflição do Homem que não segue a Luz que o Divino e Amado Mestre nos deixou através do Evangelho.
É um presente cheio de dúvidas, de oportunidades para o Jaguar. Cada uma de nós deve pensar e agir de acordo com a bagagem doutrinária que recebeu e procurar ouvir seu próprio coração, na certeza de que está de posse do seu livre arbítrio para completar sua jornada, sem depender de ninguém mais, entregue a si mesma e à sua consciência.
Quanto mais nos aproximamos do ano 2000, mais difícil é a caminhada. Devemos nos preocupar somente conosco mesmas e com o que podemos fazer. Está chegado o momento de buscar aliviar o nosso carma, de liquidar as contas feitas no passado e ter o cuidado de não abrir novas contas!
Devemos ser unidas no trabalho e no coração, com certeza de que nessa união reside toda a força de nossa querida Falange e que é através dela que melhor poderemos servir ao Pai e a nossos irmãos encarnados e desencarnados. Mas há que se ter consciência de que cada uma caminha com suas próprias pernas e que seu merecimento está em si própria e não nas irmãs que caminham junto…
Essa era a preocupação que mantinha nossa Mãe entre nós, presa na matéria. Quando ela sentiu que muitos já haviam entendido sua missão, que já podiam seguir sua missão, então partiu!… A grande herança que nos deixou foi o exemplo de amor, de dedicação e, principalmente, de tolerância. Jamais se queixou, jamais sua voz se alterou para chamar o filho que se desgarrava, jamais julgou alguém.
Por isso, peço que estejam alertas. Façam, ao final de cada dia, um completo exame de consciência, avaliando o que fizeram e o que deixaram de fazer. Perguntem a si mesmas, com toda a franqueza de uma conversa onde ninguém engana ninguém: será que fui tolerante? Será que estou agindo com amor? Será que deixei de cumprir alguma obrigação imposta por minha consciência? Será que poderia Ter participado de um trabalho e não o fiz por preguiça?
Quantas oportunidades perdemos… E tudo isso, um dia, nos será cobrado!
Quando participamos de um trabalho, o mais importante é o que recebemos, nossos bônus que nos servirão para ajudar a nós mesmas, a algum ente querido e, até mesmo, para libertar um antigo cobrador. E essa energia só se obtém no trabalho realizado com consciência e amor.
Não é possível desanimar com as dificuldades nem com os obstáculos que vão aparecendo. Sabemos quantas somos e sabemos que dificuldades estão tendo as Regentes para que uma missionária esteja presente onde é obrigatória a presença de uma Dharman Oxinto.
Vocês já têm conhecimento, força e plexos preparados, estão prontas para qualquer tipo de trabalho. Por que não trabalhar? Aguardam que alguém vá pedir, implorar por isso? Engano. Nem a Doutrina, nem a Falange, nem a Espiritualidade precisa de vocês! Vocês é que precisam delas. Cada uma depende unicamente de si mesma e não deve perder seu precioso tempo com o que faz ou deixa de fazer sua irmã, sua vizinha ou quem estiver a seu lado. Só o que faz – ou deixa de fazer – é que deve ser motivo de sua preocupação, porque disso dependerá seu merecimento. E só recebemos ajuda se tivermos merecimento. A Espiritualidade não é boa nem má – é justa, e só nos dá na medida em que nos dedicamos na Lei do Auxílio.
Quantas não comparecem a um trabalho por motivos sem importância. Como sofreriam se pudessem ver seus Mentores e suas Guias Missionárias deixando-as só para irem participar dos trabalhos…
Vamos prosseguir nossa jornada e que as forças poderosas da Princesa Aline possam estar conosco.
Salve Deus!

1ª Dharman Oxinto Dinah – 21.11.87

14. 3ª mensagem às DHARMAN OXINTO

Salve Deus, querida Irmã!
Nessa nossa primeira reunião deste ano, mais uma vez desejo lembrar a necessidade de estarmos bem preparadas para a difícil jornada que nos aguarda. Como nos alertou nosso querido Pai Seta Branca, a jornada será cada vez mais difícil, à medida que se aproxima a Nova Era, o ano 2000. É uma época de transição, de mudanças, de ajustes e cobranças que vai sufocando a Humanidade, fazendo com que o Homem que não é espiritualizado sofra em toda a plenitude as aflições e angústias do final dos tempos.
Temos que nos preparar para essa luta e é muito importante que possamos manter a nossa união, não deixando que as forças das Trevas se intrometam em nossa Falange, buscando separar-nos e nos enfraquecendo. Essa luta tem sido travada através dos séculos e não seria agora, quando estamos tão perto de nossa vitória, que deixaríamos o inimigo terrível vencer.
Para isso, precisamos ter plena consciência de nossas obrigações como missionárias, de nossos trabalhos e do que podemos, cada uma de nós, fazer para levar avante esta chama que nossa Mãe Clarividente nos deixou. Saber a Doutrina não é o bastante. Temos, sim, é que VIVER a Doutrina a cada momento de nossas vidas, tanto no Templo como em nossos lares, em nossos locais de trabalho, na rua ou em reuniões com nossos amigos e familiares. Temos a responsabilidade de ser, onde estivermos, um foco de Luz, refletindo todo o esplendor que vem dos planos espirituais através de nós, para atingir o coração e a mente dos seres materiais ou espirituais que estejam perto de nós.
Nisso reside nossa força. Ela é fruto do nosso amor, de nossa vontade de servir, do nosso conhecimento e da tolerância.
Muitas ocasiões são desperdiçadas pela preguiça ou pouca vontade de trabalhar. Como serão pesadas quando chegar nossa hora de prestar contas ao nosso Pai? Sempre nos foi ensinado que a Espiritualidade não é boa ou caprichosa, isto é, nada se faz fora do merecimento de cada um e, sim, dentro do mais puro senso da Justiça Divina. Essa é a grande preocupação que devemos ter: a nossa prestação de contas final!
Vamos rever, então, algumas cargas de peso NEGATIVO que podemos estar carregando para esse momento final:
A INVEJA – Veneno que se encarrega de destruir a mente, fazendo com que uma ninfa passe a desejar a queda de outra, numa vibração de ódio que, pela Lei de Causa e Efeito, volta com mais força para quem a emitiu, arrastando a invejosa para um profundo abismo;
A VAIDADE – Que torna uma ninfa antipática e emissora de radiação altamente negativa, causando até mesmo o afastamento de seus Mentores, deixando-a entregue aos espíritos das Trevas;
A PREGUIÇA – Uma atuação de forças negativas que encontram abrigo no íntimo da ninfa, não deixando que ela participe dos trabalhos, impedindo, assim, sua evolução espiritual; e
A MALEDICÊNCIA – O veneno que se joga contra os outros, buscando a inimizade e a intolerância entre irmãs, instrumento perfeito utilizado pelas Trevas para dividir uma Falange.
Todas essas cargas negativas são usadas pelos nossos inimigos, procurando enfraquecer a Falange pela separação de suas componentes. Mas também são permitidas apenas por aquelas que estão fracas e que assumirão inteiramente a responsabilidade pelo que possa acontecer, pois estão de posse do LIVRE ARBÍTRIO e ninguém as obriga a fazer o que não quiserem.
É preciso que cada uma esteja consciente de seu poder, um poder imensamente grande, que lhe dá condições de enfrentar tudo, de trabalhar e de ser útil em todos os rituais e Sandays, sem precisar ter alguém conduzindo-a. Buscar ser útil, com amor e tolerância, sabendo obedecer aos comandantes e se entregar à espiritualidade com simplicidade, é o mínimo que se espera de uma verdadeira Dharman Oxinto – a Caminho de Deus!
Pai Seta Branca nos confiou, através de Tia Neiva, esta missão gloriosa e temos que corresponder a esta confiança. Vamos levar nossa imensa Falange através dessa tempestade cada vez mais forte que se abate sobre todo o planeta, até a Nova Era, cumprindo nossa missão.
Reunidas na Falange, mas cada uma dependendo de si mesma, sem mesquinharias ou baixas vibrações, como uma forte corrente – que depende da força de seus elos para não romper – quero vê-las trabalhando e felizes, enfrentando esse maravilhoso desafio que é A VIDA EM DOIS PLANOS.
Vamos fazer felizes nosso Pai Seta Branca, nossa Princesa Aline, nossas Princesas e todos os nossos Mentores! Salve Deus!

1ª Dharman Oxinto Dinah – 20.2.88

 

15. MENSAGEM DE FINAL DE ANO

Salve Deus, querida Irmã!
Mais um ano se passou e, graças a Deus, conseguimos caminhar mais um pouco nesta trilha que está, a cada dia, com maiores obstáculos e se vai estreitando à medida em que nos aproximamos da Nova Era.
O importante é estarmos caminhando. Cada uma de nós, com suas próprias pernas e com sua consciência, portando todas essas fantásticas forças que nos foram concedidas, trabalhando e ajudando, pode estar certa de que conseguirá passar por todas as dificuldades e chegar, feliz e realizada, ao término de sua missão. Sem desespero, sem desânimo, consciente de que na Lei do Auxílio está resgatando suas faltas do passado, de que no trabalho espiritual reside o segredo de seu sucesso, de que no amor está a sua força para superar qualquer obstáculo, a verdadeira missionária se torna um foco de Luz, uma mensageira da Paz.
Estou feliz com tudo que conseguiram realizar e espero que aquelas que se deixaram ficar na desarmonia, na vaidade e no ressentimento ainda consigam acordar para a realidade de sua missão, conscientes de que todo trabalho é em benefício delas mesmas e de que ninguém trabalha para a sua Falange ou para a sua Primeira e, sim, para si própria.
Desejo a todas um Natal de muita Paz, e que o Natal se renove a cada dia do Ano Novo, com nosso Divino e Amado Mestre Jesus renascendo todos os dias no coração de vocês!
Finalizo lembrando que as nossas reuniões foram mudadas: a partir de janeiro de 1990 serão realizadas no SEGUNDO SÁBADO de cada mês, e que voltamos ao sistema de reuniões todos os meses, porque temos muito o que conversar sobre nossos trabalhos e nossa missão.
Salve Deus e boa sorte

1ª Dharman Oxinto Dinah – dezembro de 1989

16. DESPEDIDA DE 1990

Querida Irmã, Salve Deus!
Esta é uma fase cada vez mais complicada para a Humanidade, que se afasta da verdadeira idéia do Natal, transformando esta comemoração tão linda, tão cheia de significados espirituais, em uma festa de hipocrisia, comercializada e desvirtuada, que leva a todos apenas uma visão materialista.
O mundo comemora o Natal e o Ano Novo. Nós estamos na Terra e não podemos fugir dos compromissos e dos hábitos que nos rodeiam. Mas, com nossa Doutrina, com o nosso conhecimento, devemos passar esta fase com nosso espírito esclarecido e equilibrado, evitando que sejamos arrastados pela onda materialista que procura nos envolver. Porque o Natal comemora o nascimento de Jesus, o Grande Mestre, que nos veio mostrar a Nova Estrada, de amor e humildade, o farol que nos guiou para essa jornada de Luz. Para nós, na verdade, o Natal é todos os dias, porque é dentro de nós, em nossos corações e em nossas mentes, que devemos deixar nascer Jesus, a cada dia, para podermos cumprir os compromissos assumidos e realizar o nosso trabalho na Lei do Auxílio, a Lei Crística. Por isso nosso Natal é diferente, festejado com amor e agradecimento por tudo que recebemos. Uma festa íntima, do espírito, com vibrações de amor que iluminam nossos sinceros votos de Boas Festas àqueles que nos rodeiam. Esse o verdadeiro presente de Natal: vibrações de amor – e ninguém é tão pobre que não possa dar e nem tão rico que não precise receber!
E quanto ao Ano Novo, que marca mais uma etapa na jornada de toda a Humanidade, como as placas de quilometragem marcam o quanto percorremos numa estrada, justifica-se a alegria, uns comemorando o final de um ano feliz, outros na esperança de um ano melhor que virá. Mas nós sabemos que o Ano Novo, como todos os outros que passaram, está dentro de nós. Cada uma de nós sabe, hoje, que ser feliz ou não, depende exclusivamente de nós mesmas. A jornada é difícil e se torna mais difícil a cada dia que vamos nos aproximando do Terceiro Milênio! Vivemos um período de transição para a Nova Era, e isso quer dizer que a Humanidade toda sofre essa transformação, principalmente aqueles que não estão em perfeito equilíbrio com suas forças espirituais e materiais. Cumprir nossa missão não apenas no Templo, mas em nossos lares, em nossos locais de trabalho, na rua, nas conduções, junto a nossos familiares, amigos, conhecidos e até mesmo desconhecidos, nos transforma em verdadeiros focos de Luz onde estivermos e nos fará merecedoras da ajuda dos planos espirituais superiores, nos fazendo felizes. Não dependemos de nada e nem de ninguém para sermos felizes e realizadas – só de nós mesmas.
Agora mesmo passei um momento muito difícil de minha vida, de nossa jornada. Vinha me preocupando muito com nossa Falange, com as constantes falhas nos trabalhos sob a responsabilidade das Dharman Oxinto, com a falta de harmonia de nossas componentes. Cheguei a reunir as Regentes e comunicar minha intenção de deixar o comando da Falange, por achar que outra teria mais sucesso, poderia contar com a simpatia de vocês e, assim, teria maior colaboração para cumprir nossa missão. Não sei impor, não sei obrigar, e achei que não tinha condições de conduzir a Falange. Cansada, magoada e sem encontrar uma saída para a crise pela qual estamos passando, não via outra alternativa a não ser deixar de ser a 1ª Dharman Oxinto.
José Carlos foi contra, dizendo que a missão era minha, entregue pelo Pai Seta Branca, e que eu não devia desistir, que eu não tinha que impor nem obrigar ninguém, porque nem nosso Pai nem Tia Neiva obrigou ou impôs coisa alguma. Tínhamos algumas missionárias dedicadas e com essas poderíamos contar para prosseguir na missão.
Mas eu não concordei. Achava que a única solução, para a Falange, era eu desistir. Mas essa idéia me causava grande tristeza, causando também profundo esgotamento. Com meu físico enfraquecido, sentia que precisava parar e descansar, embora minha mente permanecesse ligada aos problemas de nossa Falange.
Foi então que vivi um momento maravilhoso, mais uma de tantas maravilhas que temos vivido nessa querida Doutrina! Numa espécie de transporte, me vi sendo recebida pelas Dharman Oxinto do espaço e levada à presença de nossa querida Princesa Aline. Ela me recebeu como uma mãe recebe uma filha carente: com muito amor e carinho foi falando e me explicando que estamos vivendo uma era difícil, uma época em que muitos espíritos sem Luz procuram destruir aqueles que lutam pelo Bem, infiltrando-se em todos os lugares, em todas as doutrinas, tentando desarmonizar os encarnados, que facilitam essa infiltração por já estarem com seus padrões vibratórios rebaixados por força dos momentos difíceis por que todos estão passando. Essa luta é a cada dia mais violenta. Atinge componentes de diversas doutrinas, tornado-os pontos fracos por onde fazem passar suas vibrações destruidoras. O que estava acontecendo no Vale do Amanhecer é que estas forças das Trevas buscavam nossa destruição, já tendo encontrado acesso em muitas mentes, fazendo com que o desequilíbrio e desarmonia tomassem conta de muitos médiuns, levando a tantas dificuldades que temos sentido para cumprirmos nossa missão. Não estava acontecendo somente com as Dharman Oxinto e, sim, com todas as outras falanges missionárias.
A Princesa Aline me disse que estava feliz por ver suas amadas filhas prosseguindo suas jornadas em meio a tantas dificuldades, com amor e segurança, confiantes em suas bagagens doutrinárias e no imenso conjunto de forças de que dispõe uma missionária de Pai Seta Branca. E que se sentia triste por aquelas que estavam desperdiçando essa oportunidade, não só prejudicando o desempenho das outras irmãs, mas agindo como instrumentos dos espíritos das Trevas, no triste propósito de levar o desequilíbrio a toda a Falange. Explicou-me que toda essa verdadeira guerra entre o Bem e o Mal gerava vibrações fortíssimas, fazendo com que todas nós, no Vale, sofrêssemos suas conseqüências, conforme nossos padrões vibratórios. Eu, como a Primeira da Falange, sou sempre visada por essas forças e, como estava atravessando uma fase difícil, preocupada com a saúde de minha mãe, cansada e magoada pela conduta de algumas de nossas componentes, fui atingida por Ter baixado meu padrão vibratório, sendo levada à idéia de entregar a Falange.
A Princesa Aline, junto com as Dharman Oxinto do espaço, fez então uma grandiosa emissão de energia para todas nós. Disse que algumas iriam sentir, outras não. Mas TODAS iriam receber essas energias e teriam condições de escolher seu caminho: prosseguir na missão ou deixar-se cair, entregando-se às forças sem Luz, ficando paradas em suas jornadas. Mas isso não era responsabilidade minha! Todas já sabiam que cada uma trabalha para si mesma. Não trabalha nem para a Falange, nem para mim, nem para a Princesa Aline. Apenas dispõem dessas forças para ajudá-las nos trabalhos.
Finalizando, a Princesa Aline disse que eu deveria retomar minha missão, continuando a ser como sempre fui. Somente, não devia mais me preocupar com aquelas que procuram dividir nossas irmãs, que não cumprem seus compromissos e nem assumem suas responsabilidades. Devia, sim, me preocupar com aquelas que, apesar das dificuldades, prosseguem em suas missões. Vibrar com elas, harmonizá-las nos trabalhos, continuar junto a elas no constante aprendizado de nossa Doutrina.
Com muita emoção, deixei nossas irmãs do espaço, e aqui estou, confirmando minha vontade em cumprir, junto com vocês, a missão que Pai Seta Branca colocou em minhas mãos.
Vou continuar, juntos com aquelas que quiserem me seguir, com a ajuda de nossas Regentes, buscando nossa realização. E nessa unido – mais uma vez consagrada pela Princesa Aline – com nosso amor e determinação, teremos forças para resistir às tentativas de destruição, mesmo que isso parta de algumas de nossas componentes. Somos fortes, somos unidas, somos guerreiras, somos verdadeiras missionárias do Bem, somos filhas de Pai Seta Branca, somos indestrutíveis!
Agradeço a cada uma de vocês p[ela compreensão e pelo amor, pelo apoio que me deram nessa fase difícil por que passei. Agradeço, também, àquelas que não participam dessa união, arredias da Falange, porque elas são instrumentos de nossa evolução e despertaram nosso imenso potencial de forças.
E, para todas, meus sinceros votos de um feliz Natal, com muita Paz no coração, e que essa Paz se renove a cada dia do novo ano, fazendo de 1991 a realização plena de seus desejos, com muitas alegrias e felicidade.
Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 22.12.90

17. 1ª mensagem às COORDENADORAS

Salve Deus, querida irmã Nair Zelaya!
Impossibilitada de estar presente à reunião, marcada para o próximo dia 21, com as Coordenadoras dos Templos Externos, venho solicitar sua inestimável ajuda para um assunto urgente, na certeza de que o fato não se restringe apenas às componentes da Falange Dharman Oxinto e, sim, é também de interesse de todas as Primeiras, pelo que pudemos observar no último 1º de Maio.
Recebemos missionárias de diversos Templos Externos e foi grande o número de ninfas que se apresentaram com suas indumentárias em lastimáveis condições: amarrotadas, véus diferentes doa da Falange, golas destruídas, etc. E o pior é que, por mais que houvesse esforço de nossa parte, não deu para suprir todas as deficiências, uma vez que eram muitas e estávamos já há duas noites sem dormir, atendendo àquelas que já haviam deixado tudo para a última hora.
Ocorreu-nos, então, que as Coordenadoras deveriam ser alertadas sobre a necessidade de fazerem, periodicamente, uma vistoria nas indumentárias das missionárias de seus Templos buscando resolver as irregularidades que forem encontradas, contando, para isso, com toda a ajuda das Primeiras de Falange. Com isso seriam evitados os problemas de última hora, como aconteceu nesta Consagração do 1º de Maio e que, se não forem adotadas essas medidas pelas Coordenadoras, tornarão a acontecer em outubro, na Consagração dos Adjuntos.
Sabemos da dedicação das Coordenadoras e, por isso, estamos certas de que poderemos contar com elas para que, em cada Templo, cada Presidente e cada Povo seja representado por missionárias com suas indumentárias em ordem, apresentando cada uma o cuidado e o amor que deve ser dispensado aos seus uniformes. Porque a missionária não representa apenas a Falange, mas sim o seu Templo, o seu Presidente.
Cada Coordenador poderá contribuir para que as missionárias a seu cuidado se apresentam condignamente nas Consagrações e nos trabalhos não só de seu Templo, mas no Templo-Mãe, bastando para isso entrar em contato com as Primeiras para sanar as dúvidas que tenham com relação à Falange e observando a conservação das indumentárias, evitando que se apresentem aquelas que demonstrarem má conservação ou alterações das características da Falange.
Peço, querida irmã, que com seu grandioso amor e compreensão, este meu pedido seja passado às Coordenadoras e aos Presidentes, confiante de que esta mensagem não encerra qualquer crítica e, sim, busca ampliar essa emocionante harmonia que nos une atualmente, fruto do prodigioso trabalho que você e seu mestre vêm desenvolvendo na Coordenação dos Templos Externos.
Salve Deus, e que a Paz do Divino e Amado Mestre Jesus, com as bênçãos da Princesa Aline, esteja no coração de cada uma de nossas irmãs!

1ª Dharman Oxinto Dinah – 18.5.91

 

18. NO LIMIAR DE 1992

Salve Deus, querida irmã!
Estamos chegando ao final de mais um ano e, graças a Deus, podemos avaliar como muito bom esse período de nossa jornada – embora com alguns contratempos – mas com a consciência doutrinária, o amor incondicional e a aplicação da Lei do Auxílio fazendo com que cumpríssemos nossos compromissos como verdadeiras missionárias.
Parabenizo a todas aquelas que souberam seguir o caminho escolhido – a Caminho de Deus – e peço à querida Princesa Aline e ao Pai Seta Branca que ajudem àquelas que se deixaram ficar nos buracos cavados pelo egoísmo, pela vaidade ou pela indiferença. Estas ainda podem despertar e buscar recuperar o tempo que perderam. Mas não podem demorar muito, pois chegamos ao limiar do III Milênio e o tempo é cada vez mais curto. Já estamos na fase em que não devemos e não podemos aumentar ou contrair novas dívidas. Toda a Humanidade se encaminha para a porta estreita que conduz à Nova Era, o III Milênio tão anunciado e tão esperado, quando viveremos a verdadeira felicidade, sentindo a vida fluir nos moldes preceituados pelo Evangelho do Divino e Amado Mestre Jesus.
Estes últimos momentos da transição estão sendo marcados pelos grandes acontecimentos por toda a Terra, catástrofes físicas e morais que se abatem sobre todas as nações. Quem não tiver a firmeza de uma Doutrina Crística dificilmente escapará. Quem não souber manter a estabilidade de sua consciência, sua paz interna e harmonia com os elevados planos espirituais, poucas chances terá de ser salvo. É a luta final, e aos irmãos das Trevas foi dada a oportunidade de verem a Luz, de sentirem o Amor, de serem tratados com Tolerância e de receberem, com toda a nossa Humildade, a Doutrina Crística. Aqueles que não se abrirem ao Cristo, aproveitando essa feliz oportunidade, serão conduzidos a outros planos, deixando a Terra em sua nova fase entregue aos espíritos evoluídos. Essa advertência já tem dois mil anos de advertência – o Apocalipse!
A Doutrina Crística, consubstanciada na Luz da fé, eleva o espírito até a plenitude do amor e, tendo consciência das palavras do Mestre, despertamos cada vez mais para o verdadeiro caminho. Por sabermos de nossa missão, por conhecermos os caminhos que nos conduzem à estreita passagem, devemos estar sempre alertas para cumprirmos nossas tarefas, pedindo à Princesa Aline que nos proteja, nos dando forças para, a cada dia, a cada momento, superarmos as dificuldades que se levantam à nossa frente.
Aquela que cumprir seus compromissos, que se mantiver com paz, amor e harmonia dentro da conduta doutrinária, certamente estará livre da rede selecionadora, que retirará grande quantidade de espíritos da Terra para mundos inferiores, comprovando tudo que nos foi deixado pelos Evangelistas.
Como tudo reflete a vontade de Deus, essa peneira dos últimos tempos não tem opressão nem oprimidos. Sequer há divisões por qualidades, por raças ou por doutrinas. O processo é regido pela perfeita Lei Divina: o do merecimento. Cada um recebe o que realmente merece por seus próprios méritos, pelo que fez ou deixou de fazer. É a verdadeira Justiça!
Nossa Doutrina não é a única, nem somos donos da Verdade Absoluta. Jesus mesmo disse que muitos eram ao caminhos que levavam a Deus. No Vale do Amanhecer temos uma Doutrina prática e de muita eficácia na lida direta com espíritos, encarnados ou desencarnados, de diversas origens. Mas existem muitas outras doutrinas crísticas onde as pessoas, irmanadas pelo Amor Universal, se dedicam, de forma diferente, à prática da Lei do Auxílio. Existem até pessoas que não são ligadas a qualquer doutrina, no mundo físico, mas vivem com amor, solidariedade, compreensão e ajudam seus semelhantes. Todos esses se irmanam em Cristo e para eles os tempos serão difíceis e terríveis, só se mantendo pela doutrina e pela fé. Mas, para os demais, que encaram o Homem esclarecido como um fanático, um sonhador, os tempos serão de horror e depressão, de desesperança e de desespero.
Assim, ao cumprirmos nossa etapa de 1991, agradeço a todas as companheiras de jornada, não só de nossa Falange, mas também às outras que caminham conosco neste Amanhecer, dedicadas missionárias de Pai Seta Branca, trabalhando em nome de Jesus, pelo muito obtido em nosso favor. Não em meu favor, porque ninguém trabalha em favor de outro que não para si próprio. A cada trabalho você aumenta o seu merecimento e de mais ninguém! Se você falta aos seus compromissos, não ponha a culpa em outra irmã ou em sua Primeira: a única responsável é você!
No limiar de 1992, peço que faça um exame de consciência, que servirá como um sinalizador para essa nova etapa, certamente mais difícil pois, à medida que nos aproximamos do III Milênio, maiores serão os obstáculos. Você tem tudo para vencer todas as dificuldades: sua Doutrina, suas próprias forças, as forças de sua Falange, de seu Povo, do Ministro de seu Adjunto e o do seu Mestre, de sua Guia Missionária, de seus Mentores e de sua Falange Missionária Dharman Oxinto. Todo este fantástico conjunto de forças só depende do seu AMOR para ser acionado e agir em benefício de nossos irmãos. Só depende de VOCÊ!
Guerras, irmãos contra irmãos, violência, roubos e desatinos, doenças como a AIDS e o cólera, tudo está dentro do que foi previsto para essa transição que vivemos. Centenas de espíritos que não conseguiram ver a LUZ estão retornando a suas origens nas Trevas. Para milhares, a sentença já foi lavrada. Por isso, peço que estejam alertas, em Cristo Jesus, para o fiel cumprimento de nossos compromissos perante Pai Seta Branca, para terem merecimento perante a Justiça Divina.
Votos sinceros de feliz Natal e que o Ano Novo se componha de 365 dias de felicidade, alegrias e realizações para você e todos os seus, em Cristo Jesus!
Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – dezembro/1991

 

19. FELIZ 1993

Salve Deus, querida Irmã!
No encerramento de mais um ano de nossa jornada, quero agradecer ao Divino e Amado Mestre Jesus por esta feliz oportunidade de estarmos juntas nessa luta, cumprindo os compromissos que assumimos perante nosso Pai.
Tem sido uma jornada a cada dia mais difícil, maiores tempestades castigando nossos caminhos, mas a fé em nossos queridos Mentores, o conhecimento da nossa Doutrina, o amor de nossos corações fazem com que a tudo enfrentamos com confiança nas forças que recebemos, na certeza de cumprir nossas metas.
Pela força de nossa fé e do nosso amor realizaremos grandes conquistas e teremos condições de, ao desencarnar, nos dirigir a nossos Mentores com o coração leve e a consciência da plena realização de nossos destinos cármicos. Se alguma coisa ficou por fazer, teremos a certeza de que não foi por preguiça ou displicência. Sabemos que não temos mais tempo a ser desperdiçado, não podemos deixar nada para o amanhã, porque seremos cada vez mais solicitadas nessa caminhada dentro da Lei do Auxílio.
Por isso, esta mensagem é de otimismo, de certeza do cumprimento de nossa missão. Desejo, sinceramente, que 1993 seja pleno de alegrias e de realizações, não só para ti, como para todos os que estão junto a ti, reunindo espíritos missionários e cobradores, que convivem em cada um de nossos lares, em nossos locais de trabalho, recebendo essa Luz que vem do teu Sol Interior, o afeto deste coração tão cheio de amor, ensinamentos que recebem de teus atos e de tuas palavras. Porque a verdadeira missionária, onde estiver, a qualquer tempo, é um farol do Bem e da Luz!
Um Natal com muita Paz! Quando toda a Humanidade comemora o nascimento de Jesus, lembra-te de que, para nós, todos os dias são Natal: Jesus renasce, a cada dia, dentro de nossos corações, nos envolvendo em Sua Paz, trazendo a Sua grandeza através de nós para auxílio daqueles que estão em nosso caminho.
Vamos continuar nossa caminhada com amor e consciência, continuando como missionárias que procuram ser perfeitos instrumentos dessa Espiritualidade grandiosa.
Que a Princesa Aline abençoe a ti e a todos os teus! Que o nosso querido Pai Seta Branca e esses benditos Mentores do Amanhecer possam sempre estar onde te conduzirem teus passos!
Salve Deus, com carinho!

1ª Dharman Oxinto Dinah – 12.12.92

 

20. 1ª mensagem às REGENTES

Salve Deus, querida Regente Dharman Oxinto!
Quero transmitir a todas a grande satisfação que nossa Princesa Aline manifestou no transcorrer da Consagração do Primeiro de Maio, nos vendo unidas no amor e no trabalho, cumprindo, finalmente, aqueles compromissos assumidos perante nosso Pai.
E quero registrar o importante papel que cada uma de vocês desempenhou nessa evolução, cada uma em seu setor cuidando para que nossas irmãs participassem dos trabalhos, harmonizadas e conscientes de sua missão. Estou certa de que a Espiritualidade Maior, principalmente suas Guias Missionárias e seus Mentores, estão felizes em ver essa dedicação de vocês.
Agora, quero registrar, perante nossa Princesa Aline, o desejo de ampliar nossa atuação, observando, entre outros, os seguintes pontos:

1) PARTICIPAÇÃO EM ESCALAS – Peço que me forneça a relação das ninfas participantes de cada uma das escalas, informando como está essa participação. Gostaria que acompanhasse o desempenho de cada uma dessas ninfas, inclusive com um contato mais pessoal. Sei da dificuldade que terá para fazer isso, mas estou certa de que conseguirá, ampliando sua ação dentro da Lei do Auxílio. É que, muitas vezes, a ninfa tem problemas que a impedem de participar das escalas. Vamos tentar ajudá-la nesta fase, para que se recupere e retome seus trabalhos. É muito importante que exista um vínculo mais pessoal entre a Regente e as ninfas que com ela trabalham, pois tudo se torna mais fácil quando existe AMIZADE. Eu não posso realizar esse trabalho, mas tenho confiança na sua ação, fazendo uma visita de cortesia ou para confortar alguma que esteja com problemas de saúde. É extremamente valiosa essa visita, pois você leva uma energia nova e a Espiritualidade pode realizar verdadeiros fenômenos através da sua presença e do seu amor! Conversar – com interesse e confiança – e não fazer fofoca, é de grande valia para quem estiver com problemas familiares ou de saúde. Enquanto se conversa, há troca de energias, e o ectoplasma que acompanha as palavras de conforto e carinho se torna valioso material para que a Espiritualidade favoreça a quem precisa. Nos casos mais sérios, gostaria de ser informada, para que pudéssemos estudar a forma de ajuda mais eficiente, com a participação de todas nós. Diante da mensagem de Pai Seta Branca na entrada deste ano, vou exigir maior participação e trabalho de nossas componentes. Penso em fazer com que cada Dharman Oxinto faça UMA escala por mês, pelo menos, e peço que me ajude nisso. Somos tantas e vemos tão poucas cumprindo suas obrigações como Missionária! Vamos unir nossas forças para ajudar àquelas que estão ficando para trás. Não vamos brigar nem obrigar, mas convencer, com todo o nosso amor, para que elas marchem conosco nessa gloriosa missão A CAMINHO DE DEUS!

2) CONVITE ÀS NINFAS – À semelhança do que vem sendo feito por outras Falanges Missionárias, gostaria que se empenhasse no convite às ninfas que estão começando na Doutrina, para serem Dharman Oxinto. Falar sobre a nossa missão, os nossos trabalhos, convidá-las para nossa reunião, deixando-as sempre à vontade para que decidam por elas mesmas. Não estou com isso visando aumentar nosso número de componentes, simplesmente. O objetivo é proporcionar maior conhecimento de nossa Falange àquelas que, muitas vezes, sentem vergonha ou estão mal informadas sobre nós, tendo no seu íntimo a vontade de pertencerem à Falange. São espalhadas várias inverdades sobre nós (que não se aceitam jovens, a mais comum) e sobre o fato de se mudar de Falange (a ninfa perderia toda a sua bagagem na troca). Isso não existe, e devemos buscar esclarecer as novas ninfas, mesmo que se harmonizem com outras Falanges.

3) DOAÇÃO DE INDUMENTÁRIAS – Quando houver ocorrência de alguma ninfa deixar a Falange – ou porque mudou de Falange ou por desencarne – peço, caso seja com ninfa de maior relacionamento com alguma de vocês, que procure, com muito tato e amor, verificar o que será feito da indumentária de Dharman Oxinto. Sendo possível, pedir que a indumentária me seja entregue, pois existem muitas ninfas com dificuldades financeiras, que não podem fazer sua própria indumentária. Assim, no caso de doação ou até mesmo de venda, nós teríamos condições de ajudar àquelas necessitadas. Peça que me procurem, antes de dar destino às indumentárias que não mais serão usadas. Nesse assunto de indumentárias, sei que a sua se desgasta mais rapidamente, pelo uso contínuo. Assim, a partir de agora, vou dar mais assistência a essas queridas Regentes, fazendo a reforma de golas e pentes, e presenteando, a cada uma, a cada ano, uma gola e um pente novos. Teremos um livro para controle, com o nome de cada uma.

4) UNIÃO DAS REGENTES – Peço que não deixe que forças negativas interfiram e prejudiquem nosso trabalho. Sabe que tudo que se faz em benefício de nossas irmãs, de nossa Corrente, gera, no mundo das Trevas, reação para que não se consiga realizar. Assim, esteja atenta. Alerta! Desentendimentos e vaidades são provocados por forças negativas, visando a desunião da Falange, principalmente das Regentes, que estão com tão grande realização. Vamos juntar nossas forças, unir nossos pensamentos, colaborando uma com a outra, evitando, sempre, críticas e ressentimentos. Nada impede que uma Regente colabore com outra, quando necessário. Todas somos irmãs, todas temos o mesmo objetivo, todas querem servir com amor. Por que dividir? Por que ter ciúmes? Nosso Pai disse que não faz senão duas distinções entre as Missionárias: as que trabalham com amor e as que se apresentam sem amor, movidas somente pela vaidade e pela ambição. Vamos dar ao Pai esse presente de estarmos unidas pelo amor e pela energia da Princesa Aline e das Dharman Oxinto do Espaço. Vamos ser uma grande, imensa família, alegres e felizes no cumprimento de nossas missões. Mantendo o nosso padrão vibratório elevado, unindo nossas forças, nosso conhecimento doutrinário, agindo com uma só mente e um só coração, estou certa de que conseguiremos grandes fenômenos. Já temos conseguido, mas nosso caminho é evolução, aprimoramento, conhecimento… Temos que fazer sempre mais e melhor!

5) CASSANDRA – Fico triste em ver nossa Cassandra raramente ocupada. Ali está a projeção, em toda a plenitude, das energias da Princesa Aline. É um ponto de força, onde podemos ter renovação das nossas energias e de onde podemos emitir, a qualquer lugar, a qualquer pessoa, a poderosa força das Dharman Oxinto. Embora tenha Regente, nossa Cassandra permanece vazia! Vamos ter consciência e mantê-la ocupada, pelo menos na entrega das energias da Estrela Candente. Nessa oportunidade, um grande conjunto de energias se movimenta, com benefícios para todos os que estiverem em suas cassandras. Não entendo porque, até hoje, poucas se preocupam com a Cassandra das Dharman Oxinto. Imagino como a Princesa Aline fica triste com o desprezo de suas filhas por aquela grandeza que é tão fácil de ser colhida. Enquanto outras Falanges lutam e lamentam por não terem uma Cassandra, a nossa parece abandonada! Vamos lutar para conscientizar nossas irmãs, fazer alegre nossa Princesa, e receber uma energia inimaginável ocupando nossa Cassandra.

Encerrando, agradeço pelo amor e dedicação de cada uma, e deixo aberta a oportunidade de, caso não esteja satisfeita ou tenha dificuldades para cumprir sua missão, alguma Regente queira ser substituída. Com todo amor e reconhecimento, irei providenciar a troca.
Salve Deus, e boa sorte!

1ª Dharman Oxinto Dinah – 7.5.94

21. 4ª mensagem às DHARMAN OXINTO

Salve Deus, querida Irmã Dharman Oxinto!
Lamentando não poder estar junto a você, por força de obrigações com minha mãe que me levaram a estar ausente, quero trazer esta pequena mensagem, pois estamos atravessando uma fase difícil, quando a atividade nociva de um espírito perturbado buscou a desunião de nossas componentes e atingiu a harmonia que estava dando à nossa Falange a imensa Luz que todos podiam sentir onde quer que houvesse uma Dharman Oxinto. Isso é natural, pois o Mundo das Trevas usa de todos os meios para tentar destruir a Luz, e essa mensagem é apenas um alerta, pois aquela que sentir a insegurança por palavras que espalham desavenças e mentiras deve fazer um profundo exame de consciência e ver que sua Doutrina não se assentou em bases sólidas. Temos que ter Amor, temos que confiar em nossos Mentores e, principalmente, na Princesa Aline e nas Dharman Oxinto dos Planos Espirituais, que nos ajudam e nos protegem. A força de nossa Falange está no Amor de nossos corações! Por isso, peço que deixe as palavras de má fé desaparecerem por si só. Não se deixe influenciar por alguém que esteja magoada, ferida em sua vaidade, buscando atingir a mente de cada uma com dúvidas e mentiras, procurando gerar conflitos entre nós. Peço, sim, que vibre amor a esse espírito, que não se deixe levar pela desarmonia, continuando nossa brilhante jornada. Não compete a nós o julgamento de fatos e pessoas, mas sim ao Pai Seta Branca, que dará, a cada uma de nós, de acordo com nosso merecimento.
Todos os acontecimentos, tudo o que fazemos, falamos e pensamos, está sujeito à Lei de Causa e Efeito. Nosso carma é conseqüência desta Lei de Causa e Efeito, que preside todos os nossos atos. Quando se usa a mediunidade dentro da Lei do Auxílio, temos todas as condições para alterar nosso carma, isto é, melhorar as condições físicas, morais e espirituais de nossa encarnação. Quando, de alguma forma, fazemos o mal, quando usamos qualquer meio para prejudicar alguém física ou moralmente, estamos agravando nosso carma. É no Centro Coronário que se originam as manifestações e os registros que marcam nossa sensibilidade e envolvem, no físico, nossa atuação em encarnações passadas, refletindo-se no presente, compondo nosso carma. Pela manipulação de energias, o Centro Coronário emana fluidicamente a alma, alimentando-a com irradiações energéticas, estimulando, vitalizando, gerando o BEM e o MAL, formando nosso carma pelas conseqüências felizes ou infelizes de nossos atos.
O Mestre Tumuchy nos ensinou: “Deus não castiga nem premia. Dentro desta vida, nossos atos são praticados por nós mesmos. Nós nos auto-punimos, nos auto-castigamos, nos auto-elogiamos e nos auto-engrandecemos. É preciso perceber que o orgulho e a vaidade nos levam a nos colocarmos em posições, às vezes, querendo substituir o próprio Deus. Mas devemos nos lembrar que não foi Deus quem fez isto ou aquilo, mas nós é que estamos fazendo a partir da obra que somos deste próprio Deus. O limite de nossa ação é a nossa própria vida. Ninguém recebe além daquilo para que foi preparado para fazer. Todos nós temos o nosso roteiro de vivência e nada acontece por acaso, senão pela atração do charme e das linhas cármicas. Tudo está programado em nossas vidas. Nada há que nos faça deixar de recorrer a Deus pelo fato de estarmos em falta, porque Deus é bondade e só nos traz a luz. A todo momento podemos recorrer a Deus, porque, sem a energia divina, deixaremos de existir. Mas é preciso abrirmos a oportunidade para que esta energia se manifeste. Se fecharmos os olhos de nossa alma e não estivermos conscientes deste Deus, a energia não penetrará em nós! (…) O que vamos fazer no futuro depende do que estamos fazendo agora. Então, a Eternidade está sendo vivida neste instante. Tudo que quiserem, tudo que desejarem alcançar, poderão pedir a Deus neste instante. Vamos, pois, cuidar da nossa vida com esmero. Temos um sistema planetário, herança transcendental, coisas verdadeiras trazidas para nós, às quais teremos que corresponder. Vamos viver, portanto, com intensidade, porque nós poderemos modificar todo o nosso destino, numa concentração dentro de um processo evangélico como, por exemplo, uma Contagem. (…) É com o coração que nós temos que aprender. Não adianta mergulhar mais fundo do que aquilo que podemos ir. Temos que saber qual é o nosso tamanho. E não esqueçamos, nunca, que enquanto não liquidarmos com as coisas que estão ao nosso alcance, as coisas do nosso carma, não entenderemos a voz de Deus, que nos fala através de mil mensagens a cada dia!”
Por tudo isso, peço que não se deixe envolver em mesquinharias e fofocas, que só levam aos abismos profundos. Procure manter acesa a chama do Amor em seu coração, entendendo e perdoando quem quiser envenená-la com intrigas e mentiras, consciente da grandeza desta missão assumida perante a Espiritualidade. Cada uma é responsável por si mesma, sabe a força que tem, e é consciente da grande bagagem que conseguiu para melhorar seu carma. Trabalhar na Lei do Auxílio é o único caminho, e sugiro que, pelo menos uma vez por mês, participe de uma escala de trabalho das Dharman Oxinto, entrando em contato com as respectivas Regentes.
Vamos manter esta harmonia que conseguimos, certas de que só aquela que estiver insegura consigo mesma se deixará levar pelas palavras e idéias falsas. Tudo está nas mãos de Pai Seta Branca e da Princesa Aline. Que seja feita a vontade desses gloriosos espíritos, e não a nossa!
Salve Deus, e boa sorte!

1a. Dharman Oxinto Dinah – 8.6.96

 

22. ÀS DHARMAN OXINTO DE OLIBAN

Salve Deus, querida Irmã Dharman Oxinto!
Agradecendo ao Divino e Amado Mestre Jesus por esta feliz oportunidade de aqui estar, participando de toda essa grandeza, aproveito para reforçar nossa harmonia levando até você essa mensagem, na certeza de que vamos cumprindo nossa gloriosa jornada e, graças ao amor e dedicação com que nos brinda seu coração, a missão das Dharman Oxinto prossegue com muita esperança e alegrias. Sei o quanto é difícil cumprir com nossas obrigações, mas sabemos que nosso Pai Seta Branca e nossos Mentores nos dão toda a força e tudo o quanto precisamos para cumpri-las bem… Assim, vamos caminhar dentro da correta conduta doutrinária, e sei que você é um exemplo do que deve ser uma verdadeira missionária, consciente do seu dever, buscando ser instrumento da grandeza de seus Mentores, sempre confiante e colaborando com nossa Regente Dharman Oxinto Conceição e enfrentando todas as dificuldades com a certeza da vitória. E cada vez mais próximos do Terceiro Milênio, passando pelas estreitas portas desta transição, vamos, certamente, estar sempre unidas em nossa Corrente, levando essa luz magnífica das Dharman Oxinto onde quer que seja necessário, para atender àqueles, encarnados ou desencarnados, que precisam de paz, de esperança e de amor!…
É chegada a hora, há tanto tempo anunciada, de separar o joio do trigo. Através de tantas ocorrências mundiais, o Homem sem fé se encontra estonteado, não entende os fenômenos que a sua imperfeita Ciência não consegue explicar, perde-se no desespero e na violência. Começam a surgir falsos profetas, doutrinas sem base confiável, e é então que temos que estar seguras em nós mesmas, em nossa bagagem doutrinária, em nossa confiança na estrada em que estamos seguindo os passos do nosso Divino Mestre Jesus, o Caminheiro. Nunca, como agora, tivemos tão profunda a obrigação de, juntas, viver amor, tolerância e humildade! Certamente chegamos à transição para a Nova Era conscientes da necessidade de ampliar e fortalecer nossa Corrente. Inicialmente, é preciso equilibrar a vida material com a atividade espiritual, porque existe um compromisso maior com nosso lar, com nossos familiares e conosco mesmo, que não deve ser sacrificado por nosso trabalho no Templo, de modo a que possamos ter a mente mais leve e despreocupada quando formos participar da Lei do Auxílio. E para tanto, se faz necessário que haja um número maior de missionárias, especialmente quando o Templo está apto à totalidade dos trabalhos existentes no Templo-Mãe, para que possa haver sempre uma Dharman Oxinto onde é obrigatória sua presença. Isso vai ajudar no equilíbrio Templo/Lar, uma vez que a missão será distribuída por um número maior de ninfas. Procure a participação de novas ninfas em nossa Falange Missionária convidando aquelas que estão chegando ou as que estão buscando uma falange. Tem havido comentários de que algumas falanges – inclusive as Dharman Oxinto – são para pessoas de mais idade. Isso não é verdade, pois existem falanges obrigatórias para jovens até 18 anos, e, após essa idade, a ninfa não só pode como deve ingressar na falange com a qual se harmoniza, pois se tiver suas consagrações, seu plexo está apto aos trabalhos de qualquer natureza, e isso fará com que se sinta mais feliz e realizada. Converse sobre nossa Falange e explique nosso trabalho, esclarecendo que, como Dharman Oxinto, a ninfa assume uma série de grandes responsabilidades, o que exigirá amor e dedicação, especialmente no que se refere à Autorização, à Cruz do Caminho, ao Leito Magnético e ao Oráculo.
Procure, quando for ao Templo, se ocupar apenas com sua missão, deixando de lado as fofocas, as conversinhas, perdendo seu precioso tempo com coisas inúteis. Você sabe como é difícil chegar ao Templo, como são curtas as horas do trabalho espiritual, e, por isso, aproveite o máximo que puder na sua dedicação à Lei do Auxílio, à caridade que tanto irá lhe ajudar em sua vida física e na espiritual, pois, segundo Koatay 108 nos ensinou, os bônus que recebemos nos ajudam a nos livrar de problemas materiais e físicos, tais como doenças graves e até fatais, e aplainam nossa estrada, onde nossas ações no passado cavaram grandes buracos e ergueram imensas barreiras. Por nossa ação na Lei do Auxílio, ajudando irmãos encarnados e desencarnados, conseguimos também a ajuda dos planos espirituais para nós mesmos, coletando bônus dos quais só saberemos o valor quando fizermos nossa passagem para o outro lado. Ciente do valor de sua participação em qualquer trabalho no Templo, procure não desperdiçar seu tempo e nem suas forças com bobagens que só fazem prejudicá-la e baixar seu padrão vibratório.
A Princesa Aline tem atuação marcante junto àquela que lhe pede ajuda, e temos muitas experiências passadas por irmãs que viveram grandes fenômenos. Sempre que se sentir desarmonizada ou quando tiver que enfrentar situações difíceis, peça à Princesa Aline que a ajude. Verá como a Luz penetrará em sua mente, afastando as trevas do medo e da insegurança. Haverá, sempre, junto a você, a projeção desse poderoso raio de Luz que nos vem das Dharman Oxinto do Espaço.
Esperando que possamos caminhar sempre juntas nesta missão doutrinária, peço à Princesa Aline e ao nosso Pai Seta Branca que projetem muita Paz e Luz em seu coração, e que possa cumprir sua jornada sempre com alegria, amor e realizações, harmonizada com a nossa Regente, sendo um foco do Bem e da Luz onde quer que esteja!
Salve Deus! Com carinho,

1ª Dharman Oxinto Dinah – 13.6.97

23. 2ª mensagem às COORDENADORAS

Salve Deus, Querida Coordenadora!
É com alegria que nos encontramos, sempre com a satisfação de sabermos que estamos cumprindo nossa missão junto aos componentes e, o que é mais importante, auxiliando nossos mestres em suas difíceis jornadas. Vemos, em cada uma de vocês, querida irmã, as raízes dessa grandiosa Doutrina, penetrando nos corações, alargando horizontes e harmonizando as mentes, graças à ternura, ao amor, à caridade com que se dedicam às difíceis tarefas como Coordenadora de um Templo do Amanhecer.
Sei que a Espiritualidade está feliz, especialmente nossa querida Mãe em Cristo Jesus, Koatay 108, por ver continuada sua obra, não só se expandindo no plano físico, como, pela direção firme do nosso Trino Ajarã e de sua ninfa Nair, fincando a bandeira rósea do Amor nos mais distantes rincões, ultrapassando este plano e alcançando elevados níveis etéricos, levando a força do Jaguar, curadora e consoladora, aos nossos irmãos encarnados e desencarnados que sofrem as angústias de suas mentes transtornadas pelo ódio, pela dor, pelos rancores…
Gostaria de lhe falar sobre dois pontos importantes, relacionados com nossa missão como Dharman Oxinto:
Primeiro, como já foi falado em outras reuniões com Presidentes, é necessário se preocupar com a ampliação da Falange Missionária Dharman Oxinto, convencendo as ninfas da importância de seu trabalho para o funcionamento dos diversos Sandays do Templo. Não que eu me preocupe em ter uma falange numerosa, mas é que a missão de nossa Falange abrange vários trabalhos, exigindo ninfas Sol e Lua de forma a não causar sacrifícios às Dharman Oxinto no atendimento. Nos Templos em que já se realizam Cruz do Caminho, Oráculo e Leito Magnético, tem sido problemática a presença das Dharman Oxinto e, pelas Leis, não se pode realizar o trabalho sem elas. A instrução emanada do Trino Ajarã no sentido de não impor falange missionária a uma ninfa, que deverá fazer sua escolha pelo livre arbítrio, não vem sendo observada em alguns Templos. Já tive três casos recentes de ninfas que optaram por ser Dharman Oxinto e o Presidente discordou, colocando-as em outras falanges. Creio que, dentro do que determinou o Trino Ajarã, a palavra de uma Coordenadora poderá esclarecer e, sem obrigar, convencer uma ninfa a ser Dharman Oxinto, tendo em vista sua necessidade para manter os trabalhos em perfeito andamento. Principalmente no que diz respeito à Autorização.
O segundo ponto se refere à Autorização. Vejo, com satisfação, a adoção deste precioso trabalho, sob responsabilidade das Dharman Oxinto, em vários Templos. Já distribuí cópias do roteiro da Autorização, que consta do Manual das Dharman Oxinto, e muitas Coordenadoras já participaram de instruções práticas conosco, na Autorização do Templo-Mãe. Uma atenção especial tem que ser dada às ninfas que irão realizar esse trabalho, não só pelo conhecimento doutrinário que devem ter, como pela sua conduta com os pacientes. Na Autorização, a ninfa – Sol ou Lua – age como instrumento direto de Pai Zé Pedro e de Pai João de Enoque, que têm ali sua Cabala. Deve preocupar-se em não entrar no carma do paciente que está atendendo, evitando dar conselhos ou indicar trabalhos. Deve ouvir, sem emitir sua opinião, todos os problemas que o paciente relatar, limitando-se a dizer “Salve Deus!” para mostrar que está ouvindo, quando julgar conveniente para reforçar suas defesas. É extremamente perigoso deixar se levar pelo drama do paciente e tentar uma ajuda arriscada, dizendo que tudo se resolverá com sua entrada na Doutrina, ou aconselhar que passe em determinado trabalho, ou – o que já tem acontecido – marcar trabalho especial na casa do paciente ou em sua própria casa! Vamos buscar o melhor nível de atendimento neste portal de entrada da Doutrina, que é a Autorização, colocando ninfas que possam realizar seu trabalho com educação, conduta doutrinária, amor e responsabilidade. Estou inteiramente à sua disposição para ajudar no que for preciso, e terei a maior satisfação em atendê-la.
Renovo, nesta oportunidade, o convite para que, quando uma Dharman Oxinto de seu Templo vier ao Templo-Mãe, me procure ou se apresente a uma das Regentes de Trabalho, para ter a oportunidade de realizar alguns de nossos trabalhos enquanto aqui estiver. Todas ficamos felizes em receber uma irmã e com ela compartilhar a grandeza de nossa missão.
Colocando-me ao seu inteiro dispor para o que for possível na próxima Reconsagração de Adjuntos, rogo ao querido Pai Seta Branca e ao Ministro Ajarã que permitam que as bênçãos da Princesa Aline e das Dharman Oxinto do Espaço iluminem esta difícil estrada em que você e seu mestre nos dão exemplo da perseverança e do amor.
Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 3.9.97

24. Mensagem às D.O. dos TEMPLOS

Querida Irmã Dharman Oxinto, Salve Deus!
Neste dia de festa, não só neste nosso plano físico mas, também, nos elevados planos espirituais, ficamos felizes em receber uma irmã de um dos Templos do Amanhecer, importante pelo entrelaçamento de forças e, especialmente, pela convivência mais de perto comigo e com as irmãs do Templo-Mãe, enriquecendo nosso conhecimento.
Sabemos das dificuldades para chegar até aqui, mas tudo vale a pena pela grandeza de uma Consagração, onde se manipulam forças de diferentes naturezas, todas grandiosas, emanando de nossos plexos iniciáticos e a eles chegando, ampliando nossa capacidade de manipular este fantástico conjunto energético em nosso próprio benefício e de todos aqueles, encarnados ou desencarnados, que mentalizamos. Esta é a nossa Doutrina, esta a nossa Missão!….
Nosso querido Pai Seta Branca olha cada filho ou filha com o amor incondicional do Pai que tudo entende, tudo vê, sabendo das necessidades de cada um, ouvindo suas queixas e vendo seus corações e suas mentes, sabendo de suas necessidades. Esta é a grande verdade que temos que considerar, em todos os momentos de nossas vidas. Temos que confiar na Espiritualidade Maior, saber que nossas Guias Missionárias, nossos Mentores e nossa Princesa Aline se fazem presentes em nossas ações, em nossas palavras, pedindo somente que tenhamos amor em nossos corações e que vivamos dentro da correta conduta doutrinária. O Templo Interior, que erguemos dentro de nós mesmas, tem as três colunas que o sustentam: Amor, Tolerância e Humildade. É a nossa força, é a nossa Doutrina! O lema das Dharman Oxinto sempre foi: A FORÇA DE NOSSA FALANGE ESTÁ NO AMOR DE NOSSOS CORAÇÕES!
Por isso, ficamos felizes com mais uma Consagração de Adjuntos, e ainda mais por tê-la junto conosco, participando de todas as atividades que ocorrem paralelamente ao evento principal.
Gostaria que você fosse a portadora de minha mensagem àquelas que não puderam vir: Não fiquem tristes, pois se conseguiram trazer suas mentes até nós, na afinidade de sentimentos, é claro que receberam suas consagrações, pois nosso Pai sabe o porquê de não estarem presentes, de forma física, no grande ritual. E Ele, que tudo vê, as estará consagrando! Sim, pois as forças de uma Consagração estão muito além do tempo e do espaço, que são limitações físicas, que valem somente para nós, encarnados. Para nossos espíritos, não existem tais limites – somos livres, e o amor e o conhecimento nos tornam capazes de viajar por todo este Universo! Pela harmonia de nossas mentes, pelo amor de nossos corações, pela sintonia com os planos espirituais, temos como receber nossas consagrações onde quer que estejamos, já que o poder da nossa Corrente se faz presente quando estamos dentro da postura doutrinária.
Sei que a presença física de uma componente de um Templo do Amanhecer no Templo-Mãe depende de muitos e sérios fatores, tais como a disponibilidade de tempo para viajar, de condições financeiras para arcar com pesadas despesas de passagens e hospedagem, de ter quem cuide da família e do lar enquanto estiver ausente, etc. Jesus, nos Evangelhos, repetiu diversas vezes: EU QUERO MISERICÓRDIA E NÃO SACRIFÍCIO! Com isso, abriu Seu coração de Pai amoroso, que nada exige de seus filhos senão o amor, a misericórdia, a caridade – e não o sacrifício. Então, sabemos que aquela que não pode vir, não deve se mortificar nem sofrer por não estar aqui. Deve, sim, levar sua mente ao Pai Seta Branca e, com humildade, pedir que Ele a consagre, pois não tinha condições de estar fisicamente presente na Consagração. E receberá tudo a que tem direito pelo seu merecimento, pelo seu amor.
Tia Neiva sempre nos falava das muitas consagrações que vamos recebendo com nossas palavras, pensamentos e ações. Cada uma dessas consagrações é um degrau que subimos na longa escada da evolução de nossos espíritos. Quando atendemos a alguém que nos procura, aflito, e conseguimos pacificá-lo; quando ouvimos com amor as queixas dos que se sentem ofendidos; quando conseguimos levar a Paz a alguém que se acha injustiçado ou se revolta; quando trabalhamos na Lei do Auxílio com toda a nossa capacidade de amor e caridade; quando nos dedicamos à Doutrina com todo o poder do nosso espírito, há muitos momentos em que somos consagrados, mesmo sem saber nem sentir. É por isso que devemos estar sempre alertas! Nunca sabemos a hora em que estaremos sendo avaliados para receber uma consagração!
Estamos, pois, muito felizes em tê-la conosco, sabendo que estamos todas juntas pelo nosso amor, pelo amor de Pai Seta Branca, da Princesa Aline e de nossos Mentores, e que todas, presentes ou não em seu corpo físico, estaremos recebendo a grandiosa Consagração dos Adjuntos. Que esta bendita força possa elevar suas vibrações e ter total acolhida em todo o seu ser!
Salve Deus! Com ternura,

1ª Dharman Oxinto Dinah – 11.10.97

25. 5ª mensagem às DHARMAN OXINTO

Salve Deus, querida irmã Dharman Oxinto!
Quando, em junho de 1982, recebi de Pai Seta Branca a missão de ser a 1ª Dharman Oxinto, completando-se o ciclo desta Falange Missionária, fazendo sua unificação, uma vez que estava, até então, dividida, com Yvone liderando as Ninfas Lua e Mariana as Ninfas Sol, distribuí minha primeira mensagem, datada de 29.6.82, convidando para a reunião a ser feita no Turigano:

“Querida componente da Falange Missionária Dharman Oxinto, Salve Deus!
Ainda emocionada com a missão que me foi confiada por Pai Seta Branca, através de nossa Mãe Clarividente, venho pedir a ajuda e compreensão de todas as componentes desta querida Falange, para que possamos continuar o trabalho da dedicada Yvone.
Assim, gostaria que deixássemos de lado as vaidades, invejas, enfim, todas as manifestações de forças negativas que possam afastar uma das outras, e juntas e harmonizadas, numa só vibração de amor, partamos como verdadeiras missionárias para cumprir nossa missão, confraternizando-nos com nós mesmas, dentro da Falange, e buscando a harmonização com as demais falanges e a participação em todos os trabalhos da Casa de Pai Seta Branca.
Uma falange missionária não se eleva pela beleza de seus trajes ou importância das componentes. Seu trabalho só terá valor para a Espiritualidade se for feito com amor, com abnegação, com harmonia.
Por isso, peço a ajuda de cada uma de vocês, para que possamos caminhar unidas, acima das paixões humanas, marcando a presença de uma Dharman Oxinto onde quer que se faça necessária a presença de uma verdadeira missionária, com plena consciência de sua força e de seu amor.
Gostaria de convidá-la e poder contar com sua preciosa presença na reunião que programamos para o próximo dia 11, domingo, às 15 horas, no Turigano, para traçar algumas das atividades que devemos desenvolver para nosso trabalho.
Lembre-se de que “A FORÇA DE NOSSA FALANGE ESTÁ NO AMOR DE SEU CORAÇÃO!”

Esta é uma pequena lembrança, com muita ternura, desses quase 16 anos de jornada junto a vocês, que muito me têm ajudado e me feito realizada nesta minha missão, o que agradeço do fundo de meu coração.
Vamos buscar mais realizações pela participação na Lei do Auxílio e assumindo, no mínimo, uma escala por mês nos trabalhos específicos de nossa Falange.
Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 14.2.98

 

26. DESPEDIDA DE 1998

Querida Irmã Dharman Oxinto, Salve Deus!
Chegamos ao final de 1998 com plena consciência da rapidez com que passam os dias e, assim, da necessidade de não perdermos mais tempo, pois o Terceiro Milênio se aproxima veloz e a Humanidade vai ficando atordoada pelos grandes acontecimentos que anunciam a Nova Era. Só aquele que estiver ligado a suas forças, à sua Doutrina, poderá enfrentar todas as modificações por que passará este nosso planeta sem cair no desespero e na desarmonia.
Que as luzes do Divino e Amado Mestre Jesus resplandeçam em todo o seu ser nesta comemoração do Natal! Mas, para você ganhar um belíssimo Ano Novo cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior), um ano novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha no plano material e na Lei do Auxílio, você não precisa beber, não precisa fazer lista de boas intenções, não precisa chorar arrependida pelas oportunidades que perdeu, pelos trabalhos que deixou de fazer. Nem mesmo vai acreditar que, por decreto da esperança, a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, Amor e Justiça entre os homens e as nações, harmonia, liberdade e direitos respeitados, começando pelo direito sagrado de viver.
Para ganhar um Ano Novo, que mereça este nome, você, minha irmã, tem que merece-lo, tem de fazê-lo novo… Eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente de que é dentro de você que o Ano Novo está adormecido e espera desde sempre pelo despertar da sua consciência!…
Que a Paz do Cristo e o Amor da nossa querida Princesa Aline e dos nossos Mentores iluminem cada momento deste novo período em nossa jornada, levando a seus lares e a seus familiares a harmonia deste poder universal que une os filhos de Pai Seta Branca e Mãe Yara na grandiosa missão que temos em nossas mãos.
Salve Deus, com ternura!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 14.12.98

27. TRANSIÇÃO PARA A NOVA ERA

Querida Irmã Dharman Oxinto, Salve Deus!
Estamos vivendo a transição para uma Nova Era, momentos de grande perigo pela atração negativa de muitas mentes envolvidas pelas previsões catastróficas do fim do milênio. Em um livro intitulado “O Último Êxodo”, composto com base nas previsões de diversos e famosos profetas, firmou-se a idéia de que o fim desta fase da Terra estaria em tempo de acontecer, com a destruição completa das civilizações e total modificação da crosta terrestre, fenômenos que seriam iniciados por uma escuridão completa por três dias, em que não deveríamos sair de casa, atender a quem batesse à porta e tentar falar com outras pessoas. Essa ameaça causou imensos transtornos, especialmente no caso de Jaguares, porque se formou uma escuridão, mas não pelo Sol tampado, e, sim, pela razão obscurecida nas mentes, que passaram a vibrar intensamente de forma negativa, permitindo a obsessão e o desequilíbrio de muitos de nossos irmãos. Pela força dessas mentes, uma verdadeira escuridão foi atraída das profundezas das Trevas, provocando acidentes e prejuízos a muitos, com o risco de se agravarem, pela forma progressiva que está aumentando a expectativa do grande desastre anunciado.
Nossa Mãe Clarividente nos falou, em diversas ocasiões, sobre essa passagem da Terra para uma nova vibração, que denominados a Nova Era, porque marcará uma nova forma de pensamento do Homem, que será predominantemente bom e positivo, deixando de ser o nosso planeta um local de expiação para espíritos em evolução. Mas sempre nos advertiu que seria um período difícil, mas não catastrófico da forma que se propala. Nossa transição para a Nova Era será marcada por cataclismos e desastres, com desencarnes em massa, ao mesmo tempo em que será lançada a nova civilização, de acordo com o novo plano evolutivo da Terra, que deixará de ser um planeta de expiação, passando a ter um clima ameno, sem violências e sem doenças. Nesta transição será feito o reajuste final e os espíritos aqui encarnados tomarão seus destinos pela afinidade de seus padrões vibratórios. Capela irá cobrir o Sol por três dias, e a Terra ficará em trevas por este período, gerando graves descompensações atmosféricas e inúmeros desastres para o Homem em suas nações. “O signo seguinte, que irá predominar sobre a Terra será o de Aquário. Esse tem uma tônica bem diferente de Peixes. Suas vibrações serão de paz inquebrantável, fraternidade natural e conhecimento de Deus. Essas influências tornarão desnecessária a Lei Cármica como ela existe agora. A inteligência humana será mais vibrátil, mais etérica, mais permeável para as coisas espirituais.” (Johnson Plata, segundo o Mestre Tumuchy, no livro “2000 – A Conjunção de Dois Planos”).
Começando em 1984, esse período tem sido marcado pela violência, pela explosão de sentimentos, pela força da matéria, pelo desespero do Homem que ainda não encontrou seu caminho, que ainda não conhece a si mesmo. É a fase de se colher o que se plantou. É a fase em que estamos encerrando nossos débitos para que possamos chegar à Nova Era com nossos espíritos livres de qualquer cobrança. Em mensagens de 27 de abril de 1983 e de 14 de agosto de 1984, Koatay 108 nos falou dessa transição. Ora, sabemos que grandes fenômenos irão ocorrer, mas não sabemos quando nem como, pois, como sempre nos advertiu nossa Mãe Clarividente, as previsões sempre estão sujeitas a falhas e modificações. Pai Seta Branca nos advertiu, em 1972: “Então, o Homem desanimado vagará na escuridão e beijará os vossos pés sangrentos da caminhada para o encontrar. E vós, filhos meus, luminosos, atravessareis as densas nuvens que irão desabar da sua própria impregnação mediúnica, pois o Homem jamais edificará nos seus próprios escombros! (O Céu e a Terra passarão, mas não passarão as minhas palavras, disse Jesus). É, então, que o Espírito Consolador exigirá o vosso compromisso ao socorro final. O que será do Homem, sem o Espírito Consolador, vendo suas grandezas e seus tesouros submergirem no alvo oceano, quando as bases frágeis das montanhas de gelo cederem e, ao se transformarem em água, liberarem os pequenos seres que trarão a luta e só serão vencidos pelos vossos conhecimentos científicos, filhos meus? Que dirá o Homem esclarecido quando os grandes aparelhos começarem a surgir no Céu?”
E na mensagem do final de 1973, nos disse nosso Pai: “Não se alarmem quando os primeiros sinais aparecerem no Céu, pois aquele que estiver seguro não será atingido, porque não poderá faltar um só filho deste Pai Seta Branca!” Complementando, em dezembro de 1974: “Somente a vontade de Deus nos tem permitido afirmações tão claras, no plano vibracional, de um povo esclarecido para uma Nova Era. Filhos, não vos apresseis e também não vos abateis pelos rumores: somente do Céu ouvireis! (…) Cuidado, filhos! Não vos precipiteis com os primeiros sinais do Céu, nem com as trevas que surgirão nos horizontes, nem com as águas que subirão ao vosso redor, porque sois filhos do Sol e da Lua e, portanto, nada devereis temer! E, antes que surja outra mensagem, filhos, o mundo já estará vibrando convosco.” Pai Seta Branca nos adverte sobre o atual momento de sobressaltos, em dezembro de 75: “Filhos: há dois mil e quinhentos anos Deus já vos preparava para o socorro final. Não temais o fim dos tempos e nem o que dizem os profetas. Lembrai-vos somente do que disse Jesus, o Caminheiro: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. Alertai-vos, filhos! Não vos abateis pelos falsos rumores e, também, não vos arraigueis aos castelos e edifícios ornamentais em vosso redor, de baço brilho, amontoando-se e marginalizando a própria civilização que conquistastes, construída com tantos sacrifícios. Procurai, filhos, a Natureza… Buscai o aroma das matas frondosas e os frutos que caem e se perdem no solo deserto… Não deixeis que a Natureza se canse e, não mais regando, o seu solo seco se rache, enquanto os falsos profetas, sem penetrar nas leis de causa e efeito, repitam: É sinal dos tempos! Jaguares do Amanhecer, filhos queridos do meu coração! Alertai-vos para não cairdes no padrão dos demais. As leis físicas que vos chamam à razão são as mesmas que vos conduzem a Deus! Nunca vos isenteis da culpa. Aceitai-a nos vossos destinos cármicos. Sempre vos disse que a dor não vem do Céu e sim das vossas próprias falhas!”
E àqueles que estão dominados pelo terror das previsões, especialmente ligados ao Apocalipse de João, constante do Novo Testamento, busquemos o que disse nosso Pai em dezembro de 1976: “Filhos queridos do meu coração! Seguiremos a marcha evolutiva e grandes são as realizações que também vos proporcionarei, no conhecimento iniciático nesta Corrente do Amanhecer. Jamais me passará desapercebido qualquer filho, colocado a caminho de Deus, cada filho que se encaminha ao altar da Presença Divina e eleva a sua espada aos olhos de Jesus! Filhos, cada espada que se ergue é uma esperança na conquista de uma Nova Era, e é por ela que Jesus vem impedindo a força dos irrealizados cavaleiros milenares, que vêm cavalgando na ira de uma vingança desproporcionada. Era do Apocalipse! Jaguares do Amanhecer, tereis vós outros a missão de detê-los e colocá-los a caminho de Deus! Cada cavaleiro tem um poder destruidor, e quis a vontade de Deus nos colocar diante desses cavaleiros – os Cavaleiros do Apocalipse. Somente o amor, em vossas espadas doutrinárias da lei física e da espiritual, impedirá tão impetuosos espíritos.” Já em 1977, Pai Seta Branca nos fala da anulação dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse: “A Natureza ensina, por indução corpórea, o bem à utilidade comum. Porque, filhos, o fogo sempre vos atinge, movendo-se na atmosfera, tomando uma configuração semelhante à dos corpos. Afirmemos, filhos, a existência de um fogo cheio de imagens e de ecos. Chamemos, filhos, este fogo de luz subpungente… atmosfera… corcel fulgurante de estrelas, chama do ouro e da prata, meditação prolongada… Será, então, um espetáculo que vossos olhos irão ver: astros que irão brilhar, lâmpadas que irão acender. Porque a Terra não irá tremer para vós outros, porque tudo é ALMA e NATUREZA. Por que devotar-se a morrer se não acreditais na vida eterna? Nos mundos civilizados, do contato e do amor, é chegada a grande hora! Cairá, portanto, o falso preconceito da visão física. Dias virão, também, em que não terão razão para atuar os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, que simbolizam a Desventura, a Morte, a Epidemia e a Fome.”
Na mensagem de 1979, Pai Seta Branca nos fala de sinais: “Filhos, nesta Terra, brevemente, vereis pássaros com faces humanas, voando nas proximidades, à vista do olhar físico, que atravessarão os leitos dos adormecidos. Sim, quando chegar a hora, vereis, do outro lado do caminho, tribos realizando cerimônias e oferecendo sacrifícios nos ricos altares, diante das imagens também pesadas da ostentação, da tradição e do medo, e, prosseguindo mais um pouco na viagem, vereis que, sem fechar a porta do seu templo, serão arrastados para o oceano! Então, filhos Jaguares, o Homem ainda verá seus grandes tesouros, suas tradições, seus velhos papiros, suas leis e escrituras religiosas, tudo, filho, levado pela água ou devorado pelo fogo, numa espécie de luto e temor!… É um país? Não, filho, é um poder escravizado, na sua fase de libertação! Sim, filho, caminhastes ao Quinto Ciclo sem o contato de Capela! Resististes dos Equitumans ao Jaguar! Fostes e serei sujeitos às reações das leis porque as vossas mãos e os vossos pés estão ligados às forças dos vossos destinos cármicos, até que chegue o Eldorado, ao rigor das quatro forças que dominarão, com a Ciência, os Quatro Cavaleiros do Apocalipse!” Concluindo, em dezembro de 1980: “Sim, filhos, no momento atual existem muitos intérpretes. Sendo a alma a raiz, vós, filhos, sereis os únicos que, imunes a qualquer desintegração, podereis proceder na Lei do Auxílio e proteger povo e povos que Deus, por missão, vos entregou. Lembrareis de vossas asas quando chegar a hora!…” Pai Seta Branca, em 1981, nos alertou para sinais da transição e para nossa missão: “Cuidado, Homens da Terra! Colocai amor em vossos exércitos, em vossos quartéis, em vossas armas… Consciência e Amor! Porque, filhos, a verdade é algo que falta em nossas vidas. O quê nos valerá quando grandes placas do negro espaço de abrirem e caírem sobre os vossos fortes armados, deixando invadi-los tristes chacais? De que vos valerão o céu, a terra e os mares se não tiverdes doutrina para afastá-los? O Homem pensa apenas no poder físico e se esquece de um Deus Todo Poderoso… Ouvimos heresias por falta de fé na inteligência do Poder Supremo. Sentimos, filhos, porém não atravessamos o vosso céu, temendo destruir-vos com o nosso magnético.”
Diante de tudo o que nos foi revelado por Pai Seta Branca e por Koatay 108, podemos chegar a algumas conclusões que, resumidamente, são:
1º) Haverá uma série de modificações na Terra, provocadas pela passagem de Capela, que fará um trabalho purificador no nosso planeta, causando o desencarne de espíritos que falharam em seu desenvolvimento, perdendo suas encarnações, levando estes espíritos e aqueles que se encontram em planos próximos ao da Terra para outros planetas.
2º) A escuridão acontecerá com a passagem de Capela, que irá tapar o Sol, mas o fenômeno será previsto com antecedência de mais de 3 anos, pois as sondas espaciais irão detectar a aproximação do Planeta Monstro – isto é, Capela – ou, como denominou Chico Xavier, o Planeta Chupador, pois irá sugar tudo o que de negativo existe na Terra.
3º) Antes da escuridão, irão aparecer naves capelinas que ajudarão os Jaguares na grande missão de auxílio na fase de transição, tanto nos Templos do Amanhecer como em lugares remotos, onde quer que se encontre um filho de Pai Seta Branca.
4º) Não existe época prevista para esses acontecimentos, porque estão sujeitos a planejamento de Mentores que observam o comportamento da Humanidade e decidirão quando chegar a hora exata desse depuramento.
5º) A nós, Jaguares, foi dada a condição de podermos enfrentar todas as dificuldades decorrentes dessa transição, desde que tenhamos conduta doutrinária e consciência de tudo o que temos na Doutrina e da força decorrente deste conhecimento.
6º) Aquele que, mesmo se achando um Jaguar, esteja fora da conduta doutrinária e sem confiar em seus Mentores, ignorando as palavras de Pai Seta Branca e de Koatay 108, agindo com egoísmo, arraigado aos bens materiais, sem amor, tolerância nem humildade, estará, com certeza, ameaçado pelos seus próprios sentimentos e poderá ser eliminado da Terra. Recordo o que nos foi dito por Koatay 108, em 28.1.85, e transcrevo trecho da minha mensagem às Dharman Oxinto, 16 de maio de 1987: “Cada uma é responsável por tudo o que faz e há de prestar contas pelo que fez e pelo que deixou de fazer. Só que, então, não terão mais condições para recuperar o que perderam. Para tudo há um momento e, em cada momento, temos nossos testes e nossas oportunidades. Se tivermos amor, saberemos como agir, aproveitando cada momento para exercer esse amor com a consciência de nossa Doutrina, obtendo verdadeiros fenômenos em nosso redor. Gostaria de despertar em cada uma de vocês essa vontade de ser útil, de trabalhar e participar com amor, com consciência, sabendo que a presença em um trabalho significa mais receber do que dar. Quem deixa de participar de um trabalho por preguiça ou vaidade, dando a si mesma desculpas esfarrapadas, pode estar certa de que não vai enganar ninguém. Seus Mentores, sua Guia Missionária, seu Povo, muitas vezes a deixam sozinha e vão todos participar do ritual, levando forças necessárias ao bom desempenho daquela manipulação. menos! Assim, se querem progredir, se querem marchar como verdadeiras filhas de Pai Seta Branca, busquem no fundo de suas consciências tudo o que já fizeram, já falaram e já ouviram até hoje. Tenham, para felicidade de cada uma, os ensinamentos do Divino e Amado Mestre Jesus e de nossa Mãe Koatay 108 guardados em seus corações, porque está chegada a hora em que o joio irá se separar do trigo, já que a ceifa será iniciada. Aquela que tiver amor, que souber manejar suas forças magnéticas, que aprendeu a servir com humildade, que estiver sempre pronta a se dedicar a seu próximo, crescerá iluminada e lançará seus frutos por todo o Universo; aquela que se retrai na vaidade, na inveja e na preguiça, recusando-se a servir com amor aos seu próximo, será cortada e lançada nas sombras da Eternidade. Tudo isso Jesus nos revelou ao dizer que pelos frutos se conhece a árvore. Não pode a árvore má dar bons frutos. E eis o segredo do não julgamento: não podemos julgar ninguém, mas podemos reconhecer uma árvore por seus frutos – o que quer dizer que podemos reconhecer uma pessoa pelos seus atos!… Está chegada a hora decisiva de nossas vidas. Quero as minhas componentes comigo, para servir aos nossos irmãos, aos nossos inimigos, aos nossos Mentores, à nossa querida Princesa Aline, ao nosso Pai Seta Branca. Vamos trabalhar, andando para cima, subindo degrau por degrau essa longa escada, iluminadas por Koatay 108. Aquela dedicada à sua obrigação como missionária saiba que está passando, protegida e iluminada, por uma difícil fase de sua jornada. O momento é de perigo, de decisão, e de nós depende muita coisa neste Vale do Amanhecer. Não quero que tenham a ilusão de que irei pegar pelo braço algumas componentes que não querem colaborar. Não vou mesmo! Vou seguir minha missão e sei que posso contar com muitas que estão sempre se sacrificando para que haja a presença de uma Dharman Oxinto nos trabalhos. Com essas partiremos nessa última fase, no encerramento desta era. Não importa as que não querem marchar conosco, porque não são problema nosso. Fiz a minha parte, e disso tenho plena consciência. Peço que cada uma faça o mesmo que fiz: encontre-se consigo mesma e avalie o que tem feito, o que tem deixado de fazer, o que pretende fazer. Pergunte a si mesma se poderia olhar nos olhos de nossa Princesa Aline se ela estivesse diante de você… Não temos que ficar perturbados ou desequilibrados pelos que pretendem nos aterrorizar com suas profecias. Desde os tempos de Jesus que somos advertidos sobre os falsos profetas! Temos, sim, que estar preparados para nossa missão, cumpri-la com amor e dedicação, e manter nossa mente vibrando positivamente, não nos deixando influenciar pelo negativismo daqueles que são fracos e indefesos, que se apavoram com a simples idéia de deixar este plano, sabendo, dentro de si, o quanto deixaram de fazer. Temos que estar sempre prontas, certas da nossa dedicação e do nosso amor, pois, antes de acontecerem os fenômenos da transição, quantos chegarão ao fim de suas encarnações? E é preciso lembrar que, mesmo desencarnado, um espírito que não se evoluiu será arrastado pelo fluxo reparador. Por isso, vamos deixar o medo dos que não estão preparados e nos firmar na segurança do Jaguar, do Homem a Caminho de Deus!”
Salve Deus, com carinho!

1ª Dharman Oxinto Dinah – 10.7.1999

28. E O MUNDO NÃO ACABOU!…

Salve Deus, querida irmã Dharman Oxinto!
Mais uma vez estamos aqui reunidas e, como todas sabemos, contrariando grande número de pessoas, nosso mundo não acabou! Passamos uma fase difícil, mais uma das muitas faixas estreitas que temos que enfrentar, e devemos pensar sobre algumas coisas muito importantes que aconteceram.
É preciso lembrar que estamos sendo permanentemente submetidas a testes, situações em que a Espiritualidade nos observa para ver como vamos reagir, até que ponto a Doutrina está em nossos corações. No lar, no convívio social, em nossos trabalhos materiais, sempre surge um teste para nossa consciência, verificando nosso amor, tolerância e humildade, e isso é com todas nós. Eu, como Primeira da Falange, digo sempre que sou igual a vocês. Apenas minha missão é diferente, porque sou responsável pela caminhada de vocês, mas tenho problemas, tenho sentimento e sensibilidade iguais a cada uma de vocês, me emociono ou me irrito em algumas ocasiões, fico cansada e tenho inúmeras preocupações que me levam até mesmo ao estresse.
Por isso, sofri muito com esta fase de intranqüilidade, até mesmo de pânico, que muitas de vocês viveram com as falsas previsões de fim de mundo. Que o Homem sem Doutrina se apavore e se deixe levar por falsos profetas, ficando desesperado e sem esperança, é natural e já nos tinha sido alertado por Koatay 108 que isso iria ocorrer. Mas o Jaguar, com toda sua bagagem transcendental, esquecer tudo o que lhe foi confiado e deixar-se levar pelo desequilíbrio do pânico é uma coisa que muito me assustou. Principalmente depois das Estrelas Especiais e reuniões em que o 1º Mestre Jaguar buscou nos tranqüilizar, nos dando consciência de nossas missões e da falsidade das previsões, trazendo o equilíbrio às nossas mentes e a certeza de que tudo passaria sem nos afetar. Mas quantos foram afetados, especialmente muitos de nossa Doutrina. E cabe, então, a pergunta: Que Doutrina têm em seus corações? Tia Neiva sempre nos dizia que só cai quem crê na sua própria derrota. Aflição, angústia, medo… Sofri por ver muitas de vocês apavoradas com o anunciado fim do mundo, esquecidas dos Mentores, e fiquei pensando como eles estariam tristes por ver o coração e a mente de cada uma de vocês, verificando que não estavam conseguindo passar neste teste apesar dos conhecimentos e lições que lhes foram dados. Foi uma época de muitas vibrações negativas, engrossando bolsões de cargas pesadas que influenciaram até mesmo nossos trabalhos no Templo. Não me lembro, nestes muitos anos de Corrente, de ter sentido tanto peso no ambiente do Templo. Tudo fruto das mentes influenciadas pelas catástrofes e desastres que foram avisadas. Cada um, mergulhado em pavor e sem saber o que fazer, tornou-se um grande imã energético, puxando para si cargas negativas e, assim, piorando a cada dia seu padrão vibratório, esquecido da grande ameaça de interferência do Vale das Sombras, que se aproveitava da situação para atingir o Jaguar despreparado.
Passamos por um grande teste. Muitas foram aprovadas, muitas não. Mas que fique, em cada uma de nós, a grande lição que nos foi dada pela Espiritualidade Maior. Jesus e Koatay 108 muito nos avisaram sobre os falsos profetas e o perigo das profecias. Na reunião passada falamos sobre a posição de nossa Doutrina diante de todo esse quadro, mas sinto que muitas ainda estão mergulhadas no temor que assolou toda a Terra. Vamos nos erguer, vamos ter mais confiança em nossos Mentores, porque não existe confiança mais ou menos. Confiamos ou não confiamos, e o que muitas demonstraram foi uma total falta de confiança nesta Espiritualidade que nos dá, a cada momento, uma demonstração de amor e de misericórdia, nos ajudando e nos protegendo.
Pai Seta Branca nos reuniu sob esta Doutrina para que fôssemos os trabalhadores da última hora, e, em suas mensagens, nos revelou o papel que teríamos na transição para a Nova Era, atendendo àqueles que iriam chegar, sem destino e sem esperanças. Como cumprir esta missão se nós nos misturarmos à massa desesperada?
Vamos tentar, mais uma vez, equilibrar o nosso Sol Interior e partir para o cumprimento dos compromissos que assumimos. Vamos confiar, vamos ter amor, vamos viver a realidade de nossa Doutrina a cada momento de nossas vidas e, assim, corresponder à grandeza de nosso canto, onde pedimos para ser, onde estivermos, o reflexo do Bem e da Luz!
Salve Deus, com carinho!

1ª Dharman Oxinto Dinah – 14.8.99

29. DHARMAN OXINTO NA NOVA ERA

Salve Deus, querida Irmã!
Estou feliz que possamos estar juntas nesta primeira reunião de nossa Falange na Nova Era. Não importa a discussão se o novo milênio começou agora ou se só começará no ano que vem, pois, nesta Terra, com bilhões de habitantes, inúmeras doutrinas, religiões e seitas, temos grande variedade, também, de calendários. Assim, temos que nos valer somente do que nos diz a Espiritualidade: ESTAMOS NA NOVA ERA!
Nossos Mentores nos têm prevenido, desde há muito tempo, para esta nova fase em que haverá grandes alterações nos três reinos de nossa natureza e no mundo que nos rodeia. Vamos receber, para manipular em nossos plexos, forças extracósmicas de origens e intensidades diferentes, que exigirão nosso equilíbrio e harmonia, o que só será possível se estivermos confiantes, dentro da correta conduta doutrinária e com o corpo físico cuidado, para podermos corresponder ao que de nós esperam nosso querido Pai Seta Branca e esses amados Mentores do Amanhecer.
Não há mais condições de recuperar o que perdermos. Chegamos a uma fase de profunda transição em todos os planos desta Terra, e o nosso momento é agora, em que teremos a oportunidade de colocar em ação todo o nosso conhecimento e a nossa fé, e, acima de tudo, o nosso amor. Não mais o amor seletivo, mas o amor incondicional, que nos impulsa em nossa missão como ninfas missionárias deste Amanhecer, ninfas A CAMINHO DE DEUS! Se fraquejarmos, se deixarmos passar as oportunidades de servir, não mais teremos como consertar essas falhas, porque o tempo é curtíssimo e ainda nos resta muito a realizar.
Vamos, pois, ser as missionárias da Nova Era! Qualquer trabalho que realize na Lei do Auxílio, por mais simples que seja, é um passo à frente em sua evolução. Não pare nem questione os acontecimentos ao seu redor. Você tem seus Mentores, sua Guia Missionária, a Princesa Aline e as Dharman Oxinto do Espaço, e, confiante neles, caminhe com segurança, persistindo no caminho certo, apesar das dificuldades. Não se deixe vencer pelo desânimo nem pelo cansaço, pois mesmo que seja difícil, o importante é chegar, cumprir os compromissos que, um dia, assumiu nos planos espirituais.
Vamos ser humildes e tolerantes, aceitando a realidade de cada um, ajudando a quem erra, sem críticas ou julgamentos, pois caminhamos em várias direções, movidos por objetivos diversos, atuados por sentimentos diferentes, e só temos o dever de corrigir se o pudermos fazer com amor. Jamais condenar! Recordamos nossa Prece de Sabah, quando dizemos: “O conhecimento de que tudo é bom me libertou do Mal!”
Hoje, na Nova Era, gostaria que cada uma de nós ficasse mais alerta, e que, a cada noite, na hora de dormir, fizesse uma real avaliação de sua jornada no dia que está acabando. Como cumpriu suas obrigações no lar e no trabalho material? Quantas vezes ajudou alguém efetivamente a realizar um trabalho espiritual? Aproveitou, com amor e dedicação, as oportunidades que surgiram para a evolução do seu espírito? Verifique, com honestidade, quantos incompreendidos e de alma atormentada abrigou sob esta sua energia luminosa, impregnada pela presença do Divino e Amado Mestre Jesus, como um manto de caridade e perdão. Caminhe na certeza de que tem tudo para evoluir, ajudar e corresponder a todo esse poder que lhe foi dado em seu crescimento espiritual dentro da Doutrina do Amanhecer, consciente de que tudo o que realizar é exclusivamente seu. Não há o que dividir com ninguém, nem mesmo com a Primeira da Falange. São somente seus os bônus-horas recebidos pelos seus trabalhos, a qualquer hora, em qualquer lugar, sempre que a sua força for manipulada em favor daqueles que estiverem sofrendo, aflitos, abandonados, solitários, desnorteados e desequilibrados.
Não se esqueça de que, na Nova Era, o tempo está passando mais rápido. O dia tem 24 horas, a hora 60 minutos e cada minuto 60 segundos, tal como vem sendo medido há muitos anos. Só que está passando mais rápido! Não é um fato psicológico, derivado de termos mais ocupação durante o dia, mas é algo que todos podemos sentir em nossas vidas. Por isso, vamos nos dedicar à nossa missão com mais ânimo e alegria, buscando a participação nos trabalhos e rituais, especialmente naqueles onde nossa presença se faz obrigatória. Procure entrar em uma escala, pelo menos uma vez por mês. Somos muitas e, mesmo participando apenas de uma escala mensal, teríamos todos os nossos postos cobertos.
Vamos ser missionárias de verdade, não deixando que dores, sofrimentos e preocupações aprisionem nosso espírito, tornando-nos vítimas da angústia e sem forças para levar o benefício da Luz aonde existam sombras e perturbações. Vamos cooperar, o máximo que pudermos, com nossos Trinos e Arcanos, cumprindo as Leis do Amanhecer e respeitando a força decrescente, vamos ajudar nossas irmãs e mestres com nosso amor e tolerância, tornando-nos úteis e vibrando positivamente, mesmo em condições difíceis, porque deveremos ser, sempre, “A PRESENÇA DO BEM E DA LUZ!”
Devemos controlar nossos pensamentos e nossas palavras, buscando a harmonia em nossa mente, que tem profunda ação controladora de nossos atos. Observar, ouvir e calar, como nos ensinou Koatay 108, é a melhor forma de progredir em nossa jornada. É necessário confiar em nós mesmas, em nossa força, para podermos corresponder a tudo o que tem para nós o mundo espiritual. A Doutrina não nos torna grandes – nós é que, com amor e dedicação – tornamos grande a Doutrina.
Caminhemos, querida irmã, com a certeza de que, na Nova Era, muitas serão as dificuldades e as provas que teremos que enfrentar, mas confiantes no nosso coração, os resultados sempre nos chegarão tranqüilamente, iluminados pela força bendita de nossa Doutrina e de nossos Mentores.
Salve Deus! Com carinho,

1ª Dharman Oxinto Dinah – 12.2.2000

30. AOS TEMPLOS DO AMANHECER

Salve Deus, queridas irmãs DHARMAN OXINTO dos Templos do Amanhecer!
É com muito carinho que me dirijo a vocês, lamentando não poder estar aí pessoalmente, mas sabendo que a Princesa Aline estará, certamente, abençoando cada uma com a força bendita das Dharman Oxinto do Espaço, no momento em que as perspectivas dos trabalhos, nesse Templo, exigem sua maior dedicação e conduta doutrinária.
Na Doutrina do Amanhecer não existe a missionária melhor ou mais forte. Cada falange tem suas missões, suas obrigações, e a única diferença entre missionárias é aquela que trabalha com amor e consciência e outra que apenas desempenha um papel de atriz, representando ser uma missionária, mas longe da realidade que a espiritualidade pede. Vaidade, orgulho, nada disso pode existir numa missionária, embora deva se preocupar com o bom aspecto de suas vestes e cuidar dos detalhes que a fazem abrigar um grandioso foco de forças surpreendentemente poderosas. O pente, as luvas, os bordados, o calçado, tudo deve ser minuciosamente observado e cuidado, buscando obedecer ao padrão de sua falange. Deve compreender que não são fatores simplesmente físicos. Todas as indumentárias e seus complementos foram trazidas do Reino de Zana, por Mãe Yara, e representam pontos de contato com os planos espirituais. Desde o momento em que veste sua indumentária, a missionária recebe a irradiação de sua falange, completando sua carga energética. Por isso, muito cuidado deve ter a ninfa quando está de indumentária, principalmente com seu padrão vibratório e sua conduta. Koatay 108 dizia que, quando com uma indumentária, as vibrações são duplicadas dentro da Lei do Retorno (ou de Causa e Efeito), tanto as boas como as más! Isto é, o que vocês emitirem, vão receber em dobro. E a ninfa tem a responsabilidade de toda essa manipulação. Não pode se deixar levar por desequilíbrios e desarmonias, pois, embora muito se diga ao contrário, a indumentária não a protege totalmente de cargas negativas ou de uma obsessão.
Uma Dharman Oxinto deve manter seu padrão vibratório elevado mesmo quando for contrariada em sua missão, por ordens de um Comandante ou Dirigente mal orientado e que resolve fazer mudanças em trabalhos e rituais. Obedecer sem reagir, silenciosamente cumprir as novas determinações, evitando um escândalo que pode liquidar com o que deveria ser feito. A Dharman Oxinto deve ser o exemplo da ninfa que aprendeu a amar, a vibrar, a obedecer e a cumprir suas obrigações, levando sempre a força de sua falange onde for preciso. Integrar-se com as outras componentes não só da sua própria falange, mas de todas as outras falanges missionárias, fazendo a unificação tão sonhada por Tia Neiva, sem discriminações, participando ativamente onde houver uma oportunidade ou necessidade do trabalho de uma ninfa missionária, sempre confiante em sua força e indo ao encontro da perfeita satisfação de seus compromissos cármicos com a beleza de seus gestos, a suavidade de sua voz, a tranqüilidade de seu espírito. Nosso lema é: A FORÇA DE NOSSA FALANGE ESTÁ NO AMOR DE NOSSOS CORAÇÕES! Assim, temos que evitar as intrigas e fofocas, a inveja e o ciúme, que levam à desunião e atritos que abrem as portas para a ação de espíritos das trevas que buscam destruir nosso trabalho e perder nossa jornada. A Dharman Oxinto tem que zelar por sua conduta e por sua missão para honrar essa denominação – A Caminho de Deus. Vamos, pois, sempre cuidar, com muita atenção e amor, de nossas irmãs. Vamos viver a base de nossa Doutrina com toda a consciência: AMOR – por todos os que estão ao nosso redor, mesmo por aqueles que se dizem nossos inimigos; TOLERÂNCIA – porque sabemos que temos que aceitar cada um da forma real que é, sem enganos ou disfarces; e HUMILDADE – porque temos que nos tornar simples e pequenos para cabermos nos corações alheios, como nos ensinou Pai Seta Branca.
Sabemos das dificuldades pelas quais toda a Terra vem passando, e, neste início da Nova Era – segundo a Espiritualidade a Nova Era para nós iniciou-se efetivamente neste 1º de Maio – a nossa missão se intensificará. Modificações energéticas, há muito anunciadas, ocorrerão por todo o planeta e muitos verão o Vale do Amanhecer como sua última esperança. Temos que estar preparadas, não só por nós mesmas, pelos nosso lares e por todos que nos são caros. Vamos ter confiança e equilíbrio. Vale recordar o que nos disse a querida Tia Neiva, em mensagem de 1977: “Minha filha, conheço bem os caminhos que você está percorrendo. Anime-se, confiante, porque você tem forças suficientes para manter-se em equilíbrio. Os nossos dias estão difíceis e conturbados e precisamos muita fé e muito amor para conservar em harmonia nosso Centro Coronário, que é o nosso Sol Interior. Com o coração cheio de amor, você escolheu empreender esta viagem para enfrentar, com otimismo e coragem, todas estas dificuldades no reajuste de seus débitos transcendentais. São nossos “vizinhos” que nos conduzem às alturas e ao mais alto grau de evolução. Não se deixe levar pelo negativismo nem pelo desânimo, pois você tem um Sol Interior que precisa expandir sua luz. Após esta fase difícil, tudo irá clarear, sua mente estará firme e você se sentirá segura, realizada e feliz! Minha filha, é preciso que a cada instante você esteja em harmonia consigo mesma, para que possa ser a irradiação da verdade e do amor neste tempo tão carente de luz e calor. A hora exige de nós perfeita sintonia em Deus, para que sejamos Magos do Evangelho na Nova Era. Estou sempre pedindo por você em meus trabalhos, para que consiga sua total realização e que sua vida espiritual lhe ofereça segurança e muita Luz. Prossiga firme sua jornada e confie em Jesus e no Pai Seta Branca, que tudo será mais fácil e menos cansativo.”
Vemos, assim, como é importante mantermos nosso Sol Interior abastecido, sempre, com a luz do nosso padrão vibratório e com nossa conduta doutrinária. Em 6/6/80, Koatay 108 ensinou: “Toda obra humana, sem exceção, cria, pelo espírito, a imagem pela ação do pensamento e só depois se materializa. Isso ocorre com a evolução, no desejo de servir com amor, humildade e tolerância. Quanto mais evoluído o espírito, mais poderoso se torna o seu pensamento criador, que se vai materializando na força mântrica que envolve esses seres angelicais que são essas suas Guias Missionárias. A evolução do pensamento faz-se poder captador. Se agirmos com amor, na Lei do Auxílio, teremos a segurança do espírito da Verdade, da Luz dos nossos protetores. A missionária é a revelação da contida permanência do poder iniciático. A missionária em desarmonia desarmoniza toda a falange, sendo que, muitas vezes, o seu próprio trabalho passa a ser indesejado.” Três anos depois (11/3/83), nossa Mãe Clarividente dirigiu-se às ninfas missionárias: “É muito séria a sua missão, a conscientização em nós mesmas, e colocar essa missão acima de nossas próprias dores, dos nossos próprios ais. Vamos formar, agora, um continente para sairmos dessas ilhas em que cada falange está se formando. Lembre-se, filha, que estamos à mercê de um grande tribunal e que com ele – e só por ele – é que chegaremos à vida eterna. (…)Venho de um mundo onde as razões de encontram e não posso mais suportar o desamor que estamos dando à mediunidade. É preciso que a missionária se coloque em seu lugar e, para que isso aconteça, é necessário mais amor, mais tolerância e mais humildade.”
Temos consciência de que dispomos, em nossa Doutrina, de tudo quanto precisamos para a evolução de nosso espírito. Não é preciso buscar em outros lugares bênçãos e tratamentos, uma vez que isso só leva a perigosas ligações com entidades que, na maioria dos casos, são dos mundos das trevas, e que nos dão ilusórios benefícios dos quais só saberemos o real perigo na hora do desencarne, quando vierem cobrar seus trabalhos que escravizam os espíritos. Nossa Doutrina é de liberdade e se alguém não se sente completa com ela, pode sair tranqüila, entregar suas armas e buscar outra corrente onde se sentirá feliz. Para sua própria segurança, não deve fazer o cruzamento de correntes, que é um escuro abismo para o espírito.
Outro grande perigo está na realização de trabalhos em locais fora do Templo. Quando há alguém acamado, num hospital ou mesmo em casa, e a espiritualidade indica a necessidade de um trabalho especial, é preciso pedir a autorização do Presidente ou do Vice-presidente do Templo para realizá-lo. O abuso de trabalhos no lar acarreta desequilíbrio em seus participantes e a crescente impregnação do ambiente, muitas vezes transformando o lar em uma caverna, dando abrigo a cargas negativas e espíritos das trevas, causando até mesmo desencarnes pelo descontrole das forças que passam a atuar. Em nossas casas fazemos nossas emissões e cantos precedendo nossas preces, obedecendo às orientações de Tia Neiva, que nos disse que, se houvesse a manifestação de uma Entidade de Luz, deveríamos aceitá-la e pedir sua bênção. Mas não deveríamos fazer convites para incorporações. Para realizar um grande trabalho em casa só precisamos fazer, quando sentirmos necessário, uma defumação ou um Terceiro Sétimo dos Cavaleiros da Luz. Devemos nos conscientizar de que no Templo é que está todo o poder desobsessivo e a nossa segurança para lidarmos com os espíritos das trevas. Deixarmos de realizar nosso trabalho no Templo e querer fazê-lo em casa é como ter, à nossa disposição, um grande hospital, com todos os equipamentos específicos, e o deixarmos de lado para cuidar de graves doentes em modesto posto médico.
Para encerrar, Tia Neiva (22/3/83): “É muito importante que se harmonizem com seu Adjunto e com a sua Primeira, pois já lhes disse: “A missionária é a revelação da continuada permanência do Poder Iniciático. A missionária em desarmonia, desarmoniza toda a Falange, sendo que, muitas vezes, o seu próprio trabalho passa a ser indesejado…” Lembrem-se, sempre, de que a vida se coloca além, muito acima de nossas dores e de nossas alegrias, porque ela é algo que vivemos, e é nela que as dores e alegrias nos dão experiência. Espero que encontrem, em seu favor, todo o equilíbrio necessário para a realização da missão que lhes foi confiada!” Assim, queridas irmãs, vamos buscar nossa harmonia, nossa força no amor de nossos corações, conscientes de que somente com nossa dedicação e nosso amor seremos, realmente, ninfas A CAMINHO DE DEUS!
Salve Deus, com ternura!

1ª Dharman Oxinto Dinah – 10.5.2000

31. A TRÍPLICE CONSAGRAÇÃO

Queridas Irmãs Dharman Oxinto, Salve Deus!
Segundo o Ministro Tumarã, na Bênção do Pai Seta Branca do mês de abril, o 1º de Maio marcaria para nós, Jaguares deste Amanhecer, o início da Nova Era. Independentemente das datas marcadas pelos calendários terrenos – judaico, muçulmano, católico etc. – o Terceiro Milênio, para a Espiritualidade, começou no dia 1º de Maio de 2000, e fomos nós preparadas para isso com aquelas três Consagrações consecutivas – a da Falange de Mestrado, a da Falange Missionária e a do Dia do Doutrinador –, fato inédito em nossa Doutrina e que trouxeram, para cada uma de nós, as condições para continuarmos nossas jornadas com o equilíbrio das grandes forças que recebemos.
Vamos despertar para uma importante realidade: Estamos na Nova Era! Concluímos nossa primeira tarefa nesta reencarnação com a missão de nos prepararmos e ajudar nossos irmãos na transição para a Nova Era. Encerrou-se a transição. Temos, agora, a segunda e mais arriscada parte da nossa missão: a caminhada no Terceiro Milênio, enfrentando as transformações da Terra e os conflitos da humanidade, a fúria das falanges das Trevas e o ódio de nossos cobradores.
Por isso, é agora, mais do que nunca, o momento de cada uma assumir sua real posição de missionária Dharman Oxinto, buscando dentro de si a consciência de sua missão e a condição de servir, com mais intensidade, na Lei do Auxílio, porém preocupando-se em equilibrar sua vida espiritual com a vida material, cuidando de seu corpo físico e de suas responsabilidades com o lar e a família. Aquela que não estiver bem fisicamente não irá suportar as novas forças que vieram e não terá condições de manipula-las satisfatoriamente.
Fico feliz por ver como as Dharman Oxinto estão equilibradas e harmonizadas, e isso vem mostrar que estamos preparadas para essa Nova Era que se iniciou. Cada uma recebeu, de acordo com seu merecimento, e deve estar percebendo como tudo está diferente, com percepção mais apurada, sensibilidade ampliada e consciência mais atuante.
Temos, então, que ficar mais alertas, para mantermos nossas condições ideais para o cumprimento de nossa missão.
Começando pelo plexo físico – nosso corpo – vamos cuidar de nossa saúde com atenção e lembrando que, com toda a sua capacidade, Tia Neiva consultava médicos e tomava remédios da Medicina terrena. A orientação de nossos queridos Mentores nos ajuda e complementa o que tiver que ser feito no plano físico – tratamentos, exames e cirurgias – sempre que necessário. Não podemos adotar uma atitude fanática pensando que tudo se resolverá com a água fluidificada ou com a manipulação nos trabalhos do Templo. Sabemos que muitas enfermidades têm sua origem no plano espiritual, pela ação dos elítrios, que são neutralizados pela manipulação nos diversos trabalhos, mas suas impregnações causam danos no nosso organismo que têm que ser tratados e recuperados pelos tratamentos médicos no nosso plano físico. Não sabemos diferenciar o que é de origem cármica do que não é, e, por isso, devemos nos cuidar, evitando excessos e buscando uma vida bem orientada dentro dos princípios básicos da saúde física e mental, preservando o bem estar e adotando regras de bem viver, no lar, no trabalho e na Doutrina.
Quanto à nossa missão espiritual e, especialmente, como Dharman Oxinto, o cuidado deve ser com o que se refere aos muitos trabalhos específicos de nossa Falange. Peço que, pelo menos uma vez por mês, cada uma assuma uma escala em algum setor, independentemente de atuar, de acordo com suas possibilidades, em outros. Lembro que a ninfa deve sempre acompanhar o seu mestre. Assim, caso o mestre esteja escalado pelo 1º Mestre Jaguar para o comando de um trabalho, a ninfa Dharman Oxinto deverá colaborar com ele sempre que possível. Caso tenha assumido uma escala com alguma Regente mas que coincida com a escala de seu mestre, deve procurar a Regente e trocar sua escala, para poder acompanhar o mestre. Também é preciso equilibrar os trabalhos com o uniforme de Jaguar, mantendo a harmonia de seu Sol Interior pela manipulação periódica das iluminadas presenças de seus Mentores na Lei do Auxílio.
Envolvendo os aspectos físico e espiritual, faz-se necessária a observância da conduta doutrinária, de forma progressiva e constante, especialmente no que diz respeito ao nosso comportamento dentro da Falange e, consequentemente, dentro da Doutrina.
Sabemos que, nesta nova fase da vida na Terra, nossos cobradores e os obsessores estão extremamente ativados pelos irmãos das Trevas, que buscam nosso desequilíbrio. Subimos muitos degraus com nossa Tríplice Consagração, e isso fez com que eles ficassem furiosos, pois sentiram que estamos mais fortes e resistentes a suas ações. Por isso, fiquemos alertas. Cuidemos com atenção das coisas que estão ao nosso redor e, especialmente, das que estão no nosso íntimo. Vamos ter cuidado com os nossos pensamentos, nossas palavras e nossas ações. O Mundo das Trevas vai tentar de tudo para baixar nosso padrão vibratório.
Uma arma muito usada pelas Trevas tem sido a fofoca. Diz um velho ditado que “não pode ser puro o coração de alguém cuja língua não é limpa”. Realmente, a fofoca pode ser pequena mas seus resultados são destruidores, provocando perdas incontáveis, morais e espirituais, além do fim de grandes amizades. Vez por outra estamos sujeitas à ação de uma ou outra irmã que não está bem mas, felizmente conseguimos, na nossa Falange, ultrapassar a pesada fase das fofocas e vivemos há tanto tempo, com raras exceções, a bonita harmonia de nossas componentes. Mas fiquemos atentas para não nos envolvermos em situações que possam comprometer essa harmonia e fazer com que uma se jogue contra outra. Vamos, sempre, ser leais e honestas, com respeito e amor tratando dos muitos problemas que surgem em nossas jornadas.
Outro caminho muito usado pelos nossos irmãos sem Luz é o da vaidade. Devemos ter em mente que somos, apenas, instrumentos de nossos Mentores. Tudo o que conseguimos não vem de nós e, sim, através de nós. De uniforme de Jaguar, numa Mesa Evangélica ou em um Trono, o nosso amor e harmonia é que vão dar condições de nossos Mentores ajudarem a quem precisa. De indumentária de Dharman Oxinto, devemos estar projetando, onde estivermos, o Bem e a Luz. Não vamos nos preocupar somente em trabalhar onde pudermos aparecer, com emissões e cantos, e, assim, sermos notadas. Vamos estar presentes onde se fizer necessária a força de uma Dharman Oxinto, com amor, tolerância e humildade. Sem isso, nada teremos, pois manteremos à distância nossos Mentores, nossa Guia Missionária e nossa querida Princesa Aline. Com vaidade, estamos solitárias e dando oportunidade para ação do Mundo das Trevas.
Tudo isso foi só para recordar o cuidado que temos que ter em nossa caminhada, cheia de dificuldades e de perigos, lembrando que, quanto mais alto estivermos, maior pode ser a queda. É uma atenção permanente com o que falamos, com o que fazemos e com o que pensamos, para podermos nos manter unidas com a Princesa Aline e as Dharman Oxinto do Espaço, que somarão suas forças às de nossos Mentores, nos conduzindo na Nova Era.
Estou feliz com vocês, e tenho certeza de que caminharemos juntas, realizando nossos trabalhos, participando de nossos rituais com precisão e muito amor, cumprindo as Leis deste Amanhecer, na obediência de nossos Trinos Triadas e Adjuntos Arcanos, buscando participar e compartilhar a pureza de nossa Doutrina como verdadeiras irmãs em Cristo Jesus.
Que possamos dar condições de receber, em nosso Sol Interior, a projeção dessa Luz e do Amor Incondicional que nos são enviados pelo Astral Superior, na força bendita dos Ministros de Deus – Olorum, Obatalá e Oxalá – e de nossos Mentores.
Salve Deus, e boa sorte!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 13.5.2000
32. NO LIMIAR DO III MILÊNIO

Querida Irmã Dharman Oxinto, Salve Deus!
Neste momento sublime, em que nossos espíritos cruzam a fronteira da razão para o infinito, no limiar do Século XXI, quero lembrá-la de que estamos acabando mais um ciclo, que foi de muitas dificuldades, em que contrariedades e a fatalidade vieram testar nossa fortaleza doutrinária e a grandeza de nossa fé e da nossa perseverança.
No nosso caminho – o nosso Dharma – devemos buscar a harmonia de nossas mentes com os Mentores deste Amanhecer, única forma de encontrarmos a paz serena e a calma de saber que podemos contar com essa ajuda luminosa para cruzarmos as estreitas passagens.
Vamos deixar um milênio, onde perambulamos atormentadas pelas incertezas, crises, em conflitos e obscura existência, até encontrarmos a Doutrina do Amanhecer, que é o grande refúgio, como árvore frondosa que nos acolhe em sua sombra, aumentando nossa sabedoria e nossa esperança em podermos cumprir nossa missão.
Iniciamos o III Milênio, uma aurora de amor e de alegria para todas nós, com espíritos exultantes e esperançosas na realização de nossos desejos mais elevados. Vamos ser honestas conosco mesmas, nas nossas idéias, nas nossas palavras e nas nossas ações, buscando o real equilíbrio em todos os momentos de nossas vidas. Com gestos suaves, voz mansa, atitudes firmes, comportamento irrepreensível e perfeita consciência doutrinária, seremos merecedoras das bênçãos de Pai Seta Branca, de nossa querida Princesa Aline e de nossos Mentores, em nossa jornada A CAMINHO DE DEUS!
Que a Paz do Natal, vibrante do Amor Incondicional de nosso Divino e Amado Mestre Jesus, resplandeça em seu lar e nos corações de cada um que esteja junto a você.
Que o III Milênio traga tudo de bom para você.
Com carinho,
1ª Dharman Oxinto Dinah – 9/12/2000

 

33. 2ª MENSAGEM ÀS REGENTES

Salve Deus, querida Regente Dharman Oxinto!
Ao findar-se mais um ano, quero registrar a nossa alegria em encerrarmos este longo período de 2003 com a certeza de termos atingido excelente condição como missionárias.
Estou feliz, comovida e agradecida, porque nossa união, a força de cada uma de vocês, elos preciosos desta Corrente, entendendo as orientações, dando sugestões e fielmente cumprindo as determinações para a perfeita execução dos trabalhos, foi o que proporcionou a realização das minhas responsabilidades como Primeira desta Falange.
Foi, na realidade, um período em que, unidas pelo nosso amor, pela consciência doutrinária, bem estruturadas na vontade de servir, fomos sempre iluminadas pela Princesa Aline e por nossas Guias Missionárias, para que, levadas pelo ideal sublime do Amor, da Tolerância e da Humildade, pudéssemos servir à Espiritualidade Maior, dando nossa contribuição para a excelente execução dos trabalhos e rituais nos quais se faz necessária a presença de uma Dharman Oxinto.
Estão de parabéns, e quero agradecer, a cada uma de vocês, pelo grandioso exemplo que vêm demonstrando na condução de suas regências, com alegria e dedicação, dando a comprovação da ternura infinita com que envolvem suas missões, com equilíbrio e harmonia enfrentando as dificuldades e atribulações constantes do cada dia de nossas vidas.
Continuem, filhas queridas de Pai Seta Branca, no novo ano de 2004, a serem essas ninfas a Caminho de Deus, um reflexo do Bem e da Luz, elos firmes de uma Corrente inquebrantável!
Que tenha um Ano Novo pleno de esperanças e realizações, junto a seus entes queridos, e que a força do Divino e Amado Mestre Jesus renasça, a cada dia, em seu coração, em um Natal iluminado pelo Amor!
Salve Deus!

1ª Dharman Oxinto Dinah – 04.12.2003

34. FELIZ 2004!

Salve Deus, querida irmã!
A Terra está enferma! Uma atmosfera de medo e violência envolve nosso planeta, nestes momentos da transição, para a qual fomos todos nós, Jaguares, preparados. Aquele tempo sobre o qual tanto ouvimos falar, sobre o qual fomos advertidos, seguidamente, por nosso querido Pai Seta Branca, por Koatay 108 e pelos Mentores do Amanhecer, chegou, e seremos exigidos ao máximo de nossas possibilidades como médiuns Aparás e Doutrinadores.
A Terra está enferma! Precisamos cuidar para aplicar-lhe uma grande cirurgia, que deve ser iniciada por nós mesmos, a começar pelo nosso próprio lar, junto àqueles que estão sob a nossa responsabilidade: vamos fazer um implante! Vamos implantar o amor, a ternura e a caridade, retirando os medos e os conflitos, buscando aliviar os dramas de cada um.
Essa será a nossa missão no novo ano de 2004! Precisamos trabalhar muito na Lei do Auxílio, com fé e amor, e muita confiança na Espiritualidade Maior, sabendo que nossos Guias e Mentores estarão ao nosso lado, nesta batalha contra a tristeza, a depressão e o desânimo, que causam a debilidade e a dor do espírito naqueles que não conseguiram se encontrar, ainda, com a realidade de suas vidas.
Pai Seta Branca e toda essa espiritualidade do Amanhecer confiam em nós, na força do nosso amor de missionárias e da nossa Corrente, sabendo que, onde estiver uma Dharman Oxinto, ali estará um reflexo do Bem e da Luz, afastando as trevas e dando esperança àqueles necessitados de encontrarem Jesus em seus próprios corações, de renascerem para o Amor.
Que 2004 te traga muitas realizações, muita segurança em ti mesma, muitas alegrias e a certeza de que estaremos vivendo, plenamente, nossa missão nesta vida.
Que a Paz, a verdadeira Paz de Jesus, esteja sempre em teu coração!
Salve Deus! Feliz Natal e um fantástico Ano Novo!

1ª Dharman Oxinto Dinah – 13.12.2003

35. SEJA BENVINDO, 2005!

 

Na festa de confraternização, na chácara da DHARMAN OXINTO JANINE, esta leu a mensagem.

Salve Deus, queridas irmãs Dharman Oxinto!
Neste instante em que, reunidas pelas forças da fraternidade universal, estamos comemorando mais um ano nesta marcha da Humanidade, vamos deixar que nossas mentes registrem o quanto realizamos em nossas jornadas para que, assim, possamos encontrar a paz serena e a calma interior do dever cumprido.
Estou feliz com cada uma de vocês, e podem estar certas de que nossa querida Princesa Aline e suas Guias Missionárias também estão, uma vez que, agindo com amor e conduta doutrinária, souberam conduzir seus trabalhos com seriedade e dedicação, mantendo-se tranqüilas nos turbilhões de energias das mais variadas origens que tiveram que enfrentar.
Desde as missionárias mais novatas até às Regentes, o que mais me faz feliz é ver a satisfação da missão cumprida estampada na face de cada uma nesta transição, em que sabemos ter uma grande responsabilidade pelo que teremos que enfrentar por mais um ano. Sinto em cada olhar a luz, a alegria e a esperança de continuarmos esta caminhada de realizações, tornando-nos instrumentos do querido Pai Seta Branca, buscando agir com amor, tolerância e humildade em cada momento de nossas vidas, correspondendo à confiança dos nossos Mentores e Guias, especialmente dos Ministros Tumarã e Adones, que estão sempre nos acompanhando.
Com a modesta verdade de nossas palavras e a simples honestidade do nosso comportamento, frutos do nosso conhecimento doutrinário, estaremos sempre prontas para acalmar aqueles que nos chegarem aflitos, sofridos, submersos nos males do corpo e do espírito, escravos da avareza e da ambição desenfreada, para que possam se recompor e seguir seus caminhos cármicos.
É o que a Espiritualidade Maior espera de nós, e vamos, mais uma vez, atendê-la! O próximo ano continuará exigindo muito do Jaguar, porque estamos vivendo a transição para a Nova Era, cada vez mais intensa e difícil pela geração de forças malignas e vibrações de baixo padrão, fatores que agem sobre o Homem em toda a Terra. Mas, confiantes, nós estamos preparadas para tudo, sabendo que a Princesa Aline nos dará saúde, força e equilíbrio!
Vem o Natal, e vamos fazer a festa pelo nascimento de Jesus! Vamos esquecer a tradição comercial do Papai Noel e lembrar a comemoração espiritual da vinda do Divino e Amado Mestre!
Vamos iluminar o enigma do nosso futuro com a esperança de nossos corações, emitindo vibrações douradas para onde quer que haja sofrimentos, dores, inquietações, desesperos e mágoas.
Amando e perdoando, vamos fazer de 2005 mais um ano vitorioso para nossa querida Falange, onde cada componente é importante elo de amor e realizações.
Salve Deus!

1ª Dharman Oxinto Dinah – 11.12.2004

 

 

SEÇÃO II

OS TRABALHOS

1. ABATÁ 13. LEITO MAGNÉTICO
2. AUTORIZAÇÃO 14. ORÁCULO
3. CASSANDRA 15. PRISÃO
4. CORTE 16. QUADRANTE
5. CRUZ DO CAMINHO 17. RANDY
6. CURA 18. RECEPÇÃO DA ESCALADA
7. ESTRELA CANDENTE 19. SUDÁLIO
8. ESTRELA DE NERHU 20. TRONOS
9. IMANTRAÇÃO 21. TURIGANO
10. INDUÇÃO 22. UNIFICAÇÃO
11. INICIAÇÃO 23. PRECES E ORAÇÕES
12. JUNÇÃO

O princípio superior de todos os missionários é o trabalho. Sua ação é comparada a um imã: terás que viver atraindo novos recursos vitais; terás, também, o segredo da evolução, das transformações de vidas cujo princípio não está na matéria, mas sim na própria vontade. Esta ação se estende tanto no mundo etérico como no físico, na matéria. Tudo pode ser realizado no domínio psíquico pelo amor, na ação da vontade, na LEI DO AUXÍLIO – princípio superior de todas as coisas! A potência da vontade de quem busca honestamente servir aos seus irmãos não tem limites. E quando dormimos, cansados, pensando, pensando com amor servir a alguém, nós nos transportamos e saímos pelos planos espirituais, sem seu socorro. A Natureza inteira produz fenômenos, metamorfoses. Quando conheceres a extensão destes fenômenos, teus recursos dentro de ti mesmo, deixarás o mundo deslumbrado…” (Humarran, jun/60)

Na Linha Oriental, o prana é o fluido ou energia cósmica prima, universal, fora do espectro eletromagnético, existindo no plano sutil e se constitui na força vital do Universo. Compõe o corpo sutil do indivíduo, regulando suas relações internas e externas.
O prana não é uma forma particular de energia, mas sim a essência última de todas elas: calor, luz, eletricidade, gravidade, enfim, todas as forças que agem na matéria, em suas múltiplas atividades, são expressões do prana. Os gregos denominavam-no “éter”, e os pesquisadores modernos o chamam de BIOPLASMA. Envolve e permeia os tecidos mais densos do corpo, agindo de forma inteligente e propositada, controlando a atividade de cada molécula da matéria viva, transportando o princípio da vida de um lugar para outro. Energiza, supervisiona e purifica os neurônios, sustentando a área sutil e vivificante do mesmo modo que o plasma sangüíneo sustenta a parte mais densa.
Além do prana único, existem energias prânicas particulares, geradas pela sua diversificação, que atuam em todas as funções orgânicas e psíquicas do Homem – pensamentos, sentimentos, percepção e movimento.
O sistema nervoso extrai o prana de um tecido envolvente, uma essência bioquímica de natureza altamente delicada, que existe em nível molecular ou submolecular, localizada especialmente nos órgãos, que estão interligados com o cérebro através de conexões medulares, na espinha dorsal.
Esta ligação é ativada e equilibrada pela ação da Kundalini. O prana tem polaridade, podendo ser acumulado, transformado e conduzido. É absorvido de diversas fontes, principalmente do Sol, do ar e dos alimentos, atuando através de um mecanismo cujo ritmo coincide com o da respiração pulmonar.
Quando inspiramos, absorvemos prana; ao expirar o distribuímos pelos vários órgãos do corpo sutil, pelos nervos sutis – chamados nadis – e ele é armazenado nos chakras, para que, conforme as necessidades, seja liberado para todo o organismo psíquico. A quantidade de prana absorvida pelo organismo é variável e determina a capacidade energética do Homem. Em ambientes tranqüilos, sem poluição, ensolarados, criam-se condições para maior absorção do prana.
Nos momentos em que se consegue harmonia mental, através da mentalização também se obtém maior quantidade desta maravilhosa energia.
Assim, o prana não é, em si mesmo, consciência. É uma fina essência biológica que nutre o sistema receptivo da nossa consciência, que é o sistema nervoso, nosso contato com a consciência universal. Ele é ativado pela Kundalini numa ação altamente energizante.
A corrente prânica é afetada pelas paixões e emoções, pela comida e pela bebida, pelos ambientes e pelo modo de vida; pelo desejo e pela ambição, pela conduta e pelo comportamento. Na realidade, depende de um sem número de estímulos, desde os mais fracos até os mais fortes, que acontecem ao Homem desde que nasce até o seu desencarne.
Por isso se faz necessário ter-se uma vida moral e equilibrada, dentro da conduta doutrinária, em ambientes saudáveis, não por preceitos religiosos, mas, sim, por um imperativo biológico diretamente ligado ao prana.
Somente pelo trabalho podemos usar e harmonizar nosso prana e, na Lei do Auxílio, recebemos os bônus-horas, tão preciosos para nós nesta vida mas, também, quando estivermos nos planos espirituais.
Bônus são o nosso tesouro, nossa riqueza que depositamos no Céu e, com eles, o médium dá condições a seus Mentores para que estes possam lhe ajudar. Não é um pagamento, na concepção que temos, mas sim algo que nos é dado pelo amor com que nos entregamos às nossas atividades na Lei do Auxílio. A Espiritualidade executa o trabalho por nosso intermédio e nos vai creditando bônus-horas, créditos espirituais que resgatam, em parte ou no todo, as dívidas que temos desta ou de outras encarnações. Os bônus são pequenas células de energia vital que vão se desagregando de um para o outro, fortalecendo nosso Sol Interior, rejuvenescendo nossas células.
Koatay 108 fez importantes observações sobre os bônus:
1) Não se recebe bônus para outra pessoa., nem mesmo no Livro do Prisioneiro. Você trabalha unicamente para você mesmo, os bônus de seu trabalho são exclusivos para você. Nem o Adjunto, nem uma Primeira de Falange Missionária, ninguém – a não ser você – recebe os bônus que lhe são destinados. O que poderá e deverá ser feito, isso sim, é que com a recepção de muitos bônus, você terá condições melhores para o seu trabalho espiritual e, então, irá ajudar a quem quer que mentalize para receber suas vibrações de amor, e não os seus bônus.
2) Quando damos bônus com amor, recebemos o dobro da Espiritualidade.
O objetivo da missionária é bem servir, isto é, servir com amor, com dedicação e com humildade, procurando dar tudo de si para a perfeita realização de um trabalho, preocupando-se em manter o equilíbrio e a harmonia, e deixando ao comandante ou dirigente a autoridade e a responsabilidade que lhe competem, respeitando-o e acatando suas ordens, mesmo quando estiver errado.
Se estiver escalada para um trabalho, pode ter a certeza de que o compromisso também foi assumido por sua Guia Missionária, por seus Mentores e por sua Princesa. Não falte sem um bom motivo! Na sua ausência, eles irão participar do trabalho, cumprir a sua escala, mas não poderão contar com a sua força. Assim, você pode dar desculpas esfarrapadas, enganar sua Regente ou sua Primeira, mas não poderá enganar seus Mentores. Só deixe de cumprir uma escala quando a razão for realmente muito séria.
Quando chegar para trabalhar e sentir que não está bem, não pense que deve insistir e trabalhar de qualquer modo. Lembre-se de que você tem que irradiar força, harmonia, e como poderá fazer isso se não estiver bem? Como pode uma candeia iluminar se não tem luz? Por isso, quando sentir que alguma carga negativa a perturba, que sua vibração não está em bom nível, não ponha sua indumentária. Passe como paciente, ouça o que tem a lhe dizer um Preto Velho ou um Caboclo, e siga suas recomendações. Depois que se sentir recuperada, então sim: vá trabalhar consciente de sua condição.
Outra preocupação é a de equilibrar os trabalhos de Jaguar com os de Missionária. São tipos de manipulação bem diferentes e a ninfa que trabalha continuadamente de indumentária fica sujeita a diversos e graves tipos de desequilíbrio.
É claro que há muita coisa a ser aprendida, muito cuidado a ser tomado com a conduta doutrinária, muitas noções sobre as energias manipuladas, mas o essencial, o indispensável para que você possa trabalhar bem é fazer tudo com muito amor e harmonia. Com isso, quantas vezes foram realizados excelentes trabalhos, sobre os quais pouco se sabia… É que, na sintonia dos planos espirituais, faz-se perfeita ligação e, por intuição, a Espiritualidade nos guia para a perfeita realização do que é preciso fazer.
Vamos ver a atuação das Dharman Oxinto nos diversos trabalhos. Como já foi dito, são trabalhos realizados no Templo-Mãe e nem todos podem ser realizados em Templos do Amanhecer. Há, também, alguns que sofrem adaptações às condições locais, que devem ser obedecidas. Nosso objetivo é facilitar uma relação de nossas atividades específicas, para que todas entendam e conheçam o que faz uma Missionária Dharman Oxinto, dentro do que preconiza o nosso Livro de Leis e Chaves Ritualísticas.

1. ABATÁ

Na Lei do Abatá, de 29.4.85, Tia Neiva estabeleceu o horário entre 8 horas da manhã e 10 horas da noite, sendo que um mesmo grupo só poderia repetir outro Abatá com três horas de intervalo do seu último trabalho. Os Trinos Presidentes Triada, conforme consta no Livro de Leis para os Abatás dos Mestres e das Missionárias, estabeleceram os horários de 10 a 12 e de 15 às 19 horas para a realização de Abatás, cabendo lembrar que: só deve participar de um Abatá a ninfa ou mestre que tiver consagrado a Centúria; dos Abatás do dia da Bênção de Pai Seta Branca deverão participar componentes de outras três falanges missionárias que tenham feito a corte no interior do Templo, e as Dharman Oxinto serão, no mínimo, duas – uma para comandar e outra para participar com o Canto das Dharman Oxinto, uma vez que a Comandante emitirá o canto próprio do Abatá.

ABATÁ DA BÊNÇÃO DE PAI SETA BRANCA (6-JUN-2004): Preparação no Turigano; Partida e Realização.
Isso se faz necessário porque as ninfas deverão conduzir as forças das Legiões chegadas com a Corte de Pai Seta Branca, que se somam às forças normalmente atuantes nos Abatás de outros dias; o Abatá pode ser realizado em qualquer lugar, a critério de seu comandante. Segundo Tia Neiva, em carta de 20.4.85, os componentes devem “passear nas casas, seguir por todo este Vale, fazendo-se espadas vivas e resplandecentes”. O Abatá não é para ser exclusivamente feito em encruzilhadas, pois, conforme consta no Livro de Leis, no capítulo do Abatá (item 1.3) e Abatá das Missionárias (2.4), o local será escolhido pelo Mestre ou pela Ninfa Comandante, por sua estratégia. Onde for necessário um forte trabalho curador e/ou desobsessivo – diante da casa, na rua, ou até mesmo em uma varanda ou em uma garagem – ali pode ser realizado um Abatá. Até pelas condições de grande impacto de forças espirituais que predominam nas encruzilhadas, um trabalho só deverá ali ser realizado por um grupo de mestres muito firmes e conscientes da sua responsabilidade, para evitar conseqüências desagradáveis. Todavia, em outubro/96, o Trino Araken determinou que os Abatás fossem realizados sempre nas encruzilhadas, fazendo-os em outros locais somente em casos especiais. Por decisão dos Trinos Presidentes Triada, de 3.10.98, o Abatá das Missionárias deverá ser realizado, apenas, com componentes de uma única falange, desde que não esteja com a indumentária de prisioneira. A prisioneira poderá participar do Abatá convencional comandado pelos Jaguares.
Considerando a quantidade de escalas que a ninfa missionária está obrigada a cumprir, a partir de 1-11-98 seria escalada apenas uma falange missionária por dia, para a realização do Abatá, ficando a critério da Primeira de falange a quantidade de Abatás a realizar.
Todavia, em abril/99, o Livro de Leis estabeleceu a escala para três falanges missionárias. Independentemente da escala, outras falanges missionárias, a critério de suas Primeiras e Adjuntos de Apoio, poderão realizar, também, o Abatá, desde que seja previamente comunicado ao 1º ou 2º Devas, conforme recomenda Tia Neiva.
Deve o comando estar voltado para a nascente do Sol. O convite para as emissões fica a critério da Comandante, mas vale lembrar de que deve ser dada prioridade para a Ninfa Sol ser chamada antes do Mestre Ajanã.
Nos Templos do Amanhecer que ainda não dispõem da Corrente Mestra, pode ser realizado um Abatá, na forma prevista no Livro de Leis.
No Abatá de Ninfas Missionárias, a que estiver no comando faz a harmonização inicial e sua emissão, mas não o canto de sua falange e, sim, o canto especial:

JESUS, DIVINO E AMADO MESTRE!
ESTA É A HORA FELIZ DE MINHA VIDA, DE NOSSAS VIDAS!…
PORQUE, JESUS, NOS SENTIMOS A PRÓPRIA ENERGIA
PARA A FELICIDADE DOS POVOS,
AO LADO DO CAVALEIRO DA LANÇA VERMELHA,
O PODER DESOBSESSIVO
DOS CEGOS, DOS MUDOS E DOS INCOMPREENDIDOS!…
E, PARA A HARMONIA DESTE ABATÁ,
EMITO, JESUS, ESTE MANTRA UNIVERSAL: (emite o Pai Nosso)

Após encerrado o Pai Nosso, o mestre da ninfa comandante faz sua emissão e canto. Em seguida, fazem a emissão e o canto: o Trino Juremá (ou quem estiver em seu lugar) e sua ninfa; a ninfa á direita do Trino Juremá; a ninfa à direita da ninfa comandante; a ninfa à esquerda do Trino Juremá; e assim por diante, até que todos tenham feito suas emissões e cantos, formando um entrelaçamento de energia.
NÃO PODEM SER FEITAS EMISSÕES EM CONJUNTO.
Após terminado o último canto, o trabalho está concluído e a ninfa comandante dispersa o grupo, não havendo encerramento.
Para exercer o comando, a missionária – Sol ou Lua – deve ter feito o Curso de Ninfa com o Trino Araken e obedecerá à escala dos Devas, exceto nos dias da Bênção de Pai Seta Branca.
Podem ser feitos tantos trabalhos quanto possível dentro dos horários estabelecidos e as ninfas podem participar de quantos quiserem, mesmo que, nos intervalos, trabalhem em outros Sandays.
Apesar de serem três as falanges missionárias escaladas para cada dia, nada impede que as missionárias de outras falanges participem, porque a finalidade é unificar as missionárias.

2. AUTORIZAÇÃO

A Autorização é um grandioso trabalho sob a responsabilidade da Falange Missionária Dharman Oxinto, que exige precisão e muita dedicação da ninfa que se dispõe a realizá-lo. Ali, sob a regência dos queridos Enoques – Pai João e Pai Zé Pedro – a missionária recepciona o futuro mestre, ocasião em que é dado o primeiro passo para verificar se ele quer entrar na Corrente Oriental do Amanhecer. Segundo nossa Mãe Clarividente, enquanto o paciente conversa com a missionária, a espiritualidade trabalha no sentido de limpar aquela aura, preparando o plexo do paciente para poder começar seu Desenvolvimento. Essa preparação se assemelha, segundo a Tia Neiva, àquelas árvores, como o eucalipto, que soltam suas cascas grossas, deixando o tronco liso e renovado. Realmente, ele traz uma carapaça de impregnações que obteve em suas passagens por outros lugares, por outras correntes, e, até aquele momento, o futuro Jaguar foi ajudado por seus mentores, passou nos trabalhos como paciente e agora, está sendo recepcionado pelos Pretos Velhos, através da missionária, para que possa se conduzir na nova jornada. Por isso, é na Autorização que sofre todo um processo de preparação para que possa receber as novas energias do Desenvolvimento. Quando seu nome e a data de seu nascimento são lançados no Livro da Autorização, esse registro é imediatamente feito também na Espiritualidade. A Autorização funciona, no Templo-Mãe, nos dias de Trabalho Oficial somente, Isto é, nas 4as. feiras, sábados e domingos. Nos domingos, pela manhã, abre-se o Castelo de Autorização apenas para atender alguém que tenha perdido seu papel de Autorização, sem o qual não terá ingresso nas aulas do Desenvolvimento. Nesses casos, pelo seu nome e data do atendimento, a missionária lhe concederá novo papel de Autorização. Não haveria tempo de realizar o trabalho de Autorização no domingo pela manhã, em face do grande número de pacientes e o pouco tempo disponível. O horário de abertura do Castelo de Autorização é, normalmente, às 16 horas, nas 4as. e sábados, ficando, nos domingos, na dependência do horário de abertura do Trabalho Oficial. Neste caso, a missionária deverá ficar atenta para abrir o Castelo nunca acima de uma hora após a abertura dos trabalhos. Encerra-se o trabalho quando não mais houver pacientes para os Tronos e nem para a Cura. Nos Templos do Amanhecer, a Autorização vai ter seu funcionamento regulado por seus Presidentes, dependendo dos dias e dos horários dos trabalhos.

O CASTELO DA AUTORIZAÇÃO – No Templo-Mãe, o Castelo de Autorização é o único que não tem seu acesso diretamente no recinto do Templo. Está no Templo, mas sua entrada é fora, por significar o Portal da Doutrina, por onde aquele espírito do paciente deixa sua velha estrada para começar uma nova jornada. O Castelo da Autorização, quando puder ser feito em um Templo do Amanhecer, deverá obedecer ao modelo do existente no Templo-Mãe. Além de sua localização, deverá ter a Cruz com a Morsa, o quadro dos Enoques, uma mesa simples e duas cadeiras, uma para a missionária e outra para o paciente, o Livro de Registro e o Arquivo de Adolescentes. Por ser, na realidade, uma Cabala, ali só devem ser conduzidos os trabalhos de Autorização. Não pode ser usado para conversas, refeições ou guarda-volumes. Quando funcionar em caráter provisório, deve ser em local reservado, para que haja o maior sigilo do que for conversado entre o paciente e a missionária. Nessa oportunidade, o paciente expõe, praticamente como um livro aberto, sua vida, seus problemas, suas dúvidas, e isso, se ouvido por outra qualquer pessoa que não a missionária preparada, seria motivo de críticas, trazendo conseqüências desastrosas. O registro da Autorização deverá ser feito em livro de atas ou similar, com 96 a 100 folhas, capa dura, com três colunas: a primeira, com 1,5 cm, para lançar o número de ordem do registro; a segunda, para o nome do paciente; e a última, com 2,5 cm, para colocar a data de nascimento ou a idade do paciente. A cada dia de trabalho, a ninfa lança, na coluna dos nomes, a data daquele dia e seu nome. Não precisa usar uma folha nova, bastando pular uma linha do lançamento anterior, e continuar os registros na mesma página. A numeração pode ser seqüencial ou, se o Presidente assim determinar, pelo atendimento diário. Os documentos de adolescentes devem ser arquivados em ordem alfabética, pelo nome do médium.

A MISSIONÁRIA NA AUTORIZAÇÃO – Desde o Antigo Egito, as sacerdotisas de Horus eram encarregadas da Iniciação de Osiris, desde o recebimento e a preparação do candidato até sua Iniciação. Quando Pytia (encarnação de Koatay 108), em Delfos, determinou que essas mesmas sacerdotisas, que estavam na Mansão da Cruz do Caminho, fizessem a Iniciação Dharman Oxinto (A Caminho de Deus), elas passaram a ser denominadas como missionárias Dharman Oxinto. Essa a razão porque a essa falange missionária cabe a responsabilidade pela Autorização e pela Iniciação Dharman Oxinto. A ninfa encarregada da Autorização deve ser uma missionária Dharman Oxinto – Sol ou Lua – a ser preparada adequadamente para o trabalho: conhecimento da Doutrina, sabendo falar claramente e escrever com letra boa para lançar os nomes e datas no Livro de Autorização. Nos Templos do Amanhecer, o Presidente deverá ter o maior cuidado na preparação das Dharman Oxinto, principalmente tendo em mente que, além da Autorização elas serão incumbidas da Iniciação. Quando a ninfa vai trabalhar na Autorização é necessário que esteja com sua indumentária da Falange ou a de Ninfa Lua ou Ninfa Sol. De Jaguar ou Prisioneira não poderá executar seu trabalho, pois, como já visto, o Castelo de Autorização é uma Cabala de Pai João e de Pai Zé Pedro, concentrando forças que somente poderão ser manipuladas pela ninfa com aquelas indumentárias. Apenas no caso de ter que se ausentar por uns momentos da Autorização, não havendo outra ninfa de indumentária que a substitua, ela pode deixar uma ninfa de Jaguar, para pedir, caso algum paciente se apresente na sua ausência, que aguarde o seu retorno. Ao chegar para trabalhar, a ninfa deverá ter feito sua Preparação na Pira. Diante do quadro dos Pretos Velhos, faz sua emissão e canto, mediunizando-se e se harmonizando. Se está iniciando o trabalho de Autorização do dia, lança no Livro a data e seu nome. Se houver pacientes esperando, não precisa ficar afobada, dando, a cada um, separadamente, atendimento harmonioso, preocupando-se, somente, com a precisão de seu trabalho. Tratar o paciente com carinho, receptiva, ouvindo pacientemente suas queixas e dores, seus problemas, mas tendo o cuidado de não se envolver com os quadros que desfilarem à sua frente, são os principais deveres da missionária na Autorização. Enquanto o paciente fala, vai descarregando pesada carga, através do ectoplasma que emite, eliminando, assim, energias negativas que estavam acumuladas dentro de si, tornando-se mais fácil o trabalho de sua preparação pela Espiritualidade. Perfeitamente mediunizada e harmonizada, sendo Lua ou Sol, a Ninfa muitas vezes se surpreenderá com sua ação no trabalho, falando ao paciente coisas que lhe são intuídas pelos Pretos Velhos. Pode haver mais de uma ninfa para realizar o trabalho no mesmo dia, devendo ser feito revezamento: uma abre a Autorização, ficando até uma determinada hora, e a outra a substitui até o encerramento. No Templo-Mãe, normalmente uma fica até a hora de entrega das energias da Estrela Candente, entrando outra após a Contagem, quando se reiniciam os trabalhos no Templo. Há, também, substituições quando a ninfa encarregada tem que se ausentar por qualquer motivo. Para encerrar o trabalho, a ninfa agradece aos Enoques a oportunidade que lhe foi concedida, e, se não for participar de outro trabalho, faz seu encerramento normal na Pira. A ninfa que estiver na Autorização poderá participar de outros trabalhos, se necessário, desde que não prejudique o atendimento aos pacientes. Enquanto um Templo não tenha, ainda, uma Dharman Oxinto preparada para a Autorização, a Aponara é que deverá fazer este trabalho, devendo, também, substituir a missionária quando necessário.
O DIÁLOGO COM O PACIENTE
O PRIMEIRO CONTATO – O primeiro cuidado é, no caso dos jovens, saber a idade correta do paciente: se menor de 16 anos, a Autorização não deverá ser concedida, salvo nos casos com a anuência, por escrito, do Trino Arakém, e não se fará a verificação da mediunidade, sendo encaminhado às aulas de Doutrina. Nos Templos do Amanhecer, deverá o Presidente decidir sobre cada caso. Abaixo de 18 anos, o paciente deve apresentar a concordância dos pais ou responsáveis para receber a Autorização e ingressar no Desenvolvimento ficando avisado(a) que, até completar 18 anos, não deverá permanecer no Templo após as 20 horas e nem poderá fazer qualquer trabalho em que haja comunicação (Tronos, Alabás, Angical, etc.). As exceções existem quando ele vai fazer cursos, como o de Centúria, participar de reuniões convocadas pelos Trinos Presidentes Triada ou pelo Presidente de seu Templo, bem como receber suas Consagrações (Iniciação, Elevação de Espadas ou Centúria) ou sua libertação, no Julgamento ou no Aramê. A permissão deverá ser conforme o modelo aqui apresentado, e deverá ser preenchida perante a missionária da Autorização, que verificará, por documento de identidade contendo foto do responsável, a autenticidade da dependência do menor. O desenvolvimento para menores de 16 anos só será autorizado por indicação expressa do Trino Sumanã, no Templo-Mãe, e pelo Presidente, nos Templos do Amanhecer, por escrito, e anexada à folha assinada pelo responsável pelo menor, juntamente com a cópia da Certidão de Nascimento, sendo que após a Iniciação o menor irá esperar completar 16 anos para, então, fazer sua Elevação de Espada e prosseguir sua jornada. O paciente deve ser atendido a sós. Não deve haver outras pessoas, nem mesmo cônjuge, pais ou parentes ou amigos presentes no local, a fim de evitar pressão psicológica ou constrangimento do paciente, que deverá sentir-se inteiramente à vontade para expor sua situação à missionária. Não podem ser atendidos dois ou mais pacientes ao mesmo tempo, pois o trabalho é preciso e individual, para cada um. Koatay 108 nos disse: “SABES, FILHO, ONDE PODERÁS VIVER, SEM MEDO E COM A MENTE ERGUIDA? NA DOUTRINA DO AMANHECER, ONDE O SABER É LIVRE!”. E nos alertou para a situação do ser humano que chega para se iniciar em nossa Doutrina: “…a situação de um viajante, que atravessa uma região nunca antes percorrida, caminhando sem guia, confiante apenas na sua formação, entregue à sua perspicácia!”. Convidar um ser humano a abandonar a luta pela vida seria o mesmo que sugerir que se suicidasse. Mas permitir que ele continue na luta sem saber o que está fazendo e deixá-lo entregue à perda de sua oportunidade encarnatória é propiciar o suicídio do espírito. Mas não nos cabe fazer esse convite para que se desenvolva em nossa Corrente. Podemos ajudar, vibrar com amor, mas temos que deixar que ele chegue por sua própria vontade, trazido por seu mentores, convidado por um Preto Velho. Quanto pior for a situação daquele ser humano, tanto em relação a si mesmo como ao meio em que vive, maior a necessidade de recebê-lo com amor e tolerância. Só essa aceitação, sem críticas, sem julgamentos e sem recriminações, poderá permitir seu reequilibro. Só o amor desperta a capacidade de amar. Só a tolerância dá oportunidade ao ser humano para se reencontrar. E amor e tolerância só podem existir quando houver humildade. Ingressando na Doutrina, através do Desenvolvimento, aquele ser humano vai adquirindo conhecimentos de si mesmo e do Universo que nos cerca, que o tornam mais capacitado para sobreviver e melhorar sua convivência. Na medida de seu potencial e de sua sensibilidade, muda suas atitudes e ações, buscando a harmonia com os Planos Espirituais e pautando sua existência dentro dos limites demarcados pela Espiritualidade, no que chamamos Conduta Doutrinária.

COMO O PACIENTE CHEGOU ATÉ ALI? – A resposta distingue dois grupos: aqueles que já passaram como pacientes nos trabalhos e foram aconselhados por alguma entidade a se desenvolver e os que possuem familiares, parentes ou amigos que já estão na Doutrina, e gostariam de entrar. Em ambos os casos, a missionária deverá se assegurar de que aquele paciente está realmente certo de sua decisão, e não influenciado por outros fatores. Por isso, deverá procurar conversar isoladamente com o paciente. Inúmeros são os casos de pais que querem obrigar seus filhos a ingressarem na Corrente, buscando solucionar problemas de más companhias, drogas, etc. Mas, contra a vontade desses filhos, nada poderá ser feito. Só poderá ser dada Autorização àquele que estiver realmente disposto a se desenvolver. Não se pode atender aos pedidos de pais, maridos e esposas, mesmo da Corrente, ou até mesmo Arcanos, sem a plena concordância do maior interessado, que é aquele que está diante da missionária e dos Pretos Velhos.

CONHECE OS TRABALHOS, JÁ PASSOU EM TODOS OS ATENDIMENTOS? – Isso porque é necessário que o paciente tenha uma visão geral dos trabalhos. Ele não poderá querer entrar em um ambiente do qual não tenha noção do que se faz ali. E, mesmo que uma Entidade o tenha convidado, é preciso que ele passe nos trabalhos, pelo menos em três Trabalhos Oficiais, para chegar à Autorização de maneira mais suave, tendo descarregado a maior parte de suas impregnações. Na Autorização, como já visto, ele vai receber um grande trabalho de desimpregnação, fortemente ajudado por sua passagem nos outros trabalhos, afastando obsessores e outras influências. Caso não tenha sido convidado por uma Entidade, deve-se providenciar para que ele seja levado até um Trono, para verificar se a Espiritualidade concorda com o seu Desenvolvimento.

EVITAR A BEBIDA ALCOÓLICA E OS TÓXICOS – Na nossa Doutrina, nada é imposto. A verdade só é percebida individualmente, por cada um, dentro do conceito de que o mundo não é como parece ser, e sim como cada um o vê. Com base no preceito do não julgamento, não se preconizam formas de comportamento, aceitando cada pessoa como ela é, sem discriminação. Todavia, existem duas exigências básicas: evitar o uso do álcool e do tóxico e o cruzamento de correntes. O álcool produz envenenamento da corrente sangüínea, atuando diretamente no fator mediúnico, alterando diversos fatores orgânicos, sendo o mais prejudicial o da mediunidade. Ingerindo álcool, a pessoa passa a emitir forte carga negativa, além de se tornar abastecedora de energia negativa para irmãos sem luz, que a sugam vorazmente, levando a tristes quadros de violência e conflitos aquele que bebe. Uma gota de álcool leva oito horas até ser eliminada do organismo humano. Por ser nossa Doutrina altamente precisa na manipulação de energias, não é permitido que um mestre ou uma ninfa tome qualquer quantidade de álcool, nem mesmo uma cerveja ou um simples bombom de licor. Pode freqüentar festas, comemorações e outros eventos sociais, mas não pode beber nem socialmente, pois são em reuniões sociais que estão presentes, em grande número, irmãos sem Luz, aproveitando-se do ambiente, alimentando-se daquelas energias que se desprendem dos encarnados. O Jaguar, mestre ou ninfa, mesmo sem uniforme e longe do Templo, deve ter consciência de sua missão, e não se deixar envolver por sugestões ou críticas que visam, apenas, destruí-lo. Muitos de seus amigos tentarão fazer com que beba, pelo menos um pouquinho, só um gole, porque estarão agindo por força de irmãos desencarnados que querem impedir o progresso espiritual daquela pessoa. Por isso, nunca, sob qualquer motivo, o mestre ou a ninfa poderá tomar álcool. O mesmo se aplica a tóxicos e drogas, que danificam irremediavelmente os centros nervosos, gerando triste situação para aquele espírito que, para resgatar seu desgaste com essas drogas volta, em nova reencarnação, como um deficiente mental. Caso o paciente considere muito difícil assumir esse compromisso, deverá ser aconselhado a continuar a passar pelos trabalhos, voltando quando se achar em condições de se afastar da bebida e dos tóxicos, não lhe sendo fornecida a Autorização.

EVITAR O CRUZAMENTO DE CORRENTES – Juntamente com álcool e tóxicos, cruzar correntes completa o quadro do que temos que evitar na nossa Doutrina. Isso é fácil de entender: por ser altamente científica, a Corrente do Amanhecer não pode ser aplicada por aquele que se envolva em outras linhas, espiritualistas ou não. Sua participação tem que ser exclusiva, e isso se aplica também, como o álcool e o tóxico, a todos os momentos da vida do mestre ou da ninfa. Isso porque, após fazer sua Iniciação, o mestre ou a ninfa abre seus canais para emitir e receber delicadas energias, ficando inteiramente desprotegido caso participe de outras correntes. Torna-se vítima fácil de espíritos que o quiserem destruir. É errado pensar que as forças do mestre ou da ninfa aumentam se somar o que tem na Doutrina do Amanhecer com outras doutrinas. Elas não aumentam e, ao contrário, criam choques energéticos, conflitos, que provocam sérios problemas. É claro que o mestre ou a ninfa poderá comparecer a rituais de outras religiões, como, por exemplo, casamentos, batizados, missas de sétimo dia, bodas de prata, etc. Estar presente, como obrigação social, com todo o respeito, vibrando com amor para a finalidade daquele ritual, mas sem participar dele, isto é, sem acompanhar as preces e cantos, mantendo-se firme em sua mente. Não poderá ser padrinho (ou madrinha), não poderá incorporar em outras linhas, enfim, não deverá fazer nada que o comprometa. Isso é válido para todo médium. Por isso, na abertura dos trabalhos de Junção e de Indução, os comandantes recomendam que se houver médium da nossa ou de outras doutrinas entre os pacientes, que não dêem passagem a suas entidades. Com isso, evita que o seguidor de outras linhas cruze com a nossa Corrente.

EXPLICAÇÕES SOBRE A MEDIUNIDADE – Qualquer ser deste planeta tem sua mediunidade, a ferramenta de que dispomos para ligar o Céu e a Terra, que se manifesta de inúmeras formas e cujo nível não temos como avaliar, mas que, no Vale do Amanhecer, se revela por somente dois tipos: a que permite dar passagem, por seu corpo físico, a um espírito – INCORPORAÇÃO – e a que não apresenta esse fenômeno. Na nossa Doutrina, aquele que incorpora é APARÁ, e o que não incorpora é o DOUTRINADOR. Essa definição será feita no primeiro dia de aula do Desenvolvimento. Não se dá nenhum tipo de mediunidade ao médium. Ele recebe sua definição de acordo com sua natureza transcendental.

PORQUE É NECESSÁRIO O DESENVOLVIMENTO – A razão básica pela qual uma pessoa precisa se desenvolver é atender às necessidades de sua mediunidade, que visam a realização do programa feito pelo seu espírito antes de reencarnar. Através desse Desenvolvimento, o ser consegue seu equilíbrio pessoal, harmonizando seu espírito. A mediunidade é poderosa arma que Deus nos deu. Conforme o uso que se fizer dela, será uma grande proteção ou, se mal utilizada, pode nos ferir, como se fosse um espinho atravessado na carne! Quem se dedica à Doutrina, que aprende em sua mente e em seu coração os ensinamentos que lhe chegam através de tudo que está em sua volta, transformando em lições mesmo os maus pedaços por que passa, melhora muito sua jornada. Sua mente se torna mais clara, suas decisões são mais seguras, suas dores menos sofridas. Melhora sua convivência com os outros, pois passam a vibrar o bem e a receber apenas boas vibrações, ficando protegido do mal. Segundo Koatay 108, podemos avaliar nossa posição no Universo, a cada momento, pelo balanço entre as vibrações positivas e as negativas que nos atingem.

A DURAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO – O Desenvolvimento é efetuado todos os domingos, devendo ser seguido sem interrupção, exceto por motivos realmente de força maior. Para os Doutrinadores, normalmente são SETE aulas. Para os Aparás, varia o número de aulas, conforme sua capacidade de manipulação. Caso haja impedimentos para seqüência normal de comparecer todos os domingos, como, por exemplo, atividades profissionais (médicos, enfermeiras, motoristas, militares, etc.), deverá haver o maior empenho em tornar o menor possível o intervalo entre as aulas, para perfeito aproveitamento, uma vez que durante o Desenvolvimento, a Espiritualidade trabalha muito ativamente os chakras, preparando-os para as novas energias que serão recebidas na Iniciação. Nesses casos, o Coordenador do Desenvolvimento adotará as medidas que achar necessárias para solucionar o problema. Nos casos em que não haja justificativa aceita pelo Coordenador, aquele que faltar a uma aula, deverá repetir sua última aula; quando a falta for superior a noventa dias, deverá recomeçar da primeira. Após as aulas do Desenvolvimento, são feitas quatro aulas para que o médium faça a sua Iniciação.

PACIENTE PORTADOR DE DEFICIÊNCIA FÍSICA OU DOENÇA GRAVE – É certo que, à primeira vista, a missionária pode perceber alguma deficiência física no paciente que possa, de alguma forma, prejudicar sua atuação como futuro mestre ou ninfa da Doutrina. Dentro da sua sintonia com o trabalho, saberá como agir. Primeiro, porque, se convidada por uma entidade, aquela pessoa certamente terá condições para prosseguir em sua missão, aliviando seu carma. Segundo, porque existem muitos exemplos na Corrente de deficientes físicos – cegos, mudos – que participam dos trabalhos. Outros casos de doenças graves, especialmente ligadas ao cérebro, devem ser tratados com mais atenção. Nesses casos, a missionária deverá obter uma decisão do Trino Sumanã, no Templo-Mãe, ou do Presidente ou vice-presidente de um Templo do Amanhecer, a quem caberá assinar a Autorização para isentar a missionária dessa responsabilidade. Nos casos em que o paciente esteja sendo medicado com remédios controlados, deverá ser anotada, no papel da Autorização que ele vai entregar ao Instrutor, na Triagem, apenas: “Usa medicamento controlado”, para auxiliar na verificação da mediunidade.

PODE SER DADA AUTORIZAÇÃO A UM PACIENTE QUE ESTEJA AUSENTE? – Certamente NÃO. Ocorrem muitos pedidos de mestres e ninfas, solicitando autorização em nome de um filho, ou de sua mulher ou de seu marido, ausente, para que possa iniciar seu Desenvolvimento o mais rápido possível. É comum assegurarem que se responsabilizam por esse ato. Isso reflete apenas ignorância do que é a Autorização. Sob qualquer hipótese ou pretexto, a missionária poderá atender. Deve pedir que a pessoa seja conduzida até a Autorização, para expressar sua vontade livremente e passar pelo trabalho. As demais perguntas e orientações deverão ficar por conta da intuição da missionária, com base no que já foi distribuído, partindo do princípio que cada paciente é um caso, e cada caso será devidamente atendido pela missionária, instrumento dos queridos Pretos Velhos que ali estarão trabalhando com aquele paciente.

RETORNO DE MÉDIUNS AFASTADOS – Conforme orientação estabelecida pelo 1º Mestre Jaguar, Trino Arakem, com os três Arcanos Devas, qualquer médium que esteja retornando à Corrente, após qualquer período de afastamento, deverá passar pelo Desenvolvimento, para que seja verificada sua situação mediúnica. Após a apresentação no Castelo de Autorização, onde apenas receberá o papel com seu nome e a anotação “Retorno”, ele se encaminhará ao Coordenador, que irá verificar em que fase se deu seu afastamento, e o encaminhará para uma reciclagem, colocando-o sob os cuidados do grupo de Apará ou de Doutrina, pelo tempo que o Instrutor considerar que ele já esteja apto para retomar sua caminhada. Completada sua revisão, o Instrutor o leva ao Coordenador, que então o libera para adquirir, se for o caso, suas armas e classificações nos Devas, e retomar sua jornada na Corrente. A missionária não deve, nestes casos, fazer perguntas ou indagações sobre o que possa ter ocorrido com esse médium, mas, apenas, informá-lo de que, para sua segurança, passará por uma avaliação simples de suas condições. Não será feita qualquer anotação no Livro de Registro destes casos.

ROUPAS e UNIFORMES – O aspirante ao Desenvolvimento deve ser alertado sobre o uso do uniforme, que pode não ser imediato, pois alguns desistem no decorrer das aulas, mas que deve ser feito até o emplacamento, pois nenhum médio poderá ser emplacado sem estar corretamente uniformizado. As mulheres devem ser avisadas sobre o uso de roupas adequadas a um trabalho espiritual, isto é, não devem ir para as aulas com saias curtas ou bermudas, nem blusas muito decotadas e nem bustier, com a barriga de fora. Quando forem usar uniforme branco, devem usar anágua, pois o tecido fica um pouco transparente, e devem usar roupas íntimas da cor da pele, brancas ou bejes, somente. Não devem usar saias ou calças compridas por baixo do uniforme branco.

OBSERVAÇÕES – É imprescindível, nos casos de pacientes menores de 18 anos, a apresentação, corretamente preenchida, da concordância dos pais ou responsáveis, que deverá ser arquivada com a respectiva cópia da certidão de nascimento, em ordem alfabética pelo nome do médium que vai se desenvolver. Para evitar possíveis fraudes, deve a missionária, por um documento de identidade do responsável, conferir a assinatura do documento. Após concluir que a Autorização poderá ser fornecida, a missionária lança no Livro de Autorização o número (na primeira coluna), em seguida o nome completo e, na terceira coluna, a data de nascimento do paciente. Caso o paciente não se recorde da data exata, pode ser lançada apenas sua idade. Após esse lançamento, preenche a papeleta de Autorização, entregando-a ao paciente, instruindo-o sobre local, dia e horário em que deverá comparecer para iniciar seu Desenvolvimento. Havia anotação sobre a existência de familiares ou parentes na Corrente. Não há necessidade disso, uma vez mais lembrando palavras de Jesus, olhando em torno para os que estavam sentados à sua volta: “Eis minha mãe e meus irmãos, pois quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe…”. Ao ingressar na Doutrina, o ser humano passa a fazer parte da grande família espiritual crística. Tudo o que for falado pelo paciente deverá ser ouvido com atenção pela missionária, que deve evitar comentar ou reforçar o que for dito, para não se envolver, somente emitindo um “Salve Deus!” quando julgar necessário, evitando PARTICIPAR daquele quadro. Mesmo depois de atender ao paciente, a missionária deverá evitar qualquer comentário com quem quer que seja, mesmo com o paciente. Na Autorização, pela necessidade do trabalho de desimpregnação, o paciente é induzido pela própria Espiritualidade a falar sobre sua vida, seus problemas, para que, assim, elimine de seu interior o ectoplasma negativo. Muitos casos acontecem de, após a entrevista com a missionária, o paciente não compreender o porquê de ter revelado tantos segredos e intimidades. Por isso, nada de comentários! É extremamente perigoso deixar se levar pelo drama do paciente e tentar uma ajuda arriscada, dizendo que tudo se resolverá com sua entrada na Doutrina, ou aconselhar que passe em determinado trabalho, ou – o que já tem acontecido – marcar trabalho especial na casa do paciente ou em sua própria casa! Outro ponto importante se refere a qualquer forma de pressão por parte de um mestre de alta hierarquia – um Arcano, um Presidente ou vice-presidente – para que seja dada a determinado paciente uma Autorização fora destas orientações. Neste caso, a ninfa deve se recusar a fornecer a Autorização, deixando que aquele Mestre se responsabilize por seus atos. No Templo-Mãe, qualquer situação fora do normal deverá ser resolvida pelo Trino Sumanã ou pelo Trino Tumarã. Nos demais Templos do Amanhecer, caberá ao Presidente solucionar questões relativas à Autorização.

—ooo0ooo—

“SALVE DEUS, QUERIDA IRMÃ DA AUTORIZAÇÃO! LEMBRE-SE, SEMPRE, DE TRATAR COM AMOR, HUMILDADE E TOLERÂNCIA TODO AQUELE QUE SE APROXIMAR DE VOCÊ, ESPECIALMENTE SE É UM ESPÍRITO SOFRIDO, QUE VEM SENDO LEVADO PELOS ACONTE-CIMENTOS DE SUA VIDA COMO UMA FOLHA SECA QUE O VENTO FORTE ROLA PELOS CAMINHOS… NA SUA RECEPÇÃO A ESSA ALMA AFLITA ESTÁ O PRIMEIRO PASSO PARA A REALIZAÇÃO, A PAZ E A HARMONIA QUE ESSE IRMÃO OU IRMÃ PODERÁ ENCONTRAR EM NOSSA DOUTRINA, SE TIVER AMOR NO CORAÇÃO, HARMONIA EM SUA MENTE E UMA CORRETA CONDUTA DOUTRINÁRIA. ISSO VAI DEPENDER DELE OU DELA, MAS VOCÊ, COMO VERDADEIRA MISSIONÁRIA DHARMAN OXINTO – A CAMINHO DE DEUS, ESTARÁ FELIZ POR TER CUMPRIDO A MISSÃO QUE, PERANTE NOSSO PAI, ASSUMIU. QUE PAI JOÃO E PAI ZÉ PEDRO LHE ILUMINEM E QUE A PRINCESA ALINE LHE PROJETE TODO O IMENSO PODER DAS DHARMAN OXINTO PARA QUE SE REALIZE NESTE TRABALHO. SALVE DEUS, E BOA SORTE! PRIMEIRA DHARMAN OXINTO DINAH” (Mensagem na folha de rosto do Livro da Autorização)
“Quero deixar bem esclarecido que os médiuns não devem se preocupar com o número de pessoas que entram e saem da Corrente. É natural que quando o Homem descobre suas faculdades mediúnicas corra para o Vale do Amanhecer. Chega até a incorporar, a fazer Iniciação e usar o escudo iniciático, etc. Sua mente, porém, não está preparada e seus chakras não chegam a ser desenvolvidos. Com isso, ele se desliga e vai embora. Não se preocupem: com a mesma euforia que entram, eles saem! Aos poucos eu irei explicando isso a vocês. Aqui só ficará quem tiver convicção, pois Pai Seta Branca prometeu desenvolver sua tribo para o Terceiro Milênio. Por isso, só ficará aquele que é realmente um escolhido. Os que se vão nada perdem, pois, com essa breve passagem, conseguem aliviar seus carmas parcialmente, e são ajudados.” (Tia Neiva, 9.6.74)

“A realização, meus filhos, do Castelo de Autorização terá que ser única e exclusivamente para uma Dharman Oxinto. Vamos explicar porquê. As Dharman Oxinto levam toda a falange de Dharman Oxinto do Espaço que, no ingresso daquele filho ainda como paciente, ao transpor aquele portão do Castelo, é envolvido por uma energia que reveste todo o seu ser. Essa energia é trazida pelas Dharman Oxinto do Espaço, pela Princesa Aline, a depositária dessas energias. Esse filho, que ingressa no Castelo pelas mãos de uma Dharman Oxinto, recebe toda essa força especial para que, no decorrer da semana, ele possa ter tranqüilidade, a certeza e abrir o seu campo perceptivo de seu lar, para que os Mentores de Luz e Amor possam então interferir, energizar todo o seu ser, num pré-início de trabalho. (Perguntam se não houver uma Dharman Oxinto para atendê-lo). É preferível que aquele filho volte outro dia. Pelo menos, estará protegido por aquele Mentor, por aquele Vovô, por aquela Vovó que o recebeu naquele dia. É tão importante… É a Lei do Amanhecer! Salve Deus! (…) A realização, repito, do Castelo de Autorização, terá que ser feita exclusivamente por uma ninfa Dharman Oxinto! Vou explicar: as Dharman Oxinto recebem uma força especial, uma força decrescente de suas indumentárias e do seu plexo, diretamente das Dharman Oxinto do Espaço. Cada filho paciente que ali chega, muitas vezes é para ser desencorajado a entrar na Doutrina. Mas toda a explicação desta força e deste verbo concentra-se na força da Dharman Oxinto. É preferível que, na falta de uma Dharman Oxinto, não estando minha filha presente (dirigindo-se à Ninfa Coordenadora) ou não estando o Adjunto Arcano, aquele filho volte outro dia. Porque ele voltará, mas voltará com segurança. Não com isso desmereço toda e qualquer falange. Toda falange, neste Amanhecer, traz uma determinada energia, traz um determinado poder. Como, hoje, encontra-se neste Castelo a falange de Arianas Testemunhas, registrando, em Cristo Jesus, ao Oráculo de Simiromba, tudo o que aqui hoje foi realizado! (A Coordenadora diz que, na falta de uma Dharman Oxinto, vinha trabalhando na Autorização) Minha filha, nada foi feito de forma errada. Minha filha tem a concentração de todas as falanges. Por isso, filha, nada foi errado. Meu filho, Adjunto Arcano, tem a força decrescente do Ministro responsável por esta missão. Ele também pode usar. Fora isso, só minhas filhas Dharman Oxinto podem dar aquela energia que pode revestir aquele paciente, aquele futuro mestre ou aquele futuro amigo que ali está chegando!” (Pai João de Enoque, 31.12.97 – Templo do Rio de Janeiro – Japuara)

A seguir, os modelos usados na Autorização:

I. MODELO DA PERMISSÃO DOS PAIS OU RESPONSÁVEIS:

OBRAS SOCIAIS DA ORDEM ESPIRITUALISTA CRISTÃ
VALE DO AMANHECER

PERMISSÃO PARA MENOR DE 16 A 18 ANOS
INGRESSAR NO DESENVOLVIMENTO

NOME: ___________________________________________________________

DATA DE NASCIMENTO: ___/___/___ IDADE: _______ANOS ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
Eu, _______ __________________________________________________________, residente à ________________________________________________________, na qualidade de responsável pelo(a) menor acima, conforme dados da respectiva certidão de nascimento anexa por cópia, venho expressar minha permissão para que o(a) mesmo(a) inicie seu Desenvolvimento mediúnico na Doutrina do Vale do Amanhecer, ciente de que, até que complete dezoito anos, ele(a) não participará de trabalhos onde haja comunicação (Tronos, Angical, Alabá, etc.) e só poderá permanecer no interior do Templo até às vinte (20) horas, exceto para receber Consagrações (Iniciação, Elevação de Espadas e Centúria), ser libertado no Julgamento ou no Aramê, ou quando convocado para reuniões como os Trinos Presidentes Triada ou com o Presidente de seu Templo.

____________________________, __ /___/___
Local Data

______________________________________
Assinatura do Responsável

 

OBS: Anexada cópia da respectiva Certidão de Nascimento.
Verifiquei autenticidade dos dados através do documento de identidade

_________________, ________________, __________
Tipo Número Expedição

Responsável pela Autorização:_________________________________

 

 

II. MODELO DO PAPEL DE AUTORIZAÇÃO:

 

ORDEM ESPIRITUALISTA CRISTÃ – VALE DO AMANHECER

A U T O R I Z A Ç Ã O

NOME: _________________________________________________

DATA DO NASCIMENTO: ____/____/____

está autorizado(a) a comparecer a este Templo, a partir do próximo
domingo, às 9h30, para: 0 iniciar o Desenvolvimento Mediúnico
0 verificar alteração na mediunidade
0 preparar seu retorno à Corrente

Vale do Amanhecer, ___/___/___ __________________________
Responsável pela Autorização

 

3. CASSANDRA

CASSANDRA ou Estufa é um ponto de captação de energia, dentro do Templo, onde se localiza um ponto de força dos Trinos, dos Adjuntos ou das Falanges Missionárias. Na Cassandra das Dharman Oxinto – situada à frente dos Tronos Vermelhos – se projeta poderosa energia da Princesa Aline (é o RADAR da Princesa) que pode ser manipulada, ali sendo mentalizados locais ou pessoas, problemas físicos ou espirituais, para receberem os benefícios daquela energia grandiosa. Na cassandra, a ninfa não só se beneficia com sua revitalização energética como reforça a energia que está sendo manipulada no Templo.
Para ocupar a cassandra a ninfa deve estar exclusivamente com sua indumentária da falange missionária, não sendo permitida sua entrada na cassandra com qualquer outro uniforme, nem mesmo de Prisioneira.
Tanto ao entrar como ao sair, a ninfa, de pé, abre seu plexo e emite:

MEU SENHOR E MEU DEUS! A MINHA MISSÃO É O MEU SACERDÓCIO!

Enquanto estiver na cassandra, potente emissor de forças, a ninfa deve se manter em harmonia, tranqüila, não podendo falar nem gesticular. A incorporação é facultativa, quando se tratar de uma Contagem. Ao entrar na cassandra deve pedir ao Recepcionista dos Tronos Vermelhos que evite que pessoas fiquem encostadas na cassandra.
Deve aproveitar para levar aquela força a quem precisar, mentalizando calmamente a quem pretende beneficiar. Caso não lhe venha à mente qualquer pessoa, deve percorrer com os olhos a fila dos pacientes que estão aguardando passar pelos Tronos, e vai sentir que pelo menos um irá despertar sua atenção. Esse é, certamente, o que estará precisando de sua ajuda, de sua projeção de força.
Você já viu o Sol refletindo num espelho e viu que podemos levar seu reflexo onde quer que queiramos pela movimentação do espelho. Na cassandra, sua mente age como espelho, refletindo toda aquela energia poderosa das Dharman Oxinto do Espaço onde quer que a leve pelo poder da sua concentração. Inclusive para você mesma, que pode mentalizar seu corpo ou seus órgãos. Embora seja permanente a projeção de forças da cassandra, só se deve ocupá-la quando estiver sendo realizado algum trabalho no Templo. Um momento em que há maior concentração de forças – e que deve ser aproveitado – é quando estão sendo entregues as energias da Estrela Candente, na entrada da Escalada.

4. CORTE

A corte, na maior parte dos casos, é composta pelas Falanges Missionárias, obedecendo à ordem da Chamada Oficial das falanges: NITYAMAS – SAMARITANAS – GREGAS – MAYAS – MAGOS – PRÍNCIPES MAYAS – YURICYS – DHARMAN OXINTO – MURUAICYS – JAÇANÃS – ARIANAS – MADALENAS – FRANCISCANAS – NARAYAMAS – ROCHANAS – CAYÇARAS – TUPINAMBÁS – CIGANAS AGANARAS – CIGANAS TAGANAS – AGULHAS ISMÊNIAS – NIATRAS – APONARAS. A formação se faz aos pares, Lua do lado esquerdo da Sol, até que não seja possível manter essa polaridade, e, então, podem ficar dois Aparás ou dois Doutrinadores juntos. Por decisão dos Trinos Presidentes Triada, em reunião de 16.10.98 com os Devas e as Primeiras de Falange, só se fica de pé para a passagem da corte e mestres/ninfas na Entrega da Escalada. Quando a corte sai e para as demais cortes, podem-se permanecer sentados. Mas, na minha opinião, toda corte está acompanhada, no plano espiritual, pelas Guias Missionárias e Mentores das ninfas, e eu me coloco de pé em respeito a esses espíritos de Luz quando a corte passa.

CORTE NA BÊNÇÃO DE PAI SETA BRANCA – Ao se formar, no Turigano, a corte para entrada no Templo das ninfas que vão incorporar Pai Seta Branca, conduzindo-as para a Preparação na Pira, e depois da Abertura do Trabalho Oficial, a corte que vai conduzir as ninfas para a parte evangélica, é obedecida a ordem oficial das falanges. Ao se formar a corte que vai circular pelo Templo enquanto transcorre o ritual da Bênção, por orientação do próprio Pai Seta Branca, através de Koatay 108, mantém-se aquela ordem começando pelas Nityamas (as Samaritanas estão no trabalho de servir sal, perfume e vinho) e indo até os Príncipes Mayas. Após estes, o ideal é ter uma formação em que todas as missionárias se misturem, para criar uma Unificação de energias dessas ninfas, muito útil no trabalho que a Espiritualidade Maior realiza com todos que ali estão – médiuns e pacientes – aguardando sua vez de passar nos trabalhos. Somente após fazer duas voltas na corte é que a ninfa poderá participar do Abatá das Ninfas Missionárias desse dia, um trabalho especial comandando por uma Dharman Oxinto, que reúne uma ninfa de cada Falange Missionária. Na corte para o encerramento da Bênção, mantém-se a mistura das falanges. Não são usadas lanças.

CORTE NOS CASAMENTOS – Conforme consta no Livro de Leis, no casamento existe uma corte para a noiva: Samaritanas – Muruaicys – Nityamas – Gregas – Magos e demais falanges, a noiva junto com seu pai ou seu representante, e os padrinhos da noiva; outra corte conduz o noivo: Samaritanas – Príncipes – Dharman Oxinto e demais falanges, o noivo e seus padrinhos. Como se vê, só existe a alteração na ordem das Muruaicys, na corte da noiva, e dos Príncipes Mayas e das Dharman Oxinto, na do noivo. Nas demais, as posições são as da ordem de chamada. Quando conduzirem os noivos ao Castelo da Cruz do Caminho, as missionárias não entram, exceto alguma ninfa Sol que vá trabalhar com o Mestre Acapu.

Nos casamentos das Dharman Oxinto, em caráter excepcional, a 1ª conduz a noiva para se espititualizar
CORTE NA IMANTRAÇÃO – A corte da Imantração é formada de acordo com a ordem da chamada oficial, mas não necessita de ter as falanges de adolescentes para sua realização. Na sua ordem, partem as missionárias que estiverem presentes, que devem ficar até o encerramento da Imantração. Podem participar as missionárias prisioneiras e as que estiverem de Ninfa Sol ou Ninfa Lua. Por decisão dos Trinos Presidentes Triada, em 3.10.98, ficou estabelecido que será escalada pelos Mestres Devas (Alufã e Adejã) uma falange missionária para imantração do Templo nos trabalhos oficiais, ficando a critério das demais falanges a participação voluntária, observada a ordem da chamada oficial para a fila magnética. As ninfas missionárias se reunirão em frente ao Castelo dos Devas e o ritual terá início às 16,30 horas.

CORTE NO QUADRANTE – A corte do Quadrante (Manutenção da Unificação) tem a presença obrigatória das missionárias Yuricy, Muruaicy e Samaritanas, que fazem, sempre, sua emissão e seu canto. As demais falanges missionárias farão revezamento em seus cantos e emissões, obedecendo à escala de quatro falanges por dia, feita pelo Primeiro Mestre Jaguar ou a quem ele delegar a função. Aquela que não estiver presente no dia para o qual foi escalada perderá a oportunidade, não sendo substituída por outra falange.

CORTE DA UNIFICAÇÃO ou ANODIZAÇÃO – A corte que conduz a Pitonisa, acompanhada pela Yuricy, desde o portão até o Radar da Estrela Candente, é formada com as Muruaicys, Dharman Oxinto e Yuricys, que descem as escadas e aguardam o Coroamento da Pitonisa e dos mestres Trinos e Arcanos, conduzindo-os à Cabala. As missionárias formam as cortes que condem os mestres comandantes dos diversos setores – Estrela, Unificação e Quadrantes – e, depois, formam a corte que ficará circulando desde o portão dos Quadrantes até a Pirâmide, na ordem da chamada oficial, fora as Samaritanas, que estão servindo os mestres, e as Dharman Oxinto, que acompanham o Comandante da Unificação até a Lança de Yemanjá e, depois, vão apanhar a Pitonisa na Cabala e conduzi-la à Lança. Esta corte é composta unicamente por Dharman Oxinto, que devem estar usando lanças. Qualquer ninfa que esteja na Cabala, acompanhando seu mestre, e precise se deslocar para fora da Cabala deverá ser acompanhada por uma pequena corte, de no mínimo duas missionárias, que a levará ao seu destino e a trará de volta, como quando vai fazer o canto de sua falange missionária.

 

5. CRUZ DO CAMINHO

Quando a Rainha Exilada saiu da Grécia, tendo sido poupada sua vida por interferência de Pytia (uma das encarnações de Tia Neiva), como se revive hoje no Turigano, ela foi para um palácio na região do Delta do Nilo. Ali, se dedicou à cura de todos os necessitados que a procuravam, dando-lhes abrigo, e marcando, na trilha, a entrada para o palácio, com uma cruz. Era a Cruz do Caminho! E, para ajudá-la, veio do Egito o grupo de sacerdotisas de Horus. Em Delfos, Pytia organizou as primeiras falanges missionárias – Yuricys, Muruaicys e Jaçanãs -, e providenciou para que, na Cruz do Caminho, começassem as Iniciações Dharman Oxinto, que significa A CAMINHO DE DEUS, entregues às sacerdotisas de Horus, que receberam o nome de Missionárias Dharman Oxinto. Por isso, na Cruz do Caminho, onde são manipuladas as energias dos Ramsés e do Povo das Águas, as Dharman Oxinto têm lugar de honra e guarda a Mãe Yemanjá. Ao entrar no castelo da Cruz do Caminho as duas Dharman Oxinto se posicionam lateralmente ao trono de Mãe Yemanjá, aguardando a chegada da Divina. As demais Dharman Oxinto, se houver, vão se posicionar na parte posterior do castelo. Devem manter a imantração emitindo o mantra de Yemanjá. Quando a Divina chega e é conduzida ao trono, as Dharman Oxinto ajudam-na a sentar-se, ajeitando para que não se sente sobre a capa, arrumando seu véu, etc. Voltam a suas posições, em distância que não perturbe a manipulação de Mãe Yemanjá e abrem seus plexos de forma que não atrapalhe a passagem dos pacientes. Outro cuidado muito importante e que não está na Lei, é que, imediatamente antes de fazer o convite para a incorporação de Mãe Yemanjá, o comandante deve descruzar as atacas da Divina, para facilitar a manipulação das energias, pois essa Entidade abre muito os braços, o que não poderá fazer com as atacas cruzadas. Logo que o comandante se apresenta para fazer o convite, devemos observar se ele faz o descruzamento das atacas. Caso não o faça, deve uma Dharman Oxinto lembrar, bem baixinho, que deve fazer. Caso ele não atenda, deixa correr, sem falar mais coisa alguma. Uma vez iniciado o Terceiro Sétimo, o mantra deve continuar a ser emitido mais baixo, para não interferir. A Dharman Oxinto só deve mexer no véu se ele estiver caindo. O véu não deve cobrir as mãos da Divina, para deixar livre seus movimentos. O ritual da Cruz do Caminho está no Livro de Leis, mas vale uma observação sobre o momento em que o comandante pede o cruzamento das morsas. Como não há incorporação, é preciso ser feito esse cruzamento para que os Aparás se conservem bem, pois é feita uma ligação invertida do Apará com o Doutrinador, isto é, um contato da mão direita de um com a mão direita do outro, o mesmo acontecendo com as mãos esquerdas. Isso seria feito pelo cruzamento unicamente das morsas que estão com o Doutrinador, que passaria a ponta de sua mão direita para a esquerda, e vice-versa, continuando a manter a corrente normalmente. Porém, vendo que a maioria não fazia direito essa parte, Koatay 108 instruiu para que fosse feita a troca das mãos. A partir de então, o Doutrinador passou a ter que observar melhor: ou cruza a morsa ou troca as mãos. Se cruzar a morsa e trocar as mãos, ele está mantendo a corrente aberta, e causando mal-estar ao Apará. As Dharman Oxinto ficam observando a passagem dos pacientes e mestres e ninfas pela Mãe Yemanjá e não devem tocá-los sob nenhum pretexto. Há alguns que ficam parados diante da Divina após a sua bênção e então a Dharman Oxinto faz um gesto suave de que ele pode seguir.
Embora haja a Lei, já tivemos casos em que o comandante substituiu as Dharman Oxinto por outra falange. Se isso acontecer, obedeçam humildemente às ordens do comandante, pois ele é o único responsável pela condução do trabalho. Amor, tolerância e humildade!

6. CURA

O Sanday de Cura dá oportunidade a três ninfas Lua e uma ninfa Sol para o trabalho no Aledá. Se estiverem com a indumentária da Falange Missionária maior serão a força e o equilíbrio para execução do trabalho ser realizado.
Ao entrarem no Aledá, as ninfas recebem suas lanças e vão se posicionando, fazendo sua anodização com sal e perfume. Após todos estarem em seus lugares, o comandante dá a ordem para que todos façam suas emissões em conjunto. Não são emitidos os cantos.
Cada grupo atende, normalmente, a cinco sessões de Cura. Há casos em que, por estar já no final do Trabalho Oficial, há dificuldades para juntar mestres e ninfas e, também, fica reduzido o número de pacientes. O comandante pode, então, solicitar que o grupo permaneça e se realizam uma ou duas sessões, após as quais se encerra o trabalho naquele dia. Mas, a qualquer tempo, é permitida a substituição da ninfa ou mestre que estiver participando.

7. ESTRELA CANDENTE

Quando Tia Neiva foi preparada na Alta Magia, foi levada por Humarran ao Oráculo de Simiromba e ali recebeu o direito de trazer a Estrela Candente e de formar os Trinos, que seriam os representantes das nossas Raízes.
O conjunto da Estrela Candente simboliza a grande jornada das forças civilizatórias que envolvem o período da História que precedeu nossa Era. Atravessando os grandes eventos históricos – Espartanos, Macedônicos, Egípcios e a Era Crística na sua plenitude da vida de Jesus – e chega até nossos tempos. Mãe Yara, Mãe Yemanjá e as Princesas do Adjunto de Jurema ali estão representadas para facilitar a ligação mental entre as várias épocas. No conjunto se inclui a Pirâmide, para obtenção das energias acumuladas nessa época e nessa região do planeta. O conjunto, chamado Solar dos Médiuns, inclui uma cachoeira e um estrela de seis pontas, formada por dois triângulos equiláteros cruzados, invertidos, um amarelo, onde se projetam as forças do Sol, e outro azul, sob a influência da Lua. No meio, a elipse, o mais possante portal de desintegração que temos.
Cada detalhe ou cada divisão define uma linha de força, todas se reunindo no trabalho da Estrela Candente, que desintegra as energias negativas e proporciona a elevação de espíritos que, por sua alta vibração negativa, não podem ser atendidos nos trabalhos mediúnicos no Templo. A manipulação se faz, também, nos Planos Superiores, direcionando feixes de energia que irão beneficiar hospitais, presídios e muitos órgãos governamentais, locais onde se formam grandes nuvens de cargas pesadas e onde convive com os encarnados uma grande concentração de espíritos obsessores, com destaque para a legião dos Falcões.
As três consagrações são realizadas todos os dias, sendo denominadas como uma Escalada. obedecendo rigorosamente aos horários, quinze minutos antes da hora prevista para a Consagração, é acionada a sirene e o Comandante deve solicitar que os médiuns que vão participar dos trabalhos se reunam na parte iniciática. Neste momento, a Amacê da Estrela Candente emite poderosa energia – Abaluê -, formando maravilhoso arco-íris pelos diversos padrões vibratórios de que é portadora, envolvendo o recinto, partindo do lado esquerdo da Cabine de Comando, contornando os limites da Estrela, dos Quadrantes, chegando até à Pirâmide, de onde retorna, margeando o Lago de Yemanjá e voltando à direita da Cabine. Sob o comando de OXUM MARÊ – Orixá XANGÔ, que tem o poder das Forças da Terra -, protegendo todo o recinto da Estrela de qualquer interferência externa. Os pacientes recebem suas capas, que vão protegê-los de qualquer emanação negativa, e são conduzidos aos receptores da Estrela.
Cinco minutos antes de iniciar o trabalho, o Comandante faz uma harmonização e pede alguns minutos de concentração. Nesse momento, todos devem evitar qualquer movimentação ou conversas, porque a Amacê emite cassandras de forças (Catuso + Muruã), que vão passando sobre as cabeças dos médiuns concentrados, preparando suas mentes de acordo com a harmonia de cada um. Iniciando o ritual, o Comandante pede que, dentro da ordem hierárquica, seja formada a fila para o Coroamento. Muitos médiuns já aguardam o início do trabalho formando a fila, mas é preciso que estejam em harmonia e deixem espaço para aqueles que, por sua hierarquia, tenham posições à frente dos demais médiuns: o Regente Sol, o Regente Luz, o Regente Lua e o Regente Lua Sublimação, todos com suas ninfas (nunca aponas), seguidos pelos Trinos, Arcanos e Presidentes de Templos do Amanhecer porventura presentes.
Obedecendo à ordem de fazer o Coroamento, a fila de mestres se desloca lentamente até à frente da Cabine, enquanto as ninfas sobem a rampa e se posicionam diante da escada. Os mestres que estão no comando descem pela passarela azul, enquanto suas ninfas os aguardam no alto da escada, e fazem a reverência diante da Cabine. Em seguida, sobem pela passarela verde e, ao chegarem no penúltimo degrau, passam para a passarela vermelha e tomam suas respectivas ninfas pelas mãos, ficando a ninfa do seu lado esquerdo, e descem pela passarela vermelha, tornando a subir pela rampa e indo fazer a anodização. Após o perfume, retornam à Cabine.
Logo após os comandantes terem passado pela Cabine, os mestres fazem a reverência diante da Cabine, sobem pela passarela verde e, no penúltimo degrau, dão a mão às ninfas, descendo pela passarela vermelha. Ficam de mãos dadas até chegarem à altura do início da rampa, compondo o cortejo que segue até diante da Cachoeira. Neste ponto, há uma marca, onde Sol se posiciona atrás de Lua, fazendo a reverência e prosseguindo, subindo a rampa lateral da Cachoeira. Com as mentes em harmonia, os médiuns emitem forças centrífugas, por seus ectoplasmas, e recebem forças centrípetas, emitidas pelas cassandras, que continuam circulando. Diante de mãe Yara, fazem a reverência, a Lua atrás do Sol. Quando o cortejo chega à passarela sobre as águas, o Regente Sol se posiciona no centro da ponte, e faz sua Preparação. Os demais ficam aguardando à entrada da ponte.
É preciso entender que, desde o Coroamento, não deve o médium conversar, brincar, corrigir outro mestre e nem mesmo sair da fila para beber água. Com o Coroamento, vai-se formando uma fila magnética, onde o médium já está trabalhando com todos os seus chakras, emitindo e recebendo forças necessárias ao seu efetivo trabalho, consciente de que cada um receberá de acordo com a harmonia de seu Sol Interior.
Terminada a abertura do trabalho, com a emissão da Prece de Simiromba, o cortejo prossegue, cada par fazendo a reverência no centro da ponte, colocando-se a Lua à esquerda do Sol e este dando um ligeiro toque nas costas da mão direita da Lua ao fazerem a reverência, fazendo a ligação positivo/negativo. Quando o Regente Sol passa pela Cabine, o Comandante inicia a Prece Luz e dois comandantes se colocam à frente do cortejo, que vai se ionizar. Nova força – Cassuto – é emitida pela Amacê, que vai se juntar à primeira cassandra, a Catuso e Muruã, projetando nos médiuns que fazem a anodização. Para tomar o sal, os comandantes organizam grupos de 3, 5 ou 7 pares, dependendo do número de participantes do trabalho. Os Regentes formam o primeiro grupo, e, após terem se servido do sal, abrem seus plexos e emitem junto com o Comandante: “Ó, Simiromba meu Pai! Conceda-me a graça deste Anodaê, de humildade. tolerância e amor, que irá impregnar todo o meu ser! Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Salve Deus!”. Ao chegarem ao perfume, esfregam seus chakras temporais e abrem os plexos, emitindo, junto com o Comandante: “Ó, Simiromba, meu Pai! Me consagre e me ionize de todo e qualquer mal!”. Isso faz com que os médiuns fiquem isolados de toda e qualquer vibração negativa, tanto dele próprio como a de outro médium ou de espíritos.
Os grupos que se seguem, fazem a anodização em harmonia, sem a participação do Comandante. Os comandantes conduzem o cortejo até o Reino Central, passando pelo Receptor de Olorum, ponto central do triângulo azul, onde todos fazem a reverência. No Reino Central (Simiromba + Obatalá + Olorum), se posicionam os Regentes Sol, Luz e Lua. Um dos comandantes retorna com o Regente Lua Sublimação até seu projetor, e vai ajudar no posicionamento dos médiuns que estão chegando, após fazerem a anodização. O outro comandante começa a posicionar os médiuns nos esquifes, a partir do Reino Central, distribuindo da melhor maneira mestres e ninfas, atendendo à situação do equilíbrio de forças e à Lei que manda maior concentração no triângulo amarelo, na força do Sol, ou, se estiver na regência da Lua cheia, no triângulo azul. O mestre/ninfa Sol fica de pé no Esquife, dentro da área limitada pela faixa vermelha, que isola o médium da área de impregnação do esquife, enquanto o mestre/ninfa Lua deverá ficar de pé, diante do banquinho, até que o mestre/ninfa Sol se deite no esquife.
Terminada a arrumação dos médiuns na Estrela, um dos comandantes dá o sinal e se inicia o trabalho com o Comandante dizendo: “Salve Deus!”. Neste momento, os médiuns Sol que estão nos esquifes formam a corrente magnética, dando as mãos ou, se não estiverem todos os esquifes ocupados, estendendo os braços lateralmente, com as mãos espalmadas para a frente. A partir dos projetores do 1º Mestre Reino Central e do 1º Mestre da Estrela Candente, a Amacê emana forças especiais – Alufã e Cósmica Etérica. Após a emissão da Prece de Simiromba os mestres Lua se sentam nos banquinhos e os médiuns Sol se deitam nos esquifes. Enquanto o Comandante emite a Prece de Sabah, os Doutrinadores, com seus plexos encostados nas cruzes dos esquifes, vão recebendo uma força Extracósmica, diretamente da Amacê, provocando uma descarga de seus ectoplasmas sobre o esquife. Tia Neiva descreveu como uma grande massa, de aspecto repugnante, assemelhando-se a um gigantesco fígado, pegajosa, que fica bem em cima da cruz do esquife, quando, ao término do mantra Hindu-Rei, o Doutrinador se levanta.
Quando o Comandante pede que os Doutrinadores se preparem para fazer as puxadas, uma nova cassandra, portando as forças Abaxualê e Cósmica Vital, começa a atuar, fazendo com que os espíritos sejam mergulhados naquela massa ectoplasmática, enquanto absorvem as forças das doutrinas, para, depois, serem elevados pelas chaves da entrega. Note-se que as palavras da doutrina são iguais para todos, para que o trabalho seja harmonioso e possam as forças agir equilibradamente, o que não aconteceria se cada mestre/ninfa Sol fizesse uma doutrina individualizada. Assim, a Amacê pode recolher, através da Elipse, aqueles espíritos terríveis, capazes de obsidiar e desequilibrar até milhares de encarnados, encaminhando-os para o Umbral.
Após as elevações, o mestre/ninfa Sol vai até o Apará, que já está irradiado pelo Povo das Águas, beija sua mão suavemente e o ajuda a se levantar, voltando-se o Apará para a água, ficando o Doutrinador atrás, com seu plexo aberto. O Comandante pede a presença do Povo de Cachoeira e das Sereias de Yemanjá e inicia o Hino das Ninfas, que é emitido duas vezes: na primeira, é feita a manipulação das energias nas águas da Estrela; na segunda, o Apará se volta para o Doutrinador e lhe dá o passe, repondo nele a carga ectoplasmática que foi deixada no esquife. Após o passe, o Apará se volta para a água e desincorpora. O Doutrinador volta a ficar de pé no esquife, faz uma reverência indiana em agradecimento ao Povo das Águas, se volta para o Apará, que se coloca à sua frente, de costas, e lhe aplica o passe magnético.
O Comandante encerra o trabalho, e os dois comandantes ajudam a formar o cortejo de encerramento, que parte do Reino Central com os Regentes, seguidos pelos médiuns Sol e Lua, na ordem em que estão dispostos nos esquifes, tendo, ao final, os pacientes. O cortejo pára no Projetor de Olorum, onde o Regente Lua Sublimação assume sua posição, e prossegue até sair da Estrela. Os mestres ou ninfas devem evitar participar aponas, porque ficam sem a polarização das forças e, assim, só recebem uma parcela da energia que receberiam com um par. Esse recebimento parcial também acontece com aquele que não faz as três Consagrações, e só duas ou, às vezes, uma.
Quando houver mais de uma Consagração no mesmo horário, pelo acúmulo de mestres, não pode um médium trocar de par. O par que começou o trabalho deverá ser mantido até o final, não devendo se separar nem mesmo para o trabalho do Quadrante.

8. ESTRELA DE NERHU

 

A Estrela de Nerhu ou ESTRELA SUBLIMAÇÃO é fonte de energia da transição para uma nova era e, com a Estrela Candente e o Turigano, forma a perfeita simetria que completou a triangulação de forças dos Grandes Iniciados. Traz toda uma nova energia espiritual, espíritos que formaram uma civilização super avançada, e que, com o tempo, nos trarão grandes inovações. Foi ela quem guiou os Magos do Oriente quando no nascimento de Jesus, o marco desta era, o II Milênio. Nerhu foi um grande sacerdote do Antigo Egito que conseguiu unir e cruzar essas forças, em trabalho de grande precisão, no qual de purificavam e reforçavam as forças dos sacerdotes do Templo de Karnak, onde está o Oráculo de Amon-Ra, quando o nível de impregnação, pelas cargas negativas do povo que se reunia ao redor do Templo, chegava a altos níveis. Agora, sua força se faz presente para nos guiar para o III Milênio, no cruzamento das forças das Estrelas. Regida pelos Grandes Arcanos, é um trabalho preciso e exige harmonia e concentração de quem dele participa.
O Ministro Eganaro é o responsável por toda a harmonização e manipulação dos raios das Estrelas e das pesadas cargas das Esmênias. O Ajanã que representa o Ministro Eganaro deve ser Vancares, para ter condições de manipular as forças do ritual, conduzindo os raios que chegam para seus projetores na medida ideal e necessária ao perfeito cruzamento destas mesmas forças, operando durante todo o ritual como um estabilizador de forças, distribuindo-as de acordo com o potencial de cada um dos respectivos representantes das Estrelas que estão projetando seus raios: Gairo, Agamor, Agero, Enuro, Nezaro e Riva. Junto ao Vancares atua o Cavaleiro da Lança Verde, o poder da mente, direcionando e manipulando as forças em conjunção que vão atuar nos pacientes e nos mestres e ninfas ali reunidos.
Por tudo isso, pelo elevado grau de forças envolvidas no trabalho, é exigida a máxima concentração de todos os seus participantes. Com seu ritual contido no Livro de Leis, as observações se dirigem às ninfas que vão ser Esmênias. As ninfas – 4 Sol e 5 Lua – se concentram no Turigano, com seus mestres, e portando suas lanças. No momento em que o trabalho é aberto, na Estrela Sublimação, também se abre o canal de força no Turigano, e as forças de que elas serão portadoras começam a ser manipuladas no Plano Espiritual. É um momento perigoso, pois são forças das quais não temos a menor noção, e as ninfas e mestres devem manter-se concentrados e em harmonia, evitando falar, movimentar-se e, principalmente, fumar.
Os Núbios eram um povo ao qual eram entregues, no Antigo Egito, diversas tarefas de confiança, formando uma classe acima dos escravos. Trabalhavam nos templos, nos palácios. No Templo de Karnak haviam cerimônias em que nove Núbios carregavam um andor onde estava o Deus Velado, Amon-Ra, onde se originou a denominação de Santo Nono. As Esmênias Compõe o Santo Nono – cinco Ninfas Lua e quatro Ninfas Sol (5 + 4 = 9) -, e levam para a Estrela de Nerhu cargas negativas que não temos como aferir. Sabemos, apenas, por Koatay 108, que são imensas e poderosas, tendo as Esmênias toda a responsabilidade por sua condução. Quando chegam ao portão, são impedidas de entrar por não contarem com qualquer proteção. Vêm, então, as Nyatras, mensageiras de Nerhu, que controlam as forças de desintegração da Estrela, e pedem que o representante do Cavaleiro da Lança Vermelha dê proteção ao Santo Nono, que, então, podem entrar no recinto.
A Dharman Oxinto tem a função específica de servir o vinho aos componentes do Santo Nono. Após se servirem do vinho, as Esmênias são conduzidas aos esquifes, onde fazem suas emissões em conjunto e se deitam, ficando seus mestres atrás, de pé. Principalmente as ninfas Lua, que não estão acostumadas a deitar no esquife, devem ser orientadas para que se deitem com os braços estendidos para a frente, com as mãos espalmadas sobre o esquife, a testa encostada, de frente, na sua superfície. O poder da Estrela de Nerhu é tão grandioso que, com o tempo e o avinhamento, irá permitir fenômenos de materialização e aparição de espíritos de outras dimensões, por ação do Oráculo de Agamor, que recebe e manipula as forças dos três Oráculos – de Simiromba, de Olorum e de Obatalá – e faz seu cruzamento, resultando em um conjunto de forças especiais e de caráter específico, destinadas a ir enfraquecendo a proteção do neutrôm, de modo a permitir que seja feita muito lentamente a conjunção de dois planos – o visível e o invisível -, de acordo com a capacidade de controle dos fenômenos, desenvolvida pelos Jaguares do Amanhecer. Após a Contagem, os mestres ajudam às ninfas a se levantarem dos esquifes, e inicia-se a saída, com facultativa distribuição de flores. Inicialmente, o Sanday acontecia somente aos sábados, às 16 h. Em abril/99, os Trinos Presidentes decidiram que fosse realizado, também, às 21 h das quartas-feiras. Em outubro/2000, ficou decidido que haveria esse ritual diariamente, às 16 horas, exceto no domingo, que se realiza às 20 horas. As Dharman Oxinto, no dia em que participam como Esmênias, agrupam-se diante do Templo, formando uma fila dupla – Sol e Lua – e fazem uma imantração no interior do Templo, saindo pelo Turigano e indo até à Casa Grande, onde fazem o canto na sala onde Tia Neiva atendia, saindo pelo Sétimo e, então, encerrando com os cumprimentos da 1ª Dharman Oxinto e do Regente.

9. IMANTRAÇÃO

A Imantração é um trabalho feito para desalojar espíritos sofredores que se deixam ficar nas colunas e paredes dos locais de trabalho, no Templo, por não terem conseguido sua completa elevação. É feita pelas falanges missionárias, seguindo escala dos Mestres Devas. No Templo-Mãe, as ninfas – Sol e Lua – se reúnem após a abertura do Trabalho Oficial, em frente ao Castelo dos Devas, e vão até diante do Pai Seta Branca, onde abrem o trabalho com a emissão do mantra “Divino Seta Branca”, e começam a circular pelo interior do Templo, passando por todos os setores de trabalho, imantrando até, no mínimo, às 18 horas. Quando entrarem no recinto da Mesa Evangélica, devem emitir o “Hino do Sofredor”. Para encerrar, reúnem-se novamente diante do Pai Seta Branca, cantam o hino do “Divino Seta Branca” e voltam, em corte, emitindo “Noite de Paz”, até o Castelo dos Devas, onde, sob o comando de um Devas Doutrinador, fazem a incorporação dos Pretos Velhos, sem comunicação, apenas para limpeza das impregnações recolhidas durante a Imantração. As falanges de Nityamas, Gregas, Mayas e Magos devem participar do trabalho. A Imantração é trabalho de distribuição de forças, e pode ser realizada no Templo ou nos locais externos, nas ruas, por um grupo de missionárias que, neste caso, devem portar suas lanças. O segredo da imantração está na emissão segura dos mantras, pois é através da distribuição do ectoplasma emitido pelas ninfas que a Espiritualidade trabalha em benefício não só dos diversos locais da comunidade e de trabalho por onde passa a corte mas, sim, dos próprios habitantes, pacientes, mestres e ninfas presentes no Templo. Nossa falange, como já fazia desde quando Koatay 108 estava conosco neste plano, após a Estrela Sublimação, se organiza, todas as Dharman Oxinto, mesmo aquelas que não tenham participado do ritual, na frente do Templo, e fazem a imantração, indo circular diretamente pelo seu interior, saindo e prosseguindo até a Casa Grande, onde, na sala de entrada, fazem o canto, saindo pelo Sétimo e concluindo o trabalho.

10. INDUÇÃO

O trabalho de Indução proporciona grande realização a seus participantes, uma vez que ali são manipuladas potentes energias que visam à melhoria de condições materiais, principalmente a desintegração de cargas negativas de inveja e de ciúme. Pela grande liberação de cargas negativas, não é permitida a presença de ninfas com indumentárias na corrente da Indução.
No Sanday de Indução, ladeando o comandante, ficam duas ninfas: à direita, uma Sol e, à esquerda, uma Lua, não necessariamente com indumentária de missionárias. O comandante abre o trabalho com sua emissão e canto. A seguir, a ninfa Sol e, depois, a Lua fazem suas emissões e cantos. Enquanto os participantes emitem “Noite de Paz”, o comandante faz a manipulação das forças e as ninfas, no Sanday, apenas ajudam a manipular com a emissão do mantra. Não há incorporação da ninfa no Sanday. Após a passagem das correntes negativas, o comandante pede a presença dos Pretos Velhos, e sai do Sanday, acompanhado das ninfas, a Lua à frente da Sol, e vai até o lado oposto do castelo, onde começam a dar os passes nos pacientes. Os Doutrinadores emitem o Hino do Doutrinador, enquanto os Pretos Velhos fazem a manipulação e os pacientes recebem os passes. O passe na Indução é dado pelo comandante, pelas duas ninfas e pelo mestre que faz a defumação, e é diferente dos outros passes, pois os mestres e ninfas levam as mãos somente à altura da fronte do paciente e dão os três toques nas costas, enquanto emitem: “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!”. Após terminado o passe nos pacientes, o comandante e as duas ninfas voltam ao Sanday, e o trabalho é encerrado.

11. INICIAÇÃO

A Iniciação Dharman Oxinto é o primeiro degrau na jornada do mestre que está entrando na Corrente. Nossa querida Mãe Clarividente, em carta de 17 de maio de 1984, assim nos alertou:

“A INICIAÇÃO DHARMAN OXINTO ESTÁ DENTRO DA LEI DE UMA CONDUTA DOUTRINÁRIA. É DIFÍCIL FALAR SOBRE A INICIAÇÃO DHARMAN OXINTO POR SER TÃO SUBLIME. UMA INICIAÇÃO MAL CONDUZIDA NÃO SABEMOS A QUEM FARÁ MAIOR MAL: SE A QUEM A RECEBEU, SE A MIM, KOATAY 108, OU AO INDIVÍDUO QUE CONDUZIU O INICIANTE ATÉ O SALÃO INICIÁTICO. A INICIAÇÃO DHARMAN OXINTO É REALIZADA COM MUITA PRECISÃO.”

Por isso é preciso o máximo cuidado ao participar da Iniciação. Às Dharman Oxinto está reservado o importante papel de ficar em honra e guarda, ajudar na entrega das rosas e servir o vinho aos mestres que estão iniciando e também à corte do ritual. TUDO DEVE SER FEITO COM CALMA, NO MAIOR SILÊNCIO, SEM GESTOS BRUSCOS OU CONVERSAS. Mesmo que haja alguma coisa a ser reparada ou alguma pergunta, tudo deve ser deixado para após o ritual. Naquele momento é como se todos estivessem envolvidos por delicados fios de cristal, que podem ser rompidos pelo som de uma conversa ou pela agressividade de um gesto. E como foi avisado, a responsabilidade é muito grande.
Antes de começar o ritual da Iniciação, as Dharman Oxinto ficam à disposição do Mestre Sacramento e, após a consagração do vinho, ficam de honra e guarda, esperando a abertura do ritual. Após a abertura, as Dharman Oxinto servem o vinho aos mestres que irão preparar os Iniciantes. Depois, servem o vinho à corte e aos mestres que vão Iniciar, também ajudando na entrega das rosas. A NINFA QUE INICIA O RITUAL DEVERÁ PERMANECER ATÉ SEU FINAL. Se houver mais de uma turma para Iniciar, cada turma representa um ritual, isto é, a ninfa que participar do primeiro poderá sair após seu encerramento, pois o segundo já é considerado como um novo ritual. A NINFA QUE CHEGAR COM O RITUAL JÁ INICIADO NÃO PODERÁ DELE PARTICIPAR.
As ninfas Dharman Oxinto Sol de Templos do Amanhecer devem ser preparadas no Templo-Mãe pela Dharman Oxinto Gleuma para o trabalho de Iniciação.

12. JUNÇÃO

Duas ninfas Lua, não obrigatoriamente com indumentárias de missionárias, participam do Sanday de Junção, ladeando o comandante. Este, antes de abrir o trabalho, entrega as lanças às duas ninfas, e faz sua emissão e seu canto. As ninfas fazem, em seguida, suas emissões e cantos uma após a outra. Tão logo o comandante termine sua imantração, as ninfas incorporam suas entidades de cura, e o comandante recolhe as lanças para que as ninfas possam fazer sua manipulação. Ao terminar o trabalho, com a última emissão do Hino da Junção, após terem os pacientes recebido seus passes, dados por sete Doutrinadores, o comandante toca suavemente a campainha e as ninfas desincorporam, pegando cada uma sua lança. Após o encerramento, as ninfas podem sair, deixando as lanças no Sanday. Caso a ninfa vá participar de uma nova Junção, por não Ter quem a substitua, ela pode permanecer sentada no Sanday e deverá fazer, no novo trabalho, sua emissão e canto normalmente.
A ninfa Sol de indumentária pode participar da corrente da Junção e aplicar o passe nos pacientes.

13. LEITO MAGNÉTICO

O trabalho do Leito Magnético tem sua descrição no Livro de Leis, embora esteja faltando o Canto Especial que deve ser emitido pela missionária Dharman Oxinto, devido a seu caráter iniciático. Cabe à Dharman Oxinto o trabalho de baliza, isto é, a proteção e condução das ninfas missionárias que são convocadas pelo 1º Cavaleiro da Lança Reino Central para emitirem seus cantos. Quando a missionária termina sua emissão, a força projetada pela falange do espaço se concentra em sua lança, e precisa ser levada ao Comandante. Por isso, lhe é fornecida a proteção das balizas em sua jornada até o Aledá. As duas Dharman Oxinto balizas sobem com ela e ficam uma de cada lado do Aledá enquanto ela passa a lança ao Comandante, fazendo, assim, a entrega da força (como é feito com a espada na entrega das energias da Estrela Candente) e, em seguida, faz o seu canto. Terminado o canto, a que está do lado da subida vai se juntar à que está do outro lado, passando à frente da ninfa que fez o canto, descem e reconduzem a ninfa ao seu lugar. Caso a ninfa vá ficar no Aledá, as balizas descem sozinhas e se dirigem ao Cavaleiro da Lança Vermelha, para conduzir outra ninfa.
Após terminarem as ninfas, as balizas ficam em suas posições, harmonizando-se com o trabalho. Devem ser duas as balizas e, caso não haja a possibilidade de ter a duas, pode ser usada apenas uma. Caso não haja missionária Dharman Oxinto para fazer o canto e havendo duas balizas, uma vai fazer o canto e a outra permanece na baliza. Não pode a missionária fazer o canto e depois ir para baliza. Se houver apenas uma Dharman Oxinto, não é feito o canto, e sim a baliza. Caso não haja sequer uma Dharman Oxinto para fazer a baliza, o trabalho não pode ser realizado, pois nenhuma outra falange missionária pode substituir a Dharman Oxinto na baliza. Também não pode a missionária fazer o canto – ou a baliza – e ir servir como ninfa do Cavaleiro.
Esses detalhes são muito importantes porque o Leito Magnético é um trabalho de elevado poder desobsessivo e curador, realizado com a presença dos quatro Cavaleiros – Lança Reino Central, Lança Vermelha, Lança Rósea e Lança Lilás – que formam gigantesca malha magnética, como se fosse uma grande cúpula de cristal, que vai se formando pelas emissões e cantos dos mestres e ninfas, alcançando, geralmente, limites muito além do Templo. Necessita muita concentração e disciplina para que as emissões possam alcançar o mais alto que puderem.

CANTO ESPECIAL DA MISSIONÁRIA DHARMAN OXINTO

Temos uma Regente responsável pela escala das missionárias Dharman Oxinto que irão fazer o canto no trabalho. Não é admitida a substituição de última hora, sob pretexto de alguma ninfa que quer participar porque seu Adjunto está no comando. Existe uma escala do comando, e é claro que, com antecedência, a Regente poderá escalar aquela que quiser prestigiar seu Adjunto. Na última hora, não, pois existe uma ninfa previamente escalada, que se harmonizou e, muitas vezes, vem de longe para cumprir sua escala. Assim, a única alteração na escala poderá ser feita, de comum acordo, para atender a uma Dharman Oxinto de Templo do Amanhecer, que não dispõe do trabalho em seu Templo e que queira aproveitar uma oportunidade no Templo-Mãe para fazer o canto da Falange. Mas tudo dependendo, é claro, dos entendimentos com a regente.
Atendendo à convocação do Mestre do Reino Central, a Dharman Oxinto se posiciona junto ao Cavaleiro da Lança Vermelha e emite, com voz firme, pausada, e sem ser gritado:

MEU MESTRE, PRIMEIRO CAVALEIRO DA LANÇA REINO CENTRAL, RAIO RAMA ADJURAÇÃO! EU, … (faz a emissão)

Em seguida, conduzida pelas balizas, sobe ao Aledá e emite o Canto Especial:

SALVE DEUS! Ó, PODEROSO REINO CENTRAL!
MEU MESTRE, PRIMEIRO CAVALEIRO DA LANÇA REINO CENTRAL!
EU, NINFA (Sol ou Lua) DA FALANGE …..,
MISSIONÁRIA DHARMAN OXINTO, POVO DE …
NINFA (ADJURAÇÃO, se for Sol – AJANÃ, se for Lua) …. (nome)…..,
VENHO, EM NOME DE SIMIROMBA NOSSO PAI,
COLOCAR À VOSSA DISPOSIÇÃO OS PODERES QUE ME FORAM CONFIADOS.
Ó, JESUS!
AS LINHAS SE ENTRELAÇAM PARA A HARMONIZAÇÃO DESTE TRABALHO
NA FORÇA ABSOLUTA QUE VEM DE DEUS PAI TODO MISERICORDIOSO!
SÃO LUZES QUE VÊM AO NOSSO ALCANCE…
SÃO MANTRAS QUE SE ASSEMELHAM, EM NOSSOS CORAÇÕES,
A ESTA DIVINDADE QUE NOS CERCA!
CAVALEIRO DA LANÇA VERMELHA!
CAVALEIRO DA LANÇA LILÁS!
CAVALEIRO DA LANÇA RÓSEA!
CAVALEIROS DE OXOSSE!
OS MEUS RESPEITOS COM TERNURA…
MEU MESTRE, PRIMEIRO CAVALEIRO DA LANÇA REINO CENTRAL!
VERTICAL (se for Lua) ou PARTO (se for Sol) COM -0-
PORQUE -X- VOS PERTENCE. SALVE DEUS!

Terminado este canto, a missionária Dharman Oxinto se vira para o Comandante e diz:

PEÇO LICENÇA A VOSSA MERCÊ PARA ME RETIRAR. SALVE DEUS!

E retorna a seu lugar, conduzida pelas balizas.

14. ORÁCULO

O trabalho no Oráculo é de muita força, de muito poder, pois ali se faz presente nosso Pai Seta Branca, em Espírito e Verdade, para manipular as forças que se projetam por todo o Templo e beneficiam a todos, mestres, ninfas e pacientes, principalmente aqueles que estão participando do ritual. A corte se concentra no Castelo do Silêncio, de onde sai, percorrendo a parte evangélica e subindo ao Aledá, indo passar diante do Pai Seta Branca e, após a abertura do portão pela Muruaicy, se acomodando no Castelo do Oráculo. Sempre que cruzamos o portão do Oráculo devemos emitir, com o plexo aberto: A MINHA MISSÃO É O MEU SACERDÓCIO! JESUS ESTÁ COMIGO!
As Samaritanas servem o vinho primeiro ao comandante e à sua ninfa e, depois, aos demais. A Dharman Oxinto têm, como missão, servir o vinho aos pacientes, que ficam sob a guarda das Franciscanas do lado de fora do Oráculo. São conduzidos pelas Franciscanas ou, na sua falta, pelas Dharman Oxinto, até diante da cabine, sendo orientados para fazerem a chave ao entrar e ao sair do Oráculo
No momento da incorporação do Pai Seta Branca, a ninfa Sol sobe a rampa com o Ajanã, que toma o vinho e se senta na cabine. O comandante conduz a ninfa Sol para a parte posterior da cabine, onde ela, de pé, atrás do Ajanã, faz o convite a Simiromba, ficando até o momento de desincorporar, quando ela agradece e é conduzida, pelo comandante, para junto do Ajanã, à frente da cabine. Descem, e os dois vão ser servidos de água pela Samaritana. A ninfa Sol Dharman Oxinto pode trabalhar com um Ajanã e, não estando o mestre incorporado, ir servir o vinho, em sua obrigação missionária.

15. PRISÃO

OS PRIMEIROS JULGAMENTOS DE NINFAS E MESTRES NO TRABALHO DE JULGAMENTO ATUAL.
TIA NEIVA ESCREVIA AS HISTÓRIAS DE CADA UM, E HAVIA SENTINELAS E DEFESAS INDIVIDUAIS.

A Prisão é um trabalho muito sutil e importante, porque é a libertação de nossas vítimas do passado, de espíritos acrisolados no ódio e na vingança, que têm a oportunidade de, através desse trabalho, se conscientizarem e de renascerem para a Luz, perdoando seus algozes do passado e retomando suas jornadas interrompidas por nossos atos impensados ou com trágicos motivos de violência, luxúria e ambição.
No Templo-Mãe, temos dois tipos de trabalhos de libertação, que se alternam de quinze em quinze dias: Julgamento e Aramê, que estão descritos no Livro de Leis, inclusive com suas variações para execução nos Templos do Amanhecer, e contendo a Lei da Libertação Especial. No Julgamento, o médium do Amanhecer se confronta com uma vítima individualizada, isto é, um espírito de alguém que foi sua vítima em outra encarnação, pelos mais diferentes motivos, mas que se tornou um cobrador pessoal; no Aramê, não há uma ligação individual, mas sim de grupos, já que congrega espíritos de vítimas de ações coletivas, tais como ataques militares, ações opressoras e repressoras, operações mercenárias e de conquista, onde se dizimavam populações inteiras das pequenas cidades, dai não sabermos quem são essas nossas vítimas, mas tendo elas em sua mente a nossa imagem, aquele que foi o seu verdugo e de toda sua família. No Julgamento nos defrontamos com alguém com quem tivemos um caso de traição, de ódio ou desamor; no Aramê são espíritos cujo único motivo de terem sido destruídos foi estarem em nossos caminhos!…
Para assumir uma Prisão, o médium deve estar bem, pois vai precisar de todo o seu equilíbrio e de toda a sua força para conseguir alcançar o objetivo do trabalho. Pegar os bônus em seu Livro e obter bônus pela participação nos trabalhos da Lei do Auxílio deve ser a preocupação maior. Não temos, na verdade, qualquer idéia da quantidade de bônus que recolhemos, pois um bônus depende de muitas coisas, do íntimo de cada um, da forma como participa dos trabalhos. Os Livros de Bônus não devem ser jogados fora e nem reaproveitados em uma outra Prisão. São focos de energia que podem nos ajudar nos momentos difíceis. Caso alguém não os queira guardar, devem ser queimados. O mesmo deve ser feito com exês, capas e vestidos que fiquem inservíveis.
Quando entre nós, Koatay 108 fazia as prisões. Com seu desencarne, a necessidade ou não de ficar prisioneiro foi entregue à própria consciência do médium, que já tinha como sentir suas condições para assumir uma Prisão. Nenhuma entidade faz um médium assumir a Prisão. O que acontece é uma sugestão, dada por um Preto Velho num Trono, para que alguém, que se sinta em condições plenas de energia e equilíbrio, assuma, quando lhe convier, uma Prisão, pois a Entidade está vendo um quadro em que isso se faz necessário.
Para assumir uma Prisão há que se estar em condições de ajudar àquele irmão que será colocado junto a nós para ver que, hoje, somos diferentes daquele que o jogou naquela triste situação. Sem prepotência, sem arrogância, sem ódio, temos que estar conscientes de que teremos que agir com todo nosso equilíbrio, harmonia e amor no período da Prisão, para demonstrar àquela nossa vítima do passado que hoje somos diferentes. No nosso coração vibra o Amor, quebramos nossas armas, nos despimos de nosso orgulho, de nossa vaidade, e ali estamos, com humildade, colhendo os bônus-horas para nossa libertação.
Devemos estar alertas, pois a presença do cobrador (ou cobradores) junto a nós modifica nossa sintonia mental, nosso padrão vibratório, podendo nos causar mal-estar e até mesmo dores físicas e alta sensibilidade, tentando nos levar à irritação e à desarmonia. Por isso devemos evitar iniciar uma Prisão quando estamos atravessando fases difíceis, quando estamos enfraquecidos por algum mal físico ou vibracional, pois já estaremos prejudicados na essência do trabalho, que é a recuperação de nosso cobrador. Este precisa saber que não somos mais aquele que o desgraçou. Ele vai saber disso pela nossa harmonia, pela nossa dedicação na Lei do Auxílio, pela vibração do nosso amor, e, especialmente, pela nossa reação àquelas situações em que ele nos colocar. Temos que fazê-lo perceber e acreditar em nossa mudança. Ele terá que ter certeza de que esta mão que hoje lhe estendemos é a mão de um irmão amoroso que o quer trazer para a Luz, e não é mais aquela mão de alguém dominado pela paixão, pela vaidade, pela ambição, a mão armada que tirou sua vida e cortou seus sonhos, sua esperança, instrumento de um coração sem amor!
Pela seriedade e pela grandeza, o trabalho de Prisão deve ser assumido com muita consciência, amor e humildade. Senão, o que pode acontecer a quem se deixa levar pelo desequilíbrio, pela desarmonia, é aumentar o ódio daquele cobrador, desapontado com mais uma oportunidade perdida, por ver que aquele seu algoz em nada mudou, e que retorna à condição de cobrador com maior intensidade, sem se ter libertado no Julgamento ou no Aramê.
É preciso entender que não se recebe bônus para outra pessoa no Livro do Prisioneiro e ter consciência de que quando damos bônus com amor, recebemos o dobro da Espiritualidade. Não se pode dar bônus com o nome de pessoas já desencarnadas, pois os bônus são condição do ser vivo, que tem plexo físico e força vital. O Livro de Leis estabelece o valor dos bônus pelos trabalhos realizados pelos prisioneiros:
1.000 bônus para ABATÁ, ALABÁ, CORTES, CRUZ DO CAMINHO, ESCALADA (3 CONSAGRAÇÕES), ESTRELA DE NERHU, IMUNIZAÇÃO, LEITO MAGNÉTICO, TURIGANO, UNIFICAÇÃO e ESTRELA ESPECIAL;
700 bônus para a ESTRELA ASPIRANTE;
600 bônus para os QUADRANTES;
500 bônus para o RANDY; e
300 bônus para participação nos Sandays da CURA, DEFUMAÇÃO, INDUÇÃO, JUNÇÃO, LINHA DE PASSE ou SUDÁLIO.

16. QUADRANTE

Em 27.2.80, Koatay 108 estabeleceu a Lei de Manutenção da Unificação, que se realiza nos Quadrantes ao longo do Lago de Yemanjá. Com o ritual descrito no Livro de Leis, o Quadrante é comandando pelo 2o. comandante da Estrela Candente ou, no seu impedimento, pelo 3o. comandante. O número de esquifes ocupados é livre, exceto nos três dias de influência da Lua cheia, quando devem estar ocupados todos os sete. Os mestres Adjuração podem ser posicionados nos esquifes, como na Estrela Candente. Cada Quadrante dedicado a uma Princesa e a uma Falange reverenciadas a cada dia da semana:
DOMINGO: JUREMA 2ª FEIRA: JANAÍNA 3ª FEIRA: IRACEMA
Sublimação Consagração Sacramento
4ª FEIRA: JANDAIA 5ª FEIRA: JUREMÁ 6ª FEIRA: JANARA
Cruzada Redenção Anunciação
SÁBADO: IRAMAR MÃE YARA MÃE YEMANJÁ
Ascensão

Não poderá ser realizado o ritual se não houver ninfa Samaritana. Caso não haja Muruaicy para abrir os portões, elas poderão ser substituídas por outras, preferencialmente Dharman Oxinto. A corte do Quadrante tem a presença obrigatória das missionárias Yuricy, Muruaicy e Samaritanas, que fazem, sempre, sua emissão e seu canto. As demais falanges missionárias farão revezamento em seus cantos e emissões, obedecendo à escala de quatro falanges por dia, feita pelo Primeiro Mestre Jaguar ou a quem ele delegar a função. Aquela que não estiver presente no dia para o qual foi escalada perderá a oportunidade, não sendo substituída por outra falange. Mas é importante a presença de uma Dharman Oxinto, mesmo não sendo o dia de sua escala para emissão e canto, no ritual.

17. RANDY

O Randy é um ritual de grande poder curador, principalmente para problemas físicos e que requeiram cuidados médicos. A participação da ninfa consciente de suas forças, principalmente quando com sua indumentária de missionária, propicia grandes fenômenos àqueles pacientes que passam pelo trabalho.
No Randy só duas ninfas – uma Sol e uma Lua – missionárias ou não. A ninfa Sol que estiver como Cavaleiro Ajanã emite, após ele terminar sua invocação:

EU, NINFA SOL …(emissão)…, NINFA ADJURAÇÃO, -O//,
COM OS PODERES DO GRANDIOSO MESTRE LÁZARO,
ME ENTREGO NESTE SANDAY COM TODO O AMOR,
EM NOME DE SIMIROMBA, NOSSO PAI!

Logo em seguida, a ninfa Lua do Lança Lilás emite:

EU, NINFA LUA …(emissão)…, NINFA AJANÃ,
NA LEGIÃO DO GLORIOSO MESTRE LÁZARO, -O-// VERTICAL. SALVE DEUS!

Após feita a elevação é feita a incorporação de Médicos e Sereias e todas as ninfas Lua incorporam.

18. RECEPÇÃO DA ESCALADA

É muito importante a presença de, pelo menos, duas Dharman Oxinto na recepção da Escalada, pois é o momento da troca de energias, quando os mestres que fizeram a Estrela Candente e o Quadrante vêm depositar no Aledá todas aquelas forças luminosas de que são portadores. A corte é formada no Castelo do Silêncio e se desloca até o Turigano, onde as ninfas e mestres missionários fazem sua anodização e se sentam na Via Sagrada, aguardando em harmonia a conclusão das emissões e cantos dos mestres escaladores. Após a prece de Simiromba, as duas Samaritanas que estavam na Anodização se colocam à frente do cortejo, que parte para o Aledá, sempre emitindo mantras.
Caso uma Dharman Oxinto faça sua emissão e canto diante da Chama da Vida, todas as Dharman Oxinto que estiverem no Turigano, inclusive as da corte, devem ficar de pé.
Existe uma escala, feita pelos Devas, para que uma missionária suba ao Aledá, uma Sol e uma Lua de cada falange, na hora da entrega das forças. Procure ver, na escala das Dharman Oxinto, os dias marcados.
É importante que uma Dharman Oxinto – Sol ou Lua – se sente na Cassandra no momento em que a Escalada está entrando, pois é quando recebe uma carga adicional de força do trabalho da Estrela Candente, possibilitando uma grande manipulação em seu benefício ou de quem quer que esteja sendo objeto de sua vibração.

19. SUDÁLIO

O Sudálio ou Linha de Passes é o ritual dos Caboclos. O paciente, após passar pelos diversos trabalhos do Templo, recebe o passe de três Caboclos, retirando as impregnações que, porventura, ainda possam existir. Na incorporação dos Caboclos as ninfas trabalham com o seu uniforme de Jaguar. No Sanday, somente uma ninfa Lua trabalha com o comandante, e usa sua indumentária de ninfa Lua ou de missionária, portando a lança. O comandante e a ninfa fazem a sua preparação na Pira e, na abertura do trabalho, o mestre faz sua emissão e canto e, em seguida, a ninfa faz sua emissão e não emite o canto de sua falange, mas sim o “Primeiro Canto” ou, se tiver dificuldades, apenas um “Pai Nosso”. Se forem repetir novo trabalho, não é necessária a preparação na Pira, mas a abertura é com as emissões e cantos novamente.

20. TRONOS

Para participar do Sanday dos Tronos é necessário que a missionária obtenha 50 bônus a serem colhidos junto aos mestres, no interior do Templo, em um caderno específico de cada falange missionária.
Abrindo, a Samaritana faz sua emissão e canto e os mestres e ninfas se anodizam. Em seguida, a Nityama e o Mago fazem suas emissões e cantos e todos aguardam a abertura do trabalho dos Tronos pelos mestres dirigentes. Após a abertura, as ninfas fazem seus emissões e cantos. Pode haver revezamento das ninfas, mesmo com o trabalho aberto, desde que a nova missionária tenha completado a coleta de seus 50 bônus. O Sanday pode ser encerrado antes do encerramento do trabalho dos Tronos.

21. TURIGANO

É um belo trabalho em que são manipuladas forças buscadas em nossas origens de Esparta, também ligadas à Cruz do Caminho, o que concede às Dharman Oxinto papel de destaque no ritual. Embora não constando do Livro de Leis, a atuação das Dharman Oxinto no Turigano vem obedecendo às instruções verbais de Koatay 108, mantidas pela tradição das ninfas que as receberam.
São necessárias, no mínimo, QUATRO Dharman Oxinto Sol, sendo DUAS para cada um dos Oráculos – o de Mãe Yemanjá e o de Mãe Yara. Por determinação de Koatay 108, as Dharman Oxinto Sol que participarem do Turigano deverão portar suas lanças o tempo todo e em qualquer posição que ocupem – se for fazer a emissão e o canto, se for na corte dos Ajanãs e quando estiverem conduzindo as ninfas que irão incorporar nos Oráculos.
As Dharman Oxinto Lua não usam as lanças porque não têm missão específica, só participando da corte. As Dharman Oxinto deverão estar no Turigano antes dos Comandantes para que a Coordenadora Dharman Oxinto possa preparar, com calma, a participação das ninfas no ritual.
As missionárias designadas para a incorporação nos dois Oráculos – 7 Jaçanãs, para o de Mãe Yemanjá, e 7Muruaicys, para o de Mãe Yara – ficam sob a responsabilidade de suas respectivas Primeiras ou de suas Regentes. Caso haja número incompleto dessas ninfas, cabe á Coordenadora DO convidar ninfas de outras falanges para completar os Oráculos, desde que trajando indumentárias de missionárias. Se não conseguir completar o número, a Coordenadora DO deverá comunicar o fato ao dirigente do trabalho e pedir a permissão para convidar ninfas que estejam com indumentária de Ninfa Lua, com luvas e pente. No caso de haver substituição pela falta das Muruaicys ou das Jaçanãs, as ninfas convidadas deverão aguardar, na corte, até que o Comandante comece a harmonização. Isso porque, até a última hora, pode chegar alguma das ninfas escaladas e haver choque ao ver outra em seu lugar.
Uma vez arrumadas as ninfas para os Oráculos, todas devem se concentrar, em harmonia, com a abertura do trabalho, sem conversar e sem se movimentar, aguardando a hora de iniciar a jornada. Como a corte dos Oráculos se movimenta diversas vezes, a Coordenadora DO deve estar atenta à movimentação das demais cortes para evitar que se encontrem na Via Sagrada, o que ocasionaria confusão e choques entre as missionárias.
A jornada deverá sempre ser feita com calma e harmonia, conduzindo as ninfas com tranqüilidade.
Quando a Yuricy começa sua emissão, a Coordenadora DO pega na mão da ninfa que irá iniciar as incorporações de Mãe Yemanjá, e segue atrás da corte de Madalenas, encaminhando-se à Via Sagrada, sendo seguida pelas Dharman Oxinto Sol que estiverem participando do ritual e pelas outras 6 ninfas que irão incorporar no Oráculo.
Em seguida, vem a ninfa que irá incorporar no Oráculo de Mãe Yara, conduzida pela mão de uma Dharman Oxinto, à frente das Dharman Oxinto que houver e das 6 ninfas que irão se revezar naquele Oráculo.
A Coordenadora DO pára diante do Comandante, no Reino Central, e ambos abrem seus plexos, frente a frente, para que possa a missionária receber o feixe de energias para a abertura dos Oráculos.
A seguir, a Coordenadora DO conduz a ninfa até a Yuricy para que esta coloque as atacas, cruzadas, e o véu roxo. As demais ninfas passam, e a que vai incorporar Mãe Yara pára a fim de que a Yuricy a cubra com o véu vermelho.
Chegando ao Oráculo de Mãe Yemanjá, a ninfa que vai abrir as incorporações se posiciona de pé, e as Dharman Oxinto cobrem seus rostos com os véus. A Coordenadora DO descruza as atacas e a Samaritana serve o vinho. A ninfa faz sua emissão. Ao término, a ninfa entra no Oráculo e a Coordenadora DO e a outra Dharman Oxinto, uma de cada lado, ajudam a ninfa a se sentar, segurando sua capa e a acomodando, com harmonia, sem conversas. A Coordenadora DO faz o convite e aguarda a incorporação, ficando, após, junto com a outra Dharman Oxinto, em honra e guarda do Oráculo.
O mesmo ritual é feito no Oráculo de Mãe Yara, pelas duas Dharman Oxinto que ali estão.
Devemos lembrar que a Samaritana só serve o vinho às ninfas que irão iniciar as primeiras incorporações após ter servido o Ajanã que irá incorporar o Pai Seta Branca ou o Ministro do Comandante. Para as ninfas seguintes, o vinho será servido livremente. Como o tempo do desenrolar do ritual é imprevisível, uma vez que depende das emissões e cantos, também não se fixa um período para a incorporação nos Oráculos. Em média, há de 5 a 7 minutos de incorporação.
A Coordenadora DO agradece a presença de Mãe Yemanjá e ajuda a ninfa a se levantar. Torna a cruzar as atacas e entrega a ninfa à outra Dharman Oxinto. As Dharman Oxinto descobrem os rostos. Enquanto a Coordenadora DO permanece no Oráculo, a outra Dharman Oxinto, com a corte, leva, pela mão, a ninfa que incorporou, seguidas pela ninfa que irá fazer a nova incorporação.
Passando pelo Reino Central, chegam à Yuricy, que retira as atacas e o véu, ficando, então posicionada a que vai fazer a nova incorporação, para que lhe sejam colocadas as atacas e o véu. A Dharman Oxinto pega a segunda ninfa pela mão e a conduz ao Oráculo, seguida pela que acabou de incorporar, e repete-se o ritual com as outras seis preparações. O mesmo acontece com as ninfas do Oráculo de Mãe Yara. A última incorporação nos Oráculos de Mãe Yemanjá e de Mãe Yara se encerra quando a missionária Maya – que representa Polycena – emite, em seu canto, as palavras “…minha Avó Pytia…” A Coordenadora agradece a presença de Mãe Yemanjá e, no outro Oráculo, a Dharman Oxinto agradece a Mãe Yara. As Dharman Oxinto fecham os Oráculos e partem na mesma formação do início do trabalho, até o Reino Central, onde novamente a Coordenadora DO se posiciona frente a frente com o Comandante e, abrindo o plexo, entrega as energias.
Passam pela Yuricy, que recolhe as atacas e os véus, e voltam a seus Oráculos, aguardando, em harmonia, o encerramento do trabalho. Para a emissão e canto da Dharman Oxinto, que é a segunda a emitir no transcorrer do ritual, tanto pode ser uma Lua como uma Sol, apenas lembrando que existe um canto especial que a Dharman Oxinto faz no Turigano e no Leito Magnético, que substitui o canto comum da falange.
A ninfa que for a Coordenadora Dharman Oxinto deve ter consciência de que sua função é harmonizar as participantes do trabalho, evitando gestos bruscos ou palavras rudes, atitudes agressivas ou conflitos, imposições ou impertinências. Deve pautar sua ação pela tolerância e humildade, buscando sempre a harmonia e perfeita sintonia com o ritual e seus Comandantes. No caso de qualquer acontecimento imprevisto ou problemas na condução de suas atividades, deverá levar o caso para ser solucionado pelos Coordenadores do Turigano, abstendo-se de querer agir de forma autoritária. Trata-se de ritual muito rico e com grande movimentação, em que é grandiosa a manipulação de energias.
As ninfas que quiserem participar deverão entrar em contato com a Regente para que comecem a participar e aprender a trabalhar, uma vez que a participação da Dharman Oxinto é muito precisa, com muitos passos, e é melhor aprendida quando explicada durante o trabalho.
Com amor, humildade e vontade de servir, a Dharman Oxinto deve procurar a Regente para harmonizar-se perfeitamente com a Lei e com o comandante do Turigano.

22. UNIFICAÇÃO

A Unificação normalmente é um trabalho para o qual os médiuns são convocados por chamada especial, destinando-se a manipular forças de auxílio a desastres coletivos, guerras, ameaças de epidemias, etc., sendo as forças projetadas para evitar ou ajudar na recuperação de tristes quadros em qualquer lugar da Terra.
Na Unificação são manipuladas poderosas forças emitidas pelo Astral Superior, e devemos ter a maior atenção e concentração na recepção dessas forças, fazendo-se sua manipulação na Cabala de Delfos e nos Quadrantes, que se somam às da Estrela Candente, fazendo com que inúmeros fenômenos se realizem com apenas um trabalho.
Os trabalhos de Unificação e de Anodização têm sido efetuados sob a denominação única de Unificação, geralmente feitos no domingo, sob a regência da Lua cheia.
É um ritual em que são manipuladas forças de diversas origens, múltiplas energias, com as Dharman Oxinto, portando suas lanças, exercendo importantes missões. As Dharman Oxinto se concentram na entrada da Estrela Candente, conduzindo a ninfa que irá representar Pytia junto com a corte de Yuricys e Príncipes Mayas.
Na Cabala de Delfos, ficam em honra e guarda a Pytia. Uma Dharman Oxinto Sol se senta atrás da ninfa que representa Pytia, enquanto uma Dharman Oxinto Sol e outra Lua conduzem os mestres Arcanos e os designados para os comandos dos Quadrantes, com suas respectivas ninfas, para entrarem na Cabala e se apresentarem aos Trinos.
Conduzem o comandante da Unificação à Lança de Yemanjá, onde aguardam a abertura do trabalho. Após a abertura, obedecem ao comando para irem buscar Pytia na Cabala de Delfos.
Formam a corte, uma Sol ao lado de uma Lua e, não havendo mais Sol, podem ficar Luas lado a lado, e partem, emitindo mantras para que seja bem preparado o caminho por onde irão conduzir Pytia.
Chegam à Cabala de Delfos, onde Pytia recebe as atacas e é acompanhada por um mestre, e a conduzem à Lança de Yemanjá.
Chegando à ponta da Lança, elas se posicionam de um lado e de outro das passarelas, sem muito aperto, pois as Lua irão incorporar.
No momento da incorporação, as Sol ajudam a segurar as lanças das Lua. Devem manter a harmonia, sem conversas, nem devem se sentar. No final do trabalho, conduzem a Pitonisa, junto com a corte, de volta à Cabala de Delfos.
Ao chegarem, vão-se posicionando lateralmente, na parte externa da Cabala, para que a ninfa representante de Pytia passe e entre na Cabala, quando se dissolve a corte e todas estão liberadas.
Na Unificação são feitos emissões e cantos das falanges missionárias enquanto os médiuns fazem o coroamento e se dirigem aos diversos locais da Estrela e do Quadrante.
Como é um número variável, nem sempre se pode prever até que falange será feito o canto. Assim, cada Unificação permite a realização de emissões e cantos de algumas falanges apenas, ficando as que sobrarem para a próxima Unificação, obedecendo à ordem de chamada das falanges.
Quando estiver presente um Primeiro ou uma Primeira de Falange, caberá a estes fazer a emissão e o canto. Quando houver sua ausência, poderá haver um ou uma representante.
No caso das Dharman Oxinto, a Regente da Unificação será informada de quem fará o canto, pela Primeira Dharman Oxinto.

23. PRECES E ORAÇÕES

PAI NOSSO – O MANTRA UNIVERSAL

PAI NOSSO QUE ESTÁS NO CÉU E EM TODA A PARTE,
SANTIFICADO SEJA O TEU SANTO NOME.
VENHA A NÓS O TEU REINO, SEJA FEITA A TUA VONTADE
ASSIM NA TERRA COMO NOS CÍRCULOS ESPIRITUAIS.
O PÃO NOSSO DE CADA DIA DA-NOS HOJE, SENHOR,
PERDOA NOSSAS DÍVIDAS
SE NÓS PERDOARMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.
NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO E LIVRA-NOS DO MAL,
PORQUE SO EM TI BRILHA A LUZ ETERNA,
A LUZ DA GLÓRIA, DO REINO E DO PODER
POR TODOS OS SÉCULOS SEM FIM! SALVE DEUS!

O PÃO NOSSO DE CADA DIA

Ó, JESUS! DEUS É ESPÍRITO E EU A SUA DIVINA IMAGEM.
SOU SÁBIA, POIS EXPRESSO A SABEDORIA DA MENTE INFINITA
E TENHO CONHECIMENTO DE TODAS AS COISAS!…
EU SOU A VIDA E A SAÚDE – E SOU ENCARNADA…
Ó, BOM DEUS! CAMINHO HÁ CENTENAS DE ANOS PARA TE ENCONTRAR…
SUBI AS CORDILHEIRAS E DESCI ÀS PLANÍCIES MACEDÔNICAS,
ENFRENTEI O VERDE PELOPONESO, ATRAVESSEI A ERA CRÍSTICA,
UNIFIQUEI AS FORÇAS E ME FIZ AMOR EM CRISTO JESUS!
HOJE, SOU FÍSICA NOVAMENTE.
ME EXPRESSO ATRAVÉS DO HOMEM-JAGUAR,
QUE AINDA GEME E CHORA PELO PÃO DE CADA DIA,
PELO PROGRESSO DE NOSSAS VIDAS MATERIAIS,
PARA QUE POSSAMOS SERVIR, SEM AS PREOCUPAÇÕES
DE NOSSAS OBRIGAÇÕES NESTE MUNDO FÍSICO,
EM DEUS PAI TODO PODEROSO! SALVE DEUS! (Tia Neiva, 25.10.80)

PRECE DO APARÁ

JESUS!
NÃO PERMITA QUE FORÇAS NEGATIVAS DOMINEM A MINHA MENTE!
QUE SOMENTE A VERDADE
ENCONTRE ACESSO EM TODO O MEU SER…
FAZE-ME PERFEITO INSTRUMENTO DE TUA PAZ!
E PARA QUE EU POSSA TRABALHAR SEM DÚVIDAS,
TIRA-ME A VOZ QUANDO, POR VAIDADE,
TENTAR ENGANAR OS QUE ME CERCAM…
ILUMINA A MINHA BOCA
PARA QUE PURAS SEJAM AS MENSAGENS DO CÉU POR MIM!
ILUMINA, TAMBÉM, AS MINHAS MÃOS
NAS HORAS TRISTES E CURADORAS E PARA SEMPRE!…
JESUS! NINGUÉM, JAMAIS, PODERÁ CONTAMINAR-SE POR MIM! SALVE DEUS!

PRECE CIGANA KATSHIMOSHY
(Obs.: Fazer, preferencialmente, pela manhã, a céu aberto)

SENHOR! EU TE AGRADEÇO PELA VIDA E POR ESTA NOVA MANHÃ!…
AJUDA-ME A ENCONTRAR AS PESSOAS QUE DEVO,
A OUVIR AQUELAS COM QUEM QUERES QUE ME COMUNIQUE…
MOSTRA-ME COMO AJUDÁ-LAS
OU COMO RECEBER ALGUMA COISA QUE TENHAM A DAR…
AJUDA-ME A SER UM AUXÍLIO, UMA BÊNÇÃO AOS MEUS!
A ORDEM DIVINA TOME CONTA DE MINHA VIDA
HOJE E TODOS OS DIAS!
HOJE É UM NOVO E MARAVILHOSO DIA,
E NUNCA HAVERÁ UM DIA COMO ESTE…
A MINHA VIDA É COMANDADA DE FORMA DIVINA
E TUDO QUE EU FIZER IRÁ PROSPERAR…
O AMOR DIVINO ME CERCA, ME ENVOLVE E ME PROTEGE
E EU CAMINHO EM PAZ!
SEMPRE QUE MINHA ATENÇÃO FOR DESVIADA
DO QUE É BOM E PRODUTIVO,
EU A TRAREI DE VOLTA PARA A CONTEMPLAÇÃO
DO QUE É ADMIRÁVEL E DE BOA FAMA!
SOU UM IMÃ MENTAL E ESPIRITUAL,
ATRAINDO TODAS AS COISAS QUE ME FAZEM PROSPERAR…
HOJE EU VOU ALCANÇAR UM ENORME SUCESSO
EM TODAS AS MINHAS TAREFAS…
HOJE EU VOU SER FELIZ O DIA TODO! SALVE DEUS!

 

PRECE DA CORRENTE BRANCA ORIENTAL
(Obs.: Fazer à noite, sem passar de meia-noite;
acender uma vela e um defumador)

JESUS! TU QUE BAIXASTES NA TERRA,
COMO BOM ENSINADOR DOS TEUS IRMÃOS,
ENSINASTE-NOS O MAIS PURO E VERDADEIRO CAMINHO,
AQUECENDO-NOS DAS CHAMAS DO TEU IMENSO AMOR!…
COLOCASTES EM CADA CORAÇÃO UMA CANDEIA VIVA
EM QUE RESPLANDECEM AS TRÊS PALAVRAS
DO TEU DIVINO ENSINAMENTO: FÉ, HUMILDADE E CARIDADE!
DERRAMASTES O TEU BENDITO SANGUE PELO NOSSO AMOR;
ADMITISTES EM TEU CORPO AS CINCO CHAGAS TÃO DOLOROSAS;
BEBESTES, SEM NENHUMA RECUSA, A TAÇA DE FEL
TRAZIDA PELO PRÓPRIO PUNHO DE TEUS LEGÍTIMOS IRMÃOS!…
CRUCIFICADO, SOBRE A TUA CRUZ DESPRENDESTE-TE DO CORPO E,
CORAJOSAMENTE, DEIXASTES AQUELE MORRO DO CALVÁRIO,
SUBISTES AOS CÉUS E FOSTES TER COM DEUS!…
EXPLÍCITO DEIXASTES, JESUS DE AMOR, QUE O SOFRIMENTO
E A DOR SÃO A PURIFICAÇÃO DOS NOSSOS ESPÍRITOS
PARA A RENOVAÇÃO DOS QUE AQUI PASSAM,
SABENDO ATRAVESSAR OS VALES DA INCOMPREENSÃO…
JESUS, SÃO ….. HORAS DA NOITE!…
VENHO, HUMILDEMENTE, PEDIR-TE A PERMISSÃO
PARA MELHOR ME CONDUZIR NO TEU EXÉRCITO ORIENTAL.
ESTA ESPADA DE LUZ ENCORAJA-ME;
ESTE DEFUMADOR EMBRIAGA-ME, INDO MEU ESPÍRITO
À MESA REDONDA DA CORRENTE BRANCA DO ORIENTE MAIOR!
Ó, DEUS, DE INFINITA BONDADE!
COMO É BELO SENTIR-ME JUNTO A TI!
E, EM DOCE PRECE, DIZER-TE: SENHOR, PROTEJE-ME, POR PIEDADE!
ENTRELACE-ME, SENHOR, CADA VEZ MAIS,
COM ESTA BENDITA LINHA ORIENTAL!
COMPADECE-TE DESTES IRMÃOZINHOS QUE AINDA NÃO TE CONHECEM…
DÊ-ME, SENHOR, A PAZ! QUE AMANHÃ, AO LEVANTAR-ME,
POSSA ME SENTIR VERDADEIRAMENTE PROTEGIDO:
O MEU CORPO, A MINHA BOCA, OS MEUS OUVIDOS, OS MEUS OLHOS…
QUE TUDO, ENFIM, SEJA EMANADO PELO TEU AMOR,
PARA QUE EU POSSA VENCER NA LUTA PELO MEU PÃO DE CADA DIA,
SENTINDO QUE A PAZ DO SENHOR, POR TODA A PARTE, ME GUIA!
SALVE DEUS! (Tia Neiva,21.3.61)

PRECE DO EQUILÍBRIO

 

SENHOR! FAZE COM QUE HABITE EM MIM
A VERDADEIRA TRANQUILIDADE DE MINHA ALMA!
NÃO PERMITA QUE ELA SE MANCHE COM OS VÍCIOS DA TERRA!
DAI-ME FORÇAS, SENHOR,
PARA QUE EU MESMO POSSA CORRIGIR OS MEUS ERROS.
NÃO DEIXEIS QUE EU ME TORNE JOGUETE DAS ILUSÕES DESTE MUNDO!
PELO PENSAMENTO, NESTE INSTANTE,
VOU CONTROLAR A MINHA FORÇA MENTAL-VITAL
E NENHUM PENSAMENTO NEGATIVO PODERÁ ENTRAR EM MINHA MENTE.
OUVE MEUS ROGOS, JESUS, PARA QUE,
AO DEIXAR ESTA ROUPAGEM MATERIAL, ME REVISTA DE LUZ, COMO A DO SOL
QUE ILUMINA TODA A HUMANIDADE! SALVE DEUS!

 

PRECE LUZ

Ó, JESUS, ENSINA-ME O VERDADEIRO AMOR AOS MENOS ESCLARECIDOS!
FAZE-ME TOLERANTE NOS MOMENTOS DIFÍCEIS DE MINHA VIDA…
Ó, SENHOR, PERMITA QUE EU SEJA
O JAGUAR MEDIANEIRO ENTRE O CÉU E A TERRA!
RETIRA, JESUS, OS MALES QUE RESTAM EM MIM
PARA QUE EU POSSA RECEBER OS MANTRAS DO SOL E DA LUA
E TRANSMITIR A PRESENÇA DIVINA NA NOVA ERA…
ILUMINA, SENHOR, TAMBÉM A MINHA CONSCIÊNCIA,
PARA QUE SANTIFICADO SEJA O MEU ESPÍRITO ALGUM DIA!
EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO! SALVE DEUS!

 

PRECE DOS MÉDIUNS (MÃE YARA – UESB)

SENHOR JESUS! PROSTO-ME AOS TEUS PÉS!
VENHO TE PEDIR O ALIMENTO DE MINHA ALMA,
QUE SÓ TU PODES ME DAR!…
DA-ME, SENHOR, O QUE COMER,
ALIMENTANDO-ME DE TEUS BANQUETES E DOS TEUS MANJARES…
PROMETO, SENHOR: O QUE ME DERES, DIVIDIREI COM MEUS IRMÃOS…
O MESMO MANJAR… O MESMO PÃO…
SENHOR! O REBANHO QUE TU A SETA BRANCA,
TÃO DIGNO MENSAGEIRO, ENTREGASTES,
É O MAIS FELIZ REBANHO, QUE TUDO RECEBE
DA TUA LEI E DO TEU IMENSO AMOR!
AO SENTIR-ME JUNTO A TI, SINTO ÂNSIA DE CHORAR
AO LEMBRAR-ME DOS MEUS IRMÃOS, LONGE DA LUZ DO TEU SUBLIME OLHAR…
POR TODOS OS SÉCULOS, JESUS, QUEREMOS TE ADORAR!
SALVE DEUS!` (Transmitido por Mãe Yara – Maio/60)

 

PRECE DOS PEQUENINOS DE ASSIS

PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU, NA GLÓRIA DA CRIAÇÃO!
OUÇA ESTA HUMILDE ORAÇÃO DOS PEQUENOS LÁBIOS MEUS!
SANTIFICADO SEJA O SENHOR!
SEJA O TEU NOME DIVINO EM MINHA ALMA DE MENINO,
QUE CONFIA EM TEU AMOR!
VENHA A NÓS O TEU REINADO DE PAZ E MISERICÓRDIA,
QUE ESPALMA A LUZ DA CONCÓRDIA SOBRE O MUNDO ATORMENTADO…
QUE A TUA BONDADE, QUE NÃO EXITA E NEM ERRA,
SEJA FEITA EM TODA A TERRA E EM TODO O CÉU SEM FIM…
IRMÃOS DE TODA A TERRA, AMAI-VOS UNS AOS OUTROS!
IRMÃOS DE TODA A TERRA, AMAI-VOS UNS AOS OUTROS…
SALVE DEUS!

PRECE DE SABAH

EU ESTOU RODEADO PELO SER PURO,
E NO ESPÍRITO SANTO DA VIDA, AMOR E SABEDORIA!
EU CONHEÇO A TUA PRESENÇA E PODER, Ó ABENÇOADO ESPÍRITO!
A TUA DIVINA SABEDORIA AUMENTA SEMPRE A MINHA FÉ NA VIDA
E NA TUA PERFEITA LEI!
EU SOU NASCIDO DE DEUS, PURO DOS PUROS,
E SENDO FEITO À TUA IMAGEM E SEMELHANÇA, SOU PURO.
A VIDA DE DEUS É A MINHA VIDA
E COM ELE VIBRO EM HARMONIA E INTEGRIDADE!
O CONHECIMENTO DE QUE TUDO É BOM ME LIBERTOU DO MAL!
EU SOU SÁBIO, POIS EXPRESSO A SABEDORIA DA MENTE
E TENHO CONHECIMENTO DE TODAS AS COISAS…
POR ISSO EU VIVO MEU DIREITO NA DIVINA LUZ, VIDA E LIBERDADE,
COM TODA A SABEDORIA, HUMILDADE, AMOR E PUREZA…
SOU ILUMINADO NAS MINHAS FORÇAS
E VOU AUMENTANDO FORÇAS, VIDA, AMOR E SABEDORIA…
CORAGEM, LIBERDADE E CARIDADE…
A MISSÃO QUE DO MEU PAI ME FOI CONFIADA!
EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO! SALVE DEUS!

PRECE DE SIMIROMBA
Ó, SIMIROMBA, DO GRANDE ORIENTE DE OXALÁ!
NO MUNDO ENCANTADO DOS HIMALAIAS,
FAZE A MINHA PREPARAÇÃO…
ILUMINA O MEU ESPÍRITO
PARA QUE EU POSSA PARTIR, SEM RECEIOS, NO AVANÇO FINAL DE UMA NOVA ERA!
FAZE EM MIM A VERDADEIRA FORÇA DO JAGUAR!
Ó, SIMIROMBA, DOS MUNDOS ENCANTADOS!
EM BREVE ESTAREI SOBRE O LEITO E JESUS, O SOL DA VIDA,
TRANSMITIRÁ, POR MIM, OS MANTRAS PODEROSOS
PARA A LIBERTAÇÃO DOS VALES NEGROS DA INCOMPREENSÃO…
Ó, SENHOR, PARTIREI CONTIGO… NADA TEMEREI!

 

NEFERTARI JOGANDO XADREZ – Pintura no túmulo do Vale das Rainhas

 

SEÇÃO III

 

TEMAS DOUTRINÁRIOS

1. HORÁRIOS 12. A SINTONIA
2. NOÇÕES DOUTRINÁRIAS 13. DHARMA, O CAMINHO
3. MEDIUNIDADE 14. CONDUTA DOUTRINÁRIA
4. A FAMÍLIA 15. ENERGIA MENTAL
5. DESENCARNE 16. REENCARNE
6. O SOL INTERIOR 17. A MISSÃO
7. CURA DESOBSESSIVA 18. TRANSIÇÃO PARA A NOVA ERA
8. OS CASAIS 19. CONDUTA DOUTRINÁRIA II
9. ENERGIA E FORÇAS 20. O AMOR
10. HUMILDADE 21. GUIAS MISSIONÁRIAS
11. EQUILÍBRIO

Como pode ser você um Jaguar se não tiver sentimentos de ajuda? Não é mostrar ao mundo, ao povo, que você é um santo, que você é bom, não! O Jaguar é o Homem que pediu a Deus a Paz. É o Homem que pediu a Deus duas espadas. É o Homem que pediu a luta crística. É o Homem que pediu a Deus a luta do Cristianismo. É portador da espada do Bem e da espada do Mal!… Por conseguinte, meu filho, você faz o que quiser! Mas deixará de ter uma espada se não souber manejar estas forças, se não procurar no seu coração o bom caminho, o sentimento de ajudar os outros. Se você não tiver forças para aniquilar o Mal, também não terá forças para levantar a espada do Bem. Vamos, meu filho, vamo-nos preparar para termos uma conduta à altura de nossos sentimentos. Não é procurar ser como eu… Não é procurar os meus sentimentos e não é me seguir! É seguir na minha palavra, é procurar seguir os seus sentimentos… E eu seguirei com você!… (Tia Neiva, 27.6.76)

Nesta edição do Manual das Dharman Oxinto foi adotado o sistema de colecionar as várias mensagens em ordem cronológica e não mais em ordem alfabética, para facilitar o arquivamento. Foi, também, atualizado o texto, com aproveitamento do material que constitui o trabalho intitulado “OBSERVAÇÕES TUMARÔ para melhor noção das matérias abordadas.

1. HORÁRIOS

Querida Irmã Dharman Oxinto, Salve Deus!
Em 1984, Tia Neiva divulgou o “Relógio de Nosso Sol Interior”, para que buscássemos segui-lo nas nossas atividades diárias, compatibilizando-as com o momento mais propício. Estabeleceu o seguinte:
6 HORAS – É o início do nosso relógio. Se quisermos ter segurança ou vivermos firmes com nossas vibrações, temos que nos levantar – mesmo que seja por apenas dois minutos – às 6 horas da manhã, para que seja feita a união dos três reinos de nossa natureza e firmar a volta da alma ao corpo, sem qualquer prejuízo para o sistema nervoso. Pode-se deitar novamente, e dormir.
6 ÀS 9 HORAS – O perigo nos ronda entre as 6 e 9 horas da manhã porque não temos alguém em nossa vigília. Corremos o perigo dos pedidos e das dádivas. Muita gente concentra suas vibrações no ódio – eis o perigo!
9 HORAS – É um horário significativo para as forças que estão dentro de nós, quando ficamos expostos a qualquer tipo de negócios – bons ou maus. Maus, porque pedimos, muitas vezes, o que é impossível. Dificilmente sabemos o que pedimos! É hora de manipulação de uma força que pode nos dar o que precisamos, que penetra em nosso Sol Interior e se faz Vida, pensamentos, inteligência: é a força Universal, a força absoluta de Deus Pai Todo Poderoso. É a realização do plexo pelas forças reunidas dos três reinos de nossa natureza, força que realiza nosso Sol Interior. Precisamos de muita cautela, de muito amor, para cultivar o que está dentro de nós, o que temos formado dentro de nosso Sol Interior. Iniciados ou não, o horário da vida é um só!
9 ÀS 10 HORAS – HORÁRIO INICIÁTICO EVANGÉLICO – Bom para acertos sentimentais, é o horário dos encontros amorosos, da realização de negócios, tudo sob a energia do prana que, neste horário, já emitiu seus eflúvios por todo este Universo.
10 ÀS 11 HORAS – Período em que começam as perturbações. As pessoas mal assistidas começam a sentir peso nos chakras, principalmente nas frontes. Tia Neiva fala dos desprovidos da força crística. É um horário em que estamos vulneráveis. Pode ser bom ou pode ser ruim!…
11 ÀS 12 HORAS – É um período neutro.
12 HORAS – Ao meio-dia nada devemos fazer, sequer uma prece pelos enfermos. É a hora em que age a força significativa dos Grandes Iniciados, atuando nos poderosos mundos negros. É um período de grandes decisões nos vales negros! Existem trabalhos que exigem grande energia para sua realização e, também, muita precisão. No nosso tempo, aqui na Terra, é tão curto o período para essa realização que nossa Lei nos ensina a nos acautelarmos neste horário.
12 ÀS 14 HORAS – É um período de esperança.
14 ÀS 16 HORAS – É ótimo período para realizações nos campos sentimental, emocional, comercial e profissional. É um período governado pelo planeta Marte. Neste horário, uma amacê desprende-se de Marte e chega à Terra, onde distribui seus eflúvios, harmonizando todos.
16 ÀS 16:30 HORAS – Neste período o ciclo se modifica completamente, parecendo que a Terra vai parar. Gera insegurança e uma espécie de medo! Período muito curto (na realidade nem chega a 30 minutos) em que uma avalanche de antinêutrons escandaliza toda a Natureza e todos, crísticos ou não, se aproveitam de forças interiores e se reforçam nas graças de Deus. Este é o HORÁRIO DA LEI DO AUXÍLIO. Mas é, também, um horário de precauções, de cuidados. Se puder, não use o seu carro. Diziam os Arcanos que é um período em que a Terra pega fogo! Tia Neiva acreditava que é um período que não mais atinge o Jaguar, porque este é ionizado de qualquer vibração dos espíritos que estão fora da Lei de Deus, apesar de que esses espíritos vêm em busca de uma oportunidade para se refazerem de seus traumas e se revestirem de suas consciências. Graças a Deus, é um período passageiro.
17 HORAS – O planeta Marte volta a agir. É o eterno movimento: vem uma grande força, é manipulada no Homem, e volta, sendo levada a mundos onde o Homem não é evangelizado. Nada se perde. Tudo é aproveitado na evangelização dos seres, em Deus Pai Todo Poderoso.
17 ÀS 18 HORAS – As amacês fazem, por toda a Terra, um balé de forças, emitindo a inteligência, a religião e muita energia. É a hora da Vida e da Morte! Quando estamos nos planos espirituais, onde o Homem desencarnado se queixa pela falta de comunicação, de um esclarecimento de sua vida religiosa ou doutrinária, é neste horário que ele é levado à Terra, onde lhe é mostrada a grande Atalaia, onde tudo lhe é esclarecido, onde ele sabe que, por sua própria culpa, abandonou sua grande oportunidade. A obra de Deus é perfeita e não tem mistérios nem usa subterfúgios. É um bom período para negócios e grandes eventos nos laboratórios e oficinas. Mas é, também, o período de esclarecimento do espírito, quando se conscientiza de que o Homem não se esclarece em Deus Pai Todo Poderoso porque não quer! Ele teve a mente aberta, teve a inteligência, teve tudo… e tudo abandonou! Esta é a HORA DE DEUS, de Deus Pai Todo Poderoso.

18 ÀS 19 HORAS – O Homem que quer aproveitar a Terra e os seus dias sente a grande transformação neste período. É uma mudança brusca, inclusive do clima. Mesmo que o Homem esteja amargurado ou que tenha seu coração cheio de amor, ele sente a transformação em si próprio. É o horário em que o Homem recebe as energias das grandes amacês. É a hora das grandes transformações, principalmente daquele Homem que não quer ser vítima do seu destino, daquele Homem que não fez o seu rosário de dor. É o período em que o Homem recebe a coragem, as coisas ficam boas e ele deseja o que realmente tem, o que ele fez e o que é dele. Neste período, três amacês de planetas diferentes vêm, nas graças de Deus, sustentar a Terra. É a hora em que uma criança que não tem o que comer nem o com que se cobrir, não sente fome nem frio, porque é atendida pelas grandes energias cósmicas, onde vive Jesus. Salve Deus!
19 ÀS 22 HORAS – É um período normal, sem contratempos. É bom para o Homem se realizar em negócios, amores e família, enfim, nas coisas que estão em sintonia com sua harmonia.
22 ÀS 23 HORAS – Período muito ruim. Cheia de pensamentos, a alma começa a vaguear, trazendo sustos e superstições. Não vai longe, nem perto, e volta ao corpo, trazendo sonolência e insegurança quando o Homem está desarmonizado. Se estiver harmonizado, tudo bem. É um horário sem alimentação de energia.
23 ÀS 24 HORAS – É o período de equilíbrio do Universo, no qual o Homem, mesmo desarmonizado, passa melhor porque, quando as amacês, nos bons horários, se dispõem a trazer energias, elas atingem o Homem na individualidade, sendo crístico ou não, e sendo sua defesa uma só, essa energia o vai curando, independentemente de haver ou não sintonia. Com a manipulação durante o tempo dos eflúvios que vai recebendo, o Homem vai-se equilibrando e, por incrível que pareça, pode ficar curado para toda a vida. Só não se equilibra o Homem que carrega em suas costas seu rosário de dor. Esse tipo de Homem é quase impenetrável!
24 HORAS – MEIA NOITE – Abrem-se os portões dos cemitérios e os espíritos se movimentam, entrando e saindo. Este período vai até 1h 30 min da madrugada. Estes espíritos vão recebendo, neste período, a ajuda de Harpásios e de muitas outras estrelas como ela.
1:30 ÀS 2 HORAS – É o período da grande movimentação de pequenas amacês, de várias origens, fazendo a preparação para achegada dos Centuriões. É a HORA DA DOUTRINA, da elevação dos espíritos. Por todo este Universo, funciona da mesma maneira: falanges de inúmeras formações, espíritos de variados níveis são atingidos pela força crística dos Centuriões. É tudo muito complexo para ser entendido por nós. Há, também, outra qualidade de Homem, com pensamentos complexos, que atua neste período, até que se chegue às 2 horas da madrugada.
2 ÀS 3 HORAS – É o período da Cura e da Luz.
3 ÀS 6 HORAS – É o período dos Aromas das Matas, horário dos Caboclos. É bom estar dormindo durante este período. É a HORA DE RECUPERAÇÃO DE ENERGIAS.
“Filho: Todo trabalho, trabalhado na hora certa, forma uma corrente inquebrantável. Foi respeitando os horários que consegui contar 108 Horários do meu trabalho: amor, tolerância e humildade!” (Tia Neiva, 19.9.80)
“Quando dormimos, os três reinos de nossa natureza, na sua totalidade, ficam para atender às exigências do corpo. De vez em quando, nossa alma sai a vaguear e, conforme sua mediunidade, chega a demorar-se fora do corpo. Passeia, vai longe, e adquire ilustrações, muitas vezes em busca da cura do próprio corpo físico.” (Tia Neiva, s/d, 1984)
Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 19.7.85

2. NOÇÕES DOUTRINÁRIAS

Queria Irmã Dharman Oxinto, Salve Deus!
A fim de que possam melhor entender nossa Doutrina, plena de coisas simples mas de profundo significado, passo-lhe algumas noções:

AMACÊS – São naves espaciais, verdadeiros laboratórios energéticos, invisíveis aos nossos olhos, porque em outra dimensão, que se deslocam com precisão, podendo desempenhar as funções de portal de desintegração, de rodoviária espacial, portando potentes energias destinadas a vários pontos do Universo. Na Terra, seu trabalho se faz na nossa Corrente do Amanhecer, trazendo-nos as energias dos Oráculos de Simiromba, de Olorum e de Obatalá, para serem usadas nos trabalhos, e a projeção das 21 Estrelas para energização dos Sandays. Nos horários precisos de 12,30 às 13,30 horas, 14,30 às 15,30 horas e 18,30 às 19,30 horas, quando se fazem as Consagrações da Estrela Candente, uma Amacê, força poderosa que vem dos Planos Superiores, assume o comando de todo o trabalho, nos planos físico e espiritual, projetando o poder do Reino Central por todo aquele recinto – Estrela Candente, Quadrantes e Pirâmide. Suas emissões portam energias diversas, com ações e resultados diferentes. Sua energia concentrada e luminosa é entregue, na Pira, pelos médiuns que realizaram a Escalada, na ESTRELA CANDENTE. Os Capelinos usam espaçonaves para seu deslocamento físico por todo este Universo. A nave-mãe é denominada AMACÊ ou ESTUFA, servindo de base a naves menores, as CHALANAS. Na Terra, têm bases em diversos lugares, como, por exemplo, nos Andes e nos Himalaias. Às vezes se tornam visíveis a olho nu, ensejando relatos discutidos por cientistas, filósofos e vários setores da sociedade – os famosos OVNI – “Objetos Voadores Não Identificados” ou, simplesmente, discos voadores.
CABALA – É uma palavra hebraica que significa “lugar elevado” e designa, também, aspectos secretos de uma doutrina. No Vale do Amanhecer existem várias cabalas – Estrela Candente, Cassandras, Turigano, etc. A Autorização, por exemplo, é uma Cabala de Pai João de Enoque e de Pai Zé Pedro; a Cassandra das Dharman Oxinto é uma Cabala da Princesa Aline. Tanto Jesus como Pai Seta Branca possuem suas cabalas, pontos etéricos onde são manipuladas energias de diversas origens. Os Oráculos são também cabalas, que emitem suas forças na projeção de seus raios ou raízes.

“Conhecendo bem as leis e as forças da Cabala, às vezes nos admiramos tanto, porque certos homens, que tiveram a graça de ser inteligentes, preferiram, no entanto, viver com suas armas presas nos estreitos limites do corpo humano, resistindo até mesmo aos esforços dos Poderes Superiores. O medo do ridículo, provocado pelo orgulho!… Não sabe o Homem que seria mais inteligente se aprofundar para criar!… (Humarran, out/62)
“Cabala é o leito das forças decrescentes místicas. O mestre, quando tem consciência de suas forças, tem condições de fazer grandes trabalhos. Num trabalho de Cabala, na hora em que o mestre faz a oferta de suas heranças, as forças vão chegando e o envolvendo, indo de uma extremidade a outra da Cabala, como se fosse um véu, envolvendo as forças decrescentes. Quando nos referimos às forças da Cabala estamos nos referindo às forças, aos poderes superiores. As forças da Cabala são transmitidas por vibrações. Um trabalho na Cabala é a Magia de Nosso Senhor Jesus Cristo. Devemos encarar um trabalho de Cabala com muita segurança, pois ali é a divisão do Bem e do Mal, a Lei Crística. O mestre tem que ser firme como a rocha: ali é a decisão, ali não pode haver piedade, ali é a razão, é distinguir o verdadeiro do falso e isso só é possível aos homens conscientes de suas forças. Não há meio termo – é a decisão. Não pode vacilar! Aliás, não podemos vacilar em nenhum trabalho, senão nos prejudicamos e prejudicamos quem depende de nós. Não poderíamos ter os Sandays sem a Cabala, porque após a Cabala é que nos foram sendo transferidas as heranças. A Elipse continua transferindo as nossas heranças.” (Trino Araken, 25.4.80)
“Por que as forças de Deus não impediram a guerra e a força da Cabala impede a guerra? Sim, filho, porque o Homem preso não pode alcançar um plano superior de desenvolvimento espiritual. Tudo o que possuímos, pelo que somos pessoalmente responsáveis, é a nossa alma. E esta lei, filho, é baseada no fato de que toda a matéria, todas as forças, os oceanos, a Terra, o Sol e a Lua foram criados por Deus. O Homem não pode criar ou destruir a matéria. Nem pode criar ou destruir em vão! Sua força, sua energia, Deus criou, filho, para a felicidade individual do Homem e para o Homem, com o dever de transmutação se o Homem não fosse contrário à Cabala. Sim, o poder cabalístico é que nos dá a faculdade de extrair a nossa energia. A Estrela Candente é cabalística, e nela nos libertamos. Libertamo-nos porque emitimos a nossa energia, e este ritual cabalístico nos conduz o poder das Amacês e das Cassandras. (…) Vamos pensar o que é um trabalho cabalístico. Cabalístico é trabalho de Cabala, trabalho de ritual, de gestos e cantos. A Elevação do Doutrinador é um ponto cabalístico. Quero deixar bem claro que me refiro à Cabala de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não temos outra porque, filho, todo o encanto de nossa Magia existe somente enquanto pensamos no Bem, concentrado nas três palavras: humildade, tolerância e amor. Se sairmos dessas palavras, nada temos. A Estrela, com sua poderosa luz, paga o preço de sua Amacê, na responsabilidade de um ritual cabalístico que implica a força extraída de uma jornada no horário e da emissão de seus Comandantes. A jornada é o desenvolvimento do plexo na formação de uma seqüência com o Comandante na cabine; faz-se a preparação, o envolvimento com as Sereias e com o Povo de Cachoeira, mais uma jornada que é a revisão final; e, por último, os Esquifes, os Tronos, que são o resultado da cultura geral. O poder cabalístico não é tão fácil como pensamos: dispõe de uma raiz. Nós temos ao nosso alcance, pelo menos, três raízes. E já estamos na quinta! Então, filho, se as temos, é pela nossa responsabilidade na Lei do Auxílio. (…) O mundo inteiro – ou todos os Homens do mundo – não conseguem o que SETE Homens na força cabalística podem fazer! E, no Vale do Amanhecer, tudo é cabalístico. Por conseguinte, tudo é possível aqui. As energias chegadas da Quinta Raiz do Continente Ariano fluem da Idade do Ouro. Filho, deves lembrar sempre que, se puderes, deves aprender a compreender e a usar a tua força, se conscientizar de tuas influências desde os planos sutis. Sim, filho, conseguir uma consciência mais profunda, sentir o despertar de sempre novas ativações de correntes nervosas habitualmente inativas; internamente tomar consciência do corpo para poder desligar-se dele, permitindo esquecê-lo e, assim, sentir-se em perfeita liberdade de ação, as funções que te são próprias.” (Tia Neiva, 19.9.80)

CORRENTE INDIANA DO ESPAÇO – Na atualidade, a Corrente Indiana do Espaço é a única força crística (Iniciática) que está atuando neste nosso planeta Terra. Embora com princípios fundamentais comuns a todas as religiões, ela se identifica mais com o Espiritualismo pela clareza com que considera o fenômeno reencarnatório. Sua posição é de absoluto respeito a qualquer outra corrente, religião ou doutrina, que nos obriga a atender quem quer que seja em nosso Templo, sem necessidade de se identificar ou contar seus problemas. Proíbe-nos de proselitismo, de críticas a outras religiões e não podemos interferir com as crenças de quem nos procurar. Sua força é projetada desde a Cabala Indiana dos Grandes Iniciados e, embora não seja um Oráculo, emite elevado poder desobsessivo. Foi levada à perfeição pelo trabalho de velhos indianos, sábios que praticavam a Magia desde a mais remota antiguidade, e a transformaram em Ciência. Como tal, não pode ser desobedecida, nem mesmo desprezados os pequenos detalhes de suas instruções, pois isso pode levar a resultados desastrosos e imprevistos, até mesmo perigosos, que provocam no transgressor, conforme sua mediunidade ou sensibilidade orgânica, dores, febres e outras perturbações. Quando obedecemos rigorosamente as instruções da Corrente Indiana do Espaço, trazidas por nossos Mentores, estamos dispondo da mais poderosa força da Magia que um ser humano pode receber, pois, sendo ela originária dos tempos primitivos da Humanidade, acumula experiências milenares que se somam a recursos organizados pela Espiritualidade, capazes de atender a quaisquer emergências. Além disso, suas instruções nos chegam dentro de estrita observância e obediência às Leis que regem a Magia, exigindo de nós obediência, humildade, vontade de aprender e caridade.

CORRENTES BRANCAS DO ORIENTE MAIOR – São raios ou raízes projetadas pelo Oráculo de Olorum e polarizadas, juntamente com as forças telúricas, nos Himalaias, agindo, em harmonia com a Corrente Indiana do Espaço, nos diversos Sandays e trabalhos no Templo. Comandadas pelos Orixás, são divididas de acordo com as finalidades de cada trabalho. Dessas Correntes fazem parte as Linhas dos Pretos Velhos, dos Caboclos, das Princesas e das Sereias, e dos Médicos do Espaço. Apenas, a título de manter a memória de nossa Doutrina, pois muita coisa evoluiu em termos de poder desobsessivo e manipulação de energias, transcrevemos as Instruções Preliminares para os trabalhos com as Correntes Brancas do Oriente Maior:

“1) ABERTURA: Glória a Deus pelo Infinito e paz na Terra a todas as criaturas! Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! (3 vezes) Em nome de Deus, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, em nome de Seta Branca, Mãe Yara e de toda a abnegada falange das Correntes Brancas do Oriente Maior!

2) DISCIPLINA EXIGIDA:
Total abstenção do álcool, até mesmo de medicamentos que o contenham;
moral sadia;
mente sã;
vestuário decente;
higiene pessoal;
pontualidade nos trabalhos;
convívio harmônico entre os componentes, formando um só coração e um só pensamento;
desejo sincero de servir, de aprender e de progredir.” (Tia Neiva, s/d)

ORÁCULO – Oráculo é um tipo de Cabala presidido por um Espírito Superior, um ponto emissor de forças, projetadas por seus raios ou raízes, na medida da necessidade dos trabalhos e de acordo com a capacidade do médium que as vai manipular. Os Oráculos são organizações de um mundo assimétrico, formas de vidas, onde muitas coisas acontecem: manipulações de forças da Natureza, destinos de pessoas, transferências de espíritos e muitos outros fatos. São muitos os Oráculos nos Planos Espirituais, agindo por todo este Universo. Sobre a Terra, três são os Oráculos que agem: o de Simiromba (ou Ariano), o de Olorum e o de Obatalá. Há, ainda, o Oráculo de Agamor, que manipula as energias emitidas por aqueles três Oráculos. A reunião desses três Oráculos forma o Reino Central. Cada raio de um Oráculo é um poder do qual dispõe o mestre ou a ninfa, segundo seu padrão vibratório, sua harmonia, seu desenvolvimento e conduta doutrinária. Cada raio tem sua especialidade, e não existe maior ou melhor raio. Existe, apenas, a soma dessas forças, desses raios. Nunca se sabe de quantos raios dispõe um médium, pois isso vai ORÁCULO DE OLORUM depender de muitos fatores individuais, principalmente de suas consagrações, de sua evolução, de sua conduta doutrinária, de seu padrão vibratório. Passando em cada consagração um médium acrescenta, se tiver merecimento, pelo menos um raio em sua bagagem. No Templo, temos o Castelo do Oráculo, onde, de acordo com sua Lei específica, se realiza a incorporação de Pai Seta Branca. Ali se processa a energia plena, projetada pelo Oráculo de Simiromba, para ser manipulada em benefício dos trabalhos, dos médiuns e dos pacientes. Embora fique deserto fora das horas do trabalho, o Oráculo fica permanentemente energizado, razão pela qual, ao passar diante de seu portão, deve o mestre ou a ninfa parar, abrir o plexo e captar, por uns instantes, aquela força que Pai Seta Branca deixa à sua disposição. Com a entrada em ação das forças da Estrela de Nerhu, passamos a ter a projeção do Oráculo de Agamor.

“A época atual é muito favorável aos esclarecimentos, porque os missionários estão em pauta, assimilando os últimos retoques para chegarem ao limiar do Terceiro Milênio. Buscando o Sol Iniciático, das raízes transcendentais dos nossos irmanados transcendentes que entravam na sintonia formal, sabendo que tudo que atinge a Humanidade tem a sua raiz ou Adjunto, que trabalha distintamente em seus ORÁCULOS, em sintonia cabalística.” (Tia Neiva, 1.9.77)

ORÁCULO DE OBATALÁ – Obatalá é o Ministro que, de seu Oráculo, envia forças giradoras centrífugas e centrípetas para o Doutrinador, a luz da razão e do entendimento, da compreensão e da confiança, e para o cruzamento de forças no Oráculo de Agamor. Não tem ação fora do chakra coronário, onde concentra toda a sua energia. Para o Apará, atua como força de equilíbrio e proteção, projetando, em seu chakra coronário, a força protetora de seus sete raios, conforme sua necessidade. É a força do SOL, pura e brilhante, emanando o equilíbrio das energias do corpo físico através da recomposição e energização dos átomos formadores das células. De grande poder, o Ministro Obatalá é poderosa fonte de energia para todos os trabalhos curadores e desobsessivos na Corrente, especialmente a Corrente Mestra, que flui de Tapir, que é um Raio de Obatalá. O Oráculo de Obatalá é o Oráculo do Amor, é o Grande Oriente de Oxalá, das forças regidas pelo grande Oxalá. Obatalá é espírito de alta hierarquia. Para seu Oráculo são conduzidos os espíritos que precisam de ajuda: os sofredores, os doentes, aqueles que se perderam no ódio. Para lá são encaminhados, em sua maioria, os espíritos entregues por uma elevação do Doutrinador, que tem toda uma força cabalística. As forças desobsessivas projetadas pelo Oráculo de Obatalá são regidas pelo Adjunto Jurema. Os Jaguares, aprendendo a manipular essas forças em conjunto com outras, vão construindo a Raiz do Amanhecer que formará o Oráculo de Koatay 108, realizando a junção das forças da Terra – Xangô – com as do Céu – Pai Seta Branca, manipuladas por Tia Neiva.
CORRENTES BRANCAS DO ORIENTE MAIOR são raios ou raízes projetadas pelo Oráculo de Obatalá e que, cruzando-se com raios do Oráculo de Olorum, agem, junto com a Corrente Indiana do Espaço, nos diversos Sandays e trabalhos no Templo. São apenas divididas de acordo com as finalidades de cada trabalho. Destas Correntes fazem parte as Linhas dos Pretos Velhos, dos Caboclos, das Princesas e das Sereias, e dos Médicos do Espaço.
TAPIR é um Raio de Obatalá, com força nativa predominante no Reino Central, que projeta, no Templo, a energia da Corrente Mestra e atua intensamente no Doutrinador.

ORÁCULO DE OLORUM – Olorum é a força regida pela LUA, na linha do Ministro Olorum, que se destaca pela energia destinada à incorporação dos Aparás. Absorvida pelo Sol Interior, em finas vibrações, faz com que todos os chakras do médium se harmonizem. Este Oráculo, existente há milhares de anos, é presidido por um grandioso espírito, Olorum, que acumulou forças milenares e que manipula as forças telúricas e das coisas da Terra, projetando-as, também, para o Oráculo de Agamor. No Oráculo de Olorum se encontra a Cabala de Forças do Ministro Olorum, que emite sete raios, geralmente trabalhados pelos Aparás, de acordo com cada plexo, individualmente. Todavia, conforme a capacidade e evolução de seu plexo, o médium – Doutrinador ou Apará – recebe essas forças, que, mesmo para aquele que não incorpora, agem no sentido de proporcionar maior sensibilidade, intuição, dando-lhe mais segurança no trabalho. Muitos de seus componentes formam as Correntes Brancas do Oriente Maior. Na Doutrina do Amanhecer somos atendidos pelos seguintes Raios de Olorum:
IFAN – O Cavaleiro Ligeiro – Mensageiro dos Orixás – Tem atuação destacada na chamada de forças, tendo a seu cargo a manutenção dos trabalhos, fazendo com que cada um receba a presença de um ou mais Orixás, conforme a necessidade. É o grande coordenador das forças celestiais e tem atuação em todos os trabalhos do Templo. Sua força conduz os espíritos para a incorporação, a fim de que possam ser doutrinados e recebam a carga de ectoplasma necessária à sua elevação. É Ifan quem faz, também, a convocação de legiões de Espíritos de Luz para atendimentos especiais, quando preciso, principalmente quando Mestre Sol e Mestre Lua são convocados para um trabalho específico, como a Unificação com determinado objetivo.
OXAN-BY – O conjunto de forças curadoras que atuam no perispírito e no plexo físico, composta por sete Orixás – a Legião dos Cavaleiros da Luz: CAVALEIRO DA LANÇA RÓSEA – A força do Amor Incondicional; CAVALEIRO DA LANÇA VERMELHA – O poder desobsessivo; CAVALEIRO DA LANÇA VERDE – A cura psíquica, os poderes da mente; CAVALEIRO DA LANÇA LILÁS – A cura do corpo físico; CAVALEIRO DA LANÇA AZUL – O equilíbrio para a Paz Interior; CAVALEIRO DA LANÇA NEGRA – CHAPANÃ – A Justiça Final; e CAVALEIRO DA LANÇA ÁUREA – A Paz Universal.

 

Vovó Sabina Vovó Catarina Pai João de Pai Joaquim de Pai João de Mãe Tildes
de Aruanda Enoque Aruanda Guiné
PRETOS VELHOS – Falanges de espíritos de alta hierarquia que assumem a roupagem de Pretos Velhos, atuando com simplicidade e carinho, em ação desobsessiva, aliviando os seres humanos de seus cobradores e obsessores, desintegrando cargas negativas pela força do amor. Também a eles está destinado o trabalho das comunicações, confortando os aflitos, revertendo quadros de sofrimentos e dando esperança e paz àqueles que os consultam. São verdadeiros seres revestidos de Luz e Amor, sempre protegendo e orientando as pessoas, principalmente médiuns que são seus aparelhos, confortando-os ou, se for o caso, repreendendo-os, mas sempre com ternura e carinho, jamais magoando ou humilhando quem quer que seja.
Cabocla JUREMA Caboclo TUPYARA Cab. TUPÃ das MATAS VIRGENS Cab. PENA BRANCA
CABOCLOS – São espíritos de grande poder que se apresentam na roupagem de índios e índias, manipulando poderosas forças desintegradoras de correntes negativas, trabalhando na limpeza das auras dos pacientes, descarregando partículas ou resíduos que possam ter escapado dos demais trabalhos, razão pela qual a passagem pelos Caboclos – a Linha de Passes – é a última etapa por onde passam os pacientes no Templo.
POVO DAS ÁGUAS – Com muito poder e muita ternura, esses grandiosos espíritos fazem a limpeza das auras e o fortalecimento dos plexos, equilibrando-os, além do trabalho desobsessivo. Dividem-se em três categorias: o Povo de Cachoeira, que habita nas cachoeiras e corredeiras das águas; as Sereias, que habitam os rios e lagos de água doce; e o Povo das Águas, que vive nos mares e oceanos. Todos estão sob o comando de Mãe Yemanjá.
MÉDICOS DO ESPAÇO – Entidades médicas especialmente direcionadas para a cura espiritual e física, que, formada em falanges dirigidas por um Médico Chefe – como, por exemplo, as do Dr. Fritz e do Dr. Bezerra de Menezes -, agem na manipulação de forças que produzem o reequilíbrio energéticos dos pacientes, resultando na harmonização do padrão vibratório que irá eliminar as causas das doenças provocadas tanto por agentes biológicos ou químicos como pela irradiação de elítrios e outros obsessores.
ANJOS e SANTOS ESPÍRITOS – Entidades de alta hierarquia que atuam nos diversos Sandays, projetando suas forças em conjunto com as das Estrelas, realizando grandes fenômenos de cura, de desobsessão e, especialmente, as aparições e materializações que objetivam conduzir as atenções da humanidade, mergulhada na violência e no materialismo, para as coisas de Deus.

ORÁCULO DE SIMIROMBA – Significa, em nossa Corrente, “Raízes do Céu”, e Pai Seta Branca é o Simiromba de Deus! De seu Oráculo, Simiromba realiza toda a grandeza presente em nossos trabalhos. O Oráculo de Simiromba é o Oráculo de Ariano. Aqui Simiromba dispõe de sete poderes, raios ou raízes, cada um regido por seu respectivo Ministro, atuando, separadamente ou em conjunto, nos nossos plexos e nos dando condições para bom desempenho em nossos trabalhos, que são:
ERIDAN – Primeiro Adjunto – É o Primeiro Raio Iniciático, que emite para os trabalhos de Desenvolvimento, preparando o plexo do médium em suas aulas, tornando-o capaz de manipular as forças iniciáticas que irá receber “a Caminho de Deus”.
ONER – Terceiro Adjunto – É o Raio da Iniciação, força dos Grandes Iniciados que se projeta no médium quando faz sua Iniciação Dharman Oxinto (A Caminho de Deus). O médium a recebe como acréscimo à força de Eridan.
ADONES – Sétimo Adjunto – É um Raio de grande poder desobsessivo que se projeta no médium quando realiza seu segundo passo iniciático – a Elevação de Espada – tornando-o capaz de manipular poderosas correntes magnéticas e toda a sorte de energias que encontra na Estrela Candente.
ARAKEN – Terceiro Sétimo de Xangô, Mestre Lázaro – É o Raio que se soma aos anteriores, no plexo do médium, quando este faz a sua Consagração de Centúria, que o torna apto a qualquer trabalho em nossa Corrente. Araken é o Terceiro Sétimo de Xangô, isto é, um comando, portador das Forças da Terra, tanto na Linha Africana como na Linha do Amanhecer, apresentando-se como Mestre Lázaro na figura missionária de força desobsessiva. Tem três Raios Adjuntos de Araken, que são Delanz, Alufan e Aton.
DELANZ – Segundo Sétimo Adjunto, faz a energia circular nos trabalhos, beneficiando encarnados e desencarnados que se encontram no Templo, ativando células orgânicas através do chakra coronário e do Sol Interior, levando proteção e equilíbrio aos médiuns.
ALUFAN – Quarto Sétimo Adjunto Raio de Simiromba, tem sua ação na composição das células orgânicas, harmonizando as cargas dos elétrons atômicos que constituem o corpo humano. São Raios de energia cósmica etérica, beneficiando todos os Jaguares, alcançando hospitais, manicômios, presídios, etc., atuando onde houver condições para sua ação benéfica no corpo etérico. Entra em ação nas Consagrações da Estrela Candente.
ATON – Primeiro Sétimo Adjunto, é uma Raiz que age diretamente no Sol Interior de cada médium na realização dos trabalhos, sendo necessário, porém, que ele já tenha feito Consagração de Centúria, quando seu plexo já está preparado para os grandes trabalhos desobsessivos e curadores. Tem o poder de alimentar todo o fluxo energético dos médiuns, atuando sobre as partes mais delicadas de seu plexo físico e do seu microplexo, ampliando sua intuição, sua sensibilidade e seu poder de manipular qualquer tipo de energia. É a força que conduz o Jaguar em sua jornada crística. Tem uma derivação, AKYNATON, que age de modo concentrado no Leito Magnético e em trabalhos de elevado grau de realização, como o Turigano e a Estrela de Nerhu. Não se desloca sem uma grande razão, pois concentra forças muito intensas, que devem ser manipuladas apenas em locais onde haja grande concentração de médiuns e uma força magnética animal muito ativada, para que lhe permita se deslocar plenamente. Tem todo o poder de Amon-Rá, e se projeta no chakra coronário do médium, fornecendo-lhe toda a energia para realizar eficiente e eficazmente seu trabalho. É uma grande energia, gerando força desobsessiva, curadora e geradora. Através dela se manipulam todas as outras energias que cheguem ao trabalho ao qual está em ação. Akynaton também rege as amacês que conduzem os espíritos sofredores para o Canal Vermelho.

“Simiromba é a junção de sete Raízes Universais. Quando Simiromba se desloca, na sua ordem vão também se deslocando as Raízes, segundo sua necessidade. Porque, filho, saiba pois que as forças não se deslocam em vão e, segundo posso explicar, cada Raiz tem seu conceito, porque atrai sempre a origem. É uma honra atender a Simiromba. Há, inclusive, precisão na escolha ou pela necessidade. Os Grandes Iniciados são precisos. Posso afirmar que há, inclusive, uma técnica. Eles não deslocam uma força indevidamente e, por conseguinte, também não devemos invocá-la. Invocamos sem saber o que merecemos. Porém, eles sabem, com precisão, do que precisamos. Uma RAIZ é algo, por exemplo, como um estado de acomodação de forças em movimento de destaque. Podemos considerar assim: as raízes foram formadas pelos Grandes Iniciados na Terra. Assim como nós estamos tentando homogeneizar a Raiz do Amanhecer com, também, uma Contagem para um Adjunto.” (Tia Neiva, s/d)

Em três momentos do dia – 12, 15 e 20 horas -, onde quer que estejamos, entramos em sintonia com as forças que emanam do Oráculo de Simiromba, através da Amacê da Estrela Candente. . São as Horas do Jaguar, nas quais trabalhamos para nós mesmos, emitindo a chave: “O SENHOR TEM O SEU TEMPLO EM MEU ÍNTIMO! NENHUM PODER É DEMASIADO AO PODER DINÂMICO DO MEU ESPÍRITO. O AMOR E A CHAMA BRANCA DA VIDA RESIDEM EM MIM! SALVE DEUS!”. Pode ser seguida pela Prece de Simiromba, com grande efeito benéfico para nós mesmos ou para quem mentalizarmos, pois, nesse momento, se deslocam as forças do Mundo Encantado dos Himalaias, junto com as de Olorum e Obatalá.
A contagem, a hierarquia, a classificação dos mestres faz-se em função de sua capacidade na manipulação dos Raios dos Oráculos e das forças cabalísticas. Não temos, na Espiritualidade, qualquer posição por prestígio ou favor. Tudo nos é concedido na Lei Divina, que dá a cada um de acordo com o seu merecimento. E esse merecimento é medido pelo amor, pela dedicação do médium, por sua humildade e por sua tolerância, dentro da perfeita conduta doutrinária, à caridade, trabalhando com sua consciência e conhecimento das Leis deste Amanhecer.
Salve Deus!

1ª Dharman Oxinto Dinah – 19.10.85

3. MEDIUNIDADE

Salve Deus, querida Irmã!
O objetivo da mediunidade é o resgate cármico, correção dos erros praticados no passado, um conjunto de forças que se manifesta no ser vivo, emanando do corpo físico e agindo em conjunto com o mecanismo psicofísico, mas com padrão vibratório muito mais elevado e mais rápido.
A glândula pineal se constitui na sede fisiológica dos fenômenos da mediunidade, controlando os demais centros energéticos. Centro do hiperconsciente, é a responsável pelo nosso sexto sentido, captando e selecionando forças pela sua percepção extrasensorial, podendo ter seu funcionamento aprimorado pelo desenvolvimento mediúnico. De natureza igual em todos os seres, varia em teor, quantidade e forma de um para outro, fazendo com que não existam dois médiuns iguais. De acordo com seu desenvolvimento, a glândula pineal permite maior ou menor capacidade das percepções extrasensoriais, variando de indivíduo para indivíduo, determinando grande variedade na manifestação mais comum das diversas mediunidades: a curadora – procede à cura pela força emanada dos chakras das mãos; a vidência – quando se vê alguma coisa que está acontecendo em outro lugar; a telepatia – comunicação somente pelo pensamento; a audiência – quando se ouve alguma informação que não está sendo transmitida neste plano; a precognição ou premonição – ciência antecipada de fatos que ainda vão acontecer; a retrocognição – conhecimento de fatos passados, até mesmo de outras reencarnações; a psicocinésia – movimentação de corpos físicos pela emissão de ondas mentais; e a psicofonia ou incorporação – manifestação de um espírito através do médium.
Dentro da idéia de energia, nosso corpo físico está equipado com sensores para distinguir fenômenos em cinco faixas de vibrações: olhos, captando luz e cores; ouvido, captando sons e ruídos; o nariz, captando os aromas; a língua, captando e distinguindo os sabores; e a pele, sentindo frio ou calor, rigidez ou maciez, formas, enfim, tudo o que podemos avaliar pelo tato. Todas essas sensações estão ligadas ao plano físico.
O sexto sentido – a mediunidade – é a nossa relação com outras dimensões, fora dos nossos conceitos limitadores de tempo e espaço. Quando reencarna, o espírito traz geralmente sua missão, obrigando-o a desenvolver e utilizar sua mediunidade, que pode ser cármica, quando ela atua como fator de equilíbrio dos conflitos da personalidade, ou espiritual, refletindo a obra do espírito, como missionário do Sistema Crístico, colaborador da obra divina. Os átomos formam moléculas e estas, por ações específicas, constituem os componentes dos três reinos da Natureza, diretamente ligados à resultante das ações das forças de atração e de repulsão que agem na organização molecular. Isso gera um campo magnético que permite o contato com seres de diversas naturezas em situações geralmente muito especiais. Quando não há condição deste contato ser físico, o Homem aprendeu a deixar um pouco sua consciência do plano físico e penetrar num estado mais individualizado, ao qual denominamos transe, em que a força gerada por seu campo magnético – a mediunidade – pode agir mais intensamente, porque está livre das limitações da consciência.
Fluindo através dos chakras e até dos poros, o fluido magnético faz a ligação entre os três grandes geradores vibracionais do Homem: seus órgãos, seus plexos e os chakras. Podemos chamar o sistema nervoso simpático ou autônomo de passivo e o parassimpático de ativo, para facilitar o entendimento dos dois tipos de mediunidade em nossa Corrente do Amanhecer: a do Apará, o médium de incorporação, está baseada no sistema nervoso passivo, com base no plexo solar, tendo natureza passiva, orgânica e anímica, onde a vontade e a consciência pouco ou nada atuam, uma vez que o ser que se comunica entra em contato direto com seu sistema nervoso e assume parcialmente o controle mental do médium, fazendo a sua comunicação, que tanto mais perfeita será quanto menor for a parcela de consciência do médium; enquanto a do Doutrinador funciona com base física, no sistema nervoso ativo, feita pelo processo cerebral, pela sensibilização do sistema endócrino, centrado na glândula pineal, com predomínio da consciência e da vontade, fazendo com que passasse a existir um transe mediúnico totalmente consciente.
A mediunidade é um fenômeno natural que existe em todos os seres encarnados, variando apenas sua natureza e intensidade de indivíduo para indivíduo. O médium é o intermediário, o que faz a ligação entre o que é objetivo e o subjetivo, o que, pela intuição e ligações mais refinadas, liga um plano a outro, o que permite o intercâmbio entre o mundo material e o mundo espiritual. Trata-se de um dom natural e comum, tendo ocorrido, na História da Humanidade, de forma ostensiva, mas sempre tratada com visão deturpada como sendo manifestação do sobrenatural, fruto de milagres ou sob aspecto supersticioso. Na nossa Doutrina, a mediunidade é vista como um fato natural, real e comprovável em qualquer pessoa.
A base da mediunidade é uma energia sutil que se origina na corrente sangüínea e se volatiza pelo sistema nervoso. Todos os seres humanos são médiuns naturais, manipulando essa energia de forma subconsciente e controlada apenas pelos seus sentimentos e pensamentos. Todavia, há casos em que esse controle escapa à vontade do indivíduo, conduzindo-o a uma vivência negativada, marcada por doenças, desânimo, desajustes sociais e desequilíbrio emocional, ou, num outro extremo, à exacerbação religiosa. Muitos cuidados devem se ter com a mediunidade, destacando-se como muito importante a forma de ser conduzida e desenvolvida.
O médium capta vibrações dos planos espirituais e manipula essas energias com seu magnético animal, produzindo poderoso fluxo energético. Dependendo de sua consciência, deve começar a aprender a usar esse poder, integrando-se a uma corrente na qual se sinta harmonizado, participando ativamente dessa corrente, seja ela positiva ou negativa, isto é, esteja ou não integrada no Sistema Crístico. O desenvolvimento mediúnico deve ser feito com consciência, trabalho, estudo, abnegação e amor. Nada acontece rapidamente, na Terra. O médium inquieto, apressado, precipitado, desejoso de logo transmitir as mensagens do Céu antes de chegar ao seu ponto de preparação, é candidato ao desequilíbrio e às perturbações da mente. Com boa vontade, o médium procura no Evangelho as luzes das aulas do Divino e Amado Mestre Jesus, aprendendo a servir com tolerância, humildade e amor, despertando todo seu potencial mediúnico, que lhe dará a oportunidade de resgatar erros transcendentais e corrigir suas próprias deficiências e desajustes, fazendo da sua mediunidade instrumento de sua reabilitação.
Na Doutrina do Amanhecer só levamos em consideração dois aspectos da mediunidade: a de incorporação, o médium APARÁ, força vibratória, que incorpora uma entidade; e a do DOUTRINADOR, força básica de sua manifestação silenciosa porém concreta, em perfeita sintonia com os planos espirituais. As demais formas de mediunidade – psicografia, vidência, audição e outras – podem existir, mas não são desenvolvidas, por estarem sujeitas a interferências e outros riscos desnecessários, já que lidamos com grande quantidade de médiuns e, por nossas Leis, não são usadas em nossos trabalhos. No início do desenvolvimento é revelada ao médium a definição da mediunidade de que é portador, e começam a lhe ser dados ensinamentos básicos – técnico, doutrinário e místico – objetivando aumentar o potencial energético do médium e diminuir a distância entre sua individualidade e sua personalidade. Apenas, para preparar corretamente o plexo de médiuns que hajam passado por outras correntes, pode ser necessário que ele permaneça algum tempo como Doutrinador e, depois de equilibrado, assuma sua verdadeira condição como médium de incorporação.
Os médiuns desenvolvidos apreendem mais pela sua percepção mediúnica do que pelas suas qualidades psicológicas ou culturais. A assimilação da Doutrina depende das situações individuais e cada um aprende à sua maneira.
Embora saibamos que existem inúmeras manifestações mediúnicas em crianças e adolescentes, muitas das quais se apresentam como verdadeiros fenômenos, consideramos que a mediunidade é uma força que se modifica com a idade e, na Doutrina do Amanhecer, temos o maior cuidado em conter os fenômenos que se apresentam precocemente, pois até cerca dos 18 anos o magnético animal age no desenvolvimento do plexo físico – o corpo – e o desenvolvimento ou o trabalho precoce, antes dessa idade, pode gerar deficiências físicas pelo desvio da ação do magnético animal.
A mediunidade se renova e reativa pelo trabalho. Por isso, a constância no trabalho mediúnico é importante, pois o médium vai se fortalecendo e aprimorando, ampliando seus limites e seu poder de ligação. O médium que é inconstante, que se deixa levar pela preguiça ou pouco caso, não consegue a confiança dos Mentores e nem a dos pacientes.
Depois de considerado apto após o Desenvolvimento, o médium do Amanhecer recebe sua consagração na Iniciação, e passa a atuar ativamente na Lei do Auxílio, caminhando para obter novas consagrações – Elevação de Espada e Centúria – que irão aumentar seu potencial e sua responsabilidade.
O ser humano não é estático, e está alterando constantemente seu padrão vibratório, de acordo com as influências a que está sendo submetido. Isso influi em sua mediunidade, que pode ser apresentar ora de uma forma, ora de outra. O médium vai aprendendo a controlar sua força, a manter seu equilíbrio e a se harmonizar com a Corrente, em perfeita sintonia com seus Mentores, e sabendo isolar sua individualidade dos problemas da personalidade. Como um raio de luz que atravessa um copo de água, que se dilui na medida em que a água se agita, a força mediúnica flui através da mente, sendo, assim, necessário que esta esteja em calma para que possa aquela força fluir e agir mais efetivamente. O médium, com sua mente equilibrada, consegue a realização de fenômenos de cura desobsessiva, bem como sustenta a perfeita execução dos trabalhos. O conhecimento e a utilização da força mediúnica devem compreender o reconhecimento da existência do espírito para que seja autêntica e não simples exteriorização da personalidade do médium.
Quando o médium se desenvolve apenas sob o aspecto fenomênico, alheio ao Sistema Crístico, suas qualidades ou defeitos são ressaltados, tornando-o simplesmente o intermediário entre ele e o mundo que o cerca, manipulando tão somente forças horizontais, não construtivas, e que podem tornar-se destrutivas. Torna-se o que denominamos médium psíquico, aquele que dá vazão apenas a conceitos, idéias e conselhos de sua própria personalidade ou influenciados por espíritos de camadas muito próximas da Terra – o mundo invisível – ou até mesmo intraterrestres, gerando forças somente transformistas e não criativas.
Quando o médium desenvolve sua mediunidade dentro de um planejamento e esclarecimento doutrinários, começa a se harmonizar com sua linha cármica, apreende as emanações e anseios transcendentais de seu próprio espírito, muda suas perspectivas, sua visão de vida e seu comportamento, passando a ter convicção de seus princípios e uma visão mais abrangente do Universo que o cerca. Dentro da Doutrina do Amanhecer, uma Doutrina Crística, sua vida se equilibra e passa a irradiar segurança e simpatia, atraindo para si as emanações dos Planos Superiores, de seus Mentores, e passa a ser seguro instrumento de ação dos Espíritos Superiores que, através dele, processam curas e libertações, levando alívio e esperança àqueles que por ele são atendidos.
Assim, deve o médium preocupar-se sempre com seu equilíbrio, evitando as crises depressivas ou se envaidecer. Não pode estar bem se estiver levando vida desregrada, sem conduta doutrinária, distanciando-se de seus compromissos. Na medida em que se afasta da sintonia com a Espiritualidade, seus Mentores se afastam dele. Se mergulhado em estados depressivos, se consome álcool ou tóxicos, sua emanação se torna negativa, venenosa, atingindo a todos que o rodeiam. Se cair no abismo da vaidade, sentir-se-á abandonado e desprezado quando for atingido e dominado pelas forças negativas dos irmãos das Trevas. Existem hormônios psíquicos que permitem a sintonia entre dois seres. Produzidos pela glândula pineal, a qualidade ou padrão vibratório desses agentes está diretamente dependente da conduta doutrinária do médium. Por isso, deve um médium não só se preocupar com seu desenvolvimento, com o aperfeiçoamento de sua mediunidade, mas, principalmente com a melhoria de seus atos e de seus pensamentos, buscando sua reforma íntima, livrando-se de vícios e corrigindo seus defeitos.

“Falamos muito de consciência ou peso de consciência. No entanto, é preciso constância, o que mais falta ao Homem, e também ter a razão do tempo, na Terra e no Astral. No interior psíquico, damos vazão à casualidade, pelos insultos transtornando a mente. E os infelizes estados alucinatórios, sem saber, vão integrando as margens da esquizofrenia. São freqüentes os fenômenos de vozes, visões, de alucinações que a própria esquizofrenia produz. Esquizofrenia, efeito da mediunidade, isto sim, alterações relacionadas com o sistema nervoso em relação ao mecanismo são as mais freqüentes, as mais perigosas, nos fenômenos alucinatórios.” (Tia Neiva, 4.10.77)
“Sabemos que existem muitas mediunidades, porém o Doutrinador e o Apará são a base para seguir a missão. Sem o desenvolvimento de um desses aspectos, nada é feito no plano iniciático. Muitas vezes vejo-me e, situações difíceis, para depois ver um médium se acomodar. acomodando-se em sua mediunidade. Todo Homem tem sua missão na Terra e, geralmente, vem com seu plexo aberto para cada missão. É possível, também, completar seu tempo em uma e se voltar para outra missão, com muito cuidado, porque cada desenvolvimento desenvolve, também, o seu plexo nos três reinos de sua Natureza. Naturalmente, é desenvolvido de acordo com a sua missão. (…) O médium desenvolvido não deve ficar muito tempo fora da Lei do Auxílio, pelo perigo de adoecer. O trabalho e os seus sentimentos são o que alimentam todos os casos do sistema nervoso. O veículo do recebimento desta força armazenada no centro apropriado – que é o plexo – emite, também, nos órgãos internos, segundo sua necessidade momentânea, na concentração das forças centrífuga e centrípeta. (…) É reparado que as Iniciações são bem diferentes: cada mediunidade é regulada à sua faixa, que são, também, as doze chaves do Ciclo Evangélico Iniciático, após receber o mercúrio significativo, sal, perfume e mirra. Tal é a origem desta tradição cabalística que compõe toda a Magia em uma só palavra: Consciência!” (Tia Neiva, 27.10.81)
Todos nós temos na vida uma oportunidade de evolução. Esta oportunidade pode vir em um grande amor ou vem, muitas vezes, em uma grande dor. Deus, em sua grandeza, fez o Homem com sua mediunidade. Sim, o Homem médium. A mediunidade é um fator biológico. Ela corre no sangue, no coração, em se tratando de um Homem médium transcendental, que é o homem de muitas experiências. Sabemos que temos médiuns com os três reinos de sua natureza simetricamente bem divididos, e esta força lhes dá a faculdade de receber um Espírito de Luz e até mesmo um Anjo do Céu. Esse médium, esse homem, vive em todas as partes – nos bares, nas vias públicas, em um lado ou noutro sempre encontramos esse homem! Mil vezes encontramos esse homem que não quer se preocupar com sua origem transcendental e que, sofrido, não pode reclamar por isso. Porque Deus, em sua figura singular, vive a Sua presença em todos os instantes de nossas vidas, por todos os cantos do mundo. Em tudo há a Presença Divina! No entanto, estamos às portas de uma grande abertura luminosa, que somente este Homem de bagagem transcendental é capaz de assumir, porque só ele é capaz de conduzir e salvar os que vão restar… Dentre esta grande maioria, vejo que irão sobrar muito poucos! O Homem que tem os três reinos de sua natureza simétrica-mente divididos é o MISSIONÁRIO DA ÚLTIMA HORA, vindo de mil experiências no mundo, e por isso capaz de assimilar o desenvolvimento espiritual desta época. Porém, enquanto não chega este dia, que não sabemos quando com exatidão, vamos assumindo o trato que fizemos: AMOR, TOLERÂNCIA e HUMILDADE, principalmente nesta jornada que estamos enfrentando. (Tia Neiva, 14.8.84)
Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 9.11.85

 

4. A FAMÍLIA

Salve Deus, querida Irmã!
Família é a união de pessoas por vínculos de casamento, parentesco e afinidade, criando histórica e sociologicamente a primeira comunidade – a do lar, campo onde o Homem põe em prática ações nascidas de seus anseios e instintos mais profundos, proporcionando a cada componente familiar a vivência das diversas faces do amor – conjugal, fraternal, condicional e incondicional – através de afeições, racionalidade, instintos, hábitos, solidariedade, gratidão, respeito e responsabilidade. Jesus teve uma família, tendo como pais José e Maria, e como irmãos Tiago, José, Simão e Judas, sendo Jesus o primogênito, como citado nos Evangelhos (Mateus, XIII, 55 a 57). Ainda em Mateus (XII, 46 a 50) nos é relatado que alguém disse a Jesus: “Olha que tua Mãe e teus irmãos estão ali fora e te buscam. E Ele, respondendo ao que lhe falava, disse: Quem é minha Mãe e quem são meus irmãos? E estendendo a mão para seus discípulos, disse: Eis minha Mãe e meus irmãos; porque todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, e irmã, e Mãe!” A família tem, como início, o casal. Geralmente, buscamos a perfeição em outra pessoa, criando uma imagem ideal que se distancia da realidade, uma vez que somos todos humanos e, por conseguinte, temos nossos defeitos e limitações que precisam ser clara e humildemente reconhecidos, não só por nós mesmos como por aqueles que nos amam. Uma grande parte das separações dos casais e, por consequência, dissolução das famílias, se deve a essa fantasia que é feita em relação àqueles que se tornam objeto de uma utopia, por parte de seu companheiro ou de sua companheira, e não suportam a visão realista daquelas personalidades e individualidades. Tolerância, humildade e, sobretudo, amor – são as bases sólidas para qualquer convivência. Como a instituição mais antiga da vida humana, a família vem se modificando, atualizando-se pelos modos de pensar, sentir e viver do Homem. Essa marcha se faz na medida da evolução daqueles que compõem uma família, que pode ter duas naturezas:
FAMÍLIA CÁRMICA ou FAMÍLIA BIOLÓGICA: Forma o núcleo de escolaridade da Terra e nenhum espírito pode fugir de suas lições, fonte de reajustes e oportunidades evolutivas das pessoas unidas pela força de fatores transcendentais, espíritos que, pela Lei de Causa e Efeito imperando sobre ações praticadas em encarnações anteriores, se propuseram a evoluir, uns às custas dos outros, cobrando ou resgatando dívidas em jornadas paralelas e muito próximas. Marcadas por conflitos, ingratidões, traições, inveja e cobiça, as jornadas das famílias cármicas são um contínuo processo de evolução. Quando um membro sai e se desliga é porque, na maioria dos casos, resgatou suas dívidas com aquele grupo. Há também aquele que se liga ao membro de outra família, pela união de um casal (*), dando origem a uma nova família, que também prosseguirá com sua marcha evolutiva, pois os laços físicos do sangue não garantem afinidade, harmonia ou amor. Dentro da Lei de Causa e Efeito, um filho vem para se reajustar com seus pais, e pode se tornar um criminoso, assassinar o pai ou a mãe, enveredar pelos negros caminhos do vício e das drogas. Somado ao possível reajuste do casal, vemos que não podemos nos surpreender com tantas famílias desajustadas, onde o ódio entre o casal, entre pais e filhos, entre irmãos, deve ser olhado de modo abrangente, sem julgamento das ações cometidas. As dores, lutas e doenças, a desarmonia e o desequilíbrio fazem parte do processo evolutivo. Cada espírito tem que enfrentar e passar por tudo de acordo com sua consciência, sua sensibilidade e seu amor. Aquele que abandona a família biológica de forma impensada e impulsiva só estará aumentando seus débitos com aquele grupo, e sofrerá as dores e angústias por não ter sabido superar suas provações que ele mesmo pediu em seu plano reencarnatório. Os comuns casos de abandono de idosos por seus familiares, as separações de casais e a indiferença de pais por seus filhos, abandonando crianças mal preparadas para a vida, tudo são frutos da incompreensão e da falta de esclarecimento e consciência desses espíritos fracassados. Dentro da sabedoria divina, quando uma família está com seu carma muito pesado e ameaçando ruir pela fraqueza ou cansaço de seus membros, sempre é colocada a ajuda de um missionário, que encarna no grupo para dar apoio àqueles espíritos. Nos casais, embora raros, existem casos de almas gêmeas que se unem para o resgate de uma dívida comum com seus familiares.

FAMÍLIA ESPIRITUAL – É a que se forma pela sintonia de espíritos, reunidos numa mesma onda vibratória, e que, quando encarnados, se encontram espalhados pela Terra, algumas vezes com dois compondo um núcleo da família biológica, no trabalho de apoio e evolução daqueles espíritos que juntam. Em missões diferentes, há muitos membros de uma família espiritual que não se encontram com outros na Terra. Podemos ter um irmão ou um filho espiritual que está encarnado em outro país, ao qual não encontraremos senão após o desencarne de ambos. A união da família espiritual é tão intensa que ela só parte para suas origens depois que todos os seus membros estiverem reunidos, isto é, não tenham mais débitos a resgatar. Encarnados ou desencarnados, formam pelas vibrações de amor uma poderosa fonte de forças que agem e interagem em seus componentes que, embora em lugares desconhe-cidos e distantes, são assistidos por elas. Há muitos casos de membros de uma mesma família espiritual que estão juntos numa família biológica, ocasionando as grandes afinidades entre si que podemos ver no relacionamento de pais e filhos, irmãos e primos, que chamam a atenção pela harmonia e compreensão.

“Pai Seta Branca sempre fala na família com amor, desejando que a família seja, realmente, o ponto de partida do Homem. Vou explicar: duas pessoas se amam após se verem muitas, ou até na primeira vez, e sem procurar realmente dar conta de seus sentimentos, sem considerar seus erros, muitas vezes com sentimentos ruins, com falta de esclarecimento de tudo, se conquistas e se casam. Depois, sempre há erros! E isso faz com que muitos tenham necessidade da separação. Podem ter sentimentos, mas, quando se separam, separam também os filhos. O que Mãe Tildes e Pai Seta Branca falam é sobre as separações por real necessidade. O Homem é consciente dos filhos, e muitas vezes, na maioria, procuram reparar essa separação com coisas materiais, ajudas aos filhos, deles não se esquecendo. Há casos diversos, em que o Homem, muitas vezes, só depois do casamento é que descobre seus verdadeiros sentimentos. Isto é muito natural e muito certo! Mas, na maioria dos casos… Eu perguntei a Mãe Tildes o que acontece nestes casos, em que o Homem, nestes desquites, dá um desgosto tão grande a Deus, qual seria a responsabilidade desse Homem e qual seria a responsabilidade de Deus para com esse Homem. E ela me disse: É, minha filha, a lei que chama o Homem à razão é a mesma que o conduz a Deus. As leis estão obrigando o Homem a dar a metade dos seus honorários para cuidar materialmente dos filhos. Quer dizer: onde o sentimento do Homem não vai, a Lei vai! E, da mesma maneira, conduz ele a Deus, dentro desta Doutrina que nós temos. E, na nossa Doutrina, o Homem tem que ser… As pessoas têm uma doutrina, têm uma religião, têm sentimentos no coração! Sei que nós vamos conseguir tudo. Como já disse a vocês, eu, sozinha, consegui chegar até aqui. Imaginem todos nós juntos! Já podemos contar com um Doutrinador preparado e vamos lhe levar todo o conhecimento e, principalmente, o conhecimento da família, que é o princípio do Homem na Terra. Este é o sentimento mais profundo. A vocês, jovens, vou contar uma conquista, uma coisa que aconteceu comigo um dia. É uma das muitas obras de todo este mestrado. Veio um casal do Rio de Janeiro, que havia visto, pela televisão, nossa consagração do Primeiro de Maio, e que estava se desquitando. Era um casal jovem (vocês, jovens, ouçam bem!). Um rapaz de boa aparência e uma moça bonita, com dois filhos, e começaram a se odiar a ponto dele não poder mais ficar em casa. Desde o nascimento do último filho não mais se toleravam, parecendo que queriam um matar o outro. Ele arranjou uma outra moça, que é uma das coisas mais fáceis para desencaminhar um casamento, e vez por outra vinha ver os filhos. Mas o casal era apaixonado por seus dois filhos. Como ele saíra de casa, os pais da moça foram morar com ela, e aquele casal de velhos também adorava seus netinhos. As duas crianças, uma de cinco anos e outra de três, com quem os pais tinham dívidas a resgatar, passaram a ficar mais com seus avós. Um dia, os velhos foram fazer uma longa viagem e levaram as crianças, com o consentimento do pai. Na hora das despedidas, o pai e a mãe se encontraram, mas nem se olharam de tanta mágoa. Sem as crianças, os dois entraram em desespero e o sofrimento deles os juntou, principalmente o sofrimento do pai, porque ele começara a odiar a esposa primeiro do que ela a ele. Quando viram a reportagem sobre nosso mestrado tiveram a certeza de que nós poderíamos tirar tudo aquilo de seus corações. Vieram e receberam toda a graça aqui! Receberam tanto que já escreveram, contando que estão como se nunca tivessem brigado, como se tivessem casado naquele dia. Eu comecei a me perguntar sobre isto em meus papinhos com Mãe Tildes. Vimos que aqueles dois nunca haviam deixado de se amar, apenas não conheciam seus sentimentos. É bem mais fácil você deixar uma pessoa, deixar de dar uma Doutrina a quem você não gosta, ou pensa que não gosta, e sair, do que dialogar e procurar ver seus sentimentos. Pense nisto, principalmente quem está na Doutrina. Nós estamos aqui para unir, para fazer o Homem ter consciência de seus sentimentos, sentir o que tem em seu coração. Não estamos aqui para adivinhar nem fazer previsões. Mesmo que eu fosse um anjo, se eu adivinhasse todas as coisas mas não tivesse os sentimentos de amor, de caridade, de Mãe, eu não saberia nada! Quero que vocês procurem seus sentimentos em seus lares, vejam o que está certo, vejam o amor que têm no coração e que procurem assimilar, junto de seus companheiros ou companheiras, os nossos princípios. Digo a vocês, com todo o amor, com toda a honestidade, pelos olhos que entreguei a Jesus, que os vejo como meus filhos, como se fossem nascidos de mim. E lhes digo que o sentimento é o primeiro caminho para Deus, é a primeira missão que vocês têm na Terra. Então, vamos começar, nesses planos, a não querer corrigir mas, sim, a levar o sentimento de religião, de amor, o sentimento verdadeiro deste espírito que nos cerca. Não nos preocupemos tanto com as mensagens, mas sim, em primeiro lugar, com nossas famílias, com nosso lar, com o que temos dentro de nós! Depois, então, vamos servir a Deus sobre todas as coisas. Meus filhos, temos tantas maravilhas! Jesus está esperando somente que o Homem se certifique de seus sentimentos…” (Tia Neiva, 27-6-76)
“Estava na minha frente, para ser consultada, uma bela senhora de cerca de 40 anos, recentemente viúva de um suicida. Junto com ela estavam sua sogra, um jovem aparentando 18 anos – um belo rapaz com um futuro prometedor – e uma jovenzinha me parecendo leviana, porém de bom aspecto. Vi que se tratava de uma família. “Veja o que pode fazer pela minha sogra, Tia Neiva. Vim para consolá-la, porque Lúcio se suicidou e ela está sofrendo muito (Lúcio era filho da anciã). Ela está me dando muito trabalho. Vê se a faz esquecer, faça qualquer coisa que me dê sossego!” “Sim, – disse a anciã – a minha maior dor é saber que meu filho não tem salvação. Foi tão bom!… Não sei como pode fazer isso!” A viúva arrematou depressa e com desprezo pelo marido: “Deixou-nos na pior situação. Enfim, traumatizou todo mundo!” Disse o rapaz: “Sim, Tia Neiva, pelo amor que meu pai tinha por nós não é fácil entender o que ele fez e nem tampouco para mim e minha pobre mãe viver sem ele. Foi horrível o que passei, pois, no fim, ele mostrou que não gostava mesmo era da gente, Tia Neiva. Minha avó, coitada, pensa no quanto ele irá penar. Nisso eu não acredito muito, pois sei que Deus não irá deixar, porque ele era bacana mesmo, compreendia a mim mais do que todo o mundo. Quando eu não estava satisfeito com as coisas da mãe, ele sempre me dizia que o filho que não gosta da mãe nunca se realiza. Era bacana mesmo… Não sei como foi tão fraco!” Depois, ficamos calados, só ouvindo os soluços da vovozinha. São os restos do carma, logo a senhora estará com ele – disse eu com tranqüilidade e falando com carinho à pobre sogra. A viúva começou a tagarelar sem parar e sem qualquer sentimento de amor: “Como, Tia Neiva? – falou a anciã – A senhora não entendeu que ele se suicidou? Deu um tiro nos miolos, e agora só Deus sabe por onde anda meu filho!… Meu pobre Lúcio! Não sei. Um homem tão culto… Quis ser médico, e foi. Quis seguir a mesma profissão do pai, pobre pai, pobre marido meu, que Deus o tenha também em bom lugar. Era como Lúcio, seu filho, um homem bom. Morreu do coração. Foi um golpe duro para mim, porém não tão duro como este do meu filho. Sim, Tia Neiva, o meu mal foi ter me casado com outro. Não dei satisfações ao meu Lúcio e este atual marido não combinava com ele. Por causa deste infeliz, Lúcio estava afastado de mim. Lúcio saiu de casa e só voltou quando ele foi embora. Será, Tia Neiva, que foi por isso que ele se suicidou? Guardou toda a vida esta mágoa?” Será que não foi pelos atritos com Lúcio Júnior? – perguntei. “Não, – respondeu a anciã – ele até queria a grande herança de meu marido. Lúcio, coitado, ficou decepcionado comigo. Sempre que podia, me falava: o Homem nunca pode pensar nos defeitos da mãe. Mas ele sempre me beijava, ria e ficava por isso mesmo. Acredito que era só da boca para fora.” Terminado o diálogo, vi que o pobre suicida se fora para evitar desgraça maior, pois o quadro daquela gente era o pior possível! Somente o jovem sofria, pois perdera o pai para se salvar. Chamei o Tiago e recomendei um trabalho. Fiquei observando se Lúcio se manifestava por ali, porém ele não veio. Obsessor? pensei. Fui, então, encontrá-lo no Canal Vermelho. Aproximei-me dele e disse: Estive com sua família, seu filho e sua filha, seus dois filhos. “Só tenho Fernando e Fernanda. O que Fernando pensa de mim? A senhora sabe?” Sei – respondi – bem como também sei o que o levou ao suicídio. “Falou com ele?” perguntou-me desesperado. Não, tenho um juramento na Terra que me obriga a respeitar os sentimentos dos outros e seria incapaz de denunciar alguém. “Fui suicida e, no entanto, aqui, ninguém me condenou por isso.” Sim – disse eu – foi aquilo que eu aprendi: a respeitar os outros. “E minha mãe?” Sua mãe, Lúcio, sentiu e sente a maior dor! “Meu Deus!” gemeu Lúcio. Lúcio, sua mãe optou pelo homem que amou, quando você partiu pela primeira vez, e a mãe não tem porque optar senão pelo próprio filho. “Sim, Tia Neiva, foi horrível no dia que meu padrasto me esbofeteou, na frente de minha mãe, dizendo que ele ou eu ficaria naquela casa, e minha mãe disse que ia me levar para a casa de minha avó, mãe do meu falecido pai. Tive uma decepção tão triste que nunca mais me recuperei, apesar de todo o carinho de minha avó. Minha mãe não me quis, preferiu ficar ao lado do homem a quem amava. Mesmo traumatizado e cheio de tristeza, casei-me. Minha esposa parecia me amar muito. Tivemos dois filhos maravilhosos, Fernando e Fernanda. Tudo corria aparentemente bem. Foi então que entrando na casa de Marcelo, meu maior amigo, ouvi a voz de Edna, minha esposa. Marcelo veio ao meu encontro e perguntei de quem era aquela voz. Ele gaguejou e disse que não era ninguém. Desci e fiquei em frente à casa, até que saíssem. E quem saiu foi ela, a própria Edna! Fiz uma viagem, porém aquilo não saía de minha cabeça, pensando em tudo que um homem traído em seu casamento pode pensar. Ela não se modificou e Marcelo também persistiu no erro. Eu não quis mais ver o que estava acontecendo. Tive vontade de matar os dois, porém decepcionar Fernando com sua própria mãe não era possível. Se eu morresse, ele nunca ficaria sabendo da sua traição. Pensei comigo: se tudo estiver bem para Fernando, espero aqui o que Deus quiser. Deus há de me perdoar por minha pobre incompreensão. Tenho certeza de que, um dia, Deus me perdoará!” É verdade, pensei. Fernando estava sem complexos, vivendo sua vida e amando ainda mais sua mãe. Estávamos bem, quando ouvimos a campainha da chamada. “Está vendo para onde irei?” perguntou-me Lúcio. Você vai para o outro lado deste Canal – respondi. Ele partiu, e soube que tinha ido para reencarnar e pagar na carne o seu erro de se suicidar. E qual a sua pena? Voltará com uma forma de disritmia. Perguntei quem seria sua mãe. Sua mãe será novamente a mesma velhinha, porque rejeitou o direito de criá-lo, fazendo assim seu primeiro trauma, por ter preferido o homem que amava, deixando que ele fosse para a casa de sua avó. O desequilíbrio de uma mãe desajusta uma família. No outro sábado, aquela família voltou para falar comigo e, vendo-os sentados à minha frente, tive vontade de dizer tudo: que tinha me encontrado com Lúcio no Canal Vermelho e que era ela a única responsável pela sua morte. Como sempre me limito, apenas, a proteger, porque entreguei meus olhos a Jesus para nunca escravizar ninguém com palavras ou por insinuações, e muito menos por julgamento. Fico frustrada pensando nas palavras de Pai Seta Branca: ajudar, comunicar sem participar, não dividir nem tomar partido das pessoas!” (Tia Neiva, dez/79)
“Lembro de algo que Humarran preparou para mim: naquele dia, ia para o sono cultural um jovem que deixara, na Terra, uma complicada cobrança, envolvendo sua enteada, uma jovem mulher, empenhada em dívidas. Era o quadro que eu via, e Humarran me explicou: “A moça já está grávida e agora veremos se vai dar tempo. Seu sono e sua cultura foram muito tristes. Ele teria que voltar quando tivesse sete anos, mas, se tudo corresse bem, poderia voltar até depois de setenta ou oitenta anos.” Por que a enteada? perguntei. “Porque o jovem se apaixonou por ela, fez dívidas e estragou a vida dele, deixando a mulher ‘naquela’ situação.” E que culpa teria a moça para perder seu filho, que é uma dor tão grande? “É que ela alimentava o amor de seu padrasto, perdendo o sentimento pela mãe, não havendo respeito. Já se passaram mais ou menos cinqüenta anos da Terra, mas Deus não tem pressa. Eles estão chorando porque aqui sofrem mais e são mais conscientes.” Mas não era esta família que estava na Terra? “Não. Amaro, que é este jovem, já estava endividado com Susana. É a segunda vez que ele volta. Seu pecado é não respeitar sua família. Comporte-se em seu lugar, como Mestre Instrutora.” Não é falta de respeito o comportamento. Estando na Terra, todos podem se libertar uns dos outros sem precisar traumatizar ou cravar uma injúria ou uma falsidade, que é o mesmo que matar fisicamente. E nosso amigo estava devendo anteriormente. Vai e volta, e ninguém lhe ensina nada? “E o sono cultural, filha? Lá é dito tudo o que o Homem precisa saber. Inclusive, vai para um lar decente, com pais que ensinam a moral. Não há necessidade de erros… Todos têm uma oportunidade! Em cada canto tem alguém ensinando alguma coisa.” E em lágrimas e tristezas o nosso personagem se despediu, indo para o sono cultural. Sabe Deus quando voltará. Se tudo der certo, faz sua cobrança e volta. Pensei comigo: o que é bom para um não é bom para outro. E vendo aquele mundo de gente, pensei em um por um deles. Humarran, vendo o meu pensamento, foi logo dizendo: “Sim, as coisas de Deus são assim. Na Terra, todos têm seu encaminhamento e, aqui, muito mais. Veja ali, na Ponta Negra! Olha o Vale Negro, lá embaixo…” (Tia Neiva, 11.9.84)
Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 18.1.86

 

5. DESENCARNE
Querida Irmã Dharman Oxinto, Salve Deus!
Quando parte um ente querido, após cumprir sua missão nesta encarnação, a maioria das pessoas sente um grande vazio, dilaceradas pela angústia e com o desespero minando suas energias, a revolta se insinuando em seus corações, que pulsam destroçados pela dor da separação.
Na Doutrina do Amanhecer nós entendemos a Morte como uma bênção de Deus, pois sabemos que aquele espírito que deixa o corpo está nascendo para uma nova Vida, e sua passagem pela Terra foi apenas uma etapa de um longo aprendizado. Teve bons e maus momentos, riu, chorou, sofreu e teve seus momentos felizes, dentro do ciclo que corresponde a mais uma vida: nascer, viver e morrer! O desencarne ou a morte tem sido, desde tempos antiquíssimos até hoje, uma questão enigmática para a Humanidade. Homens sem fé, sem qualquer religião, com suas mentes científicas, ficam perplexos diante da morte. Seria o fim de tudo? Geralmente interpretada apenas como a degradação física, a morte, na nossa Doutrina, é aceita de forma tranqüila, pois nosso conhecimento supera o sofrimento, embora isso não nos isente da saudade daquele irmão que partiu. Sabemos que aqueles seres que amamos não desapareceram, não foram aniquilados: sobreviveram, modificados em suas estruturas, em outras expressões vibratórias, continuando a receber nossas vibrações de amor, de saudade, de carinho.
Em nossa Corrente, a morte só nos preocupa sob um aspecto: a morte do espírito, impedido de se manifestar pelo baixo padrão vibratório, pela falta de disciplina pessoal, pela incapacidade de manipulação das energias, submisso às ações de predominância material: defeitos, ódios, intolerância, vaidade e revolta.
O que comumente se chama morte é, para nós, apenas o desencarne. Sabemos que é preciso morrer para nascer. Na nossa Iniciação, determinamos a morte de nossa personalidade, e só conseguiremos evoluir em nosso estado iniciático se conseguirmos nos despojar de tudo o que seja negativo em nossa personalidade. Para passar por esta porta estreita do desencarne temos toda uma preparação. A fagulha divina, a centelha extraetérica que liga o espírito ao feto, no terceiro mês de gestação, começa a ser desprendida, 24 horas antes da morte clínica ou física. Isso acontece tanto para aqueles que têm a chamada morte natural – por doenças ou inviabilidade vital – como com os que são vítimas de acidentes, em que o espírito é liberado antes do choque fatal, de modo que não tem idéia do trauma físico. Os Médicos do Espaço, que fizeram a ligação, trabalham na liberação. Livre, o espírito se projeta pelo chakra laríngeo ou da garganta, e se coloca em posição invertida ao corpo, isto é, com sua cabeça sobre os pés do corpo, ficando em posição bem elevada. Logo, começa a baixar lentamente, sugando o magnético animal do corpo, carregando-se com todas as energias de tudo que realizou naquela encarnação, recebendo fluidos e emanações que vão formando um novo corpo, que leva consigo a alma e a conserva enquanto está a caminho.
Enquanto o espírito estiver ligado à alma, permanece no campo vibratório dela e se sujeita às leis que regem esse plano. A energia que havia servido como “solda” fica no cadáver, passando a se chamar charme. Esta fase de absorção do magnético animal dura cerca de 24 horas, motivo pelo qual os velórios demoram esse tempo, durante o qual o espírito recém-desencarnado recebe energias dos que ali estão, percebendo, também, os sentimentos daqueles que estão velando o corpo. Depois de retirar todo o magnético animal do corpo, o espírito é levado, por força magnética, para o primeiro ponto de contato com o Plano Espiritual: Pedra Branca, onde ficará por tempo correspondente a 7 dias terrestres. Pedra Branca é um local onde estão muitos espíritos, na mesma situação de desencarnados, mas não se vêem, isolados totalmente uns dos outros por uma barreira de neutrom, ocasionalmente ouvindo vozes, sermões e mantras, muitos sem terem consciência de seu estado de desencarnado. Ali, o espírito tem oportunidade de lamentar-se, alegrar-se, se maldizer e de fazer reflexões, avaliar sua encarnação como se, em uma tela projetada em sua mente, passasse toda a sua jornada detalhadamente. Vê as oportunidades que lhe foram dadas; as boas ou más coisas que fez; o que havia se comprometido a fazer, antes de reencarnar, e o que cumpriu; o que deixou de fazer! Exceto para espíritos de maior grau de evolução, ao sair de Pedra Branca, após o sétimo dia terrestre, o espírito inicia sua jornada de acordo com seu padrão vibratório, indo para uma Casa Transitória ou necessitando energia animal, para prosseguir até o Canal Vermelho, e isso é obtido por sua condução à Mesa Evangélica. Se seu Mentor não consegue encaminhá-lo, impedido pelo próprio padrão vibratório daquele espírito, ele se afasta e o deixa entregue ao destino que foi escolhido pela afinidade vibratória.
Existem espíritos que permanecem longo período como se estivessem mortos, arraigados em suas mentes negativas, dominados por ódio e rancores, de tal forma que perdem seu corpo espiritual, originando os elítrios ou ovóides. Outros espíritos se tornam errantes, por período que pode durar dias ou séculos, sendo atraídos por outros espíritos, ingressando em legiões do Vale das Sombras e só se libertando quando, aliviados por trabalhos desobsessivos, possam se voltar para Deus e receberem ajuda dos Planos Superiores. Existe, sempre, o peso da responsabilidade, do conhecimento, e é engano pensar que um Jaguar jamais vai para o Umbral, pois se fugir de sua conduta doutrinária, de suas metas cármicas, tem o espírito do Jaguar uma queda muito maior do que aquele que não tem Doutrina e, por isso, não tem o conhecimento que nossa Doutrina proporciona. Por isso, o sofrimento do Jaguar que sai de seu caminho é muito maior.
O espírito desencarnado possui estrutura molecular densa que vai se tornando mais leve quando doutrinado, sendo fluidificado pelos trabalhos, até que consegue suficiente leveza para ser magneticamente projetado a um hospital ou a um albergue dos planos espirituais, retomando sua marcha evolutiva. Os parentes e amigos que aqui ficaram devem evitar mentalizar aquele que desencarnou, ansiosos por senti-lo, falar-lhe ou ouvi-lo, pois isso gera também angústia naquele espírito que não pode comunicar-se, ainda, por condições que levam sempre um longo tempo para serem superadas.
Sabemos que o amor não tem barreiras e, por isso, vibrando amor e agradecimento por termos podido conviver e compartilhar momentos preciosos com aquele espírito, aguardando com esperança um futuro e feliz reencontro nos Planos Espirituais, temos a certeza de que estaremos em contato e ele se sentirá feliz ao receber as emanações de nossas vibrações isentas de mágoas, ressentimentos ou aflições.
O certo é que não podemos deixar de estar preparados para a Morte, pois nunca saberemos o momento em que chegará nosso desencarne, pois isso depende de muitas coisas. Não existe uma data marcada. Pode ser mais breve ou mais demorado, dependendo da trajetória de cada um, de seus atos, de suas ações e reações, de sua dedicação, de seu amor, de seu desprendimento. Por isso devemos aprender a conviver com a morte, a pesar nossas ações para que possamos estar preparados para a partida daqueles a quem amamos e para a nossa própria partida, confiando em nossos Mentores para que sejam momentos de paz e harmonia. Já existem estudos científicos, em diversas partes da Terra, que visam esclarecer a humanidade sobre o momento da morte ou do desencarne. Um psiquiatra – Raymond A. Moody Jr. – coletou impressões de numerosos pacientes que haviam passado pela experiência de morte iminente (EMI), e publicou um livro – Vida após a Morte -, em 1975, que desencadeou ondas favoráveis e objeções furiosas na comunidade médica internacional.
Os estudos sobre o assunto se intensificaram, e foram realizadas pesquisas em diversas universidades e hospitais com pacientes que haviam passado pela EMI. Chegaram à conclusão de que havia algo, num campo onde a Ciência atual ainda não tinha como certificar, tendo, em linhas gerais, sido isolados cinco pontos fundamentais de experiências de EMI que consideraram básicas: paz e sensação de profundo bem-estar; desprendimento do corpo físico; passagem por uma espécie de corredor escuro; visão de uma luz de brilho muito intenso; entrada em um ambiente de luz e paz; e visão de entes queridos que já haviam morrido. Tudo isso se completava com a ordem de voltar ao corpo, pois ainda não era chegado o momento do desencarne. E, assim, o paciente retornava ao corpo físico e, independentemente de sua raça, religião, posição social ou convicções individuais, passava a ter uma nova visão sobre a morte, com significativas alterações em suas perspectivas de vida. Um aspecto que intriga os pesquisadores é que alguns pacientes têm visão totalmente diferente, com ambientes hostis e sofrimentos. Isto porque os cientistas não entendem, ainda, a afinidade espiritual e o merecimento de cada um. Outro ponto que tem gerado muita divergência é o que se refere à doação de órgãos. O Jaguar sabe que nada desta matéria se leva para a outra vida e que, mesmo se faltar uma perna ou um braço nesta encarnação, seu corpo etérico estará perfeito. Daí, que se houver doação de seus órgãos após sua morte física, é uma caridade que estará fazendo ao próximo se puder ser transplantado seu coração, ou suas córneas, ou seus rins, etc., proporcionando melhor condição a quem necessita de um órgão saudável. O corpo físico, após poucas horas, entra em processo de decomposição e tudo se deteriora e se perde. O que puder ser de proveito para outros irmãos pode ser utilizado, sem qualquer prejuízo para aquele espírito que se libertou da matéria.
Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 22.2.86

6. O SOL INTERIOR

Salve Deus, querida Irmã!
O Sistema Planetário do Homem compreende suas três esferas coronárias, seu Sol Interior, governadas pelo Eixo Solar, em constante movimento no âmbito de sua orbe terrestre. O PLEXO SOLAR – O SOL INTERIOR – formado por três vórtices, na região pouco acima do umbigo, é o chakra mais complexo, pois faz a ligação do corpo astral ao corpo físico, processando energias que se originam nas vibrações dos Astral inferior, Astral superior e Mental inferior. É onde se faz a ligação do Centro Coronário. Esferas sobre esferas, os três vórtices unem-se em um talo complexo que termina entre a 1a. e a 2a. vértebras lombares.
O Eixo Solar do Homem é uma espiral de energias que atua de forma perpendicular sobre a cabeça do ser humano e governa suas esferas coronárias, o seu Sol Interior, um sistema particularizado e individual, centro vital do Homem, poderoso emissor e captador de energias e forças. Essas esferas representam os três reinos de nossa natureza, vibrando intensamente no plano físico – plexo físico -, no plano psíquico – microplexo ou alma – e no plano etérico – macroplexo, plexo etérico ou espírito, formando três planos vibratórios diferentes, sendo cada um regido por suas leis próprias e, embora dentro de relativa autonomia, os três mantêm estreita relação entre si, formando uma unidade composta por três elementos diferenciados. Isto é o que, sob o ponto de vista iniciático, denominamos o mistério do Trino, Tríade ou Trindade.
Nosso sistema planetário recebe as influências das diversas estrelas – Sivans, Harpásios, Vancares, etc. Essas esferas não são físicas, isto é, não são compostas por qualquer substância palpável ou tecido, mas contêm as projeções defeituosas de encarnações anteriores e levam as marcas dos caracteres hereditários das famílias espirituais – as afinidades psicológicas ou possíveis contradições de caráter da mesma família. Deste Centro Coronário partem sete raios de energia, sete forças que se distribuem pelo organismo humano, terminando cada um em um chakra – o mesmo sistema em dois planos diferentes, de onde são distribuídas aos órgãos do corpo, vitalizando-os. No Doutrinador, a força alimenta o chakra coronário; no Apará, o chakra umbilical.
É no Centro Coronário que se originam as manifestações e os registros que calcam a sensibilidade e envolvem, no físico, sua atuação passada que, refletida no presente, forma o carma, a Lei de Causa e Efeito. Na manipulação das energias, o Centro Coronário emana fluidicamente a alma, alimentando-a com irradiações energéticas, estimulando, vitalizando, gerando o BEM e o MAL, marcando o próprio Homem com as conseqüências felizes ou infelizes de seus atos. A condensação das energias produz magnetismo que, conforme a carga das forças manifestadas, podem ser atraídas – centrípeta – ou emitidas – centrífugas. Na Doutrina do Amanhecer se aprende a manipulação dessas forças, que também variam em sua polaridade – o Sol, polo positivo, gerando ânions, e a Lua, polo negativo, gerando cations.
Ectopia é a emissão de ectoplasma. O ectolítero emite o ectolítrio, que vai acionar o chakra laríngeo, permitindo que seja feita, melo médium, a emissão do ectoplasma. Essa emissão, assim, depende diretamente das condições proporcionadas pelo médium, de acordo com a harmonia e o equilíbrio de seu Sol Interior e pelas vibrações de sua mente. No Sol Interior se produz o ectoplasma – ou fluído magnético animal -, sendo variável em teor e em quantidade conforme as metas cármicas ou programas do espírito na Terra. É universal, porque todas as pessoas – espíritos encarnados – o produzem, constituindo-se na base do padrão vibratório e da manifestação mediúnica. De acordo com sua carga natural, dependendo das condições de seu Sol Interior, o ectolítero proporciona ectolítrio em níveis variáveis, influenciando a ectopia, a emissão do ectoplasma. Quando equilibrado o Sol Interior, o médium tem plena capacidade de emitir seu ectoplasma portador de várias energias benéficas, seja um Apará ou um Doutrinador, sentindo-se realizado em sua jornada.
Na Doutrina do Amanhecer é adotado o desenvolvimento natural da capacidade mediúnica de cada um, proporcionando-lhe condições para que possa controlar suas forças e energias, disciplinado-as suavemente para que possam fluir pelos canais próprios, reunindo as energias e fluídos ectoplasmáticos pelas forças centrípetas e afastando e emitindo as energias, sob o comando do Eixo Solar, pelas forças centrífugas, beneficiando o médium, trazendo-lhe tranqüilidade e paz, e, o que é mais importante, o conhecimento de todo este complexo sistema, sensível à percepção sensorial e extrasensorial.
O ectoplasma é o portador das energias emitidas pelo médium. Não é o seu canal de vibrações, mas sim das energias e forças efetivamente produzidas de acordo com as condições do Sol Interior do médium. O médium desenvolvido e que não trabalha regularmente, que fica muito tempo fora da Lei do Auxílio, corre o risco de adoecer, porque é com o seu trabalho e com os seus sentimentos que alimenta seu sistema nervoso, manipulando a energia de seu Centro Coronário, que mantém o equilíbrio de seus órgãos e realiza curas em seu próprio corpo.

CORPO FÍSICO – ou plexo físico, plexo nervoso ou plexo vital – é a morada da alma. Estruturado desde a concepção, dentro do plano reencarnatório, ele forma o Erofísico, conjunto de energias que geram o magnético animal, que constitui a força da Terra, a força vital, a força do Jaguar. O Homem é regido por um conjunto de sete energias, sendo 3 positivas – ou crísticas – de origem espiritual; 3 negativas, ou da Terra – cristãs – de origem física; e uma que une os dois grupos, mas é negativa, a força da mente – a sede do “EU”. As 3 positivas são o Pai, o Filho e o Espírito; as 3 negativas, além da força da mente, são a do plano do intelecto concreto, onde se manipulam as energias etéricas; a do coração ou forças da emoção e da sensibilidade; e a força animal, do mundo físico. Qualquer alteração que surja neste equilíbrio acarreta sofrimentos, em maior ou menor intensidade, pois o Homem mergulha no desequilíbrio com as leis do mundo. Esse equilíbrio é representado por “HOMEM = 3 + 1 + 3” ou “HOMEM = 3P + 4N”. Na esfera coronária física vão-se registrando todos os fatos da existência, as heranças genéticas, as resultantes cármicas e os desejos que direcionam o livre arbítrio. Também ali se projetam as energias preexistentes na Terra, sendo assimiladas, transformadas e distribuídas. O corpo físico é, em tudo, uma reprodução do corpo fluídico ou corpo etérico. Tanto que, por vezes, confundem-se alguns pontos de um e de outro, como, por exemplo, os chakras, que são captores/emissores de energias do corpo etérico, com os plexos, que correspondem aos chakras no corpo físico, estando ligados ao sistema nervoso. Na Terra, o espírito reencarnado percorre a sua jornada com seus veículos físico – o corpo – e etérico – o perispírito. Quando desencarnar, o corpo físico fica desativado e o perispírito junta-se à alma e forma o espírito que continua sua jornada. Quando não houver mais provas a passar, quando nenhum charme tiver que ser resgatado, quando não houver mais dívidas a saldar, o espírito se desliga destes planos e se torna um Espírito de Luz, não mais utilizando corpos físicos. Por isso é preciso zelar pelo corpo físico. Manter-se em boa forma física, alimentando-se bem, sem cometer excessos de quaisquer naturezas, evitando a vida sedentária, cuidar da saúde física e mental, especialmente buscando pautar nossas ações dentro de uma correta conduta doutrinária, e ouvir o que diz a Espiritualidade em determinadas ocasiões, quando tivermos problemas graves de saúde, que requerem até mesmo internações e cirurgias. Sabemos que a maioria de nossas doenças são geradas em nosso corpo etérico, pelas vibrações alteradas por algum motivo, que pode ser nosso momentâneo desequilíbrio que provoca uma queda em nosso padrão vibratório ou a ação de um obsessor ou elítrio. De qualquer forma, quando estivermos com um problema físico, devemos consultar um médico da Terra e seguir suas orientações. O que devemos fazer é, enquanto esperamos a consulta, mentalizar nossos Mentores e pedir que nos protejam e iluminem aquele médico para fazer um correto diagnóstico. É certo que podemos ajudar o tratamento com água fluidificada do Templo, com vinho da Bênção de Pai Seta Branca e do Oráculo, e passando como paciente nos trabalhos. O corpo físico se relaciona com o mundo exterior e com seu campo consciencional através do sistema nervoso. A reencarnação é proporcionada ao Homem e nele sustentada pela Centelha Divina ou Charme que, pelo perispírito, faz a ligação entre o corpo e a alma.

PERISPÍRITO – Cada espírito tem características, objetivos, tendências e preferências que são somente seus, e para retornar ao TODO DIVINO necessita apagar sua individualidade, isto é, desindividualizar-se, o que lhe é propiciado pelas encarnações, em sua adaptação ao corpo físico, cujas manifestações se fazem pelo processo sensorial de estímulo-resposta, chamado alma. No macroplexo ou plexo etérico, o espírito atua no Homem, sobre a alma e através dela. Como não podemos conhecer o espírito em sua essência, ele se reveste de energias que o tornam perceptível e cognoscível, tomando forma, embora não percebida por nossos sentidos, formando um organismo homogêneo, uma película subcutânea, que desempenha todas as funções da vida psíquica ou da vida fora do corpo, com sensibilidade extrasensorial, que denominamos perispírito. O perispírito carrega todas as funções psicossomáticas do ser humano, só que com uma vibração muito mais ampla, e molda todas as características da individualidade do Homem. Embora o perispírito registre todas as nossas ações, não influencia o sistema nervoso. O espírito rompe o neutrom (*), indo buscar energia em seu plano evolutivo para se alimentar e, assim, também alimentar o Homem, embora sofra as influências da alma e do corpo. A maneira como ele recebe as decisões da alma é que determinam seu bom ou mau aproveitamento da situação de encarnado. Aprisionado no perispírito, dentro da Lei de Causa e Efeito – o carma -, o espírito se evolui através de incontáveis testes e provas. Após o desencarne, a alma e o perispírito formam o corpo astral.

ALMA ou MICROPLEXO – É o microcosmo, ou seja, o princípio ativo, modelador, redutor, que modifica o estado de SER do espírito para a situação de ESTAR desse mesmo espírito na situação do Homem encarnado. É a barreira entre os vários planos vibratórios do Homem e o mantém na posição planejada e é ela que busca, pesquisa, informa e fornece elementos de decisão para o EU, ao mesmo tempo em que estabelece limites da movimentação do ser humano. A alma não pode existir sem o corpo, seja ele de natureza densa – na superfície da Terra – ou de natureza etérica – nos planos sutis da Terra. A função do microplexo é absorver, assimilar e emitir energias em dois planos – o do espírito e o do corpo -, comandando a percepção e a comunicação do Homem. Enquanto o corpo – o plexo físico – é limitado no tempo e no espaço, pelas leis da matéria física, a alma age dentro de limites mais amplos no tempo e no espaço. É a alma que vai em busca dos desejos, das satisfações e dos anseios, que emite e recebe vibrações, que influencia e é influenciada por outras mentes, que alimenta e é alimentada pela inteligência. A mais importante de suas funções é receber os eflúvios do Plano Espiritual e levar a personalidade a agir de acordo com as leis transcendentes, de forma tão ampla e ilimitada que a faz confundir-se com o espírito. Uma importante Ciência, trazida pelos Equitumans, obtinha grandes curas e vem sendo de grande valia para muitas tribos por toda a Terra, com a manipulação das forças da alma – o XAMANISMO. Segundo o Mestre Tumuchy, “quando a alma entra em sintonia com a individualidade, significa que nós encontramos o nosso destino e entramos tranqüilos na aceitação do nosso carma e da nossa missão. A partir daí, a água do Céu passa a jorrar em nossa vida eternamente… Jamais teremos sede!” Na Doutrina do Amanhecer, segundo nos disse Koatay 108 em reunião de 9.9.80, a alma e o perispírito formam o espírito e são considerados como coisas de naturezas diferentes: a alma é o mecanismo psicológico, com sua base física no sistema nervoso, sendo formada, em cada encarnação, de acordo com sua respectiva programação. A força psíquica quando chega a ser espírito humano – a alma – tem todas as qualidades bem distintas e caracterizadas, totalmente indispensáveis à manutenção da vida para cada um: mais timidez, mais audácia, tudo de conformidade com sua missão na Terra, porque a alma humana é o produto da evolução da força através do reino de sua natureza. Nossa alma sempre busca nossas necessidades, nossos anseios e nossos impulsos, agindo conjuntamente com o corpo físico na recepção e avaliação de fatos físicos – nossas sensações – e de fatos psicológicos – nossos sentimentos. Quando não são satisfeitas as necessidades da alma, surge a depressão, ocasionando a infelicidade e a insatisfação em graus cada vez mais profundos. Por isso, é preciso estar atento ao que a alma pede! Uma boa hora é quando se vai deitar, à noite, e se faz um balanço do dia que termina. Mentalizar o que fizemos, o que queríamos fazer, o que não fizemos… Ao terminar esse balanço, procure, com os olhos fechados e a mente calma, sentir do que precisa sua alma. Pode acontecer uma desintegração da alma quando ela se desprende do magnético vital. Isso não acontece com a alma que recebeu suas consagrações, porque, consagrada, a alma não se desprende do magnético vital do corpo. Quando o feto completa três meses de gestação, recebe o perispírito e a alma. A alma passa, então, a alimentar o feto com a energia vital. No desencarne, a alma deixa o corpo, ligada ao perispírito, que passa a ser o seu invólucro, atuando como o corpo fazia com o espírito, formando o corpo astral. No Homem, quando a alma está fora, o perispírito comanda suas atividades vitais. São muitos os fatores que levam uma alma a sair do corpo, principalmente doenças, problemas, preocupações e vibrações. É fácil sair, para almas irresponsáveis, espíritos sem lei ou sem doutrina. Para estes casos, torna-se muito difícil o retorno.

“Tudo o que o Sistema Crístico podia fazer para os Homens está feito, já deu a qualquer um a possibilidade de se encontrar consigo mesmo, com sua individualidade. Quando os Homens preferem inventar novos métodos, vão se afastando da realidade, que é o Sistema. Quando se fala que o Jaguar tem o pé na Terra é porque o Jaguar tem o pé no Sistema, explicado em termos do nosso Sol Interior. Quando falamos em Sol Interior, estamos falando numa filosofia cristã, e nenhum comentarista ou filósofo cristão comentará esta palavra, porque ela só vai ser encontrada no Evangelho se buscarem o Evangelho Iniciático, isto é, o Evangelho cujo segredo só podemos entender se tivermos iluminação por dentro. As palavras são iguais para todos, mas alguns enxergam de uma maneira diferente e chegam ao Sistema, se tiverem os pés na Terra. Entretanto, no Evangelho, tudo se resume na prática destas três palavras, que nós sempre repetimos: Amor, Tolerância e Humildade. Agora, chegou o momento de saber até que ponto cada um de nós adquiriu a capacidade de perdoar, de tolerar, de ser humilde, de não julgar e de amar, e assim avaliar o ponto a que chegou em termos de amor incondicional!” (Tia Neiva, s/d)
“Todos nós temos um Sol Interior que, pela força de seu pensamento, tem como medida o grau de evolução. Este Sol deverá ser desenvolvido, sempre com o objetivo de favorecer o Bem acima de tudo, na Lei do Auxílio, completando o ciclo iniciático nos três reinos desta natureza. Primeiro, procurar o equilíbrio físico e moral, individualizando-se em perfeita sintonia com Deus, para que a força da inteligência se torne perceptível por sua expressão vibratória. Além desta vibração, você deve saber movimentar os poderes do seu Sol Interior. São fáceis os contatos físicos no plano físico quando não temos muita terra no coração! Porém, com o coração pesado, só encontramos a dor, a angústia do espírito conturbado pela subdivisão dos três sistemas do seu reino coronário, porque a tua alma, divina, exige o teu bom comportamento. Quando assumimos o compromisso de embarcarmos nesta viagem, viemos equipados para o Bem, assumimos o compromisso para o reajuste de um débito, o qual não somos obrigados a assumir. Porém, tão logo chegamos, pagamos ceitil por ceitil o que prometemos!” (Tia Neiva, Carta Aberta n. 1, 4.9.77)
“Possua sempre a paz interior, que é indispensável para que seu Sol Interior (*) possa irradiar e iluminar sua luz a todo este Universo! Conheço bem os seus caminhos, e peço por você em meus trabalhos.” (Tia Neiva – Carta Aberta n. 6, 9.4.78)
“Aqui fizemos uma Lei e, nela, nos complicamos muito. E, por ela, tentamos afirmar aos olhos dos outros o que, na realidade, não sentimos. A Sociedade nos ensina tudo o que é bom e honesto, porém a maioria não entende a mensagem e começa a pesar o ouro e a prata na balança. E vão abandonando os seus fornecedores, que são o Sol e a Lua, a força energética que nos anodiza e que nos dá a fortaleza para bem assumir nossos destinos cármicos; e desenvolve o poder que está oculto em nós mesmos. Sim, filho! Se existe um Sol Interior em nós mesmos, que nos anodiza, colorindo nossos pensamentos, é importante saber que, adquirindo o ouro e a prata que não pesa na balança, adquirimos tudo o que realmente precisamos. Inclusive, saber que a Lua representa a prata e o Sol o ouro. A Lua busca no neutrôm as impregnações cármicas e, de conformidade, o seu Sol Interior as vai separando, para que na força centrífuga as afaste, para o seu bem, onde sempre são formadas estas impregnações, doenças, até mesmo obsessões.” (Tia Neiva, 3.7.78)
Porém, o Homem tem igualmente a sua origem. Sim, porque partimos de um só mundo, de uma só natureza. Dizem os nossos antigos que, ainda na era em que o vento uivava e as frondosas raízes, como tentáculos de um polvo feroz, se salientavam da terra e, na vida, reclamava o Homem o seu calor, foi-lhe concedido o Sol Simétrico da Vida do raciocínio! Deus atravessou o primeiro raio do raciocínio, formando o plexo primeiro e o segundo, onde a alma se acomodava. O primeiro sustentava o centro nervoso físico – o corpo – que é o poder do prana. O segundo – o PLEXO PRANA – é a vida no centro nervoso, conforme o seu amor ou comportamento, alimentando-se pela Presença Divina, enquanto o plexo etérico rompe o neutrom e sustenta o corpo, a carne. O Homem vindo de Capela chegou a viver em corpo fluídico, a ponto de fecundação, e nas grandes amacês nasceram os primeiros Homens com o Terceiro Plexo, formando o Sol Interior, que é a formação total do Homem, que forma o elo entre o Céu e a Terra, que é o mais importante: o microcosmo ou microplexo. Por Deus, formou-se o terceiro plexo! Deus e seus Grandes Iniciados formaram, na Terra, o poderoso Helios, que quer dizer Sol Simétrico, onde o Homem cresceu e se organizou na santa Centelha Divina. E como tudo é completo neste Universo de Deus, seguiu-se o plexo da vida na natureza, do animal e da planta. Foi colocado o plexo animal. Surgiu o poderoso ERON, que quer dizer “Sol do Prana”. Eron, conduzido pelo prana, conduz as forças da Natureza, em uma só obediência, para Deus. Vieram, então, as grandes inteligências. Formaram-se, também, os poderosos sacerdócios. Saindo o mundo da somente Natureza, veio a necessidade da Contagem das Tribos, e elas recebiam o Raio pertencente à sua evolução e sobre suas origens.” (Tia Neiva, 19.9.80)
Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 19.4.86

7. CURA DESOBSESSIVA

Salve Deus, irmã Dharman Oxinto!
A Ciência classificou como doente qualquer pessoa que apresente desequilíbrio ou desvio em um de seus três aspectos: físico, mental ou social. Na nossa Doutrina, como na maioria das linhas espíritas, acrescentamos o fator transcendental. Aqui manipulamos energias, aprendemos que, no Universo que nos rodeia, nós e tudo o mais somos apenas formas de energia, cada um sendo emissor de uma freqüência própria de vibrações.
Na Natureza, onde a escala natural – mineral, vegetal e animal – apresenta, em cada nível, uma complexidade maior na formação de seus seres, os mais adiantados apresentam órgãos que vibram, cada um, independentemente do outro, mas compondo uma resultante que é a vibração daquele ser. Este é um importante fator na doação de órgãos. No Homem, uma mudança na freqüência de um órgão, determina a doença. Por isso, seriam usadas as vibrações para corrigir e normalizar a freqüência vibratória desse órgão “doente”. Pelos estudos modernos e científicos, as células do corpo humano selecionam e rejeitam certas vibrações, podendo, mesmo, por ação de uma vibração, alterar sua freqüência e o seu campo eletromagnético, gerando, caso seja uma vibração negativa, uma despolarização de graves conseqüências para o órgão que compõem. Por isso é preciso criar, em torno do doente, um ambiente positivo, com vibrações positivas e manipulação de forças geradoras de paz e confiança. Numa das passagens do Evangelho, Mateus (VIII, 16) nos relata: “E, chegada a tarde, trouxeram a Jesus muito endemoninhados e Ele, com a sua palavra, expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos.” E, em IX, 32 e 33: “Trouxeram a Jesus um homem mudo e endemoninhado. E, expulso o demônio, falou o mudo, e a multidão se maravilhou, dizendo: Nunca tal se viu em Israel!”
Normalmente, qualquer enfermidade tem sua origem nas alterações de nosso padrão vibratório, que podem ser causadas por pensamentos, ações ou reações diante de fatos e pessoas com que nos defrontamos em nossos caminhos cármicos, ou de irmãos desencarnados, obsessores e elítrios, que são colocados junto a nós quando ainda somos apenas fetos. Mateus (X, 1 e 5 a 8) nos conta: “Jesus, chamando seus doze discípulos, deu-lhes o poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal.(…) Jesus enviou estes doze e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelos caminhos das gentes, nem entrareis em cidades de Samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel, e, indo, pregai, dizendo: É chegado o Reino dos Céus! Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça dai!”
Sobre nossas doenças, sabemos que algumas são acidentais, e podemos nos recuperar no trabalho de equilíbrio de nosso padrão vibratório, enquanto outras são cármicas, e não temos como escapar, só nos restando enfrentá-las sem revolta, com tolerância e amor, visando aplacar o sofrimento. Devemo-nos lembrar de que, quando fizemos nosso roteiro reencarnatório, também escolhemos como iríamos desencarnar. Ora, se nos defrontamos com uma doença fatal, que foi a que escolhemos para fazer nossa passagem, não há o que se desesperar nem ir buscar em outras linhas uma cura impossível. CAVALEIRO DA LANÇA VERMELHA
Quanto mais cultivarmos pensamentos negativos, mais estes vão se tornando físicos, tornando nossos atos cada vez mais negativos, carregando de energias de baixo padrão o nosso corpo sutil e a nossa aura. Estaremos alimentando aqueles irmãozinhos que, por motivos transcendentais, foram colocados junto a nós para um reajuste, e vibrando negativamente, especialmente em nossos pontos mais vulneráveis, conseguem atingir o nosso físico. Através dos chakras, essa energia negativa atinge nosso corpo físico, desencadeando males que vão desde um simples resfriado até complicações circulatórias e câncer. Por isso, é fundamental que nossos pacientes da Cura Desobsessiva passem, antes, pelos Tronos, para que possam afastar irmãos desencarnados daquelas auras, facilitando o trabalho da Cura.
Um obsessor pode levar aquele que obsidia a extrema fragilidade física, pelas energias que suga. Nossa Cura Desobsessiva é um trabalho puramente espiritual, agindo pelo ectoplasma na aura do paciente, não envolvendo diagnósticos nem receitas médicas. No Livro de Leis constam o ritual e importantes observações sobre a Cura.
Não existe qualquer contato com o paciente, exceto no plano astral, e a recomendação, feita nos Tronos, é a de que o paciente continue seu tratamento com os médicos terrenos, se o estiver fazendo, e, no máximo, é sugerido que leve água fluidificada, do Templo, para usar como complemento dos remédios que estiver tomando. Não se deve cair em desespero, buscando os destaques de fenômenos curadores, como, no momento, temos em Pau Melo e em Abadiânia, como já tivemos Zé Arigó, porque eles só podem atuar em doenças não cármicas, agindo como orixás de grandes falanges de espíritos médicos, manipulando poderosas energias que curam o físico de seus pacientes. Na Cura Desobsessiva, na nossa Doutrina, trabalha-se a energia do corpo sutil e tudo que outros médiuns podem fazer, nós ali fazemos com maior eficácia. É certo que o resultado vai depender, na maioria dos casos, do merecimento do paciente. O processo de cura começa do interior para o exterior do paciente. A aceitação do tratamento é fundamental, e independe da fé ou crença do paciente.
A falange de Médicos do Espaço sempre está pronta a agir em nosso socorro. Quando vamos a um médico na Terra, devemos, antes, pedir aos nossos Mentores que nos protejam e aos Médicos do Espaço que projetem na mente do médico que vamos consultar, para ajudá-lo no correto diagnóstico do nosso mal físico.
Em julho de 1997, o Trino Araken proibiu a participação de ninfas com indumentárias de Ninfa Sol ou Lua, Missionárias ou Prisioneiras, na Cura, exceto, é claro, no Sanday. O mestre encarregado de orientar os pacientes que saem da Cura deve ter o máximo cuidado em só encaminhar para a Junção aqueles que foram expressamente orientados, nos Tronos, para passarem por aquele trabalho.

“Certa vez eu estava envolvida como que em teias de aranha. As pessoas haviam posto na cabeça que eu curava, adivinhava e dava remédios. Isso era horrível! No espaço, tenho companheiro para tudo, na hora de advinha, de curar. Porém, para a cura física, sofro muito. Ninguém quer me ajudar! Trouxeram-se um homem aos gritos. Vinha do médico. Comecei a cura desobsessiva, pois vi um elítrio bem adiantado. Nesta época não dispunha de um Doutrinador formado. Pensei em utilizar alguns Aparás, mas os vi ali, sem qualquer sintonia. E aconteceu que o homem piorava, berrando de dor. Como nem os Pretos Velhos e nem os Caboclos que estavam por ali me aconselhavam com alguma medicação física, resolvi administrar uma medicação bem conhecida, e qual não foi minha surpresa ao ver Vovô Hindu aparecer, dizendo: “Filha, não comece errado! Você veio como Missionária da Vida Eterna e jurou pelos seus olhos, também, para ensinar o certo. Deus colocou o médico na Terra com a Ciência Biológica. Como pode você desafiar esta Ciência que já está pronta? Se veio com a Missão Crística Evangélica, nada tem a ver com a Ciência Biológica! Se quisesse desafiar a Medicina ou as Leis da Terra, Pai Seta Branca a teria preparado como médica, como bacharel ou mesmo em Letras…” O remédio estava ali. Olhei Vovô Hindu, e ele sorriu. Dei o remédio e, após mais ou menos cinco minutos, o homem estava bem, e foi embora. Fiquei meio encabulada. Vovô Hindu começou, então, a me contar essa história: “Quando o Anjo Ismael decidiu que o Brasil seria a Pátria do Evangelho, vendo a chegada do Africanismo convocou os cientistas alemães, promovendo sua sublimação, proibindo o curandeirismo. Estabeleceu-se que os médicos de cura desobsessiva baixariam nos aparelhos mediúnicos, enquanto os médicos de cura física terrena atuariam nos médicos profissionais encarnados na Terra.” (Tia Neiva, s/d)
“Em muitos casos, as perturbações mentais dominam o homem de um modo clínico, pois todos os transtornos são de motivos psíquicos, profundos, dolorosos, de acordo com a sensibilidade do caso, da região afetada alucinatória. Devemos considerar o fator psíquico mesmo que seja no pé. Temos que destacar com um trabalho desobsessivo. Me faz lembrar de um homem que tinha uma grande dor na espinha a ponto de não poder sentar-se. Não podia mais andar. Os médicos tiraram diversas radiografias e o homem sempre pior. Chegou no Templo em uma cadeira de rodas, que mal podia sentar. Cheguei também na hora. Quando me viram foram dizendo: Este homem teve meningite e ficou com este defeito na espinha. O coitado ficou aleijado e o médico diz que não tem nada, é um absurdo! Percebi que se tratava de um ELÍTRIO. Mandei que passasse em três tronos. Os Pretos Velhos mandaram que ele voltasse e, por fim, encontrei o homem restabelecido.” (Tia Neiva, 16.3.78)
“Pensamos naquele homem cuja perna ia perder. Chegou um cientista e, no plano físico, lhe deu um remédio e o libertou. O homem, com suas duas pernas, se pôs a correr e a se chocar, em desafio com outros homens. Voltou à sua dor primária, indo ver-se em seu antigo estado. O cientista, tornando a vê-lo, triste, foi lhe dar o mesmo remédio. Não, ele não precisava mais do cientista! Desta vez sua doença era na alma. Enganou-se: o cientista tirou do bolso o Evangelho e lhe deu sua cura!” (Tia Neiva, 12.12.78)
“Ponha uma toalha branca em uma mesa, acenda uma vela, ponha um copo de água , seu talismã, sua cruz e um pequeno defumador. Faça a Prece de Simiromba, sentindo com amor a presença dos Mentores e, em Jesus, processe a sua cura, a cura desobsessiva. A cura desobsessiva é a cura física. Cura, por exemplo, uma grande perturbação, já que tira o espírito perseguidor. Homens perseguidos por um espírito que maltrata a família e que o faz perder seus negócios; homens que vivem em total miséria, que se entregam ao ridículo com vícios, etc. Salve Deus! Coloque-se neste pequeno ritual e faça sua cura. Se um Preto Velho quiser baixar, poderá fazer o seu Aledá. Agradeça a Deus, com amor!” (Tia Neiva, 13.10.83)

1ª Dharman Oxinto Dinah – 21.6.86

8. OS CASAIS

Querida Irmã Dharman Oxinto, Salve Deus!
Uma das conseqüências do carma é a união de duas pessoas. Em Eclesiastes (IV, 9 e 10) nos foi dito: “Melhor é serem dois do que um, porque se um cair o outro levanta seu companheiro!”. Nossa jornada, nesta e em outras encarnações, sempre é marcada pelas lutas, pelas provações. Isolado, o Homem é muito vulnerável, e por isso é necessário ter o apoio de outra pessoa. Acompanhado, partilhando e compartilhando os bons e os maus momentos, o Homem enfrenta seus desafios, torna-se mais difícil abater seu ânimo.
Em Mateus (XVIII, 18 a 20): “Tudo o que ligardes sobre a Terra será ligado também no Céu, e tudo o que desligardes sobre a Terra será também desligado no Céu. Se dois de vós se unirem entre si, na Terra, seja qual for a coisa que pedirem, meu Pai, que está no Céu, lhes dará, porque onde se reunirem duas ou mais pessoas em meu Nome, aí estarei Eu no meio delas!”. Assim, uma ligação baseada no amor, é feita na Terra e no Céu. Todavia, essa união pode ser feita somente no plano físico. Quando uma ligação se faz por amor é uma grandeza para todos que dela participam – o casal, seus filhos, sua família, pois representa a perfeita união entre dois espíritos, diminuindo consideravelmente o carma do casal. Quando não têm por base o amor, são exclusivamente ligações no plano físico, são fruto apenas da paixão – um sentimento arrebatador que dura pouco e se acaba – ou do interesse material, isto é, pela cobiça, pela ambição ou pela vaidade. Embora uniões no plano físico, elas repercutem no espírito, aumentando os compromissos cármicos daqueles que se envolvem numa situação dessas. São penosas, atormentadas, gerando agressões, violências e todas as formas de desequilíbrios. Quando dizemos que são apenas no plano físico é porque, mesmo que tenham recebido aparentemente uma consagração em alguma religião, elas não se efetivaram nos planos espirituais, pois a Espiritualidade, sabendo as intenções daquelas pessoas, não faz aquela consagração. Por isso, sua dissolução não tem qualquer problema além das formalidades legais do plano físico. A união feita nos planos físico e espiritual é mais séria, pois envolve dois espíritos que pediram, nos planos de suas reencarnações, essa oportunidade de se encontrarem para se reajustar um com outro. Este tipo de união – por reajuste – gera momentos difíceis, de dura provação, que devem ser superados com amor e tolerância, e, na maioria dos casos, é ajudada por filhos, missionários encarnados, que participam daquele reajuste cármico.
O casal é a célula da família e, por isso mesmo, são muitos os aspectos cármicos que envolvem duas pessoas que se unem. Menos conflitantes são as uniões de almas afins e de almas gêmeas. A união entra em crise quando, por qualquer motivo, o casal entra em desequilíbrio. Um passa a vibrar no outro, esquecidos das responsabilidades, dos seus compromissos, formando gigantesco círculo de más vibrações que atingem aos que os rodeiam, gerando conflitos, agressões físicas e morais que vão crescendo, de forma cada vez mais violenta, até o rompimento final, a separação. Por isso é importante que o casal cuide de seu relacionamento, entendendo que cada um tem seu compromisso com o outro, que aquela união é de responsabilidade dos dois, e que há de pesar a conseqüência de uma separação naquele que não souber reequilibrar a união, que não soube ser tolerante nem compreensivo para com o outro que estava, na maioria das vezes, sucumbindo às vibrações de ódio e de inveja, que o atingiram por estar com baixo padrão vibratório.
Quando o respeito, o amor, a confiança e o equilíbrio desaparecem em uma união, surge a solidão, situação em que o homem ou a mulher se torna frágil, carente de afeto, e é aproveitada pelos cobradores, encarnados e desencarnados, para criar ilusões e recalques. Mostram belos caminhos, floridos, tranqüilos – puras visões -, que levam a profundos abismos! Nos momentos de solidão é que estamos entregues a nós mesmos, prevalecendo o que queremos fazer, muitas vezes levados apenas por sentimentos de vingança contra aquela pessoa que nos fez sofrer. Sabemos que a Espiritualidade não vai nos dizer como agir. Contamos, somente, com nossa consciência, com nossa bagagem doutrinária, com nossos sentimentos.
Um caminho para diminuir os atritos e tensões deve ser feito pelo casal:
a) falar e resolver as questões que incomodam um ao outro, pois muitos atos naturais de um, sem intenções, podem ser interpretados, pelo outro, como agressões ou falta de sensibilidade;
b) ter tolerância e humildade, entendendo que, geralmente, os atos e palavras de um refletem o estado de espírito do outro, pelo ambiente vibratório que se cria;
c) buscar analisar os acontecimentos de forma isenta de sentimentos de ciúme e frustrações, que deformam a realidade das coisas;
d) superar sentimentos de rejeição e isolamento, buscando ser uma presença alegre e amável, lembrando que é dando que se recebe, e amando que se é amado;
e) cada um deve buscar amar o outro de forma simples e sem preconceito, amando a si mesmo e conhecendo seus próprios sentimentos e limitações.
Sabemos que seremos os únicos responsáveis pelo que fizermos, pelas conseqüências de nossos atos, pelos caminhos que escolhermos. Geralmente, buscamos a perfeição em outra pessoa, criando uma imagem ideal que se distancia da realidade, uma vez que somos todos humanos e, por conseguinte, temos nossos defeitos e limitações que precisam ser clara e humildemente reconhecidos, não só por nós mesmos como por aqueles que nos amam. Uma grande parte das separações se deve a essa fantasia que é feita em relação àqueles que se tornam objeto de uma utopia, por parte de seu companheiro ou de sua companheira, e não suportam a visão realista daquelas personalidades e individualidades. Tolerância, humildade e, sobretudo, amor – são as bases sólidas para qualquer convivência.

“(…) Fica bem explicado que o ser humano, encarnado ou desencarnado, continua sempre a sofrer alterações em seus reinos coronários, porque o espírito não pára a sua evolução, modificando-se, renovando-se, com energias mais apuradas, até sofrer novas alterações, para combinar em outros mundos, de outras matérias. Devemos saber que a forma de se aprimorar ou de se degradar está de acordo com a sintonia mental em que nos colocamos, pois somos preparados nos planos espirituais, vindo cada um de nós preparado ou instruído com a sua lição. Também se colocam os mundos e seus habitantes. Segundo meus conhecimentos, saímos preparados e orientados por eles. Por conseguinte, em maior ou menor evolução. Onde estivermos, sentimos em Deus esta sintonia, a sintonia universal. (…)” (Tia Neiva, 4.10.77)
“Deus nos deu inteligência e o poder, que fala pelas vibrações. Preste atenção na tua história e veja se na Lei de Auxílio, algo poderás mudar. Meu filho, nenhum homem pode ser feliz se estiver rodeado de vibrações e discórdia. As forças vibratórias que vêm aos que estão em harmonia com os poderes superiores, forças de vibrações harmoniosas, são tanto mais fortes transmitidas pela lei de auxílio. Veja: na maioria das vezes, reclamamos, sentindo-nos injustiçados, só conhecemos quando estamos sendo vibrados, e nem uma só vez nos lembramos de fazer um exame de consciência para ver se não estamos fazendo alguma injustiça. Saiba que o maior desajuste é o julgamento. A preocupação de estar sendo vibrado acaba por vibrar o outro, que nada tendo contra, se isenta, voltando contra ti mesmo. Quantas vezes, eu consulto pessoas que me afirmam estarem sendo vibradas, no entanto, elas mesmas captam as más influências, porque sem qualquer análise vão se jogando contra os que dizem ser os seus inimigos.” (Tia Neiva, Carta Aberta nº 5, de 21.10.77)
Nossa vida é uma grande jornada, onde as dificuldades constantemente nos abalam. Filho, continue a lutar, porque só cai aquele que não está seguro em si mesmo. Continue, filho, a lutar, certo de uma coisa: Só são derrotados os que acreditam na derrota. Conserve a sua liberdade, respeitando a liberdade dos outros. Não se esqueça, também, que você é o seu maior valor, a sua maior fortuna. Se você estiver preso por pensamentos negativos, de nada valerão toda a riqueza do mundo, toda a felicidade possível. Tem uma missão a cumprir. Explique ao mundo o caminho que o homem deverá tomar, mesmo ao mais íntimo ser que Deus lhe confiou, principalmente se ele ainda vive em teu teto, junto a si. Seja confiante, emane a sua força doutrinária para que seja completa a sua doutrina. Não deixe, não siga, ficando alguém a sussurrar outra melodia junto a você. Não se esqueça que a sua Doutrina é a força poderosa que, uma vez desenvolvida, permite a realização de todos os seus anseios e que, desenvolvida esta faculdade, terá, também, condições de modificar a sua natureza, vencer todos os obstáculos, dominar a matéria, até vencer a morte. Procure confortar os infelizes, os incompreendidos, mesmo que estes estejam contra você. Seja prático e não se afaste das metas racionais, nem queira obter resultado do seu trabalho e de suas caridades. Procure amar a vida em todos os seus ângulos. Faça do que lhe resta deste terceiro plano o mais agradável possível. Procure prolongar a sua existência, aproveitando o melhor possível, sempre em fins respeitáveis, não se esquecendo também, que não há condenação para o pecador e, sim, uma reparação dos seus erros. (…)Todos os que se prendem pelo pensamento, se prendem pela vida. Convém insistir contra a violência de nossas mentes. A ciência social de hoje ensina o nosso desenvolvimento, porém, antes, deviam ensinar ao homem a se libertar dos seus pensamentos. Uma mente livre, um Homem livre de pensamentos!… (Tia Neiva, 5.3.79)
“No mundo dos espíritos, onde as visões se encontram, sem paixões, sem teorias, há uma só filosofia: SER OU NÃO SER. É o que acontece, meu filho, quando chegamos à nossa realidade. Renunciamos às paixões, nos libertamos dos falsos preconceitos. Sim, porque o que chamamos de preconceito é quando, num ato impensado ou mesmo jogado pelas forças de nossos destinos cármicos, agimos fora da lei que impera a moral social e ferimos os sentimentos que pensam possuir aqueles que estão cegos pelo orgulho, arraigados em um quadro obsessivo e que não sabem analisar ou não sabem amar ao próximo como a si mesmo. Filho, quando te apegares a alguém, não te iludas e não iludas a ninguém, sentindo-te imortal para anular a personalidade, pensando ter ou ser um amigo eterno. Lembra-te da escada fatal da evolução: O teu amigo ou o teu amor poderá se evoluir primeiro. Quando Deus te colocar diante de um grande amigo ou um grande amor, procura sempre acompanhá-lo para não o perder de vista. O Homem só se liga a outro como amigo e como irmão quando descendem de uma só evolução. Assim são, também, os casais de amantes e nossos filhos.” (Tia Neiva, 24.5.80)
“No ciclo iniciático da Vida, ninguém é de ninguém! Na missão – o Destino – alguém se liga a alguém. O Homem vive a vida nas vidas – ninguém é de ninguém. Eis porque não temos o direito de matar as ilusões de ninguém!…” (Tia Neiva, 12.6.80)
“Filho, como sabe, Deus permitiu que eu tivesse o que é meu, um cantinho nas imediações dos UMBRAIS, no lugar chamado PONTA NEGRA. Eram três horas da madrugada, e eu ali estava, inquieta, como se alguma coisa estivesse para acontecer. Realmente, não demorou muito e apareceu uma mulher que se debatia com três ELÍTRIOS, gritando: “Ó, meu Deus! De onde vieram estes bichos horríveis?” Vi quando chegou alguém e ela, sofrida, contava sua história, nisso chegou Pai Joaquim das Almas, que me assiste em minhas viagens em outros planos. Pedi-lhe a benção e que me explicasse o que se passava com aquela mulher. Essa mulher, explicou ele, amava um homem e por ele foi amada, no amor da afinidade das almas afins. Porém, o seu amor era obsessivo. Ele se evoluiu, enquanto ela não aceitava as coisas que aconteciam. Ele era um pobre homem, sem luz mas era um JAGUAR e ela também. Então, eles eram felizes e o Vale os separou? Perguntei. Filha, a missão é do missionário! O JAGUAR não é espírito resignado. Em seu peito palpita a esperança e ele vive a buscar, a conhecer o alto, os sentimentos. Filha! A esperança é uma planta que revive em nosso SOL INTERIOR. Essa mulher era esposa de um MESTRE JAGUAR. Amavam-se muito, porém o Jaguar tem o seu destino traçado pela DOUTRINA. Apesar do amor, ela não confiava nele e, ainda assim, não o acompanhou. O pobre Amaro vivia sob o julgo de Marta e ela o caluniava, destruindo seus momentos felizes. Quando chegou a doutrina, Amaro lançou-se a ela com amor e dedicação, trocando suas tardes de acusação e cenas de ciúmes pela realização no trabalho doutrinário. O Jaguar do Amanhecer, lembre-se, é o trabalhador da última hora, é o homem designado a condução de povos. Sua companheira e responsável, também, pela mesma missão. Amaro, cansado das eternas acusações de ser infiel e mau caráter, não agüentou mais, abandonou Marta e foi seguir a sua missão. Ela, que jamais imaginara que isto aconteceria um dia, sempre procurando motivos para o magoar, sentiu-se perdida. E se suicidou, deixando uma carta acusadora, tentando, neste último gesto, criar uma situação pior para Amaro. Ela ate se esquecera que a própria família dela o entendia e ficava ao seu lado. Tanto assim que, naquele dia ele não fora ao VALE e sim, almoçar com os pais de Marta, que o adoravam. E eu que pensara que ela estava chegando! No entanto, já estava há três meses… Fiz uma prece e formei o meu IABÁ. Imediatamente, os ELÍTRIOS a libertaram, voltando para Deus. Sua passagem foi tão ligeira que nem houve tempo de recuperação. Por que se foram tão facilmente? É tão difícil conjugar a vida em dois planos…Sim filha, continuou Pai Joaquim, olha quem está chegando! Era EUNÓBIO, acompanhado de um Índio muito bonito. Pedi a benção a Eunóbio, que me disse ser o índio a alma gêmea de Marta. Porque julgar? Porque tentar mudar as criaturas? Compreendi que Marta e Amaro haviam completado o seu tempo na terra, como é perfeita a essa criação! Mais uma vez repito: COMO E DIFÍCIL JULGAR OS NOSSOS SENTIMENTOS DE VIDA E MORTE! (Tia Neiva, 11.7.83)
Assim, vamos nos preocupar com as nossas metas cármicas, com nossos compromissos, e evitar envolvimentos sentimentais que só aumentarão nossos débitos e nos conduzirão a uma jornada de tristeza, mágoas e infelicidade.
Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 20.9.86

 

9. ENERGIA E FORÇAS

LINHAS DE FORÇAS MANIPULADAS POR TIA NEIVA PARA ENERGIZAÇÃO DA ESTRELA CANDENTE

Querida irmã, Salve Deus!
Ao reencarnar, no terceiro mês da gestação, o espírito prende-se ao feto através da FAGULHA DIVINA, energia que faz a ligação através do perispírito e vai recebendo todas as impregnações das características da vida leva por aquele ser humano até seu desencarne. Então, a fagulha divina se transforma em CHARME ou energia cármica e permanece junto ao local onde o corpo se desintegra. Sua manipulação irá depender de como aquele espírito seguiu sua evolução e aprendeu a usá-la na Lei do Auxílio.
Em seu desenvolvimento físico, o ser humano, geralmente após 14 anos, começa a melhor desenvolver o seu EU, culminando, aos 21 anos, com sua plena consciência. É quando, nesse período, aprende a trabalhar sua ENERGIA FÍSICA, produzida pelo corpo físico pelo mecanismo da MEDIUNIDADE, liberando o que se chama ECTOPLASMA, energia essa que pode suavizar as dores e os sofrimentos, atenuando até mesmo o carma quando usada na Lei do Auxílio.

ECTOPLASMA – Ou fluído magnético animal – é produzido no organismo, sendo variável em teor e em quantidade conforme as metas cármicas ou programas do espírito na Terra. É universal, porque todas as pessoas – espíritos encarnados – o produzem, constituindo-se na base do padrão vibratório e da manifestação mediúnica. De acordo com sua carga natural, dependendo das condições de seu Sol Interior, o ectolítero proporciona ectolítrio em níveis variáveis, influenciando a ectopia, a emissão do ectoplasma. Quando equilibrado o Sol Interior, o médium tem plena capacidade de emitir seu ectoplasma portador de várias energias benéficas, seja um Apará ou um Doutrinador, sentindo-se realizado em sua jornada. Numa incorporação, as entidades manipulam aquele ectoplasma do Apará; no caso do Doutrinador, quando este faz uma doutrina para um sofredor ou um cobrador, quando emite dentro de uma Lei de trabalho, está emitindo seu ectoplasma. Como fator de equilíbrio da energia mediúnica, o ectoplasma precisa ser sempre renovado. E isso se consegue pela atividade na Lei do Auxílio. Aquele que não dá vazão à carga ectoplasmática, tanto pela não integração em qualquer linha de trabalho espiritual, pela não aceitação de usar sua capacidade mediúnica, como também aquele que se afasta do trabalho mediúnico por muito tempo, fica sujeito ao acúmulo desta energia, gerando desequilíbrios e sérias insatisfações, bem como distúrbios neurológicos e doenças físicas graves. Pelo trabalho no Sistema Crístico, o médium mantém o equilíbrio de sua concentração ectoplasmática e supera muitos problemas que seu programa cármico lhe reservaria. Todos nós, encarnados, em determinada fase de nossas vidas, após termos completado o desenvolvimento físico, chegamos ao início da produção ectoplasmática. É uma fase marcada pelo desassossego, pelos questionamentos, interrogações, as dores, as irrealizações, as insatisfações e as dúvidas. O maior ou menor grau desses inconvenientes variam de pessoa para pessoa, de acordo com suas respectivas capacidades para gerar ectoplasma. A maioria das religiões, através de seus rituais, oferecem condições para a emissão do ectoplasma, mas em pequenas quantidades por força de dogmas e preconceitos que abafam a maior parte das manifestações individuais. Assim, aquela que seria uma via de vazão para a energia mediúnica se transforma em outro fator de frustração para o médium de média a alta capacidade de produção de ectoplasma. Tudo isso decorre da confusão que se faz entre a alma transitória e o espírito transcendental, que não ocorre na Doutrina do Amanhecer. Aqui apenas é adotado o desenvolvimento natural da capacidade mediúnica de cada um, proporcionando-lhe condições para que possa controlar suas forças e energias, disciplinado-as suavemente para que possam fluir pelos canais próprios, beneficiando o médium, trazendo-lhe tranqüilidade e paz, e, o que é mais importante, o conhecimento de todo este complexo sistema, sensível à percepção sensorial e extrasensorial. Aprendendo a manipular seu ectoplasma, o médium se purifica, se ilumina, se torna mais sutil e, pela maior vibracidade, vai alcançando mais fina sintonia com os planos espirituais, tornando sua alma mais receptiva às influências de seu espírito. A purificação de sua energia mediúnica abre, pela ação do ectolítrio, a sua percepção e proporciona o melhor funcionamento dos chakras. O ectoplasma é o portador das energias emitidas pelo médium. Não é o seu canal de vibrações, mas sim das energias e forças efetivamente produzidas de acordo com as condições do Sol Interior do médium.

ENERGIA – Nos modernos estudos da Medicina e da Física estão chegando à conclusão de um conceito adotado pela Doutrina do Amanhecer desde seu início: no nível quântico das partículas subatômicas, toda matéria é constituída literalmente por campos de energia particularizados e congelados. As moléculas do corpo humano são complexos agregados de matéria que, na realidade, correspondem a campos de energia especializados. Toda matéria vibra numa freqüência, que varia de acordo com sua natureza. Quanto maior for a freqüência de vibração da matéria, menos densa ou mais sutil ela será. O padrão vibratório do corpo humano é muito abaixo da freqüência vibratória do corpo etérico, que se denomina matéria sutil. O movimento da força vital para dentro dos sistemas fisiológico/celular é controlada não apenas pelos padrões de interferência sutis existentes no interior do corpo etérico, como também pela entrada de energia de freqüências mais elevadas no sistema energético humano. Este é o princípio: existe somente uma energia – a extracósmica, que é processada e de onde partes todas as forças necessárias a tudo quanto existe no Universo. Não se pode falar dessa ou daquela energia, mas sim em variações vibratórias de uma mesma energia, isto é, vários “trechos” correspondentes a suas freqüências vibratórias. Por exemplo: num determinado trecho, percebemos as vibrações que determinam as cores visíveis aos olhos humanos: do vermelho ao violeta. Se um objeto é negro, é porque ele não reflete as vibrações de qualquer cor, absorvendo todas; se é branco, ele nada absorve, refletindo todas as vibrações, quer dizer, um objeto branco é, na realidade, de todas as cores! Frio, calor, tudo tem sua freqüência vibratória. Dentro desta idéia de energia, nosso corpo físico está equipado com sensores para distinguir fenômenos em cinco faixas de vibrações: olhos, captando luz e cores; ouvido, captando sons e ruídos; o nariz, captando os aromas; a língua, captando e distinguindo os sabores; e a pele, sentindo frio ou calor, rigidez ou maciez, formas, enfim, tudo o que podemos avaliar pelo tato. Todas essas sensações estão ligadas ao plano físico. O sexto sentido – a mediunidade – é a nossa relação com outras dimensões, fora dos nossos conceitos limitadores de tempo e espaço. Até mesmo os três reinos da Natureza têm sua freqüência vibratória diferenciada: o mineral emite um padrão mais baixo; o vegetal já tem freqüência mais elevada; e o animal vibra num padrão bem maior. E essa energia extra-etérica, energia básica de todo o Universo, que algumas correntes até a aceitam como se fosse o próprio Deus, vai recebendo diversos outros nomes, conforme o trecho observado: energia luminosa, calorífera, vital e inúmeras outras denominações. Confundimos muito o que é energia e o que é força. Partindo do princípio de uma só energia, que forma e atua em todo este Universo, teríamos reservatórios de energia, cada um com seu tipo de freqüência, com características próprias, exigindo determinado tipo de manipulação, agindo e interagindo mediante leis universais que regem suas forças, isto é, sua atividade. Para se ter uma idéia mais fácil do que entendemos como energia e como forças, vejamos um grande rio que forma um imenso lago. A água ali contida se renova, pois o rio continua seu curso. Mas aquele lago forma um grande potencial pela água que contém. Ele é energia. Quando se colocam canos para usar a água em irrigações ou para produzir eletricidade, aquela energia se transforma em força. Assim, força seria a energia em movimento. Pela manipulação das forças podemos atingir menor ou maior padrão vibratório, ligando-nos mais baixo ou mais alto no extraetérico. Já tivemos a técnica dessa manipulação, e um bom exemplo disso está nos parques arqueológicos deste planeta, onde existem mistérios que a Ciência moderna não consegue explicar mas que nós sabemos: os Tumuchys faziam a transmutação da areia em água e pedra, fazendo aquelas construções monumentais que desafiam qualquer tecnologia atual; transmutavam metais comum em preciosos, tudo pela simples alteração de suas freqüências vibratórias. O que fazemos, em nossa Cura Desobsessiva, é tão somente buscar condições de equilibrar a freqüência vibratória do paciente. Quando falamos em energia, de forma simples e fácil, estamos nos referindo a energias secundárias, isto é, trechos da energia extra-etérica, a energia básica. Um mal denominado “quebranto” é proveniente da captação de vibrações energéticas pesadas, que podem ser dispersas pelo ato de “benzer” a vítima, o que não contraria nossa Doutrina.

FORÇA – É uma ação destacada e definida da energia, que atua sobre um ser ou um ente material, causando modificações em seu estado de repouso ou alterando seu movimento. Ela se denomina espontânea ou psicobiológica quando desencadeada por entes vivos (Homens ou animais) e mecânica, se exercida por agentes inorgânicos. No Homem, um conjunto de forças psiconervosas e psicomotoras regem suas ações, mantendo as funções vitais (respiração, pressão arterial, batimento cardíaco, etc.) e suas atividades físicas (andar, falar, saltar, etc.). No Universo que nos cerca, existem incontáveis forças que atuam e agem sobre nós, com naturezas e raízes diversas e, por isso mesmo, com variados resultados, que dependem do momento, de indivíduo para indivíduo, do correto uso de sua manipulação e da capacidade de usá-las para o Bem ou para o Mal. O Homem, pela ação de forças mal distribuídas, passa a enfrentar graves situações e considera a vida um terrível espinho, passando a viver suas provas mergulhado numa agonia existencial. Na Doutrina do Amanhecer aprendemos a conhecer e a manipular diversas forças. Algumas já estão descritas nos respectivos trabalhos (Abatá, Estrela Candente, etc.) e outras estão a seguir, de acordo com sua denominação. Humarran nos disse: “No mais íntimo do ser humano, que é o plexo, existem energias latentes, forças poderosas que não são exploradas senão excepcionalmente. Com a intervenção destas forças podem ser curadas as doenças do corpo e do caráter, digo, doenças físicas e morais.”

FORÇA ABSOLUTA – É a que se projeta diretamente dos Oráculos, em benefício dos trabalhos, e é manipulada pelos médiuns de modo a ser conduzida a hospitais, presídios, asilos, etc. Tem grande poder curador e desobsessivo, pois faz com que a freqüência ou padrão vibratório entre em harmonia. É a grande realização dos trabalhos do Amanhecer, na Corrente Indiana do Espaço e nas Correntes Brancas do Oriente Maior.

FORÇA BIOGÊNICA – VEJA: FORÇA VITAL

FORÇA CENTRÍFUGA – Na movimentação de energias e forças, existem aquelas que partem de nós para o exterior, isto é, são aferentes, denominadas CENTRÍFUGAS. Sua representação é a Cruz Templária, onde quatro feixes de forças são emitidos a partir do centro. É centrífuga toda e qualquer força emitida pelo médium, por suas vibrações mentais, pelo seu plexo, presentes em seu ectoplasma, enfim, tudo que se origina no médium e é emitido para a realização de um trabalho ou para o Universo, permitindo-lhe melhor auxílio a um espírito encarnado ou desencarnado, a melhoria do padrão vibracional de objetos e ambientes. É a capacidade vibratória do médium, o seu padrão, o seu equilíbrio. Essa emissão depende de alguns fatores:
a) PÓLO FONTE – origem da força em nosso corpo (mente, chakras, etc.);
b) PÓLO GERADOR – a região do corpo por onde saem as linhas de força (cabeça, olhos, mãos, etc.);
c) INTENSIDADE – emissão de fluxos mais fortes ou mais fracos, de acordo com a situação do paciente;
d) DIFUSÃO – maior ou menor dispersão das linhas de força, variando seu grau de incidência no alvo, podendo ser mais amplo ou aberto ou uma emissão concentrada e direcionada; e
e) RÍTMO – intervalos maiores ou menores, mais lentos ou mais rápidos, na emissão das vibrações quando não feita continuamente.

FORÇA CENTRÍPETA – É a força atraída pelo médium ou para ele remetida em seu auxílio, para que lhe permita fazer algum trabalho, aumentando seu potencial energético e melhorando suas condições vibracionais, tanto no atendimento a outrem como a si mesmo, em casos de doenças físicas, problemas emocionais ou sentimentais e psicológicos. A força centrípeta é toda aquela que age de forma eferente, isto é, de fora para dentro, que incide nos chakras e, especialmente, age no Sol Interior. Está simbolizada pela Cruz de Malta, onde quatro feixes de forças se concentram em um núcleo. Essa atração depende de alguns fatores:
a) PÓLO FONTE – origem da força que vamos buscar para ser manipulada;
b) PÓLO ABSORVEDOR – a região do corpo por onde iremos receber as linhas de força (chakras);
c) INTENSIDADE – captação de fluxos mais fortes ou mais fracos, de acordo com as necessidades de nossa situação;
d) DIFUSÃO – maior ou menor dispersão das linhas de força, variando seu grau de incidência nos chakras, podendo ser mais amplo ou aberto ou uma emissão concentrada e direcionada; e
e) RÍTMO – intervalos maiores ou menores, mais lentos ou mais rápidos, na recepção das vibrações quando não feita continuamente.

FORÇA CRUZADA – As forças cruzadas são muitas, mas só se cruzam com um objetivo determinado. Há trabalhos onde nos chegam forças que se combinam e se complementam, cada uma com seus efeitos próprios, com isso obtendo efeitos mais fortes. Temos, como exemplo, a Indução, onde as forças dos Pretos Velhos e dos Caboclos se cruzam. O médium não consegue cruzar forças, pois elas só se cruzam nos planos espirituais, chegando prontas aos plexos dos médiuns. As forças só se cruzam para a realização de um trabalho. Não se cruzam à toa e nem se misturam. Há muitas forças atuando, ao mesmo tempo, no plexo de um médium, mas agem separada e individualmente, sem se cruzarem, exceto quando julgado necessário pela Espiritualidade.

FORÇA DECRESCENTE – A força decrescente é aquela que flui dos Planos Espirituais, partindo do Ministro, passando por seu Adjunto, seus Regentes, seus Ramas 2.000 e pelo restante de seu povo, ou, nos Sandays, fluindo dos comandantes para os participantes. Quando maior a sintonia de um povo com seu Adjunto, melhores as condições de trabalho desse mesmo povo nos diversos setores, nas cabalas e nos grandes Abatás. Esta é a principal força necessária aos trabalhos no Templo, pois vai se fortalecendo com a presença e harmonia dos médiuns de um mesmo Adjunto, formando uma imensa Luz, com elevado poder desobsessivo e permitindo a realização de grandes fenômenos.

FORÇA DIRETA – É aquela que chega diretamente ao plexo do médium, sem passar por seus sentidos, sem sofrer qualquer influência. É emitida dos Planos Espirituais de acordo com a necessidade e sua intensidade vai depender da condição do médium naquele momento, de como está seu Sol Interior.

FORÇA ESPARSA – A matéria astral é mais densa, mais pesada que a mental. Formada por energias geradas por rancores, invejas, ódios, ciúmes, revoltas e outros sentimentos de grande negativismo, se aglomeram em grandes blocos, formando volumosas formas emocionais, que ficam flutuando, sem rumo certo, por toda parte, principalmente em ambientes mais carregados, e são as mais comuns e perigosas das chamadas forças esparsas. Até mesmo no Templo se encontram bolsões de forças esparsas, e uma conversa, gesticulação ou uma falta de concentração pode carregar um médium com uma força esparsa. Por isso devemos orientar os pais para que não deixem suas crianças fazerem correrias e brincadeiras no interior do Templo, principalmente quando os trabalhos estão abertos, porque podem captar uma força esparsa. Quando alguém baixa seu padrão vibratório diminui a proteção da aura, e isso permite a entrada dessas energias em seu interior, através do seu plexo, causando verdadeira catástrofe em seu íntimo. Essas forças atingem sua energia mental, provocando agravamento do seu desequilíbrio, com reflexos negativos em seu estado emocional, o que pode levar ao desespero, à loucura e até mesmo ao desencarne. Para eliminar uma força esparsa a pessoa deve passar como paciente nos trabalhos, sendo que alguns casos podem ser resolvidos pela participação do médium nos trabalhos. Os ambientes podem ser aliviados de força esparsa pela defumação.

FORÇA FÍSICA – É a força do corpo, do plexo físico, projetada pela energia vital que mantém a saúde, a respiração, a alimentação, etc. É necessário cuidar do corpo para que se tenha uma força física harmoniosa e de bom padrão vibratório, porque ela influi diretamente nas condições do Sol Interior e na constituição do interoceptível, estabelecendo o padrão de emissão do ectoplasma. A força física é, também, aquela que dá as melhores condições para um médium trabalhar. Se estiver fraco, cansado ou sem mobilidade, o médium não tem condições para trabalhar com eficiência. Por isso, deve-se ter muito cuidado na concessão da autorização para o Desenvolvimento de pessoas com problemas físicos, que só deverá ser fornecida pelo Trino Araken, no Templo-Mãe, ou pelo Presidente, no Templo do Amanhecer. O médium deve ter muita consciência de seu estado físico, de seu potencial de força física, para assumir uma Prisão, pois terá muito desgaste para conseguir cumprir rigorosamente esse período. Não devemos pensar que, por não estar bem fisicamente, isso se deve sempre a um cobrador. Deve ser bem avaliada a sugestão de um Preto Velho para assumirmos uma Prisão, sabendo dele se os males que nos afligem porventura sejam causados por um cobrador que precisa ser libertado.

FORÇA GERADORA – Trabalha, sempre, na vertical, isto é, do Cosmos para a Terra e vice-versa, sempre em função de forças originárias dos Planos Espirituais, emitidas ou recebidas pelo médium nos trabalhos curadores ou desobsessivos, fazendo com que haja, sempre, uma reação ao seu efeito, isto é, não se desloca em vão. Nunca se perde e é sempre transformada em forças de diferentes atuações, independentemente de quem as libera, servindo como instrumento da espiritualidade para chegar aos resultados programados.

FORÇA GIRADORA – É emitida na horizontal, sem qualquer origem extraterrena, e usada para harmonizar e concentrar os médiuns. Emitida pelo plexo, não sofre qualquer interferência que não as provocadas pelas forças física, mental e vital, sempre girando de plexo a plexo. Em reuniões e aulas, através da harmonização se desencadeia um leque de força giradora que irá dar condições de plena realização àquele evento.

FORÇA INICIÁTICA – É a emitida pelo plexo do médium desenvolvido, que a utiliza como complemento da força física e tendo importante parcela da força cósmica para ajudá-lo em seus trabalhos na Corrente e nas várias situações em que atua na Lei do Auxílio, a qualquer hora e em qualquer lugar.

FORÇA DO JAGUAR – É uma força cruzada, em que sua força mediúnica se cruza com as energias telúricas (da Terra) mescladas com as energias do Sol e da Lua, formando um feixe que gera toda a energia vital do Sol Interior, e é emitida pelo ectoplasma no momento em que o médium, principalmente o Doutrinador, fala. Fala-se de força do Jaguar como sendo força da Terra, mas, na verdade, a força do Jaguar é a força da Terra somada à força vital.

FORÇA MAGNÉTICA – É uma força de atração e, consequentemente, de repulsão, de origens diversas, emitida pelas mãos e pelos olhos para ajuda de curas desobsessivas e físicas. Ela é a grande responsável pela simpatia ou antipatia entre as pessoas, pois vibram na freqüência de quem as emite, no padrão daquele espírito. Junto com a força mediúnica, agem sobre o plexo do paciente, ajudando-o nas curas. O Doutrinador trabalha com seus olhos abertos para poder emitir sua força magnética.

FORÇA MEDIÚNICA – Quando um médium, de modo geral, completa quatorze anos, começa a receber energia cósmica e passa a contar com a força mediúnica, na medida em que seu Sol Interior consegue manipular a energia que recebe, pois isso sofre a importante influência do conjunto psicofísico e espírito. Essa fase de ajustamento se prolonga até cerca dos vinte e um anos, quando se completa e o médium está apto a ouvir as vozes dos três reinos de sua natureza: do corpo, da alma e do espírito. Sabendo usar sua força mediúnica o médium poderá modificar seu destino cármico, principalmente se usá-la na Lei do Auxílio. Esse aprendizado se faz pelo Desenvolvimento. A força mediúnica, por sua origem cósmica, transcende os limites da educação, dos hábitos e de qualquer situação física, sendo o mais forte componente da personalidade. Sofre influência do ciclo das roupagens (que muda de 80 em 80 dias) porque reflete personalidades e experiências de encarnações passadas. Embora existam forças mediúnicas de diversas naturezas atuando sobre um médium, sempre há aquelas que predominam. Constitui-se em faculdade psíquica de amplos recursos, mas, na realidade, não é nossa propriedade, e, sim, uma concessão temporária em benefício da nossa evolução. É como se nos fosse dada uma concessão, um mandato, para que, sem qualquer interesse material, possamos trabalhar e aplicá-la na Lei do Auxílio, com amor e dedicação. Nos Aparás, há predominância das forças dos Pretos Velhos e dos Caboclos. Nos Doutrinadores, predomina a força das Princesas e de seus Ministros. Em qualquer caso, sempre predomina a força do Mentor responsável por aquele médium.

FORÇA MENTAL – É projetada através da mentalização, especialmente pela utilização da forma-pensamento, podendo, por vezes, ser emitida inconscientemente, quando temos pensamentos súbitos e inesperados, que buscamos abafar. Por isso, Koatay 108 sempre nos advertiu para que tomássemos cuidado com nossos pensamentos. É altamente perigosa, pois pode levar o desequilíbrio a quem a recebe e a quem a emite. Pela força mental o médium irradia sua energia mental, o seu padrão vibratório. Assim, quem estiver perto dele vai se sentir bem ou mal, de acordo com a emissão da força mental dele. A pessoa feliz emite um bom padrão vibratório; as pessoas tristes ou perturbadas emitem força mental de baixo padrão.

FORÇA NATIVA – É própria do médium não desenvolvido, que não recebeu qualquer refinamento e se projeta com toda sua intensidade, podendo ser positiva ou negativa, de acordo com a situação do plexo de quem a emite. É emitida pela energia vital animal ou física e, conforme a idade do médium, se mistura à força mediúnica. Na Sessão Branca é manipulada a força do Xingu, força nativa dos índios, no caso uma FORÇA NATIVA ABSOLUTA, isto é, uma força nativa que não sofre qualquer influência e nem se combina. Temos, também, a FORÇA NATIVA ABSOLUTA DE HERANÇA, que é aquela força nativa que o espírito emite através de diversas encarnações, que marca a exteriorização vibratória daquele espírito.

FORÇA NEGATIVA – É qualquer força de baixo padrão vibratório emitida por diversas naturezas e que levam ao desequilíbrio as pessoas que as absorvem. Elas se originam de maus pensamentos, ressentimentos, inveja e ciúmes, e podem ser direcionadas pela mentalização, pela força mental, ou por trabalhos em outras linhas, em que são usados objetos e espíritos sem Luz. Há objetos que armazenam forças negativas e fazem mal a quem está no mesmo ambiente que eles. Podem se grupar, formando forças esparsas, quando não têm um objetivo determinado. Ambientes tristes, de amargura, de revolta ou de ódio são potentes emissores de forças negativas que podem atingir àqueles que não estejam bem equilibrados e, pelo baixo padrão vibratório, se tornam vulneráveis.

FORÇA POSITIVA – Emitidas pelos Espíritos evoluídos, encarnados ou desencarnados, as forças positivas atuam beneficamente na harmonização do Sol Interior, melhorando o padrão vibratório de quem as recebe e se refletindo na emissão do ectoplasma. São facilmente identificáveis, pois fazem bem a quem as emite e a quem as recebe. Sua origem pode ser, também, de fontes da Natureza terrestre – geralmente pontos energéticos existentes em locais de nenhum ou pouco contato com o Homem – e de pontos no Cosmos. São de grande valor para irem rompendo as barreiras do neutrom, penetrando nas grandes cavernas, ajudando na libertação de muitos espíritos que ali buscam sua recuperação. São, essencialmente, forças desobsessivas e têm muita influência nos ambientes e nas pessoas que estejam sob suas vibrações.

FORÇA PSICOLÓGICA – Gerada pela alma, transmite as sensações e os sentimentos, tais como amor, sofrimentos, alegrias, tristezas, etc., tendo como origem a energia mental. Seu ponto de recepção e de emissão é no sistema nervoso central, agindo em conjunto com as forças física e mediúnica no equilíbrio. Portanto, é também formadora da aura, de modo que reflete, sempre, o padrão vibratório do médium, fazendo com que possa se equilibrar, nos momentos difíceis, pela recepção de forças positivas que influem em seu plexo e, por conseqüência, atuam no sistema nervoso central, levando ao cérebro ondas de tranqüilidade e paz, que melhoram consideravelmente suas condições psíquicas, físicas e mentais.

FORÇA PSÍQUICA – VEJA: FORÇA MENTAL

FORÇA TELÚRICA – VEJA: FORÇA DA TERRA

FORÇA DA TERRA – Ou Telúrica é a gerada pelos três reinos da Natureza, produto do fluido magnético mineral, vegetal e animal. Originou o Telurismo, estudo da influência do solo na constituição física e psicológica dos que habitam este espaço, bem como da própria natureza dessas forças e alcance de suas projeções. São chamadas forças telúricas, que provocam os terremotos, as explosões vulcânicas, os maremotos e outros chamados fenômenos naturais, e, juntamente com a ação de forças geomagnéticas, hidrográficas e geográficas, formam o sistema nervoso da Terra. É responsável pelas condições climáticas e pelas estações do ano, agindo em consonância com a destruição que o Homem faz na Natureza, buscando suprir as necessidades de sobrevivência dos seres terrestres, nos seus três reinos, para que a Vida prossiga na Terra dentro do equilíbrio e sob a ação das Leis de Causa e Efeito, que agem por todo o Universo. Adicionada à força vital, a força da Terra forma a força do Jaguar. Tem o Homem buscado entender algumas questões relacionadas com as forças telúricas, especialmente no que se refere:
a) à flutuação dos continentes, que se movimentaram, à deriva, por milhares de quilômetros na superfície terrestre;
b) ao alinhamento de pontos de perturbações magnéticas, onde a crosta terrestre se apresenta menos densa, em forma de losangos, uniformemente simétricos, ao longo das linhas de latitude 30º Norte e 30º Sul, intercalados nas longitudes de 30 em 30 graus, e no pólo Norte e no pólo Sul, originando 12 pontos de aberrações magnéticas em que ocorrem fenômenos de alterações do tempo e do espaço até o momento não explicado pela Ciência, como um dos mais conhecidos destes pontos, o denominado Triângulo das Bermudas; e
c) à inversão de pólos, periodicamente acontecendo, em que o pólo Norte inverte sua polaridade magnética com o pólo Sul, com o derretimento das calotas polares, subida do nível das águas e formação de novas calotas de gelo, ocasionando o desaparecimento da maioria dos organismos vivos e causando grandes alterações na atmosfera e na litosfera.
Desde a antigüidade, civilizações marcaram pontos energéticos do planeta, construindo templos e pontos de manipulação de energia em localidades consideradas gânglios telúricos, pontos de grande concentração desta força, utilizando desde pedras grandes de granito até construções gigantescas, como pirâmides, que agem como acumuladores de força. A benzedura é a manipulação de forças telúricas, em que se usa uma ou mais formas de orações para a revitalização dos chakras, principalmente para tratar crianças que não têm condições de se defenderem conscientemente, constituindo-se em um ramo do Xamanismo. É a benzedura um conceito antigo que compreende três sistemas da antiga Medicina: o mágico, o teológico e o naturalístico.

FORÇA UNIVERSAL – É a que resulta do cruzamento da energia cósmica com as forças vital e mediúnica na manipulação que os Mentores fazem no plexo do médium equilibrado e preparado. Age em todos os trabalhos e no equilíbrio e permanente desenvolvimento do médium em sua jornada. Para sua perfeita manipulação é preciso obedecer à conduta doutrinária e aos detalhes dos rituais estabelecidos nas Leis deste Amanhecer, pois necessita grande precisão e concentração do médium para que possa se projetar com toda a intensidade que se fizer necessária para a realização de grandes fenômenos curadores e desobsessivos.

FORÇA VITAL – Indica a posição e a elevação, pelas consagrações, do médium encarnado. É a força utilizada em todas as manifestações do Homem, do médium desenvolvido ou não, e é própria dele, pois nenhum outro ser da Natureza a emite, uma vez que se manifesta com toda a intensidade de acordo com o equilíbrio do Sol Interior e do Interoceptível, fazendo com que cada ser humano tenha sua força vital exclusiva, que o identifica no Universo. Ela gera um campo bioelétrico, que se faz presente em todo o organismo, e se manifesta como energia bioplasmática – a aura. O potencial da força vital varia de um indivíduo para outro, e é isso que diferencia um médium de outro, e não a força mediúnica, pois a força vital influencia diretamente a natureza e valor do ectolítrio e, consequentemente, a produção do ectoplasma. A força vital gera, no corpo físico, uma rede de força – partículas atômicas e subatômicas que se deslocam pelo corpo em função da energia que o sangue distribui – que formam um esqueleto energético do corpo físico, que têm relação direta com os meridianos utilizados por diversas linhas de tratamentos alternativos, principalmente pela Acupuntura. É pela força vital combinada com a força magnética, conduzidas pelo ectoplasma, que se produz o choque magnético nos espíritos desencarnados. Esta força vital é reconhecida em outras linhas doutrinárias e científicas, embora com descrições pouco diferenciadas, como bioplasma, ka (Antigo Egito), chi ou ki (Acupuntura, Reiki), pneuma (Grécia), baraka (Sufis), fluído da Vida (Alquimia), fluido magnético, fluido vital (Allan Kardec), libido (Freud), magnetismo animal (Mesmer), sincronicidade (Jung) e bioenergia (Parapsicologia). Essa força vital é a responsável pelas interações à distância (clarividência, entre um ser vivo e outros organismos; telepatia e bioterapia, entre seres vivos; e psicocinese, entre ser vivo e matéria inanimada), quando cruzada com outras forças, principalmente aquelas projetadas pela energia mental.

FORÇA DO XINGU – “Jamais irei exigir, nos vossos aparelhos, a presença dos Anjos do Céu. Porém, irei sempre às matas frondosas do Xingu em busca das mais puras energias, para o conforto, a harmonia e a cura do corpo e do espírito e do desenvolvimento material de vossas vidas. Força do Xingu: força vital, extracósmica.” (Tia Neiva, s/d)

Na manipulação de forças são importantes as CHAVES, emissões precisas que não podem ser modificadas ou alteradas, utilizadas para abrir ou fechar os trabalhos. Suas palavras são como os dentes de uma chave comum. Se houver alteração, já emperram e não funcionam, não abrem nem fecham. As emissões são, também, chaves, que cada um utiliza para abrir o neutrom e ir buscar sua ligação onde estiver em condições de alcançar. As chaves que mais usamos na Doutrina para abrir ou encerrar trabalhos são:

CHAVE DE PREPARAÇÃO DO MÉDIUM NA PIRA:

SENHOR, SENHOR, FAZE A MINHA PREPARAÇÃO
PARA QUE, NESTE INSTANTE, POSSA EU ESTAR CONTIGO!

CHAVE DE ENTREGA OU ELEVAÇÃO (SÓ DOUTRINADORES):

Ó, OBATALÁ! Ó, OBATALÁ! ENTREGO, NESTE INSTANTE,
MAIS ESTA OVELHA PARA O TEU REDIL!…

Tia Neiva nos ensinou que o plexo físico é a base principal da recepção e da emissão de energia dos diversos planos e por ele se faz a distribuição das forças aos três plexos de nossa natureza.
Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 18.10.86

10. HUMILDADE

 

Querida Irmã, Salve Deus!
Uma das bem-aventuranças proclamadas por Jesus no Sermão da Montanha diz: “Bem aventurados os mansos, porque herdarão a Terra!” Ser manso é ser humilde. A humildade é uma virtude do Homem que aprende a se dominar, aplacando seus sentimentos quase inconscientes de orgulho e soberba, reconhecendo seus limites ante a dignidade do próximo e sua limitação ante a grandeza de Deus.
Um dos alicerces da condição do Jaguar, junta-se à justiça e à verdade para formar o caráter do médium que pretenda cumprir fielmente seus compromissos com a Espiritualidade Maior. Ë preciso determinação e paciência para caminhar, cada vez mais alto, na estrada da humildade. O grande exemplo foi o do Divino e Amado Mestre Jesus, cuja humildade, admirável e positiva, graciosa e redentora, nos ensinou, conforme Mateus (XI, 29 e 30): “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração: e achareis descanso para as vossas almas, porque o meu jugo é suave e o meu peso é leve!”. E ainda em Mateus (XVIII, 1 a 5): “Naquela hora, chegaram-se a Jesus os seus discípulos dizendo: Quem julgas que é o mais importante no reino dos céus? E chamando Jesus a um menino, colocou-o no meio deles, e disse: Em verdade vos digo, que se vos não converterdes e vos não fizerdes como meninos, não entrareis no reino dos céus! Todo aquele pois, que se fizer pequeno e humilde como este menino, será o maior no reino dos céus. E o que receber, em meu nome, uma criança como esta, a mim recebe!”.
A verdadeira humildade não é a do Homem perante outro Homem, mas sim perante Deus. Jesus nos ensinou que pela humildade recebemos a ajuda divina, o prana. Quantas vezes a Espiritualidade precisa de nós, nos procura, e fugimos ou nos escondemos, sem consciência de que fazemos isso simplesmente pelo orgulho. Na Doutrina do Amanhecer temos que ter consciência de nossa missão e do que representamos: a Corrente é imensa, luminosa, de uma grandeza infinita, e nossa capacidade mediúnica será grandiosa se estivermos nela perfeitamente integrados, e não por nossa simples e pequenina personalidade. Nós precisamos da Corrente – ela não precisa de nós: a partir daí temos condições de exercer nossa humildade. Em João (XIII, 14 a 17), o Evangelista, relatando a passagem em que Jesus lavou os pés de seus discípulos: “Vós me chamais de Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Se, pois, eu vos lavei os pés, eu que sou vosso Senhor e Mestre, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Eu vos dei o exemplo para que assim como eu vos fiz, o façais também. Em verdade, eu vos digo: o servo é maior do que o amo, nem o apóstolo maior do que aquele que o enviou. Se compreendeis estas coisas sereis felizes, contanto que as pratiqueis.”
Aprendemos, então, que devemos ter a simplicidade de coração, sem depender da vivência social, intelectual ou formal. Nos trabalhos do Templo, as indumentárias nos igualam. Nosso uniforme faz com que todos se sintam sem distinções de classe, de cor ou de qualquer outro fator. Uma grande lição de humildade nos é dada por Pai Seta Branca, que desce de sua grandeza e plenitude para se submeter a um comando quando, incorporado em um simples médium, nos traz sua bênção. E essa humildade sentimos e nos ilumina em todos nossos trabalhos com a Espiritualidade. Por que, então, seríamos orgulhosos e arrogantes? O médium de incorporação corre riscos de se engrandecer, vaidoso das entidades que incorpora, esquecido de que ele é simples instrumento e, como tal, tem que estar em perfeitas condições para ser utilizado pelos Mentores. Amor, tolerância e humildade! São os três reinos de nossa natureza, são o nosso caminho, devem ser nossa preocupação constante.
O verdadeiro médium, com amor, faz sua preparação, chega diante do Pai Seta Branca e humildemente suplica: Pai, aqui estou, com todo o meu amor, para que disponha de mim conforme a Sua vontade! E parte para o trabalho confiante na sua intuição, naquilo que vai receber dos altos planos espirituais. A nossa missão é difícil, nossa jornada é cheia de obstáculos, e somente com humildade vamos entender que as dificuldades foram criadas por nós mesmos, em jornadas anteriores, e que não podemos culpar ninguém, além de nós mesmos, por nossos sofrimento.
Só a humildade nos auxilia, porque nos permite receber o prana, nos dá condições para contemplarmos nossos quadros com visão bem próxima da realidade e nos concede a grandeza de avaliar nossas ações dentro da Lei de Causa e Efeito. Obedecer à hierarquia, ser humilde sem se humilhar, ser manso sem ser servil, cumprindo nossas metas cármicas com plena consciência do que somos e do que queremos ser dentro da perfeita conduta doutrinária, respeitando nossos próximos e buscando obedecer às leis da sociedade e da moral, sobretudo às Leis de Deus – eis nossas diretrizes como verdadeiros Jaguares.

“Entretanto, no Evangelho, tudo se resume na prática destas três palavras, que nós sempre repetimos: Amor, Tolerância e Humildade. Agora, chegou o momento de saber até que ponto cada um de nós adquiriu a capacidade de perdoar, de tolerar, de ser humilde, de não julgar e de amar, e assim avaliar o ponto a que chegou em termos de amor incondicional!” (Tia Neiva, s/d)

“Pai Seta Branca diz que: “A humildade e a perseverança de vossos espíritos conduziram-me ao mais alto pedestal de força básica que realizou esta corporação.” Mais uma vez você, com seu esforço, amor e humildade, encheu da maior alegria o coração de nosso Pai tão querido!” (Tia Neiva, Carta Aberta n. 6, 9.4.78)

“Ser humilde é ser amor. Ser humilde é ser manso de coração, é ser tratável. Toda filosofia exige humildade de tratamento, principalmente para com aqueles que precisam de nossos cuidados. !” (Tia Neiva, 5.3.79)

“O verdadeiro sentido da humildade é conseguir dar vazão, através de si mesmo, da maior pureza do céu, que é a Voz Direta. Isto não diz respeito só ao Apará, mas, principalmente, ao Doutrinador, porque os Doutrinadores são os portadores do Terceiro Verbo, da Palavra, que é o fundamental do sistema crístico.” (Tia Neiva, s/d)

Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 17.4.88

 

11. O EQUILÍBRIO

Querida Irmã, Salve Deus!
Nosso equilíbrio depende, fundamen-talmente, de nosso conhecimento, de nossa consciência, da forma como praticamos nosso livre arbítrio, de nossas ações e reações no Universo, tudo registrado e avaliado em nosso cérebro, onde a energia mental alimenta nossas vibrações.
O mundo não é bom nem mau. Nós é que o vemos de uma forma ou de outra. Ser feliz ou infeliz depende única e exclusivamente de nós mesmos, do que fazemos, do que pensamos, do que vibramos! Se equilibrarmos os três reinos de nossa natureza: humildade, tolerância e amor, reforçamos a força vital do nosso plexo físico, controlamos nossa vontade, alimentamos nossa mente com energia positiva, que se revitaliza e se torna impermeável às emanações de baixo padrão. Isso faz com que fiquemos em equilíbrio. Temos que manter equilibrado o Interoceptível, a Linha da Vida e da Morte. Para isso, temos que equilibrar nossas vidas material e espiritual. No plano físico, além de nossos reajustes cármicos, temos variados compromissos, cumprindo nossas obrigações materiais com nossa família e com a sociedade, vivendo em um mundo que nos observa e nos cobra por nosso comportamento.
Na nossa vida espiritual, temos compromissos transcendentais, que nos pautam em nossa missão, que nos obrigam à dedicação na Lei do Auxílio. Não podemos nos dedicar a um em detrimento de outro. A estrela de seis pontas – nosso símbolo – mostra os dois triângulos entrelaçados destas duas vidas: o da vida material, voltado para baixo, em equilíbrio com o da vida espiritual, voltado para cima. Temos que nos dedicar à vida material, para o sustento nosso e de nossa família, compartilhando a vida no lar e oferecendo o mínimo de conforto e condições de aprimoramento àqueles que estão sob nossa responsabilidade. Trabalhar, descansar e nos divertir, para ter a mente protegida do esgotamento provocado pelos excessos do corpo físico. E, também, desenvolvermos nossa mediunidade, dedicando-nos aos trabalhos espirituais, dentro de nossa Corrente, com todo nosso amor, sem nos deixarmos envolver em confusões, brigas, mexericos na casa de nosso Pai Seta Branca.
Não julgar, não criticar e ter sempre paciência, tolerância, estando sempre pronto para os trabalhos no Templo, não deixando que maus pensamentos penetrem em nossa mente e cuidando de nossa própria vida – eis o caminho do equilíbrio. Sempre atento à conduta doutrinária, a cada momento de sua vida, o médium aviva sua percepção e amplia os seus conhecimentos, evitando baixar seu padrão vibratório que, como conseqüência, traz o desequilíbrio desastroso para si e para os que estão ao seu redor.
Na Prece do Equilíbrio, pedimos tranqüilidade para nossa alma e que ela não seja manchada pelas formas densas das baixas vibrações, pedindo auxilio aos Planos Espirituais para que possamos imprimir correto direcionamento de nossos pensamentos, revitalizando nossa energia mental e nos tornando impermeáveis às emanações de baixo padrão vibratório, protegendo nosso campo mental e, assim, obtendo o equilíbrio. Não podemos nos deixar envolver pelas tragédias que nos rodeiam, planejadas para esta transição que estamos vivendo, porque temos condições para ajudar aos espíritos por elas atingidos, realizando nossa missão neste plano físico em perfeita harmonia com os planos espirituais. Se essa sintonia estremece, corremos o risco do desequilíbrio, e devemos ter consciência para avaliar isso e, pela racionalização, recuperarmos o equilíbrio.

“Pense nisso, meu filho, e se lembre que você se encontra no mundo como numa viagem: sempre as despedidas, sempre as saudades, sempre o adeus! Sua queixa é aparentemente justa; antes, porém, de você perder o equilíbrio, examine primeiro as intenções mais íntimas do portador dela. É nosso dever salientar a necessidade do nosso equilíbrio.” (Tia Neiva, s/d)
“Quando uma pessoa está em perfeita realização espiritual, ela não anseia nem lamenta por nada. De outra maneira, ninguém pode permanecer imperturbável. É preciso que a Lei Física ou o plexo físico esteja em perfeita sintonia com a mente no plexo ou microplexo, isto é, em perfeito equilíbrio. Equilíbrio não é uma palavra simplesmente, e, sim, o sentimento de realização. Como o falso Homem que, atônito, se via diante de uma deformação, de uma imagem sensorial representativa do falso equilíbrio, que pode surgir na consciência de modo espontâneo ou provocado.” (Tia Neiva, 7.9.77)
“A conservação ou reprodução da alma depende da disposição afetiva, do caráter, de gostos, inclinações elevadas como amor e raciocínio. É incrível as coisas que se desagregam em virtude da mente conturbada!” (Tia Neiva, s/d)
“Temos por missão nos tornarmos um instrumento eficiente, tanto no sentido passivo como ativo, curando o nosso próprio centro nervoso físico, afetivo, mental e espiritual, até tomarmos verdadeira consciência de nós mesmos. Sim, o Homem que se conhece a si mesmo é forte e inquebrantável.” (Tia Neiva, 19.9.80)
“Filho: Diminua os teus pensamentos e aumente os teus afazeres para que, filho, tua alma atômica, vazia, não atue ao longe de teu objetivo, deixando o teu centro nervoso atravessar as grandes estradas e a grande ponte sozinho e, sozinho, comece a morrer…” (Tia Neiva, 15.1.81)

Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 18.6.88

 

12. A SINTONIA

 

Querida Irmã Dharman Oxinto, Salve Deus!
É muito importante ter consciência da sua força. Como já dissemos várias vezes, a ninfa missionária carrega um grande poder, sendo poderoso foco de Luz, e deve estar preparada para servir na Lei do Auxílio em qualquer lugar, a qualquer hora, sentindo-se feliz por atender aos irmãos encarnados e desencarnados. Por isso, não pode se descuidar de seu equilíbrio, sabendo a grande lição de que só podemos dar e receber quando estamos em perfeita sintonia com os planos espirituais. Tem muita ninfa que confunde sintonia com vontade. Quando não quer realizar um trabalho, diz que não está em sintonia com ele ou com seu comandante. Grande erro!
Quando ligamos um rádio, é preciso que, pelo dial, se ajuste com exatidão a estação que queremos ouvir pois, caso não esteja no ponto exato, haverá ruídos, distorções e não conseguiremos ouvir claramente a transmissão. Chamamos a isto sintonizar a estação. No nosso caso, a sintonia é feita com a Espiritualidade e com nosso interior, e devemos buscar a faixa precisa para evitar alguma interferência, harmonizando-nos com nosso Sol Interior, com nossa energia mental e, assim, emitindo um padrão vibratório em perfeita sintonia com os planos espirituais.
Assim, a sintonia compreende o estado de quem se encontra em correspondência ou harmonia com o meio em que vive, isto é, em perfeita afinidade com espíritos encarnados e desencarnados e com o padrão vibratório ambiente. É importante lembrar que, ao sairmos da Pedra Branca, após o desencarne, não temos qualquer orientação ou proteção: nosso caminho será trilhado apenas pela nossa sintonia, isto é, nossa afinidade, nosso padrão vibratório, e, então, poderemos ir para Planos Superiores ou para Cavernas! O médium perfeitamente sintonizado consegue perfeição em seu trabalho. Se for Apará, transmitirá a Voz Direta sem qualquer interferência; se for Doutrinador, estará tranqüilo e consciente, equilibrado e vigilante, evitando qualquer irregularidade no trabalho.
Há médiuns que confundem sintonia com sua vontade de realizar determinado trabalho. Quando convidados a participar de um trabalho ou Sanday, se negam a ir, pretextando não estar em sintonia. Ora, se ele não está em sintonia, o melhor que faz é mudar seu uniforme ou indumentária, e passar como paciente, porque, na realidade, ele não está com vontade de trabalhar. Nosso Templo é um pronto-socorro espiritual, e devemos estar sempre prontos a colaborar onde se fizer necessário. Imagine se um acidentado chega ao hospital e os médicos não estejam em sintonia para atendê-lo! Devemos, sim, estar sempre prontos para atender àqueles espíritos que necessitam de nosso auxílio. Para isso, antes de iniciarmos nossos trabalhos, vamos entrar em sintonia com nossos Mentores e com a Espiritualidade Maior, fazendo nossa mentalização diante de Pai Seta Branca ou no Castelo do Silêncio.
Temos que nos preocupar com nossa união! Somos elos da poderosa Corrente do Amanhecer, enlaçados pelo nosso amor, por nossa energia magnético-animal, por nossos conhecimentos e pela nossa consciência. A Doutrina vive em cada uma de nós, se aplica através de nós, mas não precisa de nós! Nós, sim, é que precisamos dela. Umas desistem e abandonam tudo; outras param e se deixam ficar afundadas num mar de desapontamento e irrealização; algumas, além de nada fazerem, buscam perturbar as que querem prosseguir na luta… E o quê a Doutrina perde com isso? Nada! Elas é que perdem, que sofrem.
Quando você realiza um trabalho, não está trabalhando para a Falange, nem para o Povo, nem para os pacientes – está trabalhando para você mesma. Lembre-se de que é dando que se recebe. Você dá um bônus e a Espiritualidade lhe dá dois. Essa é a Lei, a Lei de Causa e Efeito, a Lei do Merecimento. Pelo que você dá de bom, receberá em troca o alívio de seu carma, a realização de seus desejos, enfim, a felicidade.
Vamos reavivar a união de nossas componentes. Em lugar de criticar aquelas que buscam ajudar o bom desempenho de nossa missão, vamos melhorar nossa união, juntar nossas forças para a realização dos trabalhos sob nossa responsabilidade. Quantas, tristemente, além de não trabalharem, criticam as que estão dedicadas à Falange, alegando que estão fazendo o que a Primeira deveria fazer! É terrível, pois a obrigação é de todas e de cada uma. A Primeira tem suas responsabilidades e limitações. Porque Pai Seta Branca quer que exista equilíbrio entre a família e a Doutrina, entre o trabalho material e o espiritual. Não pode, por ser uma Primeira, a missionária se sacrificar, largando o lar e suas obrigações materiais para fazer o que suas componentes não fazem apenas porque não se acham obrigadas a isso. Engano, pois cada uma de nós tem suas consagrações, suas forças, seus conhecimentos, sua consciência, e pode suprir a falta de qualquer outra, seja quem for. A Primeira tem a seu cargo a responsabilidade pela organização e pelo esclarecimento de sua Falange para responder hierarquicamente perante a Espiritualidade. Mas, para trabalhar, para desempenhar as funções determinadas para uma missionária Dharman Oxinto, qualquer uma deve ser capaz. E não estando presente a Primeira, é elogiável que alguém chame a si a responsabilidade de organizar, harmonizar e realizar a parte que cabe à Falange. Para isso só é necessário ter SINTONIA, a perfeita sintonia, que fará com que sua cabeça entenda perfeitamente o que deve ser feito, pois estará agindo sob a orientação da VOZ DIRETA, e isto quer dizer que sua Guia Missionária e a própria Princesa Aline a estarão conduzindo.
Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 20.8.88

13. DHARMA, O CAMINHO

 

Salve Deus, querida Irmã!
Na Corrente Oriental do Amanhecer, DHARMA significa O CAMINHO. Depois de fazer o seu Desenvolvimento, o médium que vai fazer sua Iniciação recebe seu primeiro mantra – Dharman Oxinto que tem o significado “tenho ordem divina para te colocar a caminho de Deus!”. É o princípio de uma nova jornada visando o aprimoramento do médium, o impulso inicial para realizar a missão que, por nosso Pai, lhe foi confiada. Segundo João (XIV, 6) Jesus disse: “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA E NINGUÉM VAI AO PAI SENÃO POR MIM!” Ora, se Jesus nos diz que Ele é o Caminho, isso significa que o caminho é AMOR. E amor é entendimento e harmonia. Portanto, o caminho consiste em entender e amar, transformando esse entendimento e esse amor em AÇÃO.
Nosso Caminho deve ser percorrido com consciência, buscando, a cada momento de nossa vida, cumprir o melhor possível as leis e a conduta doutrinária. A forma como nos comportamos, como vivemos e como nos vestimos, como tratamos as pessoas, como respeitamos nossos limites e os limites dos outros, como protegemos e apreciamos a Natureza, como nos dedicamos à Lei do Auxílio, não só nos trabalhos do Templo, mas onde quer que estejamos, tudo faz parte de nosso Dharma. Lembremo-nos de que “o conhecimento de que tudo é bom nos libertou do mal!”
O Homem deve ter uma religião, ligar-se a valores em escala supramaterial, procurando o equilíbrio da mente com o Universo. A única religião verdadeira existente é a vida de cada um, com suas obrigações e pessoas que o cercam. Se houver um comportamento harmonizado, amor ao próximo, sintonia com as leis de sua religião, realização de seus anseios mais íntimos, ele se sentirá feliz com aquela religião, que será como um farol guiando-o em seu caminho. Mas, se viver de mau humor, inconformado, revoltado, mergulhado em baixo padrão vibratório, incomodando os que estão ao seu redor com queixas e agressões, que religião existirá nele? Por isso é importante sermos autênticos, sermos nós mesmos, sem tentar simulações ou enganar aqueles que nos cercam.
O Jaguar deve ter preocupação em ser o que realmente é, despojado de vaidade e preconceitos, com perfeita noção do que pode ou do que deve fazer – ou não fazer! Sim, porque há momentos em que nada fazer é melhor do que praticar ações irrefletidas ou negativas. Buscar manter seu padrão vibratório equilibrado e de forma alguma vibrar negativamente. Manter-se tranqüila em meio à tempestade, e deixar que ela passe. De que vale a revolta, a agitação, a ira, para aplacar a fúria da tempestade? Essas cargas negativas só servem para aumento da angústia e do temor daqueles que estiverem ao seu lado. Buscar viver, permanentemente, perfeita conduta doutrinária, cumprindo e fazendo cumprir as Leis do Amanhecer, é o caminho do Jaguar.
O caminho, portanto, está para dentro de nós mesmos. Pelo conhecimento, pela compreensão, pelo amor e pelo entendimento cada um deve buscar tornar-se sereno, compreensivo e amoroso, transformando-se em um foco de luz, de paz, de harmonia, distribuindo forças positivas àqueles que o cercam no lar, nos locais de trabalho, nas ruas, nas conduções, enfim, realizando os anseios de sua individualidade numa personalidade útil para a sociedade em que vive. É importante que cuide da saúde de seu corpo e de sua mente, mantendo no melhor nível que puder suas condições físicas e psicológicas, absorvendo prana, o que irá lhe proporcionar uma vida melhor e, consequentemente, lhe dará refinada harmonia para que, através dos ensinamentos de Jesus, evolua espiritualmente, percorrendo com a maior alegria e esperança o seu caminho.
Assim, concluímos que cada um é o único responsável por seu Dharma. Não adianta procurar culpados, atribuir a alguém o motivo pelas coisas más que se atravessam em seu caminho. O que acontece de bom ou de ruim depende somente de seu interior, de sua consciência, de seus sentimentos, que lhe ditarão o que fazer ou não fazer, como agir ou não agir, sentir ou não sentir. O Jaguar deve saber que prestará suas contas à Espiritualidade Maior por todos os seus atos, por todas suas omissões, principalmente o que foi feito ou deixou de ser feito por preguiça, rancor ou displicência.
Koatay 108 nos disse, em várias oportunidades, que só sabemos que estamos evoluindo quando deixamos de nos preocupar com nosso vizinho. Cada um sabe de sua missão, de seus compromissos, devendo ter plena consciência de seu caminho. Por isso, não cabem julgamentos, críticas ou interferências na vida dos outros. Nossa obrigação é somente conosco mesmo, com nosso Dharma. Cada um deve se preocupar apenas consigo mesmo, com suas obrigações, com sua conduta doutrinária, com seus sentimentos, consciente de que cada um faz sua própria jornada, que progride, no limiar de uma Nova Era, por uma senda cada vez mais estreita e difícil, levando aquele que não estiver firme em sua Doutrina a momentos complicados e muitas vezes fatais.

“Partindo desta compreensão das origens criadoras nas atividades racionais e tão intimamente unidas, são vidas conscientes, que sabem discernir que o negativo de hoje será o mal de amanhã. Cada consciência vive e se envolve com seus próprios pensamentos. Através dos séculos do tempo, nada escapa à lei do progresso – as religiões acima de tudo!…” (Humarran, abril/62)
“Pense nisso, meu filho, e se lembre que você se encontra no mundo como numa viagem: sempre as despedidas, sempre as saudades, sempre o adeus! Sua queixa é aparentemente justa; antes, porém, de você perder o equilíbrio, examine primeiro as intenções mais íntimas do portador dela. É nosso dever salientar a necessidade do nosso equilíbrio. Temos a assistência espiritual e todos os dias devemos estar mais conscientes dos nossos compromissos e responsabilidades, não só para com Deus como para conosco. O peixe mora gratuitamente na água, mas sabe que deve nadar por si mesmo. Assim somos nós. Se compreendemos a vontade de Deus, sabemos que só através de nossos esforços atingiremos nossa meta. Devemos procurar, no cumprimento de nossas obrigações interiores e exteriores, nossa união com o Altíssimo.” (Tia Neiva, s/d)
“Quando uma pessoa está em perfeita realização, ela não anseia e nem se lamenta por coisa alguma! (…) O caminho desta nova jornada é formado por momentos. Podemos sentir o absurdo e o contraditório em nossa condição humana social, porém, tão logo haja uma disciplina doutrinária ao alcance deste mundo, veremos, juntos, o Céu e a Terra. Teremos que sofrer para vencer as superstições das religiões mal acabadas, religiões que perderam sua confiabilidade pela falta de doutrina; religiões que pararam no tempo e no espaço.” (Tia Neiva, 7.3.77)
“`Sendo corpo físico, devemos estar sempre compreendendo nossos instintos da carne, do nosso reino físico. No plexo etérico, ou perispírito, nossa alma – ou microplexo -, quando estamos bem sintonizados, se desprende do corpo e parte em busca de nossos desejos. Se estamos em perfeita sintonia com Deus, ela vai até o Cosmo e nos traz força e energia, fortalecendo nosso Sol Interior. (…) A lei física que nos chama à razão é a mesma que nos conduz a Deus!” (Tia Neiva – Carta Aberta n. 2, 11.9.77)
“Meu filho Jaguar: Em nossa cegueira, amaldiçoamos, às vezes, as nossas vidas por não compreendermos o que somos e o que nos espera. No desequilíbrio de nossos obscuros raciocínios, nos habituamos a proceder de maneira irracional conosco mesmo, chegando a ultrapassar as barreiras de nossos destinos e de nossas auréolas. Vidas se tornam dolorosas e, por todos os pontos da Terra, ficam a clamar. E quando chega o término da grande viagem, desembarcamos sem uma única coberta que nos possa abrigar na lousa fria do último porto, e nem lhe vale o que deixou em ouro e prata; leva consigo a sua última herança, que é o conflito de desarmonia interior. É fácil presumir o que nos resta e até onde podemos ir e, com nossa capacidade, poder chegar. Todos nós conhecemos a linha divisória entre o visível e o invisível; entre o objetivo e o subjetivo; entre o sonho e a realidade. Se assim pensarmos, talvez nossas vidas não sejam tão alucinantes e nos concedam a trégua de um conhecimento profundo e honesto conosco mesmo. Então, antes, muito antes de nosso desembarque já estaremos livres para receber nossos amigos e também os que se dizem nossos inimigos.” (Tia Neiva, 15.6.79)
“Filho: Diminua os teus pensamentos e aumente os teus afazeres para que tua alma atômica, vazia, não atue ao longe de teu objetivo, deixando o teu centro nervoso atravessar as grandes estradas e a grande ponte sozinho e, sozinho, comece a morrer…” (Tia Neiva, 15.1.81)
“Traduzir este conhecimento é ter a chave e estar a caminho de Deus. E só nos colocamos a CAMINHO DE DEUS no Segundo Verbo, que é a palavra realizada por ATOS na linha do amor e na linha do desespero.” (Tia Neiva, 27.10.81)
Salve Deus, com carinho!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 13.1.90

14. CONDUTA DOUTRINÁRIA

Salve Deus, querida Irmã!
Nossa imaginação é grandiosa e parece que podemos idealizar tudo no Universo. Puro engano: nossas idéias estão limitadas pela experiência de nossa alma. Nossa percepção, aquilo que percebemos pelos nossos sentidos, na maioria dos casos nos engana. Um pequeno exemplo é o que vemos. Tem gente que jura que um fato é verdadeiro porque viu acontecer. Mas será que vemos sempre o que é real? Hoje à noite, experimente. Olhe para o Céu e contemple as estrelas. E pode Ter a certeza de que estará vendo, brilhando, uma estrela que há milhares de anos já não existe! Isso porque sua luz leva tanto tempo para chegar até nossa vista, pela grande distância dela à Terra, que continua sendo vista por nós embora já tenha se desintegrado. Mesmo o nosso Sol, nunca está exatamente onde o vemos, porque sua luz leva 8 minutos para chegar à Terra. Assim, quando o vemos numa posição, na realidade ele já está 8 minutos além daquela posição.
Isso quer dizer que não podemos contar muito com a nossa percepção e, por isso, temos que ter bem desenvolvida a sensibilidade, a condição de “ver” com a mente, com a consciência e com a alma. Nossa personalidade transitória, sujeita a problemas tanto físicos como sentimentais nos leva à insatisfação, dores, angústias, sofrimentos e irrealizações que devem ser avaliados e entendidos por nossa individualidade transcendental, através de nossa consciência. Devemos entender o que é carma – sofrimentos a passar para compensar nossas faltas passadas – e o que é resultante de nosso egoísmo, de nossa falta de amor, isto é, condições novas que estamos criando agora, sem nada a ver com o carma e, o que é pior, pelas quais teremos que pagar mais à frente.
Nossa mente deve ser vista como um guia e não como depósito de verdades absolutas. Devemos nos educar para Ter uma mente aberta para novos entendimentos, novo aprendizado, livre de preconceitos. Nada que aprendemos é imutável ou absoluto. Devemos estar sempre prontas para o diálogo e não devemos, em qualquer situação, tentar impor nosso ponto-de-vista aos outros, principalmente aos nossos familiares, por educação, autoridade ou ameaças. Com amor e bom senso devemos mostrar o melhor comportamento, dialogando e alertando sobre os precipícios que estamos vendo naqueles caminhos, mas jamais usando qualquer tipo de violência ou coação.
É preciso aprender a viver sem ódio nem rancores, levando sempre a compreensão para aqueles que nos ferem ou ofendem. O amor é uma grande arma de defesa, uma força desintegradora das cargas negativas que procuram nos atingir. E amar é compreender, ver nossos irmãos com os olhos da compaixão, entender que, geralmente, estamos sendo apenas um instrumento daquele reajuste.
Não vamos proferir palavras que criem discórdia ou confundam nossos irmãos, nem mentiras que causem divisão e rancor. Não vamos propagar boatos nem falar sobre coisas das quais não temos a certeza de serem verdadeiras, principalmente sobre outras pessoas. Não criticar nem condenar – especialmente, não julgar – mas, sim, nos esforçarmos para conciliar e resolver conflitos deve ser uma de nossas maiores preocupações.
Vamos cuidar do nosso corpo, de nossa saúde física e mental, preservando nossa energia vital, que é nossa ferramenta de trabalho nesta missão, lembrando que o nosso trabalho não se limita ao tempo em que estamos no Templo, de uniforme, e sim abrange todos os minutos de nossa vida, onde quer que estejamos.
Por tudo isso entendemos nossa CONDUTA DOUTRINÁRIA!
Não vamos agir às escondidas, fazendo algo que julgamos ninguém possa ver. Sempre existem aqueles dois OLHOS que nos contemplam, vendo não só nossas ações mas, também, nossos pensamentos, nossas intenções, nosso coração. E o mais importante é que, a cada momento, estamos sendo observados, julgados, entendidos e amados e, por essa avaliação, aumentamos ou diminuímos o nosso merecimento. Sabemos que, na Espiritualidade Maior, não temos qualquer vantagem ou proteção por isso ou aquilo. Só temos nosso merecimento e tudo nos será dado em função dele.
E ter merecimento é ter conduta doutrinária. Não podemos nos deixar levar pelos caminhos floridos que escondem negros abismos e nem ir contra nossa sensibilidade, deixando-nos guiar pelas paixões e pelo falso brilho das tentações. Não devemos largar os compromissos materiais, nossa vida no lar ou nossa família pensando que se nos dedicarmos só à Doutrina teremos mais merecimento. Não existiu, em qualquer tempo, uma palavra de nosso Pai pedindo o nosso sacrifício ou o abandono de nossos compromissos cármicos. Pelo contrário, sempre nos foi pedido AMOR, TOLERÂNCIA e HUMILDADE. É só o que Ele quer. Nem exigiu – apenas pediu! E nossa missão, nossa obrigação é atendê-Lo!
Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 10.3.90

 

15. ENERGIA MENTAL

Salve Deus, querida Irmã Dharman Oxinto!
As palavras mente e pensamento têm amplo significado, mas na Doutrina do Amanhecer representam um campo de energias concentradas a que denominamos energia mental, tendo como principal função organizar o tecido perispiritual do Homem, organizando suas idéias, originando, equilibrando e direcionando suas projeções e as formas-pensamentos que emite, podendo até mesmo serem materializadas, formando imagens vivas de suas emoções e de seus sentimentos, estabelecendo seu padrão vibratório, constituindo-se no centro diretor e regulador de todas as suas ações e reações, tendo sua força e intensidade influenciadas pelo nível de evangelização alcançada pelo indivíduo, uma vez que nossa mente é permanentemente impregnada pela Força Mental Divina.
Emitindo ondas em freqüência extremamente baixa (ELF), pode a mente humana entrar em contato com outras pessoas e até mesmo com animais, sem que seja conscientemente percebida, permitindo a “visão mental”. O Homem precisa formar conceitos corretos do mundo que o cerca, sem considerar o que gosta e o que não gosta, buscando chegar a um juízo o mais próximo possível da realidade, do porquê das coisas, não se deixando levar por simpatias ou antipatias, formando o seu banco de dados, a sua memória.
A mente humana se estrutura em quatro bases:
1. o hiperconsciente – a memória do espírito, sabendo toda a trajetória através das diversas encarnações, que é isolada durante o sono cultural, cuja sede é a glândula pineal;
2. o consciente – o mecanismo abstrato da mente que registra o que acontece a nós mesmos e em torno de nós, nos dando a capacidade de ver, ouvir e sentir o que se passa ao nosso redor, com maior ou menor grau de análise, dependendo de uma pessoa para outra, conforme o equilíbrio da mente e na proporção direta da responsabilidade assumida perante a vida, designando o conhecimento de nossos próprios pensamentos e ações, e, também, nossos estados internos no exato momento em que são vividos, podendo ser direta – ou expontânea – quando consiste na simples advertência ou percepção imediata dos fatos, coisas e ações presentes; e indireta – ou reflexiva – quando direcionamos a atenção para nossas próprias ações;
3. o inconsciente – que faz a ligação entre a memória existente no hiperconsciente com o consciente, praticamente influenciando todo o nosso processo evolutivo e sendo filtrado pelo aperfeiçoamento do espírito pelo desempenho nos trabalhos doutrinários e, especialmente, na prática da caridade; e
4. o subconsciente – que filtra e guarda tudo que vivenciamos nesta encarnação e que precisa ser avaliado e atualizado de modo a evitar sua saturação e conseqüente distorção de informações passadas ao consciente.
O campo energético da mente é limitado em torno de uma densa massa, nuclear, o “EU” ao redor da qual os mecanismos psicológicos giram como partículas atômicas, instrumentos da vida mental que têm diversas naturezas, indo do sistema sensorial até à capacidade de abstração. Seu funcionamento é pulsativo ao redor de seu núcleo, recebendo e transmitindo impulsos de diferentes padrões vibratórios, obedecendo à sintonia em que é colocada pela vontade – a sintonia mental, e pelo que recebe através da percepção.
A percepção é a tomada do conhecimento sensorial, que identifica um estímulo originado por uma sensação. Assim, a percepção é a conscientização, através do raciocínio, de objetos, pessoas, atos e acontecimentos, que a pessoa faz a assimilação, correlação e associação em sua mente. A percepção é feita pelo questionamento de um determinado fato, em que o captamos sob os conceitos de tempo-espaço (onde e quando), causa e efeito (porquê e para quê), qualidade e quantidade (o quê e quanto) e o caminho e agentes (como e de que modo). Mas isso é muito dificultado por ser a percepção uma característica de cada indivíduo, sendo influenciada pela atenção, afetividade, instintos naturais, formação intelectual e intencionalidade, no plexo físico, e pela mediunidade e bagagem transcendental do espírito.
Segundo a Ciência, a porta de entrada do cérebro é o tálamo, núcleos de substância cinzenta que limitam, de cada lado, o encéfalo. Os olhos – importantes pontos de emissão e recepção – são uma espécie de extensão do encéfalo e suas únicas partes visíveis ao mundo exterior, fazendo contínua transmissão de imagens ao córtex visual, localizado na superfície do encéfalo. Segundo o filósofo chinês Mêncio, “os olhos e os ouvidos não têm por função pensar, e estão sujeitos a serem turvados e embotados pelas coisas que os afetam. Mas pensar é função da mente, que pode também ser turvada e perturbada pela emoção, trazendo dificuldades para a livre expressão do pensamento.” O que o Homem não percebe, é como se não existisse para ele, mas nem por isso deixa de existir para outras pessoas com maior sensibilidade de percepção. É, pois, a percepção a faculdade de perceber, ou seja, adquirir conhecimento por meio dos sentidos e entender, compreender o mundo à sua volta com base na inteligência. Na nossa Corrente, seu mais importante aspecto é dar ao médium sua conscientização e sua capacidade de filtrar as comunicações, só dizendo o que doutrinariamente lhe é permitido. Pela percepção, o médium descortina toda a extensão de um fenômeno, de uma visão ou de uma comunicação, nos seus mínimos detalhes, e não pode fazer, senão parcialmente, a transmissão desse conhecimento por causa das conseqüências que podem advir, principalmente conflitos.
O pensamento é a mais elevada expressão da energia mental, pois ele tem seu campo energético impregnado e magnetizado positiva ou negativamente por nossas boas e más emoções e por nossos sentimentos, elevados ou não.
Devemos nos cuidar para não sermos atrapalhados pelos preconceitos. O preconceito é uma das mais graves deformações da energia mental, pois forma uma idéia ou conceito por antecipação, sem avaliação ou conhecimento dos fatos ou ações, envolvendo um julgamento falso porque baseado na ignorância de qualquer contestação ou esclarecimento que contrarie a opinião formada. São os preconceitos implantados na mente do Homem por uma série de fatores, principalmente pela educação do lar e o meio social em que vive a pessoa. Os preconceitos levam à intolerância, ao ódio irracional, à aversão a idéias, filosofias, outras raças, doutrinas, enfim formando a base do fanatismo, tão prejudicial ao Homem e à sociedade pelas perturbações que provocou, sempre, na nossa jornada na Terra. Pensar significa dar forma e dirigir todas as energias da mente para algum objetivo e assim determinar o rumo de nossa vida. Através dos pensamentos podemos emitir projeções de vibrações luminosas que vão alterar os padrões de outras formas de energias, podendo transformá-las de negativas em positivas, influenciando todo o campo vibratório de um espírito. Pode ocorrer, também, como tudo quanto temos, que um pensamento tenha emissão de baixo padrão, e, neste caso, o efeito pode ser contrário: transformar um padrão positivo ou neutro em negativo. Por isso, pensamentos puros e elevados preservam nosso equilíbrio e o daqueles que estão ao nosso redor, onde quer que estejamos, o que faz com que nossos Mentores possam estar junto a nós, trabalhando com nossos irmãos encarnados e desencarnados que necessitem auxílio.
Por estar ligada diretamente às esferas do centro coronário, através do plexo e dos chakras, a energia mental – ou energia psíquica – tem profunda influência na aura e por ela emitimos nosso padrão vibratório, dentro da Lei do Retorno: se emitimos o Bem, nossa aura iluminada recebe, de volta, carga positiva e harmonizadora; se emitimos o Mal, recebemos, de volta, negatividade e desarmonia, tudo com a mesma intensidade, exceto, como nos advertiu Koatay 108, quando estamos de indumentária. Neste caso, recebemos o dobro do que emitimos, de bom ou de ruim.
Existe uma importante ligação entre a energia mental e o plexo físico, que determina condições físicas a partir de moléculas geradas no cérebro e que atuam no nosso sistema imunológico. Estas substâncias são conhecidas cientificamente como peptídios, já tendo sido classificadas mais de sessenta tipos, inclusive as endorfinas, interleucinas e interferon, que agem como transformadores de sentimentos em matéria ativa, fazendo a ligação entre a alma e o corpo. Isso faz com que a vontade de viver se sobreponha à doença, fazendo com que o Homem consiga vencer doenças graves ou consideradas incuráveis ou terminais com a força de seu pensamento positivo e de sua vontade de viver.
A vida está cheia de ameaças e desafios, mas com o conhecimento e a fé podemos passar por tudo de forma tranqüila e segura. Esta força faz com que algumas substâncias que, segundo a Ciência, não têm qualquer valor ou ação farmacêutica, chamadas placebos, passem a ter uma ação inexplicável em diversas situações. Na verdade, elas são simples agentes de nossa energia mental, impregnadas pelas vibrações positivas, que agem efetivamente na redução e cura de numerosas doenças, sem que a Medicina saiba como funcionam.
Pela energia mental, acionamos nosso sistema imunológico e geramos substâncias que levam à cura, da mesma forma com que cicatrizam ferimentos e confinam a ação de bactérias e vírus diversos, que ficam incubados, aguardando uma fraqueza orgânica – ou vibracional – para atuarem. Temos que nos amar, amar a vida, sentir a beleza do Universo, nos harmonizarmos com ele, fazer a prática da caridade, com o que melhor temos em nós, para ajudar aos nossos irmãos, tanto encarnados como desencarnados, para podermos ter o merecimento de receber a ajuda de nossos grandiosos Mentores através de nossos chakras, potencializando em nossa mente toda essa força e projetando em nosso corpo a cura vibracional.
Quando nos revoltamos ou nos desequilibramos quando nos é dado um diagnóstico de um mal grave, temos ampliada a gravidade da doença pela nossa postura mental. Temos que reagir, temos que mandar uma mensagem de vida e resistência a cada célula de nosso corpo. Sem isso, nosso sistema imunológico fica debilitado, causando desde resfriados prolongados, alergias, asma, lúpus, artrite reumatóide, diabetes e esclerose múltipla, à dificuldade de se defender de células cancerosas e de AIDS. Não podemos abrir a guarda de nosso corpo pela debilidade da nossa energia mental. Temos que manter a nossa vontade de viver, de resistir, ampliando o nosso padrão vibracional, de modo que, se manifestada alguma doença, possamos atacá-la com todo o poder de recuperação de que dispomos.
Todo esse poder, toda a esperança de nossa vida melhorar, está dentro de nós, e a Doutrina nos ensina como desenvolvê-lo, na dedicação na Lei do Auxílio. Os campos vibracionais da alma e do corpo são mais lentos do que o campo vibracional em que se situa o pensamento. Por isso sempre estamos agindo em função do que já pensamos anteriormente à nossa ação, mesmo que, no momento da ação, não estejamos pensando naquilo que estamos fazendo. A energia mental age e reage no cérebro, por onde mantemos nossa relação com o Universo, sendo influenciada e influenciando os fatores de existência do Homem, tais como tempo, espaço dimensionado, grau de evolução e fatores cármicos transcendentais.
Existem situações em que a energia mental sofre influências que determinam modificações no comportamento do indivíduo, acontecendo o que é chamado de estado alterado de consciência, mas diretamente ligado à natureza das emissões da energia mental:
a) o não ser – em que a pessoa parece estar com a mente vazia, insensível e sem ação, quadro que ocorre em casos de histeria ou graves enfermidades mentais;
b) despersonalização – a pessoa passa a se comportar estranhamente, como que transformada em outra, como acontece em casos de amnésia, obsessões e possessões;
c) estados místicos – o ser supera o seu próprio EU e atinge planos superiores, ficando em êxtase, como na meditação, em que podem ser geradas ondas cerebrais no ritmo alfa, impossíveis de serem geradas com os olhos abertos, e, mais profundamente, em ritmo beta, características do sono, embora a pessoa esteja desperta e com toda a sua atividade cerebral normal;
d) estados paradoxais – exemplificado pelo estado hipnótico, em que o ser, apático, se torna capaz de realizar atos específicos que jamais cometeria em seu estado normal. Podemos orientar a projeção do pensamento. Se dirigi-lo a algum órgão do nosso corpo, este acabará sendo afetado pela energia produzida; o mesmo acontece para onde quer que dirijamos nosso pensamento.
Pela ação do cérebro, compreendemos cada estímulo percebido por nossos sentidos e recebidos do extrasensorial, avaliamos cada um deles e agimos ou reagimos em função disto. Com essa carga, elaboramos nossos pensamentos e nossas idéias. Além desse trabalho, nosso cérebro armazena, pela energia mental, conhecimentos e sentimentos, formando nosso intelecto e nossa inteligência, fatores que nos distinguem dos demais reinos da Natureza. Pela Ciência moderna foi descrita a parte direita do cérebro como depósito dos nossos sentimentos, enquanto o conhecimento mais racional se acumularia na metade esquerda. Assim, nossa memória no hemisfério esquerdo seria factual – capacidade de guardar informações explícitas (rostos, fatos históricos, datas, mapas, etc.) – e, no hemisfério esquerdo, seria hábil, menos consciente e de origem transcendental, que nos permitiria praticar esportes, tocar instrumentos musicais ou desenvolver pendores artísticos Os dois hemisférios são conectados por uma ligação esbranquiçada e brilhante, denominada corpo caloso, composto por mais de 200 milhões de fibras nervosas, cada uma com capacidade de transmitir 20 impulsos por segundo.
Com a observação de muitos fenômenos investigados, chegou-se à conclusão de que as funções cerebrais estão organizadas por atos e não pela coordenação de movimentos musculares específicos, assim revelando que não existem diferenças tão nítidas nas atividades dos dois hemisférios cerebrais. Isso faz com que haja pessoas INTELIGENTES, porque têm um profundo sentido das interligações entre os estímulos; as ESPERTAS, que são rápidas no raciocínio e na avaliação dos estímulos; e as CULTAS, que têm capacidade para guardar imensa quantidade de informações. De qualquer forma, existe uma diferenciação de indivíduo para indivíduo, o que resulta em uma fantástica combinação desses tipos, havendo pessoas inteligentes que não são espertas, espertos que não são cultos, etc. E essa diversidade não é característica da personalidade, e sim da individualidade, quer dizer, do espírito, e dependem muito do raciocínio, da inteligência e do intelecto.
Pelos séculos, através das reencarnações, vamos evoluindo através do padrão de nossa energia mental. A energia mental é proporcional e relativa às condições do Sol Interior, isto é, sua composição energética e seus instrumentos são de conformidade com o estado em que o ser se encontra, ou seja, encarnado, desencarnado ou Espírito de Luz. Enquanto o Sol Interior é o centro fisiológico, onde se elaboram as mais variadas funções do Homem, onde se entrelaçam os diversos campos vibratórios que determinam as condições de estar sendo daquele indivíduo, exclusivamente, a mente é o centro de controle, onde as comunicações e sensações são recebidas, avaliadas, armazenadas e emitidas – impulsos e projeções em ondas cujos padrões vibratórios indicam sua origem. Uma vez recebidas e interpretadas pelo raciocínio, as mensagens são assimiladas conforme a capacidade relativa às heranças registradas no centro coronário de cada um.
O Sol Interior é estrutural e trabalha na base do plexo inconsciente. A mente é funcional, operando na base da consciência. Em termos de assimilação e emissão, a energia mental é um fenômeno vivo de improvisação, alterando e recompondo todas as energias do Homem, modificando, a cada momento, seu estado vibracional, imediatamente refletido na aura. Os maus pensamentos do Homem criam ao seu redor uma atmosfera fluídica impura, que favorece a ação de influências negativas. Porém, quando o Homem se reveste de nobres aspirações torna-se receptor de vibrações benéficas, principalmente quando sua energia mental se concentra na oração.
Todo ser humano pensa, e isto faz com que exista um relacionamento permanente entre as pessoas, que independe de se conhecerem ou de se relacionarem no plano físico ou social. São conhecidos diversos métodos para utilização da energia mental, da força vital mental de forma objetiva. Há necessidade de repousarmos a mente, através de relaxamentos e meditação, buscando o revigoramento e reforço da energia mental.
Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 13.11.93

16. REENCARNE

Querida Irmã Dharman Oxinto, Salve Deus!
Um dos pontos básico das doutrinas espiritualistas é a reencarnação. Muito discutida, teve uma série de outros nomes através da História, para satisfazer a teólogos e cientistas que buscam comprovar seus pontos de vista – contra ou a favor -, tais como: palingênese, metensomatose e palingenesia, além de ser a base da moderna TVP – Terapia de Vidas Passadas, uma das muitas terapias alternativas que estão sendo utilizadas no limiar do III Milênio.
Na nossa Doutrina entendemos que o espírito, após diversas existências na Terra, depois de ter muitas caras e muitos nomes, depois de fazer suas jornadas de vaidade, ambição, traição, violências e mentiras, ou de esforços bem dirigidos, de amor e dedicação, vai para o Canal Vermelho, onde vive no plano espiritual correspondente ao seu padrão vibratório, e ali tem toda sua memória transcendental, da qual toma consciência de acordo com seu nível de lucidez. Segundo Koatay 108, o espírito pode ficar até sete anos terrestres no Canal Vermelho, percorrendo seus vários planos. Há hospitais, albergues e até mesmo cavernas, para onde o espírito, ao chegar, se dirige na sintonia da faixa vibratória que conquistou em sua jornada na Terra.
O Canal Vermelho é o caminho da evolução. Oferece oportunidade de um espírito ajudar seus entes queridos que deixou na Terra. Há muitos casos de desencarnados que trazem restos de seus carmas a serem eliminados, e isso é feito através do resgate pelo seu trabalho na Lei do Auxílio. No Canal Vermelho o espírito faz sua recuperação e quando sente a necessidade de reencarnar, consulta seu Mentor, que avalia suas condições e, se favoráveis, dá início ao plano reencarnatório, propiciando o roteiro para sua reencarnação.
Dependendo do nível de consciência, o espírito identifica conflitos, mágoas, arrependimentos, agressões por suas ações e reações em oportunidades que teve em outras encarnações, e se sente infeliz e irrealizado, sabendo que precisa fazer seus reajustes com suas vítimas do passado, conquistar aqueles que se dizem seus inimigos, para que, livre de todo esse peso, possa retornar às suas origens. Suplica, então, por uma nova reencarnação, para resgatar tudo isso e se libertar dos tormentos que o envolvem.
Os processos reencarnatórios envolvem diferentes situações:
a) IGNORÂNCIA – É quando o espírito reencarna com o propósito de melhorar seus conhecimentos e se esclarecer sobre as leis da Vida, tais como o amor, a humildade, a tolerância, a caridade e a misericórdia;
b) EXPIAÇÃO – Quando o espírito retorna à Terra para sofrer as conseqüências de seus erros transcendentais, como acontece com os viciados em bebidas e tóxicos, sofrendo terríveis condições morais e a eles é dada a reencarnação de forma dolorosa e geralmente curta, a fim de que completem o tempo que desperdiçaram na vida anterior;
c) PROVAÇÃO – O espírito reencarna para sofrer no corpo físico e na alma os desafios e provas que lhe proporcionarão condições de evolução conforme sua tolerância e merecimento;
d) REPARAÇÃO – O espírito volta a esta vida para consertar suas falhas transcendentais, compensar as destruições e desencontros que provocou em vidas passadas; e
e) MISSÃO – Aquele que já superou as outras fases e reencarna, por amor, para cumprir uma missão neste planeta, junto a outro espírito, em um lar, em uma cidade, em uma nação ou por toda a Terra.
Enquanto nos planos espirituais, o espírito pode evoluir muito, pela vontade e desejo de melhorar, mas somente no plano físico é que pode demonstrar e praticar tudo o que aprendeu. Pela graça de Deus, o Homem reencarna dentro de um plano de trabalho elaborado em conjunto com seus Mentores, em que são previstas dificuldades, em graus variáveis, visando sua evolução. Cumprir ou não esse plano depende do livre arbítrio daquele espírito e o resultado positivo ou negativo de uma encarnação tem como ponto crítico o reajuste.
Algum tempo antes de reencarnar (cerca de onze meses terrestres), o espírito, acompanhado por seu Mentor, faz uma visita aos locais onde viveu suas várias encarnações, marcados pelos charmes que deixou. O sucesso ou o fracasso de uma encarnação depende muito desses charmes, de como o espírito vai manipular aquelas energias magnéticas. Essa influência é tão determinante que, de 80 em 80 dias, o espírito encarnado muda sua roupagem, tendo suas condições de vida determinadas pelos charmes que deixou.
Com base no que colheu em sua jornada, o espírito traça, com a Espiritualidade, seu plano reencarnatório, escolhendo seus pais, seus amores, seus amigos e inimigos que irá encontrar, e com os quais irá se reajustar, suas dificuldades que irão submetê-lo às provações, e até mesmo a forma como irá desencarnar. Prevenido de suas próprias vacilações, escolhe um futuro amigo e protetor espiritual, que irá ajudá-lo na penosa jornada. Os espíritos de seus futuros pais são, então, chamados, e podem concordar ou não com o planejamento feito. Desta reunião espiritual resulta o plano definitivo daquela reencarnação. Assim, quando vemos uma criança deficiente, um verdadeiro peso para seus pais, devemos ter a consciência de que foi tudo planejado – e aceito – nos planos espirituais, pois faz parte do reajuste daquele grupo. Embora quando estejam de volta ao corpo eles não mais lembrem de coisa alguma, essa missão – ou reajuste – foi aceita, e por isso devem os pais de deficientes físicos ou mentais compreenderem que não estão sendo castigados, mas, sim, tendo a oportunidade de se evoluírem e ajudarem àquele espírito que foi colocado sob seus cuidados, tudo de acordo com o que foi planejado.
Quando se dá a concepção, aquele espírito que vai reencarnar inicia seu sono cultural, fase de desassimilação, onde toda a memória se apaga, e que se prolonga até o feto completar três meses, quando ele vai despertando à medida em que aperfeiçoa seus sentidos terrenos. É colocado em torno do corpo, sob a pele, razão pela qual é denominado perispírito, revestindo-se da mesma substância da alma, dela se diferenciando por ter uma herança transcendental, enquanto a alma tem, apenas, a herança de uma encarnação. O espírito se prende ao corpo físico pela fagulha divina.
A criança nasce e dá expansão aos seus sistemas sensoriais e começa a acumular informações, alimentando seu corpo e sua alma com a manipulação das forças telúricas. Traz toda a experiência e os mecanismos de defesa necessários à vida terrestre. Com seu corpo preparado pela codificação genética – sua herança biológica – inicia sua jornada, submetendo-se às leis da Terra, sob ação das forças do mundo psicofísico, e onde irá encontrar cobradores em seu redor, especialmente em seu próprio lar, e as dificuldades que fazem parte de suas provações aceitas no seu plano reencarnatório. Recebe energias de suas origens, que só serão identificadas a partir do despertar de seu “Eu” para a conscientização de seu espírito.
Assim, o Homem, liberto de suas formas animais, conquista sua autonomia, mas está contido por suas responsabilidades morais, por seus deveres e obrigações consigo mesmo e com a sociedade em que vive. Nasce, cresce, muda de um lugar para outro, faz amizades, vive paixões, chora, ri, ama, faz o bem ou o mal, resgata ou contrai dívidas transcendentais, agindo e reagindo dentro do livre arbítrio, de acordo com sua consciência e seus conhecimentos. Em seus encontros e desencontros, desde os atos mais simples aos mais importantes, está envolvido um complexo mecanismo que se modifica a cada momento, pela decisão que toma aquela pessoa. Se a decisão é correta, em harmonia com o planejado em seu plano reencarnatório, o resultado é bom, causando bem estar e conforto espiritual e mental; mas, se a decisão é errada, o Homem sofre angústias, tormentos e dores.
Portanto, o Homem é feliz ou infeliz de acordo com suas próprias decisões, e nestas residem seu desafio evolutivo. Desde sua concepção até seu desencarne, o espírito encarnado emite seu padrão vibratório aos que estão ao seu redor, principalmente a seus familiares, e tem a grande responsabilidade não só pela sua própria evolução mas, também, pela daqueles que escolheu para se reajustar e se harmonizar.
O reencarne é a grande prova, a grande oportunidade que cada um tem para prosseguir em sua jornada de volta às suas origens. Retornar à vida na Terra é o que o espírito suplica, em sua conscientização, por saber que precisa se libertar de seus erros passados, da perseguição de seus cobradores, e isso só poderá conseguir pela oportunidade da reencarnação. O Homem que diz: “eu não pedi para nascer!”, não sabe o quanto está equivocado!

“Paulo, um jovem médico, perdeu sua filha de oito anos. Vivia pelos cantos, desesperado, porque, apesar de ser um Jaguar, não acreditava na vida fora da matéria. Sofria terrivelmente a perda de sua filha. Passava horas com sua esposa ou em lugares escuros. Certo dia, uma família espírita na qual Paulo nunca acreditara, ensinou-lhe o que fazer: uma pequena mesa forrada de branco, um copo com água, um pequeno jarro de rosas (de que a menina tanto gostava). E ali ficaram, à espera do que poderia acontecer. Súbito, ouviu-se um soluço e, logo depois, a vozinha esperada, que disse: “Paizinho, vim buscar meu cordãozinho que o senhor me deu quando nasci! Sim, pai, lhe vejo todos os dias, quando está pensando em mim!…” “Sim, filha! – disse o homem, que até então não acreditava – Vou buscar. Está no cofre…” “Não, pai, já está no meu pescoço. O senhor não o encontrará mais! Voltarei, paizinho, para este lar tão logo me permita Deus!” Paulo foi depressa ao cofre e não encontrou o cordãozinho. Só ele sabia que ninguém poderia abrir o cofre, pois só ele tinha a chave… Quatro anos depois daquele ritual, uma linda menina de dois anos de idade lhe perguntava: “Papai, onde está o meu cordãozinho?” E, segurando a sua mão, o levou até o cofre. Ela batia as mãozinhas, dizendo: “Abre! Abre!” Paulo abriu o cofre e lá estava o cordãozinho, do mesmo jeito que o deixara, inclusive com um pequeno coração, também de ouro, que acompanhava o cordão. Ele conservava a marca do dentinho, mordido que fora pela menina. Enquanto ela gritava: “Dá, dá, é meu!”, Paulo, trêmulo, beijava a pequerrucha, dizendo: “Oh, meu Deus! Devolvestes a minha filha! Não tenho dúvidas…” Paulo passou o resto de sua vida fazendo rituais, para achar e explicar a constituição da consciência.” (Tia Neiva, s/d)
“Quando assumimos o compromisso de embarcarmos nesta viagem, viemos equipados para o Bem e assumimos o compromisso para o reajuste de um débito, o qual não somos obrigados a assumir. Porém, tão logo chegamos, pagamos ceitil por ceitil o que prometemos!” (Tia Neiva, Carta Aberta n. 1, 4-9-77)
“Assumimos o compromisso de uma encarnação. Juntos partimos não só pelas dívidas em reajustes como também pelos prazeres que este planeta nos oferece. Sim, estando no espaço, devemos na Terra. Sentimo-nos desolados e inseguros, porque estamos ligados pelas vibrações contrárias. E neste exemplo, Jesus nos afirma que só reajustaremos por amor.” (Tia Neiva, 9.10.77)

Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 19.2.94

 

17. A MISSÃO

Salve Deus, querida Irmã!
Missão é a função que a Espiritualidade nos conferiu para, no limiar da Nova Era, ajudar na recuperação do maior número de espíritos possível para que possam alcançar planos mais evoluídos. Isso inclui nossos próprios espíritos, porque temos que buscar nossa evolução através do trabalho mediúnico, com amor, tolerância e humildade, e isso só é possível com nossa dedicação à Lei do Auxílio.
Embora todo espírito, ao reencarnar, tenha um programa a cumprir, ligado diretamente a problemas individuais em sua faixa cármica, nem todos recebem uma missão, que é suplemento de seu programa evolutivo, com seu comprometimento em evoluir, cuidar e ajudar outros espíritos, encarnados e desencarnados, com suas forças e sua mediunidade. A Espiritualidade nos deu a missão, mas não nos obriga a ela. Cumpri-la ou não vai depender somente de nós mesmos, de nosso livre arbítrio.
Existem profundas diferenças entre os seres humanos, e uma é devida à tônica que cada um dá à sua vida: há um grupo que se preocupa somente com sua saúde física, com seu corpo, buscando a boa forma muscular e atlética, ocupando-se com exercícios físicos, dominados pela tônica física; há os que têm a tônica psíquica – cientistas, intelectuais, artistas e eruditos -, e dependem de seu intelecto, com sua consciência dominada pelo fator intelectual; e há os missionários, com seu campo consciencional em constante expansão, buscando a integração crescente com o Universo, a evolução de seu espírito, vivendo sob a tônica espiritual.
Por isso, não temos como induzir ou forçar alguém a nos seguir. Nossa missão é, primeiro, manter nosso equilíbrio e ampliar nossos conhecimentos num permanente desenvolvimento mediúnico; e, depois, a ajuda aos nossos irmãos encarnados e desencarnados, com o amor colocado em ação na Lei do Auxílio. Mesmo entre nós, na Corrente, temos parte dessa missão, pois precisamos estar atentos aos companheiros de luta que, esquecidos de seus compromissos, se deixam ficar parados, presas do desânimo, estagnados por crises emocionais e momentos de dificuldades psicológicas ou materiais. Com muito amor, temos que alertá-los para o que está acontecendo, mas sem julgar, nem criticar e nem obrigar. Sempre ouvimos Koatay 108 nos dizendo que só sabemos que estamos realmente evoluindo quando deixamos de nos preocupar com a conduta dos outros.
Devemos, sim, nos preocupar com nossa própria conduta, mantendo elevado nosso padrão vibratório, harmonizado o nosso espírito, sabendo que nosso campo consciencional vai-se expandindo pela nossa preocupação em manter a sintonia de nosso espírito e saudável o nosso corpo, o que nos torna mais capazes para nossa missão. Aprendemos que nossas vidas nos proporcionam momentos difíceis, com mais dores do que aqueles que não têm missões a cumprir, porém aprendemos, também, que sofremos menos do que eles, tanto física como psicologicamente. Temos que ser instrumentos o mais perfeitos possível para desempenhar as tarefas de que nos incumbiram os Espíritos de Luz, sabendo emitir um ectoplasma luminoso, projetar vibrações de elevado padrão, trabalhar assiduamente, onde quer que seja necessário, na Lei do Auxílio.
Jesus, segundo Mateus (X, 1 e 5 a 10) entregou a missão a seus apóstolos: “Jesus, chamando seus doze discípulos, deu-lhes o poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal.(…) Jesus enviou estes doze e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelos caminhos das gentes, nem entrareis em cidades de Samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel, e, indo, pregai, dizendo: É chegado o Reino dos Céus! Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios. Dai de graça o que de graça recebestes. Não queirais possuir ouro nem prata, nem tragais dinheiro nas vossas cintas, nem alforje para o caminho, nem duas túnicas, nem calçado, nem bordão, porque digno é o operário de seu alimento.” Nestas palavras se resume nossa missão, onde se ressalta que nada devemos cobrar ou receber pelo nosso trabalho mediúnico, nem perseguir as riquezas materiais, para que não percamos nossa humildade nem nossa simplicidade.
Quanto aos trabalhos de cura e de desobsessão, é o que buscamos fazer em nossas participações nos Sandays, dentro da Lei do Auxílio, sempre dentro da correta conduta doutrinária e observação das instruções e Leis que nos regem. E Jesus ainda disse (Mateus, X, 16 a 20): “Eis que eu vos mando como ovelhas no meio de lobos. Sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Guardai-vos, porém, dos Homens. Arrastar-vos-ão para os seus tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas, e por minha causa sereis levados à presença dos governadores e dos reis, para lhes servirdes, a eles a aos gentios, de testemunho. Quando vos levarem, não cuideis como ou o que haveis de falar. Porque naquela hora vos será inspirado o que haveis de dizer. Porque não sois vós que haveis de falar, mas o Espírito de vosso Pai é o que fala em vós.” Esta a noção clara da intuição, do pronunciamento da Voz Direta através do médium, um dos principais elementos do missionário.
E temos que cumprir nossa missão de acordo com o que recomendou nosso Divino e Amado Mestre (Mateus, X, 27 e 28): “O que vos digo em trevas, dizei-o em luz; e o que escutais ao ouvido, pregai-o sobre os telhados; e não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo!”
Salve Deus!
1ª Dharman Oxinto Dinah – 13.8.94

 

18. A TRANSIÇÃO PARA A NOVA ERA

Salve Deus, querida Irmã Dharman Oxinto!
Estamos vivendo tempos cada vez mais difíceis, nossa jornada parece que se torna mais turbulenta, enquanto vemos os Homens, por toda esta Terra, perdidos no desespero daqueles que ainda não encontram seu caminho, não conseguiram sua harmonia com os Planos Superiores. Violência, tanto física como moral, e desatino em seus atos, falta de amor em seu coração, será este o Homem do Terceiro Milênio? Certamente, não. Sabemos, através da nossa Doutrina e, especialmente, pelas mensagens de nosso Pai Seta Branca, que teríamos que passar portas estreitas e tempos dolorosos.
Pai Seta Branca, em 31.12.81, nos disse: “O Homem, até então, só se preocupou em construir seus quartéis, sempre se armando contra o outro, fazendo-se temível, vivendo sempre a rebater, sem perdão, suas próprias traições, fazendo-se fortaleza, inventando armas incomparáveis, sempre a se vangloriar da destruição dos outros.(…) Dias virão em que não se poderá perder uma gota sequer das vossas energias!…” Quando, em 1980, já avisava: “Poderás caminhar em praias desertas, sem te encontrares com um irmão; poderás atravessar um castelo sem te encontrares com o dono que te deu o endereço!…”, já estávamos recebendo o alerta para o final dos tempos que se iniciou em 1984, e, como toda transição, vai ganhando mais intensidade à medida em que se aproxima de seu desenlace.
A Desventura, a Morte, a Epidemia e a Fome – os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, previstos por João Evangelista -, estão por todo este planeta. Sabemos disso pelo noticiário de jornais e televisões, que nos mostram a violência e a dor na matança de indefesas populações, nos assaltos e homicídios, nos crimes perversos, na morte moral a que são conduzidas as crianças e os adolescentes, explorados pelos adultos, enfim, toda uma verdadeira onda de pesadas cargas negativas que explodem em cada pedacinho desta Terra. Violência contra o Homem e contra a Natureza, desencadeando dramas e misérias inimagináveis! Agora, mesmo, uma importante revista americana dava destaque à humilhante situação da mulher no Oriente, relatando que, na Índia, a parteira quebra a coluna do bebê quando nasce mulher; em Hong Kong deixa-se o bebê morrer de fome, quando do sexo feminino; na Coréia, a gestante faz exame de ultra-som, e se o feto é de uma menina, a mãe é obrigada a fazer o aborto! Alegam que a sociedade não tem como arcar com a explosão populacional, mas gastam fortunas com armamentos e soldados, os quartéis a que se referiu Pai Seta Branca. E essa mentalidade do Homem atual marca todos os países, pobres e ricos, que dão mais valor à matéria do que ao espírito, dizimando milhares de seres humanos por dia, por falta de recursos, de mínimas condições de higiene, saúde e educação. Além de crime contra a Humanidade, agravam-se os que afrontam a Natureza, destruindo recursos naturais, poluindo o ar e as águas, envenenando a terra e vegetais, esquecido de que a Terra é vida, e que terão que pagar por todos esses crimes.
Parece que as trevas vão ficando a cada dia mais densas. Hoje, o que temos ao nosso redor é um quadro de muitas tristezas, dificuldades, dores e revoltas. Milhares de desempregados, milhares de jovens sem qualquer esperança de melhorarem suas vidas, desenganos, descaminhos, desvios de recursos públicos deixando o povo sem amparo, obras inacabadas, hospitais e escolas sem condições de funcionamento. Fala-se dos criminosos, dos traficantes de tóxicos, que matam dezenas de pessoas diariamente, mas se esquecem desses homens que ocupam altos cargos no Governo, que desviam para outros fins, inclusive suas próprias contas bancárias, os recursos obtidos do próprio povo, tornando-se, assim, responsáveis diretos pelos desencarnes, dores e aflições de milhares de seres sem atendimento nos prontos-socorros, nas escolas, nos asilos, levados à angústia, ao crime e à prostituição apenas para terem mínimas condições de sobrevivência.
Não se dá valor à vida humana. O ser humano tornou-se descartável na sociedade moderna, onde o importante é TER e não SER!
Mas nossa Doutrina, em nossa maravilhosa jornada, nos ensinou que nada disso nos pode atingir. Ou, como dizia Koatay 108, pode, mas não deve. Não deve, porque temos consciência de tudo. “O conhecimento de que tudo é bom, me libertou do mal! Sou sábio, pois expresso a Sabedoria da mente e tenho conhecimento de todas as coisas…” é um trecho muito importante da Prece de Sabah, porque mostra nossa posição diante do mundo e dos acontecimentos que nele se desenrolam. Sabemos que milhões desses espíritos, privados da Luz, tiveram sua oportunidade de reencarnar, dando-lhes condições de se recuperarem e sair das Trevas, aproveitando esse período final porque passa a Terra: a transição para a Nova Era, oportunidade que é válida não apenas para eles, mas para nós também, porque é um teste para nós, para nossa Doutrina.
A nossa missão aí está: buscar conduzir para Deus esses espíritos há tanto tempo perdidos no ódio, nos rancores, nos ressentimentos, nos desejos de vingança! Apará e Doutrinador – Mestre Lua e Mestre Sol – são a única esperança dessa redenção. Encarnados e desencarnados estão à nossa volta, atuados pelas forças das Trevas, desafiando nossa tolerância, testando nossa humildade, descrentes do nosso amor. Mas temos nossa consciência, e confiamos em nossa força, em nossos Mentores, em nossa Doutrina. E isso é o quanto basta para nos tornarmos as espadas vivas e resplandecentes a brilhar por todo esse Universo!
Ainda na mensagem de 31.12.81, Pai Seta Branca adverte: “Sabei assimilar esta missão. Romarias piedosas, conscientes e inconscientes, atravessarão terras para vos encontrar. E vós outros, que tereis as rédeas da Vida e da Morte, da noite e do dia, aplicareis a chama espiritual da Ciência Etérica, e todo o Mal se desfazerá!…”
Por isso, não se deixem abater, revoltar ou se acovardar com os fatos que nos cercam. Tudo faz parte desse final de Milênio, do Plano Espiritual para recuperação de milhares de irmãos, do nosso teste final. Temos toda a bagagem para atravessar essa turbulenta tempestade. Só depende de cada coração, de cada plexo. Emitindo a força de nossos Mentores, formando a poderosa Corrente do Amanhecer, vamos atravessar tranqüilamente todo esse mar encapelado que se adensa em nosso redor. Manter a calma e a tranqüilidade, a mente equilibrada e firme, alimentar nossa aura com vibrações positivas, exercer nossa Doutrina em todos os seus aspectos, respeitar os três reinos da Natureza, enfim, lembrar que devemos ser o melhor possível instrumentos da Espiritualidade Maior é a forma de, com confiança, enfrentar os tantos e variados problemas com os quais nos deparamos em nosso dia a dia nestes carreiros terrestres, envolvendo entes queridos, familiares, amigos, conhecidos e até mesmo desconhecidos, próximos ou distantes, que sofrem por toda esta Terra, mais dolorosamente, porque não conhecem Deus!
Procurem não se envolver com os problemas daqueles que lhes cercam. Ajudem, sem participar, para não se envolverem, compartilhando seus carmas pesados. Vibrando amor, ouvindo as queixas com tolerância, vivendo com humildade, poderão ser um foco de Luz para aqueles que anseiam por uma palavra, um gesto de amizade ou de esperança.
E assim, com firmeza e confiança, marcharemos juntas para a Nova Era, iluminadas pela Princesa Aline e por nossos Mentores, exercendo os ensinamentos de Pai Seta Branca e de Koatay 108. Somos flechas de Luz, atravessando as Trevas e atingindo o coração de nossos irmãos necessitados, encarnados ou desencarnados!
Salve Deus! Com carinho,

1ª Dharman Oxinto Dinah – 9.9.95

 

19. CONDUTA DOUTRINÁRIA – II

Salve Deus, querida Irmã Dharman Oxinto!
Uma das nossas maiores preocupações deve ser com o nosso comportamento, isto é, buscar dentro de nós, com o conhecimento da Doutrina, as regras básicas que irão orientar nossas ações, gestos e palavras, de maneira a não afrontar nossos semelhantes nem as leis sociais do nosso mundo. Devemos cuidar, conscientemente, de ter um comportamento dentro da Conduta Doutrinária.
Nossos pensamentos devem ser positivos; suaves nossos gestos; verdadeiras as nossas palavras; mansa a nossa voz e firmes as nossas atitudes. Cada um de nós sabe o que é bom e o que é mau, diferenciadamente de outras pessoas que não conhecem a Doutrina. De acordo com a vida que cada um de nós leva, com o conhecimento doutrinário, determinamos nosso comporta-mento. Dentro das metas cármicas de cada um, dependendo de nossa sintonia com a Espiritualidade Maior, aprendemos que a vida é um caminho difícil, mas que podemos cumpri-la mais facilmente com Amor, Humildade e Tolerância, na certeza de que tudo vai depender muito de nosso comportamento diante dos Homens e dos acontecimentos que forem colocados em nosso caminho.
Dentro da Conduta Doutrinária iremos aprendendo a passar os bons e os maus momentos, harmonizando nosso comportamento, sem ilusões nem mentiras. Temos que cultivar a simplicidade e a autenticidade. Não é preciso demonstrar ao mundo nossos sentimentos, bons ou maus. Nem fingir alegria ou tristeza, mantendo o controle dos sentimentos e atos que repercutem no nosso comportamento.
Uma passagem evangélica de que nos fala Mateus (VIII – 24 a 27): “E, subindo numa barca, seguiram Jesus e seus discípulos. E eis que sobreveio no mar uma grande agitação, de modo a cobrir-se a barca de ondas. Jesus, porém, dormia. Então, chegaram-se a Ele os seus discípulos e O acordaram, dizendo: Senhor, salva-nos que pereceremos! E Jesus lhes disse: de que estais receosos, oh, homens de pouca fé? E levantando-se, imperou aos ventos e ao mar, e logo seguiu-se uma grande bonança. E os homens se admiraram, dizendo: quem é este, ao qual os ventos e o mar obedecem?” O barco é nossa vida, e a tempestade são os acontecimentos que nela estamos enfrentando. Para que não tenhamos comportamento de pânico, vamos acordar Jesus dentro de nossos corações, e teremos a calma e a paz necessárias ao cumprimento de nossa jornada cármica.
Nossa Mãe Clarividente sempre teve o maior cuidado e a maior preocupação com o comportamento dos mestres e ninfas, principalmente nos trabalhos dentro do Templo. Ela nos advertia para que tivéssemos rigor no nosso comportamento, pois muitos eram os que nos observavam, tanto no plano físico como nos planos espirituais. E pelo comportamento muitos têm se perdido em suas jornadas, esquecidos de que, nas 24 horas do dia, somos Jaguares, temos compromisso com nossa Corrente, temos que estar alertas com nossa conduta doutrinária.
Koatay 108 nos disse que o nosso conhecimento é a nossa disciplina, que nos obriga a uma maneira correta de nos conduzirmos na Vida, não só quando estamos no Templo, mas, sim, em qualquer lugar, a qualquer hora, em nossa jornada. É a conduta doutrinária, com a qual temos que nos preocupar, pois, fora dela, não podemos trilhar nosso caminho evolutivo na Doutrina, não há evolução individual do médium. Dentro da correta conduta doutrinária, o médium se disciplina, trabalha com mais precisão na Lei do Auxílio, manipula um grande potencial de energias e faz proveitosa utilização das forças de que dispõe.
O médium do Amanhecer é consagrado, tem seu plexo iniciático, pelo Desenvolvimento penetra nos segredos da Vida e da Morte, tem consciência de sua missão, de seu carma, das Leis que o regem. Tem todas as condições para fazer o traçado de sua jornada, dentro do seu conhecimento universal. Mas, existe o livre arbítrio. O Jaguar sabe o que é certo, mas, por vaidade, ambição, preconceitos e desamor, deixa-se levar por outros caminhos, desobedecendo leis sociais, morais e doutrinárias. Alguns pensam que as Leis do Amanhecer são para serem cumpridas apenas em seus trabalhos no Templo. E quando chegarem a Pedra Branca, forem encontrar-se consigo mesmos e com a realidade de suas vidas, terão grandes choques ao ver o quanto deixaram de fazer por estarem fora da conduta doutrinária.
Segundo Tia Neiva, o Templo é um lugar onde os espíritos estão à vontade. Ali tudo é possível. O comportamento do médium pode lhe ser prejudicial, pois numa conversa, com gesticulações, abre sua guarda e fica com seu plexo exposto, podendo captar uma força esparsa ou algum espírito que, por alguma afinidade, possa estar próximo, e seguir o médium. Também nos disse para tomar cuidado para não importunarmos os outros, principalmente os médiuns, pois ninguém tem o direito de aborrecer ninguém, chamando a atenção ou dizendo “não deves fazer isso, não deves fazer aquilo…”.
Na Doutrina do Amanhecer estamos aptos, desde o sono cultural, quando nos preparávamos para esta reencarnação, para o cumprimento de uma missão simétrica, dentro do poder dos Tumuchys que, gradativamente, chega até nós, com o objetivo unicamente da cura desobsessiva. Não temos missão de realizar fenômenos físicos nem de curar pessoas. Não temos motivos para exibicionismo nem vaidade.
Temos, sim, que ter o maior cuidado com o nosso comportamento, com atos e palavras, para não criar choques com nossos irmãos, encarnados e desencarnados, gerando conflitos e fazendo desaparecer a sintonia com a Espiritualidade Maior, que nos acompanha passo a passo, e que não pode ser enganada. Estamos sendo preparados para as horas de desespero da Humanidade, para a libertação de espíritos, para a ajuda de pessoas que estão perdidas em suas desesperanças.
Temos que ter equilíbrio, firmeza e, o principal, amor incondicional. Para isso, é preciso ter a mente equilibrada e a consciência esclarecida, o que só conseguiremos por meio da correta conduta doutrinária. Por ela, respeitamos e nos fazemos respeitar em um mundo conturbado. Pela conduta doutrinária podemos superar nosso carma, caminhando com a Ciência e com a Fé, complementando com a Lei de Deus a Lei dos Homens, para ter um conjunto completo de normas e diretrizes que farão com se cumpra a parte do Mantra Universal, o Pai Nosso, onde emitimos: “Seja feita a Tua vontade assim na Terra como nos Planos Espirituais…”. Com isso, estaremos equilibrando nossas vidas, tanto na parte física como na espiritual, trabalhando materialmente, executando nossas funções biológicas, sociais e psicológicas, em sintonia com os nossos Mentores, criando para nós mesmos condições ideais para o trabalho na Lei do Auxílio.
Devemos ter nossa percepção consciente ligada a uma bem desenvolvida sensibilidade, de modo que possamos ver cada coisa, cada pessoa do universo que nos cerca, com os olhos, com a mente, com a consciência e com a alma. Nossa personalidade transitória, sujeita a problemas, tanto sentimentais como físicos, nos leva a insatisfações, dores, angústias, sofrimentos e irrealizações, que devem ser avaliados e entendidos por nossa individualidade transcendental, depois de analisados por nossa consciência. Vamos evitar palavras que criem discórdias, conflitos ou confusão; vamos evitar mentiras e boatos; vamos deixar que cada um leve a vida que quiser; vamos evitar críticas ou julgamentos; vamos nos preocupar em não ser nossa presença uma vibração pesada e desagradável.
Vamos, sim, nos cuidar para que estejamos sempre bem, com a vibração positiva, esforçando-nos para conciliar e resolver conflitos, ajudar e equilibrar os que estão ao nosso redor. Vamos cuidar do nosso corpo e de nossa saúde física e mental, preservando nossa energia vital, que é a ferramenta que nos foi dada para cumprimento de nossa missão.
Não vamos fazer algo ilegal ou danoso a alguém porque ninguém nos está vendo! Lembre-se daqueles dois Olhos em seu colete: nos alertam para que saibamos que a Espiritualidade nos contempla, penetrando esse Olhar nos nossos pensamentos, nos nossos corações, sabendo exatamente a realidade de nossas intenções, o que pretendemos com nossas palavras e ações a cada momento, nos avaliando, nos observando, nos julgando, nos entendendo e… nos amando!
Sabemos que a Espiritualidade é, sobretudo, justa. De acordo com nosso merecimento, dela recebemos tudo o que precisamos. E nosso merecimento depende de nossa conduta doutrinária. Não se deixar levar pelos caminhos floridos que levam aos negros abismos; não desafiar as leis físicas e sociais; não contrariar sua consciência levado pelas paixões ou pelo falso brilho das tentações e da vaidade; não largar seus compromissos materiais, a vida no lar, a família, enfim, estar sempre alerta para o cumprimento das Leis. Cumprir e fazer cumprir as Leis, eis o segredo da conduta doutrinária.
Mesmo aquele que relega seus compromissos materiais e se dedica quase que exclusivamente a seu trabalho na Doutrina, está fora da conduta doutrinária, não aumentará seu merecimento. Uma frase Koatay 108 repetiu em várias ocasiões, dizendo que só sabemos que estamos evoluindo quando deixamos de nos preocupar com a vida dos outros, que é a base para uma perfeita conduta doutrinária. Nosso cuidado deverá ser maior em tudo que envolva ações doutrinárias, quando estamos trabalhando no Templo ou realizando qualquer outro trabalho na Lei do Auxílio. A seriedade e concentração nos permitem agir plenamente, obedecendo às Leis que nos regem. Aquele que leva inovações ou desconhece as Leis, que brinca ou não respeita os médiuns em um trabalho, está fora da conduta doutrinária. Na Doutrina do Amanhecer, Pai Seta Branca somente exige a conduta doutrinária!
Vamos recordar palavras do Mestre Tumuchy: “Deus não castiga nem premia. Dentro desta vida, nossos atos, são praticados por nós mesmos. Nós nos auto-punimos, nos auto-castigamos, nos auto-elogiamos e nos auto-engrandecemos. É preciso perceber que o orgulho e a vaidade nos levam a nos colocarmos em posições, às vezes, querendo substituir o próprio Deus. Mas devemos nos lembrar que não foi Deus quem fez isto ou aquilo, mas nós é que estamos fazendo a partir da obra que somos deste próprio Deus. O limite de nossa ação é a nossa própria vida. Ninguém recebe além daquilo para que foi preparado para fazer. Todos nós temos o nosso roteiro de vivência e nada acontece por acaso, senão pela atração do charme e das linhas cármicas. Tudo está programado em nossas vidas. Nada há que nos faça deixar de recorrer a Deus pelo fato de estarmos em falta, porque Deus é bondade e só nos traz a luz. A todo momento podemos recorrer a Deus, porque, sem a energia divina, deixaremos de existir. Mas é preciso abrirmos a oportunidade para que esta energia se manifeste. Se fecharmos os olhos de nossa alma e não estivermos conscientes deste Deus, a energia não penetrará em nós! (…) O que vamos fazer no futuro depende do que estamos fazendo agora. Então, a Eternidade está sendo vivida neste instante. Tudo que quiserem, tudo que desejarem alcançar, poderão pedir a Deus neste instante. Vamos, pois, cuidar da nossa vida com esmero. Temos um sistema planetário, herança transcendental, coisas verdadeiras trazidas para nós, às quais teremos que corresponder. Vamos viver, portanto, com intensidade, porque nós poderemos modificar todo o nosso destino, numa concentração dentro de um processo evangélico como, por exemplo, uma Contagem. (…) É com o coração que nós temos que aprender. Não adianta mergulhar mais fundo do que aquilo que podemos ir. Temos que saber qual é o nosso tamanho. E não esqueçamos, nunca, que enquanto não liquidarmos com as coisas que estão ao nosso alcance, as coisas do nosso carma, não entenderemos a voz de Deus, que nos fala através de mil mensagens a cada dia!”
Salve Deus! Com carinho

1ª Dharman Oxinto Dinah – 13.1.96

20. O AMOR

Salve Deus, querida Irmã Dharman Oxinto!
“Quando amamos com ternura, vemos o ente amado em tudo que encontramos, porque o amor nos dá luz, nos dá calor. Sinta se impregnar em ti o amor incondicional, e verás que todos são teus irmãos… O amor se reproduz dentro de nós e nos produz uma vida na vida, junto à vida que já temos. O amor é a verdadeira sintonia em Deus!” (Tia Neiva, 12.11.80)

O amor, juntamente com a tolerância e a humildade formam os três reinos de nossa natureza. São as ações, e não apenas as palavras, que traduzem esse sentimento grandioso, fazendo com que o Homem eleve suas vibrações e consiga caminhar para o resgate de seus atos transcendentais. Viver e sofrer, ajudar e compartilhar, alegrar-se com a felicidade dos outros, perdoar e saber pedir perdão, dinamizar o amor no serviço aos necessitados, pela caridade, na Lei do Auxílio, enfim, viver com toda a intensidade a vida nas vidas – são algumas das funções do amor.
Segundo Tia Neiva, o amor tem três fases: o AMOR ESPIRITUAL – o que o Homem traz impregnado em seu espírito, através das várias encarnações, aprimorando-se; o AMOR CONDICIONAL – o sentimento equilibrado por um débito transcendental, amor por nossas vítimas do passado e que hoje estão ao nosso redor, como cônjuge, pais ou filhos, familiares, enfim, espíritos encarnados para os reajustes cármicos; e o AMOR INCONDICIONAL – com tolerância , sem demagogia, sem resignação, dando ao espírito plenas condições de lutar contra o sofrimento e contra as Trevas, usando toda a sua sabedoria e as suas forças dentro da Lei Crística – a Lei do Auxílio.
O amor transforma o ódio em alegria. Não é uma simples emoção provocada por um impulso. O amor é um sentimento que deve ser direcionado, corretamente, pela força de vontade e pela consciência. O amor é que permite a alegria, a esperança e a felicidade. Devemos fazer da vida um ato de amor! Aceitar as pessoas, mesmo quando elas nos desapontam, quando se desviam do ideal que temos para elas, quando nos ferem com palavras ásperas ou ações impensadas – isso é amor! Ouvir, não só pelos ouvidos, mas com nossa alma e nosso coração, as queixas e angústias, descobrindo entre as palavras corriqueiras e superficiais, a tristeza da insegurança e da solidão. Entender o coração dolorido que encobre seu sofrimento pela exteriorização da alegria simulada, do sorriso fingido ou das façanhas inexistentes. O amor sabe também perdoar, apagando as mágoas, as cicatrizes que a incompreensão e a insensibilidade gravam no coração ferido, extinguindo todos os traços de dor. O amor descobre os segredos e o valor da vida, mesmo os que estão relegados pela rejeição, pela falta de carinho, de compreensão e de aceitação, pelo cansaço das duras experiências vividas em acidentadas jornadas. Quem ama, aprende a se sobrepor à sua própria dor, a seus interesses, ao seu orgulho e a suas ambições quando isso é necessário ao bem estar e à felicidade de alguém. Vive o Homem uma era de Ciência e Tecnologia avançadas, esquecido de que já viveu momentos iguais em outras vidas, em outras eras, que se perderam pela falta do amor. O amor não pode ser superado pelos avanços do conhecimento e da técnica e, ao contrário, tem que estar presente nas realizações do Homem, para que este se sinta realmente realizado. Sem amor, um lar ou uma fábrica, uma família ou uma universidade, perde sua luz, sua razão de existir, e, pela força da rotina e da insatisfação, vai-se acabando. As vibrações de amor são portadoras das forças divinas, da energia que supera todas as outras, curando, ajudando, libertando.
Em Mateus (XXII, 34 a 40), nos é dito: “Mas os fariseus, quando ouviram que Jesus tinha feito calar a boca aos Saduceus, se reuniram em conselho. E um deles, que era doutor da lei, tentando-o, lhe perguntou: Mestre, qual é o grande mandamento da Lei? Disse-lhe Jesus: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o máximo e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas!” Assim, mostrou Jesus a importância do amor a si mesmo. Não o egoísmo, que só quer receber, só quer sua satisfação, mas sim o amor, que é dádiva, é doação. Quem não ama a si mesmo não tem condições de amar os outros.
Na 1a. Epístola aos Coríntios (XIII, 1 a 7 e 13), conforme algumas traduções, Paulo escreveu: “Se eu falar todas as línguas dos homens e dos anjos, e não tiver amor, sou como o metal que soa ou como o sino que tine. E se eu tiver o dom de profecia e conhecer todos os mistérios e o quanto se pode saber, e se tiver toda a fé, até o ponto de transportar montes, e não tiver amor, não sou nada! E se eu distribuir todos os meus bens em o sustento dos pobres, e se entregar o meu corpo para ser queimado, se todavia, não tiver amor, nada disso me aproveita. O amor é paciente, é benigno; o amor não é invejoso, não obra temerária nem precipitadamente, não se ensoberbece. Não é ambicioso, não busca seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal. Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo sofre… Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estas três virtudes; porém, a maior delas é o amor!”. Esse trecho de Paulo, na maioria das traduções, aparece como “a caridade”, em lugar de “o amor”. Todavia, como a caridade é o amor em ação, fica válida a citação.
Salve Deus! Com carinho,

1a. Dharman Oxinto Dinah – 10.2.96

 

21. GUIAS MISSIONÁRIAS

 

Salve Deus, querida irmã Dharman Oxinto!

As Guias Missionárias são espíritos de alta hierarquia, vindas do Reino de Zana, que é a origem das grandes falanges missionárias do Espaço. Ali é constante o trabalho de salvação e recuperação dos espíritos que se perderam em suas jornadas cármicas e perambulam pelo Vale Negro. Dali se projetam as forças para serem manipuladas pelas missionárias nos Sandays que trabalham com as forças das Estrelas. A força de uma ninfa com sua indumentária de missionária, que se soma a todas que já possui, procede diretamente de Zana.
Destacadas para proteger e acompanhar as ninfas do Amanhecer, que as escolhem por afinidade, as Guias Missionárias realizam grandes trabalhos no espaço, completando os que suas ninfas protegidas fazem na Terra.
Em todas as situações, elas estão ajudando e participando da jornada das ninfas, exceto quando alguma ninfa se coloca fora da conduta doutrinária, o que faz com que sua Guia Missionária não tenha condições de se aproximar, por força do padrão vibratório divergente. As Guias Missionárias são como verdadeiros Anjos da Guarda, manipulando todas as forças que as ninfas emitem ou recebem, tendo como principal a força vibratória de sua cor.
Nos trabalhos, os Mentores utilizam os diversos padrões coloridos das Guias Missionárias ali presentes, dosando-os e misturando-os de acordo com a necessidade de cada um. Embora já tenha sido declarado expressamente pelos Devas de que não é necessário que as cores das capas sigam a das Guias Missionárias, é interessante observar que uma ninfa se harmoniza mais com as emissões de sua Guia quando está com a indumentária acompanhando o padrão da cor. No caso das Dharman Oxinto, por exemplo, a pedra do brasão, sobre o plexo, é da cor da Guia, para que a projeção do raio de força passe pelo cristal na coloração do tom original, reforçando-o. A coloração é ajudada, ainda, pela cor do forro da capa, harmonizando o conjunto. Segundo sua cor predominante, a ação é dirigida:
AMARELA – na força de Obatalá, força do Sol, para elevar o padrão vibratório e estimular o sistema nervoso central;
AZUL – projeta a força das Águas, favorecendo o equilíbrio, energizando o sistema nervoso central e a energia mental;
BRANCA – na força de Olorum, contribui para a pacificação interior e harmonia dos mestres, pacientes e espíritos envolvidos no trabalho;
LILÁS – predomina na emissão para a cura vibracional do corpo físico;
RÓSEA – projeta a força do Amor Incondicional de Jesus, para a recuperação dos sentimentos dos cegos, dos mudos e dos incompreendidos;
VERDE – na força da Terra, principalmente na vibração do aroma verde das matas, age sobre a energia mental e no equilíbrio da ação das forças telúricas;
VERMELHA – para auxiliar na cura e com ação sobre os elítrios, com grande poder desobsessivo.
Quando uma ninfa está escalada para um trabalho, sua Guia Missionária comparece antes, já tomando todas as providências, no Plano Espiritual, para sua correta participação. Quando a ninfa está escalada e não comparece por motivo de força maior, sua Guia Missionária participa do trabalho e irradia as forças necessárias para ajudar e proteger a ninfa para vencer a dificuldade que a impediu de comparecer. Mas triste é quando uma ninfa deixa de cumprir sua escala por preguiça ou displicência, e fica isolada, abandonada por sua Guia Missionária que parte para fazer o trabalho para o qual foram escaladas, deixando-a sem qualquer proteção e sem receber os benefícios daquele trabalho.
Quando a ninfa desencarna, sua Guia Missionária a recepciona no plano astral, conduzindo-a para Pedra Branca. Na Consagração das Falanges Missionárias de 20.9.98, os Devas atribuíram os prefixos das Guias Missionárias de acordo com cada falange, uma vez que eram poucas as que emitiam, como no nosso caso, em que o prefixo é CLÍTIA, para a Lua, e CLÏTIA-RA, para a Sol.

“Minha filha, Salve Deus! Não serás mais como a nuvem que vive a vaguear no caminho do vento do mundo. Porque quis a vontade de Deus te agraciar com esta rica Guia Missionária, companheira da última hora, vinda de mundos afins da luz e do amor, com a missão, nesta jornada, de avaliar contigo, nos carreiros terrestres, e aliviar os tristes destinos cármicos. Porque, filha, os cristãos apontam os anjos, os cientistas engrandecem a Terra. A Doutrina junta os dois e forma a Luz para a Nova Era! Contigo ela caminhará, se tiveres a fé do teu amor. E não terás também crepúsculo. Jesus, que é testemunha dos meus olhos, responderá por mim, na luz de nosso Pai, que é o Simiromba de Deus!” (Tia Neiva, 5.7.80)
“Toda obra humana, sem exceção, cria, no espírito, a imagem pela ação do pensamento e só depois se materializa. Sim, filhas, isto ocorre com a evolução, no desejo de servir com amor, humildade e tolerância. Quanto mais evoluído o espírito, mais poderoso se torna o seu pensamento criador, que vai se materializando na força mântrica que envolve esses seres angelicais, que são essas vossas Guias Missionárias!(…) Em mil missionárias, cada uma vibra sua harmonia, sua beleza, porque nela está o toque divino dos Grandes Iniciados e de suas Guias Missionárias, nas concentrações das filas mântricas.” (Tia Neiva, 6.6.80)

Salve Deus! Com carinho,

1ª Dharman Oxinto Dinah – 13.11.99

~ por Rosemaat Abiff em 12/02/2018.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s