Ritual de Companheiro Maçom do rito Schroder, o rito alemão.

PREFÁCIO
Com o presente, a Loja “Absalom zu den drei Nesseln” (n.o 1)
apresenta o segundo volume de sua nova edição revista dos Rituais de
Schröder da Loja de Companheiro.
Na nova edição deste ritual, seguimos os mesmos princípios que
citamos no prefácio do primeiro volume: o máximo respeito pela
originalidade do ritual, o qual, por sua vez, de todos os rituais em uso
na Alemanha, é o que mais se aproxima do ritual da Grande Loja-Mãe
Inglesa. Também, na parte no grau de Companheiro, mantivemos
intactas a pujança e a beleza da linguagem que, em sua plasticidade e
forma.
Os revisores não pouparam esforços. Muitas reuniões foram
necessárias para redigir a nova versão. Muitas objeções tiveram de ser
analisadas. Freqüentemente discutia-se uma hora inteira sobre o
sentido de uma única palavra. De máxima importância nos foi a
constante presença do ritual original de Friedrich Ludwig Schröder,
datado de 1816.
O texto original evidencia que no correr do século 19, foram
introduzidas alterações e até incoerências no ritual, ao lado de
ocasionais melhoras. Ficou patente que o texto original está bem mais
próximo do espírito maçônico atual, do que as alterações introduzidas
posteriormente.
Também na nova edição do Ritual de Companheiro tivemos o
cuidado de manter a clareza para os desenvolvimentos dramático e
cênico dos trabalhos. Também eliminamos as alternativas, visando
racionalização do ritual e para que ele possa ser decorado com maior
facilidade. Recusamos um perfeccionismo no Ritual a fim de que o
Venerável Mestre tenha a oportunidade de intercalar alguma variante
ou conservar usos e costumes tradicionais em sua Loja.
6Nós gostaríamos de ver, acima de tudo, na repercussão de nosso
trabalho: a confirmação do efeito da sabedoria, força e beleza do mais
antigo ritual alemão, que pouco mudou em 160 anos de uso. Em sua
obra “A crença nas Oficinas”, Paul Bröcker diz: “O Ritual Schröder e
a sua vitoriosa trajetória pelo mundo maçônico finalizam a triste
viagem em ziguezague, que as Lojas maçônicas tiveram que atravessar
através do labirinto dos altos e dos altíssimos graus, do charlatanismo
e do embuste, da alquimia e da magia mística e as conduziu de volta à
trilha livre da cultura”.
A Comissão
7A SALA DE PREPARAÇÃO
Na Sala de Preparação, para a qual os Garantes
(Padrinhos) conduzem os Aprendizes, há uma mesa e cadeiras.
Um quadro mostra os seguintes adágios:
“Desenvolvei o vosso espírito e o vosso coração. Fazei com
que recebam a semente da Sabedoria e da Amizade
verdadeira para que possam produzir lindas flores”.
“O autoconhecimento é o melhor meio para o
conhecimento do ser humano e para o enobrecimento do
coração”.
“Não só a força do autoconhecimento, mas também os
sentimentos devem ser formados e enobrecidos, pois
espargem as alegrias mais afáveis e nobres sobre o
caminho da nossa vida”.
9ABERTURA DA LOJA DE COMPANHEIROS
O mais tardar, quinze minutos após o horário fixado, o
Venerável Mestre convida os Oficiais a ocuparem os seus
lugares. Estando todos de pé em seus respectivos lugares, o
Venerável Mestre diz:
VM
– Irmão 1o Diácono, verificai se na ante-sala encontram-
se Companheiros e Mestres, e conduzi-os ao Templo
em cortejo, tendo à frente os Grandes Oficiais e Mestres
Instalados.
O 1o Diácono dirige-se à ante-sala e dá três batidas fortes e
espaçadas no chão, com o bastão.
Após certificar-se que somente Companheiros e Mestres
estão presentes, diz:
1.D
– Meus irmãos, trago-vos a saudação do Venerável
Mestre da Augusta e Respeitável Loja ……………
……………………………….. no …….. Preparai-vos para uma
Loja de Companheiros e revesti-vos como Maçom.
Uma vez atendido, o 1o Diácono repete as três batidas com
o bastão e anuncia:
1.D
– Meus Irmãos, de Ordem do Venerável Mestre,
convido-vos a seguir-me em cortejo, aos pares, e, em
silêncio. Inicialmente os Grandes Oficiais e Mestres
Instalados e, a seguir, os Mestres, e Companheiros.
O Guarda do Templo permanece fora fechando a porta e
somente entrará após a verificação de cobertura
O 1o Diácono conduz o cortejo ao Templo, circunda o
Tapete, seguindo do Oeste pelo Norte ao Leste. Chegados
ao Leste, o 1o Diácono indica os lugares aos Grandes
Oficiais e Mestres Instalados, enquanto o 2o Diácono faz
permanecer no Oeste o cortejo dos Mestres e
10Companheiros, até que os Irmãos no Leste estejam em seus
lugares.
O 1° Diácono permanece no Leste, observando a entrada
dos Irmãos, cuidando para que os Mestres ocupem lugares
no Sul e no Norte, e os Companheiros no Norte.
Não há indicação para ser cantada alguma música
Estando todos os Irmãos de pé em seus respectivos lugares,
o 1o Diácono caminha pelo Sul para o Oeste e, de lá, após
dar três batidas com o bastão no chão, diz:
1.D
– Venerável Mestre, por vossa ordem, todos os Irmãos
estão reunidos no Templo.
Caso o Venerável Mestre tenha alguma comunicação a
fazer em Loja Aberta aos Irmãos de sua Oficina, durante a
qual ele não deseja a presença de visitantes, é facultado
introduzi-los depois de feitas as comunicações.
Quando todos os Irmãos estiverem de pé em seus lugares.
VM
2.V
1.V
VM
2.D
VM



– Irmão 2o Diácono! Qual o primeiro cuidado de um
Maçom?
– Verificar se a Loja está coberta.
– Cumpri este dever.
O 2a Diácono faz um giro certificando-se de que todos os
Irmãos paramentados como Companheiros ou Mestres.
Então, ele vai à porta da Loja e dá, com o punho, a batida
do grau de Companheiro.
O Guarda responde, externamente, com a mesma batida,
em seguida, ingressa no Templo.
O 2o Diácono retorna ao seu lugar e, sem se por à ordem,
diz:
112.D
VM
– Venerável Mestre, a Loja de Companheiro está
coberta.
– Irmãos Diáconos, estendei o Tapete!
Então, os Diáconos desdobram o tapete, do Leste para o
Oeste. (O Tapete pode ser estendido na preparação da
Loja).
Em seguida, o Venerável Mestre entrega a vela pequena do
Altar ao 1o Diácono.
Então, as velas são acesas como na Loja de Aprendiz.
VM
1.V
2.V
– Sabedoria, dirige a nossa Obra!
– Força, executa-a!
– Beleza, adorna-a!
Logo que o Venerável Mestre estiver novamente em seu
lugar, atrás do Altar.
VM
2.V
1.V



– À ordem, meus Irmãos!
Todos os Irmãos colocam-se no Sinal de Companheiro.
VM
2.D
VM
1.D
VM
2.V
– Onde é o lugar do 2o Diácono?
– Perto do 1o Vigilante para executar suas ordens!
– Onde é o lugar do 1o Diácono?
– À direita do Venerável Mestre para executar suas
ordens.
– Onde é o lugar do 2o Vigilante?
– No Sul, pois assim como o Sol está no Sul, quando é
meio-dia, assim também o 2o Vigilante está aí para
chamar os Irmãos do trabalho ao descanso e zelar para
12VM
1.V
VM
2.V
VM
VM
2.V
1.V
VM
que todos voltem ao trabalho no horário certo, a fim de
que a obra progrida.
– Onde é o lugar do 1o Vigilante?
– No Oeste, pois assim como o Sol se põe no Oeste
para terminar o dia, assim também o 1oVigilante está aí
para fechar a Loja, entregar aos Obreiros o seu salário
e dispensá-los do trabalho.
– Onde é o lugar do Venerável Mestre?
– No Leste, pois assim como o Sol nasce no Leste para
iniciar o dia, assim também o Venerável Mestre está
no Leste, para abrir a Loja e ordenar os seus trabalhos.
– Achando-me no Leste, por livre escolha dos meus
Irmãos, abro esta Loja de Companheiro em honra ao
Grande Arquiteto do Universo e segundo os antigos
costumes do Companheiro Maçom.
¶ ¶¶
¶ ¶¶
¶ ¶¶
– Oração:
Muito além dos sóis, majestosamente brilha o único Criador
dos sóis e fonte da eterna e mais pura Luz.
Dele é a obra sagrada. Pois, Ele designou os Maçons para
serem brilhantes como Ele no universo.
Bênçãos cubram o trabalho fiel dos Irmãos.
Bênçãos sobre eles, que estão hoje mais unidos pelo Amor!
Nobres, solidários e bons, cheios de fervor pela Verdade e
Justiça, para Convosco corajosamente subirem às alturas.
13No alto está o objetivo, pois grandes são os desígnios da
Fraternidade: Somente aquele que caminha na Luz subirá os
degraus.
Eterno Criador do Universo que nunca falte Sabedoria, Força
e Beleza nesta obra, à qual nos dedicamos fraternalmente.
O Venerável Mestre conclui o Sinal, com todos os Irmãos.
VM
– A Loja de Companheiro está aberta. Cada um seja
consciente de seu dever e abençoada seja esta hora.
– Pela Saudação!
Todos os Irmãos batem com a mão direita na esquerda ao
ritmo do Companheiro, em seguida, sentam-se.
14PREPARAÇÃO PARA A PROMOÇÃO
Os Aprendizes a serem promovidos são conduzidos por
seus Garantes (Padrinhos) ou por um Irmão Mestre à Sala
de Preparação.
Eles revestem-se maçonicamente.
Mostram-lhes os adágios e são deixados a sós para
meditação.
O Preparador e seu acompanhante, de preferência um
Companheiro, ambos revestidos maçonicamente, entram
na Sala.
PP
– Meus Irmãos! Recebei nosso fiel e fraterno aperto de
mão. Nós vos cumprimentamos com o toque de afeto.
Eles dão a cada Aprendiz o toque do primeiro grau.
PP
– Contais hoje com a vossa Promoção a Companheiro.
Antes, porém, teremos que nos convencer de que
aproveitastes o vosso período de aprendizado. Sabeis
que a Maçonaria visa a um aprofundamento espiritual
e um enobrecimento moral. Pressupomos que sois
guiados pelo desejo de um aperfeiçoamento mais
elevado. Diga-nos honestamente, se este for o caso,
podemos partir deste pressuposto?
Resposta.
PP
– Conheceis a trilha que percorrestes como Maçom e
os deveres que jurastes obedecer.
Para o Aprendiz mais antigo ou mais experiente:
PP
– Irmão ………………., qual a finalidade da Maçonaria
de acordo com os vossos atuais conhecimentos?
Resposta.
15PP
PP
AM
PP
AM
PP
AM
PP
AM
PP
AM
PP
AM
PP
– A forma mais simples que usamos para denominar o
objetivo da Maçonaria é o humanitarismo, ou seja, o
humanismo no seu sentido mais elevado e mais
perfeito. A Maçonaria quer promover a felicidade
através da difusão dos valores morais. O primeiro grau
é uma representação de nosso nascimento moral. Por
isto, vos foi imposto a obrigação de aspirar a verdade,
a sabedoria, o sigilo e a perseverança contra as
tentações externas e internas. O segundo grau procura
aprofundar a amizade entre os Irmãos para tornar mais
viva a necessidade do cumprimento dos deveres do
Maçom. Agora, conforme costumes tradicionais, vos
farei algumas perguntas sobre o Catecismo Maçônico.
– Sois Maçom?
– Meus Irmãos Mestres e Companheiros como tal me
reconhecem.
– Como posso reconhecer-vos como Maçom?
– Pelo Sinal, pela Palavra, pelo Toque e pela repetição
das circunstâncias particulares de minha Iniciação.
– Qual é o Sinal do Aprendiz?
(executa o Sinal)
– Qual é a Palavra?
– J.
– Como é o Toque?
(dá o toque ao Preparador).
– Mostrai-me os Passos do Maçom.
(executa os passos).
– Quais as três Grandes Luzes da Maçonaria?
16AM
PP
AM
PP
AM
PP
AM
PP
AM
PP
– A Bíblia, o Esquadro e o Compasso.
– Quais as três Pequenas Luzes?
– As três velas em torno do retângulo, no Leste, Oeste
e Sul.
– Sobre que se apoia a Loja?
– Sobre três grandes Colunas.
– Quais os nomes destas Colunas?
– Sabedoria, Força e Beleza.
– Durante vossa Iniciação, prometestes o fiel
cumprimento de obrigações importantes.
– Estais decidido a aceitar mais obrigações e a não
esmorecer em vosso zelo pelo Bem?
– Sim.
– Confiantes e esperançosos, acreditamos em vossas
palavras. Confiantes e esperançosos, os Irmãos vos
aguardam reunidos para vossa Promoção.
– O homem só, investido de força e de coragem para o
bem, muito pode, porém, unido a outros Irmãos, tudo
pode.
– Entregai vossas cartolas ao meu acompanhante.
Este leva, mais tarde, as cartolas para o interior do templo.
– Formai uma cadeia e acompanhai-me.
A cadeia é formada com cada Aprendiz segurando com a
mão direita a mão esquerda do Aprendiz que está a sua
direita. Havendo um só Aprendiz, são designados dois
Companheiros para acompanhá-lo.
O Preparador toma a mão do primeiro Aprendiz e os
conduz em cadeia, até a porta do Templo, onde o primeiro
Aprendiz pede ingresso mediante três batidas fortes e
espaçadas.
17A PROMOÇÃO
Após as três batidas fortes e espaçadas na porta:
1.V
2.V
VM



Todos os Irmãos se levantam.
VM
– Irmão 2o Diácono! Quem bate de forma tão estranha?
O 2° Diácono vai à porta, que é aberta pelo Guarda a cada
uma das seguintes perguntas feitas em voz alta e após,
fechada novamente.
2.D
PP
– Quem bateu?
– Irmãos que trabalharam como Aprendizes, durante o
tempo que a lei exige, pedem para serem promovidos a
Companheiros para se aperfeiçoarem na Maçonaria.
O 2oDiácono repete sem se afastar da porta:
2.D
VM
2.D
PP
2.D
VM
2.D
– Venerável Mestre, são Irmãos que trabalharam como
Aprendizes, durante o tempo que a lei exige, pedem
para serem promovidos a Companheiros, para se
aperfeiçoarem na Maçonaria.
– Estão seus Mestres e Companheiros satisfeitos com
eles?
– Estão seus Mestres e Companheiros satisfeitos com
eles?
– Sim.
– Sim.
– Quem se responsabiliza por eles?
– Quem se responsabiliza por eles?
18PP
2.D
– Os Irmãos …………..
– Os Irmãos …………..
O Venerável Mestre pergunta aos Garantes.
VM
– Irmãos …………..Confirmais vossa Garantia?
Os Garantes fazem o Sinal e respondem:
PD
VM
2.D
– Sim.
– Franqueai-lhes a entrada.
– Podeis entrar.
O Preparador conduz os Aprendizes ao interior da Loja,
sem desfazer a Cadeia, de modo que o primeiro Aprendiz
fique ao lado do 1° Vigilante e diz:
PP
– Irmão 1° Vigilante! Entrego-vos estes Aprendizes,
que trabalharam o tempo em que a lei exige, e pedem
para serem promovidos a Companheiros.
Desfaz-se a Cadeia. O Preparador volta ao seu lugar.
1.V
– Venerável Mestre! Aprendizes, que trabalharam o
tempo em que a lei exige, pedem para serem
promovidos.
Pausa com silêncio absoluto.
VM
– Meus Irmãos, se na hora séria em que aqui estivestes
pela primeira vez, existiam em vós sinceridade e boa
vontade, então ela foi fecunda para toda vossa vida.
– A vossa consciência vos dirá, se a vossa Promoção a
Companheiro é devido apenas aos costumes de nossa
Fraternidade ou ao vosso mérito.
– Disto dependerá se para sempre sereis apenas
Maçom de nome ou se realmente sereis cumpridor
constante das obrigações inerentes a imposição deste
nome.
19– Pressupondo que tendes começado a compreender o
espírito de nossa Fraternidade, temos a intenção de vos
promover a um grau mais elevado. Confiamos que este
símbolo do crescimento rumo à perfeição vos
estimulará ao maior zelo pela nossa Fraternidade.
Pausa.
VM
– Irmãos Aprendizes! Se aproveitásseis a luz benfazeja
que vos foi dada em vossa iniciação, se vos livrastes de
preconceitos, se reconhecestes a verdade, se vos
esforçastes em enobrecer vossas tendências e
ambições, então iniciastes a peregrinação pelo caminho
da Maçonaria na luz da Sabedoria.
– Porém, o ser humano jamais pode presumir alcançar
a meta final da perfeição neste mundo imperfeito;
procurar, procurar consciente e continuadamente para
alcançá-la, esta é a sua determinação terrena.
– Irmão 1° Vigilante! Para que o ensinamento, que foi
transmitido no primeiro grau, fique profundamente
gravado nos Irmãos e os estimulem com mais
freqüência a uma rígida introspecção, faça com que os
Aprendizes se voltem para o Oeste e mostrai-lhes o
começo de toda a sabedoria humana.
O 1o Vigilante faz com que os Aprendizes se voltem para
o Oeste.
O 2° Diácono apresenta-lhes um espelho, de modo que os
Aprendizes possam ver-se através dele.
1.V
– O autoconhecimento é o começo de toda a
Sabedoria.
O 1o Vigilante faz com que os Aprendizes se voltem para
o Leste
20VM
– O autoconhecimento é o começo de toda a
Sabedoria. Do mesmo modo que vemos num espelho
límpido as imperfeições e belezas de nosso corpo na
sua forma verdadeira, somente através de rigoroso
auto-exame poderemos conhecer os nossos defeitos e
as nossas virtudes.
– Este exame deve nos tornar justos para conosco e
condescendentes para com os outros.
– O autoconhecimento é o objetivo da Sabedoria!
– Um ser humano nunca é o mesmo no fluxo
turbulento da vida. Ter o conhecimento de si próprio
até a última hora na vida terrena, sob os mais variados
destinos e ver, dentro de si próprio, o espelho do
grande mundo que nos cerca, é onde o mais sábio entre
os sábios poderá chegar. Assim, quem quiser alcançar
a Perfeição, precisa aprender a conhecer a si próprio.
Pausa.
VM
– A nossa vida, meus Irmãos, tem tanta semelhança
com uma viagem que é simbolizada desta forma desde
os tempos mais antigos.
– Vossa viagem como Aprendiz simbolizou as
dificuldades da vida que, de bom ou mal grado, temos
que nos subjugar, bem como as oposições que temos
de enfrentar para darmos cumprimento às nossas
obrigações. Porém, a vida também nos oferece muitas
alegrias.
– Vossos olhos estiveram vendados por ocasião da
vossa primeira viagem maçônica para que dirigísseis o
olhar exclusivamente para vosso interior. Mas o
Maçom também deve olhar francamente para o mundo
21livre e descoberto e possuir um coração aberto para
tudo que de grande e nobre nele se encontra.
– Com os olhos abertos e firmemente unidos a fiéis
amigos é mais fácil e mais alegre seguir pela vida.
– Irmão 2° Diácono! Fazei com que os Aprendizes
iniciem a viagem dos Companheiros.
O 2° Diácono coloca-se entre o 1° Vigilante e o primeiro
Aprendiz, fazendo com que os Aprendizes formem a
Cadeia novamente. Toma a mão do primeiro Aprendiz e
permanece com eles no Ocidente.
VM
2.V
1.V
VM



– À ordem, meus Irmãos!
Todos se colocam no Sinal de Companheiro.
Antes de iniciar a viagem, o Venerável Mestre, com
acompanhamento musical, diz:
VM
– Foi árdua a primeira viagem para o sagrado
território da Verdade, onde seu Templo se encontrava
envolto por coroas de espinhos. Mas as dificuldades
foram vencidas. Estejais pronto para caminhar mais
adiante, para encontrar novo conhecimento.
Começa a primeira viagem do Oeste, pelo Sul para o Leste.
Durante a primeira viagem, o Venerável Mestre, com
acompanhamento musical, diz:
VM
– O sofrimento e as preocupações tornam nublada a
nossa visão. Só com o espírito alegre veremos as
flores ao nosso redor. Que a alegria paire sobre nossos
dias! A alegria clareia a visão, oferece-nos flores e
frutos e destroça toda lamentação.
22No Leste, eles param de frente para o Venerável Mestre,
que lhes mostra o Esquadro:
VM
– Meus Irmãos! O Esquadro é para nós o símbolo da
severa justiça que deve reinar em toda a nossa
conduta. Devemos ser justos para conosco e para com
os outros.
Feliz daquele que zela pela sua dignidade moral e
respeita a alheia, conservando sagrados os limites
estabelecidos pela justiça e pelo direito. Esta é a
verdadeira sabedoria do Maçom.
O 2o Diácono inicia a segunda viagem do Leste pelo Norte,
Oeste e Sul.
Durante a viagem, o 2o Vigilante, com acompanhamento
musical, diz:
2.V
– O sopro divino se manifesta em todos, e em nós
habita seu elevado espírito. A mensagem é erguer-se
orgulhosamente, jamais cair. Honrai-vos no outro,
honrai a humanidade. Os Irmãos devem caminhar em
paz, protegendo os direitos próprios e alheios.
No Sul, eles param de frente para o 2o Vigilante, que lhes
mostra o Prumo e diz:
2.V
– Meus Irmãos! O Prumo é para nós o símbolo da
incessante procura pela Verdade. Devemos ser
verdadeiros em nossas palavras e em nossas ações,
procurando a Verdade em tudo que nos cerca.
– Feliz daquele que procura e encontra o que é
realmente belo na natureza, nas artes e na vida. É esta
a verdadeira beleza do Maçom.
O 2o Diácono inicia a terceira viagem, do Sul pelo Leste,
Norte e Oeste.
23Durante a viagem, o 1o Vigilante, com acompanhamento
musical, diz:
1.V
– Entrai no reino da Verdade, com mais alegria a
cada passo. Pesquisai, e procurai mais luz e trazei-
nos o brilho da Verdade. Vós que procurais a
Verdade, vinde até nós e recebei o agradecimento
dos Irmãos pelo vosso mérito.
No Oeste, eles param de frente para o 1o Vigilante, que lhes
mostra o Nível e diz:
1.V
– Meus Irmãos! O Nível é para nós o símbolo da
Igualdade original de todos os seres humanos. Nele
encontramos o chamamento para amarmos a todas as
pessoas como Irmãos, pois são criaturas de Deus.
– Feliz daquele que, no caminho da vida, encontrou
amigos fiéis, aos quais pode unir-se em amor fraterno,
e que é apoio seguro em sua jornada. Esta é a
verdadeira Força do Maçom.
Os Aprendizes continuam parados no Leste, e o Venerável
Mestre, com acompanhamento musical, diz:
VM
– Reparti com o amigo o ornamento da alegria. A
palavra amiga e o aperto de mão curam até os
ferimentos da aflição. De mãos dadas, reconhecei
hoje, na viagem dos Companheiros, as ricas fontes do
amor fraternal.
Os Aprendizes desfazem a Cadeia.
Todos os Irmãos desfazem o sinal de Companheiro e
sentam-se.
1.V
VM
– Venerável Mestre! Os Irmãos concluíram a viagem.
– O que aprenderam durante a viagem?
241.V
VM
AM
VM
AM
VM
– Entusiasmo pela Amizade, sensibilidade pela Beleza
e respeito pela Verdade.
– É bom para eles se foi assim.
– Meus Irmãos! Estais prestes a galgar o segundo
degrau de nossa Fraternidade. Para nós, parece sem
importância a Promoção de quem apenas deseja
conhecer alguns costumes adicionais e estar acima dos
Aprendizes.
– A cada degrau, cresce a obrigação do Maçom no
trabalho para o seu próprio aperfeiçoamento e para a
felicidade humana.
– Estais conscientes da seriedade desta missão?
– Sim.
– Continuais no firme propósito de tornar-vos
Companheiro?
– Sim.
– Irmão 1° Vigilante! fazei com que os Aprendizes, um
após o outro, se aproximem do Leste com os três
passos maçônicos.
O 1o Vigilante solicita que o primeiro Aprendiz dê os
passos maçônicos sobre o Tapete, iniciando com o pé
direito, lembrando-lhe que deve fazer o Sinal de Aprendiz
ao chegar ao Altar.
(A marcha é feita sem Sinal.)
Havendo mais Aprendizes, cada um faz os passos, indo
também para frente do Altar.
Os Vigilantes permanecem em seus lugares.
O 2o Diácono se uni aos Aprendizes na frente do Altar.
25VM
VM
2.V
1.V
VM
– Descalçai as luvas. Com a mão esquerda colocai a
ponta deste compasso aberto sobre o lado esquerdo de
vosso peito. Colocai vossa mão direita sobre a Bíblia e
o Esquadro.



– À ordem, meus Irmãos!
Todos os Irmãos se levantam e se colocam no Sinal de
Companheiro.
AM
VM
AM
VM
– Estais lembrados do compromisso que assumistes
como Aprendiz?
– Sim.
– Estais disposto a renovar este compromisso e, ainda,
prometer conservar em segredo perante os Aprendizes
e Profanos, tudo o que vos for confiado no Grau de
Companheiro?
– Sim.
– Declino a uma declaração assinada e tomo vosso
aperto de mão como a palavra de um homem honesto.
Após o aperto de mão, o Venerável Mestre recoloca a mão
do Aprendiz sobre Bíblia.

VM
– À Glória do Grande Arquiteto do Universo.

VM
O Venerável Mestre com uma batida com o Malhete sobre
o compasso, diz:
com uma segunda batida com o Malhete sobre o
compasso, diz:
– Em nome da ……………………………
26¶
VM
com uma terceira batida com o Malhete sobre o
compasso, diz:
– E por força do cargo que ocupo como Venerável
Mestre da Aug. e Resp. Loja ………………………………, no
……, eu vos promovo a Companheiro Maçom!
Colocando ambas as mãos sobre os ombros de cada um
dos promovidos, diz:
VM
– Seja este passo abençoado para vós e para nós!
Todos os Irmãos completam o Sinal de Companheiro.
VM
– Sentemos!
Então o Venerável Mestre dá a instrução.
VM
– Meus Irmãos! Não só os Aprendizes, mas também os
Companheiros possuem o seu Sinal, Palavra e Toque.
Assim como o Sinal de Aprendiz faz alusão à sentença
do seu grau, o Sinal de Companheiro relaciona-se à
sentença do antigo juramento dos Companheiros
“Antes deixar que lhes arranquem o coração do que se
tornarem traidores”.
Ensina-lhes o Sinal.
– A palavra chama-se zaob, de acordo com a 2 a
Coluna, no Átrio do Templo de Salomão, onde os
Companheiros recebiam seus salários. É pedida e dada
como a palavra nikaj.
– A Palavra de Passe é htelobihcs.
– O Toque é o seguinte:
Ensina-lhes o Toque.
VM
– A Batida é:
¶ ¶¶
Dá a Batida com punho da mão, não com malhete.
27– Ela serve para distinguir os Companheiros dos
Aprendizes e para pedir ingresso na Loja de
Companheiros.
– As demais explicações serão dadas através do
Catecismo dos Companheiros.
– Calçai as vossas Luvas!
Eles executam.
– Despi vosso Avental e recebei este de Companheiro.
A fita azul simboliza a fidelidade que, unida à
inocência, confirma a nossa união de paz.
Ele entrega de volta as cartolas.
VM
– Tomai de volta vossas cartolas e cobri-vos com este
símbolo de Liberdade e Igualdade.
Os Promovidos cobrem-se.
O Venerável Mestre para os Promovidos:
VM
– Identificai-vos como Companheiros perante os
Irmãos Vigilantes no Sul e no Oeste e, após o
encerramento da Loja, agradecei aos vossos Garantes
com um cordial aperto de mão.
O 2o Diácono conduz os Promovidos pelo Sul ao lado
direito do 2o Vigilante, depois ao lado direito do 1°
Vigilante.
Os Vigilantes ensinam a resposta.
VV
CC
VV
CC
– Sois Companheiro-Maçom?
– Sou, examinai-me.
– Como devo reconhecer que sois?
– Pelo Sinal, pelas Palavras, pelo Toque e pela
repetição das circunstâncias particulares de minha
Promoção.
28Os Vigilantes mandam repetir o Sinal, as Palavras e
Toque.
Completada a identificação, o 2o Diácono conduz os
Promovidos ao Altar.
VM
– Uni-vos a mim para felicitarmos cordialmente os
novos Companheiros por suas promoções.
– De pé, meus Irmãos!
– Pela saudação!
É executada a saudação no ritmo de Companheiro e
sentam-se todos.
VM
– Dirigi-vos para o Norte e ficai atento ao que vos será
exposto.
O 2o Diácono os conduz à mesa do Secretário para assinar
o Livro de presença e depois, aos lugares reservados no
Norte.
29EXPLICAÇÃO SOBRE A PROMOÇÃO
Ela é feita pelo 2° Vigilante. Se outro Irmão for designado
para esta tarefa, postar-se-á no Sul ao lado do 2o
Vigilante.
– Meus Irmãos! Se tiveres compreendido corretamente o
sentido do progresso maçônico e se estais cientes do
significado dos nossos símbolos e cerimoniais, que constituem
o elo exterior e visível que une toda a Fraternidade espalhada
pelo globo terrestre, e que são a imagem visível e concreta dos
objetivos da Maçonaria, então, gostaríamos que, novamente,
dirigísseis vossa atenção e vossa reflexão para tudo que
ocorreu na Promoção hoje realizada.
O grau de Aprendiz começa com o nosso nascimento
para a vida moral, que é uma obrigação sagrada para nós
Maçons.
O grau de Companheiro representa o progresso em nossa
formação maçônica. Assim o exame a que fostes submetidos
durante a vossa preparação para a Promoção, serviu também
para nos convencer de que havíeis progredido através dos
vossos trabalhos calcados no conhecimento e na execução de
nossos costumes e de nossas leis. A pergunta para saber se os
vossos Mestres e Companheiros estavam satisfeitos com os
vossos desempenhos, serviu para alertar-vos de que somente
aquele que se mantém fiel às suas leis, e conquista o amor e a
confiança dos seus Irmãos, poderá alcançar um degrau
superior na Maçonaria.
Hoje, fostes introduzidos na Loja de olhos abertos,
executando vossa viagem simbólica com a vista desvendada.
Pressupomos que, não mais ofuscados por preconceitos e
30paixões, já poderíeis suportar os resplandecentes raios da
Verdade desvelada, da qual nos aproximamos com olhar
cuidadoso. O olhar dirigido para o espelho visava incentivar-
vos à reflexão sobre a influência em vossa consciência que
tiveram os ensinamentos ministrados no primeiro grau.
Lembrai-vos de que o “conhece-te a ti mesmo” visa
mostrar que, segundo nossa convicção maçônica, o
autoconhecimento é o início da Sabedoria, porque a formação
do ser humano consiste no desenvolvimento consciente das
suas capacidades. Mas, como isto poderia ser possível sem um
conhecimento preciso e completo daquilo que somos, que
temos e do que nos falta? Por isto, o autoconhecimento é
considerado como a verdadeira essência da Sabedoria humana,
pois o ser humano não pára e não deve parar nunca de
aprender e de instruir-se.
Assim, em todos os caminhos da vida, olhai para o vosso
interior com o olhar claro, avaliando-vos sobre os vossos
valores humanos, não pela exteriorização de vossos atos, mas
pela integridade e sinceridade de vosso caráter. Concentrai
vosso olhar diretamente sobre o objetivo de nossa
determinação Terrena para que possais alcançar o grande
presente da Divindade que é a existência terrena em toda sua
plenitude e esplendor, tornando-a realidade.
Vossa viagem foi acompanhada de música alegre e bem
diferente da viagem como Aprendiz. O ser humano, nascido
pela mão da natureza, encontra-se, no primeiro instante,
desvalido. A cada passo, está ameaçado de se tornar vítima do
preconceito, da fraude e da paixão. Um decidido propósito
para o Bem, para a firmeza de Caráter e para a união com
homens de bem o fortalece na luta pela Virtude.
31Com alegria, continua a vossa viagem através da vida
terrena, guiada pelas mãos de amigos fiéis. Quem, como ser
humano, permanece de caráter nobre, terá que achar que a
peregrinação em tão belo caminho aumentará a sua alegria de
procurar e de encontrar o bom entre os bons, em fraternal
união, sob atenção dobrada para o Belo e o Elevado em sua
volta, e andar pelo caminho puro em direção ao objetivo nobre.
Nesta viagem fostes alertados para o valor da amizade,
para o respeito pelo Belo, à aspiração à Verdade na palavra e
na ação. Pois o objetivo da Maçonaria não é outro a não ser o
de reconhecer a verdadeira dignidade espiritual do homem, de
desenvolvê-la e de fortificá-la. O bom Maçom cuida para não
perder a sua honra interna através de ações próprias ou perante
outros. Ele também honra a dignidade humana em seus
companheiros de vida. Pois conservar e defender a própria
honra com força masculina e prudência também significa
reconhecer a honra dos próximos e tê-la como sagrada. A falta
de integridade e a mentira não poderão subsistir perante a
dignidade íntima do homem
O bom Maçom zela para não macular sua honra com
atos impróprios; defende a honra com serenidade e firmeza
perante os outros, assim como respeita e mantém como
sagrada a honra alheia; respeita a dignidade humana. A
falsidade e a mentira não subsistirão diante da nobreza interna
do ser humano.
Por isto, o Maçom deve possuir além do amor puro à
Verdade, sensibilidade para tudo que representa o belo, como
se revela na natureza, na arte e na vida humana. Toda a
natureza em si, o maravilhoso firmamento estrelado, as
plantas, os animais e, sobretudo, as almas humanas que
desconhecem as limitações terrenas, são testemunhas da
32imensurável riqueza da criação, pela sua beleza, sua nobreza e
sua funcionalidade.
Acima de tudo, porém, está o ser humano que estando
consciente de sua nobreza e torna-se, também, merecedor de
fazer jus a tudo isto. O sábio vê nisto uma dádiva bondosa, que
auxilia a amenizar os sofrimentos da vida terrena. Auto-
enobrecimento, a partir do sentimento pelo Belo e Elevado, é o
dever de cada ser humano. Conquanto ele possua o talento e a
oportunidade para tanto, ele deverá desenvolver as forças
existentes latentes dentro de si.
O Maçom deve possuir um coração participativo e
sensível para tudo o que é grande, assim como por tudo o que é
nobre e belo e, para onde as circunstâncias da vida o levarem,
ele deverá se esforçar como um membro vivo da Humanidade
moralmente elevada. Unido estreitamente à amigos leais, ele
não fica só. Lado a lado, recebe coragem e perseverança,
auxílio e apoio na atividade em comum, voltado a um único
objetivo de toda a amizade e amor fraternal que lhe são
simultaneamente meio e objetivo, que nivelam e embelezam o
caminho, ajudam a superar dificuldades e são, também, as
recompensas pelo esforço honesto.
Meus Irmãos! Acompanhai-nos como Companheiros
fiéis. Caminhai conosco pela senda da vida, respeitando o que
respeitamos, amando o que amamos, aspirando com alegria o
que aspiramos.
Assim, o ideal da Maçonaria é a estreita união de todos
os homens bons e nobres em torno do verdadeiro, do belo e do
bom. Mesmo um Irmão possuindo menores dons poderá ser
um Maçom digno, bastando que seja uma pessoa íntegra e de
boa índole. Por esta razão, a amizade e o amor fraternal são
33representados por um símbolo maçônico em especial, a
Cadeia, na qual, vossas mãos, meus Irmãos Companheiros, já
estavam entrelaçadas antes de terdes, hoje, adentrado neste
Templo para vossa Promoção, para continuardes unidos a
vossa viagem. O homem, destinado a viver em sociedade,
sente dentro de si, um desejo premente, de comunicar aos
outros seus pensamentos e seus desejos, unir-se a eles e
também participar de seus sofrimentos e de suas alegrias.
Porém, uma verdadeira amizade só se pode basear na analogia
da boa vontade, com princípios morais, mentalidade e
empenhos íntegros.
Esta amizade é a corrente invisível que une os
verdadeiros maçons e que somente a morte poderá separar. Ela
não exige sábios, mas homens que amem a sabedoria; não
exige santos, mas homens sinceros, imbuídos da procura da
pureza moral e da bondade; com profundo respeito pela
dignidade humana, capazes de anular seus pensamentos
egoístas, capazes de demonstrar amor ao próximo a cada
instante.
Possuir amigos no mundo inteiro, estando unidos a eles
na procura das mais nobres metas da Humanidade, enobrece o
pensamento. Fora do ser humano não pode existir o bem. É no
seu intimo que ele pode germinar para desenvolver-se
amplamente.
Concluída a explanação, é feita a leitura dos deveres e
direitos dos Companheiros e, a seguir, a recitação do
catecismo de Companheiro.
34DEVERES E DIREITOS DOS COMPANHEIROS
A leitura é feita pelo 1o Vigilante.
1. O interstício do Companheiro geralmente é de um ano.
2. Depois das experiências e ensinamentos adquiridos no grau
de Aprendiz, o Companheiro deve familiarizar-se com os
símbolos e costumes do segundo grau. Ele deve refletir
sobre os seus significados e esforçar-se, seriamente, pela
continuidade da formação de seu intelecto e o
enobrecimento do seu coração.
3. O Companheiro assume o compromisso de manter em
segredo, perante os Aprendizes e estranhos sobre tudo que
lhe for confiado.
4. O Companheiro deve ser grato ao seu Garante e pedir-lhe
que continue a assisti-lo, pois tendo completado o tempo
como Companheiro, é ele quem pedirá a Elevação à Mestre.
5. Se um Companheiro mudar de residência, poderá ser
elevado em outra Loja de sua nova residência, mediante
pedido de seu Garante e com a concordância do Venerável
de sua Loja.
6. O Companheiro não deve faltar a nenhuma Loja do seu grau
e também do grau de Aprendiz. Deverá justificar, em
tempo, a sua ausência através de comunicação ao Venerável
Mestre.
7. Antes de sua Elevação, o Companheiro deve ser submetido
a um questionário que responderá por escrito. O Venerável
Mestre pode dispensar esta obrigação.
358. Um Companheiro, normalmente, não pode ocupar cargos
em Loja; contudo, durante o tempo de Companheiro, já
deve inteirar-se dos deveres dos Oficiais de sua Loja,
preparando-se para assumi-los no futuro.
9. Um Companheiro não pode propor ninguém para
Maçonaria. Se tiver um amigo que desejar ingressar na
Fraternidade, ele deve apresentá-lo a um Mestre, que irá
propô-lo e será o seu Garante.
36O CATECISMO DO COMPANHEIRO
Perguntas ao 2o Vigilante
VM
2.V
VM
2.V
VM
2.V
VM
2.V
VM
2.V
VM
2.V
– Irmão 2° Vigilante, sois Companheiro Maçom?
– Sou, examinai-me.
– Como devo reconhecer que sois?
– Pelo Sinal, pela Palavra, pelo Toque e pela repetição
das circunstâncias particulares de minha Promoção.
– Que significa a palavra B.?
– É o nome da outra Coluna no átrio do Templo de
Salomão, junto a qual os Companheiros recebiam o seu
salário e significa: “O Senhor te fortalecerá”.
– Como foste conduzido em torno da Loja?
– De olhos abertos, unido aos Irmãos em Cadeia e ao
som de música alegre.
– Que significa este costume?
– Amizade, Beleza e Verdade.
– A Amizade é venerada pelo coração sensível; a
Beleza é homenageada pelos nobres sentidos e a
Verdade é cultivada pelo espírito sereno, inquiridor e
alegre.
– Em que trabalham os Companheiros?
– Na Pedra Cúbica, símbolo da Perfeição, da Razão e
do Coração.
Perguntas ao 1° Vigilante.
37VM
1.V
VM
1.V
VM
1.V
VM
1.V
VM
1.V
VM
1.V
VM
1.V
– Irmão 1° Vigilante! Como batem os Companheiros?
– Com uma batida lenta e duas rápidas.
– Que significam estas batidas?
– A primeira simboliza a meditação calma no
aprendizado e as duas rápidas simbolizam a diligência
no trabalho.
– Que significa a Régua Graduada?
– A Régua Graduada nos indica a verdadeira grandeza
das coisas e nos ensina que a Verdade só poderá ser
alcançada pela pesquisa, ensaios e convicção próprios.
– Que significa o Esquadro?
– O Esquadro, pelo qual se constrói a Obra, significa a
Justiça severa em nosso comportamento e da qual não
podemos desviar-nos sem nos tornarmos passíveis de
punição.
– O Compasso?
– Determina os limites dos deveres que o Maçom
meticuloso deve observar em relação a todo o ser
humano e, em especial, a um Irmão.
– O Nível?
– É o símbolo da origem da Igualdade entre os homens
e indica que, em nossa Fraternidade, não podem existir
pretensões de superioridade porque só é válido o
mérito próprio.
– O Prumo?
– Indica o sentido reto de nosso julgamento que não
deve guiar-se por considerações alheias ao Direito e à
Verdade.
38VM
1.V
VM
1.V
– Para que serve a Trolha (Colher de Pedreiro)?
– Para proteger a obra contra influências externas
destruidoras e o coração contra o ímpeto da
sensualidade e das paixões.
– Em que o Companheiro deve destacar-se do
Aprendiz?
– Na maior habilidade quando no exercício das
virtudes maçônicas e por uma incessante procura da
Perfeição.
39ENCERRAMENTO DA LOJA
O Venerável Mestre desejando fechar a Loja, após a
conclusão do Trabalho:
VM
2.V
1.V ¶


VM – Ir. 2° Vigilante, mais alguém tem algo a dizer pelo
bem desta Loja de Companheiro ou da Maçonaria em
geral?
– Meus Irmãos, segundo desejo do Venerável Mestre,
pergunto-vos, se ainda alguém tem algo a dizer pelo
bem desta Loja de Companheiro ou da Maçonaria em
geral?
2.V
Quem quiser falar, fica de pé e faz-se notar, levantando a
mão direita. Em seguida, o 2o Vigilante dá conhecimento
do pedido ao Venerável Mestre.
O Venerável Mestre concedendo a palavra a um Irmão,
este se coloca no Sinal e completa antes de falar.
Se ninguém (mais) pedir a palavra, o 2o Vigilante diz:
2.V
VM
– Ninguém (mais) se manifestou, Venerável Mestre.
– Irmão 2o Diácono, lembremo-nos dos pobres.
O 2o Diácono pega a esmoleira na mesa do Tesoureiro e
recolhe de Irmão a Irmão. Ao final recoloca a esmoleira
sobre a mesa do Tesoureiro e vai para seu lugar.
Após a coleta, o Venerável Mestre poderá mandar ler a
Ata do Trabalho. Não havendo restrições a Ata, esta será
assinada pelo Venerável Mestre.
VM
– Irmão 1o Vigilante, porque o lugar do 1o Vigilante
fica no Oeste?
401.V
VM
1.V
2.V
VM
1.V
– Assim como o Sol se põe no Oeste para terminar o
dia, o 1o Vigilante fica no Oeste para fechar a Loja,
entregar o salário aos Obreiros e dispensá-los do
trabalho.
– Os trabalhos estão encerrados. Cumpri o vosso
dever!



– À ordem, meus Irmãos!
Todos os Irmãos se levantam e se colocam no Sinal de
Companheiro.
1.V – Meus Irmãos, segundo desejo do Venerável Mestre,
fecho esta Loja de Companheiro em veneração ao
Grande Arquiteto do Universo e segundo os antigos
costumes do Companheiro Maçom.
1.V
2.V
VM ¶ ¶¶
¶ ¶¶
¶ ¶¶
Todos os Irmãos completam o Sinal de Companheiro.
O Venerável Mestre e os Vigilantes vão para junto de suas
Colunas.
As velas são apagadas uma após a outra com o abafador, usando
os seguintes dizeres:
1.V
2.V
– A luz se apaga, mas em nós continua a atuar o fogo
da Força.
– A luz se apaga, mas em torno de nós permaneça o
brilho da Beleza.
41VM
1.V
– A luz se apaga, mas sobre nós continua a brilhar a
luz da Sabedoria.
– Irmãos Diáconos! Dobrai o Tapete.
Então, os Diáconos dobram o tapete, do Leste para o
Oeste.
Em seguida, todos formam a Cadeia.
VM
– Oração.
A Verdade é o laço firme,
Que une os espíritos;
Quem a procura na mão da Sabedoria,
com honestidade a encontra.
Em serena confiança,
Enche-se de Força,
Que pronta para o direito e obrigação,
protege sempre as boas obras.
A Beleza completa a nobre união,
A qual aqui nós consagramos.
Na Morte, nossos lábios ainda,
A esta tríade sagrada, agradecem.
Procurai Irmãos, Vivei para elas,
com fervor, através da perseverança.
[Apertai a mão do Irmão,
e jamais se rompa esta corrente.]
As palavras finais, entre colchetes, são repetidas duas
vezes pelos Irmãos.
Após a oração, a Cadeia é desfeita.
VM
– Meus Irmãos! Eu vos saúdo por três vezes três.
O Venerável Mestre e os Irmãos do Leste fazem a Bateria
Maçônica do Companheiro.
Os Irmãos retribuem a saudação.
42VM
– Paz, Alegria e Harmonia vos acompanhem, meus
Irmãos, em vossos caminhos.
O 1o Diácono conduz o cortejo para fora do Templo, na
mesma ordem de entrada.
43APÊNDICE
TRANSFORMAÇÃO DA LOJA
LOJA DE APRENDIZ EM LOJA DE COMPANHEIRO
Estando em Loja de Aprendiz e desejando o V.M.
transformá-la em Loja de Companheiro, adotará os
seguintes procedimentos:
VM
– Irmão 1° Diácono, providenciai para que os
Aprendizes saiam temporariamente da Loja.
Os Aprendizes devem ficar de pé, sem o Sinal. O Guarda
abre a porta para a saída do 1° Diácono e demais Irmãos,
permanecendo do lado externo da porta do Templo para
certificar-se que os Aprendizes se afastem de forma que
nada seja ouvido por eles. O 1° Diácono cumpre a ordem
e volta ao seu lugar.
1.D
VM
– Venerável Mestre, vossas ordens foram cumpridas.
– De pé, meus Irmãos.
Todos ficam de pé.
VM
– Está Suspenso o Trabalho em Loja de Aprendiz.
O V.M. arma o Esquadro e o Compasso na posição do
Grau de Companheiro sobre a Bíblia fechada.
2.D.
– Irmão 2° Diácono, qual é a primeira preocupação de
um Maçom em Loja de Companheiro?
– Verificar se a Loja está coberta.
– Cumpri esta obrigação.
O 2o Diácono vai até a porta do Templo e dá, com o
punho da mão, a batida do Grau de Companheiro na
porta. O Guarda responde, externamente, com a mesma
44batida. O 2oDiácono retorna ao seu lugar e, sem se por à
ordem, diz:
2.D
– Venerável Mestre, a Loja de Companheiro está
coberta.
O Guarda retorna ao seu lugar dentro da Loja.
VM
2.V
1.V
VM



– À Ordem como Companheiro, meus Irmãos.
Todos se levantam e se colocam no Sinal de Companheiro.
VM
VM
2.V
1.V
VM
– Está aberta a Loja de Companheiro, em honra ao
Grande Arquiteto do Universo e segundo os antigos
costumes dos Companheiros Maçons.
¶ ¶¶
¶ ¶¶
¶ ¶¶
– Sentemos.
LOJA DE COMPANHEIRO EM LOJA DE APRENDIZ
Estando encerrado o trabalho em Loja de Companheiro e
desejando o V.M. transformá-la em Loja de Aprendiz,
adotará os seguintes procedimentos:
VM
VM
1.V
2.V
VM
– Está encerrada a Loja de Companheiro que será
transformada em Loja de Aprendiz.
– Irmão 1o Vigilante! O trabalho está encerrado.
– ¶
– ¶
– ¶
451.V
– À ordem, meus Irmãos!
Todos se levantam e se colocam no Sinal de Companheiro.
1.V
VM
2.V
1.V
– Meus Irmãos, segundo desejo do Venerável Mestre,
fecho esta Loja de Companheiro em honra ao Grande
Arquiteto do Universo e segundo os antigos costumes
dos Companheiros Maçons.
– ¶ ¶¶
– ¶ ¶¶
– ¶ ¶¶
O V.M. arma o Esquadro e o Compasso na posição do Grau de
Aprendiz sobre a Bíblia fechada.
VM
VM
2.V
1.V
VM
– Está reaberta a Loja de Aprendiz, em honra ao
Grande Arquiteto do Universo e segundo os antigos
costumes dos Maçons.
– ¶¶ ¶
– ¶¶ ¶
– ¶¶ ¶
– Sentemos.
– Irmão 1o Diácono, ide à ante-sala e convidai os
Aprendizes para retornarem aos seus lugares.
O Guarda abre a porta para a saída do 1o Diácono,
permanecendo do lado externo da porta do Templo até o
retorno dos Irmãos. O 1o Diácono cumpre a ordem e volta
ao seu lugar.
1.D
– Venerável Mestre, vossas ordens foram cumpridas.
Após o cumprimento deste convite, o V.M. segue com o
Trabalho no Grau de Aprendiz.
46ENTRADA DE UM COMPANHEIRO
EM LOJA ABERTA
Um Irmão, que deseje ingressar no Templo em Loja Aberta
para Companheiros, solicita-o dando a batida do Grau de
Companheiros no lado externo da porta do Templo.
Mas, se ele não sabe em que Grau está funcionando a Loja,
bate como mo grau de Aprendiz.
O Guarda deixa o Templo e examina o Irmão que deseja
ingresso, comunica qual o grau está funcionando a Loja e
volta para o Templo.
O Ir bate como Companheiro, então o 1o Diácono comunica
em voz baixa ao 1o Vigilante que um Irmão deseja ingresso.
No momento propício, 1o Vigilante dá um golpe com o seu
malhete.
VM
1.V
VM
– Irmão 1o Vigilante, qual é o vosso desejo?
– Venerável Mestre, um Irmão pede ingresso.
– Deixai-o entrar.
O Guarda do Templo abre a porta.
O 1o Diácono vai até a porta do Templo e conduz o Irmão
diretamente a um lugar que esteja vago.
Nada é dito nesta ocasião.
47A PEDRA CÚBICA POLIDA
Assim como Pedra bruta é o símbolo do trabalho do Aprendiz, a
Pedra Polida é a do Companheiro
A Pedra Cúbica é elaborada da Pedra Bruta por um processo de
tirar e não adicionar algo a ela. Como sabemos o Aprendiz traz a Pedra
Bruta para o Companheiro poli-la.
Não está no poder do Companheiro adicionar qualquer coisa à
Pedra que recebe. Tudo o que ele tem a fazer é, com repetidos golpes,
retirar as asperezas e defeitos visíveis. Ela se de fato existe, está
presente todo o tempo invisível; para se chegar a ela ou descobri-la,
requer trabalho paciente.
Assim dentro de uma Pedra está o belo, o bom e o verdadeiro.
Tudo que tem a fazer é desbastá-la para dar realce ao que ali está
latente! E quão poucos são os que podem efetuá-lo! Não são muitos os
que podem desbastar uma Pedra Bruta e transformá-la em Pedra
Cúbica, que simboliza o homem perfeito.
A Pedra Cúbica está lá sem dúvida, mas precisa muita perícia e
tempo para desbastar o excesso que a torna bruta. Poucos duvidam que
dentro de cada homem exista um homem perfeito, que será
aperfeiçoado pelo trabalho incessante na maçonaria.
A Pedra Cúbica Polida sai do interior da pedra bruta, este
ensinamento traz no espelho da vida que o Homem Perfeito é produto
do trabalho na remoção das asperezas e arestas da vida e dos
ensinamentos do passado.
A Pedra Cúbica não é somente um símbolo, mas uma idéia; um
exemplo do que se pode fazer, e, principalmente, a inspiração de
tentar. Talvez o Maçom nunca chegue a ser como uma pedra perfeita,
mas enquanto ele tenta, aprende seu ofício.
Assim como a Pedra Cúbica está pronta para ser colocada na
obra, o Maçom Perfeito também está para se colocado no Templo ideal
que é a humanidade.
48A humanidade como um Templo, abrigando todas as
comunidades é a sua meta.
AS TRÊS GRANDES LUZES NA LOJA DE COMPANHEIRO

~ por Rosemaat Abiff em 12/02/2018.

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