O OTIMISMO E O MAÇOM

Há um grande perigo quando assumimos ingenuamente a condição de “otimista”. O fato é que, simplesmente ter em mente e na ponta da língua, a crença na espera de uma solução sempre favorável diante da realidade da vida, não resulta em elevo pessoal algum ou progresso para a sociedade.

Este é o caso típico da decadência humana, quando conduzido pelo vício, o ser vai se degradando e sua família o acompanha na crença otimista e simplória de que algo vai acontecer e, de forma mágica, irá retirá-lo deste estado. E, se vier a óbito, haverá alguém a dizer: – Enfim, encontrou a paz! Será?

O que prescreve o 20º Landmark?

Gottfried Wilhelm Leibniz, matemático e filósofo alemão, do século XVII, afirma: “Deus escolheu a constituição do mundo em que vivemos, com suas alegrias e seus sofrimentos, o que permite, entre os diversos mundos imagináveis, a conciliação entre o máximo de bem e o mínimo de mal, o que o transforma no melhor dos mundos possível.”

Em contra ponto, nosso Irmão Voltaire, em sua obra prima, “Cândido, ou o Otimismo”, apresenta um grande deboche da doutrina pregoada pelo personagem Mestre Pangloss, para quem “todos os acontecimentos estão encadeados no melhor dos mundos possíveis”. O jovem Cândido, personagem principal, começa a reavaliar a doutrina após sofrer as sucessivas infelicidades do mundo. O livro se encerra com um grande ensinamento: “-Tudo isso está muito bem dito – respondeu Cândido, – mas devemos cultivar nosso jardim”.

Então, o Maçom não deve ser otimista? Na verdade, ele deve, sim, ser otimista. Se não o for, cairá no pessimismo. Nas raias do vício, o péssimo arrasta o homem para o mal. Mas, o maçom deve cultivar um otimismo escrupuloso. O primeiro ponto é medir a extensão dos problemas, mapeá-los e, com a luz da razão, tornar-se agente da solução. O otimismo que nos abrangerá, virá da certeza de que vencer as paixões, submeter os erros e combater os males da sociedade são resultados naturais de uma conduta maçônica integra e ética.

O MAÇOM OTIMISTA É O OBREIRO COLABORATIVO DO FUTURO!

Vou plagiar o grande escritor Ariano Suassuna: “Não sou nem otimista, nem pessimista. Os otimistas são ingênuos, e os pessimistas amargos. Sou um realista esperançoso. Sou um homem da esperança. Sei que é para um futuro muito longínquo. Sonho com o dia em que o sol de Deus vai espalhar justiça pelo mundo todo.” Não somos Maçons otimistas, nem pessimistas. Os otimistas são ingênuos, e os pessimistas amargos. Somos Maçons realistas e esperançosos. Somos homens justos e de bons costumes. Sabemos e colaboramos para que, em um futuro não muito longínquo, chegará o dia em que a Luz do GADU irá espalhar justiça pelo mundo todo.

DEDICO este artigo aos Irmãos do Grande Oriente do Brasil, Minas Gerais, na pessoa do Eminente Irmão Cléscio Galvão.

Sinto muito. Me perdoe. Sou grato. Te amo. Vamos em Frente!

Continuaremos incentivando os Irmãos a enriquecerem o Quarto de Hora de Estudo. Indiferente de graus ou cargos, somos todos responsáveis pela qualidade dos trabalhos em nossa Oficina. Imprima este trabalho e deixe entre seus materiais maçônicos, havendo oportunidade solicite ao Venerável Mestre sua leitura e promova o intercâmbio de ideias.

Ir∴ Sérgio Quirino
Grande Primeiro Vigilante – GLMMG

Publicado no Jornal do Aprendiz, Edição 153, de 30.12.2019, disponível em https://bancadosbodes.com.br/jornal-do-aprendiz-no-153-30-12-2019/

~ por Banca dos Bodes em 12/06/2020.

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