Entrevista com Adeptos.

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1) Cidio Lopes por Cídio Lopes, quem ele é?

Um modesto professor de filosofia e agricultor familiar.

2) Qual a sua formação Acadêmica?

Sou mestre em filosofia pela Faculdade São Bento de São Paulo. Graduado em Filosofia pela PUCMG, Pedagogia pela Uninove SP e Teologia pela Faculdade Vicentina de Curitiba/PR. Fiz ainda pós-graduação em Arte-Educação pela PUC MG e pós-graduação em Estudos Bíblicos no Centro Bíblico Verbo Divino em SP.

Atualmente estou em processo de construção do projeto de doutoramento em Filosofia junto do departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; sob a orientação do Prof. Doutor Alexandre de Franco Sá e co-orientado pelo Prof. Dr. Renato Epifânio da Universidade do Porto, Faculdade de Letras.

3) Como a Filosofia entrou na sua vida?

Eu comecei a lidar com temas filosóficos lá pelos anos 87, 88. Naquela época eu não achava que eles eram filosofia, simplesmente eu gostava muito de participar num grupo de pré-adolescente; gostava de debater temas sobre economia, exclusão social, etc. Formalmente meu contato foi mais positivo a partir dos anos de 1996 quando me tornei um candidato à vida religiosa Católica. E claro, meu grande contato foi na leitura do livro O mundo de Sofia. Sou muito grato às instituições por onde passei.

4) Como a Maçonaria entrou na sua vida?

Creio que de duas formas. A primeira era o templo maçônico que havia na minha cidade, lá no leste de Minas Gerais. Sempre tive em memória tal grupo. A segunda forma me parece que foi para ocupar um espaço na minha vida, antes ocupado pela Igreja Católica. Por onde havia passado um tempo estudando, e sem saber, procurava aquele espírito de pertencimento a alguma fraternidade. Sentir-se parte de um grupo. Claro que essas ideias fizeram mais sentido depois. Quando passou um bom tempo é que esse sentido me pareceu ser o mais plausível em buscar a maçonaria.

5) Como você faz o casamento entre maçonaria e filosofia?

Agradeço essa pergunta, pois ela é um sinal de que de fato você é um leitor do nosso trabalho. E isso nos gratifica muito. Sim, a todo tempo faço essa relação. São vários os motivos, primeiro que basta ler qualquer material didático da maçonaria para notar isso de imediato. Não precisa ser filósofo profissional par notar, por todos os materiais didáticos que se faz uso semanalmente, nas instruções de formação do maçom, tudo tem filosofia. Depois, os princípios que marcaram o surgimento da Maçonaria lá pelos anos de 1713 em Londres foram todos Iluministas, que é fundamentalmente filosofia.

6) Quais filósofos são teus favoritos?

Como sou partidário de uma outra abordagem da filosofia, prefiro não manifestar nesses termos. Prefiro a ideia do tema filosófico, e nesse sentido tenho me dedicado a estudar como a filosofia pode ser vivida pelas pessoas. Por isso a maçonaria e a filosofia ser objeto das minhas escritas. Contudo, e isso pode ser verificado na forma do meu livro Estética e Educação em Nietzsche, já fiz trabalhos sobre Nietzsche e atualmente dedico-me a estudar o filósofo luso-brasileiro Agostinho da Silva.

7) O que tu acha dos graus superiores serem chamados de graus Filosóficos ou de Filosofismo Maçônico?

Dentre os materiais e método pedagógico utilizados pela maçonaria, existe alguns que fazem uso de etapas formativas complementares à formação simbólica, contida as três etapas que chamamos de maçonaria simbólica. Quando pensamos dessa forma, como sendo um recurso pedagógico de apresentar de formas alternativa conteúdos filosóficos, os graus ditos filosóficos são muito válidos. No meu caso em especial, pela minha formação em teologia e filosofia, o que me requereu uns 7 anos de estudos, não tive interesse pelos ditos graus filosóficos até o momento. Sendo minha apreciação, por exemplo, do método pedagógico denominado Rito Schröder, por justamente desenvolver a ideia de que nas 3 primeiras etapas estão tudo que precisamos. Contudo, considerando que a Maçonaria não é uma Faculdade de Filosofia, mas uma Escola na qual se pratica a filosofia, acho muito válido que exista os demais graus.

8) Ateus, mulheres, negros e Homossexuais e a maçonaria o que pensas dessa polêmica?

Agradeço muito a oportunidade em poder falar do tema. Por uma questão de Tradição, a maçonaria só aceita homens como maçom. Não há teoria que justifique isso, apenas o seguinte. Por ser uma associação que perdura no tempo; temos loja no Brasil com 120 anos; temos que pensar que há nesse grupo um desejo de preservar as coisas. Assim cuidamos para que nossos empreendimentos tenha uma história, fazemos a memória cuidadosa das reuniões semanais; lembramos de Confrades do passado, etc. Nesse contexto acabamos por não absorver de modo rápido novidades que vão surgindo na história. Isso é um ponto forte, pois a identidade do grupo depende dessa memória. Contudo, isso pode ser negativo, pois não se avança em modificações históricas, entre elas a ideia de direitos iguais entre mulheres e homens; negros e brancos, homossexuais e heterossexuais.

No caso do ateu temos algumas variações. No Brasil a maçonaria admite a existência de Deus, portanto não se admite pessoas que são ateias; o maçom precisa crer em algum Deus. No caso de alguns grupos existentes lá na França temos o seguinte. Aquele grupo se coloca em não solicitar isso do seu membro; deixando para que ele decida sobre isso, podendo crer ou não.

Por fim, a questão da discriminação no geral. Hoje há um discurso aparente de que ‘toda maçonaria’ era favorável a igualdade de ‘raça”, como podemos ler em alguns materiais didáticos que usamos, o que é falso. A maçonaria tinha partidários da monarquia e da república ou escravagista ou libertários como Luiz Gama; nos Estados Unidos da América do Norte o racismo chegou ao ponto de haver hoje uma “maçonaria” só para negros, chamada Príncipe Hall. A maçonaria é um grupo de pessoas e estamos inseridos na história; o mais importante tem sido o empenho em sermos pessoas melhores, ao estilo da filosofia das Escolas Estoicas lá da Grécia Antiga. Nós não nos enganamos em achar que somos homens perfeitos, tem-se bem evidente de que somos limitados. E temos vários instrumentos pedagógicos que nos lembram disso. Não podemos confundir que num hospital só tem gente doente; e por isso ele não é um bom lugar; Maçonaria é uma escola filosófica na qual praticamos a virtude; não somos virtuosos; como já nos avisa Aristóteles lá na Grécia Antiga.

9) Você possui um nome iniciático? (pode nos contar ele)

Eu falo muito de segredo e mistério. E falo do cuidado que precisamos em ter com o mistério da vida. Nesse sentido, um conjunto de temas fazem parte dessa nossa intimidade; daquilo que faz eu andar longas distâncias para tomar um café com um Confrade. E nomes iniciático só fazem sentido nesse contexto, não é um assunto público.

10) Quais ritos maçônicos já trabalhasse?

Conhecemos bem o R.E.A.A. E de leituras o Rito Schröder e o Rito Francês ou Moderno.

11) Como você vê o envolvimento de tantos maçons na política nacional?

A política partidária é uma atividade que exige do maçom formação política. Caso contrário, a política partidária tem uma dinâmica que no geral age como desagregadora do grupo maçônico. Pessoas que não sabem muito bem um assunto, incluindo aí a própria maçonaria, elas tendem a repetir os clichês e bordões existentes na praça, o que é muito negativo. A política no sentido não partidário, por outro lado, é o lugar por excelência do maçom; pois relacionar entre pessoas é a política propriamente dita. E a política feita nesse sentido é a base da política partidária, e no geral mais necessária. Temos muito maçons justamente nessa política, que não é visível; não aparece para as pessoas como sendo política.

Aí me parece surgir um paradoxo. Se na atualidade a maçonaria fosse mais ativa nos aspectos de formação cultural, como promovendo Educação Formal, Mídia, participando ativamente na introdução da Filosofia como disciplina escolar, seria positivo sua inserção na política partidária. Contudo, não é essa a realidade, e aí entrar na política, como ouvimos com frequência em Loja, é uma tragédia anunciada. A política tem sua dinâmica; ou você compreende bem ela; e faz política de modo profissional; ou será levado pela política e sua dinâmica; e isso excluí o aspecto fraternal da maçonaria.

12) Para Cidio quem é Deus? Como é a vida após a morte?

Deus é algo próximo ao que Espinosa compreendia. Algo que perpassa tudo, mas não está reduzido à parte, Ele continua a ser tudo. Sou uma pessoa muito ligada à mística.

13) Na faculdade de filosofia estudamos as religiões por convite (os órficos) existe alguma relação entre os órficos e a maçonaria? Por exemplo, o Mitraismo era uma religião de convite com iniciação e só aceitava homens.

A maçonaria é algo fruto do Iluminismo, um movimento cultural bem amplo que ocorreu entre 1650 – 1850; as datas são referência geral; Dentro do Iluminismo podemos pensar no Grande Iluminismo e do baixo iluminismo. O que mais conhecemos foi feito pelos nobres franceses; que foram radicais em várias ideias; incluindo o afastamento do fenômeno religioso. Contudo, o chamado baixo iluminismo procurou conciliar a razão com o não-racional. E nesse contexto é que o fenômeno religioso foi “ajeitado” com a capacidade humana de pensar racionalmente. Nesse contexto, temos um desejo cultural por resgatar outras experiências espirituais, para além do quadro da Instituição Católica, e de várias formas vemos surgir nesse contexto notícias de religiões antigas. Não teria sido a primeira vez que houve essa “vaga” de buscar o sagrado no oriente; no renascimento Italiano temos algo parecido.

Poso esse quadro, a maçonaria procurou resgatar a cultura da Grécia antiga, como várias outras  novidades oriundas do oriente. É nesse quadro que eu penso se há ou não relação do Orfismo com a maçonaria ou não. Como até que ponto a Gnose, um movimento cristão dos séculos II e III d.c, influenciou o Iluminismo, o positivismo e a maçonaria.

Eu concluo dizendo que estaríamos cometendo um erro de perspectiva histórica ao saltar o Iluminismo e tomar outras tradições místicas para saber se elas influenciam ou não a maçonaria. Eu sempre vou indicar que primeiro precisamos ver bem o que é o Iluminismo e só depois conseguiremos pensar se há outra coisa na maçonaria que não seja o Iluminismo. É muito arriscado, quando não amador, associar rapidamente a maçonaria às pirâmides do Egito; é ter fugido das aulas de história do Ensino Médio. Nesse sentido, no contexto do Iluminismo se quis muito reviver as técnicas das antigas religiões, especialmente as baseadas na ideia de mistério.

14) Qual o maior desafio de ter um canal no YouTube? Como é a resposta dos irmãos?

São vários os desafios. Primeiro aprender a falar sozinho. Depois, ter regularidade na publicação de conteúdo. Depois aprender a fazer vídeos objetivos, direto ao tema e dentro de 3 minutos. Por fim, ter como referência uma ideia para balizar seu trabalho, no geral no contato com amigos próximos. Eles serão seu retorno imediato e força para o trabalho ser balizado; para saber se você está indo bem ou não. Tem sido essa a minha técnica; Depois de um ano de trabalho no entorno do site amf3.com.br começo a receber retornos muito gratificantes de pessoas de mais longe.

15)Tu acompanhas outros canais maçônicos no YouTube?

Não. Eu tenho contato com alguns maçons que são professores em pós-graduação sobre maçonaria. Essa é minha referência de troca cultural sobre maçonaria. A forma como eu abordo é raro encontrar interlocutor.

16) Como tu percebes esse crescente de fanatismo religioso no Brasil? Já sofresse preconceito por ser maçom?

Como muita preocupação. Já no ano de 2010 quando comecei a publicar textos filosóficos sobre maçonaria no blog amf3.org já sentia isso. Está na base do trabalho do site Escola amf3.com.br justamente uma provocação nesse sentido. Foi a partir de uma palestra sobre “anti-maçonaria”, na qual eu tive uma intuição. Se eu que entendo sobre o assunto não assumir o protagonismo; a versão que ficará sobre o que seja maçonaria será a de quem fala mau dela. A cultura de ficar calado na maçonaria, já que o vulgo fala coisas absurdas e sem contato algum com esse grupo, não tem mais lugar.

Eu já fui discriminado em várias situações. E foi justamente quando o palestrante nos lembrou de que 300 mil maçons foram mortos no contexto do nazismo, que resolvi falar sobre o tema de modo proativo e profissional. Assumir o protagonismo dessa narrativa tornou-se urgente, justamente para contrapor à difamação sistemática feita pelas vagas de de “crentes” existentes nas redes sociais. Antes, minha postura era: a pessoa está a falar coisas tão absurdas que não darei ouvidos; mas notei que o absurdo estava na mesma base do nazismo; e foi justamente isso que construiu o resto da história que sabemos. E esse cenário que vejo surgir com força em nossos dias;

É de fato assustador, vermos o ódio a judeu voltar como nunca nas redes sociais; e nesse mesmo pacote está a maçonaria; as religiões afro e outras minorias.

17) “Assim Falou Zaratustra” é um livro iniciático?

Curiosamente já li esse livro, claro, como leitor de Nietzsche não passaria ao largo. Ele pode ser visto nesse sentido, pois Nietzsche se dedicou a produzir uma filosofia a partir do que podemos aqui juntar sob a ideia de arte trágica. A arte trágica, como conceito filosófico desenvolvido por Nietzsche, é justamente idêntica à ideia de iniciação.

Aliás, o blog amf3.org é justamente fruto do meu mestrado em Filosofia, que me dediquei a estudar e dissertar sobre Estética e Educação numa primeira fase de escritos de Nietzsche. Meu interesse na maçonaria como escola filosófica é justamente nessa chave.

É claro que para falar disso seria em outro momento, dado a complexidade conceitual que implica afirmar que sim, em Zaratustra Nietzsche procurou imprimir seu conceito de arte trágica, que podemos sim dizer que ela é o mesmo tratado sobre a chave de iniciação, numa perspectiva antropológica.

18) Podemos traçar um paralelo entre a execução de Jacques DeMolay e o julgamento de Sócrates?

Creio que podemos nos esforçar para relacionar eventos históricos no geral. Pode ser um exercício intelectual que nos motiva a pensar o passado. Acho isso positivo, pois assim conhecemos facetas históricas que podem contribuir com nosso presente. Contudo, acho que DeMolay teve outro percurso social. Sua vida é interessante do ponto de vista da modernidade, mas seria bem diferente de Sócrates. Como Sócrates é bem diferente de Jesus Cristo, mesmo que podemos encontrar comparações. O ponto em comum que talvez nos causa esse desejo de comprar certamente é como eles morreram; mas creio que e apenas isso.

19) Qual o link pro teu canal do YouTube?

https://www.youtube.com/channel/UCQq8HV-8keoR60STZ36x2TQ?view_as=subscriber

20) O que simboliza para ti a Rosacruz?

A maçonaria aglutina um conjunto de temas que fazem parte da condição humana, mas ela não é a única a tratar desses temas. Nesse sentido a Rosacruz constitui noutra escola filosófica, que aliás admite mulheres, o que enriquece a cultura das Escolas Filosóficas em nossos dias.

21) Que pensas sobre Magia, Hermetismo, Alquimia e Cabala?

Um renomado professor francês, Pierre Hadot, tem um livro todo sobre uma frase do filosófico pré-socrático Heráclito. A saber: “a natureza ama se esconder”, o livro chama-se Véu de Isis (não é uma obra esotérica; trata-se de um livro de filosofia acadêmica) Dessa frase o professor percorre tudo o que move às ciências contemporâneas. São dois mil anos de história. Na base dessas palavras citadas na pergunta, temos a origem das ciências contemporâneas. O que ocorre é que com frequência chegamos nesses assuntos de modo “atravessado”, sem método; e aí vira uma confusão. Depois, exige tempo das pessoas para compreender um pouco desses assuntos, o que a internet não tem ajudado, a ter paciência. Eu particularmente só me interesso pelos temas na radical perspectiva da filosofia e da história das ciências. Não gosto e acho mesmo perigoso as abordagens outras desses temas, mas consigo abordar todas elas de uma perspectiva da história da filosofia; da filosofia das ciências; mas sei que é um olhar minoritário.

22) Se as pessoas quiserem entrar em contato contigo como podem fazer? Qual tua mensagem final para os leitores do Pelotas Occulta?

As pessoas podem usar o e-mail ou aplicativo de mensagem Whatsapp.

cidioalmeida@gmail.com ; +55 11 9 9551 4141

Agradeço muito aos leitores do Blog Pelotas Occultas; claro, a você Frater Rosemaat Abiff, pela oportunidade e pela qualidade das perguntas. Ainda sobre os leitores do Blog, espalhados pelo orbe terrestre, registro que tenho carinho especial pelos gaúchos. Dentre as várias amizades que fiz no período de faculdade, lembro-me de amigos em geral do Rio Grande e de alguns de Pelotas; mineiros e gaúchos costumam ter boas prosas. Parabenizo por fim o público mais próximo aí de você, pelo interesse na temática do que eu denomino de Filosofia e mística, em especial no enfoque filosófico que podemos dar ao tema, justamente para não ficarmos cultivando fantasias de mau gosto.

TFA

Prof. Me. Cídio Lopes de Almeida, MM

Oriente de São Paulo.

amf3.com.br

Loja XXVII de Setembro, 773

https://www.xxviidesetembro.com/

~ por Rosemaat Abiff em 07/07/2020.

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